Tag: Informações

Está para Breve a Publicação das Listas Definitivas de Acesso ao 5.º e ao 7.º Escalão

Pode ser que em janeiro de 2024 os docentes que tiverem acesso ao 5.º ou 7.º escalão já consigam receber os retroativos, com efeitos ao dia 1 de fevereiro de 2023.

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Publicação das Listas Definitivas – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2024

 

Publicam-se as Listas Definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2024.

Listas Definitivas dos candidatos admitidos, excluídos e selecionados – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste em 2024

 

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Listas para Timor

Listas Definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste em 2024

 

 

Publicam-se as Listas Definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2024.

Listas Definitivas dos candidatos admitidos, excluídos e selecionados – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste em 2024

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Vagas de QZP em Formato Excel

Disponibilizamos agora as vagas dos novos QZP em formato Excel.

 

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Vagas de QZP do Grupo 300 ao 930

Ficam agora disponibilizadas as vagas de QZP em formato pdf do grupo 300 ao 930.

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Calendário do Advento Escolar – Dia 18

Dia 18 – Angústia – Professores com a casa às  costas, no início  de todos os anos letivos.

 

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Vagas dos Novos QZP’s Até Grupo 290

Neste artigo ficam as vagas dos novos QZPs em formato pdf para o caso de pretenderem convertê-las em Excel, visto que a portaria que saiu hoje não permite a conversão das vagas.

No quadro acrescentei o número de vagas pelos atuais QZP para se ter uma ideia mais precisa de vagas por QZP antigo.

Quando tiver os restantes grupos analisados colocarei as vagas totais em formato Excel.

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Regras para o Concurso de Transição de QZP

Porque nestas alturas há sempre dúvidas sobre o concurso de transição de QZP volto a esclarecer:

Só podem ser candidatos (e obrigados a isso) à transição de QZP os docentes QZP, com exceção dos que vincularam na vinculação dinâmica.

E só poderão manifestar preferência para todos os novos QZP resultantes da divisão do antigo QZP.

Exemplo: Quem está vinculado ao QZP 7 só pode concorrer ao 45 e 46, ao seu grupo de recrutamento. Se apenas concorrer ao 45 está também em concurso ao 46.

 

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Existem 24191 Docentes QZP

Segundo a portaria de vagas de transição para os novos QZP existem 24.191 docentes QZP obrigados a concorrer neste concurso de transição.

Lembro que os docentes que vincularam pela Vinculação Dinâmica, sendo docentes QZP não poderão concorrer neste concurso, sendo que estão obrigados a manifestar preferências no concurso interno para todo o país e não estão contabilizados nestas vagas.

Os novos QZP com mais vagas são:

QZP 45 – 5671

QZP 46 – 2968

QZP 09 – 2221

o QZP com menos vagas é o 31 com 61 vagas

 

Deixo novamente o quadro que fiz com a transição dos QZP antigos para os QZP novos.

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Abriu oficialmente a “Época das Reuniões”…

Abriu oficialmente, em muitas escolas, a “Época das Reuniões”…

Costuma ser uma “Época” que pode comportar alguns perigos para a saúde mental e física, riscos esses, quase sempre provocados por discursos entediantes, redundantes, fastidiosos, cuja pertinência será, no mínimo, duvidosa, mas também pelo hiperbólico trabalho burocrático, vulgarmente designado por “primado das Grelhas”…

A “Época das Reuniões” torna-se, muitas vezes, o contexto ideal para dar aos denominados “empata-reuniões”, a oportunidade de poderem expressar todo o seu esplendor e todo o seu encanto…

Afinal, o que seria de uma escola sem o inestimável contributo dos “empata-reuniões”?

Os “empata-reuniões”, verdadeiros especialistas em “conversa de treta”, em “conversa para boi dormir”, em reflexões profundíssimas acerca do “sexo dos anjos” ou em dissertações acerca da influência da trigonometria no ciclo de vida da filoxera, não costumam prescindir de monopolizar as reuniões por onde passam…

Os “empata-reuniões” conseguem passar largos minutos, ou até mesmo horas, se o permitirem, a repetir o que já foi dito e redito, sem acrescentar nada de novo; gostam muito de se ouvir a si próprios e parecem considerar que a competência se mede pelo número de palavras que se consegue debitar por minuto…

Um “empata-reuniões” raramente afirma que subscreve o que já foi dito… Para um “empata-reuniões” é preciso ir muito mais além e repetir, por outras palavras, por muitas palavras, tudo o que já foi dito anteriormente…

Enfim, discursos “redondos”, que não saem do mesmo sítio, através dos quais se evidencia a mestria e a arte de falar muito, sem dizer nada de especialmente pertinente ou relevante, mas sempre com um tom enfático em todas as palavras…

Os “empata-reuniões”, frequentemente perdidos em monólogos supérfluos e desnecessários, raramente percebem que os seus interlocutores podem estar fartinhos de os ouvir, parecendo antes considerar que todos têm o dever e a obrigação de se mostrarem muito interessados e satisfeitos pela sua douta verborreia…

A categoria dos “empata-reuniões” é francamente aquela que mais aflige qualquer comum mortal, que deseje não desperdiçar tempo em actividades inúteis e improfícuas…

Os “empata-reuniões” parecem considerar que uma reunião não pode ser dada por concluída antes do tempo máximo estipulado para a mesma… Se uma reunião tiver, por exemplo, a duração máxima de uma hora e meia, ninguém deverá sair da dita antes desse tempo expirar, mesmo que já não haja mais nada de relevante para tratar…

Se necessário, ficar-se-á a “encher chouriços”, mas dali ninguém sai antes de ter passado uma hora e meia…

Por seu lado, a Grelha, essa “luminosa” e prodigiosa invenção, robustecida nos últimos tempos, de forma muito imaginativa e inusitadamente obsessiva, atingiu o estatuto de “praga”, incontrolável e difícil de extinguir…

Em cada escola, instalou-se o primado das Grelhas: existem as mais variadas, para tudo e para nada, e em muitos casos o respectivo preenchimento costuma significar flagelo, tortura ou suplício, quer pelo tempo que é necessário despender, quer pela inutilidade prática dessa tarefa…

Comummente, passam-se muitas horas a proceder ao preenchimento de Grelhas em série e até à exaustão, cujas virtudes ou efeitos concretos se desconhecem, apesar dessa actividade assumir quase sempre um carácter obrigatório…

À partida, uma Grelha deveria ser um instrumento de registo de informação, cujo principal objectivo consistiria em sintetizar e, sobretudo, simplificar determinado conjunto de dados…

Ora acontece, muitas vezes, que algumas Grelhas se apresentam com formas e conteúdos tão intricados que dificilmente alguém compreenderá o seu significado ou a finalidade da informação aí constante… Como exemplo paradigmático disso, bastará analisar algumas Grelhas de Avaliação de Alunos, elaboradas à luz do Projecto MAIA, existentes em algumas escolas…

Segundo “estudos” realizados sabe-se lá por quem, o contacto prolongado com “empata-reuniões”, aliado ao preenchimento desmedido de Grelhas, poderão causar danos ao nível da saúde mental e física, temporários ou irreversíveis, desde logo os seguintes:

– Alterações ao nível do humor, com predomínio da irritabilidade e da intolerância, que poderão culminar num atroz sentimento de raiva, ainda que, a muito custo, o mesmo possa ser reprimido, contido e sublimado;

– Dores de cabeça, enxaquecas e náuseas. Alguma confusão mental e, nos casos mais graves, poderão mesmo ocorrer delírios (crenças incompatíveis com a realidade) e alucinações (percepção alterada da realidade);

– Falar sozinho (solilóquio), também poderá apresentar-se como um transtorno plausível, sobretudo imediatamente após a saída de uma reunião;

– Possibilidade de desenvolver coprolalia (proferir palavras obscenas e palavrões de forma involuntária), sobretudo imediatamente após a saída de uma reunião e ainda que os impropérios possam ser proferidos num tom de voz inaudível ou que fiquem retidos no pensamento;

– Compulsão para o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, café ou açúcar, sobretudo depois de terminada uma reunião;

– Arritmia cardíaca, com predomínio da ocorrência de taquicardia (ritmo cardíaco acelerado). Os “nervos” que algumas reuniões provocam são tramados;

– Possibilidade de ocorrência de insónia, de pesadelos nocturnos ou de dificuldade em adormecer, sobretudo na noite que antecede uma reunião. Consequentemente, possível desenvolvimento de narcolepsia (sonolência diurna excessiva);

– Por motivos óbvios, aumento da ansiedade, do stress e da fadiga mental e física, com possível diminuição da libido;

– Muito raramente, também se poderá verificar a ocorrência de odaxelagnia, traduzida pela vontade de morder alguém, ainda que, a muito custo, possa a mesma ser reprimida, contida e sublimada…

Não sendo possível optar pela abstinência de reuniões, de “empata-reuniões” e de Grelhas, restam-nos os impropérios, ditos em pensamento ou proferidos num qualquer recato, e tentar manter um mínimo de boa-disposição…

Dizer palavrões até é considerado por alguns como um indicador de inteligência e de honestidade (Timothy Jay, 2015), portanto nada haverá a temer…

As escolas que organizam as actividades lectivas por Semestres, estarão, por ora, a salvo destas vicissitudes, mas, em breve, lá para o final de Janeiro, também se verão atingidas pelo mesmo flagelo…

Será, portanto, escusado cair na tentação de troçar das escolas que se encontram em plena “Época de Reuniões” ou de pensar que a obrigatoriedade de ouvir longas dissertações acerca da influência da trigonometria no ciclo de vida da filoxera, só acontece aos outros… É só aguardar mais um pouco…

Este texto sarcástico não pretende ser uma generalização e qualquer semelhança com alguma realidade terá sido mera coincidência…

 

Paula Dias

 

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Vagas dos quadros de zona pedagógica

Portaria n.º 441/2023

Fixa o número de vagas dos quadros de zona pedagógica, por grupo de recrutamento

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VAGAS QZP

Portaria n.º 441/2023

de 18 de dezembro

 

No âmbito das políticas de concretização do compromisso de garantir à escola pública, de forma sustentável, os professores em número e qualidade necessários à prossecução da sua missão, o Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, que regula os concursos para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, prevê as regras para o procedimento de transição dos docentes providos em quadros de zona pedagógica fixados pela Portaria n.º 156-B/2013, de 19 de abril, para os novos quadros de zona pedagógica concretizados na Portaria n.º 345/2023, de 10 de novembro, que importa operacionalizar.

Assim, torna-se agora necessário fixar as dotações correspondentes a cada um dos novos 63 quadros de zona pedagógica.

Nestes termos, ao abrigo do artigo 28.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na sua redação atual, nos termos do artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, que regula o concurso de transição de docentes entre anteriores quadros de zona pedagógica, no uso da competência delegada pelo Despacho n.º 8462/2022, de 1 de julho, do Ministro da Educação, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 132, de 11 de julho de 2022, manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Educação, o seguinte:

Artigo 1.º

Fixação de vagas

O número de vagas dos quadros de zona pedagógica, discriminadas por grupo de recrutamento, nos termos do Decreto-Lei n.º 27/2006, de 10 de fevereiro, na sua redação atual, a preencher no concurso previsto no n.º 9 do artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, e do artigo 3.º da Portaria n.º 345/2023, de 10 de novembro, é o constante do anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante.

Artigo 2.º

Entrada em vigor

A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

O Secretário de Estado da Educação, António de Oliveira Leite, em 12 de dezembro de 2023.

Ver o quadro original Aqui

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Provas nacionais estão a aproximar-se da avaliação feita pelo PISA

O estudo da OCDE testa competências para resolver problemas do quotidiano, os exames avaliam conhecimentos curriculares. Com o novo Perfil do Aluno, esta diferença está a esbater-se, indica Iave.

Provas nacionais estão a aproximar-se da avaliação feita pelo PISA

 

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Calendário Escolar do Advento – Dia 17

Dia 17 – VÓMITO – “A aprovação em votação final e global forçará o Governo a apresentar a sua demissão.” 

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Realização de exames em formato digital está em risco

Com computadores avariados e já fora de garantia, escolas dizem não ter condições para aplicar exames. O custo do arranjo dos equipamentos terá de ser assumido pelas famílias, mas há quem não tenha recursos para o fazer.

Realização de exames em formato digital está em risco


No final deste ano letivo, os alunos de 9.º ano farão, pela primeira vez, os exames nacionais de Português e Matemática em formato digital. As provas, com ponderação na nota final das disciplinas, podem, contudo, não se realizar, a não ser que se avance para a aplicação em formato papel. É esta a convicção de vários diretores de escolas, contactados pelo DN. “É um enorme erro avançar já este ano com provas exclusivamente online, atendendo que as mesmas contam para a avaliação final do aluno e não é possível colocar os alunos em situação de igualdade”, conta Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim.

No referido agrupamento, diz o responsável, “devido à avaria de muitos equipamentos, não existem computadores em número suficiente para todos os alunos que vão ter de realizar as provas de aferição ou as provas finais”. Arlindo Ferreira esclarece ainda que os primeiros computadores entregues aos alunos tinham uma garantia de dois anos (terminou em 2022) e os equipamentos da Fase 2 ficaram sem garantia em abril de 2023. Com o elevado número de equipamentos a precisarem de reparações, o responsável acredita que se os exames fossem realizados neste momento, “não seria possível a não ser que os portáteis dos alunos fossem partilhados”.

Arlindo Ferreira garante que o número de estudantes sem computador não é residual, havendo “muitos alunos sem condições para realizar as provas”. O diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio pede ao Estado para que, “com urgência, estenda a garantia dos computadores de forma a que seja possível a sua reparação”. “Enquanto as escolas não tiverem condições para a realização das provas em formato digital, as provas devem continuar a ser feitas em formato papel”, conclui.

