Timor-Leste – Professores sem Seguro de Saúde

Quem vai acompanhando este post vai-se apercebendo das dificuldades que os professores portugueses passam em Timor-Leste.

Para além das difíceis condições de trabalho que existem nesse país também se verifica uma má coordenação do projeto que passa por algum autoritarismo e exploração do trabalho dos professores. Parece que tudo isto é do conhecimento do estado português mas que vai encolhendo os ombros ao que por lá se vai passando.

E como o próximo quadro comunitário vai ser um pouco generoso com os projetos de cooperação nos países africanos lusófonos e em Timor-Leste devia-se acautelar uma melhor cooperação entre Portugal e Timor-Leste.

 

timor

 

“O facto de ainda não ter seguro de saúde preocupa-me”, disse uma professora contactada pela agência Lusa.
“É uma preocupação porque em Timor-Leste a saúde pública tem as deficiências inerentes a um país em desenvolvimento e se precisarmos de ser evacuados não há como a não ser com o nosso dinheiro”, afirmou a professora, que pediu para não ser identificada.

Um outro docente afirmou que os professores não receberam os complementos de remuneração relativos aos meses de janeiro e de fevereiro.

“Não se prevê que recebamos nos próximos meses” devido ao atraso na aprovação do orçamento de Estado, disse.

Em relação ao seguro de saúde, afirmou que os próprios docentes ou o programa de Escolas de Referência pagam a ida ao médico.

“Dizem que se vai resolver e andamos nisto desde janeiro”, afirmou a professora.

Os professores portugueses do projeto das Escolas de Referência de Timor-Leste, no âmbito de um acordo de cooperação bilateral entre os ministérios da Educação português e timorense, são docentes do quadro em Portugal.

No âmbito da sua deslocação e segundo o protocolo, o Ministério da Educação timorense compromete-se ao pagamento das viagens de início e final da deslocação e uma viagem anual a Portugal, do complemento de remuneração de 1000 dólares, acrescido de 100 dólares por cada ano de permanência em Timor-Leste, ao alojamento dos docentes ou ao pagamento de 500 dólares de subsídio mensal e ao transporte local.

Contactada pela agência Lusa, a coordenadora-geral do Projeto de Escolas de Referência de Timor-Leste, afirmou que os atrasos no pagamento dos complementos de remuneração dos professores ocorreram devido ao atraso da aprovação do Orçamento de Estado para 2014.

O Ministério da Educação de Portugal, a quem cabe a responsabilidade do pagamento do vencimento dos docentes e seguros de saúde, disse à Agência Lusa que “apesar de ter efetuado os pedidos de autorização necessários, junto da entidade competente para o efeito e com a devida antecedência (setembro de 2013), para a abertura de concurso público para a aquisição de seguros de vida com referência ao ano civil de 2014, verificaram-se atrasos alheios” à tutela.

“Refira-se que a devida autorização apenas foi concedida ao MEC em fevereiro deste ano”, frisou o Ministério numa resposta escrita enviada à Agência Lusa, acrescentando que o concurso se encontra “a decorrer de acordo com os trâmites do Código dos Contratos Públicos, prevendo-se a sua conclusão até ao final do mês de março”.

No ano letivo de 2013 estavam destacados em Timor-Leste no Projeto das Escolas de Referência 108 professores.

Segundo os professores contactados pela Lusa, em Portugal já foram selecionados mais docentes para Timor-Leste, que ainda não viajaram alegadamente devido à falta de seguro de saúde.

Existem escolas de referência em Suai, Baucau, Liquiçá, Same, Gleno, Los Palos, Oecussi, Maliana e Aileu.

Este ano devem abrir as escolas de referência de Díli e Manatuto.

As escolas de referência começaram a funcionar no ano letivo de 2010-2011 em Baucau, Same, Maliana e Oecussi como pólos distritais da Escola Portuguesa de Díli – Centro de Ensino e Língua Portuguesa.

Em setembro de 2011, os ministérios da Educação de Portugal e Timor-Leste assinaram um acordo para aquelas escolas de referência passarem a integrar o sistema de ensino timorense.

O financiamento do projeto é feito por Portugal e Timor-Leste.

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209 comentários

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    • Antónia Manuel Ribeiro on 13 de Março de 2014 at 13:48
    • Responder

    Ninguém é explorado em TL! As pessoas é que pensavam que iam de férias para lá. Fugiram da crise em portugal e da exigência do sistema português a pensar que num país em desenvolvimento poderiam fazer o que lhes apetecesse. TL precisa de gente trabalhadora e exemplar. As pessoas querem é divertir-se, passear e fazer pouco, à custa do estado português e timorense.

      • Maria Santos on 22 de Março de 2014 at 15:45
      • Responder

      Antonia…eta, quem foi que te disse que eras engracadinha?!

      Estes comentarios sao de uma desrespeitadora do trabalho esforcado, duro e de risco de muitas dezenas, mais de uma centena de colegas, colocadas desde o enclave do Oecusse ate Lospalos!

      Ferias?! Passsear?! Nao queres fazer umas “ferias” em Same? Ou em Suai? Nao olhes para o mapa pois a realidade do mapa eh enganadora!… A real realidade eh que Suai, por exemplo, pode ficar a uma duzia de horas de Dili…por estradas, com ribeiras, por onde nem o Diabo andou…

      Gente “trabalhadora e exemplar” eh a que estah nas Escolas de Referencia de Timor!

      Tu eh que “fazes pouco” do trabalho dedicado, esforcado, aturado, alheio! Ou tambem achas que nem se devia dormir umas quantas horas por dia?!…

      Foi isso que fizeram antes ah Lucia e ah Antonieta?!…

      “Passear e fazer pouco, ah custa do estado portugues e timorense”?! Quem fala assim, soh pode ser uma das privilegiadas da Coordenacao Geral que brilham ah custa da falta de respeito e da exploracao do trabalho sem direitos das colegas!

      Usando uma das tuas tuas soberbas ideias, para fazer assim, mal, ha mais quem saiba fazer melhor Coordenacao Geral, respeitando as regras!

    • Patrícia on 13 de Março de 2014 at 16:10
    • Responder

    Não há este tipo de concursos para prof contratados? : (

      • Maria Santos on 22 de Março de 2014 at 15:00
      • Responder

      Nao. Nao ha. Estes “concursos” visam selecionar professoras experientes para serem orientadoras de estagio. Tres colegas estagiarias timorenses por sala. E a forma de recrutamento eh o destacamento previsto no ECD portugues soh para colegas dos Quadros. Mas, o ECD (Estatuto da Carreira Docente) termina aqui… Nas Escolas de “Referencia” de Timor Leste chama-se “QP&M” – Quero Posso & Mando de autoria de Antonieta e Lucia com anotacoes feitas pelas rainhas-coordenadoras distritais.

    • Maria do Mar on 13 de Março de 2014 at 17:07
    • Responder

    Não querem? Temos pena! Há pessoas que querem… Isto de ir para Timor a pensar em Bali ou em Darwin é o que faz… Do conhecimento que tenho, esses professores andam sempre de férias em Bali.

    • Portuguese Teacher on 13 de Março de 2014 at 18:16
    • Responder

    A ignorância é mesmo atrevida!É verdade, tudo verdade!!!Em Portugal , nem sabem da missa a metade!

    • Júlia on 13 de Março de 2014 at 21:43
    • Responder

    Será que há professores mandados?
    Sei muito bem de que se fala e ainda se fala pouco…
    Há deveres mas também há direitos. República Democrática de Timor-Leste tem uma constituição da república e leis de trabalho, leis no setor de ensino, é dever conhecer as leis, procurem está tudo à distância de um clique.
    Colegas não se calem, há direito à indignação e será que quem de direito em Timor sabe do que se passa?

    • Antónia Manuel Ribeiro on 14 de Março de 2014 at 3:24
    • Responder

    É mentira que andam sempre a viajar, pelo menos os professores das ER´s. Acho que se facto há docentes que não estão bem lá, deveriam regressar para Portugal, país onde têm todos os direitos que adquiriram ao longo da sua carreira(correto?) e deixem trabalhar lá quem de facto o quer fazer. Há pessoas que passam a vida a queixar-se, no entanto há uma grande maioria que não o faz. Deve querer dizer alguma coisa, não? Existem leis lá, mas quando toca ao umbigo de cada um, apelam apenas às leis que lhes interessa. Típico do português! felizmente que a mentalidade das gerações está a mudar. Se todos trabalhassem com amor à profissão que exercem, não tinham tempo para reclamar.

    • Sonhadora on 14 de Março de 2014 at 5:44
    • Responder

    Diria que nas férias qualquer professor pode ir para onde quiser, ainda!!! Viaja-se passeia-se e trabalha-se muito. Mais, diria que os que querem ficar são os “lambe-botas” ou os que têm já os “tachos” assegurados e para esses está sempre tudo bem. Os que trabalham que se esforçam dificilmente vêem o seu trabalho valorizado e reconhecido. Também sei, porque estou em Timor que muitas das pessoas que estão bem, estão porque aqui conseguiram um estatuto que em Portugal jamais o teriam…e porque será???


    1. És mesmo majnaira, sonhadora e sonhas de cérebro atrofiado. Por isso, não acredites tanto em ti própria. O mundo melhoraria muito. Faz como quase todas as outras (fazes?): em vez de trabalho dá-te toda à causa. Eu cá dou-ta. Só tenho pena que o Toke não me ligue nenhuma! Mas hei-de conseguir. Não sou diferente das outras. Se calhar até sou burrinha, mas há tanto de mim que posso dar.

    • Antónia Manuel Ribeiro on 14 de Março de 2014 at 13:17
    • Responder

    Bem ” Sonhadora” se estás em Timor assistindo a tanta injustiça, continuas aí porquê? pelo que conheço do trabalho realizado pelos docentes que, de acordo com o teu ponto de vista, têm “tachos” e olha que conheço alguns que aí estão , tacho não será a palavra certa, mas reconhecimento pelo esforço que fizeram até conseguirem o lugar que ocupam. As ER´s não abrem do nada. requer muito esforço e dedicação, muitas horas extraordinárias sem receber e isso chama-se “amor à camisola” e acreditar vale a pena investir na educação de um país em desenvolvimento. mas como é óbvio, tudo é relativo e cada um faz a leitura que entende das situações. .

      • Júlia on 14 de Março de 2014 at 13:53
      • Responder

      Há professores que estão e querem continuar, há professores que estão e não querem continuar e também há professores que estão e estiveram e não deixaram continuar.


      1. Não deixaram continuar porquê? Há tanta gente louca nesse país que só envergonham Portugal.

    • Sonhadora on 15 de Março de 2014 at 1:19
    • Responder

    E tu Antónia estás cá? Ou falas do ouves falar? Eu estou e por não me agradar o que vejo, parto em Julho, vim com todo o gosto, trabalho com prazer mas prefiro estar no meu país, ganhar menos mas sentir maior respeito pelas chefias (infelizmente digo chefias) adorava chamar líderes…mas isso são casos raros. há gente boa a trabalhar em Timor mas há gente que não devia nem ser docente, nem ter cargos nenhuns, sejam eles quais forem…Todos que aqui estamos fazemos mais horas e somos dedicados não me parece que haja grandes queixas do esforço e dedicação dos professores portugueses em Timor mas uns são amados e outros…Não me queixo do trabalho, não me queixo do país, existem sim muitas irregularidades e muita gente prepotente mas temos que admitir que estas pessoas são as mesmas que viveram em portugal e que já lá trabalharam são assim porque são e quem não está bem que se mude, é o meu caso, vou mas vou de alma cheia. o que me interessa é que fiz parte de um projeto em que acreditei e continuo a acreditar com as devidas alterações.ninguém duvida que para abrir uma escola é necessário empenho, ninguém está a pôr isso em causa. mas não é disso que falamos, não é disso que se fazem reportagens…

    • Ana docente (TL) on 18 de Março de 2014 at 13:21
    • Responder

    Só lamento é que depois de muita letra escrita, muito relato de situações de prepotência, enfim, um cem número de emoções relatadas, ainda nada se fez! Porém, sempre que um docente, em TL faz algo que não vai ao encontro do que os coordenadores assim o entendam, rapidamente esses mesmos docentes são alvo de chamadas de atenção, perseguição e ameaças em TL. Algo está mal, muito mal diria e que urge uma intervenção da parte do nosso Ministério.
    Porquê tanto silêncio?


    1. Consta que há muito menino e muita menina que não obedecem às regras estabelecidas e querem mandar mais que os que verdadeiramente «podem mandar». Não aceitam ser coordenados, pois invejam e almejam os lugares de quem coordena. Eu cá dou-me toda à causa, ao colega, ao coordenador e até ao GNR em forma de triângulo. Eu dou-me à má língua, eu dou-me à maledicência, eu dou-me à conspiração. Quem é cá das minhas?

    • Maria Santos on 19 de Março de 2014 at 12:43
    • Responder

    Tudo continua na MESMA – os professores explorados, abusados, pisados pelas chefias, sem direitos, só com deveres, sem respeito pelos seus horários de trabalho – o limite é o infinito, são as 24 horas do dia – , com quase três meses de subsídios de residência em atraso, com o período máximo de férias limitado a cerca de duas (02) semanas, sem seguro de saúde e com os Hospitais sem terem um mínimo de condições como reagentes para fazerem análises clínicas e sobretudo, sem que a Coordenação, a Embaixada de Portugal e o Ministério da Educação se importe com tudo isto! Professora em Timor Leste não conta – “é carne para canhão”?!

