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Meu cantinho mágico, morada de sonhos, leito de recordações.
Como é bom estar aqui deitada na areia, sob o sol da tarde. A brisa primaveril, refresca o meu rosto e parece querer fazer cócegas nos pés desnudados . Sinto-a atrevida subindo pelos tornozelos roubando espaço ao vazio das calças largas.
Venho visitá-lo mas ele ignora-me. Continua a sua labuta contra as rochas, quebrando a constância do azul que se estende até ao horizonte e que se encontra com a minha terra mãe.
Fecho os olhos. Hoje entrego-me à sua melodia forte mas relaxante e desligo-me das coisas da vida que nos perturbam o equilíbrio.
Um sentimento de gratidão apodera-se de mim…Sinto-me privilegiada por poder usufruir das sensações que este lugar me oferece.
De repente pareço estar junto a uma fonte. Elevo o corpo em busca do som. Uma onda atrevera-se a descansar sobre a rocha que não conteve a sua energia e a água deslizava por entre o basalto irregular procurando um lugar para a acolher. E aquele som doce encheu-me de paz…
Que bom…
Como gosto deste cantinho mágico!!
As escolas do futuro já estão aí. O professor perde protagonismo, as carteiras não estão alinhadas, os alunos vão juntos à procura do conhecimento. Tablets e smartphones entram nas salas de aulas e aprender não se faz apenas dentro de quatro paredes
Vive-se neste momento um clima de terror na Educação! Coação, perseguição, invasão da privacidade e terror afeta os profissionais da Educação. Docentes dos diferentes níveis de ensino e não docentes vivem a época mais negra da sua carreira profissional. E ai de quem abrir a boca. Nos corredores o clima é gélido e mais parece um local assombrado com fantasmas à espreita… A passo acelerado nova batalha se aproxima com o final do ano letivo e com a colocação de professores e o erguenúmeno continua a reinar como se fosse o todo poderoso e como se o cargo de diretor regional não fosse passível de substituição. Tudo isto a acontecer, a perpetuar-se perante a inércia do Senhor Secretário e dos Sindicatos, que bem sabem do problema e nada fazem! O mesmo se diz da oposição! E é vê-los, tal qual esquemas piramidais, com joguinhos de cintura e a colocar sócias minoritárias em lugares estratégicos para minar o trabalho de quem pertence mesmo à Educação, e não necessita do rendimento social de inserção. Como tem afirmado perante as pessoas, lembre-se que, mais importante do que ter um cargo, é ter um trabalho, e como colocou professores a se deslocar para os locais mais afastados do Funchal, convém que Sua Excelência, toda poderosa, seja devolvida à proveniência, longe da Educação! Para quando Sr. Secretário?
O IGeFE tem vindo a comportar-se de forma hostil com as escolas, aproveitando todas as oportunidades para lhes subtrair competências e torná-las cada vez mais dependentes das suas orientações e prescrições.
O Ministério da Educação tem-se preocupado em explicar às escolas e ao país as vantagens da flexibilização e do “emagrecimento” curricular, para reforço das aprendizagens dos alunos e da própria autonomia das escolas. A experiência piloto, cujo início se anuncia para setembro, há de trazer mais luz sobre a operacionalização da gestão flexível e sobre os ganhos para o sistema educativo e para a educação, decorrentes da redução do currículo às aprendizagens essenciais.
Por isso, não ficamos descansados ao ver tanto afã em oferecer às escolas autonomia na gestão do currículo e, paralelamente, nenhum esforço para travar os ímpetos da Administração Central no assalto que tem vindo a fazer às suas competências na área administrativa e financeira. Quase apetece dizer que se dá com uma mão para se tirar com as duas.
Há algum tempo atrás, as escolas perderam autonomia e poder de decisão na distribuição de serviço docente e na escolha dos professores para as necessidades residuais. Mais recentemente têm vindo a perder poder de decisão sobre matérias financeiras, neste caso, por ação de um instituto público – Instituto de Gestão Financeira da Educação, I.P., IGeFE – criado pelo anterior governo, com a visível, ainda que não confessada, missão de acabar com a autonomia administrativa/financeira das escolas.
Este organismo tem vindo a comportar-se de forma hostil com as escolas, aproveitando todas as oportunidades para lhes subtrair competências e torná-las cada vez mais dependentes das suas orientações e prescrições, como se as escolas não tivessem órgãos próprios de gestão financeira.
