ESTUDO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS DOCENTES DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR (EPE) E DO PRIMEIRO CICLO (1.ºC) DO ENSINO BÁSICO EM RELAÇÃO ÀS DOS RESTANTES SETORES DE ENSINO
É este o estudo que serve como base à Petição – “PELA IGUALDADE” – PELO RESTABELECIMENTO DE UM REGIME ESPECIAL DE APOSENTAÇÃO PARA OS DOCENTES DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR E DO PRIMEIRO CICLO DO ENSINO BÁSICO
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/01/estudo_CONDIÇÕES-TRABALHO.pdf”]
(Fonte: https://drive.google.com/file/d/0BzxbVWbKsQJMNEhteEtXZGEzXzA/view)
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14 comentários
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Li com atenção a petição e a argumentação da mesma. Não sou actualmente professora do 1º ciclo. Mas já fui. Poderia dizer muita coisa sobre a petição e argumentação, mas vou deixar falar quem sabe muito mais do que eu sobre Educação em Portugal: Santana Castilho.
No dia 23 de Setembro, neste blog, foi publicado um artigo escrito por Santana Castilho (http://www.arlindovsky.net/2015/09/opiniao-de-santana-castilho-no-publico-de-hoje/) que fala sobre as horas de trabalho de um professor. Transcrevo apenas uma parte (e os curiosos por todo o texto têm o link) onde estão alguns números que não foram tidos em conta nesta comparação de condições de trabalho:
“Será normal que os professores portugueses estejam coagidos a semanas de trabalho com duração superior às 48 horas, que o Tribunal de Justiça da União Europeia definiu como linha vermelha? Exagero meu? Então façamos um exercício, que está longe de configurar as situações mais desfavoráveis.
Tomemos por referência uma distribuição “simpática” de serviço, nada extrema, (há muito pior) de um hipotético professor com 6 turmas, 25 alunos por turma e 3 níveis de ensino (7º, 8º e 9º anos). Tomemos ainda por referência as 13 semanas que estão estabelecidas no calendário escolar oficial, como duração do 1º período lectivo de 2015-16. Continuemos em cenários que pequem por defeito: as turmas do mesmo nível são exactamente homogéneas, não necessitando de aulas diferentes, e o professor tem os mesmos alunos duas vezes por semana. Então, este professor terá que preparar 6 aulas diferentes em cada semana. Se pensarmos numa hora de trabalho para preparar cada lição (o que é mais que razoável), estaremos a falar de 6 horas por semana. Nas 13 do período, resultarão 78 horas.
O nosso hipotético professor vai fazer 2 testes a cada turma. Nas 13 semanas lectivas fará 12 testes. Voltemos a considerar apenas uma hora para conceber cada teste (concebê-lo propriamente, desenhar a grelha de classificação e digitar tudo requer mais tempo). Claro está que os testes têm que ser corrigidos. Se o nosso professor cobaia for razoavelmente experiente e despachado, vamos dar-lhe meia hora para corrigir cada um dos 300 testes. Feitas as contas, transitam para a soma final 162 horas.
O que se aprende tem que ser “apreendido”. Os exercícios de aplicação e de pesquisa são necessários. Então agora, com a “orientação para os resultados” com que o assediam em permanência, o nosso professor não pode prescindir dos trabalhos de casa e de outros tipos de práticas. Imaginemos que apenas pede um trabalho em cada semana e que vê cada um deles nuns simples 5 minutos. Então teremos de contabilizar mais 162 horas e meia, relativas a todo o período.
Se este professor reservar 2 escassas horas por semana para cuidar da sua formação contínua e actualização científica, são mais 26 que devemos somar no fim.
Acrescentemos, finalmente, as horas de aulas e as denominadas horas de componente não lectiva “de estabelecimento”. São mais 318 horas e meia. Somemos tudo e dividamos pelas 13 semanas, para ver o número de horas que o professor trabalhou em cada semana: 57 horas!
Além disto, há actividades extracurriculares, visitas de estudo, conversas com alunos e pais, reuniões que não caem dentro das horas não lectivas de estabelecimento e, em anos de exames, pelo menos, algumas aulas suplementares.”
Este escriba só se preocupa com o seu umbigo, com o seu “quintalzinho”. Grande visão…
Não foste tu que escreveste isto sobre “este escriba”, “Do Contra há 7 meses:
Quando não fala dos seus interesses, tendo a concordar com o redator do texto.
Somos, de facto, uma classe desunida, mas uma das mais plurais e democráticas e uma das menos corporativistas… Tais factos nem sempre são maus, mas, no nosso caso, até o são.” Então? Será que ele “só se preocupa com o seu umbigo, com o seu “quintalzinho”. “? Ou será que tem que passar por ti para postar seja o que for? Decide-te, rapaz… Ou pelo menos sê coerente naquilo que dizes. Ele deve estar mesmo interessado na tua opinião sobre o que publica ou não.
