Post para as Novidades de Hoje Sobre as Reuniões no MEC

Governo e professores voltam hoje a negociar prova de acesso à carreira

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) e  os sindicatos dos professores voltam hoje a sentar-se à mesa para mais uma  ronda negocial sobre a prova de acesso à carreira, criticada pelos docentes,  sobretudo os que têm vínculo mais precário.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional  da Educação (FNE), as duas estruturas mais representativas dos professores,  são recebidas durante a manhã, entre as 9:00 e as 13:00, apesar de ambas  defenderem que esta negociação devia ser adiada para setembro, uma vez que  o mês de agosto é o período de férias dos professores, não sendo possível  ouvi-los sobre as matérias em discussão.

O Governo pretende continuar a negociar com os sindicatos uma proposta  que prevê que os professores não integrados na carreira docente terão de  obter 14 valores em provas de avaliação para poderem lecionar.

Num comunicado divulgado a 23 de julho, o MEC informou ter enviado às  organizações sindicais três diplomas que se destinam a “implementar a prova  de avaliação de conhecimentos dos candidatos aos concursos de seleção e  recrutamento prevista desde 2007 na legislação em vigor, a adaptar o estatuto  da carreira docente a essa implementação” e a regulamentar a formação contínua  de professores.

O que diz respeito à prova de acesso à carreira é que tem gerado mais  polémica, sobretudo entre os professores contratados, que são os principais  visados, que já disseram, pela voz do presidente de uma associação nacional  que os representa, que acreditam que o modelo de uma prova de acesso ao  sistema de ensino “vai cair por si próprio”, por ser “tão gritante” a sua  insuficiência para cumprir o objetivo de avaliar a qualidade dos docentes.

A Fenprof acusou o MEC de ser “hipócrita e cobarde” ao querer instituir  uma prova de acesso à carreira, preferindo atacar os professores em vez  dos “lobbies” instalados nas universidades, com cursos dos quais desconfia.

Também a FNE já se manifestou contra a proposta, considerando que “põe  em causa” a formação inicial.

Por seu lado, o Governo, no final da primeira ronda negocial dedicada  ao tema, que decorreu na passada semana, já disse, pela voz do secretário  de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, que está convencido  de que os professores têm condições para ficarem aprovados na prova de acesso  à carreira docente, contestada pelos sindicatos do setor. 

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48 comentários

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    • Ana Fernandes on 5 de Agosto de 2013 at 11:10
    • Responder

    Sabendo os custos que tal prova irá ter para todo o sistema e as dúvidas quanto às competências dos avaliadores (tiveram de realizar alguma prova para poderem avaliar?), pergunto-me qual a legitimidade de impor tal prova quando em princípio o MEC reconhece que os cursos via ensino habilitam os professores para a profissão. É um contrasenso…

      • dedinho on 5 de Agosto de 2013 at 21:59
      • Responder

      Aqui há uns tempos (penso que ainda na altura do governo anterior, que tanto defendia esta prova e era, também por isso, criticado pelos que agora lá estão…), falava-se num custo de 25€ por prova… a pagar pelos candidatos, claro…

    • cassiopeia on 5 de Agosto de 2013 at 12:02
    • Responder

    Mais uma vez, é para apenas entrarem os amigos!
    De qq forma, também muito importante seria que os sindicatos tomassem iniciativa para evitar a chacina que está a acontecer aos professores do quadro que estão a ser postos na RUA.

  1. Se esta prova significasse ingressar na carreira, tudo bem. Mas não… é uma prova que pretende excluir quem não tiver 14 valores e, aos que tiverem nota suficiente, permitir que continuem contratados! Isto é ético??? Não.

    • Madeirense on 5 de Agosto de 2013 at 12:39
    • Responder

    Segundo a FENPROF: “Ministério encerrou «unilateralmente» as negociações.”

    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/fenprof-acesso-professores-tvi24-prova-docentes/1477107-4071.html

    • Maria on 5 de Agosto de 2013 at 13:18
    • Responder

    Gostaria que alguém me esclarecesse (….se souberem) , pois ainda estou há espera do esclarecimento do departamento de gestão financeira, porque é que tendo um contrato resolutivo a termo certo (contratado) só irei receber o subsidio de férias em novembro. Neste tipo de contrato são pagos todos os subsídios no final mesmo (31 de agosto).

