Uma proposta mitigadora de umas assimetrias e causadora de outras…
Tag: Notícias
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Abr 13 2023
Governo aprova aumento salarial intercalar de 1% na função pública
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Abr 13 2023
Publicado o Calendário das Matrículas
Despacho n.º 4506-A/2023
a) Entre o dia 15 de abril e o dia 15 de maio, para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico;
b) Entre o dia 22 de junho e o dia 28 de junho, para os 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade;
c) Entre o dia 6 de julho e o dia 10 de julho, para os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos do ensino básico;
d) Entre o dia 15 de julho e 20 de julho para os 10.º e 12.º anos de escolaridade.
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Abr 13 2023
Professor em greve de fome faz pedido a Marcelo
O professor de história não tem planos para regressar ao trabalho e garante que enquanto o corpo aguentar, vai manter-se em frente à Escola Secundária de Santa Maria Maior.
Professor em greve de fome faz pedido a Marcelo

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Abr 13 2023
Querem professores em Lisboa, Algarve e Setúbal?
Façam como em Cinfães se fez com os médicos.
Lisboa, Algarve, Setúbal e brevemente a região do Porto não terão outra solução para fixar professores.
Não julgue o ME que vai ser o novo diploma de concursos que irá resolver o problema da falta de professores.
O problema vem de há muito tempo e é estrutural. A grande parte dos professores que estão disponíveis são da região norte e centro, no sul e região de Lisboa nunca se formaram professores em número suficiente para às necessidades, o que levou a que, agora, estejam nesta situação.
Com a redução de candidatos a professores a que temos vindo a assistir na última década a solução para estas e outras zonas do país onde o problema surgirá a breve prazo, passará, não por impor a deslocação de professores, mas por apoiar a deslocação.
A falta de visão estratégica, a longo prazo, para a falta de professores vai levar o país a seguir os maus exemplos de outros países europeus.
Fica o exemplo de Cinfães…
Os apoios foram entregues “ao abrigo do regulamento municipal de apoio à fixação de médicos de família no concelho”, enaltece o executivo local.
O objetivo é atrair e fixar médicos de família em Cinfães, comparticipando a compra ou arrendamento de casa e as despesas de deslocação para o centro de saúde.
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Abr 13 2023
Calendário das matrículas de ser publicado amanhã
Diplomas para Publicação em Diário da República
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Abr 13 2023
“Obviamente, não promulgo”…
O Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores, proposto pelo Governo, já foi entregue ao Presidente da República, aguardando-se pela respectiva apreciação…
Se for promulgado pelo Presidente da República, estará o próprio a permitir a injustiça, a iniquidade e a desigualdade de oportunidades ao nível da progressão na Carreira Docente e ao nível da colocação de Professores, advogadas e defendidas pelo Governo…
Se for promulgado pelo Presidente da República, estará o próprio a autorizar o benefício de alguns e o prejuízo de outros, consentindo que, de forma indirecta, se instiguem os conflitos no seio da Classe Docente, ignorando o primado da boa-fé, que deve prevalecer em todos os actos governativos…
O referido Diploma parece encontrar-se inquinado pelos vícios da injustiça, da iniquidade e da desigualdade de oportunidades entre cidadãos, no caso presente, entre Professores, que nenhum Órgão de Soberania poderá permitir e, muito menos, fomentar…
Se Marcelo Rebelo de Sousa tiver a coragem, a sensatez e a lucidez que se exigem do cargo que desempenha, não poderá anuir com um Projecto de Lei que, na prática, desvirtuará o princípio de que o Estado é confiável e pessoa de Bem…
No âmbito das suas competências, espera-se que, entre outros, garanta o regular funcionamento das instituições democráticas, defendendo, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição da República Portuguesa…
Ao Presidente não compete legislar, mas compete-lhe promulgar (ou não), e mandar publicar, as Leis emanadas pela Assembleia da República…
Marcelo Rebelo de Sousa não poderá fazer de conta que não vê e que não ouve as reivindicações e os protestos de milhares de profissionais de Educação, nem pactuar com uma Lei injusta, proposta por um Governo que recorrentemente tem confundido o usufruto de uma maioria absoluta parlamentar com acções impregnadas de autoritarismo e má-fé…
Perante um Diploma enfermo de injustiça, iniquidade e desigualdade, a única atitude aceitável face ao mesmo será a recusa da sua promulgação…
Assim sendo, “Obviamente, não promulgo” é a afirmação que se espera de Marcelo Rebelo de Sousa, relativamente ao Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores…
Se o fizer, estará, por certo, a honrar a memória de Humberto Delgado – “General sem medo”- assassinado pela PIDE, em virtude da coragem e da determinação demonstradas na luta contra o Estado Novo, e a quem devemos a afirmação:
“Obviamente, demito-o”, referindo-se ao Presidente do Conselho de Ministros (Oliveira Salazar), caso fosse eleito Presidente da República em 1958…
Com a aproximação das comemorações dos 49 anos do 25 de Abril de 1974, a melhor lição prática de Democracia que poderia ser dada por Marcelo Rebelo de Sousa seria a não promulgação do Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores…
Em vez de abundantes lições teóricas sobre Democracia, precisa-se, urgentemente, de lições práticas…
Honraria, também, dessa forma, a memória de outro Homem de coragem ímpar: Salgueiro Maia, o maior “Desobediente” da nossa História…
Humberto Delgado e Salgueiro Maia, por certo, não esperarão menos do que isso de Marcelo Rebelo de Sousa…
Conseguirá, ele, cumprir com a sua parte?
Marcelo Rebelo de Sousa não poderá ignorar que, neste momento, milhares de profissionais de Educação depositam em si a derradeira esperança de verem reposta uma parte significativa da justiça e do respeito que lhes são devidos pela Tutela…
Espera-se que Marcelo Rebelo de Sousa consiga ir além das palavras e que exerça o seu efectivo direito de veto político, relativo a um Diploma que, inegavelmente, se constitui como uma afronta à Classe Docente e como uma forma de a maltratar…
(Paula Dias)
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Abr 13 2023
Porque Estão os Professores Tão Zangados?
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Abr 13 2023
Diretores querem mais um ano de Recuperação das Aprendizagens
Preocupados com as dificuldades dos alunos na escrita e leitura, os diretores das escolas públicas de Portugal pedem um reforço do Plano 21|23 Escola+ no próximo ano letivo.
Diretores querem mais um ano de Recuperação das Aprendizagens
Depois de dois anos letivos fortemente marcados pela pandemia de covid-19 e perante a instabilidade nas escolas causada pelas greves, os dirigentes escolares foram ouvidos pelos deputados da Assembleia da República Agostinho Santa (PS), António Cunha (PSD), Gabriel Mithá Ribeiro (Chega), Carla Castro (Iniciativa Liberal) e Manuel Loff (PCP) para discutir o Plano de Recuperação das Aprendizagens (PRA), que termina no final deste ano letivo.
Para a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) a situação atual exige a continuação e reforço do PRA. Isto porque as escolas portuguesas ainda vivem as “consequências arrasadoras” causadas pela falta de aulas derivada da pandemia.