    • Antónia Manuel Ribeiro on 19 de Março de 2014 at 12:57
    • Responder

    A culpa do seguro de saúde é de Portugal. As férias não são bem como diz: têm direito a pelo menos 22 dias( informação de fonte segura). Qt ao subsídio que recebem, é pago pelo governo de TL e houve atrasos na aprovação de Orçamento(é um país em desenvolvimento ), e deveriam saber que tudo é mais moroso. Qt aos hospitais, estavam à espera de quê? Por acaso não sabiam para que país iam? Um país recente, que ainda se está a construir. Eu fico espantada com determinados comentários que se fazem aqui. E não acredito que a coordenação não se importe com os docentes! Não acredito mesmo, até pq um mês de subsídio foi adiantado pelo projeto para ajudar os docentes que aí estão, mas isso não interessa falar. Interessa é criticar, criticar! Aí são carne para canhão e aqui são o quê? recebem alguma estátua no final do ano letivo? ou estavam à espera de a receber aí? Haja paciência!

      • Maria Santos on 28 de Março de 2014 at 1:40
      • Responder

      Então, já há seguro de saúde, oh Antónia?!… Os pagamentos dos subsídios já foram regularizados?!… As professoras e educadoras portuguesas, já destacadas e em casa, em Portugal, já receberam as passagens aéreas para poderem partir rumo a Timor?!…

    • Maria Santos on 21 de Março de 2014 at 1:54
    • Responder

    Antonieta, tem um pouco de mais pudor e respeito por quem trabalha de sol a sol Em favor das crianças da terra que te viu nascer!

    • Antónia Manuel Ribeiro on 21 de Março de 2014 at 14:08
    • Responder

    Eu não sou a Antonieta! Estou em Portugal e o que sei é através de amigos que aí tenho! Achas mesmo que uma pessoa que está à frente de um projeto daqueles tem tempo para vir tecer comentários aqui? Falta de respeito têm uma data de docentes que para aí vão pelas pessoas que aí vivem!

      • Maria Santos on 21 de Março de 2014 at 16:45
      • Responder

      Se não és Antonieta, parece e imitas bem.

      Pouco importa de quem é “a culpa” de não haver seguro de saúde. Pouco importa se “a culpa” é do Governo de Lisboa ou do Governo de Dili. Não é, garantidamente, das educadoras e professoras que fazem o seu trabalho, o que é devido e o mais que lhes exigido!

      A prepotência e a pesporrência da Coordenação significa falta de respeito pelo valor do trabalho, pela dedicação e pelo sacrifício que é feito. Das docentes não há maus exemplos, nem tempo para maus exemplos nem memória de falta de respeito pelos timorenses que estimam as educadoras e professoras portuguesas! Só timorenses da diáspora, de fresca data, é que poderão fazer juízos injustos de que as docentes em Timor não têm respeito pelas populações. Quem só viveu em Timor até aos cinco anos de idade e regressa já na casa dos trinta anos é uma portuguesa, como nós. Para o bem e para o mal, foi em Portugal que se formou a personalidade.

      O problema da recente aprovação do OGE, do Orçamento do Estado, é um pormenor, uma desculpa para a má Coordenação, para a má Administração. A verdade é que significativos atrasos se vêm verificando desde há mais de um ano! E é sabido que esta não era a regra inicial; há quem, aqui, bem saiba disso.

      O relaxe foi-se tornando regra. Até com os funcionários locais que vencem salários humildes, o problema é o mesmo ou ainda pior! E o relaxe nada tem a ver com o facto de o país ser novo e estar em construção. Isso não pode ser a eterna desculpa! Daqui a dez, vinte anos, o país continua a ser novo e em construção!

      E quanto aos Hospitais, é um atrevimento o que dizes! O Hospital Nacional Guido de Valadares, de Dili, foi todo reconstruído em 2008, com o apoio da ONU. Foi dotado de um corpo clínico cubano de grande qualidade, incluindo professores universitários de medicina. Ultimamente, até reagentes para as análises clínicas faltam e não se fazem quando são precisas. Portanto, a desculpa de que o país é assim, em desenvolvimento, em que tudo é mais moroso, etc. só colhe para os ignorantes ou os desatentos! Em matéria de qualidade de cuidados de saúde, o país tem já muitos médicos, bem formados em Cuba, mas está a haver retrocesso nos meios de resposta às necessidades. Nós sabemos como era e sabíamos o que nos esperava.

      Uma certeza podes ter – as educadoras e professoras portuguesas cumprem e em excesso com os seus deveres.

      Quem não cumpre com as suas obrigações é a Coordenação e a Administração.

      Aqui não há Senhoras e Servas da Gleba!

      Ninguém está à espera de ter uma estátua. Mas, ficava bem pedir desculpa, fazer uma ato de contrição, dizer “Obrigado Barak” e exarar um louvor e mandar publicá-lo! A humildade e o reconhecimento ficam sempre bem.


      1. Diz bem colega Maria Santos,
        aliás muito bem..
        De vez em quando, um pouco de humildade e reconhecimento apazigua os ânimos e exaltam as boas vontades e intenções dos professores que fazem o melhor que podem e sabem.


        1. Nina, ocê não gostou da palavra da Maria, «pesporrência»?. Essa minina é gentchi bacana né? Pussi Dou-ta adorou «pesporrência». Pareci qui toda profêssora qui vai p´ra Tchimô e adora pesporrência.

    • Júlia on 21 de Março de 2014 at 17:19
    • Responder

    Timor-Leste: Orçamento de Estado aprovado por unanimidade no Parlamento
    2014-01-27 11:47:07

    Díli – O Parlamento Nacional aprovou, esta sexta-feira, 24 de Janeiro, o Orçamento de Estado para 2014 no valor de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros).

    Os partidos que integram coligação, o Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), o Partido Democrático (PD) e a Frente Mudança, bem como o partido da oposição, FRETILIN, deram o seu apoio total ao orçamento.

    A parcela que se destina aos salários tem o valor de 176,751 milhões de dólares (cerca de 129 milhões de euros). Aos serviços destinam-se 479,527 milhões de dólares (cerca de 350 milhões de euros), às transferências públicas 336,251 milhões de dólares (cerca de 246 milhões de euros), ao capital menor 52,122 milhões de dólares (cerca de 38 milhões de euros), e ao capital de desenvolvimento destinam-se 455,349 milhões de dólares (perto de 333 milhões de euros).

    O Presidente do Parlamento Nacional, Vicente Guterres, mostrou-se orgulhoso da aprovação e espera que o mundo perceba agora a forma como decorre o processo democrático em Timor-Leste.

    Vicente Guterres disse que o apoio total do Parlamento significa que todos os partidos têm um forte sentido de nacionalismo.

    «Damos uma lição ao mundo, que isto é democracia», referiu o Presidente do Parlamento Nacional.

    O deputado da FRETILIN, Francisco Branco, disse que é muito importante para todos os membros do Governo que saibam claramente qual é a sua responsabilidade, para que o Orçamento de Estado possa melhorar a vida das pessoas.

    Francisco Branco apelou ainda ao Parlamento para que faça o seu trabalho de controlo, para que a implementação tenha sucesso.

    O deputado do partido democrático, Adriano João, disse que o seu partido espera uma boa implementação por parte do Governo.

    (c) PNN Portuguese News Network

    “Não venham com desculpas do orçamento é só estar atento às notícias”

    • Júlia on 21 de Março de 2014 at 17:22
    • Responder

    Díli – O Presidente da República de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, elogiou algumas soluções apresentadas pelo Orçamento do Estado para 2014, mas mostrou-se ainda preocupado com a dependência do Fundo do Petróleo e da execução orçamental.

    O Presidente da República promulgou o Orçamento do Estado para 2014 esta segunda-feira, 3 de Fevereiro, que tinha sido já apresentado no Parlamento Nacional a 28 de Janeiro.

    A promulgação ocorreu no quarto dia útil a contar da data de recepção. Uma mensagem foi também enviada ao Parlamento Nacional, da qual o Governo teve conhecimento, como prevê a alínea e) o artigo 86.º da Constituição.

    A mensagem teve como objectivo contribuir para a execução de um orçamento justo e rigoroso em 2014, bem como para a preparação do próximo orçamento do Estado.

    O Presidente da República destacou o consenso sobre a aprovação do Orçamento de Estado que, no entanto, não deve ameaçar o rigor no controlo sobre a execução do mesmo. Taur Matan Ruak elogiou muitas das medidas previstas no plano, que exigem uma implementação adequada.

    «Na sua mensagem, o Presidente da República também chamou a atenção para a necessidade de reforçar os meios pelos quais o orçamento atende às necessidades básicas da população, tais como a luta contra a fome, a pobreza e a desertificação em áreas rurais. O Presidente da República também expressou sua preocupação com a elevada dependência das receitas do Governo sobre a produção de petróleo, e apelou a todos os interessados para diversificarem as actividades económicas produtivas. Além disso, na sua mensagem, ele apontou a necessidade de reformar as instituições do Estado, com vista a garantir uma maior eficiência das suas operações e o controlo das despesas públicas», lê-se num comunicado do gabinete da Presidência timorense.

    «O Presidente da República também encorajou o Governo e o Parlamento Nacional no sentido de cumprir o cronograma do orçamento, conforme especificado na Lei de Orçamento e Gestão Financeira, de acordo com o qual deve ser apresentado pelo Governo até 15 de Outubro e aprovado pelo Parlamento Nacional com a antecedência suficiente para garantir que entra em vigor no início do ano seguinte», revelou ainda o comunicado.

    Para quem não está atento às notícias aqui está a retificação do orçamento pelo Presidente da República de Timor-Leste “

    • Maria Santos on 22 de Março de 2014 at 15:27
    • Responder

    A Antonia…eta eh uma brincalhona…preconceituosa, daquelas que acha que as outras nao trabalham e que ainda deviam pagar por trabalhar…

    Antonia…eta, ao contrario do que tu dizes, ateh as Coordenadoras das Escolas de “Referencia” ja estao pelos cabelos com isto! Toda a gente se queixa! Ou tu achas que a situacao de pe em cima eh agradavel?

    Tu achas que ainda se devia agradecer pelo incumprimento desrespeitoso por parte da Administracao e da Coordenacao Geral (tambem de algumas oportunistas lambe-botas Coordenadoras de Escola…)?

    Toda a gente estah a gemer!

    Tu achas que se estando quase em Abril, sem seguro de saude, com imposicoesinhas ditatoriais no que se refere ao uso das viaturas, no que se refere a deslocacoes a Dili, no que se refere a gozo de ferias e horario de trabalho, estando a acumular-se todo o dia duas turmas, mal se tendo tempo para ir a casa dormir, porque as colegas jah ha dois meses e meio que estao destacadas em Portugal a espera de viajar…com colegas do 1o ciclo a lecionarem todas as disciplinas do 2o ciclo, com colegas de EVT a assegurarem turma de 1o ciclo, com colegas timorenses, ex-estagiarios do ano passado, a darem as aulas em Tetum que era suposto serem dadas em lingua portuguesa, com os subsidios, vai para dois anos, sistematicamente atrasados aos tres meses (essa do Orcamento eh para “boi adormecer”…os atrasos nos pagamentos passaram em qualquer altura do ano), tu achas que estar doente em Timor, sem resposta dos Hospitais e com a indiferenca da Administracao e da Embaixada…eh razao para se estar feliz & contente e ainda gratas por se estar em Timor numa relacao esclavagista?!

    Informa-te e vai lah arrumar a tua cabecinha!

    Achas que os rotulos de “pais novo e em desenvolvimento” desculpa e justifica tudo?!

    Vai-te catar!

    Por causa de pessoas como tu eh que isto chegou ao estado a que chegou…

    • Ana (docente) on 22 de Abril de 2014 at 13:58
    • Responder

    Não paro de me espantar com tanta coisa que aqui se vai explanando! Mas confesso que só há uma, que ainda não consegui encontrar resposta para a mesma, ou… será que não a encontrei já e não quero é acreditar? A minha dúvida, neste caso espanto, é que sempre ouvi dizer que todo o professor que desiste do Projeto nunca mais é aceite em Timor, e, o Ex diretor Regional de Educação, Dr. João Roseiro, desistiu de dar aulas em Timor e, tanto quanto me foi dado a conhecer, regressou e, para que tal acontecesse, foi necessário “empurrar” uma colega da Escola Portuguesa de Dili para que o mesmo pudesse ser colocado! Não é estranho? E pelo que ouvi dizer nem ouve concurso para a vaga! Pergunto eu! Afinal quem é que manda? Há de facto muita coisa que não se compreende!

      • Júlia on 22 de Abril de 2014 at 14:14
      • Responder

      Colega Ana, não se espante pois em Timor e com os portugueses que lá estão tudo é possível. Há interesses instalados de vária ordem, económicos, políticos e pessoais, assim quem tem ‘amigos’ instalados está sempre bem, quem não tem só vai se ‘arranjar. Como vê o poder é para com pode e nada tem a ver com competência, profissionalismo, desempenho e integridade. Mas não será um reflexo do que conhecemos? Olhe-se o que por cá vai, logo…enfim são humanos ahahahah

      • Maria Santos on 26 de Abril de 2014 at 20:39
      • Responder

      Tal e qualmente, como dizia o Odorico Paraguaçu numa célebre novela! O problema é que quer a EPD – Escola Portuguesa de Dili, quer o seu filho, o Projeto das Escolas de Referência são uma extensa prefeitura de Sucupira, como a de Odorico!

      Desta vez o João Roseiro quis voltar? Sem problema nenhum, colocou-se no «olho da rua» uma colega trabalhadora e dedicada. Era preciso dar lugar a um dos protegidos do “sistema”.
      Não há regras, não há critérios, não há seriedade. Vale o que as chefes dos Projetos quiserem que seja.

      Vale tudo!

      A Cooperação Portuguesa em Timor Leste e a cooperação bilateral Portugal – Timor no que se refere à Educação caracteriza-se pela mais absoluta discricionariedade. Mais parece estar-se num negócio privado e não na Administração Pública portuguesa.

      Garantem-me colegas minhas que trabalharam em Timor no tempo colonial que quem deu aulas em Timor, nessa altura, tinha mais garantias e respeito por parte das chefias do que agora.

      Agora, mesmo fazendo-se bom trabalho, à vista de todos, reconhecido pela comunidade local, estamos sujeitas a ser mandadas de volta para Portugal por mero capricho de quem manda.

