Muitas das coisas que fui dizendo por aqui parece que realmente vão acontecer.
- Redução do número de subcritérios e
- eliminação dos factores de subjectividade.
Bolsa de Contratação de Escola arranca em junho
A Bolsa de Contratação de Escola, que coloca professores em escolas com autonomia ou de intervenção prioritária, arranca em junho, com a criação de ofertas pelas escolas e com menos critérios de candidatura.
“A abertura deste concurso será no mês de junho“, disse à Lusa João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), que esteve esta terça-feira reunido com a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) para discutir a reformulação da Bolsa de Contratação de Escola (BCE), cujo modelo provocou atrasos de meses na colocação de professores nas escolas e retardou o início do ano letivo para milhares de alunos, em alguns casos quase até ao final do 1.º período, em algumas disciplinas.
Contactado pela Lusa, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) confirmou que a BCE arranca em junho “com a criação das ofertas por parte das direções das escolas”, não se sabendo ainda quando poderão os professores apresentar candidaturas a esses lugares.
Filinto Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), e que deverá reunir-se com a DGAE ainda esta semana, disse à Lusa que espera que este ano “se apresse, de facto, o processo” da BCE, considerando que não se deve deixar o período de candidaturas para setembro, como no arranque do presente ano letivo.
Sobre o novo modelo da BCE, ainda a ser discutido com sindicatos de professores e diretores escolares, Dias da Silva adiantou à Lusa que a proposta apresentada pela DGAE, “um documento aberto ainda em discussão e sujeito a alterações“, prevê que os muitos critérios de candidatura a que os professores tinham de dar resposta sejam reduzidos, de acordo com a atual proposta para apenas 12.
Desses, as escolas poderão escolher aplicar apenas oito, de acordo com as necessidades manifestadas e com o perfil pretendido para as funções com lugares em aberto.
Segundo o secretário-geral da FNE, a DGAE “fez um trabalho de simplificação” do processo que permitiu retirar “fatores de subjetividade” às candidaturas.
“Queremos que o processo este ano possa ser tão transparente e objetivo quanto possível”, declarou Dias da Silva, que referiu que a redução no número de critérios atribui ao processo de candidatura uma clareza que vai também ajudar a “limitar ao máximo” qualquer possibilidade de falsificação de informação por parte dos candidatos.
O ministro Nuno Crato assumiu no parlamento, em setembro de 2014, que o processo de colocações de professores nas escolas pela 1.ª BCE tinha erros matemáticos na fórmula de cálculo das listas ordenadas, tendo pedido desculpas a pais, alunos, deputados e ao país pelos erros que redundariam na demissão do Diretor-Geral da Administração Escolar, nesse mesmo dia, depois de ter afirmado que os problemas eram da exclusiva responsabilidade dos serviços do MEC.
Os erros acabariam por obrigar a anular este concurso, a refazer a lista e a corrigir colocações, que deixaram muitos professores inicialmente colocados sem um lugar nas escolas, em alguns casos a centenas de quilómetros das suas residências, o que implicou investimentos como arrendamentos de casas.
As despesas assumidas pelos professores motivaram pedidos de compensações e o ministro revelou a 8 de outubro, no parlamento, que o Governo havia pedido ao Conselho Superior da Magistratura (CSM) a designação de um representante para uma comissão avaliar junto das partes eventuais compensações a lesados pelos erros nas colocações.
O MEC acabaria por autorizar apoios e aulas extraordinárias para os alunos prejudicados pelos atrasos no arranque do ano letivo, com as escolas a mostrarem maior preocupação com aqueles alunos que fazem exames no final do ano.





19 comentários
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Tão ou mais importante que o número de critérios é quem valida…
Em 2014/2015 houve de tudo: agrupamentos que verificavam os dados até ao último detalhe (e por vezes recusavam o candidato por pormenores mínimos que não eram passíveis de confirmação) e outros agrupamentos que nem quiseram saber de papelada nenhuma!!
