29 de Setembro de 2026 archive

Professores Portugueses: Satisfeitos… só falta descobrir com quê

Há gráficos que valem mais do que mil discursos.

Este, publicado pela OCDE no Education at a Glance 2026, é um deles. E tem uma particularidade curiosa: quanto mais olhamos para ele, mais percebemos que talvez os professores portugueses estejam a praticar uma forma particularmente avançada de satisfação profissional.

Uma satisfação quase espiritual.

Porque, segundo os dados de 2024, apenas cerca de 13% dos professores portugueses do ensino secundário inferior dizem estar satisfeitos com os salários.

Treze por cento.

É reconfortante saber que existem. Não sabemos exatamente quem são, mas existem.

Talvez sejam pessoas muito desprendidas dos bens materiais. Ou talvez tenham descoberto uma técnica revolucionária de pagar a prestação da casa com realização profissional.

Mas há mais.

Quando a pergunta passa dos salários para os termos de emprego, Portugal também aparece muito abaixo da média da OCDE: cerca de 39% dos professores manifestam satisfação.

Ou seja, conseguimos a proeza de ter professores pouco satisfeitos com o salário e, simultaneamente, pouco satisfeitos com as condições em que exercem a profissão.

Uma espécie de pacote completo.

E depois há Espanha

Aqui começa a parte verdadeiramente interessante.

Do outro lado da fronteira, os números são bastante diferentes.

Em Espanha, aproximadamente 54% dos professores manifestam satisfação com os salários e cerca de 72% com os termos de emprego.

Portugal apresenta aproximadamente 13% e 39%, respetivamente.

É difícil não olhar para o gráfico e pensar que, em algum momento, alguém terá colocado a seta do mapa no sítio errado.

Talvez os professores portugueses estejam a ensinar numa versão experimental da profissão docente.

Uma versão em que trabalha-se muito, ganha-se pouco e ainda se pode acrescentar um módulo opcional de burocracia.

Mas calma: os professores portugueses estão satisfeitos

Há uma boa notícia.

O texto da OCDE diz que, em média, 85% dos professores da OCDE afirmam estar satisfeitos com o seu trabalho.

Excelente.

Podemos, portanto, respirar de alívio.

O professor pode não estar satisfeito com o salário.

Pode não estar satisfeito com os termos de emprego.

Mas gosta do seu trabalho.

É quase como perguntar a alguém:

— Está satisfeito com o carro?

— Não.

— E com o preço que pagou?

— Não.

— E com as prestações?

— Também não.

— Mas gosta de conduzir?

— Muito.

Problema resolvido.

Talvez seja este o segredo da profissão docente

O professor português aparentemente desenvolveu uma extraordinária capacidade de separar o amor pela profissão das condições em que é obrigado a exercê-la.

Gosta de ensinar.

Gosta dos alunos.

Gosta da escola.

Gosta de ver um aluno aprender alguma coisa que antes não sabia.

Gosta de acompanhar um jovem durante anos e perceber que, de alguma maneira, contribuiu para aquilo que ele se tornou.

E depois recebe o vencimento.

E volta à realidade.

É precisamente por isso que o gráfico merece atenção.

Porque ele mostra que gostar de ser professor e estar satisfeito com as condições para ser professor são duas coisas diferentes.

E talvez estejamos há demasiado tempo a confundir as duas.

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Depois Não se Queixem da Falta de Professores

Sabendo (foi anunciado há mais de um ano) que no dia 1 de setembro de 2027 vai entrar em vigor um novo Estatuto da Carreira Docente com novas tabelas remuneratórios acho muito estranho que a entrar no mês de Outubro de 2026 nunca mais se tenha ouvido falar das negociações entre MECI e os Sindicatos.

O mês de agosto foi tão terrível para o MECI que depois de seupenderem as negociações do estatuto do Diretor nunca mais se ouviu falar nas restantes negociações em falta.

Carreira docente, avaliação do pessoal docente e outras ainda em falta.

 

Portugal é dos poucos países onde o salário de entrada dos professores na carreira caiu na última década

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Problemas Que Todos os Anos Se Vão Agravar

… porque continuam a chegar imensos alunos estrangeiros sem que existam respostas suficientes para os recursos que temos. Não é só na educação, mas também na Saúde e na habitação.

