Opinião – Elisabete Mateus

O Ministro da Educação e Ciência, quando apresentou o Concurso Externo Extraordinário que agora foi publicado, afirmou que “após todo o processo de vinculação extraordinária, estamos convictos de que, no essencial, estarão integrados nos quadros os professores mais experientes, que têm sido colocados em sucessivos contratos anuais e completos, satisfazendo pois necessidades do sistema.

Sou professora contratada com apenas 9 anos de serviço efetivo no 1º ciclo. Caso o Sr. Ministro não se tenha apercebido, acabou de permitir a vinculação neste grupo de recrutamento, que deveria ser considerado o pilar da educação, de 125 docentes que deram aulas a alunos do primeiro ciclo APENAS nos 2 últimos anos  (muitos deles  apenas no último ano e alguns NUNCA deram aulas neste ciclo), ou seja, têm 2/1 ou 0 anos de EXPERIÊNCIA, no 1º ciclo. São maioritariamente professores de EVT, Educação Física e Música. Pergunto eu: isto é melhorar a educação??? Caso queira ficar ainda mais elucidado Sr. Ministro, posso dizer-lhe que vincularam neste grupo de recrutamento 169 docentes dos quais, apenas 44 (26%) já deram aulas mais do que dois anos ao 1º ciclo. Parabéns Sr. Ministro! Continue a preocupar-se com a PAAC e a colocar no sistema professores que não têm EXPERIÊNCIA EFETIVA nos grupos para os quais se candidatam que assim conseguiremos com toda a certeza melhorar o ensino em Portugal. Já agora, Sr. Ministro observe também atentamente as  condições de recrutamento para o grupo 910 (E Especial). Talvez possa concluir que não está a recrutar os docentes que esses alunos merecem: docentes com MUITAAAAA EXPERIÊNCIA. Se quiser perder algum tempo com estas matérias, talvez consiga perceber que assim não vamos lá!! 

 

Elisabete Mateus

 

Declaração de interesses: ao fim de 21 anos de serviço tenho de ponderar concorrer ao 1º ciclo para poder manter a componente letiva e não me imagino de um dia para o outro a ensinar um aluno de 5 ou 6 anos a ler ou a escrever. Não nego que me assusta ficar colocado numa turma do 1º ano e ter de reaprender todos os métodos de ensino para trabalhar com alunos desta idade.

Mas quem acha que ter apenas os professores colocados no dia em que começam as aulas não é problema também não deve ver qualquer problema que estas coisas aconteçam.

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40 comentários

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  1. Muito bem escrito Elisabete Mateus.

    • Paulo on 20 de Agosto de 2014 at 20:55
    • Responder

    A colega não deixa de ter muita razão… e o 1º ciclo vai muito além de aprender a ler e a escrever… o desenvolvimento do raciocínio matemático, perceber a importância das Artes no crescimento… etc etc etc…. Eu sou a favor de que só o tempo efetivo em determinado grupo devia contar como após a profissionalização… seja que grupo for…Que importa ser profissionalizado há 20 anos num grupo de tem 0 dias de TS nesse grupo!?

      • Carlos Plágio on 20 de Agosto de 2014 at 21:45
      • Responder

      Levantou a verdadeira questão! Independentemente das habilitações e profissionalizações ou especializações, creio que, como bem sugere, “só o tempo efetivo em determinado grupo devia contar como após a profissionalização”. É bastante problemática a questão, não apenas nos casos de professores de 2.º ciclo com habilitação para o 1.º e o mais que questionável processo de colocação de docentes na Educação Especial, mas também no caso das línguas, por exemplo, em que o modo de contabilização da experiência profissional deveria merecer uma reflexão e uma reforma profunda. Este ano, por exemplo, mercê da hipótese de colocação num grupo de recrutamento distinto daquele em que efetivaram, vão-se anunciando casos de colegas do 340 (Alemão) – apenas a título de exemplo – que anseiam por uma vaga no 300, sem nunca terem lecionado turmas de Português e com a complexidade inerente aos programas e novos conteúdos/terminologias da disciplina nos últimos anos. Também defendo que o tempo de serviço prestado num determinado grupo deveria contar só e apenas para esse grupo. Cada pessoa poderia gerir as suas opções em função disso, pois a experiência não se adquire meramente por um papel passado numa instituição de ensino superior… Tem de existir a consciência e a responsabilidade, muitas vezes ausentes, infelizmente, de que lidar com crianças de 6 anos não será o mesmo que lecionar Educação Física ou Tecnológica (ou mesmo Português, Matemática ou Ciências) no 2.º ciclo, e de que ensinar a literatura ou a gramática portuguesas pode ser bem mais complexo do que à primeira vista muitos colegas, por desconhecimento da evolução dos programas e das exigências da disciplina de Português, supõem, apesar das habilitações conseguidas há muitos anos (durante os quais o que se aprendeu foi, naturalmente, ficando desatualizado). Já para não falar da assustadora possibilidade (sobretudo se, como deveríamos, nos posicionarmos no papel das crianças e respetivos pais) de assumir o trabalho com alunos abrangidos pela educação especial com uma “especialização” que de especial apenas tem, na generalidade dos casos, a ausência de uma componente prática e de contacto efetivo com a realidade da diferença…