O IGeFE tem retido, abusivamente e contra a vontade das escolas, as verbas a que estas têm direito para execução de projetos cofinanciados por fundos europeus, libertando-as nos montantes e momentos que entende e impedindo, muitas vezes, que as escolas cumpram tempestivamente os seus compromissos perante fornecedores e prestadores de serviços.
Recentemente lançou uma nova orientação que obriga as escolas a pedir cabimento prévio para pagarem ajudas de custo ao pessoal, o que introduz burocracia desnecessária no circuito de despesa e se constitui com uma intromissão clara em competências que são exclusivas dos seus conselhos administrativos. Ou se desconhece que as escolas têm órgãos de administração e gestão ou, conhecendo-os, são tratados como se não existissem.
Foi, também, publicado o Decreto Legislativo Regional que altera o Regulamento de Concurso do Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e Ensinos Básico e Secundário da Região Autónoma dos Açores.
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O Ministério da Educação suspendeu por 150 dias e fez cessar a comissão de serviço de José Biscaia, diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves, na Damaia (Amadora), mas este recusa cumprir as sanções e continua a exercer o cargo.
Julgo que este processo acaba por culminar naquilo que foi levantado aqui no blogue em Novembro de 2015.
Mariana é o nome fictício de uma professora para vos contar uma história verdadeira.
Teve cancro há cerca de três anos.
Fez quimioterapia, radioterapia, continuando medicada sem prazo final previsível. Possui um atestado médico multiusos com 60% de incapacidade. A sua saúde ficou frágil. No final do período de baixa regressou à escola. Tinha à sua espera um horário com dezoito turmas, do 5.º ao 9.º ano, uma média de 22 alunos por turma. Alguns sentavam-se nas mesas, outros não sabiam estar numa sala de aula, brincavam e falavam como se estivessem no recreio. A sua voz saia meio sumida no início da manhã, terminando quase afónica e com tosse, no final do dia.
Foi-lhe comunicado que não teria possibilidade de redução da componente lectiva; teria de trabalhar um mês seguido sem qualquer justificação para qualquer falta (se tivesse alguma consulta de acompanhamento na área da oncologia, como acontecia frequentemente, não poderia comparecer ou teria de fazer permuta, o que seria sempre difícil de conseguir). Por tudo isto deixou de conseguir dormir: com receio de chegar atrasada, de se sentir mal e não conseguir dar as suas aulas…
Situações como esta e tantas outras semelhantes deveriam fazer corar de vergonha a nossa sociedade “civilizada”!…
Uma mãe é sempre aquela pessoa que perdoa tudo aos seus filhos. Perdoa e corrige, encaminhando os seus filhos a enveredar pelos exemplos que ela lhes dá. Uma mãe nunca se pode esquecer que é seu o papel de educadora. Nunca esse papel esteve tão desvinculado de responsabilidade, como quando uma “mãe” responsabiliza terceiros pelos erros de suas “crias” e pelas suas falhas também.
Que ninguém, pai ou mãe, atire a primeira pedra… antes de verificar de que é feito o seu telhado.
Eu só pergunto: Como é lá em casa? Ainda há azulejos no chão da “casinha”? E ainda bem que os colchões já não são de palha…
Em entrevista à TVI, a mãe de um aluno da Escola Secundária da Maia desvaloriza os acontecimentos. A mulher refere que, com base no relato do filho, são comportamentos “normais” de uma viagem de finalistas e que os estragos não são assim tão avultados.
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, garantiu neste sábado que “as escolas estão no caminho”, com a ajuda da tutela, para terem “todas as condições” que permitam a realização do projecto de flexibilização curricular.
“As decisões estão tomadas, agora o processo está em curso e é preciso que continue com toda a tranquilidade, toda a estabilidade e toda a receptividade por parte das comunidades escolares que temos sentido”, afirmou o governante aos jornalistas, em Viseu, durante um almoço com os alunos vencedores das Olimpíadas Portuguesas de Matemática.
A sugestão de leitura desta semana é o livro “A Dança das Raias Voadoras / Requests ou Permissão para Respirar” de Ana Lázaro / Firmino Bernardo. Estes textos foram criados no âmbito do Laboratório de Dramaturgia de 2016, uma iniciativa conjunta do Teatro Meridional, do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da editora Companhia das Ilhas. Os autores tiveram o apoio de um painel constituído por Natália Luísa, Mónica Almeida, Maria João Brilhante, Paula Magalhães, Tiago Torres da Silva e Tiago Patrício.