      Se se protesta com a correspondente indignação, as senhoras chefes elaboram uns relatórios falsos acerca de quem foi mandado embora, de acesso reservado, a ser lido pelas altas entidades onde, se for preciso, até se diz que quem foi mandado partir…era pedófilo ou xenófobo!…

      Ao contrário do que sucedeu com Diretor João Roseiro, quem partir…parte definitivamente, sem apelo nem regresso! Quem parte, está perpetuamente condenada!

      Quem decidiu isso? Onde está escrito que deve ser assim? Ninguém. Simplesmente, é assim que tudo se passa sem que Lisboa se preocupe com nada.

      Outra coisa: o atraso no pagamento dos subsídios às professoras das Escolas de Referência já vai em cinco meses! 5! “Lima”, como se diz por estes lados.

    • grato on 27 de Abril de 2014 at 22:31
    • Responder

    Coitados! Maria, como conseguem sobreviver?

      • Maria Santos on 28 de Abril de 2014 at 8:33
      • Responder

      Conseguem sobreviver, «grato», porque, para além do subsídio que devia ser pago pontualmente em Timor, continua a receber-se normalmente o vencimento da Escola de origem em Portugal. Para se sobreviver, manda-se transferir esse dinheiro para Timor.

      Só que há que ver uma coisa: quem está em Timor deixou em Portugal obrigações para cumprir, não deixa de ter a sua vida – ou é o pagamento da casa de residência (ninguém se vai desfazer da casa quando, em Timor, apenas certo, no máximo, é só um ano…) ou são os filhos que estão a estudar, ou são pensões de alimentos que têm de se pagar, ou são empréstimos bancários, etc.

      Em vez de se mandar dinheiro para Portugal…manda-se vir dinheiro de Portugal porque em Timor não se cumprem com os prazos de pagamento e acumulam-se meses e meses de subsídios atrasados! E depois, em Portugal, falta dinheiro para cumprir as obrigações que se vencem…

        • Isabel on 28 de Abril de 2014 at 12:06
        • Responder

        Colega Maria
        Antes demais, penso que todos os docentes que estiveram e estão em Timor deveriam estar agradecidos pela sua disponibilidade em relatar o que se passa com os docentes portugueses a lecionar em Timor.
        Bom, se calhar nem todos, dirá. Sobretudo aqueles que estão em lugares de chefia/coordenação que preferiam que nada fosse relatado a bem da vidinha deles.
        Mas se me permite colega, não é só a falta de incumprimento de remuneração. É no fundo uma panóplia de factos que vão acontecendo que por vezes parecem surreais! É o silêncio imposto por algumas coordenadoras no sentido de não se poder relatar fora do Pólo o que se lá passa; é o obrigar a permanecer nas casas de referência aos fins de semana para que não nos possamos des
        cuidar e dizer aquilo que elas não querem que se saiba; é o silêncio de muitos colegas que querem falar mas não o fazem com medo de retaliações e de poderem ver o seu contrato anulado; são as mentiras inventadas pelas coordenadoras para afastarem colegas e poderem sugerir amigos/as para irem dar aulas em Timor; é ver colegas que em plena reunião tentam agredir pessoalmente em forma de murros outra colega não evitando porém agredir verbalmente e … permanecerem ainda aqui em Timor, ficando, no ano a seguir ao sucedido coordenador por tudo ter feito para obter as graças e simpatia da sua então coordenadora; é ver colegas a tratarem os funcionários timorenses como seus subalternos e criados para todo o serviço e inclusivamente chamarem-lhes de ladrões e preguiçosos e nada acontecer a essas “senhoras”; é saber que algumas pessoas aproveitam a estadia em Timor para conhecer a Ásia e gabarem-se de o fazer e criticarem quem não o quer ou quem não o pode fazer; é verificar que quem “comanda” toda a tropa do pré ao 1.º ciclo são duas docentes que nada têm a ver com estes dois níveis de ensino; é saber que aqui uns ganham 1000 USD e outras ganham…. Bem colega Maria, muito mais haverá para contar, mas prefiro fazer como as minhas colegas, não vá o diabo tecê-las.
        Bem haja Maria

          • Nina on 15 de Maio de 2014 at 21:30

          Colega Isabel,
          ao ler o seu comentário pude verificar que além de ser muito realista, está a sentir o contexto de Timor de uma forma muito dura…
          Sabe, o problema é que a maior parte das vezes as informações chegam à coordenação geral
          exclusivamente através da coordenação escola. Provavelmente, se a maior parte dos elementos de uma equipa fossem unidos e de vez em quando passassem a verdade dos acontecimentos para a
          coordenação geral, as informações não circulariam só através de uma via.
          Quando refere no seu comentário, “… são as mentiras inventadas pelas coordenadoras para afastarem colegas”, pude verificar, mais uma vez, que está muito atenta às manobras de certa forma macabras que por vezes acontecem. O mais triste é que muitas vezes isso acontece por puro capricho, ou mesmo para essas pessoas exibirem o suposto poder que têm.
          Para apaziguar o seu descontentamento, só posso dizer para tentar viver um dia de cada vez e com calma, para tentar evitar conflitos com a sua equipa.

    • John Smith on 12 de Maio de 2014 at 15:35
    • Responder

    These portuguese people are so nice to each other! That´s why Portugal is almost a third world country The portuguese mentality is disgusting. Instead of helping each other and fight for a noble cause, they prefer come here and talk about each other´s lives with no respect. I would like to know if you “really” know everybody you are talking about. Poor mentality you have!

      • Maria Simões on 13 de Maio de 2014 at 13:13
      • Responder

      Christine Lagarde, directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), desistiu de discursar na abertura de uma cerimónia de fim de curso da Universidade de Smith, Massachusetts, nos Estados Unidos, depois de centenas de alunas terem assinado uma petição online em protesto contra a sua presença.

      Para as estudantes desta universidade feminina, Christine Lagarde representa “um sistema corrupto, que incentiva a opressão e o abuso de mulheres no mundo”. O FMI apoia “sistemas patriarcais” e, mesmo sendo liderado, pela primeira vez, por uma mulher, não é bem-vindo à universidade.

      O protesto das alunas levou Lagarde a recusar o convite para fazer a primeira intervenção da cerimónia. Um porta-voz do FMI, citado pela Reuters, esclareceu que a directora-geral preferiu não marcar presença para não desviar as atenções do evento, agendado para domingo. “Não queríamos que a participação do FMI desviasse as atenções do desempenho notável dos alunos finalistas, no seu dia especial”, sublinhou fonte oficial.

      Na petição online, com 479 assinaturas, as alunas da Universidade de Smith — uma instituição privada — defendem que o FMI “foi o maior responsável pelo falhanço das políticas de desenvolvimento aplicadas em alguns dos países mais pobres do mundo”, o que “levou a um reforço do sistema imperialista e patriarcal que incentiva a opressão e o abuso de mulheres no mundo”.

      Kathleen McCartney, presidente da instituição, lamentou o sucedido numa declaração publicada no site oficial da universidade. “Aqueles que contestaram [a presença de Lagarde] ficarão satisfeitos pelo seu protesto ter tido efeito. Mas a que custo para a Universidade de Smith? Esta é uma questão sobre a qual, como comunidade, devemos reflectir nos meses que se seguem”, disse.

      A universidade anunciou, entretanto, que o discurso inaugural será feito por Ruth J. Simmons, a nona presidente da instituição e líder da Universidade de Brown. Foi a primeira afro-americana a liderar uma das instituições mais importantes dos Estados Unidos.


    1. Mr. Jonh Smith de certa forma concordo consigo.
      Sabe, o ser humano é muito complicado…Quando está longe dos “seus” sente-se desprotegido e até mesmo inseguro, aí ao invés de se agregar para se apoiar torna-se agressivo.
      Todo o ser humano necessita de alvos quando não está bem e quando falo em ser humano tanto podem ser os portugueses, como de outras nacionalidades. Os instintos de defesa e ataque não são muito diferentes de humano para humano.
      A nacionalidade só relativiza a realidade que lhes serve de suporte no contexto onde estão inseridos.


    2. Seu Jony, ocê mi aqueci os neurónio cêrê
      brau. Qui calô!

    • Maria Santos on 13 de Maio de 2014 at 12:23
    • Responder

    Se percebe a língua portuguesa o suficiente para vir postar aqui estes juízos desmerecedores acerca de Portugal e dos portugueses, porque razão também não se expressa em português?! O que é que pretende? Dar-se ares?!


    1. Ai minina, se o Jony mi dessi ares, eu seria uma mulhé muito satisfeita. Ocê não?

    • Isabel on 13 de Maio de 2014 at 12:47
    • Responder

    Bem, de certeza que este pseudo”John Smith” deve ser mais um porteguesoide, que tem medo de se afirmar e esconde-se por detrás de um nome fictício! Vergonha é isso mesmo! Não é colocar a nú o que os professores em Timor vivem e aqui relatam. Cuidado, olhe que “os cães pequenos um dia irão mostrar aos grandes, que à sua semelhança, também têm dentes!”


    1. Gostei da expressão “os cães pequenos um dia irão mostrar aos grandes, que à sua semelhança, também têm dentes!” E realmente têm até talvez mais agilidade, capacidade de trabalho, empenho, etc. Por instinto têm noção que só com muito esforço é que atingem os mesmos objetivos que os grandes. Mas atingem…

    • Maria Simões on 19 de Maio de 2014 at 21:40
    • Responder

    ‘Silêncio aterrador’
    ___________/\_________/\__________/\____________

    • Maria Santos on 21 de Maio de 2014 at 15:09
    • Responder

    Maria Simões, como não há-de haver um “silêncio aterrador”?!…

    Há um desafio, a ver quem pisa mais, entre a mulher da outra, de ginástica e a de História.

    E a ginástica gosta de mostrar que, apesar de a outra ser a Coordenadora Geral, ela, em vez de Assessora, é a Sobrecoordenadora Geral…manda em quem manda…

    Uma dúvida: alguém já foi confirmar se os colegas timorenses se estão a ensinar en tetum ou em bahasa indonésia?!…


  1. Colega Maria Santos,
    como sabe todos os docentes a exercer funções no Projeto ER – Centros de Formação são orientadores dos estágios pedagógicos dos colegas timorenses… Cabe aos orientadores fazer a supervisão pedagógica deles.
    De qualquer forma, provavelmente os colegas timorenses estarão a fazer o melhor que podem e sabem. Não podemos esquecer que eles são o resultado das primeiras licenciaturas realizadas na UNTL.

    • Maria Santos on 28 de Maio de 2014 at 15:21
    • Responder

    Colega Nina,

    Se “os colegas timorenses estarão a fazer o melhor que podem e sabem” isso não pode constituir desculpa para estarem a ensinar em Tetum ou mesmo em Bahasa Indonesia nas suas salas de aula.

    Uma coisa, são os estagiários. Tudo bem. Esses, estão sujeitos à nossa supervisão pedagógica enquanto orientadoras.

    Outra coisa, muito diferente, de que estou a falar e a chamar a atenção e é muito grave: são os professores timorenses, e são muitos já, pós-estágio, que estão colocados nas Escolas de Referência.

    Esses colegas, já detentores de estágio, não dominando a língua portuguesa para comunicação em sala de aula, recorrem ao Tetum ou mesmo à Bahasa Indonésia!

    Isso, não pode ser “fazer o melhor que podem e sabem”! Então, Portugal e a Coordenação Geral bem “podem limpar as mãos à parede”! Se, em Escolas destinadas a ser modelos de ensino em língua portuguesa, se está a ensinar noutras línguas a culpa é de quem os escolheu e os colocou!

    Mesmo que se argumente que estão na sua terra! Então, as ER são “Referência” do quê?! De desorganização em que tanto faz ensinar em português como noutras línguas?! Já agora, ensinem em inglês pois é a língua dos vizinhos a Sul…

    E não é só o resultado da formação realizada na UNTL. É, também, a formação realizada em inglês pelos australianos no Instituto Católico de Formação de Professores, em Baucau.

    Como se vê…uma maravilha de trabalho!


    1. Maria Santos,
      concordo em muita coisa consigo…Mas não podemos esquecer que enquanto estagiários eles participaram nas Oficinas de Língua Portuguesa. Provavelmente, agora já docentes deveriam continuar a usufruir de formação nessa área. Isto claro, se continuarem a exercer funções nas Escolas de Referência – Centros de Formação. Um dos maiores objetivos das Escolas de Referência é darem formação e os docentes que exercem funções deverão ser modelos pedagógicos para os atuais e futuros estagiários e para a comunidade em geral.
      Ou seja, quem ainda se está a formar enquanto docente muito dificilmente poderá ser modelo pedagógico. TUDO TEM UM TEMPO DE MATURAÇÃO!…

        • Maria Santos on 3 de Junho de 2014 at 0:45
        • Responder

        Nina,

        Muita obrigada pelas simpáticas considerações!

        Eu quero que o Projeto das Escolas de Referência tenha sucesso!

        E não pode ter sucesso se nele são colocados dezena e meia de colegas timorenses, já com estágio, mas inseguros no domínio da língua portuguesa e que preferem expressar-se, comunicar com as crianças em Tétum ou, pior ainda, em bahasa indosésia.

        O problema é que os timorenses, em geral, sacralizaram a língua portuguesa. Era a língua da Igreja, das repartições públicas, da tropa e da pouca escola que era oferecida no tempo colonial.

        Os timorenses acham que o português é uma língua «muito difícil» e que só se pode falar bem falado!

        A Antonieta, até com a autoridade de ter nascido em Timor, ter ido muito criança ainda, para Angola e por fim para a então Metrópole fala um português impossível de igualar por quem tem o português como língua segunda.

