Na reserva de recrutamento 13 o grupo 210 – Português e Francês também se livrou de ter algum docente sem componente lectiva.
Neste momento são 74 docentes dos quadros que ainda não têm colocação.
Dos Colocados
Dos Não Colocados
Dez 03 2015
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Dez 03 2015
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Dez 03 2015
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Dez 03 2015
Tal como tinha previsto aqui sempre vai sair mais uma reserva de recrutamento antes das interrupções lectivas.
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Dez 03 2015
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Dez 02 2015
Algo que está vedado aos professores porque a sua avaliação ficou condicionada à duração do escalão e como a carreira está congelada…
… não há avaliação.
Mas há quem a tenha e integre o regime excepcional da atribuição de prémios de mérito.
Quando descongelar a carreira toda a administração foi somando pontos para progressão e aos professores nada será contado.
Espero que até ao descongelamento se clarifique esta situação, porque em 1 de Janeiro de 2018 terão passados 10 anos 4 meses e 2 dias de carreira congelada.
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Dez 02 2015
Educação não é encher um balde, mas acender uma chama.
William Butler Yeats
Na ultima sexta feira os o fim dos exames do 1º ciclo foi votado na Assembleia da Republica. E agora?
Com esta iniciativa criou-se um vazio. Como irá o Ministério da Educação aferir o nível da aquisição de aprendizagens pelos alunos deste ciclo? É sabido que os “números” são o “sustento” dos gabinetes, dos rankings, das medidas…
O programa de governo refere:
“ – Apoiar as escolas e os agrupamentos a desenvolverem processos de avaliação interna, que contribuam para a regulação e autorregulação das aprendizagens e do ensino e dos projetos educativos e para a produção de informações credíveis acerca do que os alunos sabem e são capazes de fazer;
– Reavaliar a realização de exames nos primeiros anos de escolaridade, prática sistematicamente criticada pelas organizações internacionais com trabalho relevante na área da educação, aprofundando a sua articulação com a avaliação interna.”
Falta saber como estes dois pontos vão ser operacionalizados. A reavaliação à realização de exames está a meio. O fim, dos exames, como os vimos nos últimos três anos, estará concluída com a alteração legislativa. Mas ainda não acabou. O ministério necessita de números. O que irá surgir entretanto? Em que moldes? Veremos o retorno das provas de aferição? Ou teremos uma avaliação interna mais estandardizada?
Não quero dar ideias a ninguém, mas fico a aguardar o desenvolvimento da situação. Lá para fins de janeiro, princípios de fevereiro talvez se tenham noticias…
Aprendi desde muito cedo a extrair o importante, prescindindo de uma multiplicidade de coisas que (…) desviam a mente do essencial. O problema é que para os exames tinhas de enfiar tudo na cabeça, quer quisesses ou não. (…) É um erro grave acreditar que a vontade de olhar e pesquisar pode ser fomentada pela obrigação e pelo sentido de dever. Penso que até um predador animal saudável pode ser privado da sua voracidade se lhes for exigido continuarem a comer quando não têm fome.
Albert Einstein, in Notas Autobiográficas
O ensino básico tem de ser o percurso em que se aprende o conhecimento necessário e acessível a todos e todas. O discurso da suposta exigência dos exames só serve para esconder o falhanço das políticas: tiram-se meios às escolas e depois chumbam-se as crianças que não se conseguirem safar. Exames no básico substituem a exigência da aprendizagem pelo facilitismo da desistência.
Catarina Martins
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Dez 02 2015
Enquanto se discutiu o problema da legitimidade constitucional e política para governar, vieram a público dois importantes relatórios em que se analisa a Educação nacional. Refiro-me ao Estado da Educação 2015, do Conselho Nacional de Educação, e ao Education at a Glance 2015, da OCDE. Pelo primeiro, ficámos a saber que o insucesso escolar aumentou nos últimos três anos, em todos os anos da escolaridade, enquanto diminuiu, pela primeira vez em 41 anos de democracia, a taxa de cobertura do pré-escolar. Com o segundo, verificamos que a diferença entre gerações, no que a qualificações respeita, é a maior de todos os países que integram a OCDE e que o esforço das famílias para financiar os estudos superiores é o maior da União Europeia. A um e a outro registo não é alheia a natureza da ideologia que pontificou na última legislatura, durante a qual todas as políticas públicas foram marcadas por uma “economização” bruta, que as redefiniu e geriu como se de simples mercadorias se tratasse, propalando-se mesmo a ideia segundo a qual os direitos humanos fundamentais, as dimensões básicas da vida, em que a Educação se inclui, dependem da conjuntura económica por que se passa.
(clicar na imagem) in Publico by Santana Castilho
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Dez 02 2015
A Federação Nacional dos Professores entrega hoje no parlamento a sua petição em defesa de um regime especial de aposentação para os docentes, que tem em consideração “o elevado desgaste físico e psicológico” provocado pela profissão.
Como confirmam vários estudos, nacionais e internacionais, realizados nesta área, o exercício continuado da docência provoca um elevado desgaste físico e psicológico nos educadores e professores, que se reflete na qualidade das práticas pedagógicas e, por consequência, na própria qualidade do ensino.
