Comunicado: Estado português continua sobre apertado cerco por parte das entidades europeias

pÉ já no próximo dia 3 de dezembro (quinta-feira) que a ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados estará novamente representada em Bruxelas, numa audição da Comissão das Petições do Parlamento Europeu, onde será analisado o incumprimento português relativamente à eterna precarização das condições laborais dos professores contratados.

Nessa importante sessão, a ANVPC, entre outras diligências, apresentará as principais sustentações (suportadas em relevantes dados objetivos) de um novo longo dossier remetido no passado mês de outubro ao Parlamento Europeu e à Comissão Europeia.

A notícia veiculada pela anterior equipa no Ministério da Educação e Ciência (liderada pelo ministro Nuno Crato), quanto ao arquivamento, na Comissão Europeia, do processo português de incumprimento, apenas revelou uma insignificante parte da história, sendo que a principal ação contra Portugal ainda continua bem viva, e será consecutivamente alimentada por esta organização de professores contratados até que seja feita a devida justiça a milhares de docentes que têm sido pessoalmente e profissionalmente prejudicados nas últimas décadas, nomeadamente nos modelos de vinculação apresentados pelo governo que agora terminou funções.

A luta contra a precariedade docente foi, e será sempre, um dos desígnios centrais da ANVPC, em prol da dignidade, da justiça e do respeito que estes profissionais merecem, e da necessária estabilidade no exercício da sua exigente profissão.    


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7 comentários

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    • AOliveira on 1 de Dezembro de 2015 at 22:42
    • Responder

    Força!!!

    • trocatintas on 1 de Dezembro de 2015 at 23:59
    • Responder

    Os modelos de vinculação de professores efetuados (sob
    coação do P.Europeu) pelo governo que agora terminou funções fizeram tábua rasa das dezenas
    de anos de serviço já cumprido. Estes professores com nomeação definitiva são
    mantidos, desde há três anos, com salário de contratado e sem qualquer
    perspetiva de correção do seu ingresso na carreira. Caíram em logro as
    legítimas expectativas de integrar condignamente a carreira docente, pois ela
    tem vindo a ser negada a todos estes profissionais há muitos anos, pela falta
    deliberada da publicação de uma portaria que regulamente o nº3 do artº36º do
    ECD, perpetuando a humilhação. Basta de falta de respeito!

      • Violante Silva on 23 de Dezembro de 2015 at 19:13
      • Responder

      Caro colega,

      faço minhas as suas palavras sobre os professores com nomeação definitiva que são ” …mantidos, desde há três anos, com salário de contratado e sem qualquer
      perspetiva de correção do seu ingresso na carreira. Caíram em logro as
      legítimas expectativas de integrar condignamente a carreira docente, pois ela
      tem vindo a ser negada a todos estes profissionais há muitos anos, pela falta
      deliberada da publicação de uma portaria que regulamente o nº3 do artº36º do
      ECD, perpetuando a humilhação”.
      Ou seja não bastaram os anos e anos a contrato. Agora, com vínculo, continuo a ser expoliada!
      Temos que lutar para alterar esta injustiça!

    • blábláblá on 3 de Dezembro de 2015 at 15:07
    • Responder

    Espero que seja revisto o acesso dos docentes do ENSINO PRIVADO aos quadros do MEC. Os professores que sempre serviram as escolas públicas do país (“sabe deus” em que condições e sacrifícios da vida pessoal e profissional), também têm direitos, ou não?
    São cada vez mais professores do ensino privado a engrossar o topo das listas com graduações elevadíssimas. No concurso anterior, nalguns grupos, foram eles que ficaram com as vagas da 2ª prioridade.
    Claro que estes docentes podem concorrer à escola pública, não podem é ultrapassar quem sempre trabalhou no ensino púbico POR CONCURSO a dezenas ou centenas de Km, em horários temporários, incompletos, em 2 e 3 escolas…
    Não é justo, nem honesto.
    Só espero que a ANPC não se esqueças estes professores!

      • Mar on 10 de Dezembro de 2015 at 1:19
      • Responder

      O que não é justo nem honesto e existir paralelismo pedagógico para dar aulas ,fazer parte das bolsas nacionais de corretores não ter reduções da componente letivo por anos de servico não ter redução por ser Dt ou delegado de grupo e ou departamento se depois não forem todos igualmente tratados na sua condição de professor.O que tem que vigorar e o tempo de serviço e não de onde vem.Fala assim quem não conhece como é e quanto se trabalha no privado

        • blábláblá on 10 de Dezembro de 2015 at 12:51
        • Responder

        De facto, fala assim quem não sabe o trabalho que os professores do ensino público têm. atualmente (SEM REDUÇÕES).
        Mais um que acha que na escola pública não se faz nenhum. É, por isso, que quer saltar diretamente do privado para o público, não é?
        Diga-me, por que é que optou por trabalhar no privado e não trabalhar pelo país (para onde ainda há trabalho) sujeito à precariedade durante anos (horários temporários, incompletos, em 2 e 3 escolas e até ter de enfrentar o desemprego)?

    • trocatintas on 3 de Dezembro de 2015 at 19:20
    • Responder

    …docentes vindos do ENSINO PRIVADO e do BRASIL!…

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