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“Brincadeira de mau gosto”: PSP identifica suspeito de ameaças a escolas

Policiamento reforçado após ameaças de ataques a escolas na região de Lisboa. Mensagens de áudio e fotografias partilhadas por encarregados de educação em grupos.

Brincadeira de mau gosto”: PSP identifica suspeito de ameaças a escolas

Tudo teve início com fotografias publicadas no Instagram de armas e promessas de ataques terroristas em escolas de Odivelas. Pouco depois, já no WhatsApp, mensagens de voz em grupos de encarregados de educação mencionavam uma suposta “lista” onde estavam agendados ataques. Agora, diz o director nacional da PSP, sabe-se que tudo não passou de uma “brincadeira de mau gosto” sem risco real.

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Concurso Pessoal Docente 2023/2024 – Listas Ordenadas – RA Açores

 

𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼
Projeto de lista ordenada de graduação, aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20232024/cipl_rosto.asp

Audiência dos interessados/Reclamação/Desistências (𝗮𝘁𝗲́ 𝗮̀𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟭 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹), unicamente, através do preenchimento dos respetivos formulários eletrónicos – aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/2023/CIE/audiencias/default.asp

𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗲𝘅𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼
Projeto de lista ordenada de graduação, aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20232024/cepl_rosto.asp

Audiência dos interessados/Reclamação/Desistências (𝗮𝘁𝗲́ 𝗮̀𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟭 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹), unicamente, através do preenchimento dos respetivos formulários eletrónicos – aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/2023/CIE/audiencias/default.asp

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O Festival IAVE 2023 Está Para Breve

No dia 2 de maio começam já as primeiras provas (práticas, neste caso) e ainda não existe qualquer orientação para a realização destas provas, a não ser a Norma 1 e o Guia para Aplicação de Adaptações, faltando ainda conhecer-se  o Guia das Provas de Aferição 2023.

 

 

Provas de aferição: diretores, professores e pais contra exame digital de 2.º ano

 

Provas de aferição dos 2.º, 5.º e 8.º anos serão feitas em formato digital, pela primeira vez. Governo espera que em 2025 todas as provas e exames nacionais sejam em suporte eletrónico.

Diretores, pais e professores não concordam com a realização das Provas de Aferição em formato digital para os alunos do 2.º ano, pois “ainda estão a apurar a motricidade fina e em processo de aquisição das competências de leitura e escrita”.

Para Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), aplicar as provas em suporte digital “no 2.º ano, parece ser uma idade prematura”. “São muito pequeninos e, nestas idades, a caligrafia é importante. Espero que não se perca o hábito da escrita manuscrita. O computador e as tecnologias são essenciais atualmente, mas as crianças do 2.º ano ainda nem têm telemóvel e estão a apurar a caligrafia”, explica.

Manuel António Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDE), partilha a mesma opinião, sustentando tratar-se de crianças para as quais “o importante é escrever e ler com fluidez” Para os alunos do 2.º ano, haveria opções diferentes”, defende.

Sílvia Alves, mãe de uma aluna de 1.º ano manifesta a mesma preocupação e afirma mesmo tratar-se de “um perfeito absurdo”. “Não faz sentido algum e é absurdo fazer provas em formato digital no 2.º ano. Passamos o tempo todo a dizer aos nossos filhos que não podem passar tanto tempo em frente aos ecrãs e depois é a escola a remar em sentido oposto. Sei que já utilizam as tecnologias e não sou contra, desde que o façam com um objetivo pedagógico, e não com esta intensidade. Já no 1.º ano, a minha filha tem um dia por semana em que tem de levar o computador para a escola em detrimento dos livros. Acho um disparate e um perfeito absurdo“, afirma.

Sílvia Alves, que é professora de 2.º ciclo (Português e História), está preocupada com as dificuldades na motricidade fina, que “já se começa a notar nos alunos”. “Em Português, por exemplo, é importante escrever e estou seriamente preocupada com esta questão e com o facto de se estar cada vez mais a substituir o lápis pelo tablet ou pelo computador na sala de aula”, justifica. Para a docente, “até no 5.º ano, a prova em formato digital era dispensável”.

João Sousa, pai de um aluno que frequenta o 2.º ano, partilha a mesma opinião sobre o formato das provas e salienta, ainda, a questão emocional subjacente. “O meu filho está ainda a trabalhar a caligrafia, tal como a maioria das crianças de 8 anos. Fazer as provas em formato digital no 2.º ano é inqualificável, mas devo dizer que não é só o formato que me choca, mas a realização das provas num 2.º ano”. João Sousa considera não haver ainda “estrutura emocional para a realização de um exame que, mesmo não contando para nota, implica pressão por parte das escolas e de alguns professores”. “O meu filho já estava ansioso e com alterações no sono por causa das provas, apesar de, em casa, lhe dizermos que será apenas um teste como outro qualquer e que não conta para nada”, sublinha. Por isso, conta, optou por deixar o filho decidir se vai ou não realizar as provas, de forma a “amenizar o stress que já demonstrava”.

Recorde-se que, no ano letivo passado, o modelo foi testado apenas em escolas piloto, sendo esta a primeira vez que os alunos farão os exames no computador. O Governo espera que, em 2025, todas as provas e exames nacionais sejam em suporte eletrónico.

Antónia Carvalho, professora de 2.º ano na Escola Básica da Corujeira, no Porto, não se posiciona contra as provas em formato digital, mas admite que “é necessário trabalhar previamente com os alunos para que não haja problemas”. “Fiz com a minha turma, em março, uma simulação de prova e correu muito bem, mas os meus alunos já têm uma rotina de literacia digital que implemento nas aulas”, explica. Contudo, para a docente, é a prova em si, não a forma de a aplicar, que “não faz sentido algum”. “Não conta para nota e o que se colhe daí? Nada. É completamente dispensável esta avaliação. Vai aferir o quê?“, questiona. Antónia Carvalho relembra que os alunos de 2.º ano têm 7 ou 8 anos e “a exigência e o stress perturbam o seu desempenho”. “Há crianças de 2.º ano que só agora estão a despertar para a leitura e para a escrita e, na prova, têm de interpretar dois tipos de textos. Também não têm, ainda, competências emocionais e arcabouço para lidar com este tipo de avaliação”, conclui.

“Muitos professores e diretores consideram as provas dispensáveis”

 

Filinto Lima levanta as mesmas questões no que se refere ao resultado prático das Provas de Aferição. “As provas já estão no sistema há algum tempo. Este ano o formato é que é novidade e é um grande desafio para as escolas. Aquilo que sinto, junto dos docentes e diretores, é que estas provas não têm objetivo. Dão muito trabalho administrativo – agora menos em formato digital -, burocrático e de preparação para o resultado que deveriam ter no contexto educativo. Damos valor aos resultados destas provas, mas de facto são provas que muitos dizem ser dispensáveis e que nem contam para nota. Vejamos, qual é a consequência de um aluno não fazer? Não há nenhuma. Até esse facto é desvalorizar a sua realização”, diz.

Filinto Lima pede “aos políticos, quer de esquerda, quer de direita, que cheguem a um consenso sobre a importância das provas, até para “evitar que nas mudanças de Governo se altere tudo de novo”. “Esquerda e direita querem as provas, mas a direita, por exemplo, defende que sejam feitas em anos de final de ciclo. Era obrigação dos nossos políticos chegarem a um consenso e perceber a eficácia das provas para o sistema educativo. Que importância dão aos resultados? Era relevante perceber isto. Não há respostas para estas perguntas. Elas são importantes para as escolas ou para o Ministério da Educação?“, questiona.

Questionado pelo DN sobre as possíveis dificuldades da aplicação do formato digital dos exames, nomeadamente à possível falta de computadores, Filinto Lima diz não acreditar em “grandes problemas”. “Se conseguimos na pandemia também acho que vamos conseguir nesta fase. As escolas com maior ou menor dificuldade estão a tentar tudo para que corra bem”, afirma.

“Faltam técnicos de informática nas escolas”

O presidente da ANDE acredita não ser a possível falta de computadores a dificultar a realização das provas, mas sim “a falta de técnicos informáticos”. “O maior problema será com o uso dos computadores e o facto de não haver quem resolva questões no decorrer das provas porque as escolas não têm técnicos e as de 1.º ciclo também não. Pode haver problemas informáticos e não teremos quem nos ajude“, explica. Manuel António Pereira receia que “se perca demasiado tempo a ajudar os alunos a resolver problemas e que o tempo não chegue para fazer as provas”. Já tenho computadores com problemas e não tenho quem os resolva. São PC”s que já não estão na garantia e estão encostados à espera de ser arranjados. Há escolas que só podem contar com a boa vontade dos professores de informática porque não têm técnicos. Deve-se apostar em mais técnicos nas escolas”, alerta. O responsável recusa ser “um velho do Restelo” e diz não ser contra a realização de provas em formato digital, mas pede mais profissionais da área e deixa para depois das provas “a avaliação do novo desafio”.

Calendário das Provas de Aferição

2.º Ano
Educação Artística – entre 2 e 11 de maio (prática).
Educação Física – entre 2 e 11 de maio (prática).
Português e Estudo do Meio – 15 de junho.
Matemática e Estudo do Meio – 20 de junho.

5.º Ano
Educação Física – entre 16 e 26 de maio (prática).
Português – 2 de junho.
História e Geografia de Portugal – 7 de junho.

