Governo vai premiar funcionários públicos que faltem menos dias

Governo vai premiar funcionários públicos que faltem menos dias

 

Na primeira entrevista que dá como ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão diz ao jornal Público que este será “um ministério de ação”.

A criação do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública foi uma das novidades do novo Governo de António Costa. Para esta pasta o primeiro-ministro escolheu Alexandra Leitão que antes era secretária de Estado da Educação.

Numa entrevista ao jornal Público, Alexandra Leitão afirma que “este ministério não pode ser simbólico, nem de pensamento ou de estudos. Este é um ministério de ação. A ideia é mesmo fazer mais coisas”.

E que coisas pretende fazer a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública? Uma delas é negociar com os sindicatos um acordo com metas plurianuais e a outra é premiar os funcionários públicos que faltem menos dias.

Gostaria muito que conseguíssemos negociar com as frentes sindicais um pacote plurianual, que meta várias coisas. Além das valorizações salariais, coisas que têm a ver com o rejuvenescimento utilizando a figura da pré-reforma, que têm a ver com incentivos à assiduidade, que foi algo que já existiu e que caiu no tempo da troika”, afirma Leitão.

A ministra acrescenta ainda que “na medida em que temos uma taxa de absentismo muito elevada, se é verdade que ela pode ser atacada através das juntas médicas, também um incentivo à assiduidade é importante. Outra coisa muito importante é fornecer, a custo do Estado, formação nas áreas em que as pessoas precisam. Portanto, fazer aqui um pacote plurianual de valorização dos trabalhadores de emprego público, que não tem só a componente salarial e que tem também rejuvenescimento, assiduidade, formação”.

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23 comentários

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    • Vanda Maria de Bragança Serrão on 1 de Novembro de 2019 at 11:05
    • Responder

    Então devo receber prémio!

    • Pardal on 1 de Novembro de 2019 at 13:02
    • Responder


    A Dra. Alexandra Leitão tem dados que lhe permitem estabelecer as principais linhas de força relativamente ao ABSENTISMO.
    Veja-se o caso da Educação:
    – 10.000 Baixas Médicas Anuais de professores (ou seja, 10% dos professores)
    – Nos funcionários (Assistentes Operacionais e Assistentes Técnicos) temos mais 10% de absentismo.

    Como atacar este problema:
    – Conferir maior eficácia ás Juntas Médicas;
    – Premiar a mão-de-obra com maiores níveis de assiduidade.

    Quanto ao “rejuvenescimento utilizando a figura da pré-reforma” penso que no caso do corpo Docente não é prudente a utilização desta figura de gestão de recursos humanos. No caso de se afigurar necessária esta figura só se irá aplicar a uma faixa etária acima dos 63 anos.
    Utilizar esta figura em faixas etárias mais jovens provocaria uma hecatombe em termos de recursos humanos e de finanças públicas.
    Utilizar esta figura com parcimónia, de forma progressiva e sistemática em faixas etárias superiores aos 63 anos de idade é perfeitamente viável e contribui para o rejuvenescimento do corpo docente não colocando em causa o equilíbrio das finanças públicas.
    Esta será uma linha de rumo que correspnde a uma lufada de ar fresco nas escolas, ao longo da legislatura.

    Em paralelo, revisitar o ECD será outro dos imperativos. Valorizar a carreira docente, introduzindo a valorização das chefias intermédias como elemento de motivação profissional.

      • maria on 1 de Novembro de 2019 at 17:59
      • Responder

      Pardal

      Quanto à “almejada meta” das 1o.ooo baixas – médicas, tudo corre de vento em popa : na RR9 desta semana, o recordista 1º ciclo contribuiu com mais 72 ( já ultrapassou largamente as 1100! ( só num mês).
      No seu encalço continua a Educação Especial, com cinquenta e tal esta semana e larguíssimas centenas no acumulado. Curiosamente, a maior parte destas mui ocupadas criaturas são professores primários em fuga do seu grupo de recrutamento original. Pudera! Já alguém pensou no impacto que esta insólita (pelo número) situação provoca nas finanças públicas?

