Editorial do Público

14 anos é muita precariedade

 
 

O Ministério da Educação abriu este ano um processo de vinculação extraordinária de educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário. A este concurso de vinculação extraordinária tinham concorrido 26.573 docentes, mas só 1954 conseguiram lugares. O ministério de Nuno Crato diz que o objectivo desta vinculação extraordinária foi o de colmatar “as necessidades reais e permanentes do sistema de ensino”.

Ontem ficou a saber-se que os 1954 professores que conseguiram entrar no quadro têm, em média, 14 anos de serviço a contrato. Sendo que há casos de docentes que já estão há 30 anos (três quartos da sua carreira contributiva) a dar aulas sem um vínculo estável à função pública. Isto é caso para perguntar: quem deu aulas durante três décadas, ou mesmo 14 anos, o que esteve a fazer senão a colmatar uma necessidade permanente?

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10 comentários

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    • sandra s. on 19 de Agosto de 2014 at 20:18
    • Responder

    E ninguém fala dos que NÃO ENTRARAM neste concurso e têm 18, 20 ou mais anos de serviço (ou de “carreira contributiva”) devido à inexistência ou à abertura de um nº muito residual de vagas nos seus grupos de recrutamento?
    O que o MEC pensa fazer a estes docentes?

  1. Mão de obra barata e trabalho precário… No meu caso, desde 1996…

      • Vítor Agostinho on 19 de Agosto de 2014 at 21:25
      • Responder

      Já somos dois. Desde 1 de Setembro de 1996… Enfim!!!!!

      1. E tem concorrido a todo o país e regiões autónomas?

    1. Por acaso tem concorrido a nível nacional e para as ilhas?

      1. Há 40 mil contratados, 11 ou 12 mil com mais de 10 anos de serviço. Quarenta mil é um terço do número total de docentes. COM CERTEZA QUE TÊM CONCORRIDO PARA TODO O PAÍS. Mas se preferirem continuar a ACUSAR AS VÍTIMAS, tudo bem, quem sou eu para me chatear.

    • Alguns não quiseram concorrer para longe on 19 de Agosto de 2014 at 21:38
    • Responder

    Os jornalistas também poderiam tentar fazer um “estudo” das razões da não vinculação. É que conheço colegas que ainda não estavam vinculados porque nunca quiseram concorrer para o país inteiro e ilhas inclusive. Muitos não quiseram “abandonar” a família por exemplo.

    • Prof. QZP on 19 de Agosto de 2014 at 23:45
    • Responder

    Concordo com o último post. Há muitos olegas que não estão já vinculados porque não quiseram concorrer para longe.

    • Ana on 20 de Agosto de 2014 at 17:48
    • Responder

    A precaridade continua, para quem não conseguiu colocação e para quem vai continuar a contrato. Infelizmente quem efetivou nos quadros continuará a sofrer de injustiças. Remuneração pelo índice 167 independentemente do seu tempo de serviço, seja ele 14, 15, 20 anos a contrato…O estado não está para dar nada a ninguém! Eu considero muito poucas as vagas do CEE, continuaremos a ter muitos professores com mais de dez anos de serviço sem saber se no ano seguinte têm trabalho, não condeno as escolhas que cada um faz, condeno sim este governo que não respeita o NOSSO trabalho, a nossa dedicação, a nossa vocação, os nossos sacrifícios! De TODOS, TODOS os professores.

      • Ana on 20 de Agosto de 2014 at 17:51
      • Responder

      “para quem conseguiu colocação e para quem vai continuar a contrato”

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