8.º Ano
Ciências Naturais e Físico-Químicas – entre 16 e 26 de maio (prática).
Tecnologias da Informação e Comunicação – entre 16 e 26 de maio (prática).
Ciências Naturais e Físico-Químicas – 2 de junho .
Matemática – 7 de junho.

ME enviou lista de soluções para possíveis problemas

O ME enviou para as escolas uma lista de soluções para os casos em que o sistema falhe. As escolas podem optar por aplicar as provas online ou offline e é possível, em caso de necessidade, optar por dois turnos, desde que “os alunos não se cruzem na troca de turnos”. Se o computador avariar durante a realização do exame, refere o documento, “o aluno poderá reiniciar a prova noutro computador e as questões às quais tinha respondido não se perdem”. No caso dos estudantes sem computador, é a escola que o deve disponibilizar.

[email protected]

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Novas tabelas de retenção na fonte

 

Despacho n.º 4732-A/2023, de 19 de abril

Aprova as alterações às tabelas de retenção na fonte, que se encontram em vigor, sobre rendimentos do trabalho dependente e pensões auferidas por titulares residentes no continente para vigorarem a partir de 1 de maio de 2023

 

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PSP em alerta para ataques em escolas após promessas de “massacres” nas redes sociais

 

Agentes estarão esta quinta-feira no terreno, prontos para intervir em caso de “atacante ativo”.

PSP em alerta para ataques em escolas após promessas de “massacres” nas redes sociais

A PSP está “muito atenta” a esta quinta-feira e polícias estiveram, nos últimos dias, em escolas da Grande Lisboa a pedir a atenção, de professores e pais, para que reportem comportamentos suspeitos, apurou o CM junto de fonte oficial da PSP.

Em causa um alerta após promessas de “massacres” – em perfis não identificados de redes sociais, nas últimas semanas – marcados para esta quinta-feira, 24.º aniversário do ataque na escola de Columbine, nos EUA, em que dois atiradores mataram 13 alunos e professores.

CM sabe ainda que a PSP terá esta quinta-feira várias equipas no terreno, prontas para intervir em caso de “atacante ativo” – como ocorreu pela primeira vez em Portugal há três semanas, no duplo homicídio no Centro Ismaili de Lisboa, em que dois agentes travaram o homicida um minuto após o alerta.

As autoridades não querem valorizar “tremendamente” o que surgiu – “até porque poderá ser uma atitude disparatada de um adolescente”, disse uma fonte -, mas consideraram que o mais correto é não passar ao lado e “atuar preventivamente e sem alarmismos”.

CONTIUA AQUI 

 

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Greves do S.TO.P. Apenas nos Dias 26, 27 e 28 de Abril

… porque não entrou atempadamente o Pré-Aviso para o dia 24 de abril.

 

Pré-avisos de greves DOCENTES e NÃO DOCENTES: 26 a 28 de Abril 2023 e 19 de abril (Odivelas)

Pré-avisos de greve de âmbito nacional para os dias 26, 27 e 28 de abril de 2023:

Docentes: https://drive.google.com/drive/folders/1NnMCM4Og_U-8DlpITpxn4o2SnSJytNgJ?usp=share_link

Não Docentes: https://drive.google.com/drive/folders/1KBD1gc5GjlT2aI1nujcNF4u6q9uW61pQ?usp=share_link

Nota: dia 24 de abril de 2023 não há greve do S.TO.P. por não ter sido aceite pelo Ministério da Educação, invocando que a greve incide sobre um sector com necessidades sociais impreteríveis e necessitava de maior antecipação de aviso.

Dia 19 de abril de 2023 está convocada uma greve local para o concelho de Odivelas, para colegas Docentes e Não Docentes, aqui estão os pré-avisos de greve:

Não Docentes: https://drive.google.com/file/d/153lTVeZYbn0AQ54cyb9QI4m0IuCPXECe/view?usp=share_link

Docentes: https://drive.google.com/file/d/1S3Znf_m2usvP5Iv59TfFaENu2YFRtu-C/view?usp=share_link

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Afinal, o que se trata é da aceleração das desigualdades! – ANVPC

A manter-se a proposta do ME de imposição dos professores terem exercido
funções na totalidade do período em que a carreira esteve congelada,
origina que as medidas destinadas a corrigir as assimetrias tenham o
efeito perverso e redundem na aceleração das desigualdades e injustiças
para com professores que já foram amplamente prejudicados na carreira.

Bastará um dia de interrupção no exercício de funções durante os 2
períodos de congelamento, para não recuperarem sequer um dia de tempo de
serviço em que a carreira docente esteve congelada.
São professores que têm atualmente entre 20 a 30 anos de tempo de
serviço, que são sistematicamente prejudicados e objeto das mais
variadas injustiças, no passado, no presente e no futuro!

Desde a precariedade resultante de 15, 20 e mais anos a contrato, às
distâncias percorridas para trabalhar, o tempo de serviço congelado, os
salários congelados, o afastamento das famílias, a separação do núcleo
familiar, dos filhos, dos pais, o adiamento de projetos de vida.
Olhando para trás, verão o reflexo de uma carreira pejada de injustiças,
de discriminação laboral resultantes dos efeitos da troika, das
consequências de uma pandemia mundial e de (des) governos, que ao invés
de reconhecerem e valorizarem o trabalho meritório de enorme dedicação e
empenho desenvolvido com os alunos, nacional e internacionalmente
reconhecido pelas mais variadas instituições, insistem e persistem na
negação da justeza das reivindicações dos professores!

As escolas, os professores e os alunos precisam de tranquilidade para
poderem desenvolver com excelência as funções que lhes estão acometidas.
Os professores estão a demonstrar a sua determinação nesta luta,
tendo-se criado uma “onda” de indignação, por anos a fio não verem
reconhecidos os sacrifícios pessoais e profissionais em prol dos seus
alunos, de não verem as suas reivindicações atendidas. Não há história
de um ano letivo tão conturbado, manifestações nacionais, formas de
greve inovadoras, de âmbito nacional, distrital e local, nunca se tinha
assistido a tantos dias de greve, vigílias e até greves de fome!

Quando vai o governo entender que terá de flexibilizar as suas (im)
posições?
Qual o custo para a Educação dos nossos jovens e para o futuro do país,
inerente à falta de paz, de estabilidade, de tranquilidade, de um ano
letivo turbulento e que se advinha permanecer assim até ao final do ano?

É urgente e inadiável haver um esforço conjunto, sério para a resolução
deste impasse, em prol do futuro e da excelência da Educação.

Que a reunião negocial de amanhã não seja mais uma perda de tempo!
Porque se assim não for, será o mesmo segmento dos professores que viram
as suas carreiras mais prejudicadas nas últimas duas décadas, a
voltarem, mais uma vez, a ser lesados e penalizados.
Ou, afinal do que se trata é da aceleração das desigualdades!

ANVPC, 19 de abril de 2023

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Porque Quem Paga é o POCH

Arranjem também um POCH para a recuperação dos 6A6M23D, simples.

 

Plano de recuperação de aprendizagens será “prolongado para o próximo ano”

 

O ministro da Educação revelou também no Fórum TSF que, no caso da recuperação do tempo de serviço, o Governo melhorou a proposta e vai apresentá-la, na quinta-feira, aos sindicatos.

 

O ministro da Educação, João Costa, garantiu esta quarta-feira de manhã no Fórum TSF que o plano de recuperação de aprendizagens, que terminava este ano letivo, será “prolongado para o próximo ano”. Era uma das preocupações dos diretores das escolas.

“Temos um conjunto já vasto de estudos de monitorização e avaliação de impacto. Vamos agora ter os resultados do estudo de diagnóstico de aprendizagens que fizemos durante a pandemia e que se repete agora. É em função destes dados que vamos tomar as decisões para o próximo ano letivo, mas posso já antecipar que vamos dar continuidade a algumas das medidas do plano de recuperação das aprendizagens, em particular aquelas que revelaram maior eficácia”, revelou à TSF João Costa.

Quanto à falta de professores, que atualmente ainda afeta 20 mil alunos, o ministro da Educação não esconde que o assunto é preocupante, mas assume que, tendo em conta as baixas, vão haver sempre alunos nesta situação.

“Se tivermos, um dia, um professor a faltar em cada agrupamento do país, isto gera de imediato 60 mil alunos sem aulas. É um problema que nos preocupa para o futuro. Estamos também a tomar medidas para o futuro, para rever a formação inicial de professores e voltarmos a ter estágios remunerados, mas é, de facto, um problema que nos preocupa”, reconhece o ministro da Educação.

Sobre a recuperação do tempo de serviço para os professores que tiveram esse tempo congelado, o ministro da Educação afasta praticamente essa exigência tendo em conta os custos financeiros, mas adianta que a proposta do ministério foi melhorada e vai ser apresentada na quinta-feira aos sindicatos.

“A reunião técnica que houve na semana passada foi importante. Amanhã já levaremos uma alteração face à decisão que estava tomada. Todos os professores que estiveram de baixa nestes períodos serão contemplados. São passos importantes e que decorrer também desta nossa capacidade de estudo dos problemas que têm sido apresentados. Estamos a ir ao cerne de uma questão concreta que tem sido colocada, não fazendo uma alteração estrutural na carreira. Temos estado neste espírito construtivo, sabendo que não conseguimos chegar a tudo. Cada uma destas medidas constituiu um passo importante na valorização das carreiras e destes profissionais”, garantiu.