“É agora que verdadeiramente se começa a sentir o impacto dos confinamentos e da pandemia”, começou por dizer David Sousa – vice-presidente da ANDAEP – que admite relatos diários de professores que apontam a “falta de aprendizagens estruturantes que impedem a progressão dos ciclos seguintes” e afetam especialmente os alunos mais desfavorecidos.
Nesse sentido, também Manuel Pereira, presidente da ANDE, testemunhou o impacto da pandemia nos alunos, revelando que “é necessário trabalhar para recuperar a leitura e a escrita” – dois aspetos fundamentais bastante impactados, “especialmente nas zonas do país que são mais isoladas”.
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Abr 12 2023
Professorado e Axiologia / O Professor Hoje (Carlos Calixto)
PROFESSORADO E AXIOLOGIA / O PROFESSOR HOJE
AS INTERACÇÕES SOCIAIS NA ORGANIZAÇÃO ESCOLA
A escola pública contemporânea é multicultural, inclusiva, pluridimensional e massificada. Axiologicamente é muito diversificada, em que coexistem valores díspares e na qual os alunos e respectivas famílias têm diferentes ideias de escola. Ao professor cabe o papel dificílimo de trabalhar com todas as sensibilidades valorativas e alcançar a meta do sucesso dos educandos no processo de ensino-aprendizagem. As interacções sociais/societais acontecem na organização escola envolvendo toda a comunidade educativa.
Donde, nesta reflexão vamos dissertar sobre o trabalho do professor hoje, a escola actual, os valores e o nosso tempo, e as interações socializantes na instituição/organização escolar. A qualidade/não qualidade da escola pública é um reflexo da educação-ensino/sensibilidade-não sensibilidade do poder político/vontade-não vontade política dos governantes.
O actual poder político, destruidor da Escola Pública, peca sem perdão na sua missão fundamentalista contra todo o professorado. Lamentável e miserável visão/acção política contra a profissão docente, comprometendo o futuro de Portugal. Este comportamento contranatura tem o mais absoluto e total repúdio dos educadores e professores portugueses.
Havendo conivência convergente no erro entre Governo e Presidência da República, apaticamente amorfa e catatónica, assistimos ao definhar de toda uma classe sócio-profissional e em vias de extinção. Paralelamente, a classe política inculta e de carácter deformado em muitos e multiplicantes casos de podridão de bastidores, indiferente e irresponsavelmente prepara-se para dar a estocada final nos professores. A História julgará!!!
Esta reflexão sobre a Escola Pública dos nossos dias, é um “ensaio” conciso na abordagem às várias vertentes. Fica o nosso modesto contributo, em homenagem nobre a todos os colegas em Luta. Obrigado.
Carlos Calixto
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Abr 12 2023
Aceitamos os Mesmos 900€ em 14 meses por ano!!!
Por várias vezes o Primeiro Ministro e o Ministro da Educação dizem que a recuperação total dos 6A6M23D teria de ser aplicada a toda a função pública para que não houvesse diferença de tratamento entre funcionários públicos.
Pois bem, para que não haja diferença alguma entre a classe dos Juízes e a dos Professores aceitamos os 900€ mensais de subsídio de compensação, durante 14 meses por ano.
E para quando pagam este subsídio aos Professores?
Juízes passam todos a receber 900 euros de subsídio de compensação

O subsídio de compensação dos juízes foi aumentado em 25 euros por mês, passando para os 900 euros. A verba, que se destinava originalmente a compensar os magistrados deslocados e que não dispunham da chamada casa de função, é agora atribuída a todos.
A verba, que será paga 14 vezes por ano, está contemplada no Estatuto dos Magistrados Judiciais e já não era atualizada desde 2020, indo agora ser paga com retrativos desde janeiro de 2022, segundo noticia a revista Advocatus.
De acordo com a revista, no ano passado estavam no ativo 1790 Juízes (1342 na 1.ª instância, 392 desembargadores nas Relações e 56 conselheiros no Supremo).
A decisão de aumento tomada pelo Conselho Superior da Magistratura (CSM), refere a Advocatus, “surge depois de uma decisão judicial do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), de março deste ano, na sequência de uma ação intentada pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses”.
No sitio do CSM pode ler-se que foi determinado que os serviços do STJ atualizem o subsídio de compensação a pagar aos magistrados judiciais que exerçam funções no STJ desde 1.01.2022 e “procedam ao pagamento dos valores dessas atualizações que entretanto se venceram e não foram pagos, dos respetivos juros de mora, à taxa legal definida por lei, desde a data de vencimento dessas atualizações até à data do seu efetivo pagamento”.
O Tribunal da Relação de Coimbra tinha já tomado a decisão de aumentar o subsídio de compensação dos seus juízes desembargadores, porque o seu anterior presidente, Luíz Azevedo Mendes (candidato a vice-presidente do CSM nas eleições de hoje, em concorrência com o )chefe de gabinete do atual vice do Conselho), interpretou então a lei no sentido de que ela permitia atualizar o respetivo valor.
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Abr 12 2023
Matrículas em Breve
O Portal das Matrículas está a preparar-se para receber as matrículas para o ano letivo 2023/2024.
Nesta primeira fase as matrículas são para as crianças que vão frequentar a Educação Pré-Escolar e o 1.º ano do Ensino Básico.
O ano passado começaram em 19 de abril, para este ano ainda não há datas, mas deverá ser no início da próxima semana que abrem as matrículas.

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Abr 12 2023
Greves distritais de professores sem serviços mínimos
Paralisações por distritos iniciam-se na próxima semana. Ministério da Educação solicita serviços mínimos para greves de quatro dias convocadas pelo Stop.
Ministério da Educação: greves distritais de professores sem serviços mínimos
O Ministério da Educação (ME) não requereu serviços mínimos para as greves distritais de docentes, que se vão iniciar na próxima segunda-feira, dia 17, e que foram convocadas pela plataforma de nove organizações sindicais. A informação tinha sido avançada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), que integra a plataforma sindical, em comunicado enviado às redacções nesta terça-feira e confirmada ao PÚBLICO pela tutela em resposta escrita no final do mesmo dia.
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Abr 12 2023
Estamos apenas a mascarar o falhanço -Santana Castilho
Os professores foram os obreiros de um tão justo quão ímpar protesto social nos últimos seis meses, tanto mais significativo quanto conta com uma maioritária concordância dos portugueses, expressa em sondagens. Em resposta, o Governo quer impor a sua vontade, sem acordo, via um primeiro decreto-lei. E trabalha agora no desenho de um segundo, dito de recuperação de tempo de serviço. Tudo com imoral indiferença pelos professores.
A força da união entre professores, independentemente de filiações partidárias ou sindicais, foi, até agora, irrelevante para a obtenção de resultados. Os “negociadores” sindicais foram, até agora, simples actores de liturgias destinadas a terminar com a imposição da vontade do Governo. Mário Nogueira foi, neste sentido, tristemente lapidar, à saída da reunião do passado dia 5, quando felicitou o Ministério da Educação por lhe conceder mais oportunidades de prolongar a farsa.
