Vacinação de Professores e Pessoal Não Docente adiada para 17 e 18 de abril

 

Vacina da AstraZeneca suspensa.

Segundo declarações do responsável da Task Force da vacinação em Portugal, vice-almirante Gouveia de Melo,  a vacinação do pessoal docente e não docente que iria acontecer no fim de semana de 10 e 11 de abril será adiada para o fim de semana seguinte.

O mesmo responsável também afirmou que esta população será vacinada com  a vacina mais apropriada à idade de cada um.

DGS vai “encontrar uma solução” para quem já tomou a 1.º dose e tem menos de 60 anos.

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Decisão sobre a AstraZeneca às 18:30

Já em 2020 vi cancelada muita coisa ao longo do ano, 2021 pode seguir pelo mesmo caminho. Sou vou aguardar pela decisão para saber se faço parte dos jovens ou não. 🙂

Decisão sobre vacina da AstraZeneca anunciada às 18h30

 

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) e o Infarmed vão anunciar em conferência de imprensa esta quinta-feira, pelas 18h30, se a administração da vacina da AstraZeneca a grupos etários mais jovens vai ser suspensa em Portugal. Na conferência, que terá lugar na sede da Autoridade Nacional do Medicamento, em Lisboa, estarão presentes a Directora-Geral da Saúde, Graça Freitas, o presidente do Infarmed, Rui Ivo, e o coordenador da task-force para a vacinação contra a covid-19, Henrique Gouveia e Melo.

Uma dezena de países da União Europeia já optou por suspender o fármaco naquelas faixas etárias. As decisões surgiram depois de a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) ter admitido que existe uma ligação entre este fármaco e casos raros de tromboembolismo associado a baixa acentuada de plaquetas.

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A possível origem da 4.ª vaga

Todos os cuidados serão poucos.

O Público noticiou, hoje, que nas duas semanas de aulas em que apenas a EPE e o 1.º Ciclo estiveram em funcionamento, aconteceram 47 surtos em escolas desses níveis de educação/ensino. Esta semana o 2.º e 3.º ciclos regressaram às escolas. Temos, neste momento, mais de dois terços dos estudantes nas escolas e, em princípio, dia 19 regressarão os alunos do secundário. A escola passará a estar em pleno funcionamento.

Os cuidados não estão a ser descurados nas escolas, mas todos os cuidados são poucos. A ameaça do agravamento da situação pandémica está sobre as nossas cabeças e o primeiro ministro já admitiu que as escolas são locais de preocupação, logo, deixaram de ser os tais lugares seguros.

Regresso dos alunos do secundário às aulas presenciais pode dar origem a quarta vaga da pandemia

O regresso dos alunos do secundário às aulas presenciais pode dar origem a uma quarta vaga da pandemia em Portugal. O alerta está num estudo de investigadores portugueses e holandeses. O regresso destes alunos às aulas presenciais está previsto para 19 de Abril.

 

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50 positivos em EB/JI de Póvoa de Santa Iria

Um surto na Escola Básica e Jardim Infantil do Casal da Serra obrigou ao encerramento do estabelecimento de ensino. Depois de surgirem vários casos na semana passada, na segunda-feira foi feita uma testagem na escola e dada ordem para encerrar. Há 50 casos positivos entre adultos e crianças.

 

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O papel dos Assistentes Sociais no Sistema Educativo

O Agrupamento de Escolas Miguel Torga de Sabrosa e a AIDSS realizaram congresso online com o objetivo de refletir e debater o papel dos Assistentes Sociais Escolares: O evento decorreu no dia 30 de março e contou com a presença regular de mais de 260 participantes.
O Congresso promovido pela AIDSS- Associação de Investigação e Debate em Serviço Social e pelo Agrupamento de Escolas Miguel Torga de Sabrosa permitiu uma reflexão exaustiva sobre a relevância do papel dos Assistentes Sociais no Sistema Educativo.
O Dec. Lei nº190/1991 criou os serviços de psicologia e orientação (SPO), onde o profissional de serviço social integra as equipas técnicas, mas esta legislação encontra-se completamente desadequada à realidade dos Agrupamentos de Escolas.
Atualmente as Assistentes Sociais que exercem funções em meio escolar, encontram-se em situação de precariedade de trabalho, trabalhando em agrupamentos de escolas que integram territórios educativos de intervenção prioritária (TEIP), zonas económica e socialmente desfavorecidas, marcadas pela pobreza e exclusão social, violência e indisciplina, com elevadas taxas de abandono e insucesso escolar.
A intervenção dos profissionais de serviço social evidenciou-se, recentemente, em meio escolar, trazendo um olhar diferente, atento aos pormenores, não só identificando as fragilidades, mas percecionando o apoio que cada um necessita, as potencialidades que têm ou que podem desenvolver para serem atores interventivos da sua própria história.
A escola tem a responsabilidade de intervir em primeira linha, encontrando soluções para as situações referenciadas, devendo apenas sinalizar casos para outras entidades de intervenção em infância e juventude, após esgotar todos os seus recursos.
O aluno é o centro do sistema educativo, sendo importante respeitar a sua pessoa, o seu EU, sem esquecer que somos seres iminentemente sociais, que nos integramos num espaço, quer na família, quer na escola, que interagimos uns com os outros e que precisamos criar laços afetivos.
O empoderamento das famílias e dos alunos, para definir o rumo do seu processo de aprendizagem fará a diferença, tornando as escolas num verdadeiro espaço de inclusão, onde é fundamental transformar a obrigação de estar na escola, pela vontade de estar na escola.
O serviço social tem um papel primordial na equipa de profissionais especializados, promovendo um trabalho em equipa multidisciplinar, criando sinergias positivas, focando-se essencialmente na descoberta de soluções, assumindo um comprometimento transformacional com toda a comunidade escolar.
No âmbito do Programa Nacional Promoção do Sucesso Educativo (PNPSE), a implementação do plano de desenvolvimento pessoal, social e comunitário em contexto de pandemia, constituiu-se como uma nova oportunidade de afirmação do serviço social em meio escolar.
É importante garantir a estabilidade das equipas técnicas, de forma a permitir uma avaliação sistémica das famílias a longo prazo, considerando os contextos onde se inserem, o que não se coaduna com a prática de contratação anual dos profissionais de Serviço Social.
A defesa e garantia dos direitos da profissão é imprescindível, quer através das organizações sindicais, quer através da Ordem dos Assistentes Sociais, processo que ansiosamente aguardamos pela sua conclusão!

Margarida Messias (Assistente Social e Relatora do congresso)

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Duas semanas = 47 surtos = metade dos alunos

Escolas registaram 47 surtos em duas semanas e só com metade dos alunos em aulas

Número representa mais de metade dos surtos contabilizados a 18 Janeiro, pouco antes dos estabelecimentos de ensino encerrarem, e quando todos os níveis de escolaridade estavam a funcionar presencialmente.

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Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital suspende aulas após testes positivos à COVID-19

Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital suspende aulas após testes positivos à COVID-19

O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital vai suspender as aulas de amanhã depois dos testes de ontem à COVID-19 terem revelado alguns casos positivos (seis professores e umauxiliar). Os encarregados de educação, ao que o CBS apurou, foram hoje surpreendidos por um mail no qual lhes é dado conta que amanhã os alunos devem permanecer amanhã em casa e aguardar um novo contacto. Os alunos, recorde-se, regressaram às aulas na segunda-feira, mas os testes apenas foram realizados ontem.

