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Set 05 2019
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Set 05 2019
Quando a TVI me convidou para ir ao Jornal das Oito colocar uma questão ao Senhor Primeiro Ministro António Costa, na quarta-feira, dia 28 de agosto, hesitei. Que poderia um professor perguntar ao Exmoº Senhor Ministro num minuto, ainda por cima sem qualquer direito a contraditório? Depois, mesmo consciente de que correria grandes riscos, decidi aceitar o convite. E não imaginei nunca as reações que se sucederiam, vindas de todos os lados.
Centenas de colegas agradeceram-me a coragem de confrontar o Senhor Ministro com as principais dificuldades da nossa classe profissional. Outros colegas, na sua plena liberdade de direitos, manifestaram o seu desagrado perante a minha contribuição, afirmando que estava nervosa, exaltada, agressiva e que em nada ajudei a defender os professores. Não sei se o meu objetivo era defender os professores. Julgo que não. Cheguei à conclusão de que já ninguém nos pode defender. Depois, houve várias vozes ofensivas e mesmo ameaçadoras, inventando ideias mirabolantes como a de eu ter sido contratada pela TVI para confrontar o Senhor Ministro ou mesmo ir fazer a apologia da direita contra a esquerda ou da extrema esquerda contra o Socialismo de Costa. Bem, a verdade é que nada disto me interessa verdadeiramente. Não tenho qualquer filiação partidária e, verdade seja dita, não simpatizo particularmente com o discurso dos políticos.
Vamos pois ao que interessa. Tenho uma pergunta para si, senhor Ministro: dê-nos uma boa razão para, no dia dois de setembro, quando regressarmos à escola, levarmos na mochila a motivação para enfrentarmos mais um ano letivo,
(I) ano este que, sabemos já, vai estar repleto de burocratização, transformando o professor num mero funcionário administrativo e não um profissional de ensino com uma enorme especificidade;
(II) onde as turmas continuarão repletas de alunos indisciplinados, muito mais interessados nos seus telemóveis do que na aula e muito menos ainda na figura do professor;
(III) com professores cujas expetativas de carreira foram totalmente goradas com a espoliação dos nove anos de serviço efetivo;
(IV) no qual a degradação social da função do professor será mais uma vez notória, uma vez que alunos e famílias valorizam a função de certificação da escola e pouco mais;
(V) onde há professores deslocados, a muitos quilómetros de distância dos seus lares, obrigados a passar a semana em quartos arrendados e mesmo em tendas de campismo;
(VI) ao longo do qual daremos à escola muitas mais horas do que aquelas que nos são pagas, quer em atividades extra com os alunos, quer em preparação de aulas, correção de trabalhos e testes, recorrendo muitas vezes aos nossos próprios recursos.
Dê-nos uma boa razão, Senhor Ministro, ou, por outras palavras, se em vez de político o Senhor Ministro fosse professor, a que estratégias automotivacionais recorreria para encontrar a energia, o ânimo, a alegria para fazer a diferença na vida dos seus alunos, algo que os professores fazem dia após dia, ano após ano?
O Senhor Primeiro Ministro teve o cuidado de nos relembrar algo importante: tenho a certeza de que o que mais motiva os professores são os seus alunos. Não tive oportunidade de lembrar ao Senhor Ministro que há turmas e alunos tão indisciplinados e insolentes, reflexo desta sociedade em que vivemos, dos quais só nos apetece fugir. Hasteou, de seguida, as bandeiras da flexibilização curricular e da crescente autonomia das escolas, sem deixar também de referir as mais de setecentas escolas que se encontram em obras de recuperação e / ou remodelação. Acrescentou ainda que nos próximos quatro anos, em média, todos os professores poderão progredir dois escalões. E concluiu afirmando que, se há algo que é fundamental para a motivação e seguramente para a confiança entre todos, é ninguém assumir compromissos além daquilo que efetivamente pode cumprir.
Sim, Senhor Ministro! Concordamos consigo. E se os professores também não assumissem compromissos com a escola para além daquilo que efetivamente conseguem cumprir? Como seria?
in Visão
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Set 05 2019
O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. informa que decorre entre 06 e 13 de setembro de 2019 o período para apresentação de candidaturas para um docente em Estudos Portugueses na Universitas Indonesia, em Jacarta, Indonésia.