Há muito que os sindicatos deviam ter adoptado iniciativas diferentes das que têm usado e se têm revelado ineficazes. Há muito que os sindicatos deviam ter abandonado reuniões de negociação onde são vexados e simplesmente tratados como idiotas úteis, obedientes e previsíveis. E se acima citei Mário Nogueira foi apenas por ter sido ele quem explicitou o que critico. Mas fica claro que a minha crítica engloba o S.TO.P., que afinal apenas se contentou com um lugar à mesa.
O estado da Educação transparece em pleno da (falta de) qualidade das negociações em curso. Com outros protagonistas, a crise da escola pública poderia ser o ponto de partida para uma discussão séria sobre o futuro da Educação. No entanto, tudo não passa do cumprimento de uma exigência legal, repito, que deve preceder o momento em que o Governo impõe a sua vontade. Deste modo, não é possível resolver problemas, mas tão-só agravá-los e empurrá-los para a frente. Deste modo, há uma realidade que tem de ser encarada: os sindicatos estão apenas a mascarar o falhanço.
O decreto-lei que modifica todo o processo de recrutamento e vinculação de professores já está em Belém, para promulgação. O diploma em análise, que só piora o mau que já estava em vigor, tem dois objectivos, a saber:
1. Evitar, manhosamente, após a intimação da Comissão Europeia, de Julho passado, que o Tribunal Europeu de Justiça se pronuncie sobre as políticas discriminatórias do Estado português em matéria de contratação de professores.
2. Atamancar, de qualquer jeito e sem respeito pelo direito dos professores a terem uma vida familiar minimamente estável, a caótica falta de docentes para assegurar o ensino obrigatório, fruto da incompetência dos governantes para lidarem com um problema há anos previsto.
A chamada “vinculação dinâmica” é uma oferenda de Pirro, perpetrada por um Maquiavel de pacotilha, que propõe uma separação coerciva, permanente e cruel de milhares de professores das respectivas famílias.
A este diploma vai brevemente juntar-se um outro, que consignará a correcção das chamadas “assimetrias na progressão da carreira”. Só que, de cada vez que o Ministério da Educação se propõe corrigir asneiras anteriores, novos disparates promove. O anunciado “acelerador” para resolver assimetrias provocadas pelo congelamento da carreira docente é antes um exclusor de muitos professores e um gerador de novas injustiças. A defesa que o ministro faz da sua proposta não expõe apenas a incompetência técnica. Revela a sua lamentável desonestidade intelectual.
Os olhares viram-se agora para Belém. O Presidente da República promulga ou veta os diplomas? Ele próprio declarou que recebeu contributos de muitos professores e que aguarda que o Governo responda a dúvidas e perguntas que formulou. Duvido que os vete. Mas, se os promulgar, assina uma carta de alforria para destruir milhares de famílias. A propósito, recorde-se que, em Dezembro passado, em Ourém, Marcelo disse que os professores se queixavam com razão. E reiterou essa razão quando, na entrevista de Março à RTP, foi bem explícito a defender que o Governo devia acordar com os sindicatos um modo de recuperar o tempo de serviço, se não integralmente, pelo menos de forma parcial.
In “Público” de 12.4.23
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Abr 11 2023
Solidariedade com Luís Sottomaior Braga
Texto deixado no FB do Blog.

Excelentíssimo Sr. Presidente da República de Portugal,
Em nome de muitos e tantos professores de Portugal, venho apresentar a preocupação urgente com a saúde e bem-estar do colega Luís Sottomaior Braga, professor e dirigente da Escola da Abelheira, em Viana do Castelo.
Este colega decidiu entrar em Greve de Fome como forma de protesto contra a homologação e promulgação do Concurso de Recrutamento e Gestão de Professores, assim como a falta de atenção aos Direitos dos Professores nas ditas negociações que decorrem.
Esta situação é alarmante e demonstra a extrema necessidade de se atender às demandas dos professores.
Somos muitos os professores que sofrem em silêncio com as condições precárias de trabalho assim como a falta de valorização e dignificação da sua profissão maior.
A coragem de Luís Sottomaior Braga, ao iniciar esta Greve de Fome é admirável, mas preocupante por um de nós ter de chegar tal extremo para que uma classe, pilar da sociedade, possa ser ouvida.
Os professores solicitam humildemente que Vossa Excelência interceda nesta questão e tome as medidas necessárias para garantir que os Direitos dos Professores sejam respeitados e que as revindicações do colega Luís Sottomaior Braga sejam ouvidas e atendidas com seriedade.
Acreditamos que é dever do governo ouvir e dar voz às reivindicações dos trabalhadores, especialmente dos que desempenham uma função tão importante na formação da nossa sociedade e do nosso Portugal.
Acreditamos também que Vossa Excelência, na qualidade de Presidente da República, tem o dever de zelar que essas mesmas reivindicações sejam deveras ouvidas.
Agradecemos pela atenção dispensada e solicitamos a Vossa Excelência que estas palavras sérias, verdadeiras e sentidas sejam levadas em consideração, no intuito de trazer uma solução a esta situação de vida ou de morte tão preocupante.
Atentamente,
P/Os professores de Portugal,
Maria Emanuel Côrte-Real de Albuquerque
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Abr 11 2023
Um Terceiro Período Tranquilo…
Vamos surpreender! Vamos invadir!!
E, para que vejam que não estamos cansados, vamos antecipar e começar desde já a mobilizar tropas. Vamos ERGUER-NOS e LEVANTAR VOO. JÁ!!!
Missão Escola Pública em “Assalto aos Aeroportos!”, num aeroporto perto de si.

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Abr 11 2023
Um Terceiro Período Tranquilo…
Como queria o Presidente da República.
Professores estão a organizar novo acampamento que começa na noite de 24 de Abril
Protesto tem vindo a ser divulgado nas redes sociais e mais de 200 professores confirmaram presença no acampamento, diz docente.

Professores de todo o país estão a organizar um novo acampamento contra as políticas do Ministério da Educação entre os dias 24 de Abril e 1 de Maio, que pretendam que seja no Largo do Carmo, em Lisboa.
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Abr 11 2023
Pré-avisos de greve (pessoal docente e pessoal não docente) para os dias 24, 26, 27 e 28 de abril de 2023
O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.) deu conhecimento que entregou pré-avisos de greve (para o pessoal docente e para o pessoal não docente), agendados para os dias 24, 26, 27 e 28 de abril de 2023.
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Abr 11 2023
Aposentação, em número crescente, de docentes agravará falta de professores
Aposentação, em número crescente, de docentes agravará falta de professores; no entanto, processos negociais confirmam falta de vontade política para valorizar a profissão docente.
Mais de 1300 professores aposentam-se nos primeiros meses do ano em curso, prevendo-se que mais de 3500 se aposentem em 2023. O problema não está na aposentação de tantos docentes, pois esta saída era previsível, tratando-se de professores e educadores que exercem funções há mais de 40 anos. O problema está nas saídas não previstas de jovens da profissão e no facto de os cursos de formação de professores não atraírem quem ingressa no ensino superior. Estes dois factos, associados à aposentação anual de milhares de docentes, expetável no quadro de envelhecimento a que os governos deixaram chegar o corpo docente, está a levar a uma gravíssima crise de falta de professores profissionalizados nas escolas, a qual ainda se agravará até final da década, caso as políticas governativas para o setor não se alterem profundamente.
