O “sistema” ganhou professores… e vai ganhar mais.

 

As razões para este aumento do número de docentes são obvias. São elas, a quase ausência de aposentações, (que este ano se tem vindo a manter), e à entrada nos quadros de cerca de quatro mil docentes na legislatura anterior. Estamos à espera que os números deste governo não desiludam…

 

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13 comentários

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    • Zéze Camarinha on 4 de Junho de 2017 at 12:35
    • Responder

    “Em comparação com o ano letivo anterior o sistema de ensino perdeu cerca de 37 mil alunos. O Pré-escolar surge como o único a ganhar alunos, fruto das politicas que ainda estão em curso.”

    Acrescento eu: O sistema de ensino VAI CONTINUAR A PERDER ALUNOS devido á evolução demográfica.

    “O sistema ganhou professores…e vai ganhar mais”

    Há aqui qualquer coisa que não encaixa.

    Se o número de alunos diminui progressivamente a conclusão óbvia é que o Número Total de Docentes alocado ao Sistema também diminua. A não ocorrer esta situação algo vai mal. Muito mal mesmo. Talvez má gestão dos recursos humanos e dos dinheiros públicos.

      • Docentes on 4 de Junho de 2017 at 13:50
      • Responder

      O Número Total de Docente inclui os docentes que estão a substituir outros docentes (por doença ou licença de parentalidade, por exemplo).

        • Zéze Camarinha on 4 de Junho de 2017 at 14:17
        • Responder

        Uma coisa são Necessidades Permanentes do Sistema e essas pela evolução da população, vão diminuir.

        Coisa diferente, são necessidades pontuais do Sistema devido a BAIXAS MÉDICAS dos professores e essas deviam estabilizar e não aumentar como ocorre neste momento.
        Este aumento de Baixas Médicas está relacionada com dois factores: 1º) não existirem juntas médicas e portanto não existir qualquer controlo. É sabido que grande parte são Baixas fraudulentas; 2º) qualquer docente (funcionário público) recebe pela Baixa Médica a 100% (o único desconto é o subsidio de refeição).

        Portanto isto é um Forrobodó com o dinheiro dos contribuintes.

          • Ana Mafalda Torres on 4 de Junho de 2017 at 22:44

          Peço desculpa, mas gostaria de esclarecer que eu e uma larga percentagem de professores, só ganho 60% do vencimento… Já mt coisa mudou na função pública (com os docentes, nomeadamente) nos últimos anos…

          • Ricardinho on 4 de Junho de 2017 at 22:55

          A colega Ana tem toda a razão. A maioria dos docentes quando se encontram de baixa médica só recebem 60% do seu salário à semelhança dos restantes trabalhadores do setor privado.
          O Zéze Camarinha está desfasado da realidade actual.

    • Zéze Camarinha on 4 de Junho de 2017 at 14:08
    • Responder

    O MEC tem um Gabinete de estatística o que lhe permite fazer projeções a longo prazo.

    A evolução da população é determinante no que se irá passar a nível de necessidades do Sistema de Ensino.
    O que podemos ver em termos de evolução da população é uma acentuada diminuição da Taxa de Natalidade. Logo menos necessidades de equipamentos e de mão-de-obra no setor.

    Também é verdade que temos um Corpo Docente envelhecido e uma elevada percentagem de docentes com idade superior a 55 anos. Logo, nos próximos anos vão ser necessários docentes, para de forma progressiva, substituírem aqueles que se reformam.

    Tudo isto é verdade, mas isto não significa que por cada 100 professores que se reformem, entrem 100 contratados para o seu lugar devido á evolução da população. Provavelmente, por cada 100 docentes aposentados irão entrar 80 contratados.

    O Sistema está em contração e não em expansão.

    Há aqui uma outra questão que importa dissecar e que tem a ver com a razão de andarem cerca de 50.000 Contratados a taparem-buracos aqui e ali.

    O que se passa para isto ocorrer?

    Eu respondo: – devido ao envelhecimento dos professores, ás (pseudo) gravidez de risco e à falta de controlo (ausência de juntas médicas) nunca existiram tantas BAIXAS MÉDICAS como durante o mandato deste Governo.

    É impressionante o número de professores de baixa médica (larguissimos milhares).

    • Pinguim on 4 de Junho de 2017 at 15:23
    • Responder

    Portugal – Número Total de Nascimentos

    1960 = 213.895
    1970 = 180.690
    1980 = 158.309
    1990 = 116.321
    2000 = 120.008
    2001 = 112.774
    2002 = 114.383
    2003 = 112.515
    2004 = 109.298
    2005 = 109.399
    (…)
    2012 = 89.841
    2013 = 82.367
    2014 = 82.367
    2015 = 85.500
    2016 = 87.126

    Fonte: PORDATA

    http://www.pordata.pt/Portugal/Nados+vivos+de+m%C3%A3es+residentes+em+Portugal+total+e+fora+do+casamento-14

      • Filipe on 4 de Junho de 2017 at 22:02
      • Responder

      Falta especificar a mortalidade infantil, principalmente nos 1960-70. O aumento da idade da escolaridade obrigatória, as disciplinas etc …
      Números assim não quer dizer nada sem um pouco de reflexão, raciocino.

        • Pinguim on 4 de Junho de 2017 at 22:25
        • Responder

        Filipe acha mesmo que estes números não tem significado nenhum?

        Meter a cabeça na areia não é solução. O estado de negação paga-se caro.

    • Programa Nacional Natalidade on 4 de Junho de 2017 at 15:42
    • Responder

    ULTIMA HORA

    O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, propõe-se tomar medidas no sentido de alterar a evolução da população.

    No sentido de alterar o Número de Nascimentos em Portugal será colocado em cada Agrupamento de Escolas um Macho Latino. O Coordenador deste Programa Nacional será ZÉZÉ CAMARINHA.

      • Ricardinho on 4 de Junho de 2017 at 22:51
      • Responder

      O Programa Nacional Macho Latino (PNML) coordenado pelo Profº. Doutor ZÉzé Camarinha poderá vir a dar resultados a médio/longo prazo.

      Penso ser bastante assertivo colocar este programa em marcha.

      O Programa Nacional de Leitura (PNL) também deu frutos.

      Vamos aguardar para ver até que ponto se consegue inverter o Insucesso da Natalidade em Meio Escolar.

    • Silvia on 4 de Junho de 2017 at 15:59
    • Responder

    Expliquem-me como é que um sistema que perde milhares de alunos ganha e vai ganhar professores.

      • Docentes on 4 de Junho de 2017 at 17:42
      • Responder

      O mesmo sistema que contrata muito mais milhares de professores do que aqueles que vai “ganhar”?
      O sistema não vai ganhar professores. Vai passar a efetivos muitos que há anos são contratados e ainda vai continuar a contratar milhares.
      Ou está a esquecer-se que os contratados existem e fazem parte daqueles números?

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