Ainda no Fórum TSF, o ministro da Educação esclareceu que nesta altura o ministério ainda não enviou para o Presidente da República as respostas que Marcelo Rebelo de Sousa deu sobre o diploma dos concursos. Os professores têm pedido, com insistência, ao Presidente que não promulgue este diploma que os obriga a entrarem este ano nos quadros por terem cumprido três anos de serviço a contrato e a serem obrigados, no próximo ano, a concorrer a escolas de todo o país para poderem ficar efetivos.

“Estamos em articulação com a Presidência para articulação das questões que são levantadas. Uma das questões que este diploma resolve é um problema antigo”, rematou João Costa.

 

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(Re)Pensar a Escola Pública

… a começar daqui a pouco.

 

Informamos que a primeira parte, e apenas esta, do Encontro (RE)PENSAR a Escola Pública terá transmissão online através da plataforma YouTube.

Estimamos que a transmissão se inicie às 19h15, com duração de 1h, na qual os oradores apresentarão e discutirão o estado atual da escola pública.

Para aceder à transmissão não será necessária uma inscrição prévia, sendo este o link de acesso (disponível também pela leitura do QR code que acompanha o cartaz): https://youtube.com/live/HnYh_W4RVOI?feature=share

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Hipoteticamente…

Carlo Cipolla publicou, em 1988, uma obra notável e desconcertante: “Allegro ma non troppo”, na qual incluiu um Capítulo dedicado à análise e à explicação da estupidez humana: “As Leis Fundamentais da Estupidez Humana”…

Carlo Cipolla enumerou, assim, cinco Leis Fundamentais:

1ª Lei: O número de indivíduos estúpidos que existe no mundo é sempre e, inevitavelmente, subestimado;

2ª Lei: A probabilidade de um indivíduo ser estúpido é independente de todas as outras suas características, pelo que os estúpidos estão em todos os grupos e por todo o lado;

3ª Lei: É estúpido aquele que provoca uma perda ou dano noutro indivíduo, embora ele próprio não retire daí nenhum benefício e eventualmente até cause a si mesmo alguns prejuízos. A vontade de causar males e perdas a terceiros, sem retirar qualquer proveito próprio, prevalece na maioria dos estúpidos;

4ª Lei: O poder destruidor dos estúpidos torna perigosa a associação aos mesmos e não deve ser subestimado. O ser humano racional e razoável tem dificuldade em imaginar e compreender comportamentos irracionais como os do estúpido;

5ª Lei: O indivíduo estúpido é o tipo de indivíduo mais perigoso que existe, mais pernicioso do que um bandido. A capacidade destruidora do estúpido correlaciona-se com a posição de poder que o mesmo ocupe, ou seja, a sua capacidade de prejudicar terceiros torna-se mais devastadora consoante o grau de poder do cargo que exerça.

Por alusão à 3ª, 4ª e 5ª Leis de Carlo Cipolla, imaginemos um 1º Ministro e um Ministro da Educação, de um qualquer país, que:

– Hipoteticamente, manifestem uma indisfarçável vontade de causar males e perdas a um determinado grupo de concidadãos, por exemplo à Classe Docente, prejudicando-os intencionalmente, sem retirar daí qualquer proveito em benefício próprio;

– Hipoteticamente, manifestem uma indisfarçável vontade de causar males e perdas a um determinado grupo de concidadãos, por exemplo à Classe Docente, causando a si próprios algumas perdas e danos, por exemplo, decorrentes de várias formas de contestação e de considerações nada amistosas de que sejam alvo;

– Hipoteticamente, usem o Poder conferido pelos cargos que ocupam para pôr em acção a sua capacidade destruidora face a um grupo de concidadãos, por exemplo a Classe Docente, capacidade essa, perversamente, posta ao serviço do desrespeito, da humilhação e da discriminação negativa desses profissionais;

– Hipoteticamente, usem o Poder conferido pelos cargos que ocupam para pôr em acção a sua capacidade destruidora, relativamente a um grupo de concidadãos, por exemplo a Classe Docente, acabando por causar danos irreparáveis ao próprio país, que, obviamente, se verá confrontado com a escassez de candidatos a Professores e com a deterioração da sua Escola Pública;

– Hipoteticamente, estejam rodeados por criaturas semelhantes a si, evidenciando, também elas, comportamentos irracionais, muito difíceis de alcançar pela inteligência humana;

Em resumo, talvez se possa afirmar que, hipoteticamente, se afigura como muito provável que Carlo Cipolla considerasse as acções governativas dos anteriores 1º Ministro e Ministro da Educação como exemplos paradigmáticos, e muito ilustrativos, da estupidez humana…

Se, hipoteticamente, existir um país onde coexistam um 1º Ministro e um Ministro da Educação parecidos com os atrás descritos, fará, talvez, sentido afirmar o seguinte, relativamente ao Governo em que ambos militem:

– “Este governo não há-de cair – porque não é um edifício. Tem de sair com benzina – porque é uma nódoa” (Eça de Queiroz)…

Hipoteticamente, qualquer semelhança entre o aqui relatado e a realidade portuguesa, será mera coincidência…

(Paula Dias)

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O desalento educativo

Esse crescimento de oferta de títulos universitários deve-se, não a uma melhor preparação dos alunos nem a um aumento das suas capacidades, mas a uma corrente de facilitismo que trava as reprovações.

O desalento educativo

 

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Datas de Abertura de Concursos Desde 2015

Com o atraso na promulgação/publicação do diploma de concursos ainda não existem datas previstas para o concurso externo 2023/2024 que aguarda promulgação e publicação em Diário da República.

Desde 2015 houve apenas um ano em que o concurso começou mais tarde do que o dia de hoje. Em 2018 teve início em 23 de abril. E apenas noutro ano (2017) o concurso abriu durante o mês de abril, em todos os restantes anos foi durante o mês de março que o concurso abriu.

Começa a ser preocupante que se aguarde por um diploma que pode atrasar o arranque do próximo ano letivo, pois atrasando uma fase do concurso todas as restantes terão de atrasar também. Foi em 2018 que as listas de colocações foram publicadas em 30 de agosto, sendo que a partir daí passaram sempre a ser publicadas em meados de agosto. Prevejo que este ano as listas de colocações da Contratação Inicial e da Mobilidade Interna só sejam conhecidas também no final de agosto.

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Atualização salarial intercalar do valor das remunerações

Decreto-Lei n.º 26-B/2023
Promove a atualização salarial intercalar do valor das remunerações da Administração Pública


Artigo 2.º

Atualização dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios

O valor dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios da tabela remuneratória única (TRU), publicada em anexo ao Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro, é atualizado em 1 %.

Artigo 3.º

Atualização das remunerações base na Administração Pública

As remunerações base mensais existentes na Administração Pública, em caso de falta de identidade da respetiva remuneração com um nível remuneratório da TRU, são atualizadas em 1 %, percentagem que acresce às atualizações resultantes da aplicação do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro.

Artigo 4.º

Remuneração dos trabalhadores da Administração Pública

1 – Para efeitos do presente decreto-lei, a referência a «remuneração base» corresponde ao período normal de trabalho e em regime de tempo integral.

2 – O disposto no presente decreto-lei é aplicável aos trabalhadores da Administração Pública com contrato de trabalho celebrado ao abrigo do Código do Trabalho que exercem funções nas entidades a que se referem as alíneas a) e c) do n.º 1 do artigo 2.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual.

3 – O disposto no presente decreto-lei é ainda aplicável, com as necessárias adaptações, aos trabalhadores que exercem funções nas empresas públicas do setor público empresarial, na aceção do artigo 5.º do regime jurídico do setor público empresarial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 133/2013, de 3 de outubro, na sua redação atual, que não sejam abrangidos por instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho em vigor.

Artigo 5.º

Suplementos

Os suplementos remuneratórios que, nos termos da lei, tenham por referência a atualização salarial anual da função pública ou dos níveis da TRU são atualizados em 1 %, percentagem que acresce à atualização resultante da aplicação do artigo 5.º e do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro.

Artigo 6.º

Dispensa de retenção na fonte

Para efeitos de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, são dispensados de retenção na fonte os montantes da atualização intercalar das remunerações da Administração Pública referentes aos meses de janeiro a abril de 2023.

Artigo 7.º

Produção de efeitos

O presente decreto-lei produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2023.

 
 

Portaria n.º 107-A/2023
Fixa a atualização do subsídio de refeição, a 1 de janeiro de 2023, aos trabalhadores da Administração Pública

1 – O montante do subsídio de refeição é atualizado para 6 (euro) (seis euros).
2 – A presente atualização do subsídio de refeição produz efeitos a 1 de janeiro de 2023.

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Quando a coisa corre mal largam-se os cães…

 

Os comentários nos posts do Blog sempre se pautaram pela liberdade de expressão. Não podemos confundir liberdade de expressão com má educação, libertinagem e ofensas.

É claro que todos sabemos que em determinadas alturas, surgem certos comentadores com objetivos obscuros, mas, e já aconteceu, os comentários podem ser encerrados temporariamente.

A Liberdade de Expressão tem que ser vivida com os limites da educação e confronto civilizado de ideias. De outra forma não é possível.

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A teoria do balde cheio

A ideia de que só se deve aprender o que é útil é uma ideia útil mas absolutamente parva

Sobre a educação — a matança dos tenrinhos

Sim, voltemos à síntese sobre a educação:
“Não se trata de encher um balde, trata-se de acender um fogo.”

