Falta de professores de Informática leva escolas a contratar profissionais sem habilitação

Falta de professores de Informática leva escolas a contratar profissionais sem habilitação

Nos últimos anos, vários professores de Informática regressaram às escolas, depois de anos à espera de uma nova oportunidade. Mas continuam a ser insuficientes para as necessidades. Tudo acontece numa era em que se reivindica mais tecnologia nas escolas.

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    • Vanda Maria de Bragança Serrão on 28 de Novembro de 2019 at 9:04

    Começou mais cedo do que se previa.
    Gosto disto, sim senhor!!!!!

    • Zaratrusta on 28 de Novembro de 2019 at 9:59

    E esta solução vai ser transversal: qualquer um pode lecionar qualquer coisa.

    • Profeta on 28 de Novembro de 2019 at 11:00

    Isto é mais uma fake new aliás segundo o Pardal existe um grande excesso de professores no nosso país. No caso da informática temos muitos engenheiros informáticos e outros licenciados em novas tecnologias a trabalhar em caixas de supermercado ou no fundo de desemprego desesperados por irem para o ensino.

    Aliás é uma área de empregabilidade nula no nosso País basta ver as ofertas de emprego onde não aparece nenhuma ou então as poucas que aparecem oferecem no máximo 600 euros de ordenado.

    Falando um pouco mais a sério o grande problema é que numa situação de praticamente pleno emprego ninguém está interessado em dar aulas logo as escolas têm de recorrer a a qualquer um para os alunos estarem com aulas. No futuro isto irá afetar mais disciplinas.

    Para o próximo ano o governo irá resolver rapidamente o problema com um grande corte nos cursos de informática e nas horas (Espero que me engane).

    • Paulo Anjo Santos on 28 de Novembro de 2019 at 12:14

    A minha questão é a seguinte, se estes professores têm poucas habilitações que vencimento têm com um horário completo? Se não tiverem uma licenciatura deverão ser na casa dos 800/900 euros, não sei se valerá a pena, talvez para alguns?!

    • Maria Silva on 28 de Novembro de 2019 at 12:33

    O problema está, em querer alterar os currículos a todo custo. Diminuindo os tempos letivos a algumas disciplinas, sem fazer um planeamento dos recursos humanos disponíveis, bem como os recursos materiais ( computadores). Isto porque dizem que não há dinheiro para investir, uma vez que os computadores, são obsoletos e danificados .
    Cada governo quer deixar a sua marca….

    • xuxu on 28 de Novembro de 2019 at 12:47

    Os recursos humanos existiam, mas correram com eles na altura do Crato, com alterações curriculares desajustadas, e enorme diminuição dos tempos para o grupo 550 ao nível do básico e do ensino profissional.
    Os professores tiveram de procurar outros rumos e agora, a maior parte, não pretende mudar novamente de vida.

    Associado a isdo, há também a questão da distribuição geográfica! Professores do 550 existem, e muitas das escolas que estão com problemas em conseguir professores deste grupo, nao deveria estar nesta situação pois há 2 anos atrás vincularam dezenas destes profissionais nas zonas que estão com falta de professores, mas a grande maioria está no Norte por mobilidade interna, muitos deles em horários incompletos. Há que rever também a questão da mobilidade.

    Não faz sentido permitir mobilidade quando há alunos sem professor. Se há professores que quiseram vincular nos Qzps mais a sul, é porque queriam lá trabalhar.

      • JustoDocente on 28 de Novembro de 2019 at 14:56

      Muito bem. Aliás julgo que um dos grandes problemas está na mobilidade. Houve quem quisesse vincular em QZP’s mais a sul. São opções muito válidas, afinal vinculando tem outra estabilidade profissional mas deviam ter que lá ficar. Assim no sul já haveria docentes e no norte certamente que os contratados não iriam rejeitar horários

    • xuxu on 28 de Novembro de 2019 at 12:57

    Acrescento, que as alterações curriculares que introduziram as Tic mais cedo fazem todo o sentido na sociedade atual. Os alunos, e não só, têm de aprender a usar corretamente a tecnologia.
    Há que dar condições aos professores do 550- e não desvaloriza-los como muitos fazem.
    E não é com 50 minutos semanais, ou 90 semestrais, a partilhar computadores ( que muitas vezes não funcionam) que isso vai acontecer. As turmas deviam estar desdobradas, assim como nas línguas.
    Há escolas em que a disciplina de Tic está com Cidadania!!! Os alunos têm TIC 50 minutos de 15 em 15 dias!!
    Há professores do grupo de Informática com 20 turmas!