A missiva revela que “na sequência das testagens ao COVID-19 que decorreram no dia 6 de Abril no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital foram detetados alguns casos positivos que obrigam à tomada de medidas de contenção”. O documento explica também que amanhã, e como medida de prevenção, os alunos devem permanecer em casa e aguardar o contacto das autoridades de saúde.

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O Mesmo País, Regras Diferentes

Em nome da autonomia cada região autónoma toma as suas decisões que diferem das que se aplicam no continente.

Neste caso, a Madeira aprovou a vinculação automática de docentes contratados com cinco anos de serviço consecutivos ou 10 anos intercalados.

Também na Madeira o número de vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão contemplam a totalidade dos docentes que ficariam presos no 4.º e 6.º escalão.

E o que vai acontecer no dia 1 de setembro de 2021 é que vamos ter docentes colocados no continente, vindos das regiões autónomas, que com menos tempo de serviço vão ultrapassar docentes do continente no escalão de vencimento.

Para se ter uma noção, vários docentes dos Açores virão para o continente para o 7.º ou 8.º escalão com menos tempo de serviço que docentes que continuam por cá presos no 4.º escalão. Lembro que o tempo de serviço nos açores foi todo dado a esses docentes, enquanto por cá apenas foi dado 1018 dias.

E por aqui muitas dúvidas constitucionais poderiam ser levantadas, bastava alguém querer seguir em frente.

 

MADEIRA APROVA VINCULAÇÃO AUTOMÁTICA DE DOCENTES CONTRATADOS COM CINCO ANOS DE SERVIÇO

 

A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) aprovou hoje por unanimidade uma proposta do Governo Regional que permite a vinculação extraordinária de dezenas de professores contratados que lecionam na região há cinco anos consecutivos ou há 10 intercalados.

A proposta foi hoje apresentada, discutida na generalidade e aprovada, por unanimidade, no plenário da ALM.

“O diploma procede ao reconhecimento da integração a título definitivo” de 25 professores que lecionam na Madeira há cinco anos consecutivos e a “vinculação extraordinária” de dezenas de docentes que “serviram a educação da Madeira” durante 10 anos, mas com intervalos no tempo, declarou o secretário da Educação do arquipélago, que defendeu a proposta no plenário.

Jorge Carvalho destacou que o executivo madeirense “procedeu à recuperação integral do tempo de serviço” e à “colocação dos docentes pelo períodos de quatro anos” nas escolas.

“Não se afigura justo os docentes terem mais de 10 anos de serviço” e ainda não estarem vinculados, frisou.

O governante indicou que, até ao final do ano, mais “42 docentes que cumprem cinco anos consecutivos irão vincular automaticamente”, mesmo tendo lecionado disciplinas diferentes.

Jorge Carvalho referiu que a região tem apenas 293 professores contratados, num total de 6.200 docentes.

O secretário também admitiu que, “em alguns grupos, começa a verificar-se algumas necessidades de docentes, não sendo esta ainda uma situação crítica na Madeira”, mas assegurou que o Governo Regional está a trabalhar para “minorar” o problema.

No articulado desta proposta constam também alterações que determinam “a criação de dois quadros de zona pedagógica, um para a Madeira e outro para o Porto Santo” e clarifica a definição do contrato anual e gozo de férias no casos dos docentes com sucessivos contratos a termo resolutivo incerto no mesmo ano letivo.

O governo insular pretende “promover uma maior estabilidade nos quadros de pessoal docente da ilha do Porto Santo, estabelecendo um regime excecional de transição ao quadro de zona pedagógica aos docentes em regime de mobilidade naquela ilha há pelo menos quatro anos”.

Durante a discussão, os deputados do PCP, Ricardo Lume, e do JPP Paulo Alves defenderam que o prazo para a vinculação dos docentes deveria ser reduzido para três anos, como acontece a nível nacional.

O secretário regional destacou que, no continente, os docentes têm de aguardar abertura de concursos, enquanto na Madeira passa a ser automático, mencionando que, “na região, um professor com 60 ou mais anos tem uma redução de oito horas na carga horária”.

Mafalda Gonçalves (PS) sustentou ainda que deveria ser alargado o conceito de contagem do ano “para garantir que nenhum docente seja prejudicado” por ser colocado um ou dois dias depois do início das aulas.

O líder parlamentar do CDS-PP/Madeira, Lopes da Fonseca, argumentou que o Governo da República não está a cumprir com a vinculação dos docentes, considerando que o diploma regional “não tem paralelo a nível nacional” e o ministro da Educação “não respeita os professores”.

No plenário de hoje, os deputados madeirenses ainda aprovaram por unanimidade, em votação final global, três diplomas analisados em sessões anteriores.

 

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MADEIRA APROVA VINCULAÇÃO AUTOMÁTICA

MADEIRA APROVA VINCULAÇÃO AUTOMÁTICA DE DOCENTES CONTRATADOS COM CINCO ANOS DE SERVIÇO

A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) aprovou hoje por unanimidade uma proposta do Governo Regional que permite a vinculação extraordinária de dezenas de professores contratados que lecionam na região há cinco anos consecutivos ou há 10 intercalados.

A proposta foi hoje apresentada, discutida na generalidade e aprovada, por unanimidade, no plenário da ALM.

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CHEGOU A HORA DE FORMAR MAIS DOCENTES

CHEGOU A HORA DE FORMAR MAIS DOCENTES

Os professores que resistem e recusam perder a sua profissionalidade, aqueles que estão presentes e aceitam os novos desafios, são muitas vezes olhados como heróis sociais pelo modo como enfrentam o embate das mudanças, das pressões e das críticas injustas, por vezes acumuladas por mais de uma geração.
Porém, o acumular dessas pressões, a que por vezes se juntam períodos profissionais menos estimulantes, conduzem a que muitos docentes se confrontem com crises da sua profissionalidade, com impacto profundamente negativo no modo de agir dentro da escola. Uma boa parte das crises de profissionalidade surgem também quando há crises de identidade.
Essas crises de identidade podem surgir quando os professores são chamados a abandonar o que sabiam fazer bem, para se dedicarem a outras tarefas em que não acreditam ou para as quais se sentem mal preparados, já que tecnicamente as dominam mal. Ou seja, quando substituem o seu saber-fazer por um saber-mais-ou-menos.
Outras vezes essas crises revelam-se quando se alargam os horizontes espaciais de actuação do docente. A geografia de actuação dos docentes foi profundamente alterada nas últimas décadas, sem que isso tenha revertido numa significativa alteração dos processos de formação de professores. A quase totalidade dos docentes foram (e ainda continuam a ser) “treinados” para agir exclusivamente dentro da sala de aula. As competências profissionais que lhes são exigidas estão confinadas a saberes e procedimentos que apenas fazem sentido em situação de classe. Os formadores de professores dedicam mais de noventa por cento das suas actividades de supervisão para recolher dados de avaliação através da observação de aulas. O (futuro) professor pode claudicar à porta da sala de aula. Será impensável que o faça dentro dela.
Esta história e estas memórias da formação fazem com que muitos dos professores portugueses prefiram o trabalho individual (isolado) ao trabalho colectivo, que entendam que a sua sala de aula é um local sagrado inexpugnável e que o seu trabalho profissional se esgota com o fechar da porta dessa sala.
Muitos de nós fomos e somos apenas preparados para agir em situação de classe, pouco na escola, raramente na aldeia digital e na comunidade parental. Aí, começam as fobias, os preconceitos, as reservas e os desencantos. Aí, os discursos começam sempre a ser menos pedagógicos e mais defensivos de uma neutra profissionalidade que nem sempre sabemos definir ou, por ausência de outro modelo, definimos com base na tradição e no pior do discurso oral.
O alargamento das tarefas e funções dos docentes obrigam-no a intervir numa nova geografia pedagógica, obrigam-no a caminhar em terrenos e a traçar percursos em que ele nem sempre se sente profissionalmente confortável. Obriga-se a que o professor também seja tutor e educador, quando ele, de facto, apenas foi treinado para instruir, em contacto directo com os seus alunos, sem intermediários “internéticos” que propiciem a aprendizagem à distância.
Para se projetar no futuro, o país necessita de formar muitos e bons docentes. Chamar para a profissão os melhores e os mais capazes e proceder a uma verdadeira formação permanente dos docentes em exercício de funções.
A maioria dos professores que hoje se encontram no sistema estarão aposentados daqui a dez anos. E os seus substitutos ainda nem começaram a ser formados…
As instituições formadoras de docentes, designadamente as Escolas Superiores de Educação terão, naturalmente, um aumento significativo da procura, com o acolhimento de muitos candidatos a professor. E têm uma excelente experiência acumulada para prestarem esse serviço à comunidade. Medíocre é a vontade de as extinguir, ou de as descaracterizar