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Set 04 2019
Reforço da proteção na parentalidade, alterando o Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, e os Decretos-Leis n.os 89/2009, de 9 de abril, que regulamenta a proteção na parentalidade, no âmbito da eventualidade maternidade, paternidade e adoção, dos trabalhadores que exercem funções públicas integrados no regime de proteção social convergente, e 91/2009, de 9 de abril, que estabelece o regime jurídico de proteção social na parentalidade no âmbito do sistema previdencial e no subsistema de solidariedade.
Lei n.º 90/2019 – Diário da República n.º 169/2019, Série I de 2019-09-04
Altera o Código de Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, e respetiva regulamentação, e o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, aprovado pela Lei n.º 110/2009, de 16 de setembro.
Lei n.º 93/2019 – Diário da República n.º 169/2019, Série I de 2019-09-04
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Set 04 2019
Foi num abrasador final de tarde de sexta-feira, 30 de agosto, que Tiago Brandão Rodrigues abriu as portas do seu gabinete, na Av. Infante Santo, em Lisboa, com vista sobre o Tejo e sobre a Margem Sul, para uma longa entrevista à VISÃO. O ministro da Educação desferiu todos os ataques que guardou durante a legislatura e mostrou-se disponível para mais quatro anos ao lado de António Costa.
Lamentou que os sociais-democratas e os centristas estejam “tão à rasca” ao ponto de se agarrarem a casas de banho para criticarem o despacho do Governo acerca dos alunos transgénero; falou dos truques que adotou para contornar a mão de ferro do ministro das Finanças; devolveu os remoques que o líder da Fenprof, Mário Nogueira, tem vindo a fazer-lhe; e secundou o primeiro-ministro na ideia de que um PS fraco e um BE forte poderá significar a ingovernabilidade do País.
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Set 04 2019
Para os professores, com estima
Não vejam nostalgia (embora por vezes vá parecer). Vejam o galope (que a escrita não traduz) a que o meu cérebro põe o meu coração, quando pensa no ano penoso que se inicia para tantos professores.
Poderia começar por recordar à sociedade desinteressada pelos seus professores números apurados por Raquel Varela: 22.000 usam medicação em demasia; 85% manifestam sinais de despersonalização; 47,8% apresentam sintomas preocupantes de exaustão emocional; 91% consideram que baixou o prestígio da profissão; 31% expressam desmotivação para ensinar; 85% referem que o Ministério da Educação não valoriza o seu trabalho; 80% sentem que diminuiu a sua autonomia e o seu poder de decisão.
Poderia perguntar a todos os políticos, que se aprestam a ir a votos, como conciliam a desconsideração e a exaustão assim expressas com as promessas que sempre fazem.
Poderia detalhar o perfil profissional oculto dos que deviam simplesmente ensinar e acabam psicólogos, assistentes sociais, funcionários administrativos, instrutores de processos disciplinares, mediadores parentais, vigilantes de recreios, socorristas e tudo o mais que um escabroso assédio laboral e moral lhes despeja em cima.
Poderia referir-me aos pequenos monstros saudosistas e populistas, que odeiam os professores e que vão saindo detrás das pedras onde se acocoraram há 45 anos.
Poderia falar de António Costa, para quem professor é “capital humano” que se arruma ano a ano, e do seu bem-sucedido esforço para limitar o direito à greve de várias classes profissionais, que teve nos professores o primeiro ensaio, num processo onde se ameaçou, impôs e proibiu, com artimanhas para causar medo e desmobilizar, tudo com a conivência de uma sociedade que se deixou manipular e virar contra aqueles a quem entrega os filhos durante mais tempo do que passa com eles.
Poderia citar o aumento do centralismo do Estado, promovido por um ministério que planta plataformas informáticas a eito, para vigiar e impor uma estranha quanto pérfida autonomia pedagógica.
Poderia dissertar sobre as decisões cruciais que têm vindo a ser tomadas por políticos pedagogistas, adolescentes e caprichosos, que dominam uma classe proletarizada, anestesiada e entretida com doutrinas que se sobrepõem facilmente à razão profunda.
Poderia narrar o trabalho obrigatório a que os professores estão sujeitos para decifrar e cumprir torrentes de solicitações asfixiantes, sob nomes pomposamente modernos mas substantivamente inúteis.
Poderia recordar os insultos e as agressões a que alguns pais e alunos sujeitam os professores, a coberto da passividade protectora do bom nome das instituições.
Poderia trazer-vos às lágrimas contando histórias (que um dia escreverei se sobreviver aos seus protagonistas) de professores-heróis que, generosa e silenciosamente, arrancaram pedaços de si para resgatar alunos perdidos por intermináveis desamparos de pais e do Estado.
