Crónica de César Israel Paulo de dia 2 de Agosto no Diário de Notícias

Ago 04 2013
Uma Reforma Curricular Que Nos Afasta do Mundo Real?
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3 comentários
Não há dinheiro. Em países ricos como a Alemanha não há nem nunca houve a Área de Projeto nem Estudo Acompanhado nem dois professores a EVT. A escola é para ensinar e não para “entreter” os meninos. Se o sistema era tão bom porque estamos tão “atrasados” em relação a outros países? Já estudou o sistema Suíço por exemplo? O que falta é disciplina e respeito pela autoridade do professor. Quem obriga, por exemplo, um menino (enc. de educação) a pagar um vidro que eventualmente parta? Mas o contribuinte é obrigado a pagar para muitíssimos andarem na escola sem pagar um cêntimo. Será que estou errado? E se chumbar não perde as “regalias”.
Fazer da área de projeto um cavalo de batalha é algo que devia ser evitado a todo o custo.
Dizer que uma reforma está errada porque não tem área de projeto é uma falha de discurso tremenda: ninguém vai ligar ao resto da argumentação depois de ter visto que o grande problema é a falta de área de projeto.
A área de projeto não faz sentido, não tem utilidade pedagógica, não é valorizada pelos alunos nem pelos professores, não é considerada pelos pais.
Sim alguns gostam, outros divertem-se, outros ainda têm emprego à custa disso. Mas
A tudo isto há que acrescentar que a área de projeto não é “vendável” à sociedade.
Se quiserem outras batalhas furadas é falarem da educação musical, da educação para a cidadania, a prevenção rodoviária, etc.
Até a educação sexual apesar de apreciada em teoria por muitos setores… acaba por ser mais uma das que não “vende”!
Vamos é centrar nos aspetos que são fundamentais ao sistema de ensino: autoridade docente, qualidade científica, simplicidade de normativos, responsabilidade dos alunos, correção de assimetrias sociais (pelas entidades exteriores à escola)
Concordo, Paulo, há áreas muito mais importantes para discutir…eu penso que as áreas artísticas seriam uma mais valia para os nossos alunos e aumentaria os níveis de sucesso individual. Já trabalhei numa escola de música e, de facto, os alunos tinham outra atitude. Acho que este modelo integrado de escola, alargado a todas as escolas públicas seria muito mais eficaz.