João Ruivo in ensino.eu

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Campo 2.1 (QA/QE) e 2.2 (QZP) do Relatório Médico da MPD

No exemplo que deixem em artigo anterior destinava-se a um Docente QZP que pede MPD para 2021/2022 para a mesma escola onde esteve em MPD no ano 2020/2021.

No caso em concreto, o campo 2.1 que se destina a docentes QA/QE fica por preencher, porque o docente é QZP. Se o docente que concorre à MPD fosse QA/QE deixaria em branco o campo 2.2

Para não haver interpretações duvidosas seria muito mais simples que em cada uma das questões tivesse um campo “NÃO APLICÁVEL“.

 

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Lei 16/2021 – Medidas de apoio no âmbito da suspensão das ativida-des letivas e não letivas presenciais

A presente lei procede à segunda alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 8-B/2021, de 22 de janeiro, que estabelece um conjunto de medidas de apoio no âmbito da suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais, alterado pelo Decreto-Lei n.º 14-B/2021, de 22 de fevereiro.

Lei nº 16/2021 – Medidas de apoio no âmbito da suspensão das ativida-des letivas e não letivas presenciais

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(sem título)

A falta de professores pode colocar em crise o atual sistema educativo

Os alertas vêm de vários lados. Dos 89 925 professores que a 1 de setembro de 2019 tinham 45 anos ou mais, 51 983, que representam 57,8%, podem aposentar-se num prazo de 11 anos, ou seja, até 2030. A previsão anual de aposentações indica um crescimento progressivo de aposentações até 2028: 17 830 nos primeiros cinco anos, 24 343 nos cinco anos seguintes, 9810 entre 2029 e 2030. Estes números estão no relatório “Regime de seleção e recrutamento do pessoal docente da Educação Pré-Escolar e Ensinos Básico e Secundário” do Conselho Nacional de Educação (CNE). E dão que pensar.

A previsão anual de aposentações por grupo de recrutamento evidencia a possibilidade de a maioria perder mais de 50% dos docentes no prazo de 11 anos. O impacto não é igual em todas as áreas. Estima-se que os grupos de recrutamento mais afetados até 2030 sejam a Educação Pré-Escolar (73%), Português e Estudos Sociais/História (80%), Português e Francês (67%), Matemática e Ciências Naturais (62%). No 3.º Ciclo e Ensino Secundário, destacam-se os de Educação Tecnológica (96%), Economia e Contabilidade (86%), Filosofia (71%), História (68%) e Geografia (66%). Como será o futuro?

Há cerca de 10 anos, falava-se no excedente de professores. Agora comenta-se precisamente o inverso. Segundo cálculos da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), entre 12 a 15 mil professores abandonaram a profissão na última década. A situação é complexa, mais do que parece à primeira vista. Para José Eduardo Lemos, presidente do Conselho das Escolas (CE), a falta de professores é um assunto que deve preocupar a sociedade e o Ministério da Educação. “Trata-se, penso eu, do maior problema a enfrentar pelas escolas no curto e médio prazo. Sem bons professores, não há boa educação, sem professores menos ainda”, refere ao EDUCARE.PT. E vai mais longe. “A falta de professores pode colocar em crise o atual sistema educativo”.

A falta de professores é um problema estrutural que exige políticas de fundo, segundo o presidente do CE que fala em medidas em torno de dois eixos, ou seja, do envelhecimento do corpo docente e da escassez de professores. “Por um lado, são necessárias políticas que reforcem a segurança dos professores no exercício da profissão, que valorizem social e economicamente a carreira docente, de forma a que os professores se mantenham ativos e empenhados até à aposentação, mesmo que tal implique maior exigência profissional e maior responsabilidade individual no exercício da profissão”.

Por outro lado, defende, “são necessárias políticas de fundo que tornem a carreira docente mais atrativa aos jovens, como por exemplo melhores remunerações no início da carreira e melhores condições materiais para o exercício da profissão (alojamento, apoios nas deslocações, maior segurança no exercício profissional), mesmo que tal implique, necessariamente, maior exigência para se aceder à profissão”.

Se nada for feito, a Educação, um dos maiores pilares do desenvolvimento de um país, vai sofrer. “A Educação ficará sempre comprometida se os professores não forem devidamente qualificados e não poderemos falar de Educação se, pura e simplesmente, não houver professores para todos os alunos em todo o território nacional”, sublinha José Eduardo Lemos.

A qualidade da preparação, a formação em exercício

O cenário é complexo. Neste momento, grande parte do corpo docente tem 50 ou mais anos, apenas 1,1% dos professores têm menos de 35. Além disso, os mestrados em ensino, que formam docentes para lecionarem no 3.º Ciclo e Ensino Secundário, têm cada vez menos candidatos, e há até cursos que fecharam por falta de alunos. Há, portanto, problemas na oferta e procura de professores.

A escassez de professores e o envelhecimento da população docente são dois dos maiores desafios do sistema de ensino. A falta de professores em algumas disciplinas tem sido, aliás, mencionada como um dos problemas mais comuns em mais de metade dos sistemas educativos europeus. O CNE tem estado atento a essas questões e tem lançado vários alertas. “A falta/escassez, assim como o excedente de professores, torna evidente uma distribuição desigual de docentes entre disciplinas e áreas geográficas, colocando-se a questão da utilização eficaz dos recursos”, refere no relatório.

Nuno Crato, ex-ministro da Educação, numa conferência online promovida pela Federação Nacional da Educação (FNE), abordou o assunto. “A formação de professores é o problema mais grave na primeira metade do século XXI, metade dos professores no ativo vai reformar-se no final desta década, se não se reformarem antes”, referiu. “E será que os professores que vêm aí terão a mesma preparação?”, questionou. É uma incógnita. Garantir a qualidade da formação dos professores, não desvalorizar a formação em exercício, tornar a profissão atrativa, são questões essenciais que não podem ser descuradas, segundo o ex-ministro.

“Distribuição desequilibrada e assimétrica”

“Aqui já temos a casa a arder, nos Açores, há muito tempo”. A constatação é de Ricardo Baptista, presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, durante uma das conferências online da FNE. No Continente, afirma, a falta de professores começa a ser notada e falada, nos Açores, garante, já é um “problema enorme”. E porquê? “Porque temos uma carreira que não é valorizada, temos uma carreira que não é atrativa e, nos Açores, com a condicionante de que se queremos atrair um professor para a região temos, se calhar, de o fazer de uma forma mais atrativa do que ficar no Continente”.