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Um conto de Natal – João André Costa

 

É Natal e independentemente de ser Natal as crianças a terem de comer todos os dias e já agora os pais também mas os preços não param de subir, qual Pai Natal num foguetão de renas, e portanto enumeremos os supermercados e demais restauração cujos actos beneméritos pretendem alimentar uma nação durante o período natalício.
Dia 22 de Dezembro, Sexta-feira e primeiro dia de férias escolares e por uma libra apenas cada um dos meus filhos tem direito a uma sandes, um sumo e uma peça de fruta. Basta dirigir-me a qualquer café da cadeia de Supermercados Asda e já agora trazer o avô e a avó e por mais uma libra cada um o respectivo croissant e prato de sopa.
Ao jantar – partamos do princípio das duas refeições por dia – vamos todos ao Morrisons, outra cadeia de supermercados onde cada adulto paga 4.5 libras para cada criança ter direito a uma refeição gratuita.
Sábado, dia 23, a caminho do Fridays (parece um contra-senso mas não é) cujos restaurantes oferecem uma refeição gratuita a cada criança conquanto cada adulto pague por inteiro. Basta ter dinheiro.
À noite vamos ao Sainsbury’s, mais um supermercado onde por cada 5.2 libras gastas por adulto cada criança janta por uma libra apenas.
Domingo, véspera de Natal e por ser véspera de Natal vamos almoçar ao Gordon Ramsay, sim, isso mesmo, sopa dos pobres mas com estilo onde crianças até aos 8 anos não pagam para ao jantar, ergo apenas até às 7 da tarde e num Sizzling Pub, cada criança pagar uma libra por cada adulto pagante.
Dia de Natal e o pequeno almoço de campeões no Beefeater e a gratuitidade para cada 2 crianças acompanhadas por um adulto.
E por ser segunda-feira, somente e apenas à segunda-feira, o Hungry Horse oferece refeições por uma libra às crianças com o respetivo adulto a consumir.
Boxing Day, dia de troca de prendas no Reino Unido e o almoço no Pausa Cafe bastando a cada adulto despender 4 libras para uma criança ter direito a um mini prato, dois “yummy snacks” – comummente designados por pacotes de batatas fritas – e uma bebida.
O jantar é no Preto, restaurante brasileiro, e as crianças até 10 anos sem pagar.
Quarta-feira, dia 27, e como na Bella Italia as crianças pagam uma libra de segunda a quinta-feira, aqui vamos nós mas descansem pois o jantar vai ser mais comedido no Ikea à base de esparguete com molho de tomate por menos de uma libra para cada criança e ainda direito a um sumo.
E caso nos apeteça passar a noite num hotel, o Premier Inn oferece pequenos almoços por 9,99 libras e os dois petizes a comer de borla. Já no Travelodge a mesma promoção custa 8.99 libras e já marquei a estadia para quatro: vale a pena.
Dia 28 vamos almoçar a um horto, o Dobbies, e as crianças não pagam para ao fim do dia resgatar os avós atafulhados em croissants e sopa no Asda desde Sexta-feira e repetir tudo outra vez: dia 8 de Janeiro as crianças voltam à escola e não sei se é o liberalismo mas sei e é mesmo o liberalismo e neste país até para se ser pobre é preciso ser rico.

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Quem acredita em unicórnios?

À vista de todos, o desempenho do Ministro da Educação, durante quase dois anos, terá sido sensivelmente assim:

– A acção do Ministro da Educação foi frequentemente pontuada por uma certa desfaçatez, traduzida, muitas vezes, pela pretensão de impor as suas próprias “verdades”, tentando substituir a realidade por determinados “factos alternativos”

– A acção do Ministro João Costa contribuiu, de forma determinante, para a descredibilização da Escola Pública, tais foram os devaneios e as fantasias, frequentemente confundidos com inovação educacional…

– A acção do Ministro da Educação mostrou a sua indisponibilidade para melhorar as condições de trabalho dos Professores, parecendo antes enveredar pelas “soluções” mais tortuosas, desleais e perversas…

– A acção do Ministro da Educação relevou-se, enfim, como um retumbante fiasco…

– Ao longo de quase dois anos, o Ministro da Educação não manifestou qualquer intenção de ceder perante as principais reivindicações da Classe Docente, nomeadamente a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores, conforme demonstraram os simulacros de negociações com os Sindicatos de Educação, que se arrastaram por vários meses…

Em termos públicos, o argumento irredutível do Ministro da Educação para impossibilitar a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores, foi sempre a inexistência de cabimento orçamental…

Estranhamente, o mesmo Ministro da Educação apareceu há poucos dias com um discurso muito bem encenado, muito delicodoce, admitindo, agora, a existência de margem para a recuperação total do tempo de serviço dos Professores:

– “Em entrevista à Renascença, em vésperas de eleições, João Costa – que é apoiante declarado de Pedro Nuno Santos à liderança do PS – espera que, com uma gestão “liderada por Pedro Nuno Santos enquanto primeiro-ministro”, seja possível “dar resposta” à reivindicação dos docentes, que é “justa e legítima“. (Entrevista à Rádio Renascença, em 5 de Dezembro de 2023)…

Estaremos, assim, perante um discurso completamente oposto, incoerente e dissonante daquilo que foi a prática governativa de João Costa, depreendendo-se que seja umaderradeira tentativa de angariar votos para o Partido Socialista junto da Classe Docente…

Estaremos, assim, perante um discurso que não poderá deixar de ser considerado como uma forma impostora de propaganda, feito à medida da mais elementar demagogia e da mais evidente hipocrisia…

Será este o discurso de um “lobo mascarado de cordeiro”?

Será este o discurso de quem verá os Professores como profissionais facilmente ludibriáveis e manipuláveis?

Tantas palavras bondosas, empáticas, comoventes e enternecedoras dirigidas aos Professores causam muita estranheza…

Tanta estranheza, que mais parecem uma armadilha ao serviço da propaganda…

Os Professores que sentiram na pele a acção governativa de João Costa estarão dispostos a conceder-lhe algum tipo de indulto e a confiarem nas suas suspeitosas palavras?

Em 13 de Dezembro passado, o Polígrafo perguntou:

– “Ministro da Educação defende agora a recuperação do tempo de serviço dos professores depois de braço-de-ferro de 2 anos?

– “O que está em causa? Foi no dia 5 de dezembro que João Costa admitiu em entrevista à rádio Renascença haver abertura para recuperação total do tempo de serviço e que isso o deixaria “muito contente e mais contentes ainda ficarão os professores”. A “abertura” de agora não deixou de surpreender. visto que o ministro esteve em braço-de-ferro com a classe docente nos últimos dois anos. Esta posição é contrária ao que defendia no passado?

E o Polígrafo respondeu: “Verdadeiro.”

Quantos Professores acreditarão nas palavras de João Costa proferidas no dia 5 de Dezembro passado, deixando-se cair no ardil: “Os unicórnios são nossos amigos”?

Quem acredita em unicórnios?

Paula Dias

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Calendário do Advento Escolar – Dia 16

Dia 16 – Inútil – Obrigado por… absolutamente nada, pseudocolega Marcelo!

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Legislar para mais “bagunçar” a escola pública

Inofficiosa concilia”.

Ensandeceram e tornados sandeu são. “Sanctus Dei”!

“O parlamento aprova medidas sobre direito à auto-determinação de género nas escolas em votação final global. O texto final foi aprovado pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda, Pan e Livre”. (in Observador)

Fica para a História, uma sexta-feira, dia 15 de dezembro de 2023, a irresponsabilidade de gente “ideologicamente perturbada e conceptualmente baralhada”, a priorizar o acessório desnecessário e a conflituar a idiossincrasia de crianças e jovens em formação, sem maturidade e quiçá a tomar decisões irreversíveis de futuro arrependimento.

