Pessoal não docente das escolas com ordem para mudar de estabelecimento de ensino
Agrupamentos escolares do Norte do país estão a receber instruções do Ministério da Educação para transferirem para outros estabelecimentos de ensino o pessoal não docente considerado excedentário.
A ideia é redistribuir os trabalhadores consoante as necessidades de cada escola.
Destinada a produzir efeitos já no próximo ano lectivo, a medida está a deixar em pânico auxiliares de acção educativa e funcionários administrativos, dizem os dirigentes sindicais, que ignoram por enquanto se será estendida ao resto do país.
Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Educação mostrou-se parco em esclarecimentos: “Trata-se de um procedimento anual para aferir os rácios de assistentes técnicos e operacionais das escolas. Caso haja a mais, os funcionários podem voluntariamente optar por outras escolas que os possam receber dentro do mesmo concelho e até 30 km de distância”.
O que a tutela não diz, mas está escrito na ordem de serviço recebida nos agrupamentos escolares do Norte, é que quem não aceitar a transferência pode ser colocado noutro estabelecimento de ensino compulsivamente. A selecção será feita com base no tempo de serviço na carreira, nas três últimas avaliações de desempenho e no tempo de serviço na função pública.




42 comentários
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Boa medida de gestão. Na minha cidade havia 4 escolas onde ficaram apenas dois agrupamentos. Acontece que continuam a funcionar as 4 secretarias. Qual a razão para os órgãos de gestão não encerrarem as duas secretarias que não funcionam nas respectivas sedes de agrupamento? Depois pedem autonomia? Resultado: Se não sabem gerir alguém tem de lhes dar ordens.Nota: As 4 escolas estão num raio de 2 Km, mais ou menos.
Se calhar porque são precisas. E que vão fazer aos funcionários? Pô.los todos nas 2 secretarias? E os alunos das outras duas que encerrariam na sua perspectiva? No caso do SASE iriam à sede do Agrupamento? Em que mundo vive o amigo (a)
E o sr ou sra continuaria a pensar assim se encerrassem as escolas e fosse para o olho da rua ( para o caso de ser professor(a)? OU é mesmo um professor (a) da treta ou anda neste mundo por ver andar os outros. Criticar por criticar e só ficar feliz com a miséria dos outros.
Já vi que votou nesta escumalha e ainda por cima goza
Amigo (a), vá bardamerda
Vá chamar amigo `pu… que o(a) p…iu.Vá parasitar para o ra…o que o pa..ta. Deve pertecer à esquer…lha paraita. Deixe de “mamar” à conta do contribuinte e arranje o próprio emprego. Vás chupar na quinta pata do cavalo.
É uma pena isto ser entre anônimos. Gostava de ver se tinhas tanta coragem se te tivesses de identificar… Amigo ZTR, concordo com o comentário do Frankie e vá bardamerda. A gajos como tu dava o mesmo tratamento a Passos Coelhos. Só falam atrás de anonimato ou segurança apertada.
Buccco? Este pede aos outros o que ele próprio não faz. Por acaso está identificado? É assim que mostra a coragem que pede aos outros?. Identifique-se e diga lá que tratamento dava ao Passos Coelho. Garganta há muita, Mais um que “cospe” na mão de quem lhe dá de comer. Vá bordamerda.
Ó Frankie (nome de ..erda), pela sua filosofia as escolas primárias das aldeias também deveriam ter uma secretaria cada uma. No caso do SASE, onde vão/foram esses meninos?
Comunóide este Frankie. Por isso não passam dos 8%, mas vivem felizes e contentes.
Tem razão. Estão sempre contra quem lhes paga o ordenado mas criar empregos e pagar salários não é com eles.
A minha resultou da fusão e juntaram as secretarias, o certo é que há pessoas a mais e a ver a que menos faz!!! Podiam transitar para assitentes operacionais, estas sim em falta!