O dirigente sindical concorda que a profissionalização dos professores deve ser feita em contexto de escola. Mas a falta de professores é um problema mais abrangente. “Temos aqui os dois lados da moeda. Aquilo que observamos, neste momento, é que, além de não existirem candidatos à profissão, os candidatos que escolhem a profissão são os que têm uma média inferior. Ou seja, não estamos a escolher os melhores para professores, o que é preocupante para uma visão de futuro”. Não se consegue atrair ninguém para a carreira sem se valorizar a profissão a todos os níveis, em termos salariais também.

Ricardo Baptista prevê que a escassez de docentes se venha a notar ainda mais depois da pandemia. Por isso, é preciso intervir o quanto antes com medidas pensadas e sustentadas. “Não vai haver uma fórmula mágica, mas aquilo que sentimos, e o que vai acontecer, é que os professores que estão nas escolas vão ser sobrecarregados para que os alunos não fiquem sem aulas”.

O futuro da Educação tem de ser pensado no presente e há várias questões para tratar. O CNE encaixa os vários desafios em três grupos. “Em primeiro lugar, os que se referem à escassez e, em contraponto, à oferta excedentária de professores, já que ambos são resultado de uma distribuição desequilibrada e assimétrica; em segundo lugar, o envelhecimento da população docente e a retenção de professores na profissão; e, por último, o défice de matrículas na formação inicial de professores e a permanência dos estudantes em cursos de formação de professores”.

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As nações das turmas numerosas promovem a exclusão – Paulo Prudêncio

 

As nações das turmas numerosas promovem a exclusão

Ainda do debate partidário, percebe-se que o PS não considera a questão encerrada. Fala em “gradualismo”. Mas considerando os 30 alunos de Nuno Crato, e com a redução de dois alunos por turma em cada década, em 2060 chegaremos a um número civilizado.

Ainda do debate partidário, percebe-se que o PS não considera a questão encerrada. Fala em “gradualismo”. Mas considerando os 30 alunos de Nuno Crato, e com a redução de dois alunos por turma em cada década, em 2060 chegaremos a um número civilizado.

 

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De um lugar seguro a um de preocupação…

Escolas: “Obviamente estamos preocupados”, admite Costa sobre nível de transmissão neste meio

O primeiro-ministro foi ainda questionado quando às escolas, admitindo: “Obviamente estamos preocupados e temos vindo a acompanhar muito de perto a situação”. Costa recorda ainda a testagem do pessoal docente e não docente, um processo que será “completado no próximo fim de semana”, incluindo técnicos das atividades extra curriculares e ATL’s.

António Costa garante que o Governo “tem estado muito atento” já que, repetiu, “o que é novo face ao que aconteceu é que esta variante, em regra, quando é comunicado um caso e se faz a testagem generalizada já há outros casos. Temos de alargar o universo de vigilância” já que “esta variante faz aumentar muito significativamente os riscos de transmissibilidade”, advertiu Costa.

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Em busca das aprendizagens perdidas – Marco Bento

Em busca das aprendizagens perdidas

Não sei se será mais uma sequela do Indiana Jones ou a demanda dos Cruzados na época medieval… mas, voltamos a sentir nesta altura um ligeiro sentimento a filme já antes visto… “Em busca das aprendizagens perdidas”.
“Voltar à escola física, neste 3.º período, resultará, em muitas salas de aula, na enorme ansiedade de se fazerem testes de avaliação no sentido de validar o que não se acredita como válido no online, mesmo reconhecendo todo o esforço tido durante o mesmo. (…) Assim, falar em recuperação de aprendizagens é falar na desvalorização de todo o trabalho realizado por alunos, professores e famílias, e repetirmos a mesma ideia pelo segundo ano letivo consecutivo.”
Pois recuperar as aprendizagens é repensar a Escola na sua estrutura, como por exemplo algumas das 17 sugestões apresentadas:
– Investimento na valorização dos professores
– Investimento nos processos de formação e desenvolvimento profissional ao longo da vida, com uma melhor qualificação pedagógica na formação contínua e repensar os modelos de formação existentes
– Investimento e reformulação da formação inicial de professores
– Repensar o processo de avaliação docente, na necessidade de valorizar os docentes que levam a profissão a um estádio de eficiência e valor mais alto e mais longe
– Realizar aferições internas (como é que não se poderiam não fazer?) e não uma avaliação classificativa de aprendizagens, personalizada a cada contexto
– Desenvolver planos personalizados de ação, em que se definam os conteúdos ou os conceitos estruturantes de aprendizagem em cada área disciplinar
– Encurtar os currículos obesos, pensando sempre em competências de aprendizagem
– Apostar nos apoios educativos, criando a figura dos mentores e tutores, que podem assumir par pedagógico com os titulares de turma, para criar um guia personalizado para o aluno com base no diagnóstico anterior
– Reduzir os alunos por turma, neste momento as turmas têm demasiados alunos que não permitem aos professores diferenciar da melhor forma as suas estratégias, com ou sem pandemia-
– Recusar assumir o aumento de tempos ou dias letivos, uma vez que a quantidade não é sinónimo de qualidade
– Desburocratização da escola, pois são demasiadas as tarefas de secretaria entregues aos professores, retirando-lhes o tempo para preparar pedagogia de qualidade
– Terminar com as turmas de multinível no 1.º ciclo do ensino básico
– Criar experiências culturais e artísticas interligadas com literacia e numeracia (resultado da ausência de cultura e a constante desvalorização curricular das expressões)
– Garantir espaços temporais de criatividade e ludicidade na aprendizagem (não podemos pedir a um aluno para ser criativo e não lhe garantir o máximo de experiências possíveis)
– Modernizar as redes de internet das escolas, garantindo uma rede de internet que fortaleça os modelos híbridos de aprendizagem
– Não podemos abandonar os percursos digitais que se fizeram até ao momento, pois agora podem ser potenciados presencialmente
– Auscultar os verdadeiros pedagogos (professores) para um desenvolvimento efetivo de escola

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E pelas 4 da manhã…

Lá recebi a dita cuja para responder sim ou não até ao fim do dia de hoje.
A Task Force esta semana melhorou a antecipação do envio prévio da mensagem, apesar de manter o mesmo prazo de resposta.

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Cruzes (MPD), Credo

Todos os anos a pergunta é a mesma sobre as cruzes na Mobilidade Por Doença (MPD).

A pergunta 2.2. do Relatório Médico (que compete ao médico preencher…?!?!?!?) pergunta se os docentes QZP (e apenas estes) necessitam de deslocação, em função do tipo de provimento (como se o médico fosse obrigado a saber isto),  para AE/ENA de colocação por MPD em 2020/2021 ser o mesmo para qual pretende efetuar o pedido de MPD para 2021/2022.

“Existe a necessidade de deslocação para AE ou ENA diverso daquele em que se encontra provido ou colocado, nos termos dos números 1 e 2, do despacho n. 9004-A/2016, de 13 de julho. (As escolas onde foram obtidas colocações/destacamentos resultantes de mobilidade por doença, permuta, mobilidade estatutária e comissão de serviço não são consideradas como “Escolas de colocação”).

Quem é QZP e pediu MPD em 2020/2021 para a escola que pretende obter nova colocação em MPD para 2021/2022 deve colocar o segundo “NÃO” como se mostra na imagem.

Está questão 2.2. não faz grande sentido para os docentes QZP em ano de concurso interno porque nenhum docente QZP pode ver garantida a sua colocação na sua escola de colocação por concurso, em ano(s) anterior(es), nem pode dizer que lhe interessa ficar em escola de colocação por concurso, quando não existe a garantia de continuar na mesma escola para 2021/2022.