Visa a medida garantir o direito de crianças e jovens à liberdade de escolha e auto-determinação da identidade de género e visa proteger as suas características sexuais. Votaram contra o PSD, o Chega, a IL e o PCP absteve-se.

Carlos Calixto

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Reformas Disparam

No expresso com referência ao artigo do Blog sobre o número de aposentações de janeiro de 2024. que foi o mais alto desde 2013.

 

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Devolver anos de serviço aos professores custa 300 milhões de euros

A UTAO diz que não tem recursos para avaliar o impacto da recuperação total aos docentes, contudo em 2019 fez um estudo encomendado pelo Governo para provar que seria demasiado caro e influenciar a decisão da não recuperação desse tempo.

A ANDE realizou também um estudo com esse impacto e eu próprio num artigo que não o encontro agora andei muito perto dos números da ANDE.

O Correio da Manhã apresenta hoje em primeira página o valor total da recuperação dos 6A6M23D que fica na ordem dos 300 milhões por ano.

 

Devolver anos de serviço aos professores custa 300 milhões de euros

 

 

3000 professores por ano, em média, passaram à reforma nos últimos anos.

A recuperação dos 6 anos, 6 meses e 23 dias de tempo de serviço dos professores custará cerca de 300 milhões de euros por ano. Do total de 9 anos, 4 meses e dois dias de tempo de serviço perdido, devido ao congelamento das carreiras entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017, os docentes recuperaram 2 anos, 9 meses e 18 dias, em 2018, mas o restante tempo de serviço está por recuperar.

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Balanço do 1.º período pela imprensa

O ano letivo vai avançando, mas os problemas mantêm-se: centenas de turmas não têm todos os professores colocados. Muitas não tiveram este ano letivo uma única aula de Português, Inglês, Física e Química,…

Cada vez mais licenciados não profissionalizados são colocados para “tapar os buracos” deixados pela falta de atratividade e de condições na carreira docente.

Não deveriam as confederações e associações de pais ser mais interventivos?

Primeiro período acabou com milhares de alunos ainda sem professor

Público

 

1.º período acaba com mais de 50 mil alunos sem professor

DN

 

 

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A Ler Amanhã no Expresso

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Pelo Expresso, Balanço do 1.º Período

“Não têm aí quem queira vir aqui dar umas horas?”: já foram contratados 3100 professores sem formação, há alunos sem uma aula de Português

 

Número diz respeito ao 1º período e já supera todo o ano passado. Reformas em janeiro batem recorde dos últimos 10 anos. Há escolas em Lisboa onde os alunos ainda não tiveram aulas este ano a Português, Inglês ou Ciências, pais estão revoltados: “Isto é inconcebível”

 

O ano letivo de 2023-2024 iniciou-se de forma bem mais tranquila do que o anterior, marcado por uma longa vaga de greves e protestos. Mas nem por isso os problemas, que já vinham de trás, ficaram resolvidos. Antes pelo contrário: perante o número crescente de aposentações (e também de baixas) e a insuficiência de candidatos disponíveis para dar aulas muitas vezes fora da sua área de residência, dezenas de milhares de alunos começaram o ano sem professor a uma ou mais disciplinas. O 1º período termina esta sexta-feira e há mesmo quem não tenha tido uma aula até agora. Em muitas situações — muitas mais do que em anos ante­riores — as escolas tiveram de recorrer a licenciados sem nenhuma formação em Ensino.

De acordo com números do Ministério da Educação facultados ao Expresso, desde 1 de setembro até esta semana foram colocados 20.093 docentes para substituir outros que entraram de baixa ou que, entretanto, se aposentaram. Destes, 3135 (15,6%) não têm formação pedagógica, ainda que tenham formação…

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Os Números do 1.º Período na CNN

Primeiro período termina com milhares de alunos sem professor. Muitos estudantes já não serão avaliados e a aprendizagem está comprometida

 

O movimento cívico de professores Missão Escola Pública diz que há pelo menos três mil alunos que nunca conheceram o professor de pelo menos uma disciplina este ano. A situação mais grave é em Lisboa e Vale do Tejo e na região de Setúbal, onde há escolas com dezenas de turmas sem professor de Português. Esta sexta-feira termina o primeiro período do atual ano letivo

Na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, há pelo menos 200 alunos que nunca conheceram o professor de pelo menos uma das disciplinas.  Há oito turmas que, desde o início do ano letivo, não têm aulas de Inglês, Francês ou Português e o problema estende-se às outras escolas do agrupamento.

“Temos dois sétimos anos nesta escola e dois oitavos na outra escola que desde o início do ano ainda não tiveram uma aula de inglês”, conta à CNN Portugal Alexandra Tavares, professora de Inglês da Sebastião da Gama, onde dá aulas há três anos.

Professora há 33 anos, garante que nunca viu o panorama da falta de professores como agora: “Neste momento, são oito turmas sem professor a pelo menos uma disciplina. A disciplina mais afetada é o Inglês. Temos um horário de secundário com quatro turmas, 10º e 11º, porque a professora se reformou a 30 de outubro e, desde aí, o horário vai a concurso todas as sextas-feiras e ninguém pega”.

A professora estima que um total de 300 alunos em todo o Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama não tenham ainda conhecido o professor de Inglês, Francês ou Português. Uma situação que preocupa os pais e encarregados de Educação. Rui Moreira, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária Sebastião da Gama, diz que as queixas são diárias. “Os pais manifestam cada vez mais o seu interesse pela escola, pela falta de professores. Estamos a falar do futuro, da próxima geração. Recebo emails diariamente, recebo chamadas, recebo mensagens de WhatsApp de pais que me perguntam o que se está a fazer, o que se vai fazer a esse respeito”, diz.

1.650 ou 3.000?

O caso desta escola de Setúbal não é único. Questionado pela CNN Portugal, o Ministério da Educação fala num máximo de 1.650 alunos sem professor a pelo menos uma disciplina desde o início do ano. Mas o movimento cívico Missão Escola Pública faz outras contas. “Desde o início do ano letivo, temos cerca de 3.000 alunos sem professor”, contabiliza Cristina Mota, porta-voz do movimento cívico de professores Missão Escola Pública.

O número multiplica-se por 10 se contabilizarmos também os alunos que até já tiveram aulas este ano, mas que deixaram de ter porque os professores ficaram doentes e estão de baixa ou que se reformaram: “Neste momento sem professor, ainda que não todos desde o início do ano letivo, são 32 mil alunos”.

O drama da falta de professores é nacional, mas faz-se sentir sobretudo na região da Grande Lisboa e na península de Setúbal. “Só aqui no distrito de Setúbal temos três escolas: a Sebastião da Gama, onde há oito turmas que não têm professor a pelo menos uma disciplina desde o início do ano, a Lima de Freitas, com duas turmas nessa situação, e a D. João II, também com duas turmas. Em Lisboa, em Benfica, a escola José Gomes Ferreira tem 12 turmas sem professor a pelo menos uma disciplina desde o início do ano letivo e, em Camarate, todas as turmas do 7º ano estiveram sem aulas de português até à semana passada, altura em que, por pressão dos encarregados de educação, a escola distribuiu os horários pelos outros professores do grupo disciplinar. E temos ainda uma escola em Mafra com duas turmas sem professor”, enumera Cristina Mota.