Sim, podiam transitar para assistentes operacionais… Concordo e acrescento mais uma ideia seguindo a mesma lógica: como há professores QE/QA em excesso também podiam transitar para professores contratados (recebe-se menos, logo ajuda-se o Estado) ou para outra qualquer função necessária à escola. Afinal de contas, as habilitações das pessoas não importam muito desde que tenham emprego.
E já agora, pela mesma ordem de ideias, porque não passar os professores para assistentes operacionais? Ou os directores que sobraram das agregações para administrativos? Ou então porem os administrativos ou assistentes operacionais que dizem estar a mais a substituírem os contratados? Tantas ideias fantásticas, todas em prol da qualidade da Escola Pública…
Se não são necessários então pague-lhes do seu ordenado.
Vá mas é fazer a Prova…
O meu Agrupamento é o único do concelho, onde há 5 anos atrás havia 4 agrupamentos e uma escola secundária, tem 75% de assistente técnicos em excesso…não existem lugares disponíveis no raio de pelo menos 150 km (à semelhança do resto do interior). Agora gostaria que o SENHOR MINISTRO me explicasse como vai mobilizar estas 15 pessoas assim como umas tantas centenas, pelo resto do interior do país!? Já agora, se a antiguidade for realmente fator preferencial, vou ficar de fora a observar alguns dos meus colegas com 30 anos de serviço que mal sabem tirar fotocópias e ligar o computador; a entrar em ação com as plataformas do MISI, DGAE, SIOE, GAVE, ENES, ENEB, PAEB, ANQ, SIGO, etc… Eu tenho dez anos de serviço, já trabalhei em praticamente todas as áreas, não me foi proporcionada qualquer formação, aprendi sozinha e com a ajuda dos colegas, no entanto sinto-me preparada para qualquer serviço, ganho o mesmo salário de há dez anos atrás…no entanto, sou a cabeça de lista dos disponíveis, se o fator preferencial for a antiguidade!
Com o maior respeito pelos Senhores Professores com os quais lido diariamente, mas pelo que me é dado a entender por alguns comentários, alguns deles duma vulgaridade e falta de educação inqualificável, parecem-me escritos pela classe docente. Estes senhores devem ser daqueles que quando vão aos serviços administrativos não sabem preencher o formulário mais básico ou colocam por exemplo no campo Grupo (de recrutamento) “(RH-)”… que me perdoem os outros, onde ainda para sorte dos alunos, existe gente competente, capaz e inteligente!
Muito Bem Colega assistente técnica
Isto é muito bonito, falar em rescisões e não publicarem os números reais de funcionários existentes nos serviços.
Chamo a atenção que estamos, aptos para exercer funções em qualquer Organismo. Recordo que a Categoria Assistente Técnico não é exclusiva do Ministério da Educação e Ciência.
🙂
Enquanto a função pública funcionar com base em idade e graduações de farsa assistentes técnicos, operacionais e professores estão completamente à mercê do destino, sem nada poderem fazer.
E os professores a mais também podiam transitar para trolhas e serventes.
Cambada de inuteis. Por isso é que quando há greves, voces estão sempre à espera que os funcionários façam greve e fechem a escola para irem descansados para casa ainda a gozar o pagode.
Ridiculos. Mesmo ridiculos
🙂
O meu avô tinha um burro chamado Frankie enstein. Se não são necessários só têm de ser despedidos e mais nada. O contribuinte não tem de pagar a inúteis.
Frankie, o parasita de serviço!!!
Por um lado é bem feita esta medida. Há funcionários que têm o rei na barriga…. em especial as de ação educativa.
Numa escola uma vez ouvi da parte das funcionárias a seguinte boca contra os professores contratados: “os professores passam e os funcionários ficam”.
Olha, temos pena. Toca a todos. Há muitos que não fazem ponta!!
550_Sempre ; Pode sempre apresentar um documento com sugestões à direcção para formação dos respectivos funcionários! Ou propor-se para nas suas horas não lectivas, ministrar aulas aulinhas , estaria disposto(a) ?
Parece-me que não conhece a realidade global da carreiras Assistente Técnico e Assistente Operacional.
Sim, estaria disposto.