      No que respeita à “mão de obra” (como lhe chama), sou apologista que se puna a abstenção em vez de “premiar” a assiduidade, pois esta é um dever e é “premiada” no fim de cada mês…

      Finalmente, quanto às progressões: a exemplo do que se passa em determinados sectores da F.P. , incluindo os docentes universitários e do politécnico, um EXAME de conhecimentos pelo menos no acesso aos escalões do topo. Exame que aferisse os conhecimentos específicos inerentes a cada disciplina, e aferisse também uma gama de conhecimentos transversais , incluindo o domínio da Língua Portuguesa ( sobre este iten, meu Deus, haveria muito a dizer). Voltarei ao temas do hipotético exame.

        • Pardal on 1 de Novembro de 2019 at 18:41
        • Responder


        Cara colega Maria

        Tem toda a pertinência a sua observação sobre os elevados níveis de absentismo. Sem dúvida nenhuma que existe maior incidência no 1º ciclo do ensino básico (professores primários) e na Educação Especial. Estes dados são conhecidos e são relevantes para aferir a ineficiência do sistema.

        Quanto a punir o absentismo, em particular as Baixas Médicas, a forma mais eficiente é através da chamada a Junta Médica antes de perfazer 30 dias. Isto já ocorre com o pessoal das autarquias porque dispõe de dispositivos com maior proximidade e, consequentemente, mais eficazes. A este nível, a Descentralização/Municipalização vai proporcionar uma grande celeridade na apresentação dos “doentes” a Junta Médica e isto será mais um elemento dissuasor da “fraude” . Não é por acaso que existe um movimento contra a municipalização constituído por todos aqueles que pretendem manter estes buracos negros no sistema.

        Relativamente à carreira, urge rever o ECD. Não faz qualquer sentido não valorizar todos aqueles que tem trabalho e responsabilidade acrescida de que são exemplo as chefias intermédias. Não faz qualquer sentido ter um sistema em que se progride por “tempo de serviço” independentemente da qualidade (cientifica e pedagógica) do docente.
        Os professores não querem mais um ECD que apenas valoriza a progressão por TEMPO DE SERVIÇO. A sociedade na sua generalidade também não deseja que os seus professores sejam desvalorizados a este ponto. A sociedade quer um Corpo Docente com uma carreira digna e que valorize o mérito, o trabalho, o esforço, o desempenho e não o decorrer do tempo.

        Quanto ao modelo de gestão escolar, este também será alvo de revisão substancial dado ter que se enquadrar na descentralização/municipalização em curso. Há lacunas na gestão escolar que importa minimizar através de uma maior articulação com as autarquias que dispõe de um corpo técnico capaz de suprir essas lacunas. É pois através das sinergias geradas por uma maior proximidade/articulação entre Camaras Municipais/ Escolas que deve ser olhado o modelo de gestão escolar.

          • Pedro on 1 de Novembro de 2019 at 22:46

          Srº Pardal,

          Você é a favor de premiar as estruturas intermédias, por terem trabalho acrescido. Informo que quem tem essas funções, tem redução de componente letiva.
          Agora apresento a seguinte questão: e os professores que não têm cargos intermédios, mas lecionam a 22 turmas, com uma média de 700 alunos, não têm trabalho acrescido?

      • O pardal pensa on 1 de Novembro de 2019 at 19:31
      • Responder

      O pardal pensa, logo tem cérebro. “Penso” que o dito cujo, tem um monte de entulho no espaço reservado ao cérebro, pois aqui nunca teve uma palavra de elogio aos professores. Sempre a zurzir nos docentes.

      • Francisco on 2 de Novembro de 2019 at 1:41
      • Responder

      Pardal, não sejas apassarado! Premiar a mao de obra com mais assiduidade?
      Então, ser assíduo nao é já uma obrigação do trabalhador e, por isso, não recebe já o seu salário? Mas onde é que isto já se viu? Pagar o salário e dar mais a quem é assíduo?
      Pardal, vai catar os teus piolhos entre as tuas penas!

    • Ana Tavares on 1 de Novembro de 2019 at 13:16
    • Responder

    Se houver eleições democráticas para os órgão de gestão e chefias intermédias, será um assunto a discutir, caso contrário, iremos ter uma ditadura mais que certa nas escolas. Que interessa ter um coordenador motivado profissionalmente se o departamento não o estiver?