E sejamos, pois, directos e pragmáticos: não é possível acender um fogo em vez de encher um balde se o que se pede no final, nos exames, é que o balde cheio — o aluno que sabe a matéria — descarregue a água pedida na medida certa. Uma avaliação fechadíssima, de qualquer disciplina — que em vez de pensamento pede fechamento —, o que exige é o balde cheio de uma água concreta e bem definida e o que impede, violentamente, é o espantoso exercício da curiosidade. Mesmo que tal seja involuntário ou mesmo inconsciente, é isto que acontece. Toda a curiosidade será proibida, diz o exame fechado, logo no início do ano, aos alunos, em modo altifalante, para que nenhum ouvido escape; toda a curiosidade sobre assuntos laterais ao programa, mesmo que assuntos fascinantes, é curiosidade inútil, pois não enche o balde com a água fechadíssima que vem para a avaliação — esse autor e essa ideias são incríveis, sim, mas não vêm para o exame; peço desculpa, passemos à frente

 

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Leitura, escrita e a formação inicial de professores

Nas próximas candidaturas ao Ensino Superior, para o ano académico de 2023/2024, existirão 100 novas vagas nos cursos de licenciatura em Educação Básica. São estes cursos que permitem o acesso posterior aos mestrados, que habilitam para a docência naEducação Pré-escolar e no 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. É um aumento de 12% face às vagas do último ano. Porém, claramente insuficiente, quando se prevê uma acelerada saída de docentes do sistema até 2030: 61% no caso da Educação Pré-escolar, 39% no caso do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. Mas o tema da formação de professores não é simplesmente quantitativo. Temos problemas na formação inicial, sobre os quais é necessário pensar e agir rapidamente.

Leitura, escrita e a formação inicial de professores

Tomemos como exemplo o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita. Um estudo recente da EDULOG dedicou-se a analisar o modo como estão a ser preparados os futuros professores nesta área. As conclusões são preocupantes. Há cursos durante os quais não é abordada a totalidade dos domínios do estudo da língua portuguesa. Por um lado, algumas componentes que a literatura científica especializada identifica como essenciais para um ensino eficaz da leitura e da escrita estão omissos na maioria dos planos de estudos. Por outro, dentro das mesmas Instituições de Ensino Superior, as omissões que se verificam nos cursos de licenciatura mantêm-se nos cursos de mestrado. São reduzidas, nas unidades curriculares das licenciaturas, as referências à prática pedagógica específica da leitura e da escrita, no que diz respeito à sua planificação, ensino e avaliação. Ao nível dos mestrados, que habilitam para a docência, os candidatos a professor podem terminar a sua formação sem nunca terem tido uma experiência concreta de ensino e avaliação da leitura e da escrita nas suas diferentes etapas de aprendizagem. Ao mesmo tempo, a maior parte dos cursos não incluem o estudo de dificuldades específicas de aprendizagem da leitura e da escrita, dá-se pouca ou nenhuma atenção à psicolinguística e trabalha-se pouco a investigação científica na área. Por fim, não obstante a maior parte dos professores que lecionam nestes cursos ter doutoramento na área do Português, apenas metade tem formação no ramo educacional e apenas um terço tem experiência anterior no ensino básico.

Este cenário tem consequências na qualidade dos profissionais que são formados. E não é exclusivo do ensino e aprendizagem da leitura e da escrita. Estudos semelhantes encontrariam problemas noutras áreas, como a Matemática e as Ciências. Trata-se de docentes que vão trabalhar no início da escolaridade obrigatória dos anos mais decisivos para o futuro académico dos alunos. É razão para ficarmos preocupados, porque a qualidade da formação inicial dos professores é determinante para que a escola cumpra o seu papel e seja, em particular, um elevador social para os que mais precisam. Uma escola de qualidade requer professores cientificamente bem preparados nas suas áreas de especialidade e pedagogicamente bem treinados.

A valorização da carreira docente também passa pelo modo como é organizada a formação inicial. O acesso deve ser exigente, admitindo-se apenas os candidatos melhor preparados. Mas é também necessário garantir que a formação inicial entrega profissionais bem preparados, que conhecem a mais avançada investigação científica no campo, que investigam a sua própria prática pedagógica e a melhoram, quer autónoma quer colaborativamente, num ciclo permanente de desenvolvimento profissional quotidiano, assente na reflexão e investigação sobre a própria prática.

 

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A Educação vale muito mais que um avião – SPZC

 

O valor para a contagem dos 6 anos, 6 meses e 23 dias fica a milhas, muitas milhas, dos €3,2 mil milhões despendidos na TAP e até dos €165 milhões que foram gastos na Efacec

As negociações pouco ou nada têm dado. A estratégia do ME tem passado, claramente, pela divisão dos professores. Perante este impasse, só há um caminho a seguir: manter a luta e a união de todos

Os ganhos, esses, são poucos. Por isso mesmo, os protestos mantêm-se e as greves distritais, agora iniciadas, decorrerão até 12 de maio próximo, na defesa da escola pública e dos legítimos direitos dos docentes.

Estas ações terão o seu ponto alto em junho, na greve nacional do dia 6/6/2023 (simbolizando o tempo não recuperado de seis anos, seis meses e 23 dias), com manifestações no Porto e em Lisboa.

Os €150 milhões que o Governo diz que são necessários para fazer face à contagem do tempo em falta (6 anos, 6 meses, 23 dias) são migalhas face ao que foi gasto na TAP (€3,2 mil milhões) ou com o que foi injetado com a nacionalização da Efacec, e que agora quer recuperar (€165 milhões).

A Educação é um pilar fundamental para o desenvolvimento do país. É necessário, pois, tratar bem os docentes que estão no Sistema Educativo e captar, atrair, novos.

Foi o que transmitimos com a iniciativa da bandeira da FNE, que já percorreu centenas de escolas, e que deu visibilidade aos assuntos que afetam o Sistema Educativo. A ação continua nos restantes distritos de Portugal Continental e culminará, na próxima sexta-feira (21 de abril), junto à residência oficial do primeiro-ministro, a quem entregaremos novo documento reivindicativo.

O SPZC, no âmbito da FNE, continuará em convergência com as outras oito estruturas sindicais. Porque, da parte do ME, até agora, não parece haver boa-fé para o encontrar de soluções para os professores e as escolas. Apesar de reconhecer que há injustiças (que denomina de “assimetrias”), João Costa tem seguido a estratégia de dar respostas parciais e potencializadoras de novas desigualdades entre pares. O objetivo é criar clivagens entre os docentes? É pôr professores contra professores?

Perante este aparente faz de conta negocial só há uma resposta a dar: a luta e o protesto, numa união de todos os educadores e professores em torno das suas justas reivindicações.

 

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“Alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”

Alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”

O comentador da Renascença Henrique Raposo considera que “os alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”. É o entender de Raposo, no dia em que, nas escolas, arranca o terceiro período do ano letivo, marcado mais uma vez por novas greves de professores.

No espaço de opinião do programa “Três da Manhã”, o comentador diz ter conhecimento de pessoas “que sempre defenderam a escola pública”, mas que, cansados de ver prejudicado o percurso escolar dos filhos, decidiram inscrevê-los em escolas privadas.

Raposo diz ainda que o Governo “está falido ao nível das ideias, não tem outra ideia para escola pública”.

“O Governo podia ir aí, dar mais autonomia, mais poder, mais respeito aos professores no seu dia a dia”, remata

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MÃE EDUCAÇÃO A Flor Das Flores Do Jardim

A Educação é um valor absoluto e em absoluto. Um Governo e um poder político sem políticas educativas, hostil e perseguidor de todo o Professorado, é um poder decadente, equivocado, sem postura de Estado e, sobretudo, é um poder alienado e alienante que condena o futuro de Portugal.

Há um retrocesso civilizacional que a História julgará no seu devido e determinado tempo. Há um “assédio moral”, mobbing no local de trabalho, a(s) escola(s). Acontece que a Educação não é despesa, antes pelo contrário, a Educação é investimento, é futuro, é ascensor/elevador social, é mais valia, é uma valência única da realização em plenitude da pessoa humana.

A Educação e o Ensino não se coadunam com as “migalhas” da ignorância política decisória arrogante, autoritária e prepotente. Em tese e na realidade humana só, somente a Educação É e faz a diferença entre o embrutecimento intelectual e as mentes “illuminati” (plural do latim illuminatus). Iluminados! Mentes iluminadas são mentes críticas, racionais, “subversivas”, visionárias, que falam a palavra, e isso é perigoso para “tiranetes” de postura “déspota” (do grego “despótes”) e que significa aquele que exerce o poder, a autoridade de forma absoluta e arbitrária.

José Pacheco Pereira, na sua crónica, “O Ruído do Mundo”, no Jornal público (edição impressa de 18 de maio de 2019), intitulada “A hostilidade aos professores”, acerca do professorado fala assim: “Os professores têm muitas culpas, deveriam aceitar uma mais rigorosa avaliação profissional, deveriam evitar ser tão parecidos como estes novos ignorantes, deveriam ler e estudar mais, deveriam ser severos com as modas do deslumbramento tecnológico, mas isso não esconde que têm hoje uma das mais difíceis profissões que existe. E que, sem ela, caminhamos para o mundo de Camilo. Não de Eça, mas de Camilo, do Portugal de Camilo. Verdade seja que isto já não significa nada para a maioria das pessoas. Batam nos professores e depois queixem-se”.