Só há uma forma de estancar a saída precoce da profissão, recuperar os que já abandonaram e atrair jovens para os cursos de formação: valorizar uma profissão que, de forma crescente, tem perdido atratividade. Não é o que o Ministério da Educação está a fazer. Pelo contrário, nas reuniões negociais em curso, as propostas do ME não vão nesse sentido e só não se concretizam todas as intenções manifestadas pelo ministro porque os professores têm mantido uma luta como há muito não se verificava.
Confirma o que antes se afirma o facto de o ME ter encerrado, sem acordo, o processo de revisão do regime de concursos para recrutamento e colocação de docentes; o mesmo se pode dizer em relação ao processo relativo à carreira, que está agora a decorrer. A proposta do ME não prevê a recuperação de um único dia dos 2393 (6A 6M 23D) que estiveram congelados e ainda não foram recuperados, como também não prevê eliminar as vagas para progressão aos 5.º e 7.º escalões, limitando-se a apresentar uma proposta que, devido aos requisitos que estabelece, exclui mais professores e educadores do que aqueles que abrange.
Os sindicatos de professores não se conformam com esta situação marcada por uma postura ministerial que não respeita quem se encontra em funções, não atrai os jovens para a profissão e, assim, põe em causa o futuro de uma Escola Pública que se quer de qualidade. Por esta razão consideram que:
- O diploma de concursos que se encontra em apreciação na Presidência da República deverá merecer, de novo, negociação sindical;
- Se tal vier a acontecer, isso não obstaculizará, no cumprimento da diretiva comunitária 70/CE/1999, a vinculação de 10 700 docentes já em setembro próximo, nem o fim da discriminação salarial de quem está contratado a termo;
- A proposta apresentada pelo ME sobre a carreira deverá evoluir para o fim das vagas para todos os docentes, isto é, a eliminação daqueles obstáculos à progressão, e para o reposicionamento de todos os docentes na carreira de acordo com a contagem integral do tempo de serviço que cumpriram.
Relativamente a outros problemas que têm estado presentes nas reuniões com o Ministério da Educação, as organizações sindicais continuam a exigir a revisão da Mobilidade por Doença ainda este ano letivo, a eliminação da burocracia e dos abusos e ilegalidades nos horários de trabalho, a alteração do regime de reduções na monodocência, com a definição do conteúdo funcional das componentes letiva e não letiva do horário, ou a majoração da pensão e/ou despenalização da aposentação antecipada, por opção, tendo em conta o tempo de serviço não recuperado.
A agenda do ME e do Governo não passa por resolver estes problemas e só a continuação da luta dos professores a poderá alterar. É por essa razão que já a partir de segunda-feira, dia 17 de abril, se iniciará uma nova ronda de greves distritais, com início às 12:00 horas em cada um dos dias, sem que tenham sido decretados serviços mínimos.
As greves distritais realizadas em janeiro e fevereiro tiveram uma enorme dimensão e nem a forma como os Ministério divulgou os dados a conseguiu esconder. Tendo cada professor feito greve no dia correspondente ao seu distrito, no final dos 18 dias úteis de greve foram na ordem dos 110 000 docentes os que fizeram greve. Este número decorre do facto de, só tendo acesso aos números lançados pelas escolas na plataforma que criou, o ME reconheceu que foram praticamente 86 500 os que fizeram greve em 70 a 90% das escolas e agrupamentos (média de recolha diária), o que significa que no total, terão sido na ordem dos 110 000, confirmando os níveis de adesão divulgados pelas organizações sindicais.
Dia 17 de abril começa nova ronda de greves distritais, desta vez pelo distrito do Porto, sendo indispensável manter os níveis de adesão já verificados em greves anteriores, sob pena de o Governo fazer leituras políticas indesejáveis aos justos objetivos dos professores e dos educadores. Ainda esta semana, prevê-se a realização de uma reunião técnica no ME, sobre as questões relativas à carreira docente.
As Organizações Sindicais de Docentes
ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU
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Abr 11 2023
Professores, os pilares da sociedade
Professores, os pilares da sociedade
Normalmente quando escrevo a crónica mensal, a partir de uma determinada ideia, começo a alinhavar umas linhas e quando a coisa começa a tomar forma, arranjo um título que, em síntese, enquadre, arrume e expresse o que desejo transmitir.
Hoje e estamos num dia frio que está nascendo, mas com muito sol, algures no final de Fevereiro, tendo já cumprido com a minha obrigação e compromisso para o mês de Março, quando lia o Diário, pois como diz o slogan…” dia sem Diário, não é dia”…, eis que ao ler um artigo de opinião, deparo com uma referência que me chocou, já lá iremos.
Desta vez , coloquei o título e a partir daqui comecei a desenvolver o meu raciocínio e pensamento.
O assunto está muito actual e é da maior pertinência, que o digam os alunos com aulas aos solavancos e os professores que há anos vivem aos tombos, jogados como se fossem “coisas”, sem o mínimo de respeito pela sua condição e dignidade, e ainda, muito menos pela sua profissão.
Podia dar uma série de exemplos surrealistas e indignos, que me envergonham como ser humano e que nos deviam obrigar, enquanto cidadãos a tomar consciência da gravidade do problema. Atente-se nesta notícia na SIC: – Professora com cancro colocada a 700 km de casa: “Já cheguei a dormir no carro e no dia seguinte fui dar aulas”, Carla tem 4 empregos para pagar as despesas e chegou a dormir ao relento. Não faço comentários, cada um que faça o seu “exame de consciência”.
Aqui e por justiça ressalve-se a diferença, a forma e cuidado que o Governo Regional ao longo dos anos tem tido no tratamento da questão.
Eis que, ao me documentar e analisar o tema, encontrei um artigo do Professor António Galopim de Carvalho que é doutorado em Sedimentologia e Geologia, por coincidência com o mesmo título, dou-vos a minha palavra e ao contrário do que parece ser costume e moda para alguns não copiei nem plagiei, por isso, resolvi manter o meu, até pela abrangência e oportunidade do mesmo.
Já agora aproveito para citá-lo: … “Devo começar por afirmar que não estou aqui para agradar ou desagradar a quem quer que seja. Estou apenas a revelar a análise que faço de um problema nacional que sempre me preocupou e dizer, uma vez mais a governantes e governados que é necessário e urgente restituir aos professores a atenção, o respeito e a dignidade que a liberdade e a democracia lhes retiraram” …
Palavras sábias de um Homem de 93 anos, Professor jubilado que “toca na ferida” com toda a propriedade.
Parece um contra-senso e eu nunca tinha pensado nisso, mas, é um facto que antes do 25 de Abril e há que dizê-lo sem receio, o Estatuto e o Respeito que um Professor ocupava e merecia, não tem nada a ver com o que acontece nos dias de hoje.
De quem é a culpa? De todos nós, que permitimos que todos os partidos, sem excepção, não cuidassem e zelassem deste pilar da sociedade!
Mais grave, este mal estar na educação é geral um pouco por toda a Europa e reflecte-se na falta de professores. Em França existem 4 mil vagas por preencher e, na Alemanha, as estimativas apontam um défice de 25 mil professores até 2025. Hoje, em Portugal conheço muitos casos de professores que o seu principal objectivo e concentração é, quantos anos lhes falta para a aposentação. Pudera, qual é a dúvida ou admiração!