Se sempre preparamos o nosso país para um decréscimo de população e se ela aumenta de forma drástica não há solução possível de imediato para resposnder à ausência do estado para dar resposta a todos os que cá estão.

 

Escolas ainda procuram professores para 664 horários. Mais de metade concentram-se na Grande Lisboa e Setúbal

 

No 1.º ciclo, há 238 turmas sem professor atribuído. Ministro considera que problema da falta de professores está mais “circunscrito” por causa das medidas que têm sido tomadas.

As escolas estão à procura de professores para preencher 664 horários, dos quais 408 são completos. Quer isto dizer que há mais de quatro centenas de horários de 22 horas lectivas que ainda não têm professor e assim estão desde 4 de Setembro, adiantou esta terça-feira o ministro da Educação. Mais de metade destes horários estão concentrados em escolas da Grande Lisboa e da Península de Setúbal e estão a afectar sobretudo os alunos do 1.º ciclo, mas também os que precisam de professores de Educação Especial. “É um problema muito circunscrito”, sublinhou

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Análise às Reservas de Recrutamento

Se eu tivesse tempo disponível para tratar as reserva de recrutamento diárias, como sempre fiz desde 2012 posso garantir que continuava a fazer este trabalho de análise das colocações e das não colocações.

Mas infelizmente deixei de ter o tempo necessário para este tratamento diário.

A cada dia que passa é cada dia de mais trabalho e de falta de disponibilidade para fazer aquilo que sempre gostei, tratar diariamente as colocações dos professores e onde eles faltam.

Parece que este espaço temático não fica vazio porque há quem lhe tenha tomado o gosto e faça esse trabalho.

O metaPROF parece estar no bom caminho e ainda tem disponibilidade para isso, portanto deixo o link das análises feitas até à RR12.

Não deixarei nunca de tratar os concursos internos, a mobilidade interna porque os dados que tenho remontam ao início do século e não tenho dados apenas dos últimos 7 anos.

 

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Aumentos no EPE de 20% Até 2029

Governo e sindicatos chegam a acordo sobre ensino de português no estrangeiro com aumentos de 20% até 2029

 

Tabelas remuneratórias não eram revistas desde 2009. Novo regime implica investimento adicional de 8,6 milhões de euros e abrange professores e leitores em todo o mundo.

 

A Federação Nacional de Educação (FNE) tinha declarado, a 31 de julho, que a proposta de aumentos salariais dos professores do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) estava “muito aquém” e defendeu que o MNE teria de melhorar as tabelas remuneratórias, sendo que estava ainda prevista uma reunião negocial para a última semana de agosto.

“Apesar de registarmos que em relação às últimas tabelas há aqui uma clara evolução, os valores já são muito superiores em relação às últimas tabelas”, disse à Lusa, na altura, o secretário-geral adjunto da FNE, Paulo Fernandes, sublinhando então que os valores continuavam a ser baixos e que as tabelas apresentavam valores “muito discrepantes”.

Segundo Paulo Fernandes, havia casos, como os professores do EPE em França, em que a proposta de aumento salarial era de oito euros.

O dirigente recordou que esses professores “têm os seus salários congelados desde 2009” e que as propostas estavam longe de repor o poder de compra face à inflação acumulada nos países de fixação, que varia entre os 25% e os 50%.

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Mais Logo

Pelo anúncio será às 00:01 minutos do dia 30 de setembro.

 

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Reserva de Recrutamento 12

A AGSE informa que foram publicadas as listas da 12.ª Reserva de Recrutamento, estando disponíveis as listas aqui.

A próxima Reserva de Recrutamento será publicada na quarta-feira, dia 30 de setembro.

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Insatisfeitos? Isso é dizer pouco…

Há notícias que não são propriamente notícias. São certidões de óbito de políticas públicas anunciadas há anos.

A nova edição do Education at a Glance 2026 da OCDE vem dizer aquilo que os professores portugueses já sabem há muito tempo e que sucessivos governos, ministros e secretários de Estado parecem descobrir com a regularidade de quem descobre a roda: a profissão docente está pouco valorizada, os salários são uma das principais fontes de insatisfação e a escassez de professores é um problema sério. No caso português, apenas 13,4% dos professores dizem estar satisfeitos com o salário que recebem, colocando Portugal no lugar mais baixo entre os países e economias considerados no indicador. 