Talvez por isso existam os dois “NÃO“, que na sua maioria deve ser colocado como na imagem seguinte.

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A 10 e 11 de abril dar-se-á o grande exercício de vacinação de PD e PND

Segundo as afirmações do ministro Tiago…

O grande exercício será no fim de semana do 10 e do 11 [de abril]. Obviamente que esperamos que todos possam ser vacinados durante esse fim de semana, porque sabemos que existe uma grande concentração de esforços um pouco por todo o país, para que possam ser vacinados” nos centros de saúde, nas escolas ou em centros de vacinação, afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

“Neste momento temos as listas que já foram providenciadas ao Ministério da Saúde e depois esperamos que durante esses dois dias, sábado e domingo, num enorme esforço, possam ser, efetivamente, vacinados todos os docentes do 2.º e 3.º ciclos, também os não docentes, também os mesmos profissionais do ensino secundário e, eventualmente, aqueles que não puderam ser vacinados por alguma vicissitude” no fim de semana de 27 e 28 de março, adiantou o ministro.

“Se eventualmente alguém ficou de fora, foi identificado para entrar neste próximo exercício“, nos dias 10 e 11 de abril, “onde o grande objetivo é, por um lado, poder recuperar eventuais profissionais que poderiam ter já sido vacinados no fim de semana anterior e depois todos aqueles que trabalham no 2.º e 3.º ciclos e também no ensino secundário, pessoal docente e não docente”, reiterou o ministro.

“Acredito que a task force responsável pela vacinação, que já tem as listas do Ministério da Educação de todos aqueles que são elegíveis para a vacinação, está também a preparar este exercício”, declarou. Para o governante, este é “um exercício importante” para “escalar o processo de vacinação em todo o país”.

 

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Calendarização da MPD

 

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Mobilidade por doença 2021/2022

Aplicação disponível entre o dia 5 de abril e as 18:00 horas de 22 de abril de 2021 (hora de Portugal continental).

SIGRHE

Nota informativa

Despacho n.º 9004-A/2016

 

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Escolas identificaram mais 5 mil alunos sem condições para aulas à distância durante o 2.º período

Escolas identificaram mais 5 mil alunos sem condições para aulas à distância durante o 2.º período

Na última semana de aulas do 2.º período, 8.500 estudantes estiveram em ensino presencial depois de os professores terem considerado que o regime remoto não era eficaz para eles. Número de filhos dos trabalhadores essenciais em escolas de acolhimento diminuiu muito depois da reabertura do pré-escolar e 1.º ciclo.

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O colega do teu filho reprovar também é um problema para o teu filho

 

O colega do teu filho reprovar também é um problema para o teu filho

Reprovar um aluno não só é uma medida ineficiente economicamente como ainda estamos a criar um problema maior.
Talvez não tenhas noção, mas, em Portugal, os alunos até aos 15 anos reprovam em média três vezes mais do que a média da OCDE. Vamos a números para clarificar. Em 2019, cerca de 34% dos alunos até aos 15 anos reprovaram pelo menos uma vez, quando a média da OCDE é de 12%. Tinhas noção de que estamos a falar de um em cada três alunos?
Este não é um problema novo, bem pelo contrário. Não é um problema que veio com a troika ou com a pandemia, é um problema muito antigo. Se bem que temos vindo a melhorar nos últimos anos (sim, o cenário era bem pior há uns dez ou 15 anos), não quer dizer que tenhamos resolvido o problema ou que seja um problema menor.
Em 2001, Jimerson, que é uma referência mundial no estudo deste tema, demonstrava numa análise a mais de 60 artigos escritos nos dez anos antes que apenas um deles defendia a retenção, enquanto todos os outros mostravam que a retenção não é, longe disso, solução para o problema das aprendizagens. Já na altura, há cerca de 20 anos, se demonstrava que, apesar da preferência de professores, pais, empregadores e mesmo estudantes em “reprovar do que passar sem saber”, a verdade é que a retenção não se traduz em nenhuma vantagem académica ao aluno.
Resumidamente, quando comparados os alunos em condições semelhantes, o grupo de estudantes que são retidos tem maior probabilidade de abandonar a escola, ter problemas disciplinares e não tem qualquer efeito positivo na aquisição de conhecimentos. Por norma, os alunos retidos são uma minoria, masculina, proveniente de classes económicas mais desfavorecidas.
Uma ideia que pode ser perigosa é a da promoção social, que em teoria teria tudo para ser uma solução perfeita e um argumento válido para a retenção, mas na prática só agrava o problema. A promoção social inerente à passagem de ano, ao invés de reter, e assim criar o grupo dos “bons alunos” e, por sua vez, rotular aqueles que não sabem o suficiente para os acompanhar, faz com que, no ano lectivo seguinte, na mesma sala de aula estejam alunos com diferenças de idade que podem ser significativas e isso não beneficia, bem pelo contrário, os alunos mais novos.
Ou seja, a retenção e a promoção social são estratégias falhadas para o contributo do sucesso dos estudantes, e isso não pode continuar a ser ignorado por ninguém que faça parte da comunidade académica.
Portanto, se quando dizemos que é prejudicial para um estudante perder o seu grupo, os seus colegas, o mesmo se pode aplicar aos colegas que perderam aquele que ficou retido. Pior, existirá sempre um grupo de alunos que, mesmo ainda não tendo contactado com o aluno repetente, estão já a ser prejudicados porque irão partilhar a mesma sala de aula com um aluno mais velho, que estará um ano inteiro a ouvir a mesma matéria, a que adquiriu e a que ficou por adquirir, e que não se vai identificar com aquele grupo.
Há uns anos, quando eu ainda andava na escola, era usual haver uma turma de alunos onde iriam parar todos os repetentes daquele ano, o que está na mesma lógica de guetização. Caso os alunos preenchessem uma turma, tínhamos a turma dos repetentes, caso contrário, tínhamos uma turma com vários repetentes e alguns alunos no seu normal percurso escolar.
A solução não passa por reter e a questão não é entre reprovar ou passar sem saber, é em formar professores para a questão, promover o diagnóstico atempado e munir as escolas de instrumentos que sejam válidos na resposta ao problema. Reprovar um aluno não só é uma medida ineficiente economicamente como ainda estamos a criar um problema maior.
E o teu filho não merece ter um colega que seja “o repetente”.

 

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Não é uma verdade generalizada. O trabalho do 2.º período teve o seu peso.

Não podia ser de outra forma. Os alunos não mereciam que o seu trabalho fosse desmerecido e a avaliação não se baseia única e exclusivamente em testes escritos.

Escolas deram notas sem contar com o trabalho feito ao longo do 2.º período

Receios com a fiabilidade dos testes à distância e o impacto no acesso ao ensino superior fazem “congelar” classificações à espera do regresso ao ensino presencial. Ministério diz que escolas que o fizeram violaram os direitos dos alunos, ao irem contra a legislação sobre o currículo escolar.

É “frustrante”, dizem alunos. “Desmerece a evolução” dos estudantes, comentam pais. E é “errado”, reconhecem directores. No entanto, em muitas escolas, sobretudo do ensino secundário, o trabalho feito à distância durante o 2.º período quase não contou para as notas dadas aos alunos. Entre as razões para esta prática está o papel central que os testes escritos continuam a ter na avaliação e os receios quanto à sua fiabilidade no modelo de ensino remoto.

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SURTO COM 49 CASOS ENCERRA COLÉGIO DE SINTRA

O terceiro período vai começar amanhã, mas os cuidados devem ser mantidos.