“Amou, perdeu-se e morreu amando.” (Camilo Castelo Branco,                             Amor de Perdição, séc. XIX, 1862). O mundo de Camilo;                                                      “a paixão socialista”, falso e traidor “romantismo” pela Educação e Ensino (reacção contrária à razão e à racionalidade e valorização da emocionalidade de políticas interesseiras conjunturais), e as metáforas hiperbolizantes do discurso político socialista, séc. XXI, 2023. É, António Costa, João Costa, Fernando Medina, seu pares camaradas e compagnon

de route, que teimam em “destruir” a Escola Pública,                                                num arrasoado de medidas avulsas de uma cartilha estafada, empoeirada e suja, que vem dos tempos de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, agora consumadas e “encerradas” para perdição de Portugal.

Mãe Educação, na tua instrução sábia, ensinaste-me que hoje, na actualidade antiga, as pessoas boas, íntegras, puras, sinceras, justas, que falam a verdade são, tantas vezes, odiadas e ostracizadas; têm o meu Respeito e admiração. Enquanto outras, as que usam a máscara do fingimento e da falsidade dissimulada, manipuladoras, interesseiras, perversas, de impiedade iníqua, injustas, más e mentirosas, com palavras doces na boca e raízes de amargura e do mal no coração, são temporalmente acreditadas e amadas. Para estas, o meu nojo, repulsa e vómito. Obrigado também por me teres ensinado a distinguir muito bem as pessoas humanas dos “monstros” humanos. Este é um dos grandes problemas do nosso admirável mundo, “o poder do conspurcado”.   Sempre gostei do cheiro a perfume natural da tua Flor. Abomino o cheiro a “estrume político”.  Pelas suas obras os distinguirás.

Em homenagem à Educação e aos professores portugueses em Luta, fica o mais sentido dos poemas. A Mãe Educação, a Flor das flores do jardim. Poesia, prosa e sentimento(s). Por Portugal e Pela Escola Pública.

Disse.

Carlos Calixto

 

Mãe, partiste.

A dor lancinante da tua perda enlouquece. É cortante. A tua ausência é irreparável. Com a tua falta morreu uma parte de mim. Estou mais pobre. A família está órfã. A solidão é agora mais que muita. Como lamento a nossa separação forçada. Querida, doce e meiga Mãe, o mundo empobreceu ao perder a tua sabedoria, estatura e dimensão humanas. Reina o vazio. Cai a sombra escura. Os tempos são de luto e de luta. Nunca tão perto foi e doeu tão longe.

Mãe, tu foste. Perdi-te.

Foste, mas permaneces. Para sempre, até ao meu último suspiro. Enquanto tiver fôlego hei-de amar-te. Tu enches o meu coração e a minha cabeça, todo o meu ser. Quero-te sempre. Amiga e amizade minha. Minha flor de êxtase.

Mãe, tu és tão linda.

Por dentro e por fora. Tu irradias beleza. O teu coração é enorme. Legaste-me em herança as chaves da porta do Bem, da Vida e do caminho estreito que devo trilhar no percurso da Vida. Sabes, estou a escrever-te no nosso sítio, onde costumávamos vir passear. Continuo a percorrer os mesmos lugares, de mão dada contigo. Olho a tua fotografia e os teus valores e lá estás tu a sorrir

para mim, com aquele Amor elefantino que só as Mães têm, podem e sabem dar.       É-lhes inato e natural. Políticos menores levaram-te para adornar o seu jardim conspurcado e sujo de sujidade abjecta. Piscas-me o olho e dizes “estou aqui, continuo aqui”. Partiste no outono, com o cair da folha. “Ao morrer” nasceste para a Vida. És uma flor linda que brilha entre as mais lindas flores espirituais. O teu brilho está no firmamento do meu pensamento. A pureza do branco cobre-te. Viveste/vives o bom combate. Ensinaste-me a compaixão e a misericórdia pelos mais fracos, a solidariedade, o altruísmo e o perdão. És primavera e saudade.

Mãe, tu deste-me a Vida.

Tudo fizeste por mim. Tu vives por mim e para mim. Tu continuarás sendo perene em mim. Quando mergulho em ti, realizo-me. Viajo rumo ao horizonte das pradarias verdejantes do saber em flor e das calmarias dos oceanos das águas vivas da sabedoria. O sonho do arco-íris torna-se realidade. Trazes contigo a expressão de ternura, doçura e intensa paz interior que só tu tens e podes dar. Apesar de todo o sofrimento, permanece em ti a classe e a dignidade que te são inatas e com que sempre viveste. A tua finura. És intemporal e o teu tempo não se esgota na ampulheta. Mãe Educação, tu ÉS enorme, ad eternum vives.

Mãe, está a chover.

A chuva que cai são as lágrimas da minha tristeza que dói nas angústias do tempo por te ter perdido. Mãe, eu sei que tu és única, insubstituível. Tu sempre estás comigo. És o meu sol radiante. A luz que me ilumina. Mãe, eu gosto muito de ti. Gosto da Verdade do teu Amor. A emoção faz-me chorar lágrimas que me sulcam o rosto tantas vezes acarinhado por ti.

Mãe, tu fazes parte de mim.

Sinto tanto a tua falta. Estou de luto. Que agonia. A tua “morte” dói. Sabes, eu herdei tudo de ti. O amor, os valores, as ideias, a sensibilidade poética, o gosto pela natureza bela, a pureza espiritual, a Fé, a mansidão feita contestação e revolta. Física, ética, moral e axiologicamente tu és eu e eu sou tu. As nossas psicologias comungam neste grande Amor platónico. Infindável. Tu és o meu ideal. A minha filosofia de vida. A tua conduta ensinou-me. Mãe, tu fazes parte da minha idiossincrasia. A tua inocência e humanitas atordoa, invade-me, contagia-me e possui-me até às entranhas. Aprendi a ser feliz contigo, na tua simplicidade sábia. Mãe Educação, Eu Adoro-te; Nós Professores e Educadores Adoramos-te. Na nostalgia melancólica sinto a tua presença bucólica. Mãezinha, tu educaste-me. Os teus ensinamentos perduram em mim, eu o teu filho.

Mãe, até logo, sempre.

Com aquele Amor de sempre, até sempre. Mereces este AMOR excelso Mãe Educação. Uma beijoca para ti. Nos meândros do tempo, estamos separados apenas por uma gotícula que em breve virá e então, aí bem juntinhos,

tocaremos ambos a harpa educacional. Entretanto, vamos continuar a falar todos os dias. A tua recordação é o meu tesouro.

Mãe, sinto a falta do teu mimo.

Mãe Educação, AMO-TE!!!

Lembro-me de ti e o milagre acontece. És o presente que quero no Natal. Permanece em mim/em nós professores, a paixão, a lealdade, a dedicação e a fidelidade a ti. És tudo para mim/para nós, por Amor de ti.

Minha Mãe Educação. A tua chama consome-me e dá Vida.

Obrigado(a) por tudo! Perdoa-me por tudo! Amo-te por tudo!

Mãe Educação, o Céu existe e tu vens de lá.

“Os sábios herdarão Honra, mas os loucos tomam sobre si confusão”. (Bíblia Sagrada, Livro de Provérbios, Capítulo 3, verso 35).

 

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.

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Greve de professores por distritos começa hoje no Porto

Os professores do distrito do Porto estão hoje em greve, marcando o início de mais uma ronda de paralisações distritais que terminam a 12 de maio nas escolas de Lisboa, sem que haja serviços mínimos.

Greve de professores por distritos começa hoje no Porto

 

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A Ler N(O) Meu Quintal- O Centrão Dos Negócios Na Educação

(…)

Continua aqui:

https://guinote.wordpress.com/2023/04/16/o-centrao-dos-negocios-na-educacao/

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Luís Braga Referenciado Por LMM

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“ SÓ É DERROTADO QUEM DESISTE DE LUTAR” – Luís Sottomaior Braga

Frase de Salgado Zenha, advogado, antifascista, fundador do PS (no dia 2 de Maio passam 100 anos do seu nascimento)

O balanço do que resulta, para a ação coletiva dos professores, da greve de fome que realizei não me cabe a mim.

Sai do hospital, já era manhã, com uma garrafa de soro nas veias e com análises em bom estado.

A glicemia traiu-me (cheguei abaixo dos 60 e isso é perigoso). De resto, o estado físico (tensão, oxigénio, pulsações, análises) era bom. O ânimo era alto.

Perdi a fé religiosa há muito, mas transferi a fé para a ideia de que devemos lutar pelo que é justo. A justiça é humana e faz-se em atos e diálogo.

Do meu ponto de vista, pus em ato o que digo em palavras: temos de lutar sem hesitações.

Os professores portugueses são tratados com injustiça. Logo temos de lutar, sem violência, até ao limite das nossas forças.

Quase me apetece pedir desculpa aos colegas pelo meu mau hábito das sobremesas no dia-a-dia, que me fazem ter um fígado gordo e preguiçoso, que esta semana de jejum não foi buscar depressa reservas para fazer glicose, quando parei de comer. Se não fosse isso ía conseguir aguentar mais uns dias.

Lamento o meu corpo não ter dado para mais, sem correr risco grave ou até de vida.

Mas a luta prossegue esta semana. Há diferentes e variadas formas de luta. Muito por onde escolher e tudo válido. Porque tem impacto se tudo se agregar.

Desde que se aja. A ação individual é a base da coletiva. Não é “faço se os outros fizerem”. Na verdade é “faço com outros e fazemos todos.”