Sinopse de “A Dança das Raias Voadoras”
Dentro de um barco, perdido entre o céu e o mar, quatro crianças avançam à deriva. Sobrevivem a uma viagem que as salva e condena e, enquanto se confrontam com os perigos da travessia, o medo, a fome, o desejo da chegada, e a solidão, o tempo rouba-lhes os corpos de criança. Revelam os acontecimentos que as trouxeram até aquele momento, conduzindo-nos entre as memórias que trazem de uma terra feita em pó e ruínas, onde a guerra deixou as mulheres sozinhas com as crianças, após se perderem todos os homens.
Ficaremos a saber que a GÉMEA MAIS VELHA era quem apanhava os pensamentos das pessoas, e que nela estão guardados os pensamentos das pessoas da cidade. Descobrir-se-ão as imagens que a CRIANÇA-OLHOS escuta entre a escuridão, e cresce a angústia gritante da CRIANÇA-SÓ.
Só a GÉMEA MAIS NOVA não fala. A GÉMEA MAIS NOVA é uma criança-silêncio perdeu a voz entre os despojos da cidade. É ela quem dança. É ela quem move o barco sem saber que são os seus movimentos que o empurram. É ela que acende os olhos para ver a Dança das Raias Voadoras.
Ana Lázaro
Sinopse de “Requests ou Permissão para Respirar”
Albertina encontra um novo trabalho. As regras são absurdas, o chefe trata-a por Gabriela e recusa memorizar-lhe o nome até ela passar o período probatório, o sistema informático controla-lhe todas as acções (até bloqueia os estores se ela olhar para a janela), mas Albertina está disposta a trabalhar bem e a mostrar o que vale.
A meio da manhã, tenta sair do escritório, mas o sistema impede-a, devido a um erro na base de dados. Cândido, o informático, não consegue resolver o problema. Bartolomeu, o chefe, tenta ajudar e também fica fechado no escritório.
Mas Albertina não está disposta a desistir e utilizará todos os recursos de que dispõe para tentar enganar o sistema e sair dali.
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O que já se estava à espera. Não se chegou a lado nenhum com a “conversa” de hoje. A única solução é ir para a luta, porque este é um momento de luta e por isso temos que ir para a luta… já temos 900 fotografias de professores e se for preciso teremos muitas mais para mostrar ao sr. ministro… um discurso um pouco confuso, mas digno de se ouvir.
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Preparem as listas, comecem a selecionar códigos de agrupamentos, verifiquem distâncias e não se esqueçam de submeter o concurso.
Parece que vamos ter concurso de docentes a decorrer, ainda, durante a interrupção da Páscoa. E todos ao mesmo tempo…
O Ministério da Educação confirmou ao DN que a ” publicação do aviso de abertura do concurso [extraordinário de vinculação]”, que dará acesso aos quadros a cerca de 3200 professores contratados, acontecerá na primeira quinzena de abril” adiantou ainda que esta vinculação vai decorrer “em simultâneo” com os concursos externo (para contratação a termo) e interno (para quadros).
Regulamenta o concurso de integração extraordinária para a seleção e o recrutamento do pessoal docente com contrato a termo resolutivo nos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário da rede do Ministério da Educação.
1. Toda a responsabilidade das mudanças projectadas para a Educação cai sobre os professores, sendo tão curioso verificar o topete com que se anuncia hoje como novo e criativo tudo o que já foi usado e abandonado, como registar as incoerências crassas no seio daquilo que é proposto. Com efeito, que credibilidade podemos atribuir a uma estratégia de intervenção pedagógica que afirma querer construir um novo perfil de saída dos alunos, assente em novas competências, sem tocar no currículo e que afirma, igualmente, que vai definir as “matérias essenciais”, quando essa definição, obviamente, significa intervenção nos programas? Como serão feitos os exames e as provas de aferição? Considerando os programas, em que não vão mexer, ou as matérias essenciais, que vão definir? Tudo isto é uma trapalhada para tornear a lei, que prevê 20 meses entre o momento em que as alterações são anunciadas e o início do ano a que respeitem. Mas se é insensato achar que se pode fazer isto sem mudanças curriculares, mais insensato ainda é pensar que se pode desenvolver uma cultura altamente cooperativa e de trabalho conjunto entre os professores sem intervir nas suas cargas lectivas e não lectivas, designadamente na estúpida burocracia que os submerge.