Poderia traçar-vos perfis diferentes de tantos professores com quem me cruzei ao longo da vida: o professor-filósofo, o professor-mestre, o professor-rebelde, todos professores-professores, caracterizados pelo amor aos seus alunos.
Poderia, para homenagear todos, vivos e mortos, meus e de todos, evocar dois dos meus professores, já falecidos: ele, professor-família, que foi o primeiro de tantos que me ensinaram a ser professor; ela, professora-amor proibido, que transformou a minha adolescência, fadada para ser pobremente limitada, numa adolescência vivida sem limites.
Poderia perguntar-vos, olhos nos olhos e de coração apertado, que outros profissionais partem todos os anos para longe dos próprios filhos, para cuidar dos filhos dos outros, por pouco mais de mil euros de salário.
Este condicional repetido foi tão-só a figura retórica que me ocorreu para dizer a quem me ler porque abraço hoje, estreitamente, todos os professores que, pelo país fora e por estes dias, vão acolhendo com abraços as crianças e os jovens que retornam às escolas.
Dito isto, queridos professores, levantem-se do chão. Retomem a independência intelectual necessária para impedir que o acto pedagógico se transforme em prática administrativa ou obediência doutrinária e não confundam a verdadeira autonomia com uma dissimulada ditadura de metodologias, por mais “activas”, “democráticas” ou “de projecto” que se digam.
In “Público” de 4.9.19
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Set 03 2019

Dar a conhecer a todos os participantes cenários inovadores de ensino e de aprendizagem é o objetivo do III Encontro Regional de Tecnologias na Educação (ERTE), que decorre na Escola Secundária Domingos Rebelo nos próximos dias 5 e 6 de setembro de 2019.
Inserida no âmbito do ProSucesso, a Direção Regional da Educação realiza, pelo terceiro ano consecutivo, esta iniciativa, que pretende dar a conhecer a toda a comunidade educativa dos Açores ferramentas e recursos digitais que podem ser utilizadas na área da Educação, com benefícios para os alunos.
Sabendo que as novas gerações incorporam no seu dia a dia a utilização dos seus dispositivos móveis e da tecnologia, em geral, de uma forma intuitiva e natural, esta iniciativa inserida no projeto T.O.P.A (Traz O teu Próprio Aparelho) pretende tirar partido dessa utilização por parte dos alunos, para que estes possam utilizar a tecnologia em proveito da sua própria aprendizagem.
Tendo como público-alvo os educadores de infância, os professores dos Ensinos Básico, Secundário e Profissional de todas as áreas disciplinares, de escolas públicas ou privadas, o III Encontro Regional de Tecnologias na Educação contará na sua sessão de abertura com a presença do Secretário Regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, e reunirá alguns dos maiores especialistas regionais e nacionais nas áreas da gamificação na Educação, do storytelling, da programação e robótica, entre outras temáticas.
Com uma forte componente prática, o III ERTE vai também apresentar à comunidade educativa os melhores exemplos de utilização dos dispositivos móveis e tecnologias na Educação, com o objetvo de dotar os participantes com ferramentas necessárias para poderem aplicar os conceitos e técnicas nas suas próprias práticas letivas.
As inscrições podem ser feitas online, em formulário próprio, através da ligação https://edu.azores.gov.pt.
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Set 03 2019
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Set 03 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docente do ensino português no estrangeiro para o 2º/3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, língua espanhola ou catalã, horário a prover, em vacatura, BAR04.
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Set 03 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docente do ensino português no estrangeiro para o 2º/3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, língua inglesa, horário a prover, em substituição, NAM03.
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Set 03 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docente do ensino português no estrangeiro para o 1º Ciclo do Ensino Básico, língua inglesa, horário a prover, em substituição, JOA28
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Set 02 2019
Tendo em previsto a saída da Reserva de Recrutamento 1 para horários anuais que saísse no dia 6 de setembro (sexta-feira) apenas com horários anuais, agora já posso prever que é muito possível que saía antes dessa data, visto que os horários pedidos entre sexta-feira e o dia de hoje já estão em processamento para a RR1.
Acho um tempo curto para este pedido de horários, tendo em conta que a apresentação nas escolas aconteceu apenas durante o dia de hoje,
Mas tendo em conta os timmings dos anos anteriores, e estando os horários em processamento é muito provável que na próxima quarta-feira, dia 4 de setembro a RR1 com horários anuais seja publicada no site da DGAE.