Alguém já cuidou de saber e analisar a degradação da educação e dos valores que se verifica, hoje, um pouco por toda a parte, até que ponto está associada a toda esta problemática descrita atrás e que sem dúvida, um dia virá colocar desafios tremendos à sociedade do futuro. Não tenhamos ilusões, mesmo com a Inteligência artificial …!
Para terminar e indo à tal crónica, onde li e cito: – …”refiro, um professorzinho da Escola Industrial e Comercial do Funchal, Alberto João Jardim.” …
Esqueçamos a parte referente a Alberto João Jardim, pois é assunto que não nos diz respeito e com o qual nada temos a ver; mas, que diabo professorzinho…???
Considero-me “um projecto inacabado e incompreendido” enquanto aluno, pois nem sempre as minhas prioridades e desejos foram compatíveis e coincidentes, com as necessidades e responsabilidades inerentes ao compromisso e envolvimento a assumir, mas, desse tempo guardo uma recordação e uma saudade verdadeira e muito sentida dos meus Professores e Mestres (termo que se utilizava também), que me marcaram e formataram para a vida e a quem fiquei eternamente grato.
Nunca tive e tão pouco encontrei “um professorzinho”…, um “doctorzinho” ou até “um enginheirinho”… Sorte a minha e “a cereja no topo do bolo” é que, praticamente todos, tinham direito a anteceder a sua denominação profissional com – Senhor ou Senhora que era um estatuto que não lhes era atribuído, nem em Institutos ou Universidades, mas, ganho e adquirido pela respeitabilidade que eram merecedores. Outras coisas e gentes!
João Abel de Freitas
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Abr 10 2023
287 Docentes Aposentados em Maio de 2023
No mês de Maio de 2023 serão aposentados 287 docentes da rede pública do continente.
Desde o início do ano e até maio estão aposentados 1321 docentes pela Caixa Geral de Aposentações.

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Abr 10 2023
Marcelo Aguarda Respostas do ME Sobre Concursos
… para decidir de promulga a nova lei dos concursos ou não.
Marcelo aguarda respostas do Governo a dúvidas sobre diploma dos professores
O Presidente da República disse aguardar respostas do Governo a “uma série de dúvidas” sobre o diploma dos concursos dos professores que colocou ao Executivo na semana passada.

Em Murça, aonde se deslocou para inaugurar a Casa Museu Soldado Milhões, Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido por um grupo de professores provenientes de vários pontos do país, desde Silves a Chaves, que pediram ao Chefe de Estado para não promulgar o diploma do Governo.
“Precisamos que o senhor Presidente tome uma atitude de ajuda clara”, salientou um dos docentes, que falou com o Presidente, apontando a recuperação do tempo de serviço, as baixas médicas e a falta de professores.
Na resposta, Marcelo Rebelo de Sousa disse ter recebido o diploma do “Governo que cobre a matéria de concursos e vinculação fez uma semana esta última sexta-feira e a partir daí”, explicou, começou a “contar um prazo de 40 dias que pode ser alongado de acordo com o diálogo mantido com o Governo”.
“O que é facto é que, desde então, recebi também, durante a semana da Páscoa contributos dos professores, longos e pormenorizados, praticamente de quase todos os sindicatos”, referiu.
Na base disso, acrescentou, “a Presidência da República enviou para o Governo uma série de dúvidas”.
“Foram enviadas no fim da semana passada, admito que tenha sido até quinta-feira e agora estamos à espera da resposta do Governo sobre as várias dúvidas que se suscitam e vamos ver depois perante o esclarecimento”, precisou.
Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que tem acompanhado este “processo longo” e sublinhou que está à espera das várias respostas do Governo, que depois irá examinar.
Com faixas onde se podia ler “Juntos, para cá do Marão lutamos pela educação”, “Respeito”, “AE do Cerco do Porto pela valorização da escola pública” os docentes quiseram mostrar ao Chefe do Estado que não estão contentes com a atuação do Governo e do próprio Presidente da República.
O decreto-lei sobre o novo regime de gestão e recrutamento de professores foi aprovado a 17 de março em Conselho de Ministros e, numa conferência de imprensa sobre o novo regime, o ministro da Educação, disse que representa uma “reforma estrutural” que melhorará as condições de trabalho dos professores, combatendo também a precariedade.
A revisão do regime de recrutamento esteve em negociação com as organizações sindicais do setor durante mais de cinco meses, um processo que terminou sem acordo.
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Abr 10 2023
“Não vale a pena esperar paz ou estabilidade para o 3º período”
Aulas vão arrancar na próxima semana com manifestações e protestos por todo o País. Caso o Governo não ceda, os sindicatos ameaçam fazer greves às avaliações finais.
“Não vale a pena esperar paz ou estabilidade para o 3º período”
Por estes dias, com as férias escolares, as escolas de todo o País estarão praticamente vazias, mas no seu interior prepara-se o arranque do terceiro período ou a continuação do segundo semestre – dependendo do método de ensino adotado – e as previsões não são positivas. É que a luta dos professores vai mesmo continuar.
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Abr 10 2023
Estes professores não largam a luta
Em dezembro, Anabela Magalhães, professora de História em Amarante, começou a greve à componente letiva. Um mês depois, somou-lhe a componente não letiva. Só voltou à sala de aula quando foram decretados os serviços mínimos. E continua na luta
Estes professores não largam a luta
Anabela Magalhães está em greve desde 9 de dezembro, sem parar. Carla Gomes e José Santana mobilizaram uma escola inteira, em que os docentes se revezam na paralisação e até alugam autocarros para manifestações. Filomena Novais está perto da reforma, mas está ativa nos protestos por convicção. Daniel Nunes é contratado e nem por isso abdica do direito de contestar. Estão mais unidos do que nunca e prometem não desistir.
O GPS indica Amarante. São dez da manhã e Anabela Magalhães está em frente à Escola Básica Teixeira de Pascoaes. No casaco preto traz um sem-fim de pins com frases de ordem. E no gradeamento há uma faixa esticada com um pedido óbvio: “Investir na Educação, Valorizar os Professores”. A professora de História do 3.º Ciclo está em greve desde 9 de dezembro. Sim, desde 9 de dezembro. “Tenho 61 anos e nunca pensei na minha vida fazer isto.”
E isto de que Anabela fala é uma greve por tempo indeterminado marcada pelo sindicato S.TO.P. – em que está sindicalizada, e que vai manter-se pelo menos até 16 de abril -, que começou com os professores e mais tarde se estendeu aos restantes profissionais das escolas, desde psicólogos a assistentes operacionais. É ir a todas, mesmo todas as manifestações – e têm sido muitas. É dar um murro na mesa, um grito de desespero. Anabela sempre quis ser professora, é vocação. Nunca concorreu ao país todo, tinha uma filha bebé quando começou a carreira, concorreu sempre para ficar suficientemente perto de casa. E tinha já perto de 50 anos quando vinculou ao agrupamento de escolas onde está hoje. “Só tive uma escola a que chamasse minha quase aos 50. Até aí, andei a saltar de escola em escola, todos os anos.”