2. Com o contentamento irresponsável de quem não conhece a realidade, o ministro da Educação puxou pela cabeça e descobriu que a distância entre os nossos jovens e o iluminismo das metas para o século XXI se deve à inadequação da formação de 35 mil professores, que quaisquer 18 milhões de euros resolverão. À burocracia sem sentido que já existia somou a burocracia de um plano de combate ao insucesso, assente na formação do “Professor Novo” e no controle de régulos sobre escravos. Os arautos da flexibilização a qualquer título para os alunos são os mesmos que ajoujam os docentes sob a rigidez estúpida de relatórios inúteis e torrentes de formação bafienta, que passa ao lado da causa das coisas mas, subliminarmente, inculca na classe um dissimulado complexo de culpa e muita frustração. Como gostaria de ver todo este folclore lançado à sarjeta, pela reclamação vigorosa, por parte da classe, do respeito que merece e do pagamento que lhe é devido, depois de uma década de progressão na carreira suspensa e salários congelados. Exemplos recentes de direitos amarrotados, sem reacção adequada?
A secretária de Estado Ajunta e da Educação determinou em despacho que não haverá licenças sabáticas no próximo ano, fazendo, assim, tábua rasa do que prevê o nº1 do art.º 108 do estatuto de carreira dos professores. Nada aconteceu, que se visse.
O IAVE pediu dispensa oficial de serviço para os professores envolvidos na formação de supervisores das provas de aferição do básico, conforme o previsto no art.º 109 do citado estatuto e na portaria 345/2008. O despacho sancionador do pedido diz que as aulas perdidas têm que ser repostas pelos dispensados ou por colegas. O IAVE invocou o interesse público. Mas quem paga o interesse público é o lombo dos professores, com trabalho extra não remunerado. Para Governo de esquerda, estamos conversados. Mas os professores amocharam.
3. Quando um indivíduo utiliza o conhecimento e as competências que adquiriu para resolver problemas e satisfazer as necessidades dos outros, sejam os outros indivíduos ou organizações, e o faz num quadro próprio do ponto de vista legal, moral e ético, a troco de um pagamento que contribui para a garantia da sua própria subsistência e autonomia, dizemos que ele tem uma profissão. Todas as profissões são humanamente dignas. Mas todas as profissões são diferentes. Porque têm utilidades diferentes, complexidades diferentes, requisitos diferentes e, naturalmente, reconhecimentos sociais diferentes. A profissão docente assume relevo particular por cumprir um direito humano básico: o direito à educação. Todavia, o seu estatuto social é cada vez menos prestigiante e nada gratificante, gerando docentes, exaustos, frustrados e mal pagos.
Na educação, a iniciativa aponta o desenvolvimento e a divulgação de recursos educativos digitais para todos os graus de ensino, para disciplinas ou componentes do currículo e a formação de professores dos ensinos básico e secundário.
Por falar no assunto, aqui ficam os números de 2015/2016 retirados do site do DGAE
De facto é preciso gostar muito de ser professor para se continuar a ser professor. Ou isso, ou somos mesmo parvos
Todos os dias vou para a escola. À chegada, encostados a um muro, os alunos do costume, do 7.º ao 10.º ano a enrolar charros, a fumar charros, a vender charros. Digo-lhes “Bom dia”, eles mandam-me para o c… e eu continuo, porque quando me mandam para o c… é bom sinal, é sinal de que ainda estão vivos, não vá um ficar estendido ao comprido do portão da escola como no mês passado mais os tios, as tias, os pais, as mães e primos mil a acusarem-nos de deixar os filhos fumar droga à porta da escola, e eu quando eles fumam droga é do melhor, a dormir sobre as mesas da sala de aula perante o olhar indiferente dos colegas ou das contínuas, não vá alguém acordá-los, porque ao menos enquanto dormem e curam a “pedrada” não chateiam e quando alguém os acorda é do pior, pegam logo no telemóvel enquanto me chamam de filho da p… para baixo e ameaçam partir-me os dentes todos.