Para quem tiver interesse em ver a sua posição na lista pode ir a este site que será atualizado com a lista de colocados e não colocados na RR1.
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Set 02 2019
Os horários pedidos já estão em processamento para a Reserva de Recrutamento 1, pelo que a desistência da Reserva de Recrutamento encontra-se agora suspensa até à publicação da RR1.
Será antes do dia 6 de setembro, como previ? Possivelmente…

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Set 02 2019
Aplicação de atualização de requisitos – Reposicionamento
Exmo.(a) Senhor Diretor(a)/Presidente da CAP
Informa-se que está disponível, a partir do dia de hoje e até às 18:00 horas do dia 04 de setembro de 2019, a aplicação Reposicionamento 2018-Atualização destinada a atualizar o cumprimento dos requisitos de observação de aulas e/ou de formação contínua dos docentes reposicionados provisoriamente nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio.
Relembra-se que desta aplicação só constam os docentes que ainda se encontram reposicionados provisoriamente para cumprimento de requisitos.
Para o efeito, deverá ser selecionada a opção Reposicionamento 2018-Atualização, conforme imagem infra:

Mais se informa que esta aplicação não se destina ao reposicionamento dos docentes que:
Para o efeito, deve aguardar novas informações desta Direção-Geral.
Com os melhores cumprimentos,
A Diretora-Geral da Administração Escolar
Susana Castanheira Lopes
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Set 02 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docente do ensino português no estrangeiro para o 1º Ciclo do ensino básico, língua francesa, horário a prover, em vacatura, BOR01.
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Set 02 2019
Parece que o Mário anda a ler blogues e lembrou-se de arranjar assunto, por lá, para aparecer no inicio de ano… Sim, Mário, já andamos a alertar para isso há algum tempo.
Fenprof avisa que em breve vai haver “uma enorme falta” de professores
O secretário-geral da Fenprof alertou esta segunda-feira que, caso o Governo não tome medidas, vai começar a sentir-se brevemente “uma enorme falta de professores qualificados nas escolas” portuguesas.
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Set 01 2019
Em Agosto de 2019 foram já pedidos 725 horários para Técnicos Especializados de acordo com a seguinte distribuição pelo distrito de pertença da escola e pelo número de horas em concurso.
O número elevado de horários de 18 horas devem representar meios horários para Psicólogos, tal como os horários de 35 horas são equivalentes a horários completos.
Também existe um elevado número de horários pedidos de 22 horas que estão a concurso para Técnicos Especializados.

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Set 01 2019
Pelo menos sabe ler o que lhe põe no teleponto…
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Set 01 2019
Deixo este exercício do número de colocações na Reserva de Recrutamento 1 por grupo de recrutamento, tendo em conta as percentagens dos anos anteriores para as colocações na RR1 em comparação com a Contratação Inicial.
Com exceção do ano letivo 2017/2018 onde existiram muito mais colocações na RR1 do que na Contratação Inicial (mais 214%) nos outros anos existiram apenas entre 15% e 24% de colocações na RR1 em comparação com a contratação inicial.
Para este estudo procurei trabalhar na percentagem mais baixa (15%) para o resultado final de colocações e em cada grupo de recrutamento também trabalhei com a percentagem mais baixa dos últimos 5 anos.

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Set 01 2019
Números bastante interessantes que convém conhecer.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/09/Balan__o-1.pdf”]
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Ago 31 2019
Ventos de mudança estão a trazer de volta ecos perigosos de outras épocas encenados por lunáticos e gente pouco recomendável a tomar protagonismo nos destinos dos partidos e dos governos em todo o mundo. Mas o nosso país também faz parte do mundo e, cada vez mais, também parte «desse» mundo.
Infelizmente, sabemos da teimosa dificuldade dos povos aprenderem com os erros que cometeram no passado permitindo que a história se repita e ideologias e correntes de pensamento indesejáveis regressem.
Começa a ser muito preocupante o esforço do governo e dos partidos da oposição em tentar limitar, ou mesmo extinguir, o direito à greve.
Têm intentado nesse sentido em várias classes profissionais num processo que visa impor e proibir.
Um bom exemplo disso tem estado a decorrer no caso das recentes greves dos motoristas de matérias perigosas, em que se tem assistido a um ataque aos direitos dos trabalhadores, impondo serviços mínimos, ameaçando judicialmente e tentando dissolver sindicatos. Tudo isso contando com a conivência de um povo que, unicamente preocupado em ter o “pitróil” para poder ir de férias, esquece-se que os trabalhadores têm estado apenas a travar uma luta recorrendo aos meios legítimos para o fazerem.