Se os factores de subjectividade desaparecerem a validação é quase automática. Só espero que exista uma validação prévia na fase de candidatura.
Pois, seria o ideal.
Mas haverá tempo?
Definição dos critérios pelas escolas em Junho… provavelmente candidaturas em Julho… validação em finais de Julho/Agosto?
Mesmo com critérios mensuráveis e não subjetivos há sempre “interpretações” dos critérios de forma mais vantajosa que sem essa validação prévia podem “passar despercebidos”.
Como pode arrancar em Junho se a esmagadora maioria dos professores ainda não sabe o resultado da sua avaliação de desempenho????? Estes tristes que andam a regulamentar isto ainda não se aperceberam???
Assim como só conta o tempo de serviço até agosto de 2014, a última avaliação de desempenho que conta será, também, referente a esse período!
Para quê complicar?
E a avaliação de desempenho também é um critério muito objetivo… tendo em conta o modo como certas avaliações são feitas e as injustiças que por aí andam, até dá vontade de rir…
Concordo!!!!!
A ADD é uma vergonha pois há escolas que no início do ano já sabem quem é que vai ter o Muito Bom. 🙁
É claro que a avaliação de desempenho não deveria contar para a contratação, pois o facto de existirem quotas cria de imediato injustiças. O problema é que alguns professores em Junho já sabem o que tiveram e outros ainda não sabem, aí é que está o verdadeiro problema, uns respondem nos critérios que tiveram avaliação e os outros não o podem fazer. No entanto muitos mais problemas irão surgir. Quando se alteram substancialmente as regras ano após ano só pode dar chatices, quando mais se remexe o lixo mais mal ele cheira.
Há avaliações de desempenho muito objetivas:os candidatos deitados tem quase todos alturas idênticas, os desempenhos mais sonoros dão melhor nota.Esta é uma avaliação objetiva, mas o medidor de décibeis pode não estar calibrado e as rotações não serem perfeitasAquelas Add que envolvem ofertas valiosas(pratas, móveis bons, e outros objetos caros) são mais objetivas:quanto mais cara a prenda melhor a classificação e renovação..
Critérios bem velhinhos mas sempre oportunos:
-pertencer á ideologia, religião ou clube do futebol do gajo ou gaja que manda lá no agrupamento;
-ser amigo do compadre do dito gajo ou gaja;
-andar nas bebedeirase rambóias com o sditos gajoe gaja mandantes se for lá para as bandas da província;
-por último o menos falado mas tão antigo:a cambalhota….
O que eu me fartei de rir. Muito bom! Parabéns.
Na minha escola, há uma tipa, que não tem outro nome, está a tentar garantir o lugar dela pelo último critério, a cambalhota. É escandaloso o que ela é beneficiada em tudo. Deve ser mesmo boa.
Um erro não se combate com o outro erro.
149 critérios na BCE foi um erro!
12 critérios é um erro!
O único critério (que são 3: dias antes da profissionalização, dias após a profissionalização e classificação profissional/nota de curso) deve ser a GRADUAÇÃO PROFISSIONAL!!!
Pois era o mais sensato e o mais justo, mas como é que se encaixavam os amigos?
Vai continuar a palhaçada…melhor o circo escolar.
Único critério objectivo, justo e que respeita as pessoas: “dias antes da profissionalização, dias após a profissionalização e classificação profissional/nota de curso deve ser a GRADUAÇÃO PROFISSIONAL”.
Obviamente que este critério deixa pouco espaço para a corrupção e o amiguismo.
Pois, lá na minha escola não agrupada (com 3.º ciclo e ensino secundário) entrou uma educadora de infância com habilitações para o pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico!
E é avaliadora do desempenho de todos os professores de todas as áreas curriculares do 3.º ciclo e ensino secundário, principalmente de geometria descritiva, história da arte, arte e multimédia, etc., uma vez que até foi coordenadora do Departamento das Artes (grupo 600).