    • Madeirense on 5 de Agosto de 2013 at 13:24
    • Responder

    O governo está disposto a ceder apenas em 2 pontos:
    – acabar com anota mínima de 14 e passar a ser aprovado/não aprovado;
    – aumentar de 15 para 20 dias o tempo de preparação para o exame.

    Apetece-me mandar o ministério para…. mas felizmente não sou da laia deles.

    1. Como conseguiu obter essas informações?

    • Madeirense on 5 de Agosto de 2013 at 13:42
    • Responder

    Foi enviado para os sindicatos na última sexta-feira à noite, infelizmente nenhum disse nada mas hoje já se sabe. A fonte está nas negociações como representante dos sindicatos das ilhas.

    1. E as negociações irão continuar ou terminam hoje?

        • Madeirense on 5 de Agosto de 2013 at 14:28
        • Responder

        Ministério quer terminar hoje mas já estão com 3 horas de atraso e o normal são os sindicatos requererem negociações adicionais em setembro.

          • tav on 5 de Agosto de 2013 at 15:02

          Colega, se entretanto tiver mais novidades, por favor, coloque aqui. Obg

    • Caçador De Bestas Quadradas on 5 de Agosto de 2013 at 13:49
    • Responder

    Uma prova do tipo dos exames do 12º ano chegaria para mostrar o estado da arte … E se os alunos são obrigados a fazer uma tal prova, o que temem certos professores, ou candidatos ao exercício da profissão docente? Terão medo de ser alvo de chacota, a mesma chacota que fazem dos alunos que dão calinadas do arco da velha?

      • Madeirense on 5 de Agosto de 2013 at 13:58
      • Responder

      Estes tipo de comentários nem merecem resposta…

        • Caçador De Bestas Quadradas on 5 de Agosto de 2013 at 14:21
        • Responder

        Não merecem resposta ou não tem argumentos?

          • cassiopeia on 5 de Agosto de 2013 at 14:26

          E que tal começar por fazer um exame de consciência?!

          • Caçador De Bestas Quadradas on 5 de Agosto de 2013 at 16:32

          cassiopeia, em vez de tentar verbalizar o vazio, tente argumentar contra ou a favor

          • Maria on 5 de Agosto de 2013 at 17:12

          Caçador de bestas quadradas… muito bem. Imagino que não deve ser fácil quando caçador e presa coincidem. Como é que faz? Anda às voltas em redor de si próprio perseguindo e fugindo ao mesmo tempo? Atira-se contra os espelhos sempre que vê refletida a sua imagem a ver se é desta que se apanha? Armadilha o terreno para a seguir contornar as armadilhas que se colocou?…
          Até estou a ficar zonza só de imaginar.
          Profissão de alto risco, sim senhor.
          Olhe, resta-me desejar-lhe com toda a sinceridade: Boa caçada!

          • Enfim on 6 de Agosto de 2013 at 16:17

          Quando refere argumentar, neste contexto, presumo que queira referir contra argumentar! No entanto, pelo que se sabe só é possível argumentar e contra argumentar com base numa tese! Olhando para o que disse, não vejo qualquer tese! Vejo uma série de perguntas provocatórias, pobres e desprovidas de qualquer sentido crítico!

      • Prof farto de medíocres on 5 de Agosto de 2013 at 14:35
      • Responder

      Esta é a miséria onde a profissão docente chegou. Os médicos fazem exames e provas a torto e a direito, alguém os ouviu reclamar? A prova de acesso à ordem dos médicos é exclusiva, quem chumbar não exerce a profissão, alguém os viu reclamar? Dá logo para desconfiar quando professores não querem fazer provas nas matérias que ensinam. É que as médias dos exames e os brutais desvios entre as notas internas e externas dizem algo de muito grave: há milhares de professores que para além de não conseguir ensinar nada também não têm a noção do que valem os alunos. Chega de farsa!!!!!

        • caos on 5 de Agosto de 2013 at 17:12
        • Responder

        És mesmo medíocre! Já professor… tenho as minhas dúvidas.