        A Antonieta, de forma dura, deve dizer a essa dezena e meia de colegas timorenses por si escolhidos e colocados nas Escolas de Referência, que é preferível falarem português, como souberem, mesmo que falem mal ao princípio, do que falarem, do que comunicarem com as crianças numa confusão de Tétumguês ou Tétum-bahasa-guês…uma língua também se aprende praticando.

        Pratiquem, por exemplo, com as colegas portuguesas. Não tenham medo de tentar, nem de errar! Ninguém nasce ensinado…

          • Nina on 3 de Junho de 2014 at 14:20

          Maria Santos,
          mais uma vez estou de acordo consigo em muita coisa. No entanto, não podemos esquecer que um Projeto da dimensão do Projeto Escolas de Referência – Centros de Formação tem uma forte dimensão política bastante…Como aliás, praticamente tudo.
          Reforço o que mencionei anteriormente. Os colegas timorenses que não falam corretamente a Lingua Portuguesa devem continuar a frequentar a Oficina da Língua.

          • Maria Santos on 4 de Junho de 2014 at 14:19

          Nina,

          Mas isso, da frequência da Oficina da Língua, está mais no âmbito do Projeto de Formação Inicial e Contínua de Professores (PFICP) a cargo da Universidade do Minho.

          E as colegas da Cooperação Portuguesa, ao serviço deste PFICP, bem nos dizem das fortes resistências dos professores timorenses dos ensinos primário e pré-secundário em quererem aprender a língua portuguesa e frequentarem as suas aulas.

          Resistências ainda maiores existem entre os colegas timorenses que lecionam o ensino secundário. A maioria é avessa a quaisquer mudanças, não querem aprender português nem querem ensinar em língua portuguesa, os manuais em português, imaculados, estão sem uso, nos armários das Escolas e esses colegas que se formaram e cresceram durante a ocupação indonésia, continuam, como se nada fosse com eles, a ministrar as suas aulas em bahasa indonésia.

          Isto está aqui um problema identitário por resolver. Apesar do que está na Constituição, na Lei e nos convénios bilaterais celebrados.

    • Maria Santos on 28 de Maio de 2014 at 16:03
    • Responder

    Continuando a falar na “maravilha de trabalho” da Coordenação em matéria de línguas de ensino nas ER – Escolas de “Referência”, já agora, deixo a seguinte pergunta: acaso se ensina em Tetum ou em Bahasa Indonesia na chamada “Escola Internacional”, em Dili?

    Essa e a EPD é que são, neste contexto, de “Referência”. Têm um Projeto e seguem-no.


    1. Maria Santos,
      as Escolas de Referência – Centros de Formação são em si mesmas um mega projeto de carácter construtivista!…
      O Projeto ER – Centros de Fornação nasceu no âmbito do Projeto de Cooperação entre Portugal e Timor-Leste, daí possuir uma forte dimensão política.
      Cada Escola – Centro Formação tem a liberdade de desenvolver o seu carácter pedagógico através dos Planos Anuais de Atividades, Planos de Trabalho Individuais e outros projetos pedagógicos que queiram desenvolver.

    • Grato on 29 de Maio de 2014 at 14:02
    • Responder

    Bom dia. Tenho acompanhado o que aqui se diz. Não está na hora de citar nomes? Escolas? Se os(as) colegas que estão em timor assistem a tudo isto porque são coniventes?; Se há professores nas tais Escolas de Referência a ensinar em Bahasa e tétum quando (segundo dizem) devia ser em português porque não denunciam e falam por siglas? Não há orientações? Onde entra aí a tão badalada e aqui falada coordenação e as coordenações de escola? Afinal o que são as escolas de referência? Afinal o que está bem e o que está mal? Porque continuam?Não tem nada de bom esse projeto? Se é assim tão mau, criticável e sofrível( pelo que tenho lido), o que faz os colegas ( sou professor) continuar? Os colegas agem sozinhos? Não tem orientações?

    • Isabel on 29 de Maio de 2014 at 15:33
    • Responder

    Caro “Grato”, prof. bem posicionado e com bons conhecimentos em Timor.
    Vai-me desculpar, mas o que pretende? Saber nomes? Há tantos anos que anda por cá e não me diga que não sabe nomes? Ou se está a fazer de ingénuo, ou a tentar “tapar o Sol com a peneira”. Pode dar-se por “grato” se o seu ainda não aparecer por aqui. E já agora, tão zeloso e preocupado por não aprecerem nomes e continua a esconder-se atrás de “Grato”! Eu dou o meu. Parece-me que está com medo de dar o seu!? À sua pergunta, respondo por mim e julgo pela maioria dos que aqui estão. Estamos em Timor pela experiência e pelo Povo Timorense a quem sempre demos o nosso parco contributo e apoio. Provavelmente se ganhasse o mesmo que o Grato sempre ganhou, diria então que era por dinheiro.
    Mas dar nomes para quê,se o vosso lema é “Os cães ladram e a caravana passa”.
    “Grata” pela atenção. Isabel


    1. «tapar o Sol com a peneira». Porrr favorrrr me tapi, mais não com uma pêneira, tá?

    • Maria Santos on 30 de Maio de 2014 at 1:01
    • Responder

    Mas, quem é que escolheu os tais ex-estagiários, colegas timorenses, para exercerem nas Escolas de “Referência”?!

    Certamente que não foi a DGAE portuguesa.

    Foram as mesmas que os colocaram nas Escolas de “Referência”.

    Foram as mesmas que colocaram apenas um e só 1 único professor para lecionar o 5º. ano! Um único para todas as disciplinas! Um verdadeiro desastre!

    Quem está em Timor sabe bem que os colegas timorenses, mais do que em Tetum, ensinam, sobretudo, em bahasa indonésia! É só ir-se a qualquer Escola e vê-se.

    A Indonésia saiu de Timor há 15 anos mas o ensino continua a ser feito em bahasa indonésia.

    • Maria Simões on 30 de Maio de 2014 at 13:26
    • Responder

    ALERTA AOS COLEGAS EM TIMOR

    “NOTA INFORMATIVA
    MOBILIDADE DE PESSOAL DOCENTE – ANO ESCOLAR 2014-2015

    O Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e
    Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei nº 139-A/90, de 28 de abril, com a última redação dada
    pelos Decretos-leis nºs 75/2010, de 23 de junho, e 41/2012, de 21 de fevereiro, adiante designado
    por ECD, consagra no artigo 64.º as várias formas de mobilidade, sendo a requisição e o
    destacamento duas dessas figuras, previstas, respetivamente, nos artigos 67.º e 68.º do ECD.

    Nos termos do n.º1 do artigo 69.º do ECD, os docentes podem ser requisitados ou destacados por
    um ano escolar, eventualmente prorrogáveis até ao limite de quatro anos escolares, incluindo o 1.º.

    Mais se informa que o procedimento de mobilidade de docentes para o ano escolar 2014-2015 irá
    ser desenvolvido através de uma aplicação eletrónica da Direção-Geral da Administração Escolar,
    designada Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da Educação (SIGRHE),
    disponibilizada no respetivo portal, acompanhada de manual de instruções.

    Antes da formalização das propostas de mobilidade, deverão as entidades proponentes averiguar
    qual o enquadramento normativo aplicável às respetivas propostas, no âmbito dos artigos 67.º ou
    68.º do ECD, uma vez que os dados inseridos na aplicação informática relativos às propostas são
    da responsabilidade das entidades proponentes.

    Para tal, é pertinente a leitura do ECD no capítulo referente a esta matéria, bem como o manual de
    instruções que acompanha a aplicação eletrónica.

    O desenvolvimento do processo de mobilidade irá decorrer de acordo com o seguinte cronograma:

    – Registo / inscrição de novas entidades proponentes => de 2 a 5 de junho;
    – Formulação do pedido de mobilidade pela entidade proponente => de 9 a 18 de junho;
    – Aceitação do pedido de mobilidade pelo docente => de 9 a 19 de junho;
    – Validação do pedido de mobilidade pela escola de provimento do docente => de 20 a 25 de junho.

    Os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas do MEC não carecem de efetuar o referido
    registo e inscrição.

    Os pedidos apresentados pelas entidades proponentes ao abrigo do artigo 68.º do ECD devem
    corresponder a necessidades imperiosas e inadiáveis de prestação de serviço docente, visando
    uma gestão mais eficaz das propostas de mobilidade de pessoal docente de carreira.

    As entidades proponentes que apresentem propostas relativas a docentes que tenham
    completado/ultrapassado o limite temporal estabelecido no n.º 1 do artigo 69.º do ECD deverão,
    caso haja interesse em manter esses mesmos docentes, fundamentar a indispensabilidade dos
    mesmos para o bom funcionamento dos serviços.

    As entidades proponentes tomarão conhecimento das propostas deferidas através das listas
    nominais a disponibilizar, no portal eletrónico da DGAE”

    COLEGAS ESTA NOTA ESTÁ NO PORTAL DO DGAE SAIU ONTEM, NETEM PARA O QUE ESTÁ NO ANTEPENÚLTIMO PARÁGRAFO:

    “As entidades proponentes que apresentem propostas relativas a docentes que tenham completado/ultrapassado o limite temporal estabelecido no n.º 1 do artigo 69.º do ECD deverão, caso haja interesse em manter esses mesmos docentes, fundamentar a indispensabilidade dos mesmos para o bom funcionamento dos serviços”.

    ESTÃO A PREPARAR A CONTINUIDADE DOS MESMOS EM TIMOR, AQUELES QUE HÁ MAIS ANOS LÁ ESTÃO E DE ACORDO COM O ECD “os docentes podem ser requisitados ou destacados por
    um ano escolar, eventualmente prorrogáveis até ao limite de quatro anos escolares”.

    É NECESSÁRIO DENUNCIAR QUEM LÁ ESTÁ HÁ MAIS DE QUATRO ANOS, ESTÁ NA HORA DE REGRESSAREM!!!
    SÓ ASSIM SE PODE MUDAR!!!

    DENUNCIEM EM PORTUGAL, PARA O NOSSO MINISTÉRIO DE QUEM LÁ ESTÁ E QUER CONTINUAR – NÃO SERÃO ESSES OS QUE ESTÃO A MAIS????

      • Isabel on 30 de Maio de 2014 at 16:40
      • Responder

      Tem toda a razão, Maria. Enquanto não se “cortar o mal pela raíz” o cheiro mantém-se! E os amigos vão ajudando os amigos! Sim, porque os “amigos” sabem os podres dos outros “amigos”.
      “Grata” pela atenção!

    • Maria Santos on 2 de Junho de 2014 at 12:46
    • Responder

    É isso mesmo! Quem está a entrar no 5º. ano seguido de destacamento passa a estar ilegal!

    A Lei é clara!

    Quem chegar aos 4 anos, tem de voltar à Escola!

    A teoria da “indispensabilidade para os serviços” de que fala a nota informativa do Diretor Geral da DGAE não tem qualquer suporte jurídico, não tem qualquer valor jurídico!

    As afilhadas da Antonieta e da São têm de fazer as malas e regressar!

    E são muitas as amigas, a começar pela ajudante Lúcia e a acabar na Escola Portuguesa de Dili Engº. Rui Cinnati, que atingiram os 4 anos seguidos ou mesmo ultrapassaram o limite.

    Os cemitérios estão cheios de «insubstituíveis»…Só serão «indispensáveis» na casa delas. E aí…ainda se está para ver…


  2. Será que não irão mais depressa do que o que julgam? A suspensão da Drª Lúcia pelo Ministério da Educação de Timor não será um indício?

      • Maria Santos on 8 de Junho de 2014 at 6:46
      • Responder

      Mimi,

      Liguei para Dili, para duas colegas, e nenhuma me confirmou a suspensão da Lúcia.

      Afinal, em que ficamos?

    • Maria Santos on 4 de Junho de 2014 at 12:26
    • Responder

    Aqui, onde estou, “onde Cristo perdeu as botas”…não me tinha chegado ainda a informação da “supensão” da toda poderosa Assessora Drª. Lúcia Pereira pelo Ministério da Educação de Timor Leste. Ninguém, por aqui, se atreve a comentar nada disto.

    No meu fraco entendimento, o Ministério da Educação timorense só pode suspender ou mesmo exonerar, demitir, a Drª. Antonieta de Jesus, nomeada pela parte de Timor.

    A parte portuguesa indicou, nos termos do protocolo bilateral celebrado, apesar de o Governo ser PSD/CDS, a colega Lúcia Pereira, de educação física do ensino secundário, socialista, companheira da Diretora da Escola Portuguesa.

    Cabe à parte portuguesa indicar o “Adviser”. Já foi o colega João Roseiro e manteve-se Lúcia Pereira, membro do seu grupo

    A existir, de facto, este surpreendente problema, é uma contradição dentro do grupo dominante.

    As dominadas e os dominados não são tidos nem achados nestas movimentações dentro do “lobby” do costume.


  3. Como já referiu anteriormente uma colega, “os cães pequenos um dia irão mostrar aos grandes, que à sua semelhança, também têm dentes!” e pelos vistos têm mesmo…


    1. Mi mordji vai! Mais teim qui sê com jeitchinho, ne? é bem mais gostosão.


  4. Maria Santos,
    realmente o PFICP está a cargo da Universidade do Minho e muito trabalho estão a ter…
    Os professores portugueses das ER-Centros de Formação estão a ter aulas de tétum para terem um melhor entendimento com as famílias e com a comunidade. Certo?
    Então, não concorda que os recentes professores timorenses colocados no âmbito do Projeto ER -Centros de Formação deverão continuar a formação de Língua Portuguesa nos seus Centros de Formação?

      • Maria Santos on 4 de Junho de 2014 at 16:54
      • Responder

      Nina,

      Estou inteiramente de acordo que, todas as colegas e todos os colegas, sem exceção alguma, aqui em serviço nas Escolas de Referência, sejam obrigadas e obrigados a ter aulas de tétum. Fundamental para o entendimento das dificuldades de aprendizagem de muitas das crianças na abordagem do português como língua segunda. Não só para terem um melhor entendimento com as famílias e com a comunidade. Também por isso e como manifestação de respeito por esta terra e seus povos que têm o Tétum como uma das suas línguas oficiais.