Sem avaliação e com mais desigualdades e futuro incerto

São alunos que vão ficar sem avaliação no período que agora termina e sem as aprendizagens e os conteúdos a disciplinas estruturantes para o percurso académico. Mesmo nas escolas que estão organizadas por semestre, ainda que seja colocado um professor nos próximos dias, não haverá o número suficiente de aulas para haver avaliação. E para o ano, o mais certo é haver um reforço de horários para que haja recuperação de aprendizagens.

“Para o próximo ano dar resposta a esta situação, estes alunos terão de ter uma carga horária superior às disciplinas que agora viram ficarem condicionadas devido à falta de professor. (…) Os apoios vão deixar de ser apoios para passarem a ser um tempo letivo, para acrescentar ao tempo letivo dos alunos”, lamenta a porta-voz do Missão Escola Pública.

Ao distribuírem os horários, as escolas vão tendo o cuidado de assegurar professor para as turmas dos anos que vão ter exame nacional de final de ciclo. Por isso, os sétimos e oitavos anos são aqueles onde o problema de alunos sem professores durante meses é mais significativo. E a tendência é para um agravamento: há falta de professores e não há quem o queira ser.

“Eu temo que nos próximos dois ou três anos, quando o meu filho entrar aqui nesta escola [Secundária Sebastião da Gama], a falta de professores ainda seja mais evidente. Neste momento, já está muito grave, mas daqui a dois ou três anos vai ser bem pior”, lamenta o professor de biologia Gustavo Bastos e pai de uma criança que está no 4º ano de escolaridade.

A cura e os “pensos rápidos”

Por isso, pais e professores pedem que sejam tomadas medidas para travar a falta de docentes e atrair jovens para a profissão. “A nível de escola o que se tem feito são pensos rápidos. Muitas vezes os colegas ficam com horários de professores que faltam, o que origina uma sobrecarga grande. Às vezes há colegas que têm de aceitar esses horários, levando-os ao esgotamento muito rapidamente”, lamenta Gustavo Bastos.

“Têm de se tornar as condições novamente mais atrativas para a profissão. Isso tem de ser pensado a montante, a nível do Ministério, e alterar o percurso que temos vindo a percorrer nos últimos anos”, acrescenta.

Cristina Mota sublinha que o assunto tem de ser resolvido já e que poderia ser amenizado com apoios efetivos para trazer os docentes que residem noutras zonas do país e ainda não têm colocação para as regiões onde são necessários: “O Governo poderá fazer uso dos 8 milhões que disse estarem previstos no Orçamento do Estado e que dizem respeito ao PRR, e que o Presidente da República diz que este Governo em gestão tem legitimidade para usar, para dar apoio à renda e à habitação dos professores fazendo com que alguns que anda se encontram a norte sem colocação pudessem vir para esta zona dar aulas.”

Mas é preciso fazer mais. “Perdemos 30% do nosso poder de compra, perdemos o respeito social, as condições são piores do que quando comecei a dar aulas, ao nível das infraestruturas e da indisciplina, a burocracia aumentou imenso… há casos de professores que vêm aqui dois ou três meses e saem. Há uma série de pontos que, todos somados, tornaram a carreira pouco atrativa”, lamenta Gustavo Bastos.

E, em jeito de provocação, o docente deixa uma questão a quem tutela a Educação em Portugal: “Eu pergunto se os nossos decisores políticos têm filhos com um período inteiro sem aulas de português ou sem aulas de inglês. Como é que eles se sentiriam caso tivessem um filho ou alguém de quem gostassem muito um período inteiro sem disciplinas estruturantes”.

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mais de 32.500 alunos sem professor no fim do 1º período

“Será muito difícil recuperar”: mais de 32.500 alunos sem professor no fim do 1º período

 

 

Esta sexta-feira é o último dia de aulas do 1º período para a maioria dos alunos. Mais de 32.500 estão sem professor a pelo menos uma disciplina. Cristina Mota, professora representante da “Missão Escola Pública”, sublinha que “as aprendizagens estão certamente condicionadas” e “será muito difícil recuperar”.

 

No último dia do primeiro período, há alunos que entram de férias sem terem tido aulas a pelo menos uma disciplina. Segundo a Fenprof, 32.500 alunos sem professor a pelo menos uma disciplina. Inglês e Português são as áreas com mais falta de docentes e é no sul que o problema mais se acentua. As regiões de Lisboa, Setúbal e Faro apresentam as maiores dificuldades nas contratações. Cristina Mota, professora representante da “Missão Escola Pública”, dá conta dos detalhes da situação e das implicações da situação na avaliação dos alunos.

“Temos neste momento 43 turmas que não tiveram professor este período inteiro, portanto este trimestre não tiveram professor, principalmente nas disciplinas de Português, Francês e Inglês. São alunos que não vão ter avaliação este período garantidamente, o mesmo acontecendo com alunos que, ainda que tenham tido professor, não tenha o número de aulas suficientes para garantir essa avaliação”, explica Cristina Mota.

 

A agravar a situação, está também o aumento do número de profissionais que se aposentaram. Só este ano, as escolas públicas perderam mais de 3.500 docentes para a reforma. A partir de 1 janeiro vão sair mais de 400.

Portugal tem, neste momento, uma das classes docentes mais envelhecidas da Função Pública. A média de idades, no ensino público, é superior a 50 anos.

Em entrevista na SIC Notícias, a professora Cristina Mota sublinha a preocupante situação de falta de docentes este ano, que carece de resolução urgente.

“Ainda que venham a ter professor, terão as aprendizagens certamente condicionadas e provavelmente para o ano vão ter de ter um reforço na carga horária para conseguirem ver estas lacunas e será muito difícil recuperar”, considera a docente representante da “Missão Escola Pública”.

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Calendário do Advento Escolar – Dia 15

Dia 15 – Inertes – Professores parados no tempo e que optam por não  lutar, apesar de tudo o que se passa à sua  volta.

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Concurso extraordinário de docentes do ensino artístico especializado das artes visuais e dos audiovisuais – Candidatura

 

Aplicação disponível entre os dias 15 e 21 de dezembro de 2023 (18:00 horas de Portugal continental) para efetuar candidatura ao concurso extraordinário das artes visuais e dos audiovisuais.

Manual de instruções – Candidatura ao Concurso Extraordinário das Artes Visuais e dos Audiovisuais

SIGRHE

 

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Retificação dos novos QZP

Declaração de Retificação n.º 30/2023, de 15 dezembro:

Retifica a Portaria n.º 345/2023, de 10 de novembro, que procede ao redimensionamento do âmbito geográfico dos quadros de zona pedagógica e extingue os quadros de zona pedagógica criados pela Portaria n.º 156-B/2013, de 19 de abril

https://files.diariodarepublica.pt/1s/2023/12/24100/0003500045.pdf

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PISA: o facilitismo das análises truncadas

PISA: o facilitismo das análises truncadas
Quem lê o relatório e tem literacia matemática sabe que as diferenças entre Portugal e a OCDE não têm relevância estatística.

