FNE Pede Negociação Suplementar sobre a Prova de Avaliação

Pedido de negociação suplementar, nos termos do artigo 9º da Lei nº 23/98 

 

Como tivemos oportunidade de manifestar na reunião que tivemos com o MEC no passado dia 5 de agosto, o SPZN no mesa negocial de que faz parte enquanto membro da FNE entende que a imposição da realização de uma prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, depois da formação inicial de professores realizada em instituições de ensino superior, não se justifica.

O SPZN e a  FNE apresentaram alternativas que, na nossa opinião, são mais consistentes, justas e defensoras de um sistema educativo de qualidade, como por exemplo a concretização de um “período de indução” de um ou dois anos, em que um docente colocado numa escola é acompanhado por um outro docente com “mais experiência e qualificações que o ajuda a ultrapassar as dificuldades do dia-a-dia de ser professor”, aliás nos termos que o ECD prevê sob a designação de período probatório.

Efetivamente esta seria uma solução preferível a esta solução que é eminentemente teórica e que não nos parece suficiente para estar a determinar se uma pessoa reúne o conjunto de conhecimentos e capacidades, para ser professor, quando isso já foi feito pelas instituições do ensino superior.

Nesta matéria, e como é seu timbre, a FNE procurou chegar a uma solução de consenso, entre as posições do Ministério da Educação e Ciência e as suas. A verdade é que chegámos a um ponto em que o resultado obtido foi claramente insuficiente, mantendo-se um distanciamento entre os pontos de vista de ambas as partes, com uma intransigência total por parte do MEC, em relação à manutenção da prova.

É nossa convicção que deve ser prolongada a discussão da proposta em apreço, pelo que o recurso à negociação suplementar é inevitável, nomeadamente no sentido de se encontrar uma solução legislativa que constitua um instrumento para reconhecer o desempenho profissional dos professores, particularmente daqueles que têm servido com qualidade o sistema educativo ao longo de vários anos; uma solução a este nível terá consequências positivas para as escolas, para os alunos e para os próprios profissionais envolvidos.

É, pois, na sequência deste processo, que a FNE, nos termos da Lei nº 23/98, de 26 de Maio, no seu artigo 9º, acaba de solicitar a abertura de uma negociação suplementar sobre as propostas de Decreto Regulamentar e Decreto-Lei de alteração do ECD e diplomas conexos relativas à “Prova de Avaliação de Competências e Conhecimentos”.

DCI – SPZN 12 agosto 2013

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13 comentários

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    • CIF on 12 de Agosto de 2013 at 18:20
    • Responder

    Muito bem. Agora é necessário que não fique pior do que está. Lembro que estão dispensados da realização da prova os professores que forem colocados até 31 de dezembro de 2013.

      • Alijó on 12 de Agosto de 2013 at 18:32
      • Responder

      Dispensados da prova? Mas que prova? Ainda nem sequer foi aprovada.

      E sim, se o objetivo é melhorar o leque de profissionais nda docência, adotar um período probatório é o único caminho para se analisar as verdadeiras competências de um professor, que não se limita aos conhecimentos teóricos.
      E a ser aprovado, ou é para todos os contratados, ou apenas para os que ainda não possuem tempo de serviço. Impôr limites mínimos de tempo de serviço não é sério, tendo em conta que muitos renovaram contrato como toda a gente sabe, e outros não o fizeram porque não tiveram igual oportunidade.

        • Nuno coelho on 12 de Agosto de 2013 at 18:38
        • Responder

        Alijó
        A prova já está aprovada desde 2007!

        • Ana on 14 de Agosto de 2013 at 10:27
        • Responder

        ?!Período probatório?
        Isso existe, mas na prática só se reflete no vencimento. Todo o resto adjacente não é aplicado.
        Não sei se é atual a informação que vou escrever, mas o período probatório está também congelado! Mais uma vez reitero, só no vencimento é que isto se vê! Porque de resto somos professores iguais em funções e sem “apoio”.

      • Fun on 12 de Agosto de 2013 at 21:49
      • Responder

      Suponhamos que um professor fica colocado num horário temporário (até 31 de dezembro 2013) e termina o contrato em janeiro. Estará dispensado da realização da prova?

      • pimenta no rabinho dos outros é refresco no meu on 13 de Agosto de 2013 at 1:02
      • Responder

      CIF
      Deves ser dos primeiros da lista… Entras até Dezembro e depois deixa de ser um problema teu!
      Belo ponto de vista! És o maior!!!

    • maria on 12 de Agosto de 2013 at 21:35
    • Responder

    Tanta coisa aprovada, adquirida, que entretanto nos vão tirando, tirando…
    Até a escola publica o é cada vez menos, infelizmente…

    • joao on 12 de Agosto de 2013 at 22:29
    • Responder

    Esta merda toda é uma grande palhaçada, há professores efetivos são maus, há professores contratados que são excelentes, quer a avaliação interna quer isto tudo é uma grande merda! Isto so lá ia meus caros com greve por tempo indeterminado e todos juntos, contratados e docentes, reivindicações: descongelamento das carreiras; turmas de 20 alunos; reposição do horário efetivo ou então que nos paguem as horas com fizeram aos médicos; pagamento do subsidio de ferias já; etc.. Não ha dinheiro e em casa que não há pao todos ralham e ninguem tem razão diz o nosso ministro muito simpatico justino; eu respondo: para pagar a 200 deputados 5000 euros ha dinheiro, para pagar subvenções a parasitas ha dinheiro; para pagar o combustivel e a eletricidade sem concorrência tem de haver dinheiro; para pagar aos colegios privados há dinheiro; para pagar a um vice priministro, a um secretario de estado e a um sub secretario de estado desse mesmo ministro ha dinheiro, para o povo não ha dinheiro! Para pagar o BPN que faliu mas que entretando Cavaco, a filha, Rui Manchete e outros ladroes ainda obtiveram lucro houve dinheiro. Para nós não ha nem vai haver nunca dinheiro. Todos para a rua e greve e greve!

      • Profa farta de medíocres on 13 de Agosto de 2013 at 15:09
      • Responder

      “há professores efetivos são maus, há professores contratados que são excelentes”

      Nem mais joao. Prova para todos JÁ!!!!

      • Ana on 14 de Agosto de 2013 at 10:31
      • Responder

      É a transcrição mais fidedigna do que me vai na alma João…
      Concordo.

    • maria on 12 de Agosto de 2013 at 23:29
    • Responder

    mais um jogo,para justificar o tacho de alguns,
    o mexilhão sofre ….

    • azevedo on 13 de Agosto de 2013 at 3:54
    • Responder

    Depois de tudo isto é GREVE indeterminada… necessitamos de exemplo de poupanças no Ministério da educação. Os gastos internos continuam enormes, o desperdício é enorme …. corte é para as escolas e famílias. Assim não pode ser … de ver o que se passa no Brasil.

  1. Vamos comparar? E as outras profissões? …

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