      E ainda há, de facto, ao nível da administração pública, que contar com a bahasa indonésia e o inglês, como línguas de trabalho, a par das línguas oficiais.

      Uma confusão linguística que põe em causa a unidade identitária.

      E, a isto tudo, acresce que as colegas no Oécussi se deparam com as suas crianças a comunicar em baikeno que quase nada tem de comum com o tétum; ou o mesmo as colegas de Lospalos, com a língua fataluko; ou o búnaque na zona de Maliana, etc…

      Há aqui colegas que resistem a aprender o Tétum. A importância da sua aprendizagem tem de ser transmitida de forma persuasiva, para além da imposição da obrigatoriedade, de per si, da sua aprendizagem.

      Concordo plenamente que esses professores timorenses, colocados no âmbito do Projeto ER – Centros de Formação, deverão continuar a formação de Língua Portuguesa, seja no PFICP – Universidade do Minho, seja nos Centros de Formação das ER. O problema é que as colegas das ER – CF, com turma, com os estagiários e com as aulas de Tétum, já estão sobrecarregadas…estamos todas! O local mais indicado para essa formação seria mesmo o PFICP – Uminho.

      O PFICP – Uminho, não deve ser uma ilha. Deve estar muito mais articulado com o Projeto ER – Centros de Formação,

      Por fim, dizer que, mesmo frequentando as aulas das colegas da Cooperação do PFICP-Uminho, os colegas timorenses devem ser persuadidos e formalmente advertidos de que, mesmo que se sintam inseguros a comunicar em língua portuguesa com as suas crianças, em caso algum devem ensinar em Tétum, em Bahasa Indonésia ou numa mistura. Isso é a total negação dos objetivos das Escolas de Referência! Para isso, já bastam as Escolas timorenses onde é vulgar constatarmos isso como prática regular. E, para obviar a isso, pretendemos ser modelos como “Referência”. E não se pode ser “Referência” cometendo os mesmos erros…

      A Coordenação Geral não pode ser indiferente a este real problema. Não deve continuar a colocar colegas timorenses nas ER – Centros de Formação com fraco domínio ou com dificuldades de comunicação em língua portuguesa. Mesmo que esses colegas tenham sido os melhores estagiários do ano anterior. Esta questão é fundamental! E alguém, sério, investido de autoridade, deve fazer visitas surpresa às salas de aulas desses colegas. Tantas quantas forem necessárias. E chamar-lhes a atenção de que não podem, nem devem comunicar com os seus alunos noutras línguas. Caso contrário, mesmo que estejam na sua terra, deixarão de poder continuar nas Escolas de “Referência”.

    • Isabel on 4 de Junho de 2014 at 21:39
    • Responder

    A sério que a Dr.ª Lúcia foi exonerada do lugar!? Nem acredito! Foi a melhor notícia e a mais sensata que ouvi nestes últimos dias! Notícias destas não circulam com a mesma rapidez que fofocas inventadas acerca das professoras que estão nas ER. Mas não deviam de ficar só por esta! Há algumas coordenadoras de ER que já cá estão a tempo a mais e são completamente dispensáveis! Quando todo o lixo fôr limpo, aí sim, reina a paz e a tranquilidade nas Escolas de Refência! Até lá, vai haver sempre as lambe-botas, as que se calam com medo e as oprimidas, que nem direito (nem dinheiro!) têm de ir ao facebook/Net. Vamos aguardar calmamente e ver até onde os nossos “gritos” foram ouvidos. E já agora, pergunto eu, já se avizinha substituta(o)?

    • Maria Santos on 4 de Junho de 2014 at 23:14
    • Responder

    O substituto será João Roseiro?

    Se for João Roseiro, é um membro do mesmo baralho, do mesmo grupo, do mesmo “lobby”.

    “Farinha do mesmo saco.”

    • Maria Santos on 5 de Junho de 2014 at 9:33
    • Responder

    A ter sido suspensa a professora Lúcia Pereira, igualmente afastada deveria ser a preconceituosa Drª. Antonieta de Jesus. João Roseiro, Lúcia Pereira e Antonieta de Jesus foram e são as várias faces da mesma má moeda!

    • Maria Santos on 6 de Junho de 2014 at 3:28
    • Responder

    Acerca do título deste fio – Seguro de Saúde para os professores das Escolas de Referência – de nada serviu ao João Roseiro, à Antonieta e à Lúcia terem colocado, estrategicamente, o Zé Paulo na DGAE, em Lisboa.

    Aquilo a que, eufemisticamente, chamaram de «Seguro de Saúde», com que nos pretendem calar a boca mais não é do que “uma trampa” como, recentemente, se expressou um dirigente desportivo português.

    Isto “cheira mesmo mal” e não resolve nenhum problema sério!

    Deixo a oportunidade e a vez a outra colega para comentar.

    Disse.

    • Maria Isabel on 8 de Junho de 2014 at 17:02
    • Responder

    Tem toda a razão Maria Santos. Todo este processo institucional é comandado pela Dr.ª Lúcia, pela Dr.ª Antonieta e pelo Dr. João Roseiro! Estes três, com o apoio de umas tantas coordenadoras (que precisam imenso do dinheirinho para enviarem para Portugal!) são os que coordenam o processo todo a seu belo prazer e donos de tudo. Eles manobram as pessoas como querem e como lhes dá jeito! Aparentam “cara de anjo” mas são “mentes de diabo”! Estes 3 elementos só sabem apontar defeitos nos outros! E sempre ouvi dizer que quem muito julga, muito esconde; quem muito condena, quer tirar de foco os seus erros e apontar o dedo aos outros. Algumas pessoas são tão falsas… que deveriam ter tatuado “Made in China”. Colegas da Escola Ruy Cinnati segredaram-me que quando João Roseiro foi o Diretor da mesma, não era rara a semana que logo pela manhã, antes dos professores entrarem nas suas salas para dar aulas, eram chamados para reunir com este e pregava-lhes sermões intimidatórios! O ambiente era completamente pidesco, em que todos desconfiavam de todos! E ai de quem abrisse a boca! Também me contaram que durante muitos anos foi professor numa prisão em Portugal. E são estas mesmas pessoas que se dizem ser muito amigos dos professores que chegam a esta terra e depois…

    • Maria Simões on 8 de Junho de 2014 at 17:48
    • Responder

    ALERTA AOS COLEGAS DE TIMOR
    CHEGOU A HORA DE DENUNCIAR A QUEM DE DIREITO TUDO O QUE VAI SENDO RELATADO POR AQUI POIS ESTÁ A DECORRER A MOBILIDADE DOS PROFESSORES.
    NÃO SE CALEM!
    ACREDITO NA JUSTIÇA DOS HOMENS, NÃO MAIS IRÃO ENGANAR O NOSSOS SUPERIORES, PORTUGAL ESTÁ ATENTO AO QUE SE PASSA EM TIMOR!
    NÃO SE CALEM NEM TENHAM MEDO HÁ DIREITOS QUE NADA NEM NINGUÉM PODE IGNORAR!
    A LUTA PELA DIGNIDADE DOS DOCENTES EM TIMOR É MAIS IMPORTANTE DO QUE MEIA DÚZIA DE TUGAS QUE JÁ FORAM DESMASCARADOS E NADA VAI VOLTAR ATRÁS POIS ESTÁ EM CASA UM PAÍS QUE É PORTUGAL. A IMAGEM DE UM PAÍS NÃO PODERÁ SER MANCHADA E É POR ISSO QUE TEMOS QUE ACREDITAR!

    • Maria Santos on 10 de Junho de 2014 at 10:25
    • Responder

    Maria Simões,

    Lamentvelmente, não sou tão otimista!

    Não acredito na justiça dos homens, acho que continuarão a enganar os nossos superiores e acho que o Ministério da Educação de Portugal e até os sindicatos portugueses que nos deviam defender e proteger, não estão atentos nem estão interessados no que se está a passar em Timor!

    Poderão vir a Dili, às cimeiras de Julho, no âmbito da CPLP, participarão numas reuniões com ar condicionado, umas almoçaradas e jantaradas, umas visitas à Escola Portuguesa de Dili “Engº. Rui Cinatty”, talvez, também à nova Escola de Referência de Dili, uma deslocação a Baucau para cumprimentar o Senhor Bispo. Nada mais espero. Talvez mais um banho na praia da Areia Branca.

    Estão em causa interesses de “lobbying” e todos se protegem mutuamente.

    A menos que a nossa reação os obrigue, a todos, a sair da sua área de conforto e a tomar posição. E mesmo assim, corremos o risco de sermos as tais que não gostam de trabalhar, gostam de ir a Bali ou de ir “espairecer a passarinha pela Ásia”.

    • Nina on 11 de Junho de 2014 at 15:57
    • Responder

    Na verdade,
    o caminho que muitas vezes trilhamos na ânsia de fazer justiça é uma moeda de duas faces. Por vezes, conseguimos fazer justiça, mas por outro lado sofremos consequências pelas nossas decisões, ou no processo fazemos sofrer pessoas inocentes.
    Penso que o mais importante é tentar encontrar um equilíbrio em todas as dimensões da vida pessoal, profissional e social.
    Não é fácil criar, promover, dinamizar,…um projeto da dimensão do Projeto ER – Centros de Formação de Timor-Leste. Todos de certeza, tentam fazer o melhor que podem e sabem. No caminho, nem tudo é percorrido da melhor forma, mas pelo menos todos o partilham, promovendo, trabalhando, comunicando, por vezes até sofrendo.
    Tudo faz parte, a vida é mesmo. assim! Não é só no âmbito do trabalho de cooperação em Timor-Leste.

      • Professora em timor leste on 12 de Junho de 2014 at 6:09
      • Responder

      Pois é Nina,
      Concordo inteiramente com o que escreveu. Infelizmente, há pessoas que na procura compulsiva desse equilíbrio pessoal,acabam por querer desequilibrar tudo o que de bom existe há sua volta. Há que ter pena desses, e pelo menos, aprender, que o caminho não é por aí…
      Continuação de um bom trabalho em Timor-Leste!

        • Nina on 16 de Junho de 2014 at 17:24
        • Responder

        Professora em Timor-Leste,
        vejo que é uma observadora de comportamentos.
        Na maior parte das equipas existe quase sempre pelo menos um ou dois elementos que causam animosidades à sua volta, desequilibrando o bom ambiente no seio das equipas, é um fato e todos têm conhecimento dessas ocorrências.
        Estando os docentes integrados em equipas, cabe aos restantes elementos tentarem neutralizar o que não está bem, ou pelo menos, tentarem levar esses colegas a terem uma postura positiva e equilibrada.
        Em Timor-Leste uma equipa deverá funcionar quase como uma família! Ou seja, quando um ou dois elementos não estão bem, ou têm uma postura incorrecta perante o meio circundante, os outros elementos deverão apoiar ou tentarem alterar os comportamentos de quem não está bem.
        Evidentemente, quando as pessoas estão no outro lado do mundo, longe das suas famílias e amigos não é fácil fazer isto… O desafio está precisamente no que não é fácil.

          • Maria Santos on 16 de Junho de 2014 at 18:46

          Nina,
          Esta Coordenação já provou, à saciedade, que não tem perfil para a função.
          TUDO o que aqui tenho apontado, de actos de inepcia e de má gestão de meios materiais, financeiros e de recursos humanos por parte delas é a mais pura verdade!
          A resposta é chamar de “maluca” e é convidar a ir embora!
          Que vão elas de volta a Portugal de onde nunca deviam ter saído para Timor!
          São incompetentes e demonstram arrogância e incapacidade em gerir e gerir bem os recursos postos à sua disposição. Podem ser boas ginastas ou boas arqueólogas mas, para isto, tudo lhes falta. Sobretudo, humildade, muito bom senso e equilíbrio.
          Basta de fazerem mal e de estragarem um Projeto tão promissor!

    • Vá...vão trabalhar! on 12 de Junho de 2014 at 3:24
    • Responder

    Fossem mas é preparar aulas em vez de vir para aqui lavar roupa suja…é o trabalho árduo a que as professoras estão sujeitas…coitadinhas delas que são tão maltratadas… quem as acode? Quem zela por elas coitadinhas que não têm dinheiro nenhum? Vá, vão-mas-é-trabalhar, que é para isso que vos pagam… Haja paciência pa tamanha estupidez…dass.

      • GuterresKl@hotmail.com on 12 de Junho de 2014 at 3:43
      • Responder

      Concordo consigo colega,
      Quando as fracas desistem, tornam-se as maiores, dizem-se capazes de tudo…estou para ver é como se safam em Portugal, onde os problemas persistem…onde o divórcio é mais evidente…onde a solidão é a realidade do dia-a-dia…

        • Nina on 16 de Junho de 2014 at 17:44
        • Responder

        Na verdade,
        penso que todos os colegas colocados em Timor-Leste trabalham e tentam dar o seu melhor… Em relação a terem dinheiro ou não, é algo que só diz respeito a cada um deles. Evidentemente, que se uma pessoa casada, com filhos ou outras responsabilidades vai destacada para Timor será inevitavelmente para tentar cumprir da melhor forma essas mesmas responsabilidades e isso merece respeito.
        A remuneração existe para podermos cumprir com as responsabilidades da vida de cada um. Penso que nenhum ser humano deverá menosprezar isso, principalmente com o contexto sócio-económico que neste momento existe em Portugal.
        Muitas pessoas, para puderem continuar a cumprir com as suas responsabilidades em Portugal têm mesmo de ir à luta e tentarem destacamentos para outros países do Mundo! Isso significa que são pessoas lutadoras e com coragem para agarrarem a Vida de frente e não desistirem perante a adversidade.
        Sinceramente, não consigo detetar onde está a estupidez destes docentes.

