Resposta da Universidade do Porto Sobre a Prova de Avaliação

… a uma carta dirigida por uma leitora do blog a pedir que a Universidade se pronunciasse sobre a obrigatoriedade da realização da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades para os docentes contratados.

 

 

Exma. Senhora Dra. MB,

No seguimento da sua mensagem, cujo conteúdo mereceu a nossa melhor atenção, informamos que a decisão de eventual obrigatoriedade de realização de uma prova habilitacional para o exercício da atividade docente ultrapassa o âmbito de atuação da Universidade. Com efeito, tal como acontece em relação a outras profissões em que igualmente é exigido, após a conclusão do percurso académico, o cumprimento de requisitos específicos (designadamente a realização de provas, por exemplo a ordens profissionais) para o exercício profissional respetivo, trata-se de uma decisão da exclusiva competência das entidades que titulam o exercício da profissão. A U.Porto está plenamente convencida que os seus diplomados têm conhecimentos e competências que lhes permitem um desempenho profissional de elevada qualidade.

 

Ficamos, no entanto, ao dispor para qualquer esclarecimento,

Com os melhores cumprimentos,

 

Mónica Pissarra

Formação e Organização Académica

Reitoria da Universidade do Porto

Praça Gomes Teixeira, s/n

4099-002 Porto – PORTUGAL

E-mail: [email protected]

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17 comentários

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    • Filipe on 13 de Agosto de 2013 at 13:51
    • Responder

    Como ex aluno dessa universidade congratulo-me com o conteúdo desta resposta..

    1. bem..eu sou da FCUL e também não tenho nenhum receio da dita prova, acho no entanto que a fazer-se,TODOS os docentes a deveriam realizar, e mais, acho que se deveria conhecer a instituição de onde provém os professores, bem como a sua nota na dita prova tendo isso consequências para as respectivas faculdades…mas neste pais de treta, confesso que não acredito…

    • Profa farta de medíocres on 13 de Agosto de 2013 at 15:05
    • Responder

    “A U.Porto está plenamente convencida que os seus diplomados têm conhecimentos e competências que lhes permitem um desempenho profissional de elevada qualidade.”

    Nunca frequentei e dificilmente frequentarei a UP. A resposta dada é excelente e reveladora de quem não tem medo e tem confiança nos licenciados que produz. A minha perspectiva é que a UP, juntamente com o Técnico, são de longe as melhores instituições de ensino superior que temos em Portugal. Se fosse licenciada pela UP, que não sou, ficaria inteiramente satisfeita com a resposta frontal e cordial dada pela universidade.

      • Inês 510 on 14 de Agosto de 2013 at 16:43
      • Responder

      Desculpe dizer-lhe isto mas o Instituto Superior Técnico, vulgo Técnico é só fachada! Eu fui uma dos muitos que caíram na ilusão….Tirei lá uma licenciatura em Eng. Química, fiz 52 cadeiras (antes de Bolonha, era bem pior…), perdi os melhores anos da minha vida, a estudar, sempre com a esperança de vir a exercer na área para a qual me preparava. No final? Desemprego….nem um estágio nessa área. Não tive cunha!
      Mais de 80% dos alunos de Eng,Química enveredaram pelo ensino… Eu e mais uns quantos ainda tivemos forças para tirar uma nova licenciatura em Ensino de Física e Química, desta vez na FCUL; pelo menos até ao ano passado tive sempre trabalho.
      O Técnico é bom? É. Preparou-me para os pontapés da vida. Em relação ao trabalho? É bom, se tivermos uma cunha que nos arranje qualquer coisa de pois de formados.
      Foi o meu grande erro!! Foi sempre a minha opção, sempre pensei ir para lá e tirar o curso. Esse sonho consegui realizar…

    • HBC on 13 de Agosto de 2013 at 15:32
    • Responder

    E a Universidade de Lisboa, Coimbra, Évora entre outras, para quando uma tomada posição semelhante?

    • Miguel Castro on 13 de Agosto de 2013 at 16:37
    • Responder

    “A U.Porto está plenamente convencida que os seus diplomados têm conhecimentos e competências que lhes permitem um desempenho profissional de elevada qualidade.”

    Pois é mas isso estão TODOS plenamente convencidos de tal…. desde que lhes entre o guito das propinas é o que interessa!
    Basta ver a publicidade que qualquer universidade/escola superior de esquina faz sobre o quão maravilhosas são.

    • joana on 13 de Agosto de 2013 at 17:19
    • Responder

    Pois eu já trabalhei com colegas oriundos dessa instituição e … valha-me Deus… O dom de ensinar está acima de qualquer instituição!