A luta que está a travar não é de agora. Já no tempo da ministra Maria de Lurdes Rodrigues se havia envolvido em grandes manifestações que contestavam o polémico modelo de avaliação docente, que depois foi sendo simplificado. “Mas que ainda é injusto. É mais ou menos o mesmo que, numa sala de aulas, dizermos aos alunos que se podem esforçar muito, mas que só podemos dar nota 5 a um deles, independentemente de haver mais alunos a merecer 5.” Em 2018, foi ainda uma das proponentes da Iniciativa Legislativa de Cidadãos que visava a contagem de todo o tempo de serviço dos professores, chumbada no Parlamento. Andou de luta em luta, porque a profissão, lamenta, “foi sendo sucessivamente atacada, precarizada, proletarizada”. O copo encheu e transbordou. E a 9 de dezembro entrou em greve. Dias seguidos na angústia de uma batalha que sabe ser justa.
Começou por fazer greve à componente letiva, ou seja, às aulas. Longas horas a segurar cartazes à porta da escola, à vista dos pais dos alunos que muito apoio lhe deram. A ela, foram-se juntando outros professores e pessoal não docente, chegaram a conseguir fechar a escola dois dias. E assim Anabela se manteve até janeiro, até ao dia em que ouviu o ministro da Educação, João Costa, dizer que os professores estavam a interpretar mal a questão da municipalização do recrutamento de professores. A já aprovada (contra a vontade dos sindicatos) criação de Conselhos de Quadro de Zona Pedagógica, compostos por diretores escolares, para gerir necessidades temporárias. “São conselhos que vão ser escolhidos vamos ver como pelas autarquias, em vez de ser um processo democrático dentro da escola. Aí, fiquei tão furiosa. Achei aquilo um insulto e entrei em greve ao tempo todo.” Que inclui a componente não letiva, nomeadamente tutorias, aulas de apoio, reuniões. “Não lancei notas aos meus alunos, não fiz reuniões, nada.” E só quando foram decretados os serviços mínimos, a 1 de fevereiro, a professora voltou à sala de aula. “Neste momento, estou em greve à componente não letiva.” Ainda assim, na última paralisação da Função Pública, fez greve o dia todo, incluindo aos serviços mínimos, numa espécie de cavalo de batalha.
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Abr 10 2023
Professor inicia greve de fome em Viana do Castelo
Objetivo é chamar a atenção de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa para os problemas da classe docente.
Professor inicia greve de fome em Viana do Castelo
Luís Sottomaior Braga , professor na Escola Secundária Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, inicia esta quarta-feira à 00h00 uma greve de fome para chamar à atenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, para os problemas dos professores.
“[António Costa] Apresenta propostas negociais que não fazem sentido nenhum”, disse o professor em declarações à CMTV. “Temos a sensação muito clara que o Governo não quer saber, acham que os professores estão cansados, mas não estamos, vamos continuar a fazer aquilo que é possível no limite das nossas forças”, acrescentou.
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Abr 10 2023
Alteração ao regime de concursos docentes – Madeira
Os contratos a termo resolutivo sucessivos celebrados com o departamento do Governo Regional responsável pela educação, em horário anual e completo, independentemente do grupo de recrutamento, não podem exceder o limite de 5 anos.
Concurso externo para 2023/2024
1 – Para efeitos do concurso externo do ano escolar 2023/2024, consideram-se também abrangidos pela 1.ª prioridade estatuída na alínea a) do n.º 3 do artigo 10.º do Decreto Legislativo Regional n.º 28/2016/M, de 15 de julho, alterado pelos Decretos Legislativos Regionais n.os 9/2018/M, de 29 de junho, e 9/2021/M, de 14 de maio, os docentes que reúnam uma das seguintes condições:
a) Nos últimos três anos escolares, três contratos sucessivos celebrados com o departamento do Governo Regional responsável pela educação, com habilitação profissional e em horário anual e completo, independentemente do grupo de recrutamento;
b) Pelo menos, dez anos de tempo de serviço docente prestado em escolas da rede pública da Região Autónoma da Madeira e nos últimos dois anos escolares dois contratos sucessivos celebrados com o departamento do Governo Regional responsável pela educação, com habilitação profissional e em horário anual e completo, independentemente do grupo de recrutamento.
2 – A abertura de vaga é efetuada no grupo de recrutamento a que diz respeito o último contrato referido no número anterior.
Decreto Legislativo Regional n.º 16/2023/M, de 10 de abril
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Abr 09 2023
Professor constituído arguido por organizar marcha fora de horas
Aguarda notificação do Ministério Público para saber se vai a tribunal ou se o caso é arquivado.
Professor constituído arguido por organizar marcha fora de horas
Um professor de Setúbal, que organizou uma marcha de protesto contra as políticas de Educação do Governo, está a contas com a Justiça. Incorre num crime de desobediência qualificada por estar envolvido na realização de uma manifestação fora de horas.
O docente foi constituído arguido com base numa lei de 1974, que estipula as horas e dias em que se pode realizar cortejos e desfiles.
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Abr 09 2023
Conduzidos por burros (sem menosprezar os burros) – João André Costa
Quando a empresa de consultadoria e investimento Hanseong Consultancy, sedeada na Coreia do Sul, contactou cerca de vinte deputados britânicos, fê-lo no sentido de recrutar serviços de assessoria para um sem número de clientes interessados em investir entre o Reino Unido e a Europa mas cujos conhecimentos legais, administrativos e económicos careciam da preciosa ajuda de quem já está dentro do sistema.
Para tal, seria necessário a cada assessor participar em cerca de 6 reuniões por ano como membro de um painel de conselheiros sendo todas as viagens e estadia pagas em conformidade com o condigno estatuto de membros do governo de Sua Majestade.
Cerca de cinco deputados, entre os quais Kwasi Kuarteng, ex-ministro das Finanças do governo de Liz Truss, e Matt Hancock, ex-ministro da Saúde de Boris Johnson, anuíram a uma entrevista por Zoom e se Kwaisi começou por exigir nada menos do que 10000 libras por mês, sob o pretexto de uma remuneração justa dadas as viagens periódicas à Coreia do Sul, a contrapartida de cerca de 8000 a 12000 libras por dia teve a peremptória resposta de “serem números passíveis de aceitar a proposta em cima da mesa”.
Pudera, dizemos, e eu também estaria disponível e com toda a certeza predisposto a aceitar.
Já Matt Hancock, no seu estilo inconfundível e, por conseguinte, pouco ou nada discreto e/ou abonatório da sua posição, foi célere, demasiado célere e sequioso na sua exigência de 10000 libras por dia, quiçá já de sobreaviso mas, mesmo assim, indesculpável na ganância e a ganância é sempre indesculpável.
Da classe dirigente britânica diz-se ser a soberba apenas equiparável à sua ingenuidade. Educados neste caldo, nesta cultura, é-lhes de todo impossível compreender as vicissitudes e idiossincrasias do mundo real e o mundo real começa à porta de casa, a mesma porta da qual nunca foram capazes de sair, para todo o sempre protegidos na bolha da progenitura previligiada, nobiliárquica e feudal onde a nossa existência é apenas justificável pelo propósito de ao outro servir e o outro é a classe dirigente, hoje e sempre.