PISA: o facilitismo das análises truncadas

A participação de Portugal nos vários estudos da OCDE tem constituído um importante instrumento de apoio ao desenvolvimento das políticas educativas nacionais. O PISA constitui-se como uma referência útil e fiável, por permitir comparações entre países numa base multifatorial e análises de tendências em séries longas de valor absoluto e relativo. Como esperado, o PISA 2022 reflete, a nível global, os efeitos da pandemia e continua a revelar uma tendência de 10 anos de abaixamento da média da OCDE. Pela sua importância, o PISA também se tem tornado arma de arremesso político-partidário por todo o mundo. Lemos os jornais internacionais da última semana e parecem uma cópia dos nossos. No contacto informal com ministros de vários países europeus, o retrato foi sempre o mesmo: as oposições (políticas e comentaristas) centraram-se apenas nos dados nacionais. Portugal não foi exceção e lemos e ouvimos a opinião (e relativa análise) muito marcada por um clima de pré-campanha eleitoral que já se sente.
Que fique bem claro: uma queda nos desempenhos é negativa em termos absolutos e relativos e deve convocar todos os esforços para os entender e agir sobre eles.
Todavia, o PISA não é um ranking de países, ainda que isto perturbe os entusiastas das seriações. É um conjunto bastante extenso de dados, de correlações, de cruzamentos de tendências e indicadores que merecem um estudo aprofundado, sistemático e racional. É uma prova de avaliação de competências, que avalia o desempenho dos alunos com 15 anos em tarefas de aplicação do seu conhecimento a situações reais.
Em muita opinião produzida, pudemos registar análises mal informadas, enviesadas, parcelares ou reducionistas, ainda que – quero acreditar – na boa intenção partilhada de respondermos melhor aos alunos. Em nome do rigor, importa clarificar alguns aspetos, para que nos possamos concentrar na análise fina dos resultados.
1. Em Portugal, tivemos uma evolução rápida na primeira década de 2000, contrariando a narrativa dos analistas da altura de que esta tinha sido a “década perdida para a educação”. Convergimos com a média da OCDE e esse tem sido o comportamento de Portugal, mesmo no contexto de queda. Obviamente, não nos contentamos em ser medianos e, por isso, o trabalho deve continuar.
2. Comparando a queda de Portugal com a da OCDE, construiu-se o argumento de que Portugal estava muito pior do que os outros países. Qualquer analista sério sabe que há diferenças significativamente estatísticas e outras que não são significativas. Quem lê o relatório e tem literacia matemática sabe que as diferenças entre Portugal e a OCDE não têm relevância estatística.
3. O argumento de que a queda no PISA é fruto da governação socialista dos últimos 8 anos só colheria se o PS tivesse governado em praticamente todos os países da OCDE.
4. O argumento de que a queda no PISA se relaciona com a abolição de exames no 4.º e no 6.º ano em 2016 colide com a realidade. A maior evolução de Portugal no PISA dá-se quando estes exames não existiam, tendo sido criados em 2012 e 2013, quanto aos 6.º e 4.º anos, respetivamente; o pico dá-se em 2015, quando participaram alunos que não tinham realizado estes exames, dado que quando estavam nos 4.º e 6.º anos não tinham ainda sido introduzidos tais exames; em quase todos os países de topo (por exemplo, Coreia, Canadá, Estónia) não existem exames no básico, apenas provas de aferição amostrais ou universais.
5. O PSD alegou que a média da OCDE desceu pela entrada de países com desempenhos baixos, evidenciando uma fraquíssima análise dos relatórios PISA, em que se mostra que as tendências são analisadas a partir de um conjunto fixo de países, para controlar esses efeitos.
6. O argumento de que a queda do PISA se correlaciona com a adoção de um currículo em que conhecimentos e competências estão interligados, em detrimento de uma legislação que tinha erradicado a palavra “competência”, colide com a realidade. De facto, num país como o Reino Unido, que tem um currículo estruturado apenas em conhecimentos, a queda foi muito equivalente à portuguesa. A Irlanda, com um currículo assente em competências na leitura na Irlanda, teve um desempenho elevado.
7. Seria fácil se houvesse uma correlação simples com a duração do encerramento das escolas. Acontece que a Suécia, país conhecido como tendo optado por não encerrar, teve uma queda semelhante à de outros países e a Itália, que teve um dos períodos mais longos de encerramento, não regista quedas que se diferenciem das de outros países.
Importa, pois, que haja seriedade nas análises. O PISA também tem dados positivos para Portugal, indicando-o como um país promotor de sentimento de pertença às escolas, em que os pais se preocupam com o dia-a-dia escolar ou em que os alunos reportam que comem uma refeição quente todos os dias.
Sejamos capazes de ler as recomendações da OCDE e encontrar vários dos caminhos que têm sido seguidos por Portugal (não apenas neste ciclo político): maior autonomia para escolas, investimento em apoio aos alunos em detrimento da retenção; promoção de competências de autonomia de estudo e de apoio socioemocional. O trabalho desenvolvido no currículo da Matemática ou os trabalhos em curso sobre a complexidade na leitura seguem de perto as práticas de países com performances de topo. Não lemos em nenhuma recomendação as soluções fáceis da exclusão, da retenção, da meritocracia simplista ou da implementação de exames o mais cedo possível. O verdadeiro facilitismo está nas análises truncadas e redutoras. O maior desafio de Portugal continua a ser a redução das desigualdades na e através da educação e isso não é simplista nem fácil, nem se alimenta de análises ligeiras.

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Retificação dos QZP

Foi publicada hoje a retificação aos novos QZP que por erro tinha colocado Chaves, Boticas e Montalegre no QZP 1. Ainda não foi publicada a portaria de vagas ao concurso de transição para os novos QZP.

Declaração de Retificação n.º 30/2023

Nos termos das disposições da alínea f) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 20/2021, de 15 de março, conjugadas com o disposto no n.º 1 do artigo 11.º do Regulamento de Publicação de Atos no Diário da República, aprovado pelo Despacho Normativo n.º 16/2022, de 30 de dezembro, e no artigo 5.º da Lei n.º 74/98, de 11 de novembro, alterada e republicada pela Lei n.º 43/2014, de 11 de julho, declara-se que a Portaria n.º 345/2023, de 10 de novembro, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 218, de 10 de novembro de 2023, saiu com as seguintes inexatidões, que, mediante declaração da entidade emitente, assim se retificam, republicando-se na íntegra o anexo a que se refere o n.º 2 do artigo 2.º

 

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PISA: o facilitismo das análises truncadas

João Costa, in Público

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Votar é gratuito…

Votar é gratuito, não implica nenhuma subtracção em termos salariais, ao contrário da eventual adesão a algum dia, ou a vários dias, de Greve, que corresponderá sempre a uma determinada redução no vencimento…

Ao longo dos últimos meses, de pretensa contestação, ouviu-se, recorrentemente, o argumento de que a adesão a determinadas Greves, como as decretadas por tempo indeterminado, era financeiramente incomportável, dadas as respectivas implicações negativas ao nível do vencimento mensal, pelo que essa foi a principal justificação para se renunciar à participação nas mesmas…

Sendo compreensível e legítimo o anterior argumento, existe, agora, uma alternativa de contestação gratuita, porventura, até, constituindo-se como a forma mais válida de expressar indignação, e que não comporta quaisquer custos, em termos de vencimento:

– No próximo dia 10 de Março, não deixar de exercer o direito (e o dever) de voto…

Que forma mais eficaz e mais válida de expressar indignação ou descontentamento poderá existir?