Sou professor. Mas não dou aulas, finjo que dou aulas e de manhã à noite separo alunos e alunas desertos por andar à porrada, levo sopapos, bofetadas, empurrões e estaladas, cospem-me na cara e dão-me pontapés, mas antes assim, porque às crianças nem uma nódoa negra que se veja ao chegar a casa quando ainda ontem a Luísa, professora de História, acabou no hospital depois de um encarregado de educação lhe perfurar um pulmão entre um par de murros na cara, os óculos partidos e não sei quantos pontapés enquanto a coitada da Luísa se torcia e esvaía no chão.
Chamar a polícia? Nem pensar, da última vez que aqui vieram era ver os alunos, ao melhor estilo dos macacos, saltar por cima do portão da escola e apedrejar os vidros do único carro do posto, agora inoperacional por falta de fundos, assim dizem eles ao telefone, ou então miúfa, muita miúfa.
Mas eu é que não posso ter miúfa, nem eu nem os meus colegas, caso contrário não temos emprego nem salário, a minha mulher vive a 200 quilómetros com uma filha recém-nascida entre os braços e as serras e alguém tem de pagar os “aptamis” agora que lhe cessaram o contrato de trabalho. É preciso ter azar.
Por isso venho para a escola todos os dias ao mesmo tempo que cadeiras voam dentro das salas, alunos correm de faca na mão uns atrás dos outros, vidros estilhaçam, computadores são partidos ou roubados, ou partidos e roubados, conforme aprouver às pobres crianças, porque contrariá-las nem pensar, para já não falar dos pneus dos carros dos professores, tantas vezes substituídos por tijolos em pleno dia, e eu às vezes gabo a capacidade destas crianças para a mecânica, pelo que até já fui falar com o senhor Director e propor a criação de um curso profissional, e não tivessem as ferramentas sido todas roubadas à chegada à escola e, estou certo, os nossos alunos teriam um futuro brilhante à sua frente. Estou mesmo certo.
De facto é preciso gostar muito de ser professor para se continuar a ser professor. Ou isso, ou somos mesmo parvos. Ou, se calhar, não há outra alternativa senão a do desemprego. Vou pela terceira hipótese. E por isso continuo, ano após ano, cada vez mais longe de casa, cada vez mais próximo da Lisboa periférica, dos bairros periféricos, das vidas periféricas, para sempre condenadas a girar ao redor de nada, sem passado, presente ou futuro que as sustente, e eu lá no meio da reportagem da RTP enquanto uma mãe me encosta contra a parede e me perfura a barriga com uma faca do pão depois da filha lhe ter dito ter sido violada por um colega na minha sala de aula, e eu enjoado a segurar a barriga e as mãos quentes cheias de sangue quente a fugir-me com a cabeça de encontro ao chão, incapaz de lhe explicar que a filha já não vem à escola desde a semana passada, até porque a mulher já tem as mãos no meu pescoço e eu sufoco mais ou menos ao mesmo tempo que um grupo de populares persegue e pontapeia a equipa da RTP, arauto da liberdade e da informação. Hoje morreu um professor, mas isso não foi notícia.
Não sei se os professores estão incluídos. A noticia na versão digital só refere os funcionários que têm 10 pontos, ou seja, os avaliados com o Siadap. Esta medida, tardia, irá ter custos anuais de 200 milhões de euros. Muito pouco para aquilo que o estado ganhou nestes 10 anos… Resta que, quem leu a noticia em papel ou sabe mais alguma, nos diga mais alguma coisa… Sempre é uma esperança…
Vão-me dizer que ninguém é perfeito… mas há que concordar que iniciativas como esta são de louvar. Eu, com um coração de outra cor, também sou um dos que concorda
Iniciativa da Fundação Benfica que mostra aqui uma das suas iniciativas que visam a inclusão social e a educação.
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6. Foram aprovadas as linhas orientadoras para o Plano Nacional de Leitura 2027 (PNL 2027), estabelecendo uma aposta na consolidação das ações concretizadas nos primeiros dez anos do PNL e em novas vertentes a desenvolver até 2027.
Privilegia-se no PNL 2027 uma política interministerial, com uma aposta clara na literacia científica e digital e na interação com outras esferas de conhecimento, como a artística, privilegiando sempre a abordagem inclusiva das práticas de leitura.
Pretende-se, assim, criar condições para a promoção da política do livro e da leitura através das bibliotecas escolares e das instituições de ensino superior, bem como da rede de Centros Ciência Viva. O objetivo é reforçar os hábitos de leitura entre as crianças e jovens, estabelecendo uma nova ambição de envolvimento das famílias e da população em geral, com vista à aprendizagem ao longo da vida.