O Colégio Cosme e Damião, em Rio de Mouro, Sintra tem um surto de covid-19 ativo. O foco de infeção foi confirmado  pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), que acrescentou que o primeiro caso foi detetado numa funcionária entre os dias 24 de março e 31 de março.

Por determinação da autoridade de saúde, o colégio acabou por ser fechado.

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E se a avaliação dos alunos for sujeita a Quotas?

 

 

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Resumo da Norma 01/JNE/2021

Por Fernanda Martins

Descarregue: PDF – https://drive.google.com/file/d/1TGOk…​ .

PPT – https://drive.google.com/file/d/1cQV4…

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Resumo do Despacho Normativo 10-A/ de 22 de março

Por Fernanda Martins

Descarregue: PDF – https://drive.google.com/file/d/1CZg3…​,

PPT – https://drive.google.com/file/d/1RWQA…

 

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Turmas mistas e numerosas prejudicam as aprendizagens há anos! Alberto Veronesi

 

Turmas mistas e numerosas prejudicam as aprendizagens há anos!

É inegável que a pandemia, que assola o mundo inteiro desde janeiro de 2020, veio agudizar o problema das aprendizagens. Mas também é inegável que o sistema já se encontrava, bem antes da pandemia, em falência administrativa, gestionária e pedagógica, e isso afeta as aprendizagens bem mais e há bem mais tempo, sem que ninguém se preocupasse verdadeiramente.

O que mais tem indiretamente afetado as aprendizagens ao longo das últimas décadas tem sido o constante desinvestimento que os sucessivos governos têm feito na Educação, com todas as naturais consequências dessa opção.

Dois dos grandes males que são consequência do desinvestimento e que têm repercussões diretas nas aprendizagens são a permissão legislativa de constituição de turmas multinível/mistas (mais do que um ano na mesma turma) e numerosas.

Pelo facto de a própria lei permitir a constituição deste tipo de turma, deixa os pais e/ou encarregados de educação largados à sorte, podendo os seus filhos/educandos terem o azar de lhes verem atribuída uma turma destas. Mesmo que possam querer reclamar têm rapidamente uma lei que defende quem decidiu constituí-las. É uma sorte! Mesmo dentro da própria escola podem ter sorte ou azar. Custa-me perceber onde é que aqui se pode falar de igualdade de oportunidades e inclusão. Mas poderei estar a ver mal, admito. Facilmente se percebe porque é que estas turmas estão associadas ao insucesso escolar, mais ainda quando elas existem em meios escolares mais desfavorecidos, nos Agrupamentos em Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP). Acabar com estas turmas, que são, na opinião de David Justino ex-presidente do Conselho Nacional da Educação, “uma chaga social”, há muito consideradas como um dos maiores problemas para o sucesso escolar, poderia ser um bom princípio com efetivas vantagens para os alunos na aquisição das suas aprendizagens.

Relativamente às turmas numerosas, e apesar de, sobre esta questão, os estudos não serem conclusivos, parece-me óbvio que ninguém que trabalhe efetivamente nas escolas possa concordar com o que disse Nuno Crato quando era ministro da educação. Em 2012 afirmou numa entrevista televisiva que “Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade”.

Percebemos que a retórica na altura tinha a intenção primordial de reduzir custos na educação, aumentando o número de alunos por turma, o levaria a contratar menos professores e inclusive fechar escolas. No entanto em 2016, no estudo “Organização Escolar As Turmas” do Conselho Nacional de Educação (CNE), era referido que “É reconhecido pela literatura científica o contributo da dimensão das turmas para a melhoria dos ambientes escolares”. No mesmo estudo é indicado um caminho para desburocratizar e descentralizar a constituição de turmas, segundo os autores o número de alunos por turma deveria ser “da inteira responsabilidade das escolas e agrupamentos, em função das características dos seus alunos e das opções de desenvolvimento educativo consagradas nos seus projetos educativos.” E dito desta forma até pode convencer os mais distraídos. Como é sabido as limitações de autonomia dos agrupamentos de escolas são enormes pelo que muito provavelmente o que aconteceria é que para se constituírem turmas com menor número de alunos teriam de pedir autorização superior. Não mudando a lei, a tutela recusaria o pedido sustentando-se na própria lei. Ficaria tudo igual, portanto. A única solução será mesmo legislar com mínimos e máximos e atendendo aos contextos socioeconómicos da envolvência e dos respetivos alunos.

Considerando os argumentos anteriores, foi com estranheza que assisti na passada sexta-feira, agora que todos os quadrantes político-sociais se têm mostrado preocupados com as aprendizagens perdidas e respetiva recuperação, à rejeição de três projetos de lei (PEV, PCP e BE), que visavam estabelecer medidas de redução do número de alunos por turma, pela maioria dos deputados da Assembleia da República. Sendo que à direita a justificação foi de preocupação pelos custos envolvidos, pergunto se por acaso as contas estão feitas?

Na verdade, quando confrontados com a possibilidade de aprovar uma medida que promove o apoio individualizado aos alunos mais vulneráveis, na própria sala de aula, e que está empiricamente provado que funciona, quem pode decidir e até cria grupos de trabalho para definir um Plano de Recuperação de Aprendizagens 21/23, rejeita. Dá que pensar!

Este é o real problema! Falta de vontade política, falta de coragem para olhar seriamente a Educação como um investimento e não como um negócio.

Devia-se criar um grupo de trabalho, sim. Mas não para criar escolas de verão ou planos de tutorias, seria mesmo para desenhar um Plano Estratégico Nacional Para O Sistema Educativo (PENSE). Livre da partidarite, livre das guerrilhas ideológicas bloqueadoras de pensamento, onde o objetivo único comum seja a melhoria do Sistema Educativo em todas os seus graus de ensino, cuidando de toda a comunidade.

Parece utópico? Parece, mas se houvesse vontade política seria possível. E, por favor, não me venham com o chavão de não há dinheiro para a Educação. Para esses que insistem que para Educação o financiamento é a fundo perdido, peço que pensem holisticamente o assunto e percebam que na realidade é um investimento necessário para a qualificação das novas gerações e consequentemente garantir o futuro do país!

 

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Projeto de Lei 761/XIV/2 (Concursos de Pessoal Docente)

Para o próximo dia 6 de abril, pelas 16:15, está prevista a audição de peticionários pela Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto da petição n.º 199/XIV/2.ª sobre o Concurso de mobilidade interna.

Entretanto o Bloco de Esquerda já apresentou um projeto de Lei que determina a abertura de um processo negocial com as estruturas sindicais para a revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho que orienta-se pelos seguintes critérios:

a) respeito pela graduação profissional e eliminação de ultrapassagens;
b) vinculação de docentes contratados mais célere e sistemática;
c) inclusão dos horários incompletos para efeitos de mobilidade interna;
d) alteração dos intervalos horários;
e) redução significativa da dimensão geográfica dos Quadros de Zona Pedagógica.

 

Projeto de Lei 761/XIV/2

 

 

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Manual de Instruções PIEPE – Atualizada a 1 Abril

O presente documento consolida a informação necessária à utilização da aplicação informática
“PLATAFORMA DE INSCRIÇÃO ELETRÓNICA EM PROVAS E EXAMES – PIEPE” disponibilizada a
todos os alunos candidatos à realização de provas e exames dos ensinos básico e secundário.

O prazo das inscrições para a realização dos exames finais nacionais e das provas de
equivalência à frequência dos ensinos básico e secundário decorre nas datas publicadas no
Despacho Normativo n.º 10-A/2021, de 22 de março, correspondente a 16 (dezasseis) dias úteis,
no período de 24 de março a 15 de abril de 2021.

