Sindicatos e Directores Com Versões Diferentes Sobre a Lista Graduada

FNE quer definir já contratação de professores: “O tempo está a ficar curto”

 

 

Opinião diferente tem associação nacional directores de escolas, que faz apelo ao ministro da Educação: há tempo para promover um debate nacional sobre como escolher os melhores professores, antes de tomar uma decisão.

 

 

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Como fazer chegar os professores mais adequados às salas de aula é assunto sobre o qual directores dos estabelecimentos de ensino e sindicatos têm ideias diferentes. Mas todos se congratulam com o fim da Bolsa de Contratação de Escolas (BCE) anunciado pelo Governo. Agora é preciso definir o que se segue e “o tempo está a ficar curto”, para que tudo corra bem na preparação do próximo ano lectivo, avisa João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE). O sindicalista avança desde já a ideia central que levará para as negociações com o ministério de Tiago Brandão Rodrigues, que ainda não têm data marcada: “No nosso país o único modelo de colocação que dá confiança às pessoas é o da lista graduada nacional.”

Ou seja, os docentes devem ser todos escolhidos com base em critérios objectivos: tempo de serviço, nota final de curso e avaliação de desempenho — como de resto se aplica no concurso nacional que visa o preenchimento dos quadros das escolas, lembra Dias da Silva. A BCE, recorde-se, visava apenas contratar professores para “necessidades residuais” e temporárias das escolas.

A BCE foi um mecanismo criado em 2014 para preencher alguns lugares docentes nas escolas e agrupamentos que têm contratos de autonomia com o ministério e nas escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária. Este mecanismo permitia-lhes escolher o perfil do professor a contratar, em função do seu projecto educativo.

“Uma escola poder colocar 2 ou 3 dos seus professores com autonomia é insignificante. Qual é o director que diz que se sentiu mais autónomo por causa da BCE?” — questiona João Dias da Silva.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas responde com outra pergunta: “A lista graduada nacional é a solução para termos nas escolas os melhores professores?” Acredita que não.

Mas sobretudo, este representante dos directores escolares, pede ao ministério que antes de decidir o que quer que seja promova um debate nacional. “Estamos em Janeiro. Estamos a tempo. Estamos a falar de um dos aspectos mais importantes do sistema educativo: a escolha dos professores. A verdadeira autonomia era as escolas escolherem com base no currículo e em entrevistas e ponto final. Mas sei que estamos longe de conseguir fazer isso.”

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24 comentários

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    • zaratrusta on 7 de Janeiro de 2016 at 10:05
    • Responder

    Para os diretores, os professores mais adequados são os primos, os sobrinhos e os enteados

  1. Dizem que este ano a BCE correu melhor? Ainda na 2ª feira fui colocado em 2 escolas que desde o início do ano letivo estão sem professor

    • Santiago on 7 de Janeiro de 2016 at 10:37
    • Responder

    Deixar esta decisão nas mãos dos diretores é como perguntar a quem manda se quer mandar mais ainda!
    BCE = desorganização, desigualdade e abuso = CORRUPÇÃO!
    Lista única = igualdade, justiça e transparência = DEMOCRACIA!

      • Vítor on 7 de Janeiro de 2016 at 11:03
      • Responder

      Exatamente! Deixar isto nas mãos dos diretores é o mesmo que perguntar a um condenado se prefere ser decapitado ou degolado.

      • benvinda branquinho on 7 de Janeiro de 2016 at 12:27
      • Responder

      Sim , é verdade verdadeira.

    • Nelson Sousa on 7 de Janeiro de 2016 at 12:11
    • Responder

    Por acaso a BCE selecionava os melhores??? E o que é ser melhor? Pelos vistos para os diretores é escolher aqueles que lhes dá jeito… E a que propósito os diretores são chamados aqui? Que têm eles a haver com isto? Ou querem ter protogonismo e então amarram-se a alguma coisa só para aparecerem e terem os 5 minutos de fama? Esta coisa dos melhores já começa a meter nojo. Parece que a ideia é colocar os professores a correrem o país à procura de ações de formação da treta de 25 horas para se ultrapassarem uns aos outros e depois ver quem consegue correr mais… por causa de um lugar de merd`* onde se ganha 900€ a 300km de casa ao fim de 20 anos de serviço.

    • Nelson Sousa on 7 de Janeiro de 2016 at 12:12
    • Responder

    resumindo, os diretores estão contra os professores e contra a dignidade humana.

    • Nelson Sousa on 7 de Janeiro de 2016 at 12:14
    • Responder

    tudo isto das bace’s começa a meter um nojo insuportável… em portugal tudo
    é trama.