      • Maria Santos on 12 de Junho de 2014 at 13:22
      • Responder

      Já cá faltava “a voz do dono”, as sobranceiras, beneficiárias da arrogância da Coordenação, já cá faltava a discricionaridade do quero, posso e mando!
      “Vão-mas-é-trabalhar, que é para isso que vos pagam”?! Está a falar em pagar com um atraso de 4 ou 5 meses?! Defende a escravatura, a falta de respeito permanente, o trabalho sem direitos?! É mesmo! Vem para aqui pregar o trabalho como obrigação sem direitos nenhuns! Já os nazis inscreveram à porta de um dos seus famosos campos de concentração: “o trabalho enrrigece!”
      O divórcio é mais evidente?! Relativamente à poligamia que se constata cá no dia a dia?! Homens com mulheres jovens, como segundas e terceiras mulheres e ainda com as famílias delas a cargo?! É nisso que falas?! É isso que aqui se vê. Tudo entrando neste faz de conta. Não sei se o homem com várias mulheres não terá mais solidão no seu dia a dia.

    • Professora em timor leste on 13 de Junho de 2014 at 2:58
    • Responder

    Mas porque razão, para a colega Maria Santos, toda a gente tem que estar contra tudo? Nem todos partilham da opinião negativa que a Maria Santos opta por partilhar!
    Não sou sobranceira nem beneficiária de nada, não me considero judía…também não partilho da sua opinião…pode ser? Deixa?
    (Quanto à mensagem que os nazis escreveram (não é INSCREVERAM como a Mª Santos ESCREVEU…o que dizia no campo de concentração de Awschuitz era “o trabalho liberta” 😉 …)
    Toda a gente tem direito à indignação e toda a gente tem direito a ir embora se estiver farto disto! O que ninguém compreende e o que a Mª Santos não conta, é porque razão não vai…se está assim tão farta e cansada de viver nesta situação.
    O não respeitar a opinião dos outros é ser-se arrogante, isso sim.
    Por isso colega, faça lá a malinha e vá para o paraíso português…e olhe, lute contra o sistema…mas vá por mim, para se ser credível, hà que ter noção do nexo do que se diz…e pelo que leio, daquilo que escreve…nexo “la iha” como por aqui se diz.

      • Maria Santos on 13 de Junho de 2014 at 5:45
      • Responder

      Cada uma, escolhe aquilo de que gosta.
      Umas gostam da escravatura e do chicote; a maioria, composta por gente normal, gosta de trabalho, mas com direitos!
      “Lambebotistas”, sempre houve! Arrogantes, sempre houve. Sobranceiras, sempre houve! Atrevidas, sempre houve! Desrespeitadoras, sempre houve! Guardas de Auschwitz (e não “Awschuitz” como, você, pretensiosa e arrogantemente escreveu) sempre houve!
      Quem ganha 10.000 dólares ou 2.500 dólares é paga para corroborar a mentira mesmo aquela que salta à vista de qualquer uma.
      Não sei se é “capo” ou simples guarda do campo mas lá que é defensora do que estava no letreiro “Arbeit macht Frei”, isso é! Transpira arrogância e sobranceria!
      Gosta de vozes de comando! Descobriu agora Timor? Vá você de volta para onde partiu com 5 anos de idade! Vá para onde foi em 1973. E não volte. Os timorenses, certamente, agradecerão e respirarão de alívio!
      O Projeto das Escolas de Referência tem regras e objetivos a cumprir. É uma feliz ideia do Dr Ramos Horta. Tudo aquilo que está a ser feito mais não é do que adulterar o Projeto. Até colocando nas ER colegas timorenses, ex-estagiários, que não comunicam em língua portuguesa com as suas crianças! “La bele!”, “la bele!” como também se diz por aqui!
      Para me mandar embora, era preciso que não cumprisse com os meus deveres profissionais, deontológicos e estatutários. E eu cumpro. E sou estimada e considerada pela comunidade onde vivo. Não sei se pode dizer o mesmo.
      Vá você embora que não sabe nada daquilo que manda os outros fazer!
      A alternativa não é a quem diz que “o rei vai nu” ter de se ir embora. É o rei vestir-se com dignidade, respeitar e dar-se ao respeito!
      Mas, o que é que se pode esperar mais de uma “nona” como você?

      • Maria Simões on 18 de Junho de 2014 at 0:13
      • Responder

      Professora em Timor leste

      Professora, desculpe mas a Maria Santos tem mesmo razão quanto à inscrição, logo é inscreveram!
      Inscrever quer dizer escrever gravando ou esculpindo.
      A frase ‘Arbeit macht frei’ foi colocada nas entradas de vários campos de concentração do regime nazista.A frase ainda pode ser vista em vários locais, inclusive sobre a entrada de Auschwitz, a inscrição foi erguida por ordem do comandante Rudolf Höss. Esta placa em particular foi feita por prisioneiros-trabalhadores.

    • Professora em timor leste on 13 de Junho de 2014 at 6:32
    • Responder

    Não sou chicoteada para trabalhar, e olhe, estou aqui porque me apetece…já você…
    …está aqui, porque olhe, não tem sitio para estar…e sabe porquê? Porque foi renegada pelo seu marido…porque está sozinha…porque a sua vida é de uma tristeza tal, que vem para aqui descarregar a sua angústia em cima de pessoas que nada têm a vêr com a sua miséria de vida…e sabe que mais? Se calhar, está sozinha porque o seu marido já não a suportava…se é assim escondida atrás de palavras…o que não será ao vivo e a cores…muito difícil de aturar.
    Sabe que mais? A partir deste momento, não irei mais abrir este blog, pois já reparei que é este o seu cantinho à beira-mar plantado, onde é livre para deitar cá para fora a angústia da sua existência. Pois deite à vontade e releia o que escreve, para se sentir grande e poderosa…no mundo virtual.
    Ah, e já agora, anormal é você…é que ao contrário de si, tenho uma vida para além das coisas más que este ou outro qualquer projeto poderá têr, objetivos por realizar e um sorriso todos os dias quando me levanto.
    Para si, toda a gente é corrupta e se não partilham da sua opinião é porque existe conivência com as chefias, é porque se é igual a elas…tal a mania da perseguição…de que tudo está mal…tal é a esquizófernia. Quem tem a necessidade de estar compulsivamente a apontar o defeito…é porque a sua vida é repleta de defeitos, não conhece nada mais para além do defeito…
    Abra o seu coração para quem a rodeia e pode ser que aquele fantasma do passado que teima em fazer com que não consiga adormecer de noite se cale, pode ser que as pessoas se aproximem…
    Todos os dias agradeço a Deus por estar viva e por me dar a oportunidade de viver…hoje rezarei por si…para que lhe desperte o neuónio que teima em hibernar (faz um tempão!).
    Vá, seja feliz, mas lembre-se, a sua felicidade não depende da infelicidade dos outros, pois quando se é assim, tem-se uma vida como a sua.

      • Maria Santos on 13 de Junho de 2014 at 7:13
      • Responder

      Tu não tens mesmo emenda!
      Relembro-te só:
      Antonia…eta, quem foi que te disse que eras engraçadinha?!
      Estes comentários são de uma desrespeitadora do trabalho esforçado, duro e de risco de muitas dezenas, mais de uma centena de colegas, colocadas desde o enclave do Oécusse ate Lospalos!
      Férias?! Passsear?! Não queres fazer umas “férias” em Same? Ou em Suai? Não olhes para o mapa pois a realidade do mapa eh enganadora!… A real realidade é que Suai, por exemplo, pode ficar a uma dúzia de horas de Dili…por estradas, com ribeiras, por onde nem o Diabo andou…
      Gente “trabalhadora e exemplar” é a que está nas Escolas de Referencia de Timor!
      Tu é que “fazes pouco” do trabalho dedicado, esforçado, aturado, alheio! Ou também achas que nem se devia dormir umas quantas horas por dia?!…
      Foi isso que fizeram antes à Lúcia e à Antonieta?!…
      “Passear e fazer pouco, à custa do estado português e timorense”?! Quem fala assim, só pode ser uma das privilegiadas da Coordenacão Geral que brilham à custa da falta de respeito e da exploração do trabalho sem direitos das colegas!
      Usando uma das tuas tuas soberbas ideias, para fazer assim, mal, há mais quem saiba fazer melhor Coordenação Geral, respeitando as regras!
      Vai-te tu embora de volta para onde partiste há 41 anos.
      Para fazer o que estás a fazer, há gente muito mais capaz!

    • Julia F. on 13 de Junho de 2014 at 7:02
    • Responder

    Isto é só malucas!!! Meu Deus…para onde vim?

      • Nina on 17 de Junho de 2014 at 14:38
      • Responder

      Júlia,
      ninguém é maluco… A questão é que as pessoas precisam de deitar para fora o que as “sufoca”, ou certas situações com que se sentem incompatibilizadas.
      Na maior parte das vezes, o que deitam para fora são situações que já as atormentavam em Portugal. Como sabe, no contexto de Timor-Leste tudo é potenciado ao limite. Por isso, é que prestar funções em Timor não é fácil para ninguém.
      Uma pessoa que em Portugal aparentemente é calma e equilibrada em Timor-Leste pode revelar-se uma pessoa agressiva, constantemente insatisfeita e intransigente devido às transferências emocionais e afetivas que inconscientemente faz para os elementos da sua equipa.
      É vulgar muitas colegas dizerem entre si: ” A….é tal e qual a minha filha”, ou ” A….é tal e qual a minha irmã mais velha”, ou ” O…é tal e qual o meu ex marido”.
      A verdade, é que as pessoas que são o alvo das transferências e comparações das pessoas que não estão bem, têm o seu dia a dia muito mais dificultado porque têm de ter uma grande estrutura emocional e afetiva. Por vezes, o equilíbrio das equipas depende destas pessoas.

    • Maria Santos on 13 de Junho de 2014 at 7:21
    • Responder

    Julia F., podes crer que as “malucas” estão no arbitrário comando. Na Coordenação. Elas não têm deveres. Só privilégios, sem controlo nenhum! E sentem-se donas e senhoras. Sem cumprirem quaisquer regras. É o que lhes apetecer!

      • Julia F. on 13 de Junho de 2014 at 8:45
      • Responder

      Não, Maria Santos, não percebeu. Quando me referia a malucas, era mesmo a si que me referia… (sem ofensa) Não acha que exagera um bocadinho nos comentários que faz? Haja paciência…

      • Maria Santos on 13 de Junho de 2014 at 22:41
      • Responder

      Oh Chefes todas-poderosas e omnipotentes:
      Expliquem cá à gente, aqui a estas a quem vocês, sobranceiramente, de dedo em riste, apodam de “malucas”, esse vosso “lindo” trabalho – vocês escolheram a vosso bel-prazer, por vossa prévia exigência às autoridades, quem quiseram para educadora ou professora, tudo às escuras, sem qualquer transparência, sem publicação de qualquer lista ordenada, no INÍCIO DESTE ANO DE 2014!
      Com aqui as “malucas” ao vosso serviço a acumular duas turmas, sem verem nem mais uma pataca por isso, nem a receberem os subsídios a que tinham e têm direito, começaram essas novas colegas SÓ A TRABALHAR NO INÍCIO DE MAIO DE 2014!…
      Os bilhetes eletrónicos que vocês enviaram daqui para Portugal e que estas novas colegas trouxeram, têm datas de regresso a Lisboa para o INÍCIO DA 2ª. QUINZENA já do PRÓXIMO MÊS DE JULHO!
      Ou seja, estas novas colegas estiveram cerca de quatro meses em casa em Portugal, desligadas de serviço, a receberem o salário, o vencimento e os subsídios, como se estivessem a trabalhar em Timor, começaram a trabalhar já no decurso da primeira quinzena de Maio e vão regressar a Lisboa no início da 2ª. quinzena de Julho?!
      Vieram fazer para Timor umas curtas “férias” de três (03) meses?!…
      Qual é a vossa ideia?!
      Três (03) meses mal dá para conhecer as crianças, mal dá para estabelecer laços com a comunidade, não dá para nada de jeito!
      O dinheiro do Estado português e do Estado timorense não vos merece qualquer respeito?! Acham que colocar o retorno a Portugal para daqui a um mês (01) e uma (01) semana é algum bom serviço deste nome?!
      E as “malucas” somos nós?!
      Vão-se vocês tratar pois que são vocês quem tem o tal “neurónio a hibernar”!
      “Anormais”, são vocês!
      A alternativa à vossa anormalidade não é ir-se embora quem vocês pisam!
      A alternativa, é vocês mesmas desampararem a loja!
      Não estraguem mais! O que vocês sabem fazer bem, é estragar!
      Há quem saiba fazer e fazer bem!

    • Julia F. on 13 de Junho de 2014 at 8:58
    • Responder

    …e sempre ouvi dizer, quem tá mal, que se mude!

      • Maria Santos on 13 de Junho de 2014 at 9:33
      • Responder

      Antonieta & Lúcia,
      Mal, muito mal da cabeça andam vocês!
      Essa do marido deve ser mesmo convosco a olharem-se ao espelho! A coisa correu tão mal que uma de vós até se passou para o outro lado e é “fufa”!
      A vossa “sorte” não vai durar sempre!
      “Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe!” É um adágio popular português que vocês bem conhecem!
      A porcaria que vocês fazem é tanta que já cheira mal por todo lado!
      De pouco servem já estes jogos baixos.
      Ponham-se a pau!
      Quem vos avisa, vossa amiga é…
      O mal são vocês próprias, o “lobby” de que fazem parte e a vergonhosa teia que criaram.
      Cito-lhes um recente comentário de uma colega:
      “Mimi
      Pois eu continuo a concordar com a Maria Santos, a partir do momento em que alertei os jornais, Embaixada, Movimento dos amigos de Portugal e Timor, presidido pelo Sr. Alkatiri, etc, tudo estruturas (que deveriam ser) de peso. Quanto à dita cuja legislação… pois, quando foi pedida à coordenação, a resposta foi que tinha que se fazer prova de frequentar algum curso em Portugal para ter acesso a ela! Não é direito de qualquer cidadão, em qualquer país, conhecer a legislação que o rege e ao trabalho que exerce?….”
      Mudem-se vocês e depressa!
      E levem convosco o vosso lixo!
      As Escolas de Referência merecem, no comando, quem perceba do pré-escolar e do básico!
      Amem-nas ou deixem-nas!
      Merecem ser tratadas com os devidos cuidados e atenções por quem sabe estar e conhece da matéria.
      Onde vocês tocam, têm o condão de estragar!
      Arrumem vocês as vossas malas e desamparem a loja!
      O mal mesmo, são vocês! Mudem-se vocês!
      De preferência, para bem longe! Para de onde vieram.