Mas isto é a consequência do que aconteceu no verão passado quando o governo e alguma classe política oportunista aplicaram a mesma fórmula virando o país contra os professores.
Fizeram terrorismo psicológico com os professores enviando comunicados e despachos para as escolas ameaçando-os com faltas injustificadas, processos disciplinares, ilegalidades e todo o género de artimanhas para causar medo nos profissionais de educação e desmantelar a greve.
E o país aplaudiu.
Usaram a comunicação social como máquina de propaganda enviando os seus sequazes virar a opinião pública contra os professores que nos passou a odiar sem nos darem sequer direito a expor as razões da nossa luta impedindo-nos de esclarecer a população.
E o país aplaudiu.
Fomos queimados na praça pública sem direito a nos defendermos.
E o país aplaudiu.
Impuseram aos professores serviços mínimos impedindo-os de fazer greve.
E o país aplaudiu.
E o comodismo de quem queria ir de férias e ter as notas dos filhos atribuídas resultou numa enorme perda de poder reivindicativo, não só para os professores, mas para todas as outras classes profissionais; para todos os trabalhadores por conta de outrem.
E o país, sedento de sangue e moldado de um espírito de inveja e maledicência gratuitas, estupidamente aplaudiu.
O mais grave de uma situação preocupante que revela o atropelo dos mais básicos direitos dos trabalhadores está no faco do povo não se aperceber que hoje afeta outras, mas amanhã poderá afetá-los a eles.
Mas como não foi travado o défice democrático desta gente que se diz nossos representantes, uma senda por esta via populista e tirânica continua imparável, permitindo que os monstros vão saindo detrás das pedras.
E assim, não foi espanto algum assistirmos ontem à chegada do último grito deste género de ideias e ideais hediondas propostas, desta vez, pelo CDS para os professores, encabeçada pelo desejo de punir grevistas faltosos.
Punir, ameaçar, perseguir, proibir, tudo palavras matizadas de intenções intimidatórias que não casam bem com a palavra “Liberdade”, as quais julguei não ver regressar tão cedo ao meu país – embora o meu desejo naïf fosse de que nunca mais voltassem. Mas elas estão aí, bem à frente dos olhos apáticos de todo este mar de umbigos desfalcados de valores socias, morais e solidários.
Noutros países a mentalidade é tão diferente da nossa. Nações mais produtivos, porque pensam de maneira diferente. Ali para os lados de mentalidades mais desenvolvidas, não se divide para reinar, antes pelo contrário, soma-se para beneficiar todos. Ali, os trabalhadores são premiados e valorizados pelas entidades patronais. Se a empresa deu mais lucro do que o esperado, parte desse lucro é repartido por quem contribuiu para que isso acontecesse, pelos trabalhadores que são o ativo mais valioso de qualquer empresa ou corporação. Um bom exemplo é o da Autoeuropa, que reparte lucros sob a forma de prémios de desempenho/produtividade, revelando-se um oásis numa terra de gente tacanha e cobiçosa.
Porém, não bastando toda esta alucinação repressora e persecutória pelas mãos de quem tem o poder, não satisfeitos com os (9 anos, 4 meses e 2 dias de tempo de serviço que os professores cumpriram e que não contou para nada nas suas carreiras, porque lhes foi roubado, começam a surgir ideias para impedir que progridam nas suas carreiras e que, de preferência, fiquem a receber pouco mais do que o salário mínimo.
É um pensamento tão típico do povo português e do nosso patronato que sempre investiu numa política dos baixos salários. Não se premeia os trabalhadores, não se incentiva à produtividade, não se valoriza o seu trabalho. Antes pelo contrário, tenta-se por todos os meios que o trabalhador, por mais e melhor que trabalhe, não consiga progredir na carreira nem ver reconhecido o seu trabalho.
Entre outras tentativas de fazer passar a qualidade do trabalho dos professores pelo Ministério das Finanças, agora o CDS conseguiu inventar mais um obstáculo – fazer depender a progressão na carreira dos professores em “provas públicas a prestar em instituições de ensino superior públicas devidamente credenciadas para o efeito” e “assente no mérito “.
