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Vou pagar menos IRS?

Esqueçam lá isso.

Vou é receber menos aquando da devolução. Ou seja, não me vão dar nada que não seja meu de direito.

Estas engenharias financeiras já só enganam os distraídos e os que não frequentaram as tais aulas de educação financeira.

 

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Nem Aqui Os Professores Estão Incluídos

… pelo menos a grande maioria deles.

A grande generalidade dos professores ganha um pouquinho mais que 27.146€ por ano, não muito mais, mas o suficiente para ficarem fora desta redução do IRS.

 

Novos escalões de IRS para 2024. Imposto baixa em todos os salários até 27.146 euros anuais

 

Continuam a ser nove escalões de IRS – o imposto cobrado baixa nos primeiros cinco escalões. Limites de cada escalão são atualizados em 3%.

 

O Governo revelou esta terça-feira, com a proposta de Orçamento do Estado para 2024, a nova tabela de escalões de IRS. Continuam a ser nove escalões de imposto e os valores máximos de cada intervalo são atualizados em 3%.

 

As taxas baixam em todos os escalões até aos 27.146 euros anuais (o quinto escalão). Veja aqui.

A taxa no primeiro escalão era de 14,5% e passa para 13,25%; no segundo escalão baixa de 21% para 18%; no terceiro escalão de 26,5% para 23%; no quarto desce de 28,5% para 26%; e no quinto o imposto reduz-se de 35% para 32,75%.

 

 

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A Proposta do Orçamento de Estado para 2024

… apenas tem 3 vezes a palavra “professor” e das 3 vezes é sobre o mesmo assunto:

 

Até ao final do ano letivo 2023-2024, é assegurada a gratuitidade do serviço de conetividade aos professores, bem como aos alunos dos ensinos básico e secundário beneficiários da ação social escolar posicionados nos 1.º, 2.º e 3.º escalões do abono familiar.

 

 

Proposta de Orçamento de Estado para 2024

A página com os restantes anexos encontra-se aqui.

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Ministro promete crescimento na educação

Questionado sobre a disponibilidade para incluir apoios extra ao alojamento e deslocação de professores para as regiões de Lisboa e Algarve, João Costa escusou-se a adiantar detalhes.

 

OE2024: ministro promete crescimento na Educação

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Índices de Vencimento dos Professores Contratados

Estamos a 10 de outubro e ainda os serviços administrativos, não tem qualquer informação sobre este tema, não está o ministério a incorrer em multas pela comunidade europeia?
Não será está uma desculpa para não pagar o que é devido, os serviços estão atolados com processos de probatório, mas para os contratados que deveriam estar no 2 ou no 3 escalão, nada de informações ou procedimentos.
Noutras escolas há alguma novidade sobre este tema, deve haver muitos contratados neste caso, uma vez que como vimos não houve muita adesão a VD ( vinculação dinâmica), aliás a VD foi uma forma ardilosa de manter muitos que deveriam estar no 2 ou 3 escalão, mas como iriam de ter o probatório terão de ficar mais um ano no 1 escalão.

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Para existir uma verdadeira recuperação de tempo de serviço…

Não podem existir travões. As cotas têm que ser extinguidas. Se não a recuperação não vai concretizar-se de forma justa.

Fica o recado para quem promete sem explicações de como tenciona concretizar.

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E Como Andam as AEC Pelo País?

Já sabemos que faltam professores para milhares de alunos e que a qualificação dos docentes vão ter de baixar para haver professores nos próximos anos para cobrir milhares de turmas por todo o país.

Se este é o panorama do nosso sistema de ensino, pergunto-me como andará a chamada “escola a tempo inteiro” inventada por Maria de Lurdes Rodrigues que cobra uma parte do tempo dos alunos do 1.º ciclo.

Grande parte dos “Técnicos” das AEC são professores que foram assegurando esta escola a tempo inteiro e que nos últimos tempos já têm conseguido colocação nos diversos grupos de recrutamento.

Se a qualificação docente vai começar a baixar para o ensino público o que se irá passar  com a qualificação destes técnicos para assegurar a escola a tempo inteiro?

Vão passar a ser os alunos do ensino secundário a ser chamados para cobrir as horas que vão faltar por ausência de técnicos qualificados para as AEC?

Não será tempo de acabar com esta escola a tempo inteiro, que ficticiamente apenas serve para assegurar a permanências das crianças no espaço escolar?

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Procedimentos Concursais em 2023 relativos a França

Aviso de abertura de procedimento concursal simplificado (local) – França – horários RPA13H, RPA77H, RPA80H, STR02H

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 4 professor do ensino português no estrangeiro para o 3º CEB e SEC – horário a prover horários RPA13H, RPA77H, RPA80H, STR02H.

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Mais 318 Docentes Aposentados em Novembro de 2023

Com a publicação do aviso n.º 19307/2023, de 9 de Outubro, encontram-se mais 319 docentes aposentados na lista da CGA.

A faltar apenas uma lista de aposentados em 2023 já só faltam 365 docentes para o número previsto de aposentações para 2023 (3515).

Este número já venho a anunciar desde 2018, pelo que as previsões que estão a ser feitas no blog coincidem com os números reais.

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E se daqui a um mês houvesse Eleições Legislativas?

E se daqui a um mês houvesse Eleições Legislativas?

 

Não parece que possam existir grandes dúvidas ou reservas quanto a isto:

– O Partido Socialista (PS) tem sido muito mau para os Professores… Dir-se-á, até, que pior para os Professores do que o PS será, talvez, muito difícil…

As agressões infligidas pelo PS aos Professores, não têm sido metafóricas… As sucessivas bordoadas aplicadas por esse Partido Político à Classe Docente têm sido muito reais e concretas, com consequências desastrosas e danos irreparáveis…

Parece, até, existir uma espécie de “maldição” para os Professores, quando o PS é Governo…

Não há como escamotear ou ignorar que em 2008 (instauração da Ditadura nas escolas) e em 2017 (subtracção de mais de 9 anos de tempo de serviço à Classe Docente) estavam em funções Governos apoiados pelo PS, ambos pautados pela obstinação, arrogância e prepotência política… E aqui não há lugar para interpretações subjectivas, trata-se de uma constatação factual, amplamente reconhecida…

António Costa, pelo PS, governa o país desde 26 de Novembro de 2015…

Em 2019, o 1º Ministro António Costa fez uma inadmissível chantagem, ameaçando com a demissão do Governo, se a Assembleia da República aprovasse o Diploma que previa a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores…

Em 2023, António Costa, que continua 1º Ministro, visivelmente tomado pela teimosia obsessiva e pela arrogância, não mudou de opinião e deixou bem claro que a subtracção de tempo de serviço aos Professores é um facto consumado…

Portanto, o mínimo que se poderá concluir é que, nos últimos anos, os Governos do PS têm feito um esforço assinalável para dificultar e atormentar a vida dos Professores…

Em termos meramente teóricos, pergunta-se:

– E se daqui a um mês houvesse Eleições Legislativas?

Imaginando tal cenário, ainda que, por vários motivos, o mesmo seja impossível de se concretizar, qual seria o Partido Político mais votado pelos Professores?