      • Guedes on 29 de Novembro de 2019 at 13:07

      Na minha escola as línguas não funcionam em turmas desdobradas, nem agora nem nunca. Com a flexibilidade passaram a ter, no 7° ano, 2 tempos por semana e 1 de quinze em quinze dias, alternando com a língua II. No 8° ano, só 2 tempos por semana. No 9° ano 3 tempos, mas nunca em turmas desdobradas! Turmas com 28 alunos.

        • xuxu on 2 de Dezembro de 2019 at 9:31

        O que eu disse, é que as línguas deviam funcionar em regime de desdobramento.
        Não percebo porque razão há a possibilidade de no horário de FQ e CN existir desdobramento (numa parte da carga horária) e esse desdobramento não ser possível nas TIC e nas línguas.

          • xuxu on 2 de Dezembro de 2019 at 9:35

          nas TIC e em todas as disciplinas do 550.

      • xuxu on 2 de Dezembro de 2019 at 9:34

      O Desdobramento deveria ser aplicado em todas as disciplinas de Informática do básico e secundário. Sejam cursos profissionais ou não.
      Ninguém aprende só a ver fazer!

    • Santos on 28 de Novembro de 2019 at 15:07

    Isto é apenas o começo! Em breve veremos o mesmo na maior parte dos grupos de recrutamento do 3o ciclo e secundário. Mas isto não é preocupação para os pardais e passarões governam: para estes, objetivo da escola é tomar conta dos putos; não é preciso ensinar.

    • 550 on 28 de Novembro de 2019 at 19:41

    Numa escola junto à margem sul do Mondego há profs do 530 a dar o curso profissional de Informática há anos.

    É na mesma escola onde há uma sacripanta fascista do 550 que manda nos cursos profissionais.

    Classificações nas suas disciplinas são de 14 para cima (só 4 e 5 no Básico) e não há indisciplina (santinha!), quando põe alunos na rua acompanha-os à Biblioteca mas oficialmente não marca falta de presença nem disciplinar.

    Quanto a filmagens, esta criminosa incentiva alunos a filmarem aulas de colegas de quem não gosta, para tentar expulsá-los da profissão em conluio com grupos de EE desempregados que não têm nada para fazer.

    Arrebanha 99% dos professores, funcionários, EE e alunos. Nem a diretora tem mão naquela fanática do poder, que recorre aos estratagemas mais rasteiros para enlamear o nome de certos “colegas” “impuros” que não têm medo de dizer o que pensam e não lhe lambem as botas.

    Entre os atos desta sacripanta mafiosa encontram-se:
    – difamação dos “impuros” em reuniões e posterior expurgação das atas (para não ir a tribunal) em reuniões expressamente marcadas para esse efeito
    – convocação de reuniões ilegais para sobrepôr decisões de reuniões do CT
    – difamação dos “impuros” de “mansinho” (para não ir a tribunal) em cada oportunidade que encontra, junto de profs funcionários EE e alunos
    – quando ninguém está a ouvir refere-se aos “impuros” como “fdp”, “atrasados”, “cagalhotos” e etc. (mas isto só com os fiéis mais próximos que não piam)
    – desautorização dos “impuros” em frente a alunos, invadindo as suas aulas e fazendo comentários difamatórios e jocosos frente a alunos
    – promoção e coordenação de ações de grupos de EE e alunos, com o objetivo de afastar os “impuros”
    – influência na distribuição de serviço de exames junto do rebanho denominado secretariado de exames (que procede a distribuir serviço aos “impuros” em 99% dos dias)
    – promoção de comportamentos criminosos dos alunos tais como gravação de aulas dos “impuros” (das quais só dá conhecimento aos fiéis mais próximos mas não à diretora da escola)