    • Fui... on 1 de Novembro de 2019 at 15:08
    • Responder

    Já agora sr. Pássaro, e visto que tem opinião acerca de tudo, sobre a falta de democracia (ditadura , mesmo) na direção das escolas, não diz nada?

    • pretor on 1 de Novembro de 2019 at 18:59
    • Responder

    Pardal e Maria vocês são um NOJO.

      • mariapardal on 1 de Novembro de 2019 at 19:37
      • Responder

      A maria e o pardal estão um para o outro, ou melhor são o mesmo lixo.

        • Fui... on 1 de Novembro de 2019 at 20:14
        • Responder

        O pássaro e a maria são o mesmo.
        Quanto ao modelo de gestão, não querem a democracia mas a CORRUPÇÃO e o TRÁFICO de INFLUÊNCIAS das autarquias dentro das escolas.
        Comprova-o o número de autarquias a contas com a justiça, isto num país em que quase tudo passa impune!!!
        Se fosse um país a sério estavam todas.
        Já repararam que estas criaturas ( da famigerada mlr) são as únicas que podem manter-se nos tachos 5 (CINCO) mandatos !!!???
        Por que será?
        ( mandatos é uma força de expressão, pois são indicados numa reunião esotérica por uma dezena de oportunistas que a partir daí tem garantido o excelente na avaliação)

    • 550 on 1 de Novembro de 2019 at 20:46
    • Responder

    Exemplo duma ditadora nas chefias intermédias:

    Numa escola do sul de Coimbra uma “senhora chefa intermédia” – SEM o apoio da “direção”! – tem 99% dos professores “presos pelos tomates”. Alterações de atas assinadas por todos sem “piarem”, reuniões de orgãos com decisões ilegais sobrepondo decisões do CT, difamação constante de “colegas” de quem não gosta e que não lhe baixam as orelhas insultando-os (pelas costas) frente a funcionários EE e professores, influência na distribuição de serviço de exames a esses mesmos “colegas”, influência na distribuição de serviço e nos horários dos professores (para as amigas mafiosas vão os horários bem arranjados, 2ª/6ª livres, manhãs/tardes livres), mobilização e incitação de grupos de EE contra esses “colegas” com o objetivo de os expulsar da profissão, desautorização e humilhação constante desses “colegas” em frente a alunos invadindo aulas se necessário, arrebanhamento insidioso de professores contra esses “colegas”, promoção nos alunos de comportamentos criminosos tais como gravações de aulas desses “colegas” (das quais toma conhecimento e envia para outras mafiosas), etc. Depois posa para a imagem roubando o protagonismo dos outros.

      • Fui... on 1 de Novembro de 2019 at 21:03
      • Responder

      É difícil de acreditar “SEM apoio da direção”… pois foi a direção que a indicou para a chefia intermédia …

        • 550 on 3 de Novembro de 2019 at 22:26
        • Responder

        Tem umas “costelas” na “direção” mas não tem o apoio da diretora. Já dá uma ideia do que esta gaja pode fazer. Tem a maioria dos profs e funcionários na mão, tudo se borra de medo dessa gaja.

    • Marta on 1 de Novembro de 2019 at 21:08
    • Responder

    Sr. Pardal,
    o problema da municipalização é outro: é a politização, é o facto de não podermos ser livres, pensar pela nossa cabeça, obedecer cegamente para não sermos penalizados….ter, muitas vezes, gente incompetente a dar ordens e decidir sem ter o mínimo de conhecimento sobre educação, pseudo doutores, os caciques que tudo podem à sombra dos partidos que os sustentam. A municipalização será a machadada final na qualidade da educação.
    Basta olhar para o que se passa nas autarquias: aqui, o que é premiado é a obediência , não a competência! Basta cada um olhar para a sua autarquia que , a cada eleição, o mais servil dos funcionários, o que anda a agenciar votos de dia e de noite, tem a devida recompensa e,ainda que não tenha nenhuma capacidade ou formação específica o “tal lugar” é para ele. Basta ter o cartão!
    Lembro sempre o caso da Suécia em que, num encontro internacional há cerca de dez anos, uma colega , a ANNy, relatou o total desencanto com a municipalização no seu país, exatamente pelos motivos acima expostos. E era a Suécia, em que o conceito de democracia, respeito e liberdade não é um faz-de-conta! Ela estava desiludida! Aconselhou-nos a lutar com todas as forças contra a Municipalização!
    Tantas vezes temos nas presidências de Câmaras ou nas vereações Egºs florestais(com o devido respeito!) e outros. que tais…que nada percebem de educação, apenas de arregimentar votos!
    São estas as preocupações sr.Pardal, porque se não fosse a intrusão da política no processo,- que tudo inquina – ,talvez o processo fosse vantajoso para a Educação!