Se houvesse Eleições Legislativas daqui a um mês, acredito que parte significativa da Classe Docente continuasse a votar no Partido Socialista, o que não pode deixar de se considerar como um contrassenso ou até mesmo como um absurdo…

Apesar de serem recorrentemente alvo das mais variadas humilhações, injustiças e tiranias por parte do PS, os Professores parecem não conseguir libertar-se do seu principal agressor…

Ou então desejam essa libertação e gostariam de poder concretizá-la, mas, por não confiarem, o suficiente, noutros Partidos Políticos, nomeadamente naquele que lidera a Oposição, não arriscariam o seu voto no Partido Social Democrata (PSD)…

O PSD é o maior Partido Político da Oposição há quase oito anos e, apesar da gritante insatisfação expressa pela maioria dos Professores ao longo desse tempo, ainda não terá conseguido convencer a Classe Docente de que é uma alternativa fiável…

Os Professores só conseguirão libertar-se do seu principal agressor, ou seja, do PS, se tiverem alternativas inquestionavelmente confiáveis e credíveis e para isso contribuirá, certamente, a existência de congruência entre palavras e acções, muitas vezes não observada na actividade política do PSD…

Como prova do anterior, as muitas votações na Assembleia da República que acabam concordantes com as propostas do PS, pelo menos em termos tácitos, traduzidas muitas vezes pela abstenção do PSD no momento de expressar o respectivo voto…

Sem coerência entre palavras e acções dificilmente poderá existir confiança e fiabilidade… Afirmar uma coisa e fazer o seu contrário é absolutamente reprovável, sob todos os pontos de vista…

Como não poderia deixar de ser, parte-se obviamente do pressuposto de que um Partido Político autodesignado como Social Democrata conhece, e pratica, o conceito de Social Democracia…

Na sua origem, a Social Democracia definiu-se como uma corrente política de Centro-Esquerda, baseada no Socialismo Democrático…

Quanto às afinidades políticas do PSD, e a outros aspectos relevantes, que costumam ser tidos em consideração na altura de decidir em que matriz política se vota, Francisco Sá Carneiro, um dos fundadores desse Partido, afirmou o seguinte:

– “Nós, Partido Social Democrata, não temos qualquer afinidade com as forças de direita, nós não somos nem seremos nunca uma força de direita.” (Citação datada de 21 de Maio de 1978, Instituto Francisco Sá Carneiro)…

– “Em Democracia não há leis indiscutíveis, não há pessoas indiscutíveis, em Democracia só é indiscutível o respeito das liberdades de cada um, o respeito pelo sistema que assegura a representatividade dos órgãos de soberania, dentro de um respeito por esses princípios fundamentais, tudo se pode e deve discutir. É por isso que a Constituição em Democracia, não é irrepreensível.” (Citação datada de 2 de Abril de 1978, Instituto Francisco Sá Carneiro)…

– “O bom Governo é aquele que olha para as realidades e traduz a sua acção no benefício concreto das pessoas e não no benefício das ideologias ou, eventualmente, até, de interesses imperialistas estrangeiros.” (Citação datada de 19 de Maio de 1979, Instituto Francisco Sá Carneiro)…

– “Não há democracia sem garantia de liberdade em todos os campos.” (Citação datada de 15 de Novembro de 1979, Instituto Francisco Sá Carneiro)…

– “Não encaro a política como uma carreira, nem sequer como uma profissão, encaro-a efectivamente como correspondência a um dever de cidadania.” (3 de Abril de 1978, Instituto Francisco Sá Carneiro)…

Como se posicionará o actual PSD face às anteriores afirmações de Francisco Sá Carneiro, ainda que o contexto político, económico e social se tenha alterado significativamente desde a época que as mesmas foram proferidas?

Urge clarificar, rapidamente e de uma vez por todas, se o PSD é ou não é um Partido Político em que os Professores possam confiar…

E a esclarecer se está ou não efectivamente disposto a concretizar pela acção aquilo que tem vindo a expressar por palavras, por exemplo a intenção já declarada de permitir a recuperação faseada, mas integral, do tempo de serviço dos Professores…

As expectativas mais positivas dos Professores foram sendo sucessivamente goradas ao longo dos últimos meses…

No momento actual, os Professores têm muitos motivos para se encontrarem absolutamente desiludidos com aqueles em quem poderiam, e deveriam, confiar para os ajudar a resolver os problemas que afectam a sua actividade profissional…

Do elenco dos principais agentes que mais têm contribuído para a decepção dos Professores, destacam-se, obviamente, estes:

– O PS, e em particular António Costa, em quem, certamente, muitos Professores terão confiado por via do seu voto nas últimas Eleições Legislativas, contribuindo para a maioria absoluta alcançada…

– O Presidente da República, que não tem servido como elemento verdadeiramente regulador, fiscalizador e moderador da acção do actual Governo, sustentado pelo PS…

– Os Sindicatos de Professores que, por diversos motivos, sobejamente conhecidos, não têm conseguido defender de forma convincente os interesses da classe profissional que representam…

– Parte significativa dos Directores de Agrupamentos de Escolas que, no exercício do Poder que lhes foi conferido pela Tutela, acabam por revelar atitudes autoritárias, discricionárias e intimidatórias, contribuindo, também eles, para o agravamento do mal-estar docente…

Por tudo o anterior, o PSD, enquanto maior Partido Político da Oposição, não poderá ignorar a responsabilidade que, naturalmente, recai sobre si, no sentido de se esperar que consiga contrariar os intentos do Governo, não só por palavras, mas, e sobretudo, por acções…

Estará o actual PSD à altura dessa responsabilidade e dessa expectativa?

Ou, por falta de alternativas credíveis, restará aos Professores continuarem a votar, de forma desconcertante e perturbadora, num Partido Político que os maltrata sem dó nem piedade?

(Paula Dias)

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Proposta do Novo Regime da Habilitação

Fica aqui a primeira versão da proposta do Ministério da Educação para a revisão do Regime Jurídico da Habilitação Profissional dos docentes.

 

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Nova greve a 27 de outubro

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Black history month – João André Costa

 