Desde que me pagassem não me importava nada, mas nada de dar formação. Até pode ser a baixo do “preço de mercado”, pois tudo o que vem é bem-vindo, e nos tempos que correm não podemos ser esquisitos.
Alguns vieram da “vassoura”. Foram “reclassificados” para passarem a administrativos, Vergonhoso.
Cara Blbla.
A culpa foi do funcionário ? Ou do Júri do Concurso ?
Sabe da existência do período experimental , certo ? é mesmo para isso, experimentar o funcionário se reúne requisitos…
Blbla: também há professores que eram carpinteiros e estão a ganhar dois mil e tal euros…e nem precisaram de ir para a universidade!
E há professores muito incompetentes e como têm muitos anos de serviço, só pensam neles e nunca nos alunos. E eu completo a sua ideia ” os professores passam e os alunos ficam burros”:
Caro ou cara 550, espero que lhe calhe mesmo mesmo a si. E que vá para a PQP
Amigo (a), vá bardamerda
Frankie é tão baixo!!!!
Na Alemanha e na Suíça não há assistentes operacionais. HÁ um “Hausmeister”( porteiro/ diretor de instalações) e ao final do dia vêm empresa de limpeza cuidar dessa parte. Claro que no nosso país algo assim nunca seria aceite….
A Alemanha e a Suíça são países altamente medíocres e parados no tempo. Só servem para duas coisas: a) emigrar; b) pagar as nossas dívidas.
Os comentários a este post refletem bem a mesquinhez do “tuga”; como se costuma dizer, pimenta no “rabo” dos outros é refresco!!!
Há por aqui pessoal que encontra a sua felicidade no drama dos outros.
Tão solidários….que até apetece chorar!
imho, vc deve ser é parvo
então os assistentes operacionais so servem para porteiros e para limpeza!!!!!!!!!!!
frequenta alguma escola?
burro
Incrível, as opiniões que aqui são postadas.
Bolas pessoal, sabemos que existem excedentários, resultado de um cálculo mal efetuado no caso dos Assistentes Técnicos, para o rácio só contam os alunos da escola sede, se eventualmente no Agrupamento coexistirem escolas EB 2,3, primárias e jardins de infância, estes alunos não contam para o nosso rácio, o que para muitos é muito justo, por força das fusões aumentou efetivamente o trabalho, que não vai desaparecer, justo é escravizar com o aumento da carga horária, sem prospetiva de progressão e uma redução efetiva de rendimentos, por força dos descontos agora efetuados.
Mas já que por aqui passam seres, tão preocupados com os gastos dos nossos impostos (porra eu também desconto), com uma mente tão aberta para o assunto excedentários na função pública, vamos a contas:
-Será que na classe politica, nomeadamente nos gabinetes ministeriais não existem excedentários?
-Será que a produtividade da assembleia da república, justifica o seu custo efetivo?
-Os senhores professores de carreira sem componente letiva não são excedentários?
-Nas nossas forças armadas e de segurança não temos oficiais excedentários?
E já agora, acedi à função pública por uma prova de ingresso nacional, solicitei requalificação profissional, que me foi concedida, com base num período probatório, no último ano chefiei os serviços de administração escolar do Agrupamento a que pertenço, apesar de saber antecipadamente que não iria receber mais por isso, o meu vencimento base é dos mais baixos em relação meus 14 colegas, e alguém sugere ser vergonhoso as reclassificações profissionais?
Boa colega! Os rácios estão completamente obsoletos…quem os inventou está completamente por fora! Era bom que os senhores dos gabinetes entendessem, que a grande fatia do nosso trabalho não está dependente do nº de alunos apenas, mas principalmente do nível de exigência que nos é imposto e o aumento de responsabilidade que passou dos serviços centrais para os agrupamentos. Eu entrei há dez anos e daí para cá,não há semelhança possível entre a quantidade de trabalho de antes e de agora. No que diz respeito à gestão de processos de pessoal docente, concursos, ação social, compras, contabilidade, etc. o trabalho quadriplicou. E toca de meter assistentes técnicos a chefiar os serviços a ganhar menos do que o resto dos colegas. Se as coisas não correm bem, estes mesmo ganhando uma miséria, são responsabilizados na mesma medida dos restantes elementos do Conselho Administrativo. Não há condições para receberem mais mas quando toca de pagar a fava é igual à Direção.Já agora os senhores iluminados, deviam fazer contas à fortuna que o estado gastou no plano tecnológico e verem a “porcaria” que fizeram…não fosse a habilidade de alguns funcionários só se havia de ver água a entrar por todos os lados…eu até conheço um Assistente Operacional que ensina umas coisas ao profs. de TIC.