        • Estourado on 20 de Agosto de 2014 at 22:24
        • Responder

        Então o colega defende uma PAC que nos permita aferir se realmente aqueles canalhas que querem mudar de grupo e que fizeram as suas profissionalizações no 1ºe 2º ciclo, com estágio e avaliação, provem que são professores daquilo que foram tirar, tenham o tempo de serviço que tiverem. Uma ideia, quem está nos sindicatos com redução perdia metade do tempo ou a totalidade, dependendo do caso, quem está destacado em direções, dgest, DGAE, etc também, não deram aulas por isso devem ter desaprendido o que é ensinar. Realmente os colegas de EVT, de Ed.F e de Ed.M são todos uns burros e deviam ser despedidos do sistema, nem sei como conseguem chegar às direções das escolas, como conseguem escrever blogs de sucesso e como conseguem sequer ler e escrever. Avante com a PAC para todos, agora sou a favor.

          • Carlos Plágio on 21 de Agosto de 2014 at 9:45

          Só o seu “nick” pode justificar as extrapolações que faz das palavras anteriores e algum do vocabulário de que se serve… Mas num aspeto estamos (agora) de acordo: “Avante com a PAC para todos”, se possível mantendo a prioridade de aquisição de vínculo com o MEC. Haveria muitas surpresas… ou não…

    • anocas on 20 de Agosto de 2014 at 21:30
    • Responder

    Muito bem Elisabete. Era de todo importante que esta opinião fosse exposta na comunicação social. As pessoas que estão por fora destes assuntos devem de uma vez por todas entender o que realmente este ministro quer…não melhorar, mas sim destruir a educação!!!

    • Nuno Miranda on 20 de Agosto de 2014 at 21:37
    • Responder

    Também ficaria assustado… compreendo perfeitamente!
    P.S. – O site continua com o problema de mostrar os comentários. Só após publicação de um (ou seja, fazer uma espécie de login) é que se torna possível visualizar todos os comentários.

    • cmba on 20 de Agosto de 2014 at 21:50
    • Responder

    Boa noite!

    A análise e opinião é fantástica!

    Parabéns Elisabete Mateus!

    Aproveito para deixar alguns contactos da comunicação social:

    [email protected]; [email protected]; agenda.informaçãotp.pt

    Devemos começar a pensar com a mente mais aberta… Porque muitos de nós professores tudo fazemos para ter um horário, contudo desconsideramos as crianças e seu futuro educativo que corre riscos …

    • Estourado on 20 de Agosto de 2014 at 21:52
    • Responder

    Surreal, estão a dar razão ao ministro, a PAAC faz mesmo falta, como é que eu sei que a Elisabete com nove anos de serviço e possivelmente com um curso pós-bolonha é melhor professora de 1º ciclo que o Arlindo, o Chico ou o Manuel? Conheço muita gente com muitos anos de serviço nas suas áreas que são péssimos profissionais, a graduação profissional e o tempo de serviço são o que prevalece, depois teremos as avaliações internas e externas que mais mal do que bem dirão de sua justiça, esta coisa de querem mudar as regras em causa própria é muito do estilo “Neo-Crato”. Há muito boa gentwe de Ed.F, EVT, Ed.M, com licenciaturas e mestrados que não merecem as palavras desrespeituosas da Elisabete, o que está mesmo mal é os contratos efetivarem à frente dos quadros nesses grupos e pessoas como o Arlindo ed eu próprio, com vinte e muitos anos de serviço termos que concorrer às sobras de concursos ilegitimos, despesistas e ilegais patrocinados pelo MEC e pela FNE.