Treze vírgula quatro por cento.

Não é uma estatística. É um grito.

E o mais extraordinário é que não estamos perante uma surpresa. Andamos há anos a dizer exatamente a mesma coisa. Os sindicatos dizem. Os professores dizem. Os diretores dizem. As escolas dizem. Os candidatos à profissão dizem. Os números das aposentações dizem. Os concursos dizem. As turmas sem professor dizem. As substituições impossíveis dizem. E agora vem a OCDE dizer aquilo que, pelos vistos, só passa a ser verdade quando aparece impresso num relatório internacional.

Entretanto, fomos assistindo à fabricação lenta da atual falta de professores.

Durante anos, Portugal tratou a carreira docente como se fosse uma torneira que podia ser fechada e aberta conforme as necessidades orçamentais. Congelaram-se carreiras, atrasaram-se progressões, comprimiram-se remunerações, multiplicaram-se tarefas, burocratizou-se o trabalho e desvalorizou-se socialmente uma profissão que exige formação superior e uma responsabilidade profissional que não cabe numa folha de vencimento.

Depois chegou o momento em que alguém perguntou: mas onde estão os professores?

Pois estão onde era previsível que estivessem. Alguns aposentaram-se. Outros estão a aproximar-se rapidamente desse momento. E muitos dos mais jovens estão a olhar para a profissão e a fazer contas. A OCDE mostra que 59,9% dos professores portugueses têm 50 ou mais anos e que a idade média é de 51,1 anos. Entre os professores com menos de 30 anos, 27,4% admitem a intenção de abandonar o ensino nos cinco anos seguintes. 

Mas há mais.

Quando apenas 13,4% estão satisfeitos com o salário, quando apenas 39,1% estão satisfeitos com as condições do contrato para além da remuneração e quando 79,3% apontam o excesso de trabalho administrativo como fonte de stress, talvez seja altura de abandonar a velha estratégia nacional de fingir que o problema é apenas “falta de vocação”. 

Porque essa é outra especialidade portuguesa: quando faltam professores, pergunta-se onde está a vocação. Quando faltam médicos, discutem-se carreiras. Quando faltam enfermeiros, discutem-se condições de trabalho. Quando faltam engenheiros, discutem-se salários. Quando faltam professores, fala-se de missão, paixão, dedicação e amor à escola.

A missão é maravilhosa. Paga é que costuma ser uma coisa mais complicada.

E convém desmontar outra narrativa confortável. Não é verdade que os professores estejam simplesmente descontentes com tudo. O mesmo estudo mostra que 94% dos professores portugueses declaram estar satisfeitos com o seu trabalho em termos globais, acima da média da OCDE. 

Ou seja, o problema não parece ser ensinar.

O problema é aquilo que se construiu à volta de ensinar.

É trabalhar numa profissão de que muitos continuam a gostar, mas em condições que sucessivamente lhes dizem que esse gosto deve servir para compensar tudo o resto. É gostar dos alunos, mas ter cada vez mais burocracia. É gostar de ensinar, mas carregar uma carreira que demorou anos a recuperar. É gostar da escola, mas sentir que a profissão perdeu estatuto e capacidade de atração.

E depois admiramo-nos porque os jovens não aparecem.

A matemática é particularmente cruel: se uma profissão envelhece, se muitos dos seus profissionais estão próximos da aposentação, se a satisfação salarial é extraordinariamente baixa e se uma parte dos jovens que entram admite sair, não é preciso uma bola de cristal para perceber que a substituição geracional vai falhar.

O problema é que Portugal prefere frequentemente a emergência à prevenção.

Primeiro deixa envelhecer. Depois deixa faltar. Depois improvisa. Depois abre mecanismos extraordinários. Depois flexibiliza requisitos. Depois procura soluções de recurso. Depois anuncia que “ninguém ficará sem professor”. E, finalmente, quando as escolas estão a tentar montar horários com peças que não existem, aparece alguém a garantir que o sistema está a responder.

Está. Mas responde tarde.

Muito tarde.