É isto a avaliação do desempenho docente em Portugal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E é isto uma educadora de infância a coordenar um departamento científico… E ainda perseguem uma das pessoas mais qualificadas do País (do ensino não superior)…
E ainda dizem que a Sra. educadora de infância não tem culpa de nada! Querem ver que não sabia os cursos que fez !!!!!!!!!!!!!!!!!!!
RESPEITO PELAS PESSOAS, JÁ! Portugal é um Estado de Direito!
Desculpe mas como é que uma educadora de infância é a avaliadora de um professor de um grau de ensino superior ao dela? Não me diga que é a história desses cancrozinhos os célebres professores de Educação Especial que estão no grupo de expressões?Como é que esse mandriões com cursos de 4 meses podem avaliar os outros..Badamerda para o grupo 910 grupo de ignorantes.
Educadora de infância com habilitações para o pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico exerce funções em escola pública não agrupada (com 3.º ciclo e ensino secundário).
A Sra. Educadora de Infância não tem habilitações para o 3.º ciclo nem para o ensino secundário. O Bacharelato é para o pré-escolar e o D.E.S.E. em “Problemas Graves de Comunicação” (conforme a Portaria n.º 1072/ 91 de 23 de Outubro) é para a Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico.
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É júri de avaliação (elemento do Conselho Pedagógico) de todos os professores de todas as áreas curriculares do 3.º ciclo e ensino secundário (Matemática; Inglês; Português; Biologia; História; Geografia; Física e Química, etc, etc., além de avaliadora directa de docentes do grupo 600, sendo que alguns têm Doutoramento (anterior ao Processo de Bolonha pela Universidade de Lisboa/ Faculdade de Belas-Artes; Mestrado em Arte, Património e Restauro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, também anterior ao Processo de Bolonha; e Licenciatura em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) e até já foram docentes em Escolas Superiores de Educação (do ensino público) e até estão posicionados no 8.º escalão da carreira docentes e também são formadores acreditados pelo CCPFC, etc. etc etc
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Quanto aos docentes de outras áreas curriculares (tais como os referidos do grupo 600, têm mais de 25 anos de serviço), alguns também têm Doutoramento pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (anterior ao Processo de Bolonha), Mestrado (também anterior ao Processo de Bolonha) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Licenciatura pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e também são formadores acreditados pelo CCPFC e já foram orientadores de estágio pela Universidade de Lisboa, etc etc, e estão posicionados no 6.º escalão da carreira docente, etc etc etc
Nunca tiveram quaisquer equiparações a bolseiro, porque todas, todas lhes foram negadas.
Diz o Sr. Director da supramencionada escola que têm que ser avaliados pela Sra. Educadora de Infância, sendo que eles próprios não podem ser avaliadores, porque segundo o Sr. Director da escola Mestrados e Doutoramentos anteriores a 23 de Junho 2010 (ECD) não valem para nada e a Sra. Educadora de Infância até foi provida na antiga, obsoleta, categoria de professora titular, e, por causa disso, até já progrediu na carreira docente. Na altura, ainda todos desconheciam as suas verdadeiras habilitações!!!!!!!!!!!!!
Enquanto todos os outros licenciados, professores de áreas curriculares do 3.º ciclo e ensino secundário, e que não foram providos, no passado, nessa categoria de professor titular, continuam sem qualquer progressão, pelo menos desde 2001, outros desde 2003!
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Até já dá para instaurar processos disciplinares ao docentes que denunciou a ilegalidade, a injustiça e a PERVERSÃO CIENTÍFICA e PEDAGÓGICA.
****** abaixo a HUMILHAÇÃO e DISCRIMINAÇÃO dos DOCENTES nas escolas *****
DIREITOS HUMANOS e LIBERDADE de EXPRESSÃO JÁ
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NÃO À DISCRIMINAÇÃO DOS DOCENTES DO ENSINO NÃO SUPERIOR EM PORTUGAL.
:::::::::::::: PORTUGAL É UM ESTADO DE DIREITO! :::::::::::::::::::::::::::::