      • Carlos Plágio on 20 de Agosto de 2014 at 22:08
      • Responder

      Não se trata, como erroneamente percebeu, de “mudar as regras em causa própria”, mas de torná-las objetivas e, sobretudo, de conferir credibilidade ao sistema de colocações e, acima de tudo, ao sistema de ensino. Como em tudo, em relação a habilitações e grupos de recrutamento é bem diferente saber um pouco de muito do que saber muito de pouco…

    • sophia on 20 de Agosto de 2014 at 22:03
    • Responder

    boa noite
    concordo plenamente com a colega Elisabete,este é mais um erro do ministério, mas não ficamos por aqui. Alguém me sabe dizer como fazer uma participação ou denuncia de um grave erro nas listas definitivas de colocação do concurso.Não sei de quem é a culpa, mas quem valida os documentos tem de estar muito atento, pois descobri que há colegas com muita sorte. Não é que a classificação de final de curso não condiz com o exposto nas listas! É preciso denunciar estes casos, pois está a prejudicar muitos colegas.

    • sophia on 20 de Agosto de 2014 at 22:10
    • Responder

    Esqueci de dizer, algo está errado. A colega Marina da Silva Capela Seroto tem na lista de colocação definitiva do QZP 7 a classificação de 12,400, no entanto nas várias ofertas de escola a nota que consta é de 12,004. Parece que não é nada, mas é o bastante para empurrar uma colega para fora da corrida. Afinal qual é a nota correta?

    • António M.B. on 20 de Agosto de 2014 at 22:18
    • Responder

    Para: Elisabete Mateus:

    A questão não é assim tão linear quanto parece. Senão, vejamos… os professores dessas áreas referidas como EVT, EF e EM, são docentes que já têm muita experiência no ensino, com formação de base, quer no 1º ciclo, quer no 2º. Se assim não fosse, não poderiam concorrer ao 1º ciclo. A falta de experiência no 1º ciclo, pode parecer uma menos valia, mas também pode ser visto como um desafio estimulante e a carga de anos a ensinar a crianças noutro grau de ensino é uma mais valia, pois estes, nas suas milhares de horas de Conselhos de Turma, no 2º ciclo, sabem quais são as principais falhas dos alunos que chegam a este nível de ensino. Também não têm culpa que em nome de uma famigerada reforma curricular, mal feita e muito mal gerida, deixem de um momento para o outro de serem bons ou muito bons professores e serem postos num caixote do lixo! Vivemos em tempo de vacas magras e a adaptação é um bem e uma necessidade cada vez mais necessária e bem vista!

    1. Bem escrito, António!

    2. Concordo com o António a 100%, muito bem.

      • Carla on 3 de Outubro de 2014 at 11:07
      • Responder

      Bons dias! Então deixe-me colocar uma questão. Tem um filho no quarto ano, que vai fazer exames em maio e após um mês de aulas, com uma professora de escola sem componente letiva, é colocada para lecionar a turma uma professora de EVT que nunca lecionou o 1º ciclo, não foi por sua escolha que foi lá colocada, mas sim por obrigatoriedade da direção do agrupamento, e nos últimos 10 anos lecionou sempre EVT no 2º ciclo. Como pai, o que acharia desta situação? Ficava descansado porque a professora também tinha formação de 1º ciclo, ou ficava completamente ansioso, porque até a professora se conseguir atualizar vai levar bastante tempo e os prejudicados irão ser os alunos.

    • Paulo on 20 de Agosto de 2014 at 22:27
    • Responder

    Além, do que já disse… então, porquê que um professor do grupo 300 nunca pôde concorrer ao 200 como profissionalizado? A meu ver a situação é menos problemática do que estas do 2º ciclo… uns podem outros não? País de fantochada!!! Acho um professor do 300 mais preparado para lecionar o 200 do que um do 340 dar o 300, por exemplo.

  2. Não consigo visualizar os comentários. 🙁

    • MIHM on 20 de Agosto de 2014 at 23:00
    • Responder

    Interessante… Parece que afinal a profissionalização já não conta para o que quer que seja. Se calhar se fossem os colegas a efetivar noutro grupo que não aquele onde nos últimos anos lecionaram já não diziam o que quer que seja mas como são os outros… Triste este tipo de opinião, quando deveríamos estar todos unidos na procura da reposição da legalidade, isto é, na entrada na carreira de todos os que têm mais de três anos de serviço. Além disso, deveriam estar a falar dos do privado que vêm para aqui ocupar o lugar daqueles que sempre lutaram por um lugar no público e não andar com comentários acerca daqueles que, num ou noutro grupo para o qual possuem habilitações, conseguiram finalmente o lugar que lhes pertencia. Saliento que não efetivei apesar de ter 17 anos de trabalho no ensino público.