          • caos on 5 de Agosto de 2013 at 17:31

          Vou tentar explicar algo ao Sr. que se diz “Prof farto de medíocres”!
          Imagine que tem um aluno do 11º ou 12º ano que vai fazer exame nacional. Os critérios de avaliação, impostos pela escola, contemplam 70% para domínio de conceitos (14 valores em 20) e 30% para outros critérios como participação interesse, progressão, atitudes (6 valores em 20)… Imagine que o aluno vale, em termos de domínio de conceitos, 7 valores e que em termos dos outros critérios vale 16 valores. O aluno irá a exame com uma avaliação positiva. Agora imagine lá que o aluno tem 7 no exame, que é o que ele vale em termos de domínio dos conceitos, lá estaria você e outros que não são professores a gritar coisas sem sentido contra o professor que o levou a exame. Será a culpa do professor? Ou do sistema que quer aproveitamento a todo o custo para a estatistica? Reflita lá

          • Prof farto de medíocres on 5 de Agosto de 2013 at 22:20

          Critérios impostos pela escola? Brincas ou quê? Os critérios são definidos em grupo. Se não funcionam mudem-nos.

      1. Os médicos fazem sim, mas sabem qual é o objetivo das mesmas?

        Eu sei que sabe isso, mas vou dar a conhecer a quem não saiba 🙂

        1º Após finalizar o curso e fazer o ano comum, fazem uma prova. São ordenados pela nota e por essa ordem escolhem a sua especialidade.

        2º Após alguns anos (varia com a especialidade) a trabalhar (com vencimento líquido a rondar os 1300 euros, sem horas extras) como médicos internos, vão fazer o exame de especialidade.

        Não sei se em todas as especialidades é assim mas nas que conheço, é um exame dividido em três partes:
        – analise curricular – que estágios foram realizados e onde, artigos publicados e em que revistas, cursos frequentados, etc…
        – exame escrito
        – exame prático – recebem um doente, fazem a sua história clínica, debatem sobre o doente, possível tratamento etc…

        Estes exames são supervisionados por um júri ( 3 ou 5) e cada medido candidato a especialista têm o seu orientador.

        Se o colega quiser transformar os cursos de ensino no modelo dos cursos de medicina eu concordo, mas repare bem no que eles fazem e não só num exame.

        • Inês 510 on 5 de Agosto de 2013 at 17:33
        • Responder

        Apenas lhe deixo uma questão:

        Quantos médicos conhece sem emprego???

        As provas realizadas por eles, embora os afastem das áreas de residência servem para alguma coisa!

        As dos professores não vai servir para nada, pois continuamos com trabalho precário e incerto!

        Sei do que falo, tenho um familiar médico mais novo que eu e que desde que acabou o curso sempre tem trabalhado, exercendo a profissão para a qual se preparou durante 6 anos na faculdade e em provas posteriores

          • Prof farto de medíocres on 5 de Agosto de 2013 at 22:27

          Quantos médicos conheces que entraram com menos de 17-18? Quantos médicos conheces que fizeram menos de 4 exames para aceder ao curso? Quantos médicos conheces que entraram com médias que não fossem calculadas através de 3 exames? Quantos professores conheces que não cumprem as três perguntas que coloquei? Eu respondo: T-O-D-O-S. A profissão está cheia de imbecis vindos dos cursos profissionais, maiores que 23, RVCC, EFA, CNO e outras porcarias onde se entra sem se saber ler, escrever ou contar. Uma tristeza.

          Ainda há pouco, na hora do almoço, neste blog, um imbecil de um pseudo-professor escreveu “na rotunda tens que seder a prioridade”. Alguém lhe podia “seder” era um murro nas trombas.

          • M on 6 de Agosto de 2013 at 0:24

          Os médicos entram com 18 porque:
          – existem poucas vagas
          – é uma profissão com muita saída profissional e financeira

          Se conhecer bem os médicos, saberá que alguns, apesar de possuir conhecimento cientifico, são uma nódoa como médicos. Não têm jeitinho nenhum, tinham era média e sabiam que no final ganhavam bem,

          Mas gostava de ver as universidades a colocarem os cursos de ensino ao estilo medicina, Mas isso o colega não defende.