Relembrando a política educativa/acção governativa dos últimos oito anos e os motivos existentes para não deixar de exercer o direito de voto no próximo dia 10 de Março:

– Durante os oito anos de Governação por António Costa, inicialmente através da Geringonça e depois pela maioria absoluta parlamentar, as políticas do Ministério da Educação foram sucessivamente dominadas pelo “pensamento iluminado” de várias “eminências pardas” que, em prol da fantasia e de ideias delirantes, frequentemente confundidas com inovação educacional, ajudaram a transformar a Escola Pública num misto de incoerência, desacerto e alucinação…

– Os oito anos de Governação de António Costa contribuíram, de forma determinante, para a descredibilização da Escola Pública e para a desvalorização do trabalho docente…

– A Classe Docente sofreu o maior vilipêndio de que há memória em 2017, traduzido pelo ignóbil roubo do tempo de serviço, e, como se isso não bastasse, viu-se obrigada a executar um ininterrupto trabalho insano, principal consequência de tão prolixo “pensamento iluminado”…

– No geral, as escolas funcionam como se fossem infernais “rodas de hamster”, muitas vezes sem consciência, sem senso e sem pensamento crítico e, em oito anos de Legislatura, nunca o Governo manifestou a intenção de alterar o actual modelo de gestão e administração escolar…

– As demissões de membros do Governo foram muitas, quase sempre motivadas por diversos escândalos, trapalhadas e, sobretudo, suspeitas… Muitas suspeitas… Suspeitas de corrupção, de favorecimentos, de tráfico de influências ou de participações ilícitas em negócio, alegadamente com consequências lesivas para o erário público…

– O Governo, agora formalmente demitido, caiu como uma “maçã podre”, sem a intervenção directa de terceiros, ainda que António Costa prefira atribuir essa culpa ao célebre parágrafo da Procuradoria-Geral da República, tentando, assim, ilibar-se de qualquer responsabilidade pelo seu próprio fracasso…

Os Professores que sentiram na pele os efeitos perniciosos da acção governativa da dupla António Costa/João Costa estarão dispostos a conceder-lhes algum tipo de indulto e a confiarem, outra vez, o seu voto ao Partido Socialista?

Ao contrário da adesão a uma Greve, votar é gratuito…

Protestar e demonstrar indignação através do voto é fácil e é barato, pelo que se esvaziam as desculpas para não o fazer…

A oportunidade sublime para protestar contra as políticas educativas vigentes não poderá deixar de se traduzir pelo exercício do direito de voto no próximo dia 10 de Março…

Se as políticas educativas concebidas pela dupla António Costa/João Costa forem, de facto, as principais causas da insatisfação e do mal-estar docente, como comummente é afirmado pelos próprios Professores, espera-se, em coerência com o anterior, que os mesmos não confiem o seu voto ao Partido Socialista…

Até porque os dois candidatos à liderança desse Partido Político, José Luís Carneiro e Pedro Nuno Santos, além de serem figuras indissociáveis do Governo de António Costa, são também seus seguidores confessos e assumidos…

O silêncio dos que se abstêm, optando por não votar, enfraquece a Democracia e retira legitimidade a quaisquer reclamações posteriores…

E quem, por comodismo, não exerça o seu direito de voto no próximo dia 10 de Março, que se cale para sempre… As lamúrias e os arrependimentos deixam de ser admissíveis depois desse dia…

Urge pôr cobro às “imitações postiças” de Democracia, onde abundam os “democratas de plástico” e os “democratas pechisbeque”, que ostentam cravos vermelhos na lapela, previsivelmente, para disfarçar a sua arrogância e a sua prepotência…

E a melhor forma de alcançar esse desígnio será sempre por via da participação massiva nas eleições…

Agora, mais do que nunca, é imprescindível votar…

Declaração de Interesses:

Não tenho qualquer filiação partidária, mas serei, com certeza, “objectora de consciência” ao voto no Partido Socialista e no Partido Chega.

Por aí não irei, com certeza.

Abomino tudo o que me faça lembrar do Estado Novo, ou que o tente revalidar, como o Programa Eleitoral do Partido Chega, que considera o lema “Deus, Pátria, Família e Trabalho” como parte intrínseca da sua identidade.

Não suporto as manifestações de arrogância, nem os tiques de censura, como os que foram evidenciados pelo Governo de António Costa, paradigmaticamente ilustrados pela instauração de um processo disciplinar a uma Directora de Agrupamento de Escolas, sancionada pelo “crime” de exibição de uma frase numa tarja, que não apresenta qualquer conotação política, sindical ou partidária ou expressão de ofensa, difamação ou injúria dirigida a alguém.

O conteúdo deste texto apenas me compromete a mim, que o escrevi.

Paula Dias

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Resultados da Sondagem do Blog – PSD Vence e PS Afunda-se no 4.º Lugar

O resultado da sondagem do Blog DeAr Lindo para as legislativas do dia 10 de março teve 2186 participações dos leitores e colocou à frente o PSD com 36,18% das intenções de voto, seguindo-se o CHEGA com 14,23%. Em terceiro lugar ficou o Bloco de Esquerda com 11,94% das intenções de voto e o PS afundou-se no 4.º lugar com 9,56%.

O PCP e o LIVRE tiveram entre 4 a 5% de intenções de voto e a Iniciativa Liberal, o CDS, e o PAN parecem não reunir muitos simpatizantes entre a classe docente

Existem nesta altura 8,65% de indecisos e 2,93 afirmam que não vão votar ou votam em branco.

A classe docente coloca o PSD claramente à frente das intenções de voto e mostra um cartão vermelho ao Partido Socialista.

Mas como já vimos em 2022, a opinião da classe docente não é a mesma que poderá afigurar-se nas urnas, no dia 10 de março,

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Concurso extraordinário de docentes do ensino artístico especializado das artes visuais e dos audiovisuais – Aviso de abertura

Concurso extraordinário de docentes do ensino artístico especializado das artes visuais e dos audiovisuais – Aviso de abertura

 

 

Encontra-se disponível o aviso de abertura no âmbito do Concurso extraordinário das artes visuais e dos audiovisuais.

Aviso de Abertura do Concurso Extraordinário das Artes Visuais e dos Audiovisuais – Escola Artística António Arroio e Escola Artística Soares dos Reis

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Calendário do Advento Escolar – Dia 14

Dia 14  – Prepotentes – Diretores Escolares subservientes ou alinhados com interesses políticos.

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Para Publicação em DR – Fixa o número de vagas dos quadros de zona pedagógica, por grupo de recrutamento.

Encontra-se para publicação em Diário da República a  Portaria que fixa o número de vagas dos quadros de zona pedagógica, por grupo de recrutamento.

 

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Tolerância de ponto

O Governo decidiu conceder tolerância de ponto nos dias 26 de dezembro e 2 de janeiro aos trabalhadores que exercem funções públicas no Estado.