    • Consciência Tranquila on 20 de Agosto de 2014 at 23:14
    • Responder

    Muito bem dito Elisabete. Quanto ao 1. Ciclo… Já leccionei o 1 e 2 ano e ainda turmas do JI no ano transacto. Sou professor do 3. Ciclo e Secundário. Deixe lá. .. Os maus profissionais, segundo toda a gente diz, adaptam-se a tudo.

      • drika on 21 de Agosto de 2014 at 11:08
      • Responder

      E COMO CONSEGUIU ISSO? MISTÉRIO.

    • yo yo on 20 de Agosto de 2014 at 23:27
    • Responder

    Lamentável, Elisabete… Envergonho-me de colegas como você!

  3. E ninguém se refere à aberração que campeia no 240- EVT ? Professores habilitados com uma licenciatura e/ou mestrado a serem preteridos – DACL – por “colegas” de trabalhos manuais cuja “habilitação” (respirem…) não passa dum cursinho de formação em carpintaria ou formação feminina ( com algum favor correspondente ao atual 9º ano). Colegas de EV e EVT – UNI-VOS!

    • croc on 21 de Agosto de 2014 at 0:58
    • Responder

    Elisabete, não olhe só para o seu umbigo. É muito triste ter colegas com esse pensamento pequenino!

    • Luis Costa on 21 de Agosto de 2014 at 1:14
    • Responder

    A questão levantada apesar de pertinente apenas revela o receio de alguns professores do 1 ciclo serem ultrapassados por colegas provenientes de outros grupos de recrutamento. No entanto, lembro que a formação inicial dos professores mencionados contempla o ensino do 1 ciclo, facto que os legitima para poderem dar aulas neste ciclo. É verdade que alguns destes apenas lecionaram nos últimos anos no 1 ciclo, mas também é verdade que o mesmo não é sinónimo de falta de preparação ou de má docência. Aliás muitos destes acumularam diferentes vivências educativas e formativas que só irá enriquecer o ensino neste ciclo de estudos. A preparação dos mesmos dependerá do empenho e dedicação colocada na tarefa de ensinar. Será justo a colega Elisabete ser ultrapassada por estes colegas? Será justo que estes colegas se vejam privados de lecionar apenas porque a reorganização curricular assim o ditou? Será justo um professor só efetivar ao fim de 14anos? Parece que a justiça não tem abundado na educação neste país… A lista de graduação é soberana e ordena da forma mais justa os professores, deve ser respeitada. Um professor com 20 anos de serviço (mesmo que por exemplo 10 dos 20 fosse em cargo de direção) ultrapassa um colega com 19 anos de serviço, nada a fazer. É por todos sabido que o 1ciclo alberga colegas de diversos grupos de recrutamento, e desde logo muitos efetivaram neste ciclo prematuramente porque tiveram dificuldade em efetivar no 2 ciclo, e nunca assisti a nenhuma indignação com esta realidade. Não quero é acreditar que se tente passar um atestado de incompetência aos professores de evt, música e ed. física. Porque se a intenção é essa vamos abrir uma caixa da pandora onde se pode questionar tudo, instituições onde os professores obtiveram o seu curso, pós graduações obtidas, mestrados, etc… Termino referindo que um dos pilares em que assenta o ensino é o espírito cooperativo, solidário e fraterno entre pares… Que infelizmente vai dando lugar a invejas, individualismo e rivalidades mesquinhas, é caso para dizer: – Assim não vamos lá!

      • Maria on 21 de Agosto de 2014 at 8:18
      • Responder

      Muito bem respondido, Luís. Sou de Educação Musical, tenho habilitações para lecionar no 1.º Ciclo e sinto que se concorresse ao 1.º Ciclo, seria igualmente uma docente preocupada e empenhada na realização de um bom trabalho. teria de certo que relembrar algumas coisas, mas não seria por isso que iria ser uma má docente. Recordo que a minha formação de base, para além do Conservatório, é uma licenciatura de uma ESE, que me permitiu realizar uma prática pedagógico no 1:º Ciclo. Escuso-me a rebater a perspetiva da Elisabete, uma vez que para mim, não faz qq sentido… só posso acrescentar que, quanto mais nos dividirmos com estas tricas, mais ganham os senhores do Ministério… dividir para reinar tem sido o lema e nem precisam de fazer muito por isso! Nós, sozinhos, tratamos de tudo! Veja-se também a guerra contratados/quadros; QA/QZP; etc…

    • Prof. Contratada on 21 de Agosto de 2014 at 8:57
    • Responder

    Também já leciono há 16 anos em dois grupos para os quais possuo habilitação profissional e não me sinto menos experiente em nenhum deles. Recentemente, especializei me em educação especial e devo dizer que o meu desempenho foi bem reconhecido pela escola onde exerci funções. Quando se tem largos anos de experiência no ensino, um professor sabe adaptar se muito bem a qualquer contexto para o qual detenha habilitações. Trata se de dar o nosso melhor e de empenho e brio profissional.