A implementação, acompanhamento e monitorização do PNL 2027 serão assegurados por uma Comissão Interministerial, na dependência do Ministro da Educação em articulação com os Ministros da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a qual será presidida por Maria Teresa Calçada e Elsa Maria Conde.
“Esta é uma questão que não tem só a ver com a situação pontual das provas de aferição em Educação Física mas com o as condições de equipamento e de espaço para a leccionação de uma área disciplinar – Expressão Físico Motora, que é obrigatória em todas as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (públicas e particulares) do nosso país.” SPEF
De facto, esta questão dos espaços e materiais, nunca pareceu um grande problema, até agora. Mas sempre foi…
Este ano estou com sorte, a minha escolinha tem um pequeno ginásio onde se podem aplicar as Provas de Aferição de Expressões Físico-Motoras. Mas das muitas escolas pelas quais já passei, como docente, só outra tinha um espaço apropriado à lecionação de Expressões Físico-Motoras, a maior parte não tem. Onde se realizará a prova nessas escolas? No recreio? Pelo menos seria uma prova com assistência, (a família do João passou o tempo todo, de duração da prova do petiz, a gritar e a aplaudir, incentivando-o a saltar mais longe e mais alto) teria uma vertente pública. Também poderá ser realizada numa sala de aula, depois de limpa de todo o mobiliário topo de gama. Nesta versão, a assistência seria improvável de acontecer, mas talvez tivéssemos os alunos alinhados em fila indiana, no hall, à espera de poder entrar e, com o seus remates, tentar não marcar a parede de branco imaculado. O refeitório também é uma opção válida. Sempre se pode trincar qualquer coisita, nos intervalos entre um e outro aluno…
Vamos ver como irão decorrer estas Provas de Aferição, porque já sabemos, “A tropa manda desenrascar” e os professores portugueses cumpriram, todos, o serviço militar.
O material? Logo se vê. Se o banco não for sueco, é norueguês ou coisa assim.
Já escrevi sobre algo deste género… Não é nada que, quem ande pelas escolas do 1º ciclo estranhe. A falta de material é algo usual nestes estabelecimentos de ensino, todos o sabem. Estas noticias só aparecerem nestas alturas, é que é estranho. Será que nos estabelecimentos sede não existem esses materiais para “emprestar”?
Mas deixo uma pergunta. Se não há material para o dia a dia, como é que os alunos e os professores trabalham?
Venham lá agora defender as expressões, e coisa e tal…
A maioria das escolas de 1.º Ciclo não possui todo o material exigido para as provas de aferição às Expressões Físico-Motora e Artísticas no 2.º ano.
Há autarquias a comprar agora esses equipamentos e agrupamentos que terão de ir buscar material emprestado aos outros ciclos. Resultado, frisa o presidente da Confederação Nacional Independente de Pais: “Há alunos que vão ter de fazer exercícios com equipamentos que nunca experimentaram”.
Nada tenho a dizer da criança e dos seus encarregados de educação, além de que nenhum está a cumprir o seu papel, e tenho tudo dito. Agora, será que as entidades competentes estão à espera que alguém, além de quem devia, tome uma medida? A CPCJ está atenta? Que raio quer isso dizer? Andam a seguir o rapaz para ver quando é que ele faz algum disparate digno de se ver? Será que o Estatuto do Aluno não se aplica a alunos do 1º ciclo? Será que as “liberdades” deste aluno se sobrepõe às liberdades de uma comunidade escolar? Nada mais se pode fazer do que se limitar a estar atento? Não há uma avaliação? (seja lá o que isso for) Não há, aquelas coisas?… aquelas equipas… as multidisciplinares! As equipas multidisciplinares! Não há nenhuma que acompanhe a criança e a sua família?
Andamos a brincar às sociedades “tolerantes”, mas a tolerância não é para todos…
Jovem ameaçou colega de morte e agrediu professores e funcionários
Um aluno, de apenas 11 anos, que frequenta a Escola Básica de Silvade, em Espinho, anda a aterrorizar os colegas.
O menor chegou a ameaçar um aluno mais novo de morte e os pais estão indignados com a atitude do aluno e já denunciaram o caso às autoridades.
O ambiente no centro escolar está caótico e há já um grupo de pais a acusar o menor de agredir professores, funcionários e colegas, nos últimos dois anos.