Este manual visa apoiar o preenchimento da inscrição por parte do encarregado de educação ou
do aluno quando maior de idade esclarecendo sobre todos os procedimentos da inscrição
eletrónica.

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O drama das “aprendizagens perdidas”…

 

Nós, os Portugueses, adoramos um bom drama, não há como disfarçá-lo…

 Nós, os Portugueses, consideramos, quase sempre, que “quanto mais difícil e tortuoso, melhor”, o que é difícil é que é bom, mesmo que isso signifique perda de tempo e de eficácia…

 Nós, os Portugueses, parece que consideramos que a auto-flagelação é a forma mais adequada de expurgar erros e/ou de “pagar” pelos mesmos…

 Vem o anterior a propósito do que parece ser o mais recente drama da Educação: a recuperação das “aprendizagens perdidas”, por motivo do confinamento decorrente da pandemia…

 Como se tais perdas não fossem mais do que expectáveis no contexto de confinamento e de E@D ou como se tais perdas se constituíssem como um fenómeno verdadeiramente inexplicável, deveras intrigante, o Governo/Ministério da Educação criou uma Equipa de Trabalho que, por certo, reunirá múltiplas vezes ao longo de tempo incerto… No fim desse tempo incerto, apresentará, previsivelmente, as suas brilhantes conclusões que, poderão ou não, fazer sentido… Talvez em Maio se conheçam essas conclusões…

 À boa maneira portuguesa, e quase sempre de eficácia muito duvidosa, muito tempo se despende e muito dinheiro se subtrai ao erário público por conta de Comissões e de Equipas de Trabalho, quase sempre também muito Multidisciplinares…

 Mas no que à Educação respeita, o que poderia fazer sentido, talvez fosse a implementação, em curto espaço de tempo, das medidas mais simples e mais pragmáticas, sem floreados e sem dramas desnecessários, como aliás tem sido defendido aqui por alguns: reduzir o número de alunos por turma; reduzir os conteúdos programáticos das várias disciplinas; e eliminar algumas disciplinas que se apresentem sem grande pertinência, dadas as circunstâncias actuais…

Para tomar medidas dessa natureza não são necessárias Equipas de Trabalho ou Comissões…

 E as circunstâncias actuais, com tendência para piorar nos próximos tempos, alertam-nos para outro aspecto óbvio, mas potencialmente devastador: quando não se tem “pão” tudo o resto fica condicionado…

É assim, sempre foi assim ao longo da História e não há volta a dar quanto a isso…

 Bem podem vir todas as “Escolas de Verão”, todos os Projectos holísticos, todas as Equipas Multidisciplinares e toda uma panóplia de artefactos irrealistas… Se a taxa de desemprego continuar a aumentar, como infelizmente se preconiza, se as moratórias de empréstimos bancários efectivamente cessarem e se o pequeno comércio e a pequena indústria continuarem a sucumbir, que condições socioeconómicas terão muitas famílias para que as suas crianças e jovens possam continuar a ir à escola? E digo ir à escola, já nem refiro ir à escola para aprender…

 E talvez não faça mal nenhum lembrar que as escolas costumam ser dos primeiros lugares onde se percepcionam alguns tipos de carências, nomeadamente as socioeconómicas…

 Como previsivelmente acontecerá, atulhar as escolas, os alunos e os profissionais que nelas trabalham com mais projectos e programas irrealistas e artificiais, concebidos à custa de enquadramentos teóricos impossíveis de concretizar em termos práticos e feitos à medida de quem não faz a mínima ideia do que é o dia-a-dia numa escola, não parece ser nem sensato nem consequente… A auto-flagelação, os episódios folclóricos e a demagogia na Educação parecem estar a agigantar-se…

 Neste momento, os alunos e o pessoal docente e não docente estão de facto exaustos, independentemente dos resultados escolares obtidos pelos primeiros no final do 2º Período Lectivo.

 Regressar à escola em termos presenciais requer serenidade e sensatez da parte de todos os envolvidos. Entrar numa espécie de frenesim de Projectos para recuperar o que, na verdade, não é recuperável pode induzir maior entropia no sistema, sobrecarga de estímulos e consequente sobrecarga emocional e pôr também em causa as aprendizagens futuras…

 Manter o mesmo número de alunos por turma, o mesmo número de disciplinas e o respectivo conteúdo programático anteriores à pandemia e ainda acrescentar projectos que, na prática, costumam apenas significar um acréscimo de tarefas para alunos e professores, não parece viável e pode conduzir a resultados ainda piores…

 Recuperação de aprendizagens perdidas durante a pandemia? Pois sim, perderam-se aprendizagens… Como se perderam empregos, como se perderam interacções sociais, como se perderam rotinas anteriores, como se perderam pessoas… Perdeu-se muito, a muitos níveis, e sobre isso não parecem existir dúvidas…

 Quando existe uma catástrofe de proporções mundiais, como uma pandemia, é inevitável perderem-se coisas e perderem-se pessoas… Também não há volta a dar a isso…

 Nos últimos dias, falou-se muito da necessidade de um “Plano Marshall” na Educação, mas convém não esquecer que, no original, esse programa teve como principal desígnio a recuperação económica dos países europeus intervenientes na 2ª Guerra Mundial, tendo como “mecenas” ou patrocinador os Estados Unidos da América…

Por analogia com o que se passou nessa época, será fundamental e urgente recuperar a Economia do país, pois só dessa forma se poderá pensar em recuperar as eventuais “aprendizagens perdidas”, apesar de poder não existir, no caso presente, qualquer “mecenas”…

Face à urgência e premência da primeira, a segunda poderá esperar… Até porque a segunda só terá condições para se cumprir e concretizar se a primeira se encontrar satisfeita…

 Dificilmente se consegue aprender com a “barriga vazia” ou, se se preferir, a satisfação das necessidades mais básicas como as fisiológicas, onde se inclui a fome, está na base da Pirâmide de Maslow…

 O resto é mero folclore ou paisagem… E nem vale a pena sequer falar da possibilidade de podermos vir a ter mais confinamentos… Tudo a seu tempo, uma coisa de cada vez…

 

 

(Matilde)

 

 

 

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Calendário do Concurso 2021/2022 Atualizado

Com a fase de aperfeiçoamento terminada e com a fase da validação a decorrer deixo o calendário com datas previstas do concurso 2021/2022 atualizado.

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Concurso Pessoal Docente 2021/2022 – RAA

 

Concurso interno de provimento

Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

Concurso externo de provimento

Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

 

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Decreto que regulamenta o estado de emergência

Comunicado do Coelho de Ministros

1. O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto que regulamenta o estado de emergência decretado pelo Presidente da República.
Prosseguindo a estratégia gradual de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença Covid-19, e tendo em conta a avaliação dos critérios epidemiológicos de definição de controle da pandemia, foi decidida a reabertura, no próximo dia 5 de abril, das seguintes atividades:
  • 2.º e 3.º ciclo do ensino básico nos estabelecimentos de ensino públicos, particulares e cooperativos e do setor social e solidário;
  • centros de atividades de tempos livres e centros de estudo e similares, para os alunos que retomam agora as atividades educativas e letivas;
  • equipamentos sociais na área da deficiência;
  • centros de dia de apoio às pessoas idosas;
  • estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com menos de 200 m2 e porta para a rua;
  • museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos ou similares, nacionais, regionais e municipais, públicos ou privados, bem como de galerias de arte e salas de exposições. Estes equipamentos encerram às 22:30h durante os dias de semana e às 13:00 h aos sábados, domingos e feriados;
  • estabelecimentos de restauração para serviço em esplanadas, com um limite de quatro pessoas por grupo. Estes estabelecimentos devem encerrar às 22:30h durante os dias de semana e às 13:00 h aos sábados, domingos e feriados;
  • permite-se o funcionamento de feiras e mercados, para além das feiras e mercados de produtos alimentares, mediante autorização do presidente da câmara municipal territorialmente competente, de acordo com as regras fixadas;
  • atividade física e desportiva de baixo risco, bem como a prática de atividade física e desportiva em ginásios e academias, estando proibida a realização de aulas de grupo;
  • prática de atividade física ao ar livre, em grupos de até quatro pessoas;
  • no âmbito das instalações desportivas permite-se a abertura de determinados equipamentos: campos de tiro; courts de ténis, padel e similares; circuitos permanentes de motas, automóveis e similares; velódromos; hipódromos e pistas similares; ginásios e academias; pistas de atletismo e campos de golfe.