    1. Boa! Nem mais…

    • DSG on 21 de Agosto de 2014 at 10:44
    • Responder

    Colegas, leiam, assinem e divulguem: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT74541
    Pela justiça na vinculação!!!

    • drika on 21 de Agosto de 2014 at 11:12
    • Responder

    A especialização em Ed. Especial tem sido um maná dos céus. Parece tem tem salvo muita gente e enchido os bolsos de Institutos e ESES de meia tigela. Muito gostam agora os docentes dos meninos da Ed. Especial. Vá-se lá saber porquê… Mas claro que sabemos. Só não dizemos, fica mal.

      • drika on 21 de Agosto de 2014 at 11:14
      • Responder

      “Parece que tem…” em vez de “Parece tem tem…”.

    • Sara on 21 de Agosto de 2014 at 11:28
    • Responder

    O 1º CEB é o pilar de tudo o resto, que ficando bem ou mal feito repercute-se inequivocamente. Mas visto por muita gente como o parente pobre e a solução para trabalhar.

  4. Onde estão os comentários?…

  5. Para quem não entendeu ou não quis entender:
    Não pretendi com a minha opinião desqualificar nenhum grupo de recrutamento em particular. Compreendo que as pessoas procurem vincular se isso lhes foi(indevidamente) permitido pelo empregador.
    A minha opinião refere-se apenas à EXPERIÊNCIA que deveria ser exigida a todos os docentes, independentemente do grupo de recrutamento a que pertencem. É evidente que um professor de EVT/EF/EM… com vários anos de experiência no 1º ciclo está tão qualificado como qualquer outro nas mesmas condições. Parece-me no entanto absurdo que sejam colocados no sistema docentes com apenas 1 ano de experiência e fiquem de fora centenas de docentes com vários anos de experiência neste nível de ensino.
    Afinal, o Ministério de Educação é APENAS um mero ( e irresponsável) empregador. Não coloca nas escolas os mais qualificados ( pela sua experiência) mas apenas os mais graduados. Convenhamos que são coisas bem diferentes, doa a quem doer!!

  6. Acrescento:
    A educação não deveria passar pelos interesses dos senhores professores. Ora num grupo, ora no outro, conforme as vagas que vão surgindo! Claro que todos gostariam muito de estar a trabalhar.Claro que há milhares de docentes que no ano letivo 2013/2014 não conseguiram uma colocação, apesar de até possuírem mais anos de EXPERIÊNCIA ( não de graduação) do que muitos que estiveram no sistema,principalmente no 1º ciclo e na EEspecial …
    Mas, onde estão os direitos dos principais interessados, OS ALUNOS?
    Não seria mais correto escolher para os alunos os docentes mais experientes?
    Claro que politicamente seria mais incorreto… disso não tenho qualquer dúvida!!

    • on 21 de Agosto de 2014 at 14:26
    • Responder

    Do meu ponto de vista, tanto a declaração da Elisabete como a “Interessante” fazem sentido, contudo tb é verdade que colegas habilitados ao 2º ciclo estão tb habilitados ao 1º e por isso é legitimo que concorram em simultâneo a 2 grupos (para os quais estão habilitados). Na minha opinião, aquilo que não pode continuar a existir são especializações com duração de meses tiradas à distância, sem qualquer componente prática e o tempo de serviço num grupo de recrutamento deve contar apenas para esse grupo de recrutamento.

  7. Casa onde “roubaram” o pão, todos ralham e ninguém tem razão!

  8. Colega Só
    Eu, desde o início que não falo de habilitação, falo de experiência! São coisas bem diferentes!
    Tocou no ponto: ” o tempo de serviço num grupo de recrutamento DEVE contar apenas para esse grupo de recrutamento”!

      • Célia on 23 de Agosto de 2014 at 0:43
      • Responder

      Mas não é verdade que, em concurso, qualquer contratado pode concorrer a mais do que um grupo de recrutamento desde que para tal tenha habilitações, mesmo que não tenha qualquer experiência no mesmo? Então porque é que os do quadro sem componente letiva não podem ter os mesmos direitos no concurso da mobilidade interna? Não percebo qual é o seu problema Elisabete, se calhar também concorre a mais do que um grupo de recrutamento ou, se não concorre, concorreria se pudesse, certo???!!!

  9. Porque será que não consigo ler o comentários?

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