Dizem os entendidos remontar a 1926 a primeira chamada de atenção para a importância, corrija-se, preponderância e relevância dos afro-americanos no seu contributo para a sociedade de então que é também e inevitavelmente a sociedade de hoje.
Qual a sua história, quais as suas histórias e o porquê da sua ausência dos livros e anais da História, assim apontando o dedo à injustiça dos séculos e com o mesmo dedo, não, com as mãos inteiras reconhecer quem esquecido apenas porque sim, porque a pele calhou ser de outra cor mesmo se o coração sempre igual.
“Se a cor não tem história, se não tem tradição, então é negligenciável no pensamento do mundo e corre o risco de extinção”. As palavras são do académico e historiador Dr. Carter G. Woodson, o fundador do que viria ser hoje, tantos anos depois, o Black History Month, presença assídua no currículo escolar do ensinou básico ao Secundário.
A origem Norte Americana dita Fevereiro como o mês de eleição ou não fosse este o mês do nascimento dos abolicionistas Abraham Lincoln e Frederick Douglass e a divulgação da História e das histórias afro-americanas um catalisador imediato para a sã convivência entre os alunos, entre as crianças.
Já o Reino Unido comemora o Black History Month em Outubro, longe da pressão dos exames de fim de ano e o Verão há tão pouco tempo, por conseguinte a melhor oportunidade para incutir nos alunos mais igualdade, mais tolerância, mais amor entre os povos.
A crise identitária dos caribenhos de segunda geração perdidos nos meandros do urbanismo britânico e cinzento dos anos 80 foi em si a razão para a adopção do Black History Month.
Ou um apelo necessário de pais para filhos em nome do orgulho nas suas origens, cultura e tradições quando não há verdade maior que a nossa verdade e a nossa história.
E falar dos grandes timoneiros e do seu papel fulcral não apenas ao longo de um mês mas do ano inteiro e o mote está lançado com o intuito de incluir africanos e caribenhos e igualmente sul-americanos, asiáticos, indígenas e todos os povos e todas as línguas numa grande festa universal.
Basta falar de um personagem marcante e Mandela foi marcante quando nascido para ser um rei entregou 27 anos de vida ao cárcere contra a iniquidade. A sua formação e educação, onde se incluía o domínio do Afrikaans para grande espanto dos seus captores, são a base para um perdão como até então a Humanidade não havia assistido e no perdão a união de um país inteiro.
E as vidas salvas. A humanidade perdura e não se extingue.
Para quando um Black History Month em Portugal? Para quando a coragem para verdadeiramente falar não só do Portugal esclavagista e colonialista mas atroz na guerra do ultramar.
Se já somos capazes de reconhecer Wiriamu para quando a sua inclusão nos manuais escolares? E enquanto esperamos pelos mesmos manuais, para quando a discussão aberta nas escolas?
Para quando a credibilização dos professores e apoio consequente se queremos melhorar a sociedade onde nos inserimos?
Porque as quatro paredes de uma sala de aula nunca valeram nada se o mundo ao redor, as vidas que são as nossas ao redor e esta é a nossa escola e a verdade do Black History Month.
Quanto à tradução de tal iniciativa deixo na capaz língua dos meus conterrâneos e colegas a incumbência da tarefa. Até porque tenho de ir dar uma aula, Mandela não espera e as crianças também não.

 

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Batemos no Fundo

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Mais Uma Greve Para Amanhã

E a paz dificilmente chegará às escolas neste ano letivo.

 

Funcionários de escolas anunciam greve para 9 de Outubro

 

Greve convocada pelo sindicato dos trabalhadores não docentes acontecerá três dias depois de uma greve de professores, a 6 de Outubro.

 

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Dar Com Uma Mão e Tirar Com a Outra

Tal como se aproveita para fazer com o “acelerador” da carreira, em que retira a muitos docentes o tempo do faseamento que atribuíu em 2018, ou as tranches usadas pelos docentes para contabilizar tempo na lista de acesso ao 5.º ou 7.º escalão.

 

Governo pode aumentar IUC para compensar descida no preço das portagens

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Português continua entre as disciplinas com mais pedidos de professores

Português continua entre as disciplinas com mais pedidos de professores

 

Número de colocados na reserva de recrutamento desta sexta-feira voltou a descer.

Português volta a ser uma das disciplinas com mais necessidades de substituição de professores. É o terceiro grupo com mais colocações (31) para esse efeito na sexta reserva de recrutamento, cujos resultados foram divulgados nesta sexta-feira.

 

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Da queda da escola pública: há, fatalmente, temas tabu para Governo, partidos e sindicatos

Da queda da escola pública: há, fatalmente, temas tabu para Governo, partidos e sindicatos

 

A proletarizarão dos professores, com os resultados que são hoje incontestáveis, começou em 2006 e em quatro eixos integrados: carreira, avaliação do desempenho, burocracia como prestação de contas e modelo autocrático de gestão para sustentar tudo isso na dependência do centralismo partidário (centro-esquerda ou centro-direita; mais centro-esquerda nos últimos 17 anos). Após 17 anos de luta dos professores, só na carreira houve uma mudança: derrubaram-se os titulares impostos pelo centro-esquerda, mas o centro-direita substitui-os por outra tragédia: vagas baseadas em quotas. Os restantes 3 eixos agravaram-se e estão intocáveis (alude-se à burocracia, mas sem qualquer efeito); e, fatalmente, são temas tabu para Governo, partidos e sindicatos.

A escola pública adoeceu e adoece os seus profissionais. “Desistem” milhares de professores em funções (mas não desistem de lutar), desistiram milhares de qualificados que experimentaram e desistirão os que vão entrar já rotulados pela impreparação científica e pedagógica (mais um legado indecente da geração que governa) e entregues a uma selva de amiguismo, clientelismo e caudilhismo.

A desorientação com a falta estrutural de professores vai concretizando uma espécie de pecado original: a proletarizarão dos professores e a desistência educativa do orçamento do Estado. Entramos no 50º aniversário do 25 de Abril com a escola excluída do laboratório da democracia. Mais do que a mesa negocial que leva um ano sem qualquer resultado efectivo (a única pressa para acordos centra-se na industria da formação e a recuperação do tempo de serviço destinar-se-á a reformados que nem a um lar de idosos terão acesso), exige-se que o Parlamento e o PR façam cumprir a constituição e a igualdade de oportunidades.

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Os professores têm de voltar a ocupar o seu lugar, “já”

Os professores têm de voltar a ocupar o seu lugar, “já”

 

Ser professor é um chamamento! Os professores têm de ocupar novamente um lugar prestigiante na sociedade.

 

Diz a sabedoria popular que saber esperar, é uma grande virtude. Sendo eu uma pessoa emotiva por natureza, faço o exercício de explorar de forma sistemática um estado de tranquilidade emocional que aplaque a minha revolta contra as injustiças. Sei que fazem parte da vida, mas ainda assim, considero um atentado contra a dignidade humana a forma como se têm vindo a degradar as condições de vida e a carreira dos profissionais em Portugal. Hoje, quero refletir em específico sobre as condições e processos de trabalho dos professores. Porque ser professor hoje não é atrativo, não é prestigiante e expõe os profissionais a uma miríade de riscos e desafios que conduzem inevitavelmente a situações de elevados níveis de stress, de ansiedade, que conduzem invariavelmente a estados depressivos, ao síndrome de Burnout e à doença mental.

Cumpri o meu objetivo de me distanciar no tempo, tendo em consideração que o arranque do ano letivo já “vai longe”. Mas, ainda assim, permitam-me caracterizar toda esta situação como dramática, e que inclusive, já se perpetua há imensos anos. Esta tendência para a crescente degradação das condições de vida dos professores e, consequentemente das suas famílias, associada ao aumento do nível de vida, à crise na habitação e ao encarecimento dos combustíveis conduzem estes profissionais a situações impossíveis, desumanas e desesperantes. Este desespero tem vindo a ser denunciado através de vários exemplos amplamente difundidos em vários órgãos de comunicação social: “um casal de professores que está a 300 kms de casa faz “sacrifício” para manter a profissão”; “… o professor Rui Garcia que dorme no carro e faz a sua higiene e as refeições na escola”; a professora Maria Sanches considera que “É um prémio que dou a mim mesma”, “aos 68 anos entrar para os quadros”, e “O ano letivo começa mal e provavelmente será um dos piores.” “Mais de 92 mil alunos começam as aulas sem professores” (fonte: comunicação social portuguesa).