A OCDE já não está a dizer apenas que os professores estão insatisfeitos com os salários. Está a colocar sobre a mesa uma questão estrutural: um sistema educativo só consegue ser tão sólido quanto a capacidade que tem para atrair, valorizar e reter professores. A própria OCDE identifica o envelhecimento da força de trabalho, a escassez de professores e as taxas de saída como desafios centrais para os sistemas educativos. 

Portugal, entretanto, parece continuar a discutir se o problema existe.

Há anos que andamos a dizer o mesmo.

E foi precisamente por andarmos há anos a dizer o mesmo sem resolver o essencial que chegámos aqui.

Agora temos falta de professores.

A próxima pergunta será, provavelmente, quem é que podia ter previsto isto.

Talvez seja melhor consultar os professores.

Eles avisaram.

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Aviso de Abertura de Concurso para Contratação de Escola – 1.º CEB – Escola Portuguesa de Díli

Encontra-se aberto o procedimento concursal destinado à seleção e contratação de docentes detentores de habilitação no Grupo de Recrutamento 110 (1.º CEB) para exercer funções na Escola Portuguesa de Díli – Centro de Ensino e Língua Portuguesa Ruy Cinatti (EPD-CELP), nos termos do Decreto-Lei n.º 214/2015, de 29 de setembro, Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro e Decreto-Lei nº 32-A/2023 de 8 de maio.

 

Para efetuar a sua candidatura deve aceder a:

https://sigrhe.dgae.medu.pt/

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Quadro comparativo de propostas de alteração – no âmbito do Projeto de Lei n.º 285/XVII/1.ª (Cidadãos) Reposicionamento Justo na Carreira Docente

 

Quadro comparativo de propostas de alteração – no âmbito do Projeto de Lei n.º 285/XVII/1.ª (Cidadãos) Reposicionamento Justo na Carreira Docente e Garantia de Princípios Constitucionais e Europeus de Igualdade Profissional

 

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Criminalidade nas escolas aumenta: há mais armas e mais agressões

As escolas portuguesas registaram 4.075 ocorrências no último ano letivo, mais 4,6% do que no anterior. Também aumentaram as agressões e as situações envolvendo armas.
Foram detetadas 60 armas nas escolas, incluindo três armas de fogo e 50 armas brancas, num aumento de 11,1%. As ofensas corporais subiram 10,5%.
Também houve mais casos de bullying e cyberbullying, com 177 ocorrências registadas. Já os roubos e furtos foram dos crimes que registaram uma descida.

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Gestores da Educação desaparecem e ainda vão ganhar prémios?

 

Estamos em período de regresso às aulas.Acabamos de ter um debate noParlamento pedido pelo PCP sobre oassunto. Isto continua a não correr muitobem ao ministro Fernando Alexandre.