    • Maria Simões on 16 de Junho de 2014 at 19:03
    • Responder

    Ó minha gente, não passa pela cabeça de ninguém minimamente responsável gerir uma organização com a dimensão deste projeto com unicamente duas pessoas!
    Mas brincamos!
    Claro que eu sei porquê!
    Teriam de distribuir a recompensa por mais alguns e isso não querem, não será isso?
    Já deu para ver!
    E se assim continuar o projeto vai pelo ralo, é humanamente impossível gerir cento e tal professores, uns tantos estagiários, funcionários, vencimentos, seguros, casas, carros e muito mais!
    Pensem, a ganância não leva a lado nenhum!
    É lamentável ver o que se passa!
    Haja paciência!
    Já todo a gente sabe!
    Digno era as senhoras responsáveis terem a hombridade de pôr o seus lugares à disposição, só lhes ficava bem!
    MAS EU SEI!
    TU SABES!
    E ELES TAMBÉM SABEM!

      • Maria Santos on 16 de Junho de 2014 at 19:44
      • Responder

      Maria Simões,
      É isso mesmo!
      Parabéns pela tua meridiana clareza!
      Tal e qual!
      Em Portugal, um “Mega Agrupamento”, com a dimensão deste Projeto, tem para mais de uma dúzia de professores e educadoras na Direção.
      Aqui, nem as “afilhadas” Coordenadoras de estabelecimento estão a tempo inteiro.
      E tudo isto, claramente, está mal. Vai de mal a pior!
      Assim, com incompetentes do ensino secundário à cabeça e “afilhadas” sobrecarregadas com o trabalho de turma, não se vai lá.
      Não basta lançar dinheiro sobre elas que os problemas, só por si, se resolvem.

        • Nina on 17 de Junho de 2014 at 11:59
        • Responder

        Maria Santos,
        terá de concordar que o contexto de Portugal é completamente diferente do contexto de Timor-Leste.
        As dimensões Desenvolvimento Curricular, Administração e Gestão Escolar, Qualidade Educativa e outras na área da educação têm de ser sempre enquadradas no contexto onde estão a ser aplicadas.
        Os docentes em lugares de Direção ou Coordenação deverão ser sempre aqueles que melhor conhecem o contexto cultural, social, económico, político, etc.
        Ou seja, deverão ser aqueles que melhor adaptabilidade têm perante a Comunidade restrita e alargada. Ou seja, aqueles que vivem em Timor-Leste há mais anos conhecem melhor todos os contextos que mencionei.

      • Nina on 17 de Junho de 2014 at 13:36
      • Responder

      Maria Simões,
      por vezes, o que aparentemente parece mais justo ou coerente não é.
      Pode ter a certeza que fazer parte da Direção de um Projeto como o ER-Centros de formação de Timor-Leste é quase uma missão. Ninguém pode desempenhar esses papel sem ter um conhecimento profundo de todos os contextos culturais, sociais, económicos,… E esse conhecimento pouquíssimas pessoas o têm.

        • Maria Santos on 17 de Junho de 2014 at 14:15
        • Responder

        Nina,
        Isso, no campo dos princípios, seria, supostamente, o que deveria ser.
        Mas, o que se passou e se passa, na realidade, não é isso.
        Tanto quanto consta entre colegas desse tempo e ainda por aqui andam, a professora Lúcia, quando chegou de Portugal pela primeira vez, já o Projeto das ER estava em curso, foi logo integrada na sua coordenação e é do conhecimento geral que deve essa distinção à ligação que mantém com a Diretora da Escola Rui Cinatty. E no que a outros lugares se refere, a subjetitividade e discricionaridade é total.

          • Maria Simões on 17 de Junho de 2014 at 15:04

          Nina

          Pois é isso mesmo, espírito de missão!

          Para que saiba foi esse mesmo espírito de missão que me levou a trabalhar em Timor, pois necessidades económicas não tenho, problemas emocionais também não, logo tenho o meu lugar garantido, como vê sempre há pessoas diferentes.
          Quanto ao conhecimento sobe Timor tenho a dizer que conheço muito bem Timor! Sabe, eu estudei Timor antes de me disponibilizar para esta ‘missão’ claro que as pessoas minimamente responsáveis o fazem, e claro que conhecer Timor não passa só pelos anos que lá se vive!
          A cultura, a economia, as leis de um país, etc. mas claro não é para todos!
          O meu foco era outro, não levei às costa nada que me pudesse perturbar!

          Não é que não gostaram!
          Porquê?
          Sabe?

          Será que eu sabia demais e não interessava?
          Ah, porque eu não fui uma das que quiseram vir embora, a mim mandaram-me embora e, até hoje não sei porquê!!!!
          Nunca falhei em nada nas minhas obrigações profissionais, nunquinha!!!!

          Vá lá respostas há???

          • Nina on 17 de Junho de 2014 at 15:15

          Maria Santos,
          como já deve ter percecionado conheço bastante bem a realidade de Timor e do Projeto em questão… O que direciona as atitudes, as posturas, as decisões de cada pessoa são sempre os princípios que são integrados na ética de cada um, ou na ausência dela.
          Como sabe, quem decide quem vai para a Direção não são propriamente outros docentes… São pessoas que estão a prestar funções especializadas nos ME de Timor e Portugal.
          Quando aceitamos a realidade que nos serve de suporte, também adquirimos uma certa Paz e Harmonia no nosso dia a dia. Essa Paz é fundamental para vivermos com qualidade afetiva e emocional. Principalmente, quando estamos do outro lado do mundo afastados fisicamente da família e amigos.
          Se está a prestar neste momento serviço em Timor, quando for a Dili no fim de semana, aconselho o alojamento na St. Paul House (fica na rua do Jacinto Supermarket). É um local onde se respira Tranquilidade e Paz. De vez em quando, para descansar do stress emocional das equipas, faz bem passar um ou dois dias num SPA espiritual.

    • Maria Santos on 17 de Junho de 2014 at 15:14
    • Responder

    Maria Simões,
    Vai ver…que é por não teres ido, aqui, ao “castigo”…

      • Maria Simões on 17 de Junho de 2014 at 15:23
      • Responder

      “castigo”!? o que é isso?

        • Nina on 17 de Junho de 2014 at 16:00
        • Responder

        Maria Simões,
        agora entendo alguns dos seus comentários.
        No entanto, tenho de perguntar porque é que não marcou uma reunião com a direção para perguntar o porquê!? quando um profissional está de consciência limpa é isso que deve fazer.
        Mesmo assim, tenho de relembrar um comentário que anteriormente foi feito: “… são as mentiras inventadas pelas coordenadoras para afastarem colegas”. Infelizmente, estas manobras acontecem com mais frequência do que seria de desejar.

          • Maria Simões on 17 de Junho de 2014 at 16:43

          Nina
          Mas acha que eu não fiz o que me competia!
          Claro que fiz!
          Ou pelo que eu tenho dito acha que eu fiquei calada?
          Aí Nina Nina, apostaram no búfalo errado!
          Eu não compactuo com pessoas sem quaisquer princípios, moral, dignidade, educação e valores!
          Como já lhe disse não estou com cordas no pescoço por isso não me calei, não me calo nem me calarei!
          Eu penso pela minha cabeça e não me calo com quem quer que seja quando a razão está do meu lado!
          Se eu dissesse o que eu fiz… e o que me fizeram…
          Clarificando usei de todos os meios legais ao meu alcance para repor a verdade dos factos mas como não são pessoa isentas e mais não digo!
          Quanto aos outros sem lhe passa pela cabeça! Há seres capazes de tudo na viva! Até vendem a própria mãe se for preciso! Tenho dito.

      • Nina on 17 de Junho de 2014 at 15:53
      • Responder

      Maria Santos,
      ao ler a sua resposta tive de sorrir…
      Sim, na verdade, nunca fui “ao castigo”.
      Antes de ir para Timor ouvi atentamente e com uma certa humildade as pessoas que já estavam a viver em Timor há bastante tempo. Cumpri rigorosamente todos os conselhos e advertências que deram e nunca tive problemas.
      Por vezes, temos de ter um certo jogo de cintura para não tocar no que não devemos.
      Ainda hoje agradeço a quem me proporcionou essa experiência profissional.

    • Maria Santos on 17 de Junho de 2014 at 16:40
    • Responder

    A pergunta, deixou-me embaraçada e tirou-me um pouco do meu sono para encontrar a resposta mais adequada… Foram as “arras”, foi o caminho que algumas tiveram de percorrer para chegar ao seu sucesso. O “castigo”, também faz parte disto.

      • Maria Simões on 17 de Junho de 2014 at 16:57
      • Responder

      Maria Santos
      Se é por aí claro que não!
      Sou uma pessoa de valores e não me vendo por nada mas mesmo nada!
      Era até capaz de morrer por uma causa!
      Sabe é que ainda há pessoas de valores! Eu sei, são poucas, eu sei!
      Não sou mais nem menos que ninguém simplesmente sou eu!
      E há uma coisa que muitos esqueceram – respeito é bonito e eu gosto!
      Um dia vamos nos encontrar para falarmos olhos nos olhos!

      Arrisco a deixar aqui um mail: mariasimoes57@gmail.com

    • Nina on 17 de Junho de 2014 at 17:15
    • Responder

    Maria Simões,
    pelo que acabou de escrever posso constatar que sentiu em Timor a pior face da moeda…
    Provavelmente, teve a pouca sorte de ficar inserida numa equipa onde existia um ou dois elementos que minaram o resto da equipa contra a Maria Simões. O pior, é que muitas vezes quem está na coordenação em vez de realizar manobras estratégicas para colocar essas pessoas no lugar dão força a elas e aí tornam-se quase uns “sociopatazinhos”.
    Poderá perguntar porque fazem isto. A verdade é que também é uma forma estratégica de elas próprias não estarem na mira de ninguém. Entende?
    A dinâmica das equipas foi e sempre será uma questão complicada porque é quase impossível detetar se este ou aquele docente são pessoas idóneas e equilibradas.
    A melhor estratégia, na minha opinião é fazer uma análise curricular criteriosa porque o currículo vitae devidamente comprovado, é a visibilidade real do percurso de vida profissional e pessoal de um docente e isso retrata consequentemente muito do que o docente é enquanto pessoa humana.
    Se puder, de uma forma discreta dê uma pequena pista geográfica do local onde esteve colocada.

      • Maria Simões on 17 de Junho de 2014 at 17:21
      • Responder

      Claro que tive mas, se calhar não foi em vão!
      Eu sou crente e como tal não foi um acaso!

      mariasimoes57@gmail.com

    • Vera Isso on 17 de Junho de 2014 at 18:22
    • Responder

    Nina

    “porque é que não marcou uma reunião com a direção para perguntar o porquê!?”.
    Mas alguma vez nos podemos atrever a ir falar com a Direção? Primeiro, quando lá chegássemos, já havia um relatório difamatório e contraditório sobre nós; 2.º, para a direção, as Coordenadoras de estabelecimento têm mais credibilidade (mesmo não sendo credíveis nem na terra delas!) do que os “cães pequenos”; 3.º, quando chegássemos a casa tinhamos logo “o burro nas couves” e eramos logo colocados fora do grupo! Por isso, é tempo perdido Nina! E eu sei bem do que falo!
    Ai se abro a boca!
    Esclareci-a Nina?

      • Nina on 17 de Junho de 2014 at 22:38
      • Responder

      Vera,
      os medos são sempre as maiores entraves para tudo o que é bom e positivo.
      O medo paralisa e bloqueia. Nunca deixem que alguém bloqueie as vossas tomadas de decisão.
      Se realmente esses supostos relatórios existem (garanto que nunca tive conhecimento deles), então mais uma razão para quem se sente lesado falar diretamente com a direção e repor a verdade dos fatos. Elas são as primeiras a dizerem que estão la para ouvirem os docentes. Mas só podem ouvir se eles falarem e dialogarem com elas de uma forma positiva e construtiva! Todos podem ser agentes de mudança mas para que a mudança aconteça não se pode baixar a cabeça a tudo o que é incompreensivelmente negativo.

        • Maria Santos on 17 de Junho de 2014 at 23:29
        • Responder

        Nina,
        A Direção, embora não nos mostre esses tais relatórios falsos de que as colegas muito bem aqui falaram, utiliza-os, fá-los seus, invoca a sua posse e existência oculta, para encostar, sem apelo nem agravo, quem lhes recomendam que seja posta de lado. Ostracisadas. Poder absoluto.

          • Nina on 17 de Junho de 2014 at 23:41

          Humm…Ok…Se assim o dizem… Eu no vosso lugar não daria tanto crédito a isso.
          Volto a dizer, “as injeções de medo” são a forma mais rápida e eficaz de manipular alguém.

        • Maria Simões on 17 de Junho de 2014 at 23:45
        • Responder

        Nina
        “(garanto que nunca tive conhecimento deles)”

        Garante mesmo?
        Como pode garantir?
        Será que está aqui mais um lobo com a pele de cordeiro?

          • Nina on 18 de Junho de 2014 at 10:48

          Maria Simões,
          pode ficar descansada que nem sou loba e nem sou cordeiro.

    • Júlia on 17 de Junho de 2014 at 18:50
    • Responder

    “Definição

    O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.

    A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.