          Abraço

          • Inês 510 on 6 de Agosto de 2013 at 21:56

          Não há dúvida, não é de modo algum professor pois se fosse teria conhecimento das regras para o acesso ao ensino superior: SÃO IGUAIS PARA TODOS,
          Eu sou professora por vontade, fique colocada na minha primeira opção (não deve saber o que isso é, mas enfim), e com umas média de 17,8. Nesse ano tinha entrado na FMUL (não deve saber o que significa).
          Estou bastante arrependida pois se o tivesse feito teria tido sempre trabalho

          • Inês 510 on 6 de Agosto de 2013 at 21:58

          * media

          • Maria on 11 de Agosto de 2013 at 15:47

          Dou-lhe toda a razão prof farto de medíocres, só numa coisa é que não: há muitos professores que eram excelentes alunos e escolheram mesmo ensinar.
          E a do “seder” está muito boa! Infelizmente, é o que mais se vê por aqui: gente que, além de não saber escrever, não percebe o que os outros escrevem.
          Abraço

        • Miguel Vieira on 5 de Agosto de 2013 at 18:31
        • Responder

        Se tu és professor, eu sou o Batman…………………

    1. Colega,

      Eu não vou questionar o fazer ou não a prova, só levanto algumas questões que para mim são pertinentes e se pudesse gostaria que me ajudasse:

      1 – Qual é o objetivo da prova?

      2 – Numa prova de conhecimento, ficamos a saber quem é o melhor professor? (relembro que nem sempre quem sabe mais é quem melhor explica)

      3 – Porque não se ataca o problema na raiz, as universidades? (Afinal os cursos foram avaliados pelo ministério e o mesmo deu-lhe avaliação positiva – e agora acha que os professores saem mal formados)

      4 – Um professor contratado com 12 anos de serviço tem de fazer a prova e um professor de quadro com 9 anos de serviço não tem. Acha correto?

      5 – Tendo em conta que cada vez menos professores contratados são pretendidos, acha que os custos de fazer e corrigir as provas (várias pois têm de ser adaptadas ao grupo de recrutamento) é necessário? (relembro-lhe a pergunta 3)

      Volto a dizer, não me estou a opor à prova nem a favor dela, só acho que o verdadeiro motivo da mesma (nestes moldes) não é melhorar a qualidade do ensino….

      Abraço

        • Prof farto de medíocres on 5 de Agosto de 2013 at 22:11
        • Responder

        Quem não domina cientificamente a sua área nunca será um bom professor. NUNCA. O resto são tretas do eduquês. O facto de estarem cheiinhos de medo ainda mais me faz desconfiar.

          • M on 6 de Agosto de 2013 at 0:15

          É verdade colega mas também é verdade que quem domina cientificamente a sua área não é necessariamente bom pedagogo nem bom profissional.

          E uma prova, só para os contratados, não vai melhorar o ensino, só vai eliminar os professores contratados (que praticamente estão eliminados). Pela sua ideia devia defender prova para todos, não?

          Colega, mais uma vez lhe digo, não sou contra novas estratégias (a prova poderia ser uma) para melhorar o ensino mas ainda não me provaram onde a prova o vai melhorar…

          Abraços

          Ps: Não me respondeu às perguntas 🙂

      • Caçador De Bestas Quadradas on 5 de Agosto de 2013 at 18:27
      • Responder

      @Maria: Mais uma que se limita a verborrear em vez de argumentar. Gritar e espernear são apanágio de cabeças quadradas.Temos pena.

        • cassiopeia on 5 de Agosto de 2013 at 19:20
        • Responder

        Sr. Caçador, porque não argumenta (já que é tão apologista da argumentação) depois de se fundamentar ? Argumentar no vazio, já temos muitos que o façam… o Sr. é mais um …

      • Miguel Vieira on 5 de Agosto de 2013 at 18:51
      • Responder

      Caro “Besta quadrada”

      Todos os alunos fazem provas. Por essa ordem de ideias, todos os professores teriam que realizar a prova. A medida é discriminatória uma vez que só os professores contratados terão que a realizar. Ninguém tem que a realizar! Nem contratados, nem dos quadros. Porque os professores, já acabaram o ensino secundário e o ensino superior. Já fizeram muitos e muitos exames… Alguns, como é o meu caso, já tem uma graduação maior do que muitos dos que estão nos quadros, ou seja, média de final de curso, superior e mais tempo de serviço. Já que fala dos exames de 12º ano, os dos últimos 5/6 anos, pelo menos os de Biologia e Geologia, estão pejados de incorreções e informações incompletas. Mesmo que um aluno compreenda a matéria e a domine perfeitamente, vai provavelmente perder alguns valores. Os exames são feitos, na minha modesta opinião, para descer as notas dos alunos. Já agora, os alunos passam com 10 valores, não 14. Por último, uma prova pode ser realizada propositadamente para que as pessoas tirem menos do que 14 valores, e não tenho a mínima dúvida que é esse o objetivo desta.

      Desejo sucesso nas suas caçadas… Já experimentou cortar os pulsos? Não?!