    • Gonçalo Manuel Ferreira Duarte Silva on 28 de Novembro de 2019 at 20:09

    Comecei a minha carreira de Professor no Programa Internet nas Escolas (e com muito orgulho), via Instituto Politécnico de Castelo Branco. Foi um contacto com a realidade do primeiro ciclo que reforçou os conhecimentos adquiridos durante a minha formação inicial. Quando o projeto terminou, ninguém reconhecia as competências pedagógicas (e técnicas) específicas adquiridas ao longo do projeto. Andava a recibos verdes e estão a imaginar a luta pelo reconhecimento do tempo de serviço…até alguém com sabedoria e visão apresentar a Informação 1021 DSGRH (DGRHE – ME)
    – Não és professor de Informática! Não és do 550! Não tens competências para dar TIC! És do 210 e estás morto para o Ensino!
    A ligação às bibliotecas (escolares e públicas) alargaram as minhas competências ao nível das Tecnologias da Informação e Comunicação, mas não chegava. O discurso era sempre o mesmo…até chegar à Câmara Municipal de Ílhavo que reconheceu as minhas competências para o efeito, permitindo que eu voltasse à ribalta, juntamente com grandes colegas de trabalho que andaram comigo no terreno a reintroduzir competências TIC no primeiro ciclo. Apesar de haver regulamentação legal para o reconhecimento das funções a desempenhar, alguns teimavam com o mesmo discurso…
    Aconteceu o mesmo em Sesimbra. Sem medos, foi autorizado que acompanhasse a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, como professor de Tecnologias da Informação e Comunicação. União perfeita!
    Agora, em Sousel, recebi uma motivação extra ao realizar um trabalho com os meus alunos que recebeu alguns elogios, utilizando alguns recursos tecnológicos, enquanto professor de Cidadania e Desenvolvimento.
    Se há falta de professores, é porque não quiseram reconhecer competências adquiridas pelos professores em momentos específicos de atuação que estão reconhecidos pelo Ministério da Educação.
    Tenho pena dos colegas que não podem aceitar horários reduzidos por questões familiares e/ou financeiras, mas também não aceito que ataquem ou não reconheçam experiências pedagogicamente reconhecidas por lei, só porque são deste ou daquele grupo de recrutamento, ou porque são estratégias do século passado.
    Tenho pena das escolas e dos alunos, pois a aprendizagem de novas tecnologias são cada vez mais fundamentais, não só em futuras aprendizagens (das mais variadas áreas) mas também como estratégias de motivação no acesso à informação e ao conhecimento.

      • profinfo on 29 de Novembro de 2019 at 3:13

      Mas está a brincar ou quê? A Informática não se resume às TIC! Sou dos que acha que TIC é uma disciplina de Informática, mas o 550 vai muito além das TIC!

        • xuxu on 2 de Dezembro de 2019 at 9:32

        Exatamente!!!

    • PRoF Há DU@S Déc@d@s on 29 de Novembro de 2019 at 20:19

    Esta notícia revolta-me e tenho todas as razões para isso!!!!!

    Sou docente com uma profissionalização e tenho uma especialização em TIC com a qual, já por várias vezes, lecionei informática em algumas escolas, ao longo de quase duas décadas!

    Este ano letivo, concorri a uma oferta de escola, do grupo 550, por ser um horário completo/ anual e consegui a colocação.

    Entretanto, o horário foi denunciado e fiquei com o meu contrato anulado!!!!!

    E foi denunciado porque? Porque, pelo que fiquei a saber, a minha especialização, já não me confere habilitação própria para o 550 pois não consta de uma lista de cursos que conferem habilitação própria para o grupo!

    Nenhum docente com pós graduação/mestrado em TIC pode dar aulas de informática!!!!
    Dantes podiam porque apareciam nessa lista mas agora já não!!!
    Publiquem essa lista!
    https://www.dgae.mec.pt/?wpfb_dl=982
    Foi esta lista que fez a escola anular o meu contrato!

    Tentei inteirar-me relativamente a toda esta situação e, pelo que me informaram, há 15 anos atrás saiu uma norma transitória que permitia os professores lecionarem TIC e que, por isso é que consegui dar aulas nesta área. Era o despacho nº 9493/2004 (2ªserie) D.R. 113, 14 de maio onde anexaram uma lista na qual constava a minha instituição de ensino superior e muitas mais especializações,pós graduações e mestrados noutras instituições.

    Neste momento, nenhuma dessas especializações,pós graduações nem mestrados constam das novas listas (entretanto atualizadas) que conferem habilitação própria para a docência no grupo 550, colocando muitos docentes de forma ilegal nas nossas escolas. Há muitos docentes nesta situação!
    Docentes, tal como eu, que sempre leccionaram TIC e que continuam a concorrer para o grupo 550 em ofertas de escola. Uns são travados porque as escolas estão devidamente informadas e agem dentro da legalidade. Já outros, desconhecendo esta situação , ontinuam a concorrer para ofertas de escola e as escolas (que estão igualmente desatualizadas) continuam a aceitar as suas candidaturas.