Considerando que é tradicional a deslocação de muitas pessoas para fora dos seus locais de residência no período natalício e de ano novo tendo em vista a realização de reuniões familiares; considerando a prática que tem sido seguida ao longo dos anos; considerando a tradição existente no sentido da concessão de tolerância de ponto, nesta época, nos serviços públicos não essenciais, é concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos nos próximos dias 26 de dezembro de 2023 e 2 de janeiro de 2024.

Excetuam-se os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente.

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O Comunicado da FNE Sobre as Mentiras de António Costa

Desonestidades e desinformação na entrevista do primeiro-ministro sobre educação

 

Dia 11 de dezembro, o Primeiro-Ministro António Costa concedeu uma entrevista à TVI/CNN em que falou sobre a Educação, porém, o seu discurso ficou marcado por uma série de distorções, falsidades e pura desresponsabilização.

Falsas Alegações sobre Monodocência

Um dos pontos abordados foi a suposta falta de interesse e disponibilidade dos sindicatos em negociar condições específicas para os docentes em monodocência (educadores de infância e professores do 1º Ciclo). Contudo, é imperativo esclarecer que nunca houve uma proposta formal nesse sentido. O que foi comunicado aos sindicatos foi apenas uma ideia, inclusive com um texto que foi divulgado à imprensa, mas posteriormente retirado devido a diferenças em relação ao esboço apresentado no final de uma reunião em que se trataram outras matérias.

Portanto, o assunto nunca foi efetivamente levado à mesa de negociações, apesar do que o Primeiro-Ministro insinuou. Sugerimos ao Primeiro-Ministro que torne pública a convocatória e a proposta negocial que diz ter sido apresentada aos sindicatos sobre a alteração do regime de Monodocência, ou que explique o mal-entendido que eventualmente possa ter sido criado no Conselho de Ministros. Ou o Ministro da Educação lhe disse ter feito algo que não fez (negociação sobre esta matéria) e nesse caso terá de se esclarecer com ele ou deverá assumir publicamente que as afirmações produzidas não correspondem à verdade.

Recuperação do Tempo de Serviço: Contradições e Teimosias

Quanto à recuperação do tempo de serviço, novamente foram proferidas inverdades. O Ministro da Educação, João Costa, mencionou em diversas oportunidades um valor de aproximadamente 311 milhões de euros anuais para essa recuperação, um montante plenamente sustentável pelo orçamento do Estado. Surpreendentemente, António Costa persistiu em bloquear essa possibilidade.

Na entrevista, o Primeiro-Ministro afirmou que os sindicatos “se acantonaram” nesta luta, ignorando o fato de que a frustração resulta, em grande parte, da postura inflexível do governo. Importa perceber qual o nível de confiança que o Primeiro-Ministro tem no seu Ministro da Educação, depois das declarações prestadas pelo último, quando afirmou como legitimas e justas as reivindicações dos professores e educadores sobre esta matéria e que a recuperação do tempo de serviço deverá ocorrer desde que haja vontade governativa. Fica claro onde está a falta de vontade e a teimosia que a FNE desde sempre denunciou, bem como a contradição entre as duas personalidades em causa. A FNE reafirma ter apresentado diversas propostas ao longo da legislatura, abrangendo não apenas a recuperação do tempo congelado, mas também questões como eliminação da burocracia, modelo de concursos, mobilidade por doença, combate à precariedade, ensino de português no estrangeiro, carreiras especiais e necessidade de formação específica dos trabalhadores não docentes, entre outras.

Omissões da UTAO: Propaganda ou Realidade?

Já hoje fomos confrontados com uma notícia do jornal “Público” em que a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) considera não ter meios para avaliar o custo da devolução dos 6 anos, 6 meses e 23 dias de serviço aos professores. A FNE observou as declarações de um dos candidatos à liderança do PS que assumia ser a favor da negociação da recuperação do tempo congelado, mas que se iria apoiar na UTAO para alcançar o número e a forma de o fazer, assim como o pedido do PSD para esta instituição realizar um estudo sobre o tema.

Não podemos deixar de manifestar a nossa perplexidade sobre o facto de um possível candidato a Primeiro-Ministro, outrora Ministro do atual Governo (em gestão) ter sido parte das decisões e ter votado contra a recuperação desse tempo de serviço, o ter feito sem a informação dos custos em causa.

Assim, fica evidente que o que sempre esteve em causa não foram critérios orçamentais, mas sim opções meramente políticas que contribuíram para a degradação do sistema público de ensino, da qualidade das aprendizagens, dos resultados escolares dos nossos alunos, da falta de condições de trabalho digno e desvalorização da Carreira Docente. Agora, somos confrontados com este bloqueio, que funcionará como desculpa ou desresponsabilização política, o que nos leva a colocar a hipótese de estarmos apenas perante uma bandeira de propaganda eleitoral que poderá resultar numa mão cheia de nada depois do dia 10 de março de 2024 para os professores.

A FNE vai manter-se atenta, vigilante e atuante, junto com os seus sindicatos e trabalhadores que representa, fazendo chegar à tutela e aos partidos políticos, as suas propostas, soluções e ideias para que se alcancem respostas urgentes para as várias matérias a necessitar de negociação. Porque o futuro está na Escola e Portugal tem de ter Esperança.

 

Porto, 12 de dezembro de 2023

A Comissão Executiva da FNE

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Opinião – Carlos Calixto

A EDUCAÇÃO E A “MAGISTER” FERIDA POLÍTICA ABERTA

DA WOKE-INFLUE À REALPOLITIK DA ESCOLA PÚBLICA

 

Provocatio provocatore per absurdum”.

O ano da graça de 2023, para os professores e educadores, em balanço que fica para a História docente em Portugal, caracterizou-se pela afirmação inquebrantável de carácter, dignidade, insubmissão, resiliência e resistência, profissionalismo, consciência de classe, amor à escola pública, e luta desigual  mas sem tréguas de professores e sindicatos contra a opressão de um Governo hostil, de um Ministério da Educação (ME) provocador e de um ministro da Educação “marioneta-fantoche”, sem estaleca para o cargo, que prima pela desonestidade intelectual e pela desinformação zumbi, sem poder e personalidade política, e sem respeitabilidade e honorabilidade estadística.          A dupla A. Costa & J. Costa falhou, “pecou” e chumbou na Educação, Ensino e Escola Pública massificada, de (in)qualidade e (n)inclusiva. “Defecit educatione”!

Para a História fica o testemunho do professorado focado, empenhado e com uma determinação inabalável no juízo e na luta, pela razão “finatis” que nos assiste e levará à “ultima victoria”, em 2024.

Afinal, com eleições à porta há condições e há dinheiro. Como disse V. Ex.ª?! Então, porquê o “brincar” às pseudo-negociações, mentir à opinião pública portuguesa, “roubar” os educadores e professores nos seus direitos, tempo de serviço ultra-congelado, defraudar expectativas, extorque-subtracção de dinheiros de quem trabalha, empobrece e “indigece”, alegadas e reiteradas violações do Estado de Direito democrático, e da própria Constituição da república portuguesa, da (i)legalidade do Estado “fora da lei”, com a condenação dos tribunais por uso e abuso do impedimento do direito legal e inalienável à greve. Afinal foram oito (8) anos de “perditus tempus”; de danos e estropícios pessoais e colectivos irreparáveis e irrecuperáveis.

Carlos Calixto

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