      • Filipe on 13 de Agosto de 2013 at 23:50
      • Responder

      A importância do dom depende das disciplinas! Numa disciplina científica e/ou técnica é necessário muito mais que dom. Para mim, quando vêm dizer que o dom é tudo na educação, desconfio logo. É preciso dom para cativar, para se saber estar, claro, mas é necessário ter bagagem técnica para se ser completo dentro de uma sala de aula. Ninguém é perfeito, muito menos eu, mas é possível ultrapassar os nossos limites quando a técnica, aliada ao esforço de atingir o dom, acompanha um docente. O dom, por si só, serve apenas para ser popular entre o meio estudantil. Este é o meu testemunho, baseado na minha ainda parca experiência. Agora uma coisa lhe digo, algumas universidades possuem muitas qualidades, e esta é uma delas! A se custa-lhe isto porque de certeza não vem de lá. Eu venho da UP, agradeço muito a preparação técnica e pedagógica que tive nessa universidade e termino com o pedido de divulgar qual é a sua universidade de origem para podermos dialogar.

  1. Eu não estranho que qualquer universidade esteja plenamente convencida e grata por aparecer esta prova uma vez que, muito provavelmente, esta irá dar mais trabalho aos docentes universitários, trabalho esse que começa a escassear nos cursos ligados ao ensino.

  2. E aquela comparação entre ordens e o estado é, no mínimo, muito infeliz. Façam uma ordem dos professores e reconheçam as universidades boas! Há universidades em que os alunos dos cursos que são reconhecidos pela Ordem dos Engenheiros não necessitam de fazer exame para a ordem. Pelos vistos, se as coisas são assim tão parecidas, podemos concluir que o estado não confia em nenhuma universidade, estando a do Porto incluída… E sendo assim, como contribuinte, sinto-me lesado porque estamos a pagar cursos em Universidades Públicas em que o Estado não confia. Acabem com esses cursos já. Para quê financiar os estudos de alguém que afinal só pode exercer quando fizer um exame aplicado pelo Estado? Se afinal é só essa prova que manda, nem se tem em conta a nota final de curso, nem se alguém tem mestrados ou doutoramentos, então até podiam deixar toda a gente fazê-la.. quem sabe se não teríamos um jardineiro a ensinar português ou um trolha a ensinar matemática ou um padeiro a ensinar química…

      • Susana on 14 de Agosto de 2013 at 0:16
      • Responder

      Boa noite. Fui aluna da FLUP (licenciatura e mestrado) e a resposta da UP à nossa colega é, no mínimo, um sacudir a água do capote. Avaliar-nos com uma prova de 2 horas é vergonhoso!!! Para não me alongar e ser indelicadamente indelicada, aconselho-vos apenas a reflectir no que Mónica Pissarra escreveu: ” Com efeito, tal como acontece em relação a outras profissões em que igualmente é exigido, após a conclusão do percurso académico, o cumprimento de requisitos específicos…”
      Não olhem aos restantes disparates, só ao “…após a conclusão do percurso académico…”. Já não fizemos isso? O estágio foi o quê?
      Avaliem-nos, mas avaliem-nos decentemente.

        • Ana on 14 de Agosto de 2013 at 17:32
        • Responder

        E pelos comentários que aqui tenho lido há muitos colegas que demonstram grande vontade em fazer a prova… enfim, nem para nós somos bons… como é possível aceitar tão prontamente esta armadilha, é que até os “bons” vão cair nela 🙁

  3. Pois, mais um tiro no pé!
    A colega que enviou a carta estava à espera de que resposta? Eu estou contra a prova porque acho uma afronta apresenta-la a contratados que leccionam há 5, 10, 15 anos, pois a obrigação do estado é cumprir a lei e vinculados. Agora, ir pedir opinião às universidades quando qualquer diplomado, por exemplo, candidato a técnico superior é quase sempre obrigado à realização de uma prova.

    • O Cão Danado on 13 de Agosto de 2013 at 21:22
    • Responder

    Lavar as mãos à moda de Pilatos. Mas quando toca ao financiamento não os vejo tão desinteressados e sossegados.

  4. A universidade basicamente não deu resposta nenhuma e até justifica a existência da prova fazendo comparações ridiculas.

    • Manel on 14 de Agosto de 2013 at 7:19
    • Responder

    Sem querer proceder a nenhum juízo de valor sobre a instituição, tem, neste caso, o trabalho de casa muito mal feito, ou de outra forma jamais poderia esquecer que: ninguém fica impedido de pertencer à Ordem dos Médicos tendo 0 (Zero valores) no dito Exame de Especialidade; apenas alguns candidatos têm de fazer um exame para pertencerem a outras ordens; no caso dos médicos, não existe uma relação directa entre a qualidade do profissional e a nota obtida no exame realizado.

    Se existiram instituições, sem idoniedade para tal, que formaram professores e outros profissionais? Julgo que sim, mas não me alongo!

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