Mas eu julgava que o curso – que tanto trabalho me deu a tirar – tinha sido reconhecido como válido pelo estado! Ao fazer isto, o mesmo estado estaria a retirar legitimidade aos cursos que ele próprio certificou, não reconhecendo a sua autenticidade para atestar a qualificação para o qual se destinavam. Uma completa aberração vinda de quem não encontra limites para tingir os seus fins… políticos.
Gente que nem sequer sabe – ou finge não saber – que os professores, mesmo depois de queimar as pestanas a tirar o curso que os habilita à docência, ainda têm formação contínua creditada que frequentam ao longo de toda a vida, o que não acontece em todas as profissões.
E o povo – essa massa que se esconde na cobardia e impunidade de não ter rosto – desconhecendo que, além da formação continua que frequentam anualmente, os professores também têm de participar em projetos e atividades escolares curriculares e extracurriculares, apresentar assiduidade, os relatórios de autoavaliação, sujeitarem-se à observação de aulas (por vezes mesmo depois de 3 décadas de profissão) e sujeitarem-se a cotas para poderem progredir na carreira e auferir mais umas míseras dezenas de euros.
Mas, imersos em sentimentos pouco nobres, ignorando a verdadeira vida profissional dos professores, o país continua a aplaudir.
O mais obsceno de toda esta situação é a proveniência destas propostas insultuosas – vêm de uma classe política pouco muito respeitável.
E quanto ao “Mérito”, a que acrescento “transparência”, já que insistem, vamos lá falar disso.
Não são os professores que tiram cursos ao domingo ou com equivalências de cadeiras que lhes permitem diplomas sem pôr os pés numa universidade, ou falsificam as suas habilitações académicas para aceder a cargos de chefia.
Não são os professores que conseguem o seu posto de trabalho por cunha, por cartão partidário ou por serem familiares de membros governamentais, antes pelo contrário, são obrigados a percorrer o país com a casa e os filhos “às costas” para poderem ter direito a esse tão apetecível trabalhão que mais ninguém quer para não ter de sair da sua zona de conforto.
Não vejo a classe política a prestar provas para justificar os lugares bem assalariados e cheios de regalias que lhes são atribuídos, não por mérito próprio, mas por nomeação direta.
Não os vejo a serem obrigados a ter de prestar provas quando o resultado do seu trabalho é desastroso para o país.
Não os vejo a terem de fazer formação contínua para se atualizarem e melhorarem o seu desempenho profissional.
Não os vejo a despenderem do seu bolso os custos inerentes ao desempenho da sua profissão, como despesas de deslocação e de estadia.
Não os vejo a terem de trabalhar cerca de quatro décadas e meia para terem direito a uma reforma cada vez mais magra.
Eles estão tão preocupados com a avaliação e a progressão na carreira dos professores, mas a mim o que mais me preocupa é as verdadeiras questões que deveriam estar a ser debatidas pelo país:
Quem os avalia a eles?
Quem os responsabiliza pelas más governações?
No meio de tantos escândalos de nomeações de familiares que vão do marido ao periquito – todos a comerem do mesmo tacho – políticos que criticaram e perseguiram os docentes, mas que fugiram ao fisco, esconderam rendimentos, mentiram para receberem indevidamente ajudas de custo de residência e de deslocação, corromperam e foram corrompidos estando a braços com a justiça, deixaram o país em más condições económicas, premeiam-se com reformas chorudas ao fim de uma mera dúzia de anos de serviço, terem o desplante de virem dar lições de profissionalismo e de moral aos professores são a prova acabada da miséria moral que abunda numa classe política povoada pela mediocridade e pelo oportunismo.
Que exemplo dão eles para terem o mínimo de autoridade moral para nos poder criticar?
Só lhes peço que nos façam um enorme favor – não nos confundam convosco e respeitem-nos!
Posto isto, como me é possível não sentir só vergonha da nossa classe política, agora também começo a nutri-lhes um particular sentimento de nojo.
Desenganem-se aqueles que acham que os grandes perigos do mundo estão na loucura e falta de vergonha de políticos no estrangeiro, uma vez que por cá a nossa classe política está longe de ser um exemplo, de tão podre, incompetente e inútil que se afigura.
Não foi por nossa causa que o país já esteve à beira de três bancas-rotas.
Não temos sido nós a encher os noticiários com casos de peculato, compadrio, favorecimentos e corrupção.
Não temos sido nós a nos servimos do país em vez de servir o país.
À imagem do que aconteceu noutros tempos, chegará o dia em que olharemos para trás e diremos “Como foi possível que deixássemos tudo isto acontecer?”.