Parece-me que estamos na presença de um flagelo social. Porquê? Porque coloca em perspetiva a sustentabilidade da nossa sociedade. Os professores são os artesãos que moldam o futuro. Se os professores estão doentes são também as crianças e jovens deste país que ficam com o seu futuro comprometido. Os dados indicam que uma importante fatia dos professores em Portugal adoeceu a trabalhar, porque não existe suporte social para promover as condições de trabalho adequadas a estes profissionais em específico. O relatório Eurydice de 2021, publicado pela Comissão Europeia, compara um conjunto de 38 países da Europa, incluindo os 27 estados-membros da União Europeia (UE), no que respeita às carreiras e ao bem-estar dos docentes. Conclui que quase 50 % dos professores declaram sentir entre “algum stress” ou “muito stress” no trabalho. Na Hungria, em Portugal e no Reino Unido (Inglaterra), a percentagem de professores que refere sentir “muito” stress no trabalho é o dobro da UE. Portugal lidera a tabela entre os professores do 3º ciclo do ensino básico, onde cerca de 88% dos profissionais nacionais refere sentir “bastante stress” e “muito stress” no trabalho. Quanto aos fatores de stress, os professores destacam: (1) o peso das tarefas administrativas, (2) o volume de trabalhos de alunos para corrigir, (3) o facto de serem responsabilizados pelos resultados dos alunos, (4) a manutenção da disciplina em sala de aula, (5) a necessidade de responder às exigências das entidades reguladoras e (6) as sucessivas reformas educativas.

A educação é um eixo estratégico para o futuro porque capacita os jovens a serem críticos, a refletirem com rigor e a serem mais justos e equilibrados. E nós precisamos “desesperadamente” de “reter massa critica” em Portugal, eles são o nosso futuro! Contudo, é necessário preparar o futuro porque percebemos as dificuldades que as novas gerações enfrentam devido à multiplicidade de fenómenos que se precipitam em catadupa quase diariamente. Exige-se dos professores que tenham a capacidade de abraçar todos estes desafios, mas com que recursos? E a quantidade de professores que “batem” com a porta anualmente e abandonam a docência? E quem serão os jovens que, face ao panorama geral, “terão a coragem de arriscar” e abraçar uma carreira ao nível da docência em Portugal? Muitas questões, mas todas elas de resposta muito óbvia!

 

Daniela Lima, in Observador

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Um aumento miserabilista para a FP em 2024

O Governo apresentou hoje uma nova proposta salarial aos sindicatos da função pública, mantendo os aumentos em 52,11 euros, mas com um mínimo de 3%, face aos anteriores 2%, disse a Frente Comum, considerando o valor “miserabilista”.

 

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PR promulgou o diploma do Governo que altera o regime específico de seleção e recrutamento de docentes do ensino artístico especializado

O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que altera o regime específico de seleção e recrutamento de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança designadamente alargando-o aos docentes das artes visuais e dos audiovisuais.

 

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Lista Colorida – RR6

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR6.

lista colorida

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433 Contratados na RR6

Foram contratados 433 professores na reserva de recrutamento 6, distribuídos de acordo com a tabela abaixo:

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Porque fiz greve hoje

 

Hoje é greve da função pública. Ainda não vi as notícias, portanto não sei qual foi a adesão. Mas eu tenho motivos de sobra para fazer greve.

Sou professora desde 1 de setembro de 1999. Trabalho, desde então, ininterruptamente na escola pública e para a escola pública. Já dei aulas de norte a sul do país. Vivi em quartos alugados e partilhei casa com pessoas que não conhecia de lado nenhum. Vinte e quatro anos depois ainda faço 120 km, todos os dias, para ir para a escola.

Quem ouve o Sr. Primeiro Ministro (PM), fica com a sensação que a vida de professor é fantástica, que nós ganhamos muito dinheiro e que somos uns ingratos. Mas, ora vamos lá ver,

  • O PM diz que não pode tratar os professores de forma diferente das outras carreiras, no entanto, recuperou todo o tempo de serviço aos enfermeiros e aos professores não.
  • O PM diz que já recuperou 70% do tempo congelado aos professores, tal como o fez às restantes carreiras. O que ele não disse é que recuperou aos professores 70% de 4 anos e às outras carreiras recuperou 70% de 10 anos.
  • Os professores das ilhas recuperaram todo o tempo de serviço e os do continente não. Podem dizer que são regiões autónomas e, como tal, têm autonomia para decidir como gerem a carreira. Mas todos sabemos que as regiões autónomas não são independentes e vivem do dinheiro que o Governo Nacional lhes transfere. No limite, podemos dizer que os impostos dos professores do continente pagaram a contagem do tempo de serviço dos docentes das ilhas.
  • Dados da DGAEP mostram que o ganho médio mensal dos professores é de 3,7%, enquanto dos assistentes técnicos é de 10,1%, dos militares é de 9,6% dos médicos, 8,2% (este valor é de antes da proposta do Governo, nos últimos dias, de aumento de 30% aos médicos que estão em exclusividade), dos assistentes operacionais, 8% e dos enfermeiros, 7,1% (a acrescentar ao tempo de serviço totalmente contabilizado, como referi lá atrás).

Resumindo, os professores já estão a ser tratados de forma diferente das outras carreiras.

É cada vez mais evidente o rancor que o PM sente em relação aos professores. Pergunto-me, às vezes, se não haverá ali algum trauma de infância ou adolescência? Algum recalcamento? Pode toda uma classe ser prejudicada por uma, cada vez mais óbvia, birra de uma só pessoa?

A carreira docente devia ser até melhor tratada que as outras? A educação é o pilar da democracia. Os professores são os responsáveis pelo futuro do país.

Na escola ensinamos, além das nossas disciplinas, o sentido de justiça, de igualdade e equidade, no entanto não sentimos esses valores da parte da tutela.

Receio bem que este ciclo governativo esteja a destruir uma das grandes conquistas de Abril: a Escola Pública.

Assim, hoje estou em greve!

por Sílvia Cláudia Marques, 6 de outubro de 2023

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 06

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa- 6.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 9 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 10 de outubro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 06

Listas – Reserva de recrutamento n.º 06

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Ponto de Situação da Greve de Hoje

Podem deixar na caixa de comentários deste artigo (ou no Facebook) o panorama da vossa escola ou da vossa região sobre a adesão à greve de hoje.

 

Professores e educadores em greve. “Este é um problema dos portugueses”

 

No arranque de mais uma jornada de greve nacional de professores e educadores, o secretário-geral da Fenprof enumerou os motivos do protesto. Mário Nogueira criticou a tutela por, nas suas palavras, “baixar a formação de professores”, com o objetivo de “delapidar” a carreira.

“Pensamos que esta vai ser uma greve com uma grande adesão, porque para nós a questão principal que está aqui em cima da mesa é, por um lado, chamar a atenção da opinião pública para os problemas que a escola pública está a viver, como o Serviço Nacional de Saúde, como outros serviços públicos, que este Governo parece apostado em destruir”, acusou o dirigente sindical.

 

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Salário dos professores em início de carreira é mais baixo agora do que há seis anos

Portugal é um dos nove países europeus onde o salário dos professores em início de carreira é mais baixo agora do que há seis anos

Há apenas nove países europeus onde o salário de um professor em início de carreira desceu em seis anos, depois de descontada a inflação, e Portugal é um deles. Segundo um relatório divulgado esta quinta-feira pela Eurydice, uma rede de informação educacional da Comissão Europeia, também na Bélgica, Grécia, Espanha, Itália, Chipre, Finlândia, Noruega e Turquia, os professores entraram na profissão a receber menos em 2021/22 do que em 2014/15.

