Inicialmente, reconhecemos e agradecemos a atenção dada pelo Presidente da República às principais limitações do diploma apresentado pelo Governo, nomeadamente as preocupações em relação ao universo dos professores da escola pública, beneficiários das medidas, bem como a desigualdade entre docentes no Continente e nas Regiões Autónomas, sendo questões cruciais que devem ser abordadas e solucionadas adequadamente.
A FNE sempre acreditou na importância da negociação como meio para alcançar soluções justas e equilibradas para os professores. Como demonstração concreta dessa crença, recentemente celebramos um acordo, na passada sexta-feira, reforçando a nossa disponibilidade em participar ativamente nos processos negociais, contribuindo com propostas que promovam a valorização da carreira docente.
No entanto, é importante realçar que a atual situação exige uma resposta urgente e mais significativa por parte do Governo. A falta de vontade em resolver o problema da contabilização de todo o tempo de serviço congelado tem sido notória, o que resulta na incompreensão e descontentamento por parte dos professores e educadores portugueses.
A determinação da FNE na defesa da justiça, da valorização da carreira, da equidade entre docentes e demais trabalhadores e na negociação permanece inabalável. Reiteramos que não podemos aceitar um tratamento que desconsidera a importância da carreira docente e prejudica os docentes que tiveram o seu tempo de serviço congelado. Essa abordagem é injusta e desprestigia a dedicação e o empenho que os docentes demonstraram ao longo dos anos.
Portanto, é responsabilidade exclusiva do Governo e do Primeiro-Ministro prestar esclarecimentos à sociedade sobre a persistente incompreensão, teimosia e insensibilidade social em relação à obtenção de justiça e equidade entre todos os trabalhadores da Administração Pública. Enfatizamos que estas questões são fundamentais para o funcionamento adequado do sistema educativo.
A FNE permanecerá firme e coerente, lutando por condições justas e dignas para os profissionais da Educação. Exigimos que o Governo adote medidas efetivas para solucionar este impasse, valorizando sempre o diálogo e a negociação como pilares essenciais para o avanço da Educação em Portugal, pelo que consideramos necessária e urgente a abertura de um novo processo negocial sobre a matéria em apreço.
A FNE continuará ativamente na defesa dos interesses dos professores e da Educação em geral, responsabilizando o Governo pelo que vier a acontecer.
Contamos com o apoio de todos os envolvidos e esperamos que os nossos apelos sejam ouvidos e atendidos, para poder ser devolvida a tranquilidade necessária às nossas escolas. Juntos, podemos trilhar um caminho de valorização e reconhecimento dos professores e, assim, construir um sistema educativo mais justo, equitativo e promissor para o futuro do nosso país.
Porto, 30 de julho de 2023
A Comissão Executiva




6 comentários
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Como é possível estes fazerem um comunicado destes!
Para que serve este comunicado?
Que importa isso? Estão a chegar as mobilidades deles para ganharem o salário no sindicato, sem horário, sem turmas…
Continuai, continuai a pagar as quotas, continuai professores, continuai….
A recuperação do tempo de serviço, não é mais de sua elementar justiça, visto que os sucessivos congelamentos salariais conjugado com o aumento do salário mínimo nacional (do qual sou completamente a favor) colocam praticamente no mesmo patamar um Professor e por exemplo o Exmo Sr Funcionário da portaria (com o devido respeito por este último).
O tempo de serviço até poderia ficar definitivamente congelado SE E APENAS SE se por exemplo o indexassem ao indice 100.
VEJAMOS:
2005
SMN = 374€70 e indice 151 = 1268€64
1268/374 = 3,39
2023
SMN = 760€00 e indice 151 = 1441€77
ou seja 760×3.39 = 2576€00
Portanto existe um roubo objectivo de cerca de 1100 euros ….
Para quem tem licenciatura, mestrado ou até doutoramento dá que pensar se vale a pena ser professor…
não quero o 942, o 6 6 23 ou algo parecido, porque se formos aumentar equitativamente e indexado ao SMN a recuperação integral do tempo congelado é mau negócio … prefiro o acompanhar da evolução do SMN como foi demonstrado,
Ou é preciso fazer um esquema ao Costa&Costa Ldª???
É por aqui. Em vez de andarem a fazer das migalhas um cavalo de batalha, levando como resposta que não podem agir de forma diferente com os professores, a luta devia ser por melhores salários. Outros elementos da função pública já conseguiram bons aumentos, a profissão docente continuou a degradar-se. Os últimos 20 anos foram surreais.
Concordo em pleno consigo. O salário de um professor com o custo de vida atual é simplesmente vergonhoso. É óbvio que ninguém no seu perfeito juízo estudará 5 anos para tirar um mestrado com este retorno de salário e vínculos precários. Infelizmente é algo comum a outros setores e carreiras…é necessária uma mudança urgente…
Blá, Blá, Blá…
Ainda há quem não tenha percebido que Marcelo e Costa são a mesma coisa.
Só nos resta voltar às greves, todo o dia a todo o serviço, logo, no dia 1 ou 4 de setembro.