O agravamento dos horários de trabalho e a alteração introduzida nos últimos anos ao regime de aposentação, consubstanciada na uniformização de regimes e no agravamento nas condições de tempo de serviço e idade, originam uma profunda injustiça, já que obrigam os docentes a trabalhar para além dos 66 anos de idade (o que, para muitos, significa exercer a atividade docente durante mais de 45 anos), retiram a professores e alunos o direito a condições condignas de ensino e de aprendizagem e dificultam a indispensável renovação geracional do corpo docente.
Considerando o que antes se afirma, propõe-se:
De imediato e a título de regime transitório, sem qualquer penalização, a aposentação voluntária de todos os docentes que já atingiram os quarenta anos de serviço e de descontos;
O início de negociações que visem criar um regime de aposentação dos professores e educadores aos 36 anos de serviço e de descontos, sem qualquer outro requisito;
Enquanto vigorar o regime transitório, a possibilidade de aposentação antecipada dos docentes sem qualquer outra penalização que não seja a que decorra do tempo de serviço efetivamente prestado, com os indispensáveis descontos realizados.
A alteração do artigo 37.º-A, do Estatuto da Aposentação, Decreto-Lei n.º 498/72, de 9 de Dezembro, de forma a ser possível a aposentação antecipada dos docentes a partir do momento em que completem 30 anos de serviço independentemente da idade.
A ver no que dá…
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Dez 01 2015
Quem pedir a reforma antecipada no próximo ano terá de contar com um corte de 13,34% no valor da sua pensão, resultado do aumento da esperança média de vida. Este corte será permanente e é agravado com uma penalização de 0,5% por cada mês que falte para se atingir a idade legal que, em 2016, é de 66 anos e dois meses.
O factor de sustentabilidade a aplicar no próximo ano é apurado pela relação entre o valor provisório da esperança média de vida aos 65 anos em 2015, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na semana passada, e o valor do ano 2000. Tal como noticia esta terça-feira o Diário Económico e confirmou o PÚBLICO, o resultado a que se chega é de 13,34%.
E a OCDE já vem dizer que “defende fim das reformas antecipadas“.
Clicar na imagem para ver o relatório da OCDE “Pensions at a Glance 2015”.
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Dez 01 2015
É já no próximo dia 3 de dezembro (quinta-feira) que a ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados estará novamente representada em Bruxelas, numa audição da Comissão das Petições do Parlamento Europeu, onde será analisado o incumprimento português relativamente à eterna precarização das condições laborais dos professores contratados.
NOTÍCIAS:
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Dez 01 2015
Porque uns com culpa não o são e outros sem culpa já o são.
Os responsáveis da Escola Artística Soares do Reis, no Porto, estabelecimento de ensino com 900 alunos e que teve “uma avaliação externa de Muito Bom”, foram surpreendidos dia 25 de novembro, um dia antes da posse do novo Governo, com um despacho de exoneração de funções, datado de 19 de agosto, do qual dizem nunca ter tido conhecimento.
“Ficámos perplexos com o anúncio de demissão, pois até à data não fomos notificados de qualquer processo disciplinar, nota de culpa ou fomos sequer inquiridos para apuramento dos factos imputados no despacho , assinado pelo anterior secretário de Estado do Ensino, João Casanova de Almeida”, adianta António Fundo, ex-vice da escola secundária artística portuense.
Tal como o diretor Alberto Teixeira, o docente de pintura, pós-graduado em Administração e Gestão Escolar, questiona onde esteve o despacho durante três meses, documento que “não está numerado, não foi publicado em ‘Diário da República’, nem apresenta assinatura digital, conforme estipula a legislação”.
De acordo com o despacho de agosto, à direção são apontadas “graves irregularidades”, nomeadamente manifesta degradação ao nível de gestão e administração, pelo menos desde 2010. O documento acusa ainda a direção da Soares dos Reis de se ter alheado das suas competências, “causando prejuízo importante aos interesses patrimoniais que lhe foram confiados, com grave violação dos deveres que lhe estão consignados na lei”.
A nota do despacho conclui que a gravidade dos factos indiciados “é de tal monta que se justifica a plenamente a destituição dos titulares do órgão em referência”, e que em sua substituição seja nomeada uma comissão administrativa para a respetiva gestão.
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Dez 01 2015
A situação do 1.º Ciclo do Ensino Básico e dos seus profissionais, por razões de ordem economicista e por falta de atenção e de preocupação dos governantes para com este setor, tem vindo a degradar-se muito, apesar dos sucessivos alertas, denúncias e propostas feitos pela FENPROF. Há casos em que o problema não decorre da lei, mas da forma incorreta e ilegal como as direções de muitos agrupamentos a decidem aplicar (são disso exemplo, o pagamento das deslocações entre escolas ou o número de alunos por turma); noutros casos, infelizmente frequentes, ao terem de optar entre duas possibilidades, as direções escolhem a mais desfavorável para os docentes alegando razões de racionalidade e/ou gestão (exemplos: a atribuição do tempo de estabelecimento, que pode ir de 1h a 3h; o regime de coadjuvação, com algumas direções a decidirem, contrariando a Lei, retirar o professor titular da turma; o inglês fora ou dentro das 25 horas letivas semanais; entre outras); por último, há ainda situações em que as alterações à Lei foram no sentido de piorar e penalizar, tanto os docentes como os alunos, sendo necessário e urgente estabelecer soluções positivas.