    • benvinda branquinho on 7 de Janeiro de 2016 at 12:26
    • Responder

    REALMENTE , há necessidade de um sério debate mas é sobre QUEM deve exercer o cargo de diretor de escola ou agrupamento.? Não é uma pós-graduaçãozita em gestão de escolas, que eu também fiz no IPLeiria , portanto sei do que estou a falar, que habilita um Professor para fazer a gestão de uma escola ou agrupamento.
    Para fazer gestão deve recorrer-se a PROFISSIONAIS DE GESTÃO , pessoas com formação adequada e Licenciadas em Gestão e Administração Pública, que as temos em Portugal , e, dar-lhe a incumbência desse trabalho.
    Enquanto os diretores forem os professores de ginástica e de letras com uma pós -graduação em gestão de escolas, não iremos longe.
    Que aborrecido dizer isto , mas é a pura verdade ! Eles não são GESTORES !

      • Sinceramente on 7 de Janeiro de 2016 at 15:09
      • Responder

      os directores eleitos deviam ser externos à Escola, nunca pertencer à mesma escola onde deram aulas, ou seja oriundos de outras Escolas ou gestores profissionais na variante ensino, e assim se evita os conluios e amiguinhos de longa data dentro da escola e favorecimentos!

        • Virgulino Lampião Cangaceiro on 8 de Janeiro de 2016 at 15:40
        • Responder

        Aplicando este extraordinário raciocínio ?), nenhum professor deveria lecionar na sua própria terra.
        O cérebro é uma coisa maravilhosa. Toda a gente deveria ter um.

      • Virgulino Lampião Cangaceiro on 7 de Janeiro de 2016 at 15:50
      • Responder

      Pessoas “Licenciadas em Gestão e Administração Pública” é o que mais há por aí e é só ver a bela gestão que esses boys fazem nos organismos públicos onde arranjaram o tacho…

      Já agora fica a saber que ainda há poucos anos o distrito escolar de New York foi buscar uma gestora de topo da Coca Cola para gerir a coisa e ao fim de alguns meses a dita cuja demitiu-se por achar que não estar preparada para gerir um organismo ligado à Educação! Ah, ah, ah!

    • Sinceramente on 7 de Janeiro de 2016 at 15:03
    • Responder

    como é possível a FNE ter como secretário-geral João Silva um tanso e desconhecedor da realidade dos professores?? Então ele julga que os docentes devem ser todos escolhidos com base em critérios objectivos: tempo de serviço, nota final de curso e avaliação de desempenho?? Avaliação de desempenho?? Aquela avaliação que são os próprios a avaliarem-se através de relatórios?? E então aqueles docentes que apesar de terem algum tempo de serviço mas que ainda não tem avaliação não podem concorrer?? Não admira que este tanso tenha concordado com o Crato para implementar a PACC só para quem tinha menos de 5 anos de tempo de serviço. O homem não sabe mudem mas é de secretário…o Arlindo caso ponderasse, faria melhor figura e seria muito mais competente!

      • Sinceramente on 7 de Janeiro de 2016 at 15:21
      • Responder

      na minha opinião toda esta situação seria muito simples resolver: lista graduada seria pela nota final de curso e pelo tempo de serviço contudo haveria 1ª prioridade para quem tem no mínimo mestrado com estágio integrado na área da docência, 2ª prioridade para quem tem apenas licenciatura e por conseguinte….quem quer ficar na 1ª prioridade que realize o curso de mestrado em Ensino….ONDE ESTÁ A DÚVIDA??

        • Virgulino Lampião Cangaceiro on 7 de Janeiro de 2016 at 15:41
        • Responder

        Quer esteja a referir-se a mestrados do tipo Bolonha, quer esteja a referir-se aos mestrados que se compram em qualquer Univ de vão de escada e que nada aportam às capacidades e conhecimentos úteis para a docência, já vi que não passa de mais um chico esperto a tentar ultrapassar outros pela direita…

      • Virgulino Lampião Cangaceiro on 7 de Janeiro de 2016 at 15:43
      • Responder

      “Aquela avaliação que são os próprios a avaliarem-se através de relatórios??”
      Por aqui se vê que não passa de um troll a tentar lançar poeira para os olhos dos incautos. Vá-se catar.

        • Sinceramente on 7 de Janeiro de 2016 at 16:13
        • Responder

        não vou descer ao seu nível mas pelos vistos o meu comentário incomodou-o…está com receio?? um presunçoso que julga que sua formação é superior ao do colega e tal porque o mestrado é antes e não pós Bolonha…no mínimo patético…é talvez daqueles que se esconderam cinicamente enquanto que os colegas protestavam contra a PACC….dá para ter uma pequena noção do seu carácter. Mas já que parece que não vive no mesmo país que eu, esclareça como foi a sua avaliação?? Julgo que todos temos curiosidade.

          • Virgulino Lampião Cangaceiro on 8 de Janeiro de 2016 at 15:37

          Vá-se catar, bis.