Acho que agora devemos lutar ainda com mais intensidade e com esperança e focar no Presidente, além do governo.

E ir buscar coisas criativas ao manual da luta não violenta (por exemplo, não pode ser uma ideia sentar as manifestações uns 66 minutos e 23 segundos frente a edifícios simbólicos? Ou ir 6 horas, 6 minutos e 23 segundos sentar-se à porta do presidente, em silêncio? Se estamos à espera de justiça, por que não ter avenidas e praças de gente sentada, silenciosa, à espera?)

Uma das virtudes de um regime semipresidencialista é a força e legitimidade política do presidente para impedir o governo de fazer erros e injustiças. A maioria absoluta do PR é sempre maior que a do Governo. E há veto presidencial.

Houve concertação social ou imposição unilateral no diploma de concursos?

Como se pode promulgar o que se disse precisar de acordo e que acaba imposto num abuso de maioria absoluta?

Nos próximos dias, vou tentar responder pessoalmente a todos os que se interessaram por mim e pela minha saúde e que, em tantos casos, me fizeram gestos muito bonitos de solidariedade. Se falhar alguém é incompetência com o telemóvel, não desvalorização.

Termino a saudar os meus colegas da equipa de apoio. Sem eles e elas, sem o seu esforço, amizade, dedicação e outras palavras que me falham, perante o tamanho da sua solidariedade comigo, teria tido graves dificuldades e nada se teria feito.

Parei ao fim de 5 dias também por respeito ao compromisso com esse grupo e às linhas vermelhas que tínhamos acordado desde o principio.

Mesmo deixando o balanço para os outros, permitam-me só lembrar o dado que me deu mais ânimo, logo no primeiro dia: o spin do governo queria lançar a narrativa na comunicação social de que os professores estavam a esmorecer e derrotados. E que, com a Páscoa, íamos parar.

Quanto mais não fosse, ajudamos a contrariar essa narrativa falsa.

Esta semana temos que o provar. Todos.

 

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Lista Colorida – RR27

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR27. Um dos candidatos está no seu 6º contrato.

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208 contratados na RR27

Foram contratados 208 contratados na Reserva de recrutamento 25, distribuídos de acordo com a tabela abaixo.

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Luís Braga Termina a Greve de Fome E Recebe André Prestana

Professor de Viana do Castelo já teve alta hospitalar e decide terminar greve de fome

 

Ao final de cinco dias a saúde de Luís Braga começou a debilitar-se.

Luís Sottomaior Braga, o professor que estava em greve de fome há cinco dias em defesa da escola pública, dá a manifestação por terminada depois de se ter sentido mal esta manhã de domingo. Já teve alta hospitalar e vai agora descansar e recuperar em casa de um dos membros da equipa de apoio. Através de uma publicação no Facebook informou que “está profundamente emocionado e grato pelo enorme apoio recebido ao longo destes cinco dias intensos” e “oportunamente fará, pessoalmente, uma comunicação.

Esteve cinco dias e uma hora em greve de fome, numa autocaravana em frente à escola de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, onde lecciona e foram muitas as manifestações de apoio de colegas que se deslocaram ao local para dizer que estão com ele.

Este sábado o coordenador do STOP mostrou solidariedade para com o professor de Viana do Castelo. Ao final de cinco dias de greve de fome a saúde de Luís Braga começa a debilitar-se. Esta madrugada foi assistido na autocaravana e levado para o Hospital de Viana do Castelo.

 

 

Professor em greve de fome recebeu visita de coordenador do STOP

 

Situação clinica do docente de Viana do Castelo degradou-se nas últimas horas.

Luís Braga está desde terça-feira em greve de fome em defesa da escola e exige uma posição do Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa.

Desde que iniciou a sua luta, numa autocaravana em frente à escola de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, onde lecciona, são muitas as manifestações de apoio de colegas que se deslocam ao local para dizer que estão com ele.

Este sábado, foi a vez do coordenador do STOP mostrar solidariedade para com o professor de Viana do Castelo. Ao final do dia de hoje, também o coordenador da SIPE, Sindicato Independente de Professores e Educadores, irá visitar o professor.

Ao final de quatro dias de greve de fome a saúde de Luís Braga começa a debilitar-se. No entanto, o docente promete continuar a luta até o corpo deixar ou até haver uma reação do Governo ou do Presidente da Republica.

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Portugal um caso sui generis nas aprendizagens

O único país do Mundo onde a pandemia parece ter contribuído para a melhoria da aprendizagem dos alunos continua a superar-se, mas fixemos alguns dos dados que tornam Portugal um caso sui generis na condenação de uma geração, destruindo aquele que é o principal elevador social – a escola.

O pecado capital

Quando, em 2020, a pandemia obrigou ao encerramento quase total do país, as escolas objetivamente não estavam preparadas para o que se avizinhava. E o Ministério da Educação foi relapso em dotá-las de recursos e estratégias para gerirem a situação de anormalidade que se vivia com o menor dano possível para a aprendizagem dos alunos. Já em julho de 2020, vários países europeus mostravam dados dos impactos da pandemia na aprendizagem e Portugal ainda estava na fase de solicitar a realização de um estudo que demoraria quase um ano a chegar.

Foi, de facto, quase tudo mal feito neste domínio. As escolas portuguesas foram das que estiveram mais tempo fechadas, não se mediu o impacto do seu encerramento na aprendizagem dos alunos e o plano de recuperação de aprendizagens apareceu sem objetivos claros a atingir. O que se exigia era que a execução do plano permitisse compensar a panóplia de asneiras e omissões que comprometeram o percurso de milhares de alunos. Em especial, recorde-se, dos alunos de contextos mais desfavorecidos. Mas nem isso o Ministério da Educação conseguiu garantir.

Absorvido por um prolongado e inconsequente processo negocial com a classe docente, os dados apontam para mais de 20 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina nesta altura do ano letivo. E as greves não são a razão. É mesmo a incompetência e a incapacidade de o Ministério fazer aquilo que lhe competia: gerir bem os recursos que existem, planeando.

É sem surpresa, mas com profunda preocupação, que ouvimos esta semana o testemunho dos diretores de escolas que vieram alertar para consequências desastrosas da pandemia na aprendizagem.

Foi descrito um cenário assustador: alunos desmotivados e desinteressados e um total desconhecimento da eficácia efetiva das medidas incluídas no Plano de Recuperação de Aprendizagens. Aprendizagens estruturantes comprometidas que comprometem o resto do percurso educativo, o que é especialmente grave para as crianças cujos pais “não têm meios para pagarem explicações”, afirmaram os diretores.

Em bom português, as políticas educativas estão a segmentar os alunos entre os que podem e os que não podem arranjar solução para o falhanço da política do Governo. Apesar de ser extensa a lista, este arrisca-se a ser o pecado capital deste executivo. E uma geração deixada à sua sorte, o maior legado de António Costa.

 

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Luís Sottomaior Braga deu entrada no Hospital

Às 1:10 horas de hoje, dia 16 de abril, Luís Sottomaior Braga deu entrada no Hospital de Viana do Castelo, após ser atendido pelo INEM, no local onde realizava desde segunda feira uma greve de fome.

Luis Sottomaior Braga sofreu uma nova situação de hipoglicemia que suscitou a intervenção dos serviços de urgência, por acordo da equipa que vem apoiando o nosso colega. Essa situação constitui perigo para a saúde, em especial no seu estado já debilitado, até porque, além dos valores verificados, incluía sintomas como tonturas e tremores.

A decisão de chamar o INEM foi tomada com base nos critérios definidos pelos membros do grupo de apoio desde o início da greve de fome. Esses critérios, acordados entre todos, previam nunca ultrapassar situações de potencial risco de danos irreversíveis para a saúde.

Luis Sottomaior Braga está a ser observado no hospital e cremos que, em breve, poderemos dar informações mais detalhadas.

Agradecemos o apoio de todos ao longo destes dias!

O Luís Sottomaior Braga já teve alta hospitalar. Recebeu o tratamento adequado e vai agora descansar e recuperar em casa de um dos membros da equipa de apoio, conforme previsto.

Está profundamente emocionado e grato pelo enorme apoio recebido ao longo destes 5 dias intensos.

Precisa agora apenas de descansar e oportunamente fará, pessoalmente, uma comunicação.

Tal como o Luís, toda a equipa de apoio está muito sensibilizada e agradecida pelo extraordinário apoio recebido de milhares de colegas e cidadãos de todos os pontos do país.

 

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Greves Distritais a Partir de Amanhã

Lembro que as greves distritais a partir de amanhã abrangem apenas o pessoal docente e começam ao meio dia e que não tem serviços mínimos decretados.