Clicar na imagem
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Dez 01 2015
…erguem-se 44 altares.
O Tribunal da Relação de Lisboa absolveu esta terça-feira a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues do crime de prevaricação, pelo qual tinha sido condenada em primeira instância a três anos e seis meses de pena suspensa.
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Dez 01 2015
A primeira coisa que me ocorreu foi que o carro não era o meu. Como nunca memorizei a minha matrícula, achei que, muito provavelmente tinha estacionado noutro local e olhei em redor. Claro que isso só serviu para perceber que o veículo pintado a giz com um gigantesco coração no capô e amorosas florzinhas na porta era… o meu.
Depois, aflorou-se-me um conjunto rebuscado de vocabulário criativamente emoldurado por maravilhosas metáforas obscenas, tipo “ah, maléficos descendentes de Messalina”, ou “animalesca cópula desenfreada”.
Aprendi esta interessantíssima técnica quando levei a única bofetada que minha mãe me deu, no seguimento de um tremendo palavrão por mim inadvertidamente emitido, era eu ainda gaiata. Furibunda, disse-me que aquilo era “vocabulário das obras, indigno de uma senhora”. Que, quando estivesse furiosa, me tornasse “respeitosamente criativa”.
Como nunca me explicou exatamente o que isso significava, acabei por criar intrincadas frases em substituição daquilo que poucas sílabas diriam de forma muitíssimo mais eficaz.
Porém, esta espantosa técnica sempre teve a grande valência de, quando acabo de pensar no conjunto metafórico acabado de conceber, pela imagética criada e pela intrincada extensão do mesmo, sinto-me significativamente mais calma e ponderada.
Desta forma, quando o Artur apareceu com a pastinha na mão e aquele desditoso sorriso troceiro, já não me ocorreu, sequer, mandá-lo para a “pata que o concebeu iluminado”. Estava tão pasmada com o magnífico sulco que o giz me desenhara no carro, que permaneci em silêncio.
Então, ele teve a magnânime ideia de sugerir que eu falasse com o diretor, cuja ausência me fez procurar o subdiretor o qual, deus querendo, há de levar eternamente com o calhau de Sísifo na cabeça cada vez que subir o monte.
Este proferiu imediatamente que a escola nada tinha a ver com o assunto, o estacionamento era exterior e que, se eu quisesse, que chamasse a escola segura.
E, claro, nessa altura pareceu-me que ele merecia realmente, além do calhau nos miolos, ser cognominado “herege descendente de Valéria Messalina”.
Mas, ao invés, optei por chamar os agentes que, gentilmente, tomaram nota da ocorrência, alertando-me logo que, muito provavelmente, a queixa acabaria no fundo de uma gaveta. Mais valia que tentasse, entre os meus alunos, descobrir o culpado, sensibilizando-os a bem.
“Animalesca cópula desenfreada” correspondia exatamente à minha profunda indignação, mas coibi-me de a proferir, não fosse tornar-se óbvia a sua oculta significância.
(E, confesso, por esta altura comecei a ter pena de não ter sido concebida pelas nobres gentes do Norte – no meu íntimo, suspeito que, vivesse eu nessas bandas, de minha boca se abririam as palavras a Deus como os pássaros dão asas ao mundo. Um bafejo de soltura e leveza sombria.)
Optei antes por seguir à risca o seu conselho.
Como a minha ligeira suspeita recaía numa turma em concreto, aproveitei para dar uma palestra que fez chorar as pedrinhas da calçada. E o resultado, incrivelmente, não se fez esperar.
Quando a turma saiu, o Filipe voltou atrás. O miúdo mais franzino da turma teve um rebate de consciência e confessou-me a culpa.
Na verdade, quisera apenas fazer-me uma surpresa. Eu era a sua professora preferida e gostava muito de mim, mas não tivera coragem de o dizer de outra forma.
Senti o coração pequenino e estrangulado. Ali estava uma terna declaração de amor. Um afeto daqueles que temos quando somos adolescentes e um professor qualquer nos arrebata o coração de sonhos e ideias.
Mas, subitamente, a realidade derrubou-me com a fúria de uma locomotiva descontrolada.
O Filipe é um jovem institucionalizado. Portanto, a responsabilidade do estrago, imberbe gesto imponderado, ficará mesmo por minha conta.
Ante a explícita incompreensão do meu juvenil interlocutor, dei apenas por mim a berrar descontroladamente: “CARVALHOS FIRMEMENTE PLANTADOS NO CHÃO!!!!”.
Infelizmente, desta vez não me senti nada, mas mesmo nada, mais calma e ponderada…
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