Infelizmente, estando nas nossas mãos o poder de evitar que chegássemos a esse ponto, atordoados por um estado de sonambulismo e cáustica inveja coletiva, temos a tendência de nos apercebermos quando já é tarde demais.
O povo está longe de ser uma vítima das conjunturas; ele é um resultado das suas escolhas, pois se somos mal representados, é o povo quem os escolhe, pelo quem não é vítima, é cúmplice.
Como um circo a pegar fogo, embalada neste espetáculo populista que leva à perda de direitos e de liberdades, a democracia está a ficar mais pobre… e o povo continua cego a aplaudir.
Carlos Santos
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Ago 30 2019
O próximo quadro apresenta~o número de colocações até à Reserva de Recrutamento 1 desde o ano letivo 2015/2016 por grupo de recrutamento.
Nos anos letivos 2015/2016, 2016/2017 e 2019/2020 existiram renovações ao contrário dos anos letivos 2017/2018 e 2018/2019 por se terem tratado de anos onde existiu o concurso interno (primeiro o ordinário e o segundo para reparar a injustiça da não atribuição dos horários incompletos no ano anterior aos docentes dos quadro que concorriam à Mobilidade Interna).
Dos 34 grupos de recrutamento existentes, este ano e apenas com as listas da Contratação Inicial já existem 18 grupos de recrutamento com mais colocações do que nos anos anteriores com as listagens até à RR1.
O Grupo 120 – Inglês, assim como o 350 – Espanhol, o 910 – Educação Especial 1 dificilmente terão tantos contratados como em 2016/2017, visto que a partir daí entraram no quadro a maioria das necessidades das escolas.
Boas notícias para os contratados que aguardam pela Reserva de Recrutamento 1, em especial dos grupos de recrutamento assinalados a verde no ano letivo 2019/2020.

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Ago 30 2019
Título: “Mezzanotte Di Segni” | Autores: “Marino Guarnieri“
Em uma pequena sala com vista para a baía de Nápoles, um jovem designer, suspenso no tempo e na noite, enfrenta a eterna luta do artista que tenta domar seus instrumentos para usá-los como uma extensão de si mesmo para expressar sua imaginação.
À luz de uma lua mágica, o conflito se transforma em uma batalha real, física e simbólica.
O sonho e a realidade se misturam com a tinta preta e o poder da cor, até a percepção de que sinal como um sinal nos aproximamos cada vez mais para nos tornarmos mestres da nossa imaginação.
Em uma visão onírica de momento encantado em que hoje se torna amanhã.
Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Ago 30 2019
Nos dias 2, 3 e 4 de setembro encontra-se aberto o concurso para assegurar as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no concelho. Todas as candidaturas que tenham sido submetidas anteriormente ou posteriormente a estas datas não serão consideradas.
O Aviso da oferta de trabalho para ocupação de 26 postos no mapa de pessoal do Município da Póvoa de Varzim para assegurar as atividades de enriquecimento curricular ensino do inglês e atividade física e desportiva está publicado aqui.
A formalização das candidaturas deve fazer-se através do preenchimento obrigatório de formulário eletrónico disponível na aplicação para apresentação de candidaturas às Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s) na aplicação informática disponibilizada on-line pela Direção-Geral dos Recursos Humanos da Educação: www.dgrhe.min-edu.pt.
Ref.ª 01/DECS/1º CEB/AECEI/2019 – 8 técnicos de Inglês (sendo um a preencher por pessoa com deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%).
Ref.ª 02/DECS/1º CEB/AEAFD/2019 – 18 técnicos da Atividade Física e Desportiva (sendo um a preencher por pessoa com deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%).
A efetiva contratação irá refletir as necessidades reais, em função dos recursos de Técnicos de cada Agrupamento, razão pela qual o número de Técnicos contratados poderá ser inferior ao atrás indicado.
Os técnicos vão ter como locais de trabalho as Escolas Básicas do 1º Ciclo da rede pública dos Agrupamentos de Escolas de Aver-o-Mar, Rates, Dr. Flávio Gonçalves e Cego do Maio do Município da Póvoa de Varzim.
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Ago 30 2019
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/08/lisma.pdf”]
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Ago 30 2019
Tendo aberto hoje a fase de pedido de horários para a reserva 1, apenas é possível pedir horários de duração anual e superior a 8 horas.
Tal como previ no dia 11 de agosto é muito provável que no dia 6 de setembro a Reserva de Recrutamento 1 seja publicada com este tipo de horários.