      As melhoras

        • Caçador De Bestas Quadradas on 5 de Agosto de 2013 at 19:45
        • Responder

        @Miguel Vieira:

        1) Eu não disse que apenas alguns professores deveriam realizar as provas.

        2) Se o Miguel estivesse atualizado saberia que nem todos os candidatos à docência terão que realizar as provas e que o resultado das mesmas será apresentado em termos de aprovado/não aprovado.

        3) Se, como diz, tem uma média final de curso maior e mais tempo de serviço do que muitos dos que estão nos quadros, tal significa que apenas tem concorrido para onde lhe tem dado jeito, ao passo que outros arriscaram uma colocação longe de casa; além disso, se a sua média de curso é assim tão alta, mais uma razão para não temer as provas.

        4) Vir dizer que os exames de Biologia e Geologia dos últimos anos estão pejados de incorreções e informações incompletas é muito fácil mas demostrar o que afirma é que é o diabo.

        5) Diz que os exames são feitos, na sua modesta opinião, para descer as notas dos alunos. Mas é capaz de provar o que diz ? É que opinar é muito fácil, até um burro opina.

        6) Também diz que uma prova pode ser realizada propositadamente para que as pessoas tirem menos do que 14 valores, e não tem a mínima dúvida que é esse o objetivo desta. Realmente, tantas certezas só podem surgir de uma mente brilhante! Se consegue vislumbrar com tanta facilidade os propósitos maquiavélicos de quem institui as provas, o melhor será jogar no euromilhões.

        7) Cortar os pulsos até que nem era má ideia, assim nem me daria ao trabalho de gastar cera com tão ruim defunto.

          • Prof farto de medíocres on 5 de Agosto de 2013 at 22:17

          Todos os professores, independentemente do seu vínculo laboral, deviam realizar a dita prova. Estamos na presença da geração dos 50´s que se acomodou a bruta. Praticamente não trabalha nas escolas, ficam com as melhores turmas, não têm resultados, ganham 6 salários mínimos, leccionam 14-16-18 horas, não fazem substituições e ainda lixam quem vem atrás, pela simples razão de terem nascido depois. Isto tem que acabar.

          • Miguel Vieira on 6 de Agosto de 2013 at 0:39

          Fico feliz pelo barrete ter servido.

          1) Suponho então que defende que todos os professores têm que realizar a dita prova. Se assim for, de acordo. Que se acabem com quadros e contratos. Vamos seriar toda a gente de acordo com o resultado de uma prova. Parece-me inverosímil, mas seria a única forma de um contratado tirar algum lucro desta trapalhada. Independentemente do que alguém possa dizer, esta medida não ajuda ninguém, e só prejudicará os contratados. Se é do quadro, não o entendo. Se é contratado, não o percebo. Se não é professor?… Que raio está aqui a fazer ?!

          2) Terá razão, há coisas que me podem estar a escapar quanto à atualidade deste tópico. No entanto, a minha discordância em relação à dita tem a ver com o fato de ela não ser para todos, e pelo que diz ela continua a não o ser. Não pode haver discriminação entre quadros e contratados, mas também não deve existir entre contratados;

          3) Quanto à minha média é 17, o tempo de serviço são três mil e qualquer coisa dias, a minha graduação são 27 e pouco. Pode procurar na lista de ordenação definitiva do grupo 520 o meu nome. Entrei com 18 valores de média, no curso de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Tem razão, tenho concorrido para onde me dá jeito. É proibido? Por acaso eu não sabia o que estava a arriscar?! Incerteza, menos vencimento… Só não pensei que viessem a questionar a minha aptidão profissional por ter feito tal escolha. Tenho razões pessoais para fazer o que fiz. Sabe, antes de ser professor sou marido e pai. Faz de mim menos apto para dar aulas? Os que concorreram para longe são melhores do que eu porque… Já agora, quem lhe disse que tenho medo, seja do que for? Não tenho medo de provas ou exames!!… Sou contra esta prova, porque ao fim de um curso superior sofrido em termos económicos para os meus pais, mas ainda assim concluído com excelente nota, e dez anos de trabalho meritório, não tenho nada a provar a ninguém!! Porque é que não se insurge contra as pessoas que governam este país? Se defende as medidas que tentam aprovar, com certeza acha que são todos muito bem formados… Doutores e Engenheiros da Moderna da Nova e da Independente, que ganham milhares e não prestam provas a ninguém? Sou contra porque esta prova é discriminatória em relação aos contratados. Fico sem perceber, e isto é também para o “farto de medíocres” em que é que esta obsessão pela realização de uma prova entre contratados, porque disso não passará, vos poderá beneficiar… Não tenho nada contra os efetivos, pois seria ridículo cuspir no prato de que quero comer;

