30 de Setembro de 2026 archive

A Culpa Não é só da Máquina de Digitalização

… mas no meu ponto de vista foi também a falta de preparação desta provas.

Se em tempos o IAVE e o JNE faziam reuniões com as escolas para prepararem esta provas, em 2026 essas reuniões preparatórias não aconteceram e as respostas às imensas dúvidas tardaram em surgir e muitas vezes nem existiram.

 

 

Exames nacionais. Mecanismo alternativo para leitura dos códigos QR também falhou e introduziu “erros adicionais” no processo

 

Perante as limitações na leitura dos códigos QR pela Plataforma de Classificação e Supervisão, os casos em que o código não era reconhecido pelo sistema eram corrigidos manualmente, diz a Deloitte.

O sistema de identificação automática dos exames nacionais falhou a dobrar na 1.ª fase porque o mecanismo de recurso em caso de falhas na leitura dos códigos QR também gerou erros e propagou-os ao longo de todo o processo.

A conclusão consta de um relatório da Deloitte, que prestou apoio técnico ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) no processo de classificação digital dos exames nacionais, na sequência das primeiras falhas identificadas durante a 1.ª fase.

No documento, divulgado esta terça-feira pelo Ministério da Educação, a consultora confirma que os principais constrangimentos tiveram origem no sistema de leitura dos códigos QR, mas revela que o sistema de identificação automática das provas falhou a dobrar.

Segundo a Deloitte, perante as limitações na leitura dos códigos QR pela Plataforma de Classificação e Supervisão, os casos em que o código não era reconhecido pelo sistema eram corrigidos manualmente, mas para reduzir a necessidade de intervenção manual, foi introduzido um mecanismo alternativo.

Este mecanismo permitia ler o número convencional (que identifica cada prova, garantindo o anonimato) impresso sob o código QR, mas “apresentava níveis de reconhecimento substancialmente inferiores aos da leitura dos códigos QR“, lê-se no relatório.

Assim, a alternativa criada para os casos em que o sistema principal falhava aumentou o número de leituras incorretas e manteve a necessidade de correção manual.

“A solução acabou, assim, por introduzir erros adicionais na identificação e na consistência das provas, que se propagaram às fases seguintes de processamento, agregação e separação de perguntas, originando situações em que páginas de uma mesma prova apresentavam números convencionais distintos”, acrescenta a consultora.

Identificado o problema, o mecanismo foi descontinuado e as equipas do EduQA, com o apoio da Deloitte, desenvolveram um novo algoritmo de identificação e leitura dos códigos QR que, ainda durante a 1.ª fase, foi aplicado na releitura de todos os códigos já processados para identificar potenciais divergências e “apoiar o trabalho de reconciliação e correção da informação”.

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