 

Professores em greve a partir de amanhã porque o governo foge à resolução dos problemas

 

Entre 17 de abril e 12 de maio, distrito a distrito, a partir do meio-dia acabam as aulas e começa a greve

 

Sindicatos presentes às 12:00 na EBS de Canelas, VN de Gaia

Concentração às 15:00 horas na Praça D. João I

– Regime de concursos aprovado pelo governo não corresponde às expetativas dos docentes, nem às necessidades das escolas, aguardando-se agora o eventual veto do Presidente da República;

– Tempo de serviço congelado e ainda não recuperado continua ausente das intenções e da vontade política dos governantes;

– Projeto do ME para alegada correção de assimetrias na carreira é discriminatório, injusto e excludente, gerando novas assimetrias;

– Comprovadamente desumano, o regime de Mobilidade por Doença continua sem ser revisto;

– Ilegalidades e abusos nos horários de trabalho arrastam-se, neles encaixando todo o tipo de burocracia que o ME não resolve;

– Pré-reforma ou redução dos requisitos para a aposentação são temas tabu para Ministério da Educação e Governo;

– Artigo 79.º do ECD continua a não cumprir o seu objetivo, porque reduções no horário dos docentes são entregues às escolas, e na monodocência aplica-se de forma ainda mais penalizadora…

Estes são problemas que, entre outros, justificam o prosseguimento da luta que os professores vêm desenvolvendo. A partir de amanhã, 17 de abril, e até 12 de maio, distrito a distrito, educadores e professores entram em greve a partir das 12:00 horas e até final do dia. De tarde concentrar-se-ão, por norma, nas capitais de distrito.

O primeiro distrito será o do Porto. A greve começa ao meio-dia e as organizações sindicais de docentes, a essa hora, estarão à porta da Escola Básica e Secundária de Canelas, em Vila Nova de Gaia, com docentes daquele Agrupamento de Escolas.

Às 15:00 horas, na Praça D. João I, no Porto, terá lugar a concentração de docentes prevista para este dia.

Convidamos a comunicação social a acompanhar este primeiro dia de greve.

As Organizações Sindicais de Docentes

ASPL, FENPROF, FNE,PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU

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Quem será excluído do aceleramento da carreira

E serão muitos…

 

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Já não se vai negociar correção de assimetrias, mas, sim, aceleradores da carreira

Os sindicatos já receberam a convocatória para a reunião “negociar” da próxima quinta-feira.

Contém dois pontos:

1 -Aceleradores da carreira

2 – Outros assuntos

Já não se vão corrigir assimetrias.
Não se vai recuperar tempo de serviço

Sobre a monodocencia, nada.

Os aceleradores devem ter os travões pisados a fundo…

 

 

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E no fim de oito simulacros de negociação fez-se, finalmente, alguma luz…

E no fim de oito simulacros de negociação fez-se, finalmente, alguma luz…

 

A FENPROF arroga-se como a maior Federação de Sindicatos de Professores, pelo que não será possível ignorar os encargos conferidos por esse “título”, nem escamotear ou omitir a respectiva responsabilidade em todo o processo negocial com a Tutela, que se arrasta há vários meses…

A FENPROF declarou em 13 de Abril passado, no seu site oficial, que: “A reunião técnica confirma receios e esclarece que o ME não pretende recuperar qualquer tempo de serviço”…

Estranhamente, a FENPROF parece ter precisado de oito simulacros de negociação para concluir o que já se tinha percebido há muito tempo, aliás logo à saída da primeira “ronda negocial”:

– O Ministério da Educação não tinha, nem tem, qualquer intenção de ceder às principais reivindicações dos Professores…

Dessa conclusão extraída pela FENPROF, inusitadamente tardia, decorrem algumas questões inquietantes:

– A FENPROF teve dificuldades em percepcionar as verdadeiras intenções da Tutela ou essas intenções foram percepcionadas desde o início, mas contornadas até agora, de modo a não “hostilizar” a Tutela?

– A FENPROF está ou não a fazer fretes políticos ao Governo?

– A FENPROF está ou não a ludibriar os seus representados, acalentando neles a (falsa) esperança de que a atitude do Ministério da Educação possa modificar-se para melhor?

– Depois da conclusão retirada pela FENPROF no passado dia 13 de Abril, como compreender a sua permanência num simulacro de negociações que, na verdade, não teve qualquer resultado positivo para os Professores?

– A FENPROF está ou não a justificar a sua própria existência com a presença em simulacros de negociação, que não dignificam nenhum dos intervenientes, acabando por negligenciar, dessa forma, os interesses dos seus supostos representados?

– Afinal, quais são os objectivos da FENPROF e como tenciona alcançá-los?

Todos os Professores, sejam ou não sindicalizados, têm o direito de serem esclarecidos acerca das muitas dúvidas existentes quanto ao papel da FENPROF neste processo negocial…

A FENPROF tem o dever ético e moral de esclarecer cabalmente todas as incertezas, decorrentes da ambiguidade da sua própria acção…

Não basta reclamar o “título” de maior Federação de Sindicatos de Professores, como se isso fosse suficiente para demover a Tutela ou bastasse para merecer e suscitar a confiança dos seus supostos representados…

Até porque parte significativa desses seus supostos representados parece estar francamente cansada e impaciente com o show-off repetitivo, sempre bem encenado, sem que tal conduza a efeitos concretos ou a vitórias materiais…

E foram precisos oito simulacros de negociação para que a FENPROF, finalmente, reconhecesse e assumisse que o Ministério da Educação não pretende a recuperação de qualquer tempo de serviço…

Fez-se, finalmente, alguma luz…

Perante o anterior, fica-se na dúvida se a principal preocupação da FENPROF consiste em corresponder e obedecer aos interesses da Tutela ou aos dos seus associados…

As principais vítimas de tais “excentricidades” serão, naturalmente os Professores, ora “reféns” da Tutela, ora das estruturas sindicais, incapazes de os representar e defender sem reservas e isentos de suspeitas…

Os resultados alcançados por Sindicatos obedientes e previsíveis são os que todos conhecem… A decepção é indisfarçável…

Que raio de país este, onde até os próprios Sindicatos defraudam as legítimas expectativas e os interesses dos seus representados!

(Paula Dias)

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O Luís está em greve de fome há 4 dias e tem o meu respeito e admiração

O Luís está em greve de fome há 4 dias e tem o meu respeito e admiração

Corria o ano de 2019 e já não via o Luís Sottomaior Braga há mais de 20 anos.

Perdi-lhe o rasto, quando abandonei a vida política em 2002.

O Luís Braga, meu colega, um jovem e dedicado professor de História, que à época me falava com enorme entusiasmo da nossa profissão, da forma como procurava motivar os alunos em início de carreira, sempre preocupado com a aprendizagem e integração dos discentes de estratos sociais mais desfavorecidos, era um dos mais destacados dirigentes da Federação Distrital de Viana do Castelo da Juventude Socialista.

Para quem não conhece, o Luís Braga foi dos jovens que conheci e com quem privei em várias iniciativas conjuntas organizadas pelas Federações de Braga, Porto e Viana da JS, mais “apaixonados” pelo nobre exercício da política, com enorme sentido de responsabilidade e que fez parte de uma “geração de causas” que tornou o país mais progressista, na luta pela “despenalização da lei do aborto” que criminalizava a mulher, na extinção do Serviço Militar Obrigatório, na luta pela descentralização e criação de “regiões administrativas (que acabou por não avançar) ou ainda na lei que fez equivaler as Uniões de Facto” ao Casamento, para efeitos de benefícios fiscais.

Foi, como muitos da minha geração, um dos jovens que começou a exercer um cargo político, quando já tinha profissão e fazia parte dos quadros do Ministério da Educação, prática que infelizmente se vai tornando mais rara, quando olhamos para as atuais juventudes partidárias.

O Luís entrou na vida política, depois de ter “aprendido a trabalhar” (como deveria ser sempre para os aspirantes a políticos), tendo sido durante os dois governos de António Guterres (1995-2002) o “braço direito” de Oliveira e Silva, Governador Civil de Viana do Castelo em três Governos, fundador do Partido Socialista, combatente antifascista, encarcerado nas prisões da ditadura, Deputado à Assembleia Constituinte e, posteriormente, Ministro da Administração Interna, no Portugal democrático que emergiu numa madrugada de Abril.

Nesses anos, O Luís Braga, como adjunto do Governador Civil de Viana, (uma das grandes figuras do PS, que esteve na fundação do Serviço Nacional de Saúde e lançou as bases de uma escola pública de qualidade, com Mário Soares e Sottomaior Cardia, que haveria de tornar-se nas décadas seguintes, no “motor do elevador social”), aprofundou a sua formação política, alicerçada em valores e princípios civilizacionais, que mais tarde, haveriam de definir o seu trajeto profissional.

Assistiu como eu assisti, a um período de governação na área da educação, particularmente feliz, o primeiro Governo de António Guterres (1995/1999) onde a Educação foi colocada no centro da atividade política, “eleita como “paixão” , numa das raras legislaturas onde efetivamente se valorizou o corpo docente nas escolas e onde se colocou o professor como elemento fundamental no desenvolvimento da Educação e no futuro do país.

Foi com Guterres em S. Bento e o Luís Braga como membro desse mesmo Governo, como adjunto e braço-direito do Governador Civil, que todos os professores subiram um escalão na carreira e melhoraram a sua situação salarial.

Depois, durante anos, perdi-lhe o “rasto”.

Mais tarde, já em 2019, soube que foi Diretor de um Agrupamento de Escolas no Alto Minho, onde foi confrontado com problemas de difícil resolução, mas que ultrapassou e resolveu com enorme competência, como a integração e desenvolvimento de alunos pertencentes a comunidades ciganas.

Nesse mesmo ano, reencontrei-o no “Prós e Contras” da RTP 1, subordinado ao tema da “violência sobre os professores”.

Soube que já foi agredido sete vezes por alunos, uma delas, violentamente, com um pau.

Não é fácil olhar para uma situação destas e não lamentar profundamente o estado a que a profissão e, concretamente, a autoridade do professor chegaram neste país.

