Como em breve vai ser discutido com as organizações sindicais o Orçamento de Estado para 2016 e pelos vistos também faz parte dessa reunião o congelamento das carreiras (progressões) da Administração Pública, é bom relembrar que caso apenas seja descongelada a carreira da Administração pública em 1 de Janeiro de 2018, todos os trabalhadores nessa altura estarão congelados para efeitos de progressão 9 anos e 4 meses.
No caso dos docentes, para além de terem a sua progressão condicionada ao tempo de serviço, têm também a sua avaliação condicionada a essa progressão, não se passa o mesmo para quem é avaliado pelo SIADAP que vai amealhando pontos para uma futura progressão.
Os 9 anos e 4 meses de serviço são para muitos docentes dos quadros já mais de metade de todo o seu tempo de serviço na Administração Pública.
Se vai ser discutida a progressão nas carreiras e o congelamento dessas progressões é bom que alguém se lembre de recuperar todo o tempo de serviço congelado para um futuro próximo.
Já nem falo de ser entregue todo esse tempo de uma só vez, mas de forma faseada.
Se porventura por cada ano de serviço fosse recuperado uma percentagem do tempo perdido seria feita a reposição desta injustiça criada a quem trabalhou e suportou este período de crise.
Fica o desafio.





6 comentários
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Mas porquê 2018? Isso era com o psd/cds.. agora o que se espera é que descongelem já. Já estamos há uma eternidade congelados.
Concordo! E importa não esquecer todos os colegas que vincularam e continuam a receber como contratados. Ou seja, o tempo de serviço acumulado antes do congelamento não serve para nada. As injustiças continuam! Esse tempo devia ser contado e dar-se um reposicionamento referente a essa época!
O que é “receber como contratados”?
Está no acordo entre PS/BE /PCP e PEV.
A avaliação do desempenho docente é uma perversão científica e pedagógica. Na minha escola (escola pública com 3.º ciclo e ensino secundário), uma educadora de infância avalia docentes com mestrado e doutoramento (anterior a Bolonha), quase 30 anos de serviço e formadores de professores certificados pelo CCPFC. O ex-ministro crato , o director da escola e seus amigos da DGESTE, DGAE e IGEC dizem que mestrados e doutoramentos pela Universidade de Lisboa e pela Universidade do Porto não valem para nada, a experiência profissional não vale para nada, a certificação de formadores pelo CCPFC não vale para nada. É o fascismo: instauraram um processo disciplinar a um dos docentes mais qualificados do país (neste nível de ensino) e o mais qualificado da escola para o calarem (como no tempo do fascismo)!
Por favor podem informar-me se atualmente uma educadora bacharel com o atual estatuto esta equiparada a licenciada . Obrigada Maria Oliveira
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