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A luta continua! Sou professor e amanhã farei greve!

Em primeiro lugar, farei greve porque não aceito a posição intransigente e desonesta do Primeiro-Ministro, nem do Governo, nem da bancada parlamentar deste PS, onde estão alguns professores, em relação ao tempo de serviço roubado aos professores e que não nos querem devolver. A intransigência traduz-se na recusa em negociar uma solução para o problema, “fechando a porta” a qualquer tipo de solução. Há soluções para todos os gostos: recuperar todo o tempo de serviço roubado, como aconteceu com algumas carreiras da função pública; recuperar uma parte substancial desse tempo, como aconteceu com outras carreiras da função pública; recuperar esse tempo ainda nesta legislatura para todos ou para parte dos docentes; recuperar esse tempo a médio prazo ou a longo prazo para todos os professores ao mesmo tempo ou para diferentes segmentos de professores em diferentes anos, etc… Ao não querer discutir nenhuma destas soluções, este PS está a demonstrar arrogância, intransigência, prepotência, está a confundir maioria absoluta com poder absoluto e está a contribuir decisivamente para que milhares professores dirijam os seus votos para outros partidos, do Chega à CDU, passando pelo PSD ou pelo Livre, ou pela IL e pelo Bloco de Esquerda. A desonestidade da posição deste PS (Costa, Governo, bancada parlamentar) revela-se quando descobrimos os argumentos que o Primeiro-Ministro usa, seguido por toda a carneirada deste PS, para sustentar essa posição. Os argumentos são dois, como, mais uma vez, frisou na sua entrevista desta semana: que a devolução do tempo de serviço roubado aos professores “é insustentável” para as contas do país; e que essa devolução criaria “desigualdade” com todas as outras carreiras da função pública. Ora, tanto um argumento como outro são absolutamente falsos. António Costa sabe isto (ou devia saber…), bem como muita gente deste PS. Felizmente, são cada vez mais as pessoas que sabem que a devolução do tempo roubado aos professores terá, quando tivermos um novo governo, um impacto insignificante nas contas do país (250 a 300 milhões de euros). Felizmente, também são cada vez mais as pessoas que sabem que todas as carreiras da função pública recuperaram sete ou mais anos de tempo de serviço congelado entre 2008 e 2018, ficando-se os professores, neste momento, apenas pela recuperação de dois anos e nove meses. Ou seja, os professores são a única carreira que recuperou menos de três anos… Todas as outras recuperaram mais do dobro… Os senhores jornalistas que entrevistam o Costa também deviam saber isto e deviam confrontá-lo com estes dados…

Em segundo lugar, vou fazer greve amanhã porque tudo isto me parece envolto em cinismo, que, acrescentado à intransigência e à desonestidade, se tornam para mim num imperativo moral, ético e profissional que me obriga a aderir à greve. O cinismo deste PS começa por apostar na fraca adesão dos professores à greve por motivos financeiros. Eles sabem que nas atuais circunstâncias nem todos os professores se podem dar ao luxo (literalmente!) de perder um dia de salário e de subsídio de refeição. A mim também me fará diferença o dinheiro que vou perder amanhã. Mesmo assim farei greve. Farei greve também por aqueles que queriam fazer e não podem porque estão longe de casa, a pagar duas rendas, a pagar viagens de ida e volta todas as semanas para ver a família, etc… A outra face do cinismo deste PS é o faz de conta. Como sabem que os argumentos utilizados para fundamentar este ódio de estimação aos professores são falsos, os membros do governo, nomeadamente o João Costa, Ministro, e o António Leite, Secretário de Estado, procuram entupir a opinião pública com medidas que, supostamente, são pensadas e implementadas para resolver as grandes questões da Educação e da carreira dos professores. É tudo a fazer de conta. Estão sempre a inventar assuntos e temas para as infindáveis “reuniões de negociação” com os sindicatos. Tudo é discutido, mas nada de substancial ou de estrutural se resolve. Este PS está no poder há mais de oito anos e não resolveu nenhum problema digno desse nome na escola pública portuguesa. Mas já criou muitos… Aliás, foi muito elucidativa a entrevista do Ministro com o João Adelino Faria, na RTP, a propósito da abertura do ano letivo. Nesta como noutras áreas de atuação, este governo está sempre “atento”, sempre a “desenhar medidas” para resolver os problemas, mas ainda não resolveu nada. É tudo um “faz de conta” muito cínico que só quer entreter e enganar as pessoas, fazendo as mais ingénuas pensar que temos governantes a fazer alguma coisa para resolver os problemas do país. Infelizmente, não temos. Andam todos, da Educação à Saúde, a fazer de conta que fazem.

É muito triste termos condições políticas (maioria absoluta) e económicas (défice das contas públicas controlado) para que se implementassem medidas de fundo (estruturais) que melhorassem os nossos sistemas de saúde, de educação e de justiça, por exemplo, e não o fazermos por termos o azar de ter em funções um Primeiro-Ministro e um governo mais interessados em pensar no seu “carreirismo” do que no futuro do país e no futuro dos portugueses. Resta-nos a esperança num futuro melhor e a esperança de um milagre: o dia em que venhamos a ter um governo que pense a sério em reformar o país e que seja verdadeiramente humanista, isto é, que coloque a melhoria efetiva da vida das pessoas no centro de todas as suas atuações.

A luta continua…

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Sobre a Greve de Amanhã

Com algumas declarações minhas.

 

Professores esperam grande adesão a greve de amanhã, num “cartão vermelho” a Costa

 

Está agendada para amanhã uma greve nacional de docentes, convocada pela plataforma de sindicatos, e de funcionários. Diretores e sindicatos afirmam que declarações recentes do primeiro-ministro, que voltou a recusar a recuperação integral do tempo de serviço, “incendiaram” ainda mais a revolta dos professores.

 

É insustentável para o país”. Foi desta forma que o primeiro-ministro, António Costa, em entrevista à CNN Portugal (dia 2), voltou a deixar clara a recusa do Governo sobre a recuperação integral do tempo de serviço congelado aos professores. A “nega” aconteceu quatro dias antes da greve de amanhã e, segundo sindicatos e diretores escolares, “incendiou” ainda mais a classe docente. Os funcionários da Administração Pública também se juntam aos protestos.

“Todo o país se tem mobilizado pelo justo direito a uma carreira digna e que valha a pena. Neste momento, temos professores a ganhar muito mal, colocados a 300 ou 400 quilómetros de casa e os vencimentos mantêm-se iguais. Estão completamente desesperados por melhores condições e ajudas de custo e não vão baixar os braços”, antecipa.

Júlia Azevedo relembra que a classe docente conta com 150 mil professores e que é “o maior grupo de licenciados do país”, tendo manifestado, desde dezembro de 2022, uma grande “resiliência” na luta por melhores condições. “É a esperança que nos move, se não houvesse esperança, não haveria luta, mas a esperança só se concretiza quando há uma grande força, uma grande luta por parte da classe, pois nada vem de mão beijada”, adianta. A presidente do SIPE salienta o “apoio do PSD e de outros partidos da oposição” e quer ver já “contemplado, no próximo orçamento de Estado, o descongelamento do tempo de serviço de seis anos, seis meses e 23 dias”.