Tudo o resto é uma maçada.
E portanto é mais uma maçada serem estas entrevistas por Zoom um “apanhados“ levado a cabo por jornalistas de investigação cujo grupo “Led by donkeys”, criado no rescaldo do Brexit, vem expor de modo satírico as inúmeras fragilidades da classe política britânica.
Diante destes números e destas ordens remuneratórias, a proposta do governo de Sua Majestade de um pronto pagamento de 1000 libras para cada professor seguidas de um aumento salarial de 4.3% no próximo ano não é senão um insulto a todos os docentes, mas não só, a todo uma população a braços com uma inflação de 11% entre alimentos, electricidade, transportes e gás.
E poder-se-ia serem as energias alternativas uma proposta de futuro não fosse estarem as mesmas já em grande parte nas mãos das petrolíferas.
Por haver dinheiro, e muito, num dos países mais desiguais da Europa onde os 100 mais ricos têm tanto dinheiro como os 18 milhões mais pobres.
E talvez por aqui se explique ainda não termos pago um cêntimo de electricidade este ano dada a ajuda do governo a todos os agregados familiares de Outubro para cá.
Infelizmente não chega quando as ajudas são migalhas, nenhuma mãe educa os filhos para comer do chão e muito menos desta mão estendida e aqui renuncio à caridade e à areia para os olhos de quem nos dirige, ainda muito aquém do devido e ainda com tanto por dever.
E por não chegar os sindicatos de professores preparam-se para mais 5 dias de greve e concomitante luta até ao final do ano lectivo, em nome dos professores, das escolas, do ensino e da aprendizagem, da educação e do futuro, senão o nosso então de quem nos precede.
https://m.facebook.com/ledbydonkeys
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Abr 09 2023
APAV regista um “expressivo” aumento de vítimas em meio escolar
Mais pedidos de apoio. Identificadas como “criminosas” crianças entre 6 e 10 anos.
APAV regista um “expressivo” aumento de vítimas em meio escolar
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Abr 09 2023
Alunos estão mais violentos dentro e fora da escola
Crimes em ambiente escolar disparam. Comparação com ano letivo pré-pandémico de 2018/2019 mostra aumento de 243% só na área da GNR.
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Abr 08 2023
Aquele professor que não esquecemos – Miguel Xavier
No filme “Les Coristes” realizado por Christophe Barratier, o ator francês, Gérard Jugnot, encarna a personagem de um simples e tímido professor que vai dar aulas num internato para meninos órfãos no interior de França.
O professor Clément Mathiue consegue através da música e de uma forma compreensiva e criativa cativar as crianças e jovens que estavam habituados aos métodos repressivos e violentos do director do internato. O professor valorizou o diálogo e os afectos com alunos que estavam pouco ou nada habituados a que alguém os ouvisse, respeitasse e abraçasse.
A escola exerce um grande efeito sobre nós e talvez por isso na nossa memória existem sempre variadíssimas histórias que recordamos, na maioria das vezes com saudade e outras poucas com mágoa. Nestas mesmas histórias surge sempre a personagem do professor como peça obrigatória.
Os bons professores, aqueles que nos cativavam para aprendermos sempre mais, aqueles que nos desafiavam a sermos todos os dias um pouco melhores.
Professores de excelência com múltiplas qualidades técnicas e humanas, professores que nos respeitavam, que nos compreendiam e que nos mostravam o verdadeiro privilégio que era estar ali numa sala de aula, perto de colegas que gostamos, a descobrir um mundo diferente e mais bonito.
Os melhores professores eram aqueles que nos olhavam respeitando sempre a individualidade de cada um e que não banalizavam a diferença, assumindo o grupo como um todo, sem ouvir e contextualizar o dia-a-dia de cada um de nós.
Recordo-me também dos maus professores, adeptos da violência, lá do alto do seu estrado, e que mostravam a sua qualidade através da força do seu braço. Também não me esqueço daqueles que ridicularizavam a fragilidade na aprendizagem, causando ainda mais dor, a uma dor que já ali existia. Quando hoje, entre amigos, nos lembramos destes maus professores percebemos que na verdade eles não deveriam estar ali, a “comandar” os futuros adultos.
Felizmente os bons professores deixam uma marca mais profunda na nossa memória e que vale a pena recordar. Também desses falamos à mesa quando nos lembramos do melhor que a escola nos deu. Professores comprometidos com a nobre acção de ensinar os mais novos e que estabelecem relações interpessoais com os seus alunos.
Empatia, respeito e justiça são componentes essenciais no processo de ensino-aprendizagem numa sala de aula. Professores que saibam criar laços e que sejam facilitadores na forma como ajudam os seus alunos a encontrar as ferramentas ideais para chegar ao conhecimento.
Quando trago à memória os meus queridos e bons professores de antigamente começo a sorrir e sinto uma vontade enorme de lhes agradecer aqueles momentos tão importantes e decisivos para a mim. Um bom professor tem, com toda a certeza, mais habilidade e probabilidade de criar um bom aluno.
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Abr 07 2023
Dirigente escolar entra em greve de fome para “lutar pela escola pública”
Luís Sottomaior Braga, subdiretor do Agrupamento de Escolas da Abelheira, Viana do Castelo, diz que a greve de fome que vai iniciar é um mecanismo da desobediência civil. Responsabiliza o primeiro-ministro, o ministro da Educação e o Presidente da República se algo lhe acontecer.
Dirigente escolar entra em greve de fome para “lutar pela escola pública”
Após vários meses marcados por vigílias, manifestações, greves e petições, o professor Luís Sottomaior Braga diz ser necessário passar “ao nível seguinte” para que os protestos surtam efeito. Por isso, decidiu dar início a uma greve de fome a partir de segunda-feira, tratando-se, explica ao DN, de “um mecanismo da desobediência civil”. “E, neste contexto, tudo o que me acontecer é responsabilidade do primeiro-ministro, do ministro da Educação e do Presidente da República”, afirma.
O subdiretor do Agrupamento de Escolas da Abelheira relembra a luta dos professores com início em setembro do ano passado. Desde então, conta, já muitas iniciativas foram levadas a cabo, mas “tem-se começado a ter a consciência de que as negociações estão bloqueadas por culpa do governo”. “A análise que faço em termos pessoais é que aquilo que já fizemos, as manifestações no Porto e em Lisboa, várias vigílias, concentrações, petições, acampamentos, idas a Bruxelas levaram a pequenas vitórias, mas as maiores reivindicações, as que estão na base da contestação, não se resolveram. Este é um dos maiores movimentos sociais que o país já viu e o governo fecha os olhos ao que se passa e acredita que os professores se vão cansar. É essa a estratégia, mas os professores não estão cansados de lutar”, sustenta.