          • Maria Lapa on 9 de Janeiro de 2016 at 9:13

          Mestrado integrado=licenciatura antes do bolonha, percebeu? ou quer que
          lhe faça um desenho. E já agora, sabe que no recrutamento de
          profissionais já fazem a diferença entre as duas preferindo as antigas
          licenciaturas? Fique mas é calado, porque se a moda do privado pega ao
          do público os mestrados pós bolonha vão mas é para prioridades ainda
          mais baixas.Como eu costumo dizer, não mexa muito na mmmmmmm…. porque
          ela foi instalada na criação dos cursos bolonha e isso é do conhecimento
          público e do reconhecimento das instituições, pois nestes cursos não
          aprendem metade do que nas outras e isso sentem no mercado de trabalho e
          até já se sente nos novos profissionais do ensino.

    • Gin on 7 de Janeiro de 2016 at 17:08
    • Responder

    Este diretor Filinto é um acérrimo defensor da BCE. É ele q aparece várias x em programas de tv a bajula-la. E sempre que os docentes abrem a boca..direi que 8 em 10 defendem o fim da BCE!

    • Sílvio Miguel on 7 de Janeiro de 2016 at 20:18
    • Responder

    Este filinto concorda então com a ultrapassagem de candidatos como a que ocorreu o ano letivo anterior em Coimbra onde um professor Contratado passou à frente de professores do Quadro, no grupo de recrutamento 240.

    Concorda ainda, com a omissão que a Diretora da DGAE fez este ano letivo em não divulgar o Agrupamento de Escolas onde os professores contratados em BCE foram colocados.

    Ora aqui temos um homem honesto e justo.
    Preocupado como vão ser as colocações no futuro, incluindo a entrevista.
    E, agora, até quer debate sobre este assunto.

    Porque será que não denunciou as irregularidades e ilegalidades cometidas até ao momento?

    Não. Está mesmo no sítio certo para dar uma boa imagem à Associação Nacional Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

    filinto, nem todos são parvos.

      • Gin on 7 de Janeiro de 2016 at 22:18
      • Responder

      Sílvio não existe realmente nenhum documento oficial com as colocações em BCE? A única forma de o fazer é consultar os 300 e tal sites das escolas diariamente (como se fosse tarefa fácil) ?

        • Sílvio Miguel on 8 de Janeiro de 2016 at 0:04
        • Responder

        Gin, no ano letivo anterior só detetei uma das ultrapassagens no 240 (que é aquele grupo que me interessa) porque publicaram uma lista em novembro e outra atualizada em dezembro. Este ano letivo a exma. sra. diretora da DGAE, maria luísa oliveira, deu-se ao luxo de retirar da Nota Informativa – Regras de Funcionamento da Bolsa de Contratação de Escola publicada no dia 1 de setembro de 2015 o ponto relativo à PUBLICAÇÃO DAS COLOCAÇÕES EM BCE como expliquei em http://www.arlindovsky.net/2015/12/podemos-ter-esperanca-que-termine-a-bce/ e em anteriores comunicações efetuadas neste blogue.
        Mas esta gentinha é parva, se pensa que os professores têm tempo para consultar todos os sites dos Agrupamentos e Escolas de todo o país, diariamente.
        Pelo contrário, todos os professores do Quadro em RR, sabe-se perfeitamente onde ficam colocados e devia ser essa a prática normal para todos os professores contratados que são colocados. Isto chama-se transparência, caso essa gentinha não o saiba. Se não têm capacidade para gerirem essas colocações, que se demitam e atribuam o lugar a quem o saiba fazer.
        Felizmente, acabaram com a Requalificação senão mais uns infelizes professores iriam passar pelo mesmo sofrimento que vivenciei o ano letivo anterior por incompetência, irregularidades e ilegalidades cometidas por esse tipo de gentinha. Só quem vivenciou isto é que pôde constatar como esse tipo de gentinha resolveu a situação. Já para não falar das outras irregularidades, mais graves, dentro das colocações em RR, com professores do Quadro, no grupo 240. Para além, das colocações arbitrárias, por telefone, em Equipas Multidisciplinares, PIEF e Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a Sida”.
        Concluindo: Nem todos são PARVOS.

    • Fábia Pinto on 8 de Janeiro de 2016 at 10:39
    • Responder

    Dá sempre jeito escolher quem já se conhece. Dá sempre jeito poder ajustar critérios para professores da casa… dá mesmo muito jeito… E assim professores como eu, com experiência, provas dadas muita formação vão ficando na reserva… até quando a reserva e a espera deixa de ser solução e se vai por outros caminhos… Tantos como eu se perderam nos últimos anos no lodo da educação suplantados por alguém que se ajustava a critérios mais “de feição”… Um concurso único, sem ofertas e ofertinhas em que se seguisse uma lista durante todo o ano letivo seria a solução mais justa. Todavia, fosse eu ministra e salvaguardaria apenas um ponto, as prioridades de quem trabalhou no público… É ingrato que aceitando os horários que me calham na rifa e percorrendo o país concorra em igualdade com quem trabalhe no privado ao pé de casa.

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