“Paz não irá voltar às escolas”

Apesar do “cansaço por parte dos professores, numa luta com efeitos residuais”, Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, e autor do blogue “ArLindo” (um dos mais lidos no setor da Educação), também antevê muitos constrangimentos nas escolas, devido à greve de amanhã. “O primeiro- ministro mostrou que não tem qualquer interesse em resolver os problemas dos professores, o que o deixa isolado perante as propostas de toda a oposição para a devolução do tempo de serviço, que é um direito dos professores. Neste sentido, a paz não irá voltar às escolas e será mais um ano de contestação dos professores”, considera.

Sobre as declarações de António Costa, Arlindo Ferreira diz que “o Governo sabe que quando deixar de ser Governo haverá devolução do tempo de serviço aos professores”. Por isso, salienta, “o futuro ficará sempre marcado pela intransigência do PS em negociar com os docentes e caso essa recuperação seja feita por outro governo nunca mais o PS terá uma vida fácil junto dos professores”.

Para o diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, a escola pública está a “implodir aos poucos”, tornando-se “cada vez mais difícil recompor as feridas abertas por todo o mal que se tem feito, com políticas erradas e de facilitismo”.

Diretores pedem “Pacto na Educação”

É necessário um “Pacto na Educação” para resolver os problemas da escola pública. Quem o diz é Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). O responsável entende que a recusa da recuperação integral do tempo de serviço é “um grave problema nacional”, que “necessitará de mais que uma legislatura para ser resolvido”. “O assunto relativo à negociação da recuperação dos 6 anos, 6 meses e 23 dias, período de tempo congelado aos professores do continente, obriga a consensualização entre os principais partidos políticos. A solução, salvo melhor opinião, passará pela celebração de um Pacto na Educação, após o necessário entendimento, de modo a operacionalizar uma justa reivindicação dos professores”, avança ao DN.

Sobre a greve de amanhã, Filinto Lima lamenta “o recurso desmedido à greve por parte de um sindicato de professores”, porque “banalizou o mais poderoso instrumento de luta que um trabalhador possui”. E, conta, “apesar da greve do dia 6 ter sido convocada por outra federação de sindicatos e ser por um dia”, não está tão seguro da adesão à mesma, embora haja “descontentamento da esmagadora maioria dos professores”.

O presidente da ANDAEP receia ainda que as promessas da oposição sejam “anúncios vapor que rapidamente caem no esquecimento, sem qualquer consequência prática”. Neste ponto, Filinto Lima é perentório: “a responsabilidade na resolução deste problema é coletiva e não deverá haver lugar a aproveitamentos políticos, muitas vezes com demagogia à mistura, que só agudiza o problema”.

Os constrangimentos nas escolas regressam na próxima segunda-feira, dia 9, com nova greve de pessoal não docente.

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O Estudo da ANDE Sobre o Decreto-Lei 74/2023

Clicar na imagem para ler o estudo da ANDE sobre o Decreto-lei 74/2023.

 

Deixo a imagem da última página do estudo que merece ser lido com muita atenção.

 

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Das Palavras O Sentimento – Ser Professor – Carlos Calixto

Ser professor é amar cada criança-pessoa

é lavrar na alma e semear no espírito que ecoa

é ter no pensamento as palavras e o sopro que entoa

é plantar, cultivar e colher o “spiritus” e letra da vida que ressoa

 

O professor é íntimo confidente do imanente permanente em mente.

Carlos Calixto

 

Ser professor é viver o êxtase de participar do acto da criação humana

ser professor é a sublimação da responsabilidade pelo Outro que imana

ser professor é ter na alma o arrebatamento da gratidão de um olhar

ser professor é crescer, sonhar e alcançar; a criança, o adulto e o velho amar

 

Ser professor é fazer parte da vida de outro alguém, como ninguém

é partilhar lições de vida, para a vida, a vida toda; é ser a ponte e ir mais além

é pensar e dar todas as aulas de forma distinta, única e irrepetível

é ser o singular ímpar do original distinto de cada lição e explicação imperdível

 

Ser professor é cultivar o conhecimento, erudição, saber e instrução

é cuidar, idealizar, amar, bem-querer o Ser em formação e educação

é tirar o daninho do caminho, planar montanhas e regar desertos

dar luz à sombra e iluminar o desconhecido; amanhecer ideias e horizontes

 

Ser professor é moldar o destino e fazer a vida acontecer

ser professor é ser actor na sala de aula e ver suceder

é animar o “espectáculo” entrando e saindo de cena; é emocionalidade

é ver o desabrochar da pessoa humana numa lágrima de Felicidade

Ser professor é dar o foco e a solidez dos alicerces pra vida

ser professor é ter a bússola e o norte que apontam na direcção certa

é ter o “Eu” no “Outro”, metamorfoseado em “Nós”; é ser farol, luar e sol

é ser cúmplice e parceiro, par e companheiro, é dar rumo e sentido pra vida

 

Ser professor é ter a força de aceitar grafar o desafio de ir mais além

acreditar como ninguém no Outro que é alguém; o fim escrito manifesto

dar colo, mimar e “açoitar”, elogiar e “ralhar”; é encorajar, dignificar e honrar

mas amar, amar o tempo todo e cuidar, cuidar, cuidar

 

Ser professor é ser maior; é ter razão, coração e dedicação

é ser grande em humanismo, clarão e transformação com justa apreciação

na admirável missão e realização que é paixão pelo Outro

no oceano revolto da descoberta e encontro do pensamento e conhecimento

 

Ser professor é pacificar as dúvidas e ansiedades dos erros do desconhecimento

é ser o “glamour” de tantas e tantas vidas com agradecimento

é ter o magnetismo do encantamento único do reconhecimento

na cumplicidade de existências que é relação única; é empatia e crescimento

 

Ser professor é ter carisma e “tesão” de ensinar, viver utopias e acreditar

é ser mais alto que o Evereste a contrariar a escuridão escura e agreste

é humanizar o desumano e educar o deseducado; é axio-sedução

dar princípios e valores, regras e condutas; ser vivência e atracção

 

Ser professor é fazer a diferença, fazer pular e avançar a ciência

dar instrução e formação, ser recordação com opinião e ilustração

é ser personificação e exemplo, consciencialização e idealização

estímulo, admiração e motivação da intelecção

 

Ser professor é mostrar consideração e trato em cada pequeno gesto e atitude

é dizer estou aqui, estou contigo, vou contigo, sou contigo aluno-meu

é ter nobreza de carácter, a postura e a dimensão da humildade-grandeza

ser gigante com estimação e no respeito; é ser acarinhado pelos condiscípulos

 

Ser professor é circunspecção e ponderação; observação e avaliação

fazer com cada aluno uma obra-prima que não é ilusão

fazer acontecer o exame saber; a aprendizagem e a cidadania entender

a gratificação primeira e última de melhoria e sabedoria apreender

 

Na escola e na vida há sempre um professor marcante

na Educação é um pilar e no Ensino é basilar

viaja com os alunos ao céu estrelado relevante

é brisa e primavera, pensamento a florar e tantas vezes lar

 

O professor é plenitude e amplitude; é mestre e “O Amigo”

família e história para a vida; transmite o total absoluto abrangente

na despedida uma lágrima que comunica o sentir e pulsar “paternal”

ouvidor, conselheiro e didacto-pedagogo; educador, a missão está cumprida!