    • Fui on 1 de Novembro de 2019 at 21:28
    • Responder

    Já que falamos de nórdicos, na Finlândia um conceito de flexibilidade que o “iluminado” J Costa plagiou, foi abandonado por apresentar resultados desastrosos.
    Esta gente só copia e ainda por cima m@rd@, é o ambiente deles.

    • Ana on 2 de Novembro de 2019 at 1:10
    • Responder

    isto é surreal então eu penso assim não se pode nem se deve premiar pessoas que não querem ir trabalhar para as incentivar a ir deve-se é susbstitui-las por outras que anseiam por um trabalho e não têm, quem não quer trabalhar fique em casa e dê lugar a outros porque não serve o serviço público de um estado Sra ministra

    • Marranita on 2 de Novembro de 2019 at 10:28
    • Responder

    https://www.youtube.com/watch?v=ly5oeA39SPk

    • Apoiada on 2 de Novembro de 2019 at 10:32
    • Responder

    https://www.youtube.com/watch?v=KtURnlvS1Hg

    • Marta on 2 de Novembro de 2019 at 12:57
    • Responder

    Eu concordo com a penalização dos “absentistas”, e o premiar de quem tem anos na sua carreira sem faltar um único dia pois é verdade, infelizmente, que há muitos colegas que recorrem a esquemas para não dar aulas. Claro que aqui a culpa não é só deles, mas também dos médicos que atestam determinadas doenças. Na verdade, não percebo como é que uma pessoa com cancro tem condições para vir trabalhar e uma pessoa que sofre das costas consegue vir para uma escola perto de casa e estar na escola só com apoios, sem dar aulas. Eu não entendo!

    Já agora, o sr. Pardal , nada tem a dizer sobre os meu argumentos da inquinação/tráfico de influências na municipalização da educação? Aqui é que seria compadrio e incompetência! Olhe que eu sei do que estou a falar, infelizmente! São dados factuais, sr.Pardal! Já hoje se verifica muita promiscuidade , quanto mais a mandarem no pessoal docente!
    Concordo com o “Fui”, pois é verdade: andamos sempre atrás dos outros, copiamos tudo dos nórdicos mas , em vez de colhermos apenas os bons exemplos, copiamos o modelo com todos os seus erros, quando os outros já o rejeitaram. Será de propósito, ou incompetência dos iluminados que nos (des)governam?

    • Fui on 2 de Novembro de 2019 at 13:18
    • Responder

    Notícia de 02/11/2019, 120 autarquias a contas com a justiça!!!!
    Viva a municipalizacão!
    Viva a corrupção!

    • prof on 2 de Novembro de 2019 at 19:38
    • Responder

    Mister Pardal e ex.ma Maria pelos vossos comentários \”construtivos\” , \”altruístas\” e\”fundamentados\” deveriam receber a tal \”possível\” recompensa pela assiduidade, se é que exercem alguma atividade profissional para além de \”comentarem\” assuntos de Educação e sobre Professores (sobre os quais demonstram pouca ou nenhuma fundamentação teórica e prática) .
    Querem valorizar mais as estruturas intermédias!!! Então os senhores Diretores e seus adjuntos que já recebem um complemento salarial chorudo, ainda deverão (na vossa opinião) receber mais? E o simples professor que foi avaliado para mudar de escalão e mudou há cinco , seis, sete e mais meses e não lhes é atualizado o vencimento ou porque não aparece na plataforma, ou pelas cativações ou pela incompetência dessas estruturas intermédias…

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