Caro “portugalclub” e “assistente técnica”
A questão da responsabilização como membro do Conselho Administrativo, é inerente ao cargo que representa, e que se “candidatou”!
Que existem direções que não têm formação, digo, por vezes têm formação, mas o processo é complexo e não têm paciência e estamos sempre a minar os procedimentos administrativos… nomeadamente no que se refere a Plafaformas, contratos públicos e outras matérias, também existe!
Que existem colegas em que a partilha de conhecimentos, legislação são montes deles!
Infelizmente não existem/temos protocolos – manuais de procedimento na Administração Pública (eu pelo menos não tive acesso aos mesmos!). Lamentavelmente nesta conversa de gestão de excedentários, é a falta de transparência, pois nem as DRE’s sabe quantos somos em cada serviço! Creio que se todos soubéssemos claramente, numa lista pública, alguns de nós estaríamos interessados em solicitar mobilidade! (No meu entender, as chefias, deviam funcionar como as forças militares… obrigação de rodar de serviço de X em X anos e raramente junto à residência. Posso explorar isto mais tarde!)
O BEP existe para quê ? Alguém usa ? Nós últimos meses chamei a atenção de centenas de concursos abertos, não esperava outro cenário..
Temos o caso flagrante que ninguém fala, temos milhares de polícias como administrativos nas esquadras que podiam estar na rua, a exercer a sua função e ?
Aguardemos os próximos dias! Isto está a ferver! Dividir oara reinar.. e nós caímos…
Caro Administrativo
Partilho integralmente o seu comentário. O pior ainda disto tudo é, quando somos apanhados numa guerra sem tréguas pelo poder que não é nossa, onde vale tudo. No meu Agrupamento a guerra durou dois anos, com muitos danos colaterais que acabaram por atingir-nos a todos voluntaria ou involuntariamente. Aquando da fusão do mega agrupamento, prevendo o amontoar de pessoal sem coordenação capaz, disponibilizei-me de imediato para ingressar noutro serviço qualquer, no entanto há três anos atras os excendentários não eram problema.
Aguardemos como diz o colega…esta mobilidade não me assusta uma vez que não existem vagas num raio de pelo menos 150 km. Agora pergunto: para quê as listas? até já combinei com os meus colegas fazermos todos o pedido de rescisão amigável (quando fosse deferido, desistiamos), e assim haveria justificação para não elaborar as malfadads listas. É mesmo “dividir para reinar”…temos que nos unir como os professores, que pouco a pouco lá vão levando a água ao seu moinho. Enquanto assim não for, vamos ser sempre o “peão das nicas” da função pública.
De acordo com o comentário de 10 do corrente de uma assistente tecnica, que aprendeu só pondo em causa o profissionalismo dos colegas com 30 anos de serviço mas que no mesmo parágrafo refere que aprendeu só mas também com a ajuda dos colegas quais colegas os incompetentes com trinta anos de serviço? ou com alguns com menos de 10 anos de serviço como a referida colega poque naturalmente serão mais compententes à medida que tem menos tempo de serviço serão mais aptos.
Maria Luna: eu disse alguns dos meus colegas…tenho colegas com mais de 30 anos de serviço que têm muito valor!…enquanto outros…
Já agora, alguém domina a fórmula matemática, a aplicar aos critérios de seleção:
-Antiguidade na carreira;
-Antiguidade na função pública;
-Três ultimas avaliações.
noves fora nada…