          4;5) Se fosse licenciado em Biologia ou Geologia, poderíamos discutir este assunto. De qualquer forma existem várias notícias em jornais, blogs, e na televisão, de Biólogos, Geólogos, professores, tanto do secundário como do superior a por em causa exercícios de escolha múltipla, critérios de correção, etc. Como corretor já vi critérios de correção a serem alterados posteriormente e cotações de questões anuladas, só para referir alguns exemplos. Estamos a falar da específica dos melhores alunos do país (área da saúde). Parecesse-lhe verosímil que a média final da disciplina seja, em muitos casos, reduzida a metade? Já sei, vai dizer que a culpa não é do exame, mas sim dos professores… Pois… Será a sua opinião… O que é que referiu sobre opiniões?…

          6) Pois! Se numa conjuntura de cortes financeiros, aplicamos uma prova aos trabalhadores… Será para eles poderem mostrar o quão bem formados estão, ou para nos livrar-mos deles? Inclino-me para a segunda…

          7) Posso ser um ruim defunto, mas sou um dos que utiliza o seu verdadeiro nome sem medo e não utiliza nicknames como – Prof farto de medíocres – e vem para aqui numa tentativa óbvia de antagonizar e ofender. Não mais lhe responderei, pois corro o risco de perder a razão. Os meus pais e os meus professores educaram-me.

          • Miguel Vieira on 6 de Agosto de 2013 at 0:47

          Peço desculpa, troquei “Prof farto de medíocres” por “Caçador de bestas quadradas”… Porque me terei eu enganado?!…

  2. Há muita gente altamente frustrada que participa neste blog só porque não tem nada mais produtivo para fazer do que comentar matérias que não domina.

    • Ana António on 5 de Agosto de 2013 at 17:05
    • Responder

    “Se esta prova significasse entrar na carreira tudo bem”, By fes
    5 de Agosto de 2013 em 12:20.
    Mas como tudo bem?????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Acaso quem está na carreira teve de se submeter a alguma prova ????? E atualmente quem está na carreira tem de se submeter a alguma prova?

  3. Sempre me disseram: “Nunca discutas com um idiota. Ele faz-te descer ao nível dele e depois ganha-te na experiência”.
    Deixei-no falar sozinho.
    Vamos mas é concentrar-nos na nossa luta..

    • Pestanaaberta on 5 de Agosto de 2013 at 21:43
    • Responder

    “Prova de acesso à carreira docente”….é assim que se chama a prova.
    E pergunto eu…….Mas qual carreira? De contratado/a?

  4. Colegas,

    Os professores contratados estão fora do ensino. Uma minoria terá hipótese de continuar como contratado e a maioria vai mudar de profissão. Acho que não me engano muito…

    A prova de conhecimentos servirá para que aqueles que se encontram no topo das listas de contratados tenham um “tombo” e sejam substituídos por outros contratados com menos tempo de serviço. É a única coisa que pode acontecer, mais nada.

    Não vai melhorar o ensino, porque esses professores vão continuar em situação precária ou no desemprego (mesmo que tirem um 20 na dita prova)

    Se o ministro quer melhorar o ensino então começa pelas universidades. Porque elas, que foram avaliadas positivamente por ele, estão a formar maus professores, segundo ele. Parece estranho a todos menos a ele 🙂

    .Abraço

  5. Oh prof farto de medíocres quem te ensinou?
    Ah! foram professores, pois olha não parece, e melhor ires tratar-te, estás muito doente mas cuidado escolhe um médico que tenha tido boas notas nos exames, pois podes não acordar.

    • Madeirense on 6 de Agosto de 2013 at 13:51
    • Responder

    Com entrada de comentários e respostas sem lógica nenhuma nest post ficamos sem o mais importante que é o resultado das negociações com ME. No site da fenprof tem lá novas propostas que falam de quem tem 5 anos de serviço poder repitir o exame (antes eram 10 anos), que os docentes que consigam contrato a termo resolutivo até 31 de dezembro estarem dispensados,etc.
    Alguém confirma estes factos?

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