O Luís Braga, hoje ideologicamente continua a ser um Social-Democrata de centro esquerda , adepto do “socialismo em liberdade”, com preocupações sociais, algumas vezes incompreendido, mas preocupando-se sempre mais com os outros do que consigo mesmo, ou não tivesse tido como “pai político” o Dr. Oliveira e Silva, um combatente anti-fascista com nome de Praça em Monção.

E tem sido quase sempre prejudicado por isso.

Mas o Luís é dos bons e faz falta. Hoje é sub-diretor do Agrupamento de Escolas de Abelheira, em Viana do Castelo e, como milhares de professores está profundamente desiludido com o “Estado” a que a Educação chegou.

Continua a acreditar que a Educação é o verdadeiro “motor do elevador social” (que hoje está cada vez mais “empenado”) e porque se entregou como dezenas de milhares de professores à sua profissão, com enorme paixão, 30 anos depois de ter iniciado a sua profissão, abrindo horizontes a milhares de alunos, “dando-lhes asas para voar” , o Luís Braga, como cerca de 100 mil professores neste país, recusa-se a “rastejar” e a conformar-se com uma pensão de aposentação, que rondará os 800 a 900 euros por mês.

Se nada for alterado e o tempo de serviço que foi “suprimido” (6 anos , 6 meses , 23 dias) não for devolvido como aconteceu nos Açores e Madeira, o Luís como a esmagadora maioria dos seus colegas arrisca-se a ser um “reformado pobre” , num período da vida, 66 anos em que já terá poucas ou nenhumas condições para continuar a trabalhar, por naturais limitações físicas.

O Luís está em greve de fome e como muitos dos seus colegas, estou preocupado com o seu Estado de Saúde.

Se vivêssemos num país minimamente decente, que priorizasse a Educação ou a Saúde ao invés da TAP, onde o Estado já investiu 3,6 mil milhões de euros (para renacionalizar uma empresa que estava privatizada e agora voltar a privatizar outra vez), não seria necessário, digo eu, o Luís entrar em “greve de fome” lutando por algo que é dele, lhe pertence e ninguém deveria ter o direito de retirar:

O tempo de serviço que trabalhou e descontou para o Estado através do seu salário.

Às vezes, fico com a sensação que as verdadeiras prioridades deste país estão invertidas.

E é com enorme tristeza e desilusão, que como simpatizante do Partido Socialista olho para esta situação.

 

Miguel Teixeira

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O Luís está sereno…

O Luís carrega o pêso de todos aqueles que suportam os “insuportáveis” governantes que temos à frente deste país!
O Luís emocionou-se com uma simples mensagem deixada num livro, oferecido por uma simples menina (de Valpaços), com 11 anos!
O Luís não está sozinho!
Sozinho está este país governado pelo silêncio quando é preciso fazer barulho e pelo barulho que, convenientemente, se tenta silenciar!
O Luís é um cidadão português…ativo… útil… pensante… determinado…resiliente…lutador!
O Luís é professor e só depois subdiretor!
O Luís merece o nosso respeito, independentemente de concordarmos ou não com a forma de luta que decidiu levar a cabo!
E o Luís já deu provas de tudo o que defende!

Assinemos também a sua petição “contra a violência nas escolas” porque o Plenário da Assembleia da República precisa que o Luís lá vá e ele tem que lá ir!!
Força Luís 💪
Bora lá pessoal…somos tantos!!
É só querermos!!

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT115866

Anabela Sousa

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Boas ou Más Notícias?

Podiam ser boas se as mudanças na Europa fossem em 2023, pois António Costa poderia aproveitar a luta dos professores para repor os 6A6M23D e demitir-se por essa razão (tal como anteriormente anunciou que o fazia, evitando ser destituído pelo PR).

Como a sua ambição europeia será só em 2024, após as eleições, iremos ter de aguentar mais um ano de António Costa a governar o Pais.

Só não sei o que poderá alegar António Costa para sair do governo rumo a um cargo Europeu. Se calhar a estrondosa derrota nas Europeias vai ser a sua desculpa para abandonar as funções.

 

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Apoio Aos EE às Matrículas e Renovações – Blog + Sobre Educação

Matrículas e Renovações | Informações para os Encarregados de Educação 2023-24 | + Sobre Educação

 

 

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Informações da Reunião Técnica e Nova Reunião Negocial dia 20 de Abril

Sindicatos mais preocupados após esclarecimentos prestados pela equipa técnica do ME

 

As organizações sindicais de docentes participaram no dia 13 de abril, numa reunião de caráter técnico em torno do anteprojeto de Decreto-lei do ME relativo à carreira. Apesar da natureza da reunião, as organizações sindicais fizeram questão de reafirmar que só se eliminarão as assimetrias que ferem a carreira docente com a contagem integral do tempo de serviço cumprido e a eliminação de vagas e quotas. Da parte da delegação ministerial foi assumido não estar a ser recuperado qualquer tempo de serviço, o que é lamentável e motivo para que se mantenha a forte luta dos professores.

Foram muitos os pedidos de esclarecimento apresentados pelas organizações desta plataforma sindical; as respostas obtidas não deixaram dúvidas: a proposta do ME é ainda mais gravosa, excludente e injusta do que se julgava. Seguramente, o número de docentes abrangido pelas medidas alegadamente destinadas a corrigir assimetrias decorrentes dos períodos de congelamento é muito menor do que aquele que tem sido adiantado pelo Ministro da Educação.

Causa forte indignação e protesto que seja excluído destas medidas quem:

  • Entrou na profissão nos últimos 17 anos ou, tendo entrado até 2005/2006, inclusive, não cumpriu em pleno os 3411 dias de congelamento;
  • Não cumpriu plenamente os 3411 dias de congelamento, embora para efeitos de carreira o Governo recuse contar 2393 desses dias;
  • Trabalhou 3409 dias dos 3411 congelados em horário completo, mas em 30 e 31 de agosto de 2005 não tinha horário completo;
  • Não trabalhou na rede pública do ME em 30 e 31 de agosto de 2005, o que significa que para serem abrangidos os docentes terão de ter sido colocados em 2004/2005 e não apenas em 2005/2006;
  • Durante o primeiro período de congelamento (30 de agosto de 2005 a 31 de dezembro de 2007) esteve doente durante mais de 30 dias;
  • Cumpriu os períodos de congelamento fora dos estabelecimentos da rede pública do ME, embora para efeitos de recuperação dos 2 anos, 9 meses e 18 dias esse tempo tivesse sido considerado;
  • Trabalhou os 3411 dias de congelamento, embora nem sempre em horários completos;
  • Cumpriu serviço nos períodos de congelamento nas Regiões Autónomas, no EPE, em estabelecimentos de outros ministérios, na Casa Pia, em IPSS, em Misericórdias ou no ensino particular e cooperativo.

Causa forte indignação e protesto que o ME recuse recuperar:

  • O tempo de serviço perdido pelos docentes que, embora não tendo integrado as listas de espera, perderam até 11 meses para progredirem ao 5.º ou 7.º escalão;
  • O tempo de que muitos docentes prescindiram, para efeitos de carreira – tranches dos 2A 9M 18D ou múltiplos de 365 dias, no caso dos contratados – tentando, assim, subir de posição no acesso a vaga (lembra-se que quem não usou desse tempo não só o recuperou, como recuperará o tempo que esperou na lista);

Quanto aos docentes que irão dispensar de vaga, o mecanismo proposto pelo ME não permite a progressão no mês seguinte ao do cumprimento dos demais requisitos, isentando-os de vaga, mas obriga-os a aguardar por janeiro do ano seguinte, fazendo-os perder mais tempo de serviço. Ser-lhes-á atribuída uma vaga adicional às que serão criadas para os professores avaliados de Bom, mas não abrangidos pelo diploma.

Em relação a quem já atingiu o topo da carreira, com perdas de muitos anos ao longo do trajeto realizado, o projeto do ME não prevê qualquer compensação.

Tendo, entretanto, sido marcada nova reunião negocial para 20 de abril, pelas 17:00 horas, a não haver uma profunda alteração das propostas do ME, ficando garantida a recuperação plena do tempo de serviço cumprido pelos professores e a eliminação das vagas e quotas, não haverá qualquer acordo com o ME, aumentando os motivos que levam os professores à luta.

As Organizações Sindicais de Docentes

 

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Notícias de Luís Braga

Greve de fome de docente de Viana do Castelo em dúvida por razões de saúde

 

Luís Sottomaior Braga disse aos jornalistas que está “bem de saúde”, apesar de sentir “algum cansaço”, garantindo que não está a fazer a greve de fome para “correr risco excessivo”. Na tarde de quinta-feira, o docente recebeu assistência médica por ter sofrido uma crise de hipoglicemia.

 

Mais de 100 professores em manifestação de apoio a colega em greve de fome

 

Mais de uma centena de professores participaram nesta quinta-feira, em Viana do Castelo, numa manifestação de apoio ao colega Luís Sottomaior Braga, que iniciou à meia-noite de terça-feira uma greve de fome em defesa da escola pública.

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Reserva de Recrutamento n.º 27

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 27.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 17 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 18 de abril de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 27

Listas – Reserva de recrutamento n.º 27

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Chegou ao fim greve por tempo indeterminado


Ficou decidido, com as comissões de greve, suspender [a greve por tempo indeterminado] a 16 de abril, mas também ficaram em aberto, porque as negociações continuam, novas formas de luta que fossem necessárias”, explicou, na terça-feira, Carla Piedade, da direção do Stop, à Lusa.

 

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