Outra vez a treta dos pobres professores de 1 ciclo e educadores. Acabem com a monodocência e atribuam-lhe 200 alunos numa disciplina com testes para corrigir e um horário cheio de buracos.
As “bábás”, os “professores primários” e os “regentes escolares” fizeram um grande esforço intelectual para tirarem o que equivale agora ao 9º ano e realizarem o Magistério Primário e, por isso, merecem uma reforma passados 2 anos de trabalho. Eu apoio!
Aqueles que fizeram os Cursos nos PIAGES, ESES e outras tascas tembém fizeram um enorme esforço e, por isso, também merecem reformar-se mais cedo. Apenas 5 anos de trabalho acho perfeitamente razoável.
Não queria mais nada minha senhora, os espertos do 1º ciclo a passarem de cavalos para burros…sabem que o portuguesinho adora o fadinho da desgraça.Desgraçadinhos no ensino só o 1º ciclo e com alguma sorte os docentes do pré-escolar.Aturar crianças pequenas leva à exaustão.No 2º e 3º ciclo os alunos já vem mansinhos.Já viu alguma turma indisciplinada acima do 4º ano? Claro que não existem…É mais difícil aturar 30 crianças pequenas do que 200 adolescentes.Daqueles adolescentes que senhora conhece mandam para o alho e bugalho.Qualquer criatura atura 200 por manhã.
A colega esé errada. Muito errada. Os problemas e processos disciplinares mais graves são nos 6º,7º e 8 º anos. Entre os 12/13 anos e os 15/16.
Por outro lado as turmas de 1º ciclo tem no máximo 26 alunos. E no Pré 25 .
Pelo contrário no 5º ao 9 º e no secundário o número de alunos é de 30 alunos. Pode consultar a legislação : Despacho normativo nº 7-B/2015 de 7 maio.
Mas o mais dificil no 1º ciclo e na Pré – Escolar são os Exames. Preparar estes alunos para exames é desgastante.
desgastante, lolololololololol.
De facto, este pessoal NÃO SABE O QUE É TRABALHO.
Dou-lhe, por uma semana, os meus profissionais e vocacionais, mas pode ficar com eles o resto do ano.
E já agora, eles também fazem exames dos módulos no final do ano. Durante o ano, não estudam, canalizam as energias para enviar os professores de baixa.
Colega, o Pré não tem exames. Não entendeu nada do que eu disse.
Eu estava a ironizar.Os professores do 1º ciclo consideram-se as criaturas mais importantes do sistema educativo, eles sabem mais.Eles são s mais desgraçadinhos, eles aturam os meninos nas piores idades.Eles. eles, eles…
Em relação a aturarem as crianças mais difíceis etariamente acho que é mentira.As educadoras são muito mais sacrificadas a aturar miúdos birrentos que muitas vezes merecem uma boa nalgada.
Em termos de indisciplina os piores casos são no 2º e 3º ciclo.Há ainda uma franja difícil de alunos que são os profissionais e vocacionais)alunos com histórias de vida muito difíceis e etc.).
Um professor do secundário tem de estar cientificamente preparado e com uma bagagem inteletual que os professores do 1º ciclo não querem ter.Entretanto tem o desplante de se achar tão competentes como qualquer professor de reputadas universidades internacionais.
Enquanto não se acabar com a manipulação da carreira única, de certeza que os mais desgastados psiquicamente não são os professores do 1º ciclo que nos ultimos 30 anos tem sido vergonhosamente priviligiados.
Faço minhas as palavras da Alexandra.
Nunca percebi porque é que os professores do 1º ciclo, durante anos, usufruíram de direitos que os outros professores nunca tiveram: (reformas aos 52 anos; licenciaturas tiradas em meses para poderem auferir de uma reforma de topo…)
Conheço muitos aposentados do 1º ciclo com pouco mais de 60 anos cheios de vida e de saúde (ainda bem) com reformas que jamais serão atribuídas aos atuias docentes.
Concordo que esses professores passem a leccionar a 200 alunos (7 turmas de 30 alunos cada), como já aqui foi dito, e que tenham 4 níveis para preparar, testes para fazer e corrigir. Penso que só assim irão perceber o que é o desgaste.
Por que não foi então para o 1ºciclo?
O Rui deve estudar mais Matemática, 25 tempos letivos = a 25 horas de trabalho no 1° ciclo, retirando-lhes uma hora por dia das paragens da manhã e da tarde = a 20 horas de efetivo trabalho, 1200 minutos, qual a diferença?
Sou professor do 2° ciclo, o meu horário é de 1250 minutos, 25 tempos de 50 minutos.