Pois é. O Ministério da Educação pareceenfrentar um dilema parecido com o doSporting. Não era possível manter ascoisas como estavam, porque os jogadoresiam ficar mais velhos, mais caros e maisdescontentes. Não é possível mandarembora os jogadores principais todosacusando-os de falta de ambição e mantero treinador que não os conseguiumotivar. E sobretudo, não é possívelesperar mudar a equipa toda sem dartempo pra toda a gente se adaptar.Atenção que eu estou a ser muitotolerante com tudo aquilo que está aqui aacontecer. O problema é que a educaçãonão é um jogo da bola. Se o Sportingperde ou empate, eu fico muito irritado,mas depois lá estou no jogo seguinte aacreditar até o fim. Mas se a educaçãoperde, estamos aqui a condenardemasiados miúdos a um futuro deignorância, com menos capacidades praenfrentar os desafios e menospossibilidades de lutar em prestações. Euvou só dar aqui três exemplos muitorápidos. Creio que a maior parte daspessoas sabe, mas eu sei muito bem, porexperiência própria, que foi criada umaagência pra gestão do sistema educativo.Isso foi substituir várias entidades,incluindo a DGEstE, que era quem geriaessencialmente estas coisas. Ora, estaagência para a gestão do sistemaeducativo não existe. Quer dizer, podemestar fechados nos gabinetes a fazermuito trabalho, mas não respondem aninguém. Não respondem a professores, adiretores de escolas, a pais. É impossívelcomunicar com esta agência e creio queisto é muito preocupante. Antes, apesarde tudo, não era assim. Tenho experiênciaprópria de ter enviado comunicações àDGEstE e ter tido pelo menos umaresposta. Aqui, nada. E como vejo que hámuita gente a queixar-se disto mesmo,acho que isto é bastante preocupante enão percebo como isto acontece. Outracoisa ainda mais extraordinária: estaagência, quando foi criada em 2025, odiploma que a criou prevê e previa, e estáprevisto, que os seus técnicos superioresrecebam prêmios de desempenhoconsoante o seu contributo pra melhoriada escola pública. Isto é espetacular, porvárias razões. A primeira das quais é queisto depois estava dependente dosdetalhes, que ficariam pra um diplomaregulamentar a ser publicado até o fimdeste ano. Eu não encontrei nada disso,não encontrei nenhum registro disso.Imagino que não tenha acontecido. O quetem esta coisa boa, a incompetência, naverdade, tem esta coisa boa que é, pelomenos não nos vamos arriscar a que estaspessoas recebam prêmios proporcionais,mesmo que fosse 40%, que é uma notanegativa em relação àquilo que está aacontecer. Limito qualquer prêmio pelaforma como estão a gerir o fim do anoletivo anterior, o regresso às aulas agora,enfim, pra todos os agentes educativos.Mas vamos chegar a esse momento.Possivelmente, como isto está previsto,vai haver um momento em que vãodefinir qual é o valor que cada um dosaltos funcionários desta agência merecereceber, consoante o seu contributo. Oque é estranho, porque se calhar osprofessores, diretores de escolas queestão muito mais perto de todos osproblemas educativos e contribuemmuito mais efetivamente precisamentepra evolução dos alunos, não têm previstonenhum tipo de incentivo deste ano. Éesquisito que os burocratas beneficiemdisto e os principais agentes de educaçãonão tenham nada disto. E atenção que eusou a favor de incentivos por mérito, soumesmo a favor. Acho que é uma maneiraótima de depois avançar, mas pronto, secalhar vamos com critério e vamos ver aquem é que os atribuímos. Últimoexemplo só disto, muito rapidamente. Umaluno que tenha sido colocado numaescola que não é a sua primeira, nem asegunda, nem a terceira opção e quequeira, tenha ousado pedir umatransferência Para outra escola.Enfrentou vários desafios e umaautêntica saga burocrática. Eu sei que hávários pais nesta situação. É impossível sóse candidatar a entrar numa outra escola,tem que dar cinco opções outra vez. Ascinco opções no início. Depois tem quedar outra vez cinco opções e não há nadaa fazer assim que o processo é iniciado.Isto vai automaticamente de escola emescola e, portanto, o aluno arrisca-se a irparar a uma dessas cinco, mesmo que nãoqueira a segunda, nem a terceira, nem aquarta, nem a quinta. E estamos a falar dealunos que não têm disciplinas na escolaem que ficaram colocados, que sãofundamentais, se calhar, para os examesque dão acesso ao ensino superior, ficamlonge de casa, enfim, toda uma sériedestas coisas. E aquilo que dizem aspessoas: esta agência não existe, nãoresponde nada. E são as escolas que estãoa gerir todo este caos, a aturar os pais,claro, e a dizer: “Pois, agora é assim, nãofaz muito sentido, não era assim no anopassado, mas tem que ser e pronto, vaiperder o controle deste processo”. Eu nãodiscuto a necessidade de fazer reformas,aliás, exijo essas reformas de formabastante assertiva, mas há aqui umproblema que é: as reformas têm que serfeitas evitando um nível de turbulênciatão grande. Este nível de turbulênciaparece-me amadorismo. E depois aindahá outro problema que é: é o únicoministro que faz reformas. Se isto é opioneiro das reformas do governo e se asoutras reformas do governo vão ser feitasprovocando este caos, então temos aquium problema adicional. Não satisfazquando faz reformas e não satisfazquando não faz reformas. Eu creio quetemos aqui um problema grande, não sópara Fernando Alexandre e para oMinistério da Educação, mas para todo ogoverno.

Gestores da Educação desaparecem e ainda vão ganhar prémios?

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