…que não prejudiquem a imagem dos serviços, pode-se fazer programas de informação livres.
RTP – Sexta às 9 – Privilégios da troika
RTP – Sexta às 9 – Excessos na Europa
Mai 15 2014
…que não prejudiquem a imagem dos serviços, pode-se fazer programas de informação livres.
RTP – Sexta às 9 – Privilégios da troika
RTP – Sexta às 9 – Excessos na Europa
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2 comentários
1)- O Arlindo teme que a extrema esquerda/esquerda radical (BE; PCTPMRPP; PCP-PEV; POUS) e a extrema direita (PNR) vençam as eleições em Portugal?
2)- O Arlindo teme que o Jorge Coelho volte para fazer telefonemas para as redcções dos órgãos de comunicação social?
3)- O Arlindo teme o regresso das perseguições aos jornalistas Manuela Moura Guedes, António Cerejo, entre outros pela ala socrática?
4)- O Arlindo teme que a liberdade de informação cerceia a possibilidade de as pessoas atingir cargos de direção de escolas, centrais sindicais, lideranças partidárias, ou outros cargos de chefia?
5-) O Arlindo teme que o Governo do PSD/CDS-PP vai instalar uma ditadura?
6-) O Arlindo acompanha as declarações de Mário Soares e de alguns militares de abril acerca das liberdades democráticas ou da falta delas?
7-) O Arlindo, com estas reportagens, que passaram na pretérita sexta feira no programa “Sexta às 9” (muito bem conduzido pela Sandra Felgueiras), pretende apelar à abestação? à votação nos partidos anti-europeus? ou apelar à cidadania para se interessar mais pelas questões europeias?
Assim vai o nosso País.Lembro o nosso Eça e a sua critica politica e social. Nada mudou.
“O que verdadeiramente nos mata, o que torna esta conjuntura inquietadora, cheia de angústia, estrelada de luzes negras, quase lutuosa, é a desconfiança. O povo, simples e bom, não confia nos homens que hoje tão espectaculosamente estão meneando a púrpura de ministros; os ministros não confiam no parlamento, apesar de o trazerem amaciado, acalentado com todas as doces cantigas de empregos, rendosas conezias, pingues sinecuras; os eleitores não confiam nos seus mandatários, porque lhes bradam em vão: «Sede honrados», e vêem-nos apesar disso adormecidos no seio ministerial; os homens da oposição não confiam uns nos outros e vão para o ataque, deitando uns aos outros, combatentes amigos, um turvo olhar de ameaça. Esta desconfiança perpétua leva à confusão e à indiferença. O estado de expectativa e de demora cansa os espíritos. Não se pressentem soluções nem resultados definitivos: grandes torneios de palavras, discussões aparatosas e sonoras; o país, vendo os mesmos homens pisarem o solo político, os mesmos ameaços de fisco, a mesma gradativa decadência. A política, sem actos, sem factos, sem resultados, é estéril e adormecedora.”…..
“O país, que tem visto mil vezes a repetição desta dolorosa comédia, está cansado: o poder anda num certo grupo de homens privilegiados, que investiram aquele sacerdócio e que a ninguém mais cedem as insígnias e o segredo dos oráculos. Repetimos as palavras que há pouco Ricasoli dizia no parlamento italiano: «A pátria está fatigada de discussões estéreis, da fraqueza dos governos, da perpétua mudança de pessoas e de programas novos.»”
Eça de Queiroz, in ‘Distrito de Évora’