Governo e sindicatos chegam a acordo sobre ensino de português no estrangeiro com aumentos de 20% até 2029
Tabelas remuneratórias não eram revistas desde 2009. Novo regime implica investimento adicional de 8,6 milhões de euros e abrange professores e leitores em todo o mundo.
A Federação Nacional de Educação (FNE) tinha declarado, a 31 de julho, que a proposta de aumentos salariais dos professores do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) estava “muito aquém” e defendeu que o MNE teria de melhorar as tabelas remuneratórias, sendo que estava ainda prevista uma reunião negocial para a última semana de agosto.
“Apesar de registarmos que em relação às últimas tabelas há aqui uma clara evolução, os valores já são muito superiores em relação às últimas tabelas”, disse à Lusa, na altura, o secretário-geral adjunto da FNE, Paulo Fernandes, sublinhando então que os valores continuavam a ser baixos e que as tabelas apresentavam valores “muito discrepantes”.
Segundo Paulo Fernandes, havia casos, como os professores do EPE em França, em que a proposta de aumento salarial era de oito euros.
O dirigente recordou que esses professores “têm os seus salários congelados desde 2009” e que as propostas estavam longe de repor o poder de compra face à inflação acumulada nos países de fixação, que varia entre os 25% e os 50%.