O também especialista em Gestão e Administração escolar acusa o governo de lançar “uma série de ideias falsas, enquanto tenta deixar passar a enxurrada”. Diz, por isso, ser necessário passar “para outro patamar”, não restando outra alternativa que não a da greve de fome. “Podíamos evoluir para um modelo de contestação como está a acontecer em França, o que é inaceitável para os professores, pois respeitamos o Estado de Direito ou escolher a desobediência civil”, refere. Segundo Luís Sottomaior Braga, “a greve de fome imputa responsabilidades aos outros”. E esses outros, explica, são os governantes, com especial incidência no Presidente da República, que pode “não promulgar o decreto do novo modelo de concurso”.”O Presidente da República disse que queria um acordo até à Páscoa, o que não aconteceu. Vai promulgar um decreto-lei, numa questão central, com as negociações sem rumo, e sem acordo? Os professores estão diariamente a enviar emails para a Presidência da República questionando isso mesmo. Marcelo Rebelo de Sousa pode vetar esse decreto-lei”, alerta. O dirigente escolar afirma que um dos objetivos da greve de fome é pressionar “o Presidente da República para que assuma uma política dura e fazer o que disse que ia fazer” e para “sinalizar que o governo tem de mostrar mais boa-fé negocial”. Mas estes são apenas dois dos objetivos do protesto que será feito junto a uma escola pública de Viana do Castelo (ainda a definir). O protesto “radical” tem como base a “luta pela escola pública”. “Não lutamos até agora só pela melhoria dos salários, mas sim muito pela escola pública de qualidade, que passa por problemas de avaliação, o excesso de burocracia, o Projeto Maia que está a destruir o funcionamento das escolas, a falta de recursos para a inclusão, entre muitos outros problemas. São questões de direito fundamental e, como cidadão, devo potenciar essa luta”, sublinha.
“Não queremos ser reformados pobres”
O problema das quotas para subida de escalão na carreira docente e o do congelamento de mais de seis anos de tempo de serviço levará, segundo Luís Sottomaior Braga, a que “muitos professores se transformarão em reformados pobres”. “Com a greve de fome estou também a lutar pela minha reforma e a dos meus colegas, pois vamos ser reformados pobres. Se nós não fizermos nada, vamos ter reformas miseráveis e, daqui a 20 anos, quero poder dizer, se for um reformado pobre, que lutei de todas as formas para que isso não acontecesse”, vinca.
Luís Sottomaior Braga acredita que o governo “anda a brincar às negociações”, quando, na verdade, “não pretende ceder”. “O governo apresenta propostas que são ofensivas. Este governo que mente, que manipula números, que diz que negoceia e não o faz, levou a este protesto que dura há meses. E os professores estão, acima de tudo, tristes e revoltados com o facto de as instituições não estarem a funcionar. Acredito na democracia, mas não funciona. Se funcionasse, não estaríamos há meses com protestos”, lamenta.
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Abr 07 2023
Os “superpoderes” dos Professores…
Os “superpoderes” dos Professores…
Como se não tivesse mais nada para fazer na vida, o que está muito longe de ser verdade, dei por mim a “introspeccionar” sobre este tema:
– Já repararam que praticamente todos os auto-proclamados videntes, médiuns, cartomantes, tarólogos, astrólogos ou espiritualistas também se auto-denominam como “Professores”?
Pois é… Fazendo uma pesquisa rápida, confirma-se imediatamente o anterior:
– É raro encontrar alguma dessas personagens que não se auto-intitule como “Professor” ou “Mestre”, nos muitos anúncios publicitários por aí propalados…
Partindo dessa constactação, transparece, desde logo, esta inferência:
– Os Professores (verdadeiros) terão um prestígio e uma credibilidade inquestionáveis no “Mundo do Oculto” e serão, certamente, aí reconhecidos como sábios, uma espécie de “Magos e Alquimistas do Conhecimento”…
No anterior contexto, quem se auto-intitularia como Professor ou Mestre, se não existisse essa concepção de um Professor verdadeiro?
Quem se auto-intitularia como Professor ou Mestre se não acreditasse nessa qualificação como algo determinante para conseguir persuadir muitas pessoas, levando-as a acreditar nos seus conhecimentos, supostamente insuspeitos, fidedignos e ilimitados?
Que bom seria se o Ministro João Costa tivesse um desses Gurus como “Conselheiro e Mentor Espiritual”… Ou talvez não…
Atente-se bem nas “capacidades” e nas “competências” publicitadas por uma dessas personagens, auto-intitulada Professor:
“Espiritualista e Cientista dotado de conhecimentos e poderes internacionalmente reconhecido com grande experiência, ajuda a resolver todos os problemas dentro de uma semana. Difícil ou grave, com eficácia e garantia como: amor, protecção, fidelidade absoluta entre esposos, retorno imediato ao contacto de pessoa que ama, maus olhados, sorte a qualquer tipo de jogo como exemplo: desporto (futebol), ajuda para o sucesso de projectos, atracção de clientela para os comerciantes, dificuldades familiares e financeiras, impotência sexual, concursos, exames, cura doenças desconhecidas, etc. Lê a sorte, dá previsão de vida e futuro, faz consulta a distância. Pagamento depois do resultado garantido. Obs. Também emagrecimento e dificuldade de engravidar dentro de um mês e meio”. (Professor Fofana).
(O anterior anúncio foi afixado por um Professor verdadeiro, com sentido de humor, num placard de um Departamento, numa Sala de Professores que, por sinal, conheço muito bem)…
Ao ler esta lista, tão extensa e heterogénea de pretensas aptidões, não consegui deixar de estabelecer uma certa analogia com aquilo que, muitas vezes, também se espera, e exige, dos Professores verdadeiros:
– Ser um “Professor multifunções”, uma espécie de “Semideus”, esperando-se de si a demonstração de “superpoderes”, “heroísmos” e “missionarismos”, e a disponibilidade para tudo e para todos, de preferência, aceitando viver para o trabalho…
Afinal, talvez exista alguma semelhança entre os auto-denominados Professores e os Professores verdadeiros: os “superpoderes” esperados de uns e de outros, como “fórmula mágica” para a resolução de problemas alheios…
Mas, enquanto que os Professores verdadeiros, não podem deixar de retorquir “Não” a tais expectativas e afastar o eventual sentimento de culpa daí decorrente, os auto-denominados Professores costumam fazer gáudio dos seus pretensos “superpoderes”, como forma de corresponder às expectativas de terceiros…
E que desafio poderia propor um auto-proclamado vidente, médium, cartomante, tarólogo, astrólogo ou espiritualista, que também se auto-denomina como “Professor” ou “Mestre”, a um Professor verdadeiro?
Talvez este:
“Caro Professor-Professor, dá seguimento a esta poderosa e inquebrável corrente de energia e envia a 10 colegas esta mensagem:
“João Costa, ama-te!”
“Os resultados serão infalíveis: em cinco minutos, 9 desses colegas responder-te-ão com insultos e palavrões e o outro não te responderá porque andará assoberbado com assuntos, sempre, muito sérios e por isso não verá a mensagem.”
“Garanto resultados. Experimenta e verás a minha profecia realizada.”
Hoje deu-me para este devaneio, como tentativa de aliviar algumas tensões…
Conseguir “brincar com coisas sérias” poderá fazer muito bem à Alma, se “a Alma não for pequena”…
Agora, mais sobriamente, talvez não faça mal nenhum lembrar que:
“Não é o stress que nos mata, mas a nossa reação a ele.” (Hans Selye).
Até pode não parecer, mas este texto é sobre o stress, a ansiedade e a angústia que, neste momento, atingem os profissionais de Educação…
(Paula Dias)
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