 

“Se não morre aquele que planta uma árvore e nem morre aquele que escreve um livro, com mais razões não deve morrer o educador. Pois ele semeia nas almas e escreve nos espíritos. (Bertold Brecht)

“Ser professor é muito mais que uma profissão (…) É saber somar, é gostar de dividir, é ter o dom de multiplicar”. (Roseli de Abreu)

“Ser professor é um desafio, mas acrescento: É um desafio apaixonante”.

(Ricardo de Moura Borges)

Disse.

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.       

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Passos Manuel, muito provavelmente, não discutiria com António Costa…

Passos Manuel, muito provavelmente, não discutiria com António Costa…

 

Manuel da Silva Passos (1801-1862), mais conhecido como Passos Manuel, foi um dos primeiros obreiros da transformação do Ensino Público em Portugal, numa época em que, na verdade, praticamente não existia Ensino Público…

Resumidamente, entre outros, deveu-se a si a Reforma da Instrução Secundária, que aprovou o Plano dos Liceus Nacionais (Alexandra Alegre, Reforma de Passos Manuel de 1836)…

À época, Passos Manuel terá sido um visionário, devendo-se a si, talvez, a primeira tentativa de massificar e de democratizar o acesso à Escola Pública em Portugal, ainda que, por diversos motivos, a Reforma proposta por si não se tivesse concretizado de forma satisfatória…

No âmbito do Plano dos Liceus Nacionais, o Liceu Passos Manuel, actualmente designado como Escola Básica e Secundária Passos Manuel e sede do Agrupamento de Escolas com o mesmo nome, foi o primeiro Liceu criado na cidade de Lisboa…

Na década de 70 do Século XX, o 1º Ministro António Costa fez parte da sua escolaridade no “Liceu” Passos Manuel, onde, ao que consta, terá sido muito feliz… (Revista Visão, Fernanda Tadeu: o apoio secreto de Costa)…

Alguns anos mais tarde, também eu fiz parte da minha escolaridade no “Liceu” Passos Manuel, sendo essa, talvez, uma das poucas coisas que alguma vez poderei ter em comum com António Costa, enquanto Político e Governante…

E todo o enquadramento anterior vem a propósito de algumas afirmações proferidas pelo 1º Ministro António Costa em 2 de Outubro passado e desta declaração de Passos Manuel em 1852:

– “Quando estou menos ilustrado e tenho uma opinião e depois sigo outra, há nisto uma contradição. Mas esta contradição honra sempre o homem que muda de opinião. Eu com quarenta e sete anos de idade sou obrigado a ter mais experiência e a saber mais do que quando tinha vinte anos. O tempo não pode passar em vão por cima de um homem público. Se não se pode mudar de opinião, então não serve de nada a discussão.” (Assembleia da República, Peço a Palavra/Passos Manuel 1852)…

– À luz da declaração anterior, a entrevista concedida pelo 1º Ministro António Costa à CNN Portugal no passado dia 2 de Outubro bem poderá ser considerada como uma completa decepção…

No que aos Professores respeita, António Costa deixou, mais uma vez, bem claro, e num tom visivelmente crispado, que jamais alterará a sua opinião:

– A contagem ou a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores voltou a ser categoricamente rejeitada por si, sem qualquer margem para alterações futuras…

António Costa, enquanto Chefe do Governo, é o principal responsável pela acção governativa…

António Costa, enquanto Chefe do Governo, não muda de opinião e já demonstrou, em diversas ocasiões, todo o esplendor da sua obstinação e da sua arrogância, pelo que, para todos os Sindicatos de Professores, a mensagem subliminar a reter talvez seja esta:

– A subtracção de tempo de serviço aos Professores é um facto consumado para o actual 1º Ministro, que é quem, efectivamente, manda no Governo, mesmo que as mais variadas evidências factuais demonstrem que só não é possível anular essa injustiça pela teimosia obsessiva e pela falta de vontade política do Chefe do Governo…

– Que “discussão”/”negociação” poderá existir com quem se recusa a mudar de opinião, por mera teimosia?

– Porque se perde tempo a ouvir ou a discutir com quem nunca mudará de opinião?

– Estarão os Sindicatos dispostos a abdicar da recuperação integral do tempo de serviço dos Professores, acabando por aceitar um escandaloso roubo?

“Quando estou menos ilustrado e tenho uma opinião e depois sigo outra, há nisto uma contradição. Mas esta contradição honra sempre o homem que muda de opinião.” (Assembleia da República, Peço a Palavra/Passos Manuel 1852)…

Há homens (e mulheres) a quem, dificilmente, poderá ser reconhecida a honra e a capacidade de mudarem de opinião…

Lamentavelmente, o 1º Ministro António Costa parece ser um desses homens…

Se vivessem na mesma época, o mais certo é que Passos Manuel não se desse sequer ao trabalho de discutir com António Costa…

Passos Manuel, muito provavelmente, não discutiria com António Costa…

(Paula Dias)

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Dá Razão e Crítica à Proposta do PSD – Carlos Calixto

DA RAZÃO E CRÍTICA À PROPOSTA DO PSD

TEMPO A MAIS PARA TEMPO A MENOS

 

Declaração de interesse: o texto que se segue é um artigo de opinião que vincula apenas e só, somente o meu pensamento, ideias, contraditório e liberdade de expressão. Deixamos o registo para salvaguarda de todo e qualquer conflito de interesse. A crítica apresentada é um contributo para aclarar a negociação e a tomada de decisão política.

Obrigado.

 

Carlos Calixto

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Anda Por Aqui o Programa do PSD

Pelo menos está dado como assumido e em direito de antena  a recuperação a 100% do tempo de serviço não contabilizado.

Espero viver até à idade de S. Tomé para confirmar a promessa de 2023.

 

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Nada de Novo e o PS Será Chumbado por Todos os Professores

Mas também não fica bem ao PSD ter-se abstido na votação. Já a Iniciativa Liberal mostra ao que virá se formar um governo à direita no futuro.

 

PS chumba todas as iniciativas para recuperação do tempo de serviço dos professores

 

 

Recuperação do tempo de serviço é um dos principais motivos da contestação vivida nas escolas desde o final do ano passado.

O PS chumbou esta quarta-feira no parlamento todas as iniciativas legislativas que propunham a recuperação faseada do tempo de serviço de professores, uma das principais reivindicações dos docentes.

Um projeto de lei do Bloco de Esquerda (BE), que previa a recuperação faseada, até 2026, dos 2.393 dias ainda por contabilizar, contou com o apoio do BE, Chega, PCP, PAN e Livre e abstenção do PSD e Iniciativa Liberal, mas acabou chumbada com o voto contra do PS.

O resultado da votação de uma iniciativa do Chega, que impunha um prazo mais curto, até ao final do próximo ano, foi idêntico, mas a proposta mereceu também o voto contra da Iniciativa Liberal e a abstenção do PCP e Livre.

Na terça-feira, o PS já tinha afastado a recuperação do tempo de serviço, recordando, em alternativa, os mecanismos recentemente aprovados pelo Governo, de aceleração da progressão na carreira.