Depois continuo a prever que teremos uma RR2 no dia 13 de setembro já com todo o tipo de horários (anuais e temporários).
Os horários para contratação de escola para os diferentes grupos de recrutamento deverão sair apenas a partir do dia 9 de setembro.
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Ago 30 2019
Ministério da Educação justifica distribuição de manuais usados com as recomendações feitas em Maio pelo Tribunal de Contas. Presidente da Confap diz que neste caso as famílias só devem aceitar “manuais que estejam como novos”.

O Ministério da Educação está a atribuir manuais usados a alunos do 7.º ao 12.º ano de escolaridade, apesar de inicialmente ter garantido que aqueles estudantes só iriam receber livros novos em 2019/2020, por ser este o primeiro ano da aplicação da gratuitidade ao 3.º ciclo e ensino secundário.
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Ago 30 2019
Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem à atribuição da componente letiva.
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Ago 30 2019
Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem ao pedido de horários para as Reservas de Recrutamento.
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Ago 30 2019
Qual seria a personagem que representaria na Disneylândia dos cientistas? Por cá nós sabemos bem qual a personagem de que tem vindo a vestir o papel…
Brandão Rodrigues viveu fora muitos anos: deixou Cambridge para aceitar ser ministro. Disse que sim a António Costa e dirá outra vez se o PS ganhar as eleições legislativas e o secretário-geral quiser. “Sinto-me sempre motivado para servir e para fazer serviço público. Estava na Disneylândia dos cientistas e era feliz”. Mas em outubro espera renovar os votos com Portugal: “Não fiquei preso. Ganhei graus de liberdade também por entender este país”.
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Ago 29 2019
Durante toda a entrevista da Catarina Martins, coordenadora do BE, na TVI24, foi feita uma referência sobre os Professores que mereceu uma resposta de uma só frase, rápida e ansiosa por mudar de assunto.
Jornalista – A questão dos professores?
Catarina Martins – Foi uma chantagem que o PS decidiu fazer com a direita criando uma crise artificial.
Será isto um sinal para a futura legislatura?
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Ago 29 2019
Há professores destacados para dar aulas no Algarve que optam por viver em parques de campismo, hostels ou residenciais. A realidade é noticiada nesta quinta-feira pelo “Diário de Notícias” e, não sendo nova, tem-se agravado de ano para ano.
“Temos conhecimento dessa realidade, que aliás é uma realidade que não se esgota no Algarve – eu diria até que acontece na cidade de Lisboa e no Porto também”, refere à Renascença o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).
“Particularmente em Lisboa, é um problema grave que no ano passado levou ao não preenchimento de lugares que apareceram com horário completo para efeitos de contratação – por exemplo, já durante o ano – precisamente porque o preço da habitação hoje, em algumas zonas, é superior ao salário líquido de um professor”, acrescenta.
No Algarve, o turismo fez disparar ainda mais o preço das casas e já não é só durante o verão.
Se este cenário se mantiver, alerta Mário Nogueira, poderão surgir problemas no futuro, pois, “convenhamos, para todo o trabalho que tem que ser feito em casa, não é propriamente a [escolha] adequada” e “isto pode até levar a que haja alunos e escolas que não vão conseguir ter professores habilitados”.
O sindicalista defende, por isso, que sejam os municípios a tratar do alojamento dos docentes: “esta, sim, é que seria uma responsabilidade que o Governo deveria transferir para os municípios”, aponta.
Estas questões “são de ordem social” e “aí os municípios deveriam ter a responsabilidade de poder ter uma oferta com custos moderados, garantindo que as escolas do seu concelho têm os professores de que necessitam, para que os seus alunos tenham aulas do primeiro ao último dia”, argumenta.
A Renascença descobriu um professor no Algarve que já passou pela experiência de viver num parque de campismo por incapacidade financeira de sustentar um alojamento.
Paulo Cesário é de Torres Vedras e dava aulas no ensino particular, mas no ano passado ficou desempregado. Ir trabalhar para o Sul do país não o assustou, mas os preços dos apartamentos e dos quartos para arrendar é que não estavam ao alcance da sua bolsa.
“A opção foi o parque de campismo da Fuseta. Falei com a minha mulher e com o meu filho e resolvi ir para lá fazer oito meses seguidos. Eu dava aulas na Fuseta e em Moncarapacho”, conta.
Mas Paulo Cesário é perentório: “Para isto, é preciso gostar de fazer campismo; não é para todos”.
Continua aqui com áudio da entrevista:
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