    É de lamentar que o estado já tenha precisado de mim para lecionar TIC e é triste que agora vi rejeitada a minha candidatura numa era em que há tanta falta de docentes!E quem sofre são os alunos que ficam sem aulas e não tarda já estamos no final do 1ºperiodo!
    Não entendo como é que há uns anos atrás me consideram capaz para tudo, inclusive tive menção de Muito Bom neste grupo nas minhas avaliações e agora o governo descarta-se assim de mim, do meu profissionalismo. E qual o meu espanto quando nos deparamos com esta notícia: “FALTA DE PROFESSORES DE INFORMATICA LEVA ESCOLAS A CONTRATAR PROFISSIONAIS SEM HABILITAÇÃO.” Como é possível isto?!

    É que, a mim, impediram-me de dar TIC porque descobrimos que não tenho habilitação própria e afinal há quem pode dar TIC sem habilitação?!!!!!Como é isto possível se me aconteceu o que aconteceu?!
    A DGAE e a DSCI vai permitir isso ou vai agir da mesma forma para todos os outros colegas que estão a lecionar??Também lhes vão anular o contrato? Uns são filhos e outros enteados??Uns podem e outros não? Não devia ser igual para todos?

    Quero, desejo e exijo que a verdade e a justiça seja reposta em todas essas escolas que contrataram e andam a contratar professores na mesma situação que eu. Se eu não sabia desta situação e não posso dar aulas de Informática, também todos os outros colegas com especialização/pós-graduação/mestrado devem ser informados que estão a cometer uma ilegalidade e também não podem lecionar. É o justo. É o correto.

    É urgente resolver este problema. A lei tem de ser igual para todos e, as necessidades do grupo 550 têm de ser iguais para todas as escolas de todo país.
    E não deve funcionar por denúncias, a legalidade tem de ser reposta, as escolas têm de ser contactadas, a DGAE e a DSCI tem de procurar saber a situações de cada docente selecionado nas escolas e tem de agir em conformidade com cada situação. Garanto-vos que o meu caso não é único e, se não houver denúncia, nenhuma escola saberá deste erro nem mesmo os docentes! E mesmo sabendo do erro, as escolas vão ficar caladas e não vão assumi-lo pois o que querem é a estabilidade nas suas escolas! Se não contactassem a minha escola, nem a Direção, nem os serviços administrativos, nem eu sabíamos desta situação!

    Há que informar as escolas que existe uma lista de cursos que conferem habilitação própria para a docência e que não se podem reger pelo que consta no registo biográfico do docente ( se já lecionou TIC então é porque tem habilitação própria).
    Se isso não for feito, as escolas continuam a aceitar estas especializações como requisito válido para se ter habilitação própria pois sempre assim foi e sempre aceitaram isto desta forma!

    Quero que se faça justiça, é só o que quero. Não quero o mal de ninguém, só quero igualdade para todos.

    Só sei que, se uns podem lecionar, então todos os outros também o podem fazer e nunca deviam ver ou ter visto o seu contrato anulado.

    Que saia outra norma transitória para tudo passar a estar legal.

    Pena é que, quando essa norma sair, já vi foi o meu contrato anulado e simplesmente o perdi!

    Ah! E todos aqueles que continuam a lecionar desta forma, vão-lhes ser contabilizados todos os dias de tempo de serviço!!!!!!!!!!!A mim não contabilizaram!!!!!!

    Quero que se faça justiça, é só o que quero. Não quero o mal de ninguém, só quero igualdade para todos.

      • xuxu on 2 de Dezembro de 2019 at 9:46

      O grupo 550 não tem apenas a disciplina de TIC.

      Continuo a considerar que se o ME não permitisse mobilidades internas “só porque sim” as escolas, das zonas deficitárias, não estariam nessa situação.

      Abriram dezenas de vagas há dois anos nessas áreas mas a maior parte dos colegas nunca lá deu aulas.
      No 550 e noutros grupos.

      A lista do 550 não está vazia, o que significa que há professores mas que não querem ir para lá trabalhar. E estão no seu direito. São contratados e são livres de concorrer para onde entendem.

      No entanto, há 2 anos houve dezenas de colegas que manifestaram vontade de trabalhar nessas zonas e conseguiram vincular no QZP. Eram livres de não concorrer para lá, mas fizeram-no e vinculara, Porque foi permitida a mobilidade interna? No próximo concurso há que rever e não permitir mobilidades desta forma.
      Se quiseram vincular lá é porque trabalhar nessas zonas era do seu interesse, caso contrário não o teriam feito. Certo?

      A escola é para os alunos e é o seu interesse que deve ser salvaguardado.

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