A recuperação do tempo de serviço é um dos principais motivos da contestação vivida nas escolas desde o final do ano passado, mas tem sido sucessivamente recusada pelo executivo, sendo que, na segunda-feira, o primeiro-ministro reafirmou que o custo seria “insustentável para o país”.

Foram ainda votados quatro projetos de resolução. A recomendação do PAN, pela revisão do novo regime de gestão e recrutamento do pessoal docente, foi chumbada pelo PS, enquanto a iniciativa do PCP, pela adoção de medidas de valorização dos docentes e não docentes contou com a oposição do PS e Iniciativa Liberal.

Os dois projetos de resolução do Livre, pela vinculação, contabilização do tempo de serviço docente e fim do bloqueio na progressão da carreira, e valorização e qualificação das carreiras de assistente técnico e operacional foram chumbados com o voto contra apenas dos socialistas.

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Os Profissionais de Educação continuam em luta, desta vez na Cimeira Europeia, em Granada (5 e 6 de outubro)

Os Profissionais de Educação continuam em luta, desta vez na Cimeira Europeia, em Granada (5 e 6 de outubro)

 

 

A Luta é justa e Portugal tem de vencer a missão de colocar a Escola Pública na prioridade da governação em Portugal.

Os Profissionais da Escola Pública Portuguesa vão estar presentes na “Cimeira Europeia de Granada” que se realizará nesta cidade espanhola, nos dias 5 e 6 de outubro, e que irá reunir os chefes de Estado e de Governo dos Estados Membros da União e também de outros estados convidados, tais como Turquia, Reino Unido e Ucrânia.

Os Profissionais da Educação Portugueses vão fazer-se ouvir quinta-feira, dia 5, entre as 19:00 e as 23:00, nos “Jardines del Triunfo”, numa Vigília pela Educação, em Granada, cujo objetivo é trazer o tema da Educação para a Cimeira, salientando a necessidade de valorização dos Profissionais de Educação portugueses.

Participarão também na Marcha “Granada no es una foto” (Cimeira social de Granada) da responsabilidade de vários promotores espanhóis, ao lado da CGT Educación, com a qual se estabeleceram contactos.

O grupo “Rumo a Bruxelas” constituído por Profissionais de Educação (Assist. Operacionais, Assist. Técnicos, Téc. Especializados, Téc. Especializados para a Formação, Téc. Sup. e Docentes), apresenta-se mais uma vez na Luta, determinado, em prol da Escola Pública de qualidade, da dignificação de todos os que nela trabalham e, acima de tudo, em defesa dos alunos.

O “Rumo a Bruxelas” conta já com a organização de muitas ações de luta. Foi a Bruxelas entregar petições junto das instâncias europeias; foi recebido na Assembleia da República por partidos com assento parlamentar, nomeadamente o BE e, ultimamente, o PSD que já veio dizer que o tempo de serviço dos Professores é para ser contado; foi recebido em abril, na Presidência da República; em agosto fez a luta levantar voo com aviões nas praias; colocou um outdoor, no Algarve, na saída da via do Infante, alertando para a necessidade de resolver os inúmeros problemas da Escola Pública. Desta vez o grupo “Rumo a Bruxelas” prepara-se para, mais uma vez, levar a Luta ainda mais longe.

Os Profissionais de Educação NÃO VÃO PARAR ENQUANTO NÃO FOREM SATISFEITAS AS SUAS REIVINDICAÇÕES!

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Professores para que te quero

Professores para que te quero

 

Não sei se António Costa tem um “ódio de estimação aos professores” como diz Mário Nogueira, mas às vezes parece. Uma coisa é certa, António Costa não vê os professores com bons olhos, lá isso não.

O Ministério de Educação, em nova ronda negocial, aproveitou para lançar mais uma notícia  para desacreditar os professores:”Mais de cinco mil professores apresentaram baixa em três semanas de aulas”.

O ministro tem como intenção enganar a opinião pública, dar a entender que os professores faltam muito e não querem trabalhar. A tentativa de denegrir esta classe atinge picos de sem -vergonha desmesurada.

Começa logo por que há cerca de 150.000 professores, é normal muitos faltarem. Noutras classes são em menor número faltam menos.

Convém recordar que em 2022, o Ministério da Educação reconheceu a 7.500 professores doenças incapacitantes, recusou a aproximação à residência e ao local de tratamento a 3.000.

O número de baixas deverá ainda aumentar porque o número actual não reflecte ainda os professores com doenças incapacitantes a quem foi recusada a aproximação, são apenas professores com doenças prolongadas, há muito tempo que estão doentes e alguns até a aguardar a aposentação.

O querer atirar areia para os olhos da opinião pública, para dar a ideia que a culpa é dos professores, pela falta de professores e que os professores são uns malandros.

Quando um professor falta toda a comunidade escolar fica a saber que faltou, incluindo a família dos alunos. Muita gente sabe e tem acesso a saber que um professor faltou.

A ausência de um professor interfere na vida dos alunos, isso é irrefutável. Todavia há professores com problemas de saúde, têm pais idosos para acompanhar, como todas as pessoas é natural que faltem e é um direito inalienável.

Não sei se António Costa tem um “ódio de estimação aos professores” como diz Mário Nogueira, mas às vezes parece. Uma coisa é certa, António Costa não vê os professores com bons olhos, lá isso não.

Quando dá jeito é só elogios para os professores como aconteceu na pandemia, porém o calcanhar de Aquiles deste governo são os professores. É importante chegar-se a uma solução e deixar de uma vez por todas de desvalorizar os professores.

Ainda hoje vem na imprensa, um estudo da ANDE ( Associação Nacional de Dirigentes Escolares) que o acelerador da carreira não é  como o governo diz. Por outro lado, outro estudo da ANDE estima que o esforço financeiro pela contagem total do tempo de serviço seria diluído no tempo e pelo efeito da aposentação de grande número de professores que deixarão a carreira.

Há um conflito latente entre governo e professores, entre informação e desinformação. O governo joga no tempo, no cansaço, no depreciar e desprestigiar a classe docente e na viragem da opinião pública que deixe de estar do lado dos professores.

Os professores não se devem calar, mas mudar de táctica. Por vezes, fazer um compasso de espera e não radicalizar com constantes greves. Ter imaginação e criatividade, verdade seja dita que tem tido.

Por exemplo, fomentar a indicação de voto noutros partidos sem ser no PS, fazer com que o PS não tenha maioria absoluta, ou mesmo, que perca as próximas eleições legislativas.

Os professores são os melhores do Mundo, mas quando toca a pagar são os piores.

Fundador do Clube dos Pensadores

 

 

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779 Horários em Concurso Durante a Semana Mundial do Professor

Entre o dia 4 de outubro e o dia 10 de Outubro existem 779 horários em concurso em contratação de escola.

Faltarão os 1000 a ser colocados na Reserva de Recrutamento 6.

É isto que temos.

 

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Acelerador? Só na próxima década

Mais de 3000 professores só sentirão efeitos do “acelerador” das carreiras na próxima década

Directores estimam que metade dos 64 mil docentes abrangidos pela medida tenham aumentos até 2025, mas efeitos são muito diluídos no tempo para parte da classe.

 

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Professores promete continuar a lutar

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