Existem relatos de agressões e o jovem chegou mesmo a partir o pulso a uma professora.
A Comissão de Proteção de Crianças e jovens já sinalizou esta criança e está agora atenta.
Serve a presente publicação para informar que é dado início ao procedimento conducente à elaboração do despacho que determina o calendário dos estabelecimentos de educação e de ensino, bem como o
calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.
Publicado a 28 de março de 2017. A constituição como interessado pode fazer-se nos 10 dias úteis subsequentes.
A constituição como interessado no presente procedimento depende de declaração escrita nesse sentido, dirigida ao Diretor-Geral da Educação, podendo igualmente ser e enviada para o endereço eletrónico [email protected]
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Guilherme, 12 anos e aluno do 6.º ano assume: “o Mentes Sorridentes [nome do projeto] está a influenciar a minha vida”. Porquê?, indagámos. “Antes explodia com muita facilidade, hoje quando me começam a chatear respiro fundo e tento controlar-me”, responde. E resulta?, insistimos. “Bem, hoje sou mais amigo das outras pessoas e também tenho mais amigos”.
Dulce Gonçalves, professora de Educação Especial, percebeu há dois anos, após usar os exercícios de respiração nos seus alunos, que tinha de alargar o mindfulness na escola. Juntou um grupo de oito professores e a psicóloga do agrupamento (Daniela Feio) e apresentou o projeto ao diretor.
No ano passado, após concluírem formação, essa equipa de docentes começou a fazer sessões de 20 minutos por semana a alunos, sinalizados por indisciplina, défice de atenção ou ansiedade, a professores e funcionários, durante oito semanas cada grupo. No final, o inquérito feito a professores e pais pelo Centro de Neurodesenvolvimento do Hospital Beatriz Ângelo, que monitoriza o projeto, confirmou que mais de 40% dos alunos melhoraram os níveis de atenção e reduziram a impulsividade.
Primeira ideia: o balanço geral é positivo. Ainda é cedo para balanços definitivos
Segunda ideia: sem uma reforma curricular, esta reforma é só meia-reforma.
Terceira ideia: está tudo nos ombros dos professores.
Quarta ideia: um consenso político seria uma mais-valia, para evitar futuras reversões.
QUINTA IDEIA: QUANDO NOS QUISERMOS APROXIMAR DA FINLÂNDIA VAMOS A ESPANHA AOS CARAMELOS… (ainda não descobriram que temos de trilhar o nosso caminho, não o dos outros)
O próximo ano lectivo vai trazer muitas novidades, com um projecto-piloto que pretende aproximar a Educação em Portugal da Finlândia. É uma boa ideia, defende Alexandre Homem Cristo. Mas há perigos.
Já se adivinhava e, agora, confirmou-se: o próximo ano lectivo trará novidades significativas para as escolas, as principais sob forma de um projecto-piloto. Quais? Três em particular. A multi e interdisciplinaridade (com aulas temáticas) – permitindo aos professores trabalhar em conjunto à volta de temas ou, por exemplo, fundir disciplinas. A flexibilização de 25% na gestão da horária – permitindo, por exemplo, que algumas disciplinas se tornem semestrais. E a definição das “matérias essenciais” nos programas das disciplinas – permitindo aos professores fixarem-se nessas e deixar de lado parte do programa.
Esta semana temos o livro, Um Gato à janela, de Francisco Pereira.
Sinopse
Um homem desencantado, uma ideia mirabolante, um gato que adora estar à janela! Um homem à volta de mulheres, com sexo e amor a sobreporem-se à vez, uma ideia violenta, um atentado em Lisboa, será isso possível, de que modo, talvez seja improvável mas é perfeitamente possível!
Se tiverem interesse em dar a conhecer obras da vossa autoria enviem sinopse e capa do livro para o seguinte e-mail.
Aplicação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 27 de março, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 28 de março de 2017 (hora de Portugal Continental).
O Ministério da Educação também quer incluir os Colégios na flexibilização. Para isso vai convidá-los a integrar este projeto piloto. As escolas da rede pública voluntariam-se.
As 25 horas voltam no 3.º e 4.º anos. O inglês passa a ser lecionado dentro do horário das 25 horas, sem que os alunos tenham as atuais +2 horas letivas.
Os Intervalos voltam a ser considerados horário letivo.