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Bem-estar dos alunos melhorou com o regresso ao ensino presencial – SPZC

 

Bem-estar dos alunos melhorou com o regresso ao ensino presencial

Quase 60% dos educadores de infância e professores do 1º ciclo consideram que o bem-estar e a saúde mental dos seus alunos melhoraram com o regresso ao ensino presencial.

Um terço destes profissionais assinalou também que o seu bem-estar melhorou nestas circunstâncias, e 13,6% considerou estar agora em situação pior.

Estes são alguns dos dados obtidos através da consulta nacional, promovida pela Federação Nacional da Educação (FNE), sobre as condições em que o regresso presencial está a decorrer no âmbito da Educação Pré-Escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico – para Docentes e Não Docentes.

Com base nos dados recolhidos, assinala-se como primeiro conjunto de conclusões, que:

– 32,8% dos docentes regista que o seu bem-estar e saúde mental melhorou com o regresso à atividade letiva;

– 13,6% considera-se pior em termos de bem-estar e saúde mental com este regresso;

– 58% dos docentes assumem que a saúde mental e o bem-estar dos alunos melhoraram neste regresso ao ensino presencial;

– 92% do número total de Docentes consideram que os alunos se adaptaram ao regresso às escolas.

O regresso ao funcionamento das escolas com alunos não trouxe qualquer mudança ao nível de bem-estar dos Trabalhadores Não Docentes, que genericamente se têm mantido em atividade nas suas escolas.

Uma segunda conclusão remete-nos para o cumprimento das regras de segurança nas escolas por parte dos alunos, sendo significativo que 37% dos Docentes refira que os alunos não estão a cumpri-las. Este dado é depois confirmado por mais de 80% dos inquiridos que consideram que o distanciamento social não é respeitado, havendo ainda 52% a referirem a falta de uso da máscara facial nos espaços comuns. De qualquer modo, não podemos esquecer de que estamos neste momento a tratar de alunos do Pré-Escolar e do 1º ciclo.

Em relação ao cumprimento das regras de segurança pelos alunos, 40% dos Não Docentes assinalam que os alunos não as cumprem, e, tal como para os Docentes, o maior registo vai para o incumprimento do distanciamento social.

A terceira conclusão reporta-se ao sentimento em relação às medidas de segurança adotadas nas escolas, sendo que apenas 17% dos Docentes se declara pouco ou nada confiante em relação a elas, e 78% afirma que a escola em que trabalha está a organizar todos os aspetos necessários para garantir que seja um local seguro. Os Não Docentes inquiridos respondem com o mesmo tipo de sentimentos, e na mesma ordem de percentagens.

Numa escala de 1 a 10, em que 1 é o mais baixo nível e o 10, o máximo de segurança, só cerca de 19% dos Docentes e 15% dos Não Docentes se posicionam abaixo do nível 5, o que significa que a grande maioria se sente segura neste momento a trabalhar nas suas escolas.

Um quarto grupo de conclusões refere-se às três maiores preocupações atuais dos Docentes com a sua atividade profissional, e que são:

1º – a saúde e a segurança no local de trabalho;

2º – o impacto da pandemia na saúde mental dos alunos;

3º – o excesso de trabalho.

Em relação aos Não Docentes, na identificação das três maiores preocupações com a sua atividade profissional atual, destaca-se:

1º – a saúde e segurança no local de trabalho,

2º – o excesso de trabalho;

3º – o comportamento dos alunos, a remuneração e a avaliação de desempenho.

Um quinto aspeto considerado nesta consulta foi a apreciação da reação ao processo de vacinação, sendo que foram registados muitos sinais de preocupação e insegurança, embora, na maioria dos casos, se verifique a disponibilidade para a vacinação e uma expetativa positiva em relação ao futuro da normalidade da atividade escolar.

Esta consulta permitiu, desta forma, estabelecer um quadro de conclusões em relação à necessidade de se investir na melhoria das condições que permitam o bem-estar emocional de todos quantos trabalham nas escolas, bem como a necessidade de se insistir na continuação do cumprimento de todas as normas de conduta que protejam a saúde pública.

 

Informação complementar

Esta consulta foi promovida pela FNE, através do seu site e das suas redes sociais; decorreu entre os dias 22 e 26 de março de 2021, e ocorreu na sequência da retomada da atividade letiva presencial em 15 de março de 2021 nas Creches, na Educação Pré-Escolar e no 1º ciclo do ensino básico, que envolveu cerca de 50 000 docentes e cerca de 25 000 não docentes.

Responderam a esta consulta 748 Docentes, 260 Não Docentes, num total de 1008 participantes.

 

 

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Confirma-se a Saída do Ministro da Educação

No passado Sábado o semanário sol antecipava uma remodelação do Governo e apontava o Ministro da Educação como substituível nesta remodelação.

Hoje confirmamos este cenário e o Ministro da Educação, farto de esperar pelo lugar de camarote no estádio de futebol do Benfica, por não ter direito a assistir à formula XPTO na tribuna de honra e por não ter direito a viajar para os jogos Olímpicos de Tóquio, por não ser permitida a entrada de público estrangeiro, resolveu bater com a porta do Ministério da Educação, com a tutela da Juventude e do Desporto.

Disse à saída:

“Lá pela especialidade da família ser o encantamento de burros, essa não é a minha especialidade. Vou voltar à carreira académica, tive uns quantos “combites” para investigar em novas áreas de estudo e vou aceitar. A minha vida académica está longe do fim. Ainda vão ter notícias minhas.”

 

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Escolas francesas fecharam…

O caminho tem que ser feito com muito cuidado. Não queremos um terceiro confinamento.

França fecha escolas e estende confinamento a todo o país

O Presidente francês Emmanuel Macron anunciou esta quarta-feira que as escolas vão fechar durante três semanas para tentar travar a terceira vaga de covid-19 e as medidas em vigor, nas regiões mais afetadas, vão ser alargadas a todo o país.

 

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Notícia do CM que Referia as Contas Para Eliminação das Quotas de Acesso ao 5.º e 7.º Escalão

Em busca no Google de um artigo meu sobre as contas feitas pelo Maurício Brito a meu pedido para analisar os custos com a eliminação das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão encontrei notícia do Correio da Manhã que pegou no assunto.

 

Descongelar vagas para progressão de professores custa 6 milhões de euros por ano

 

Descongelamento teria impacto de 0,007% no Orçamento do Estado.

 

O estudo original encontra-se aqui e irá servir para juntar à documentação da minha futura audição na Comissão de Educação em defesa da anulação das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão.

Se o Ministério da Educação achar que tem números diferentes e que causem qualquer impacto atual ou futuro no Orçamento do Ministério da Educação que o apresente em sua defesa que facilmente desmontarei com outros números.

 

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Novidades na DGAE…

 

 

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