    Códigos de ética

    Cada sociedade e cada grupo possuem seus próprios códigos de ética. Num país, por exemplo, sacrificar animais para pesquisa científica pode ser ético. Em outro país, esta atitude pode desrespeitar os princípios éticos estabelecidos. Aproveitando o exemplo, a ética na área de pesquisas biológicas é denominada bioética.

    A ética em ambientes específicos

    Além dos princípios gerais que norteiam o bom funcionamento social, existe também a ética de determinados grupos ou locais específicos. Neste sentido, podemos citar: ética médica, ética profissional (trabalho), ética empresarial, ética educacional, ética nos esportes, ética jornalística, ética na política, etc.

    Antiética

    Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.”

    • Júlia on 17 de Junho de 2014 at 19:13
    • Responder

    “A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal.

    É um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo, que elegem seus representantes por meio do voto. É um regime de governo que pode existir no sistema presidencialista, onde o presidente é o maior representante do povo, ou no sistema parlamentarista, onde existe o presidente eleito pelo povo e o primeiro ministro que toma as principais decisões políticas.

    Democracia é um regime de governo que pode existir também, no sistema republicano, ou no sistema monárquico, onde há a indicação do primeiro ministro que realmente governa. A democracia tem princípios que protegem a liberdade humana e baseia-se no governo da maioria, associado aos direitos individuais e das minorias.

    Uma das principais funções da democracia é a proteção dos direitos humanos fundamentais, como as liberdades de expressão, de religião, a proteção legal, e as oportunidades de participação na vida política, económica, e cultural da sociedade. Os cidadãos tem os direitos expressos, e os deveres de participar no sistema político que vai proteger seus direitos e sua liberdade.”

    • Maria Santos on 17 de Junho de 2014 at 22:26
    • Responder

    Nina,
    Muito obrigada pelas suas simpáticas recomendações. Tomei boa nota e quando for a Dili vou procurar essa casa. Pelos vistos, uma casa com Projeto. Noutras zonas aqui, já fiquei hospedada em casas de religiosas. E fiquei com excelente impressão acerca do papel, dinamizador e catalizador, desempenhado pelas freiras portuguesas.
    Reconheço o seu vasto conhecimento no que se refere à razão de ser do Projeto das Escolas de Referência (E.R.).
    No que toca à professora Lúcia, estamos esclarecidas. A razão da sua inserção nas Escolas de Referência está à vista.
    Se é o Governo português e o Governo timorense quem escolhe quem vai para as coordenações, muito mal eles têm andado. Isso, deve ser, apenas, no campo formal. A realidade e a verdade tem a ver somente com a sua pertença a “lobbys” e a relacionamentos e simpatias pessoais.
    E quanto a Antonieta, é opinião geral aqui que a razão de ser da sua investidura na liderança do Projeto das ER nada tem a ver com o seu perfil. Ausentou-se de Timor, com a família, em 1973, com 5 anos de idade.Viveram em Angola e aos 7 anos de idade chega a Portugal. Na antiga “Metrópole” viveu durante dezenas de anos, sem que se lhe conheça qualquer protagonismo. E em Timor, a mesma coisa. Na Escola Rui Cinatty a sua postura era de grande humildade e mesmo subserviência. A sua discrição, nada indicava estar talhada para este papel. Exactamente devido a estas suas características – discrição, humildade e subserviência – João Roseiro, quando regressa de Portugal, mandatado da liderança das Escolas de Referência, leva-a consigo, para sua ajudante, em Vila Verde. O facto de esta ser irmã de um político em funções de relevo, acalentava-lhe a esperança de que isso viesse a ser, para ele, uma vantagem, uma mais valia. Rapidamente trocam de posições, e João Roseiro invocando razões de natureza familiar, abandona o Projeto e vai de novo para Portugal. Por aqui o vemos, outra vez, de volta como professor da Escola Rui Cinatty.
    Antonieta a todos surpreende com uma postura radicalmente diferente da mantida até ali, passando a ser sobranceira, arrogante, desdenhosa e insensata. E ainda se deixando utilizar, mesmo manobrar, por Lúcia e os interesses do seu grupo. Reclamam e obtêm carta branca, poder total e ilimitado no destacamento do pessoal docente vindo de Portugal. A essa troca de posições, entre Roseiro e Antonieta, certamente não será estranho o facto de ser Timor a suportar parte significativa das despesas do Projeto e este ser, para todos os efeitos, um Projeto timorense. E ela foi a primeira timorense que mais a jeito estava. Já lá estava dentro. Mas, não é qualquer uma, mesmo que aqui tenha nascido, que serve para tão importante e sensível função. É preciso mais, bem mais. Ultimamente, têm sido dados sinais de reaproximação às posições e às justas queixas docentes. Veremos se serão bom prenúncio de outras mudanças.

      • Nina on 17 de Junho de 2014 at 23:34
      • Responder

      Maria Santos,
      a St. Paul House fica a seguir ao Jacinto Supermarket, ao Hotel Audian e duas ruas atrás do City Café. A cerca de duzentos metros (no mesmo lado da rua) existe um restaurante chinês onde também se pode comer bastante bem.
      A St. Paul House pertence a uma Ordem australiana….é claro que em Timor tudo “dança” entre nacionalidades e tudo tem um carater politico. Ou seja, temos sempre de ter um certo cuidado com o que falamos para não ferir susceptibilidades. Lembro que na St. Paul House estão hospedadas pessoas de várias nacionalidades que têm uma postura neutra e afável e as irmãs australianas não se metem no tempo de ninguém.
      É claro, que na minha opinião, nem sempre nem nunca. Na verdade, é muito positivo nos fins de semana os docentes portugueses conviverem e trocarem impressões sobre as realidades existentes nos diferentes distritos. É importante telefonarem uns aos outros e marcarem encontros nos fins de semana, irem à praia e jantarem fora… Para que isso aconteça, não é necessário ficarem forçosamente todos hospedados no Novo Horizonte, no Ponto de Encontro ou no Gabirú.
      Não sei há quanto tempo está em Timor, mas passados um ou dois anos letivos começa-se a sentir a necessidade nos fins de semana, de desfrutarmos de uma certa Paz, para não perdermos a noção da realidade que nos serve de suporte, para não perdermos o nosso centro…
      Mas como tudo na vida o que é bom para uns pode não ser bom para outros. O melhor é sempre experimentar pelo menos uma vez para saber como é. Não concorda?
      Para terminar, acrescento que as ultimas frases que escreveu no seu comentário são realisticamente verdadeiras e penso que o futuro irá comprovar isso.

    • Maria Simões on 17 de Junho de 2014 at 22:44
    • Responder

    -Ultimamente, têm sido dados sinais de reaproximação às posições e às justas queixas docentes. Veremos se serão bom prenúncio de outras mudanças-

    Grandes mudanças!
    E porque será?
    Mudaram a estratégia?
    E porque será?
    Eu sei!
    Tu sabes!
    E eles também sabem!

    • Mudanças on 18 de Junho de 2014 at 5:47
    • Responder

    Grandes Mudanças…quando virem o que aí vem…recorrem ao fado:

    “Ò tempo volta pr´a trás…”

    • Nina on 18 de Junho de 2014 at 20:25
    • Responder

    Maria Santos,
    deixo-lhe o contato da St. Paul House.
    3323623 – Tlf. geral
    Sister Natalia – 77972235 (responsável pelas reservas)
    Se optar, de vez em quando, por ficar alojada neste cantinho pacifico, desejo-lhe boa estadia.

      • Maria Santos on 18 de Junho de 2014 at 22:26
      • Responder

      Nina,
      Muito obrigada! É de uma grande simpatia da sua parte!
      Não deixarei de aproveitar uma próxima oportunidade!
      E espero encontrar lá um ambiente acolhedor, de muita Paz e tranquilidade.
      Bom feriado!

    • Maria Cristina on 18 de Junho de 2014 at 21:41
    • Responder

    Vão-me desculpar, mas não percebo por que motivo se continua a dar opiniões atrás de “alcunhas”, nomes falsos e abreviaturas de nomes! Quem querem afinal esconder? O que escondem? Pedem aqui para que sejam dados nomes, localizações de Distritos, de Equipas de trabalho… Mas com que finalidade? Se houve aqui alguém que referiu inclusivamente saber que muita coisa chega adulterada à Direção Regional é porque tudo se sabe! Porque são coniventes com as atitudes de algumas coordenadoras de Estabelecimento em relação à forma como lidam os seus recursos humanos? Aliás, isso também aqui foi referido.
    Eu só estou à espera que saia a lista das reconduções! Se algumas coordenadoras ficarem mais 1 ano, podem acreditar que deixo aqui ficar publicamente nomes de algumas e relatos do que aqui têm feito. Não interpretem como ameaça, mas simplesmente como uma saturação do que se viveu, do que se ainda vive e sabe Deus o que nos pode esperar!

      • Maria Santos on 20 de Junho de 2014 at 6:18
      • Responder

      Nina e Maria Cristina,
      O sistema instituído no Projeto das Escolas de «Referência» de Timor Leste, ER, caracteriza-se por uma grande instabilidade, uma anormal rotação de docentes e por uma enorme instabilidade, precariedade absoluta do vínculo laboral!
      Senão, verifique-se qual a percentagem, desde o início do Projeto, de docentes que, discricionariamente, não têm o seu destacamento renovado?
      É enorme, o que demonstra o grande desequilíbrio das chefias. Quando, autocraticamente, impedem a renovação do destacamento de muitos profissionais, significa que o desequilíbrio é da chefia e não da equipa. A não renovação do destacamento é uma coisa muito séria! Tinha de ser exceção. Mesmo na Escola Portuguesa de Dili Ruy Cinatti, com todos os atropelos que se conhecem, que serve de modelo para as ER, é exceção a não renovação de um destacamento.
      Outro aspecto a ter em conta é o facto de a programação, a planificação do trabalho ser de um total descontrolo pois só isso justifica que tenham vindo para Timor, exercer funções docentes por apenas três meses, cerca de meia centena de docentes.
      O resultado é que vão regressar a Portugal, já no próximo mês de julho, cerca de meia centena de professoras e educadoras.
      E exceção deveria ser a possibilidade de regresso a Portugal. Que ao fim de três meses possam ir-se embora, é inadmissível! Nem em Portugal isso deveria poder ser! Quanto mais em Timor, quase nos antípodas! Em Timor, as equipas têm de se adaptar a realidades muito diferentes daquelas que constituem o seu dia a dia. A regra de permanência nas ER deveria ser de quatro anos e quer as chefias quer as professoras só poderiam encurtar a missão em caso comprovado de força maior em processo devidamente instruído e apreciado por uma instância diferente e superior. Tinha que se criar legislação própria para este Projeto concreto.
      A estabilidade do corpo docente resulta em benefício para desenvolvimento e sucesso do Projeto, para as crianças.
      E o que se tem passado e o que ainda se vai passar, é muito mau!

    • Maria Santos on 19 de Junho de 2014 at 12:19
    • Responder

    Maria Cristina,
    O Projeto das ER – Escolas de Referência – é uma espécie de “arquipélago”, de Mega Agrupamento de Escolas sem Lei. Aquilo a que chamas Direção Regional e as Coordenadoras de Estabelecimento não só têm dito inúmeras vezes como escrevem que o ECD – Estatuto da Carreira Docente, os direitos laborais e outras Leis regulamentadoras quer do trabalho quer do funcionamento dos serviços “ficaram em Portugal”! “Estamos em Timor e aqui as regras são outras”, são as que elas têm querido que vigorem à sua maneira e ao sabor das suas vontades.
    Quanto às reconduções, já aqui foi dito que a Lei, o ECD, fala num máximo de 4 anos seguidos em mobilidade. No entanto, uma coisa as chefias em Timor têm razão – a Lei portuguesa só vigora se lhes fizer jeito. Olhem com atenção para o que se passa na Escola Portuguesa Rui Cinatty – quantas e quantos colegas lá estão há uma década e mesmo há uma dúzia de anos seguidos? Perderam o lugar em Portugal? A Lei mudou? Portanto, todas as Coordenadoras vão ser reconduzidas (salvo se elas próprias não o quiserem) pois são, no terreno, uma espécie de “sátrapas” ou tropas de 1ª. linha da Antonieta e da Lúcia. Acha que elas vão prescindir das suas “sátrapas”?!

    • hoje e aqui on 20 de Junho de 2014 at 5:53
    • Responder

    Tudo o que a Maria Santos descreve é a mais pura das verdades.A Drª Janine( sabem quem é…não?) sabe de tudo o que se passa, nunca atuou nem atua porque não lhe interessa.Protegem-se todos uns aos outros.
    Muita coisa há por dizer!
    Abraço e coragem!

      • Maria Santos on 21 de Junho de 2014 at 5:38
      • Responder

      Se a Dra. Janine Costa é a máxima responsável do Projecto das Escolas de “Referência” em Portugal, no MEC, e não quer saber dos abusos continuados, de tudo o que aqui tem sido relatado, então, que todas as que se têm ido embora por via do despotismo das chefias devem pedir-lhe uma reunião em Lisboa e expor- lhe a realidade.
      Ela deve saber que o sistema implantado é “mafioso” e que urge mudar as condições que propiciem isso.
      Está bom de ver que o sistema implantado elimina as melhores, ou seja, o receio de fazer “sombra” faz com que as chefias eliminem às mais promissoras com receio de estas falharem para os seus privilegiados lugares.
      Dentro em breve as ER terão largas centenas de docentes ao seu serviço e urge serem tomadas medidas para partir a espinha à Máfia instalada.
      Desde logo, se as chefias segregarem relatórios falsos acerca do trabalho das educadoras e professoras, estes têm de ser do prévio conhecimento das docentes que terão direito a se pronunciarem acerca da malandrice que está a ser montadasuas eu respeito, tem de ser garantido o princípio do contraditório.
      E mais – as chefias, quer da Escola Rui Cinatty quer das Escolas quer das suas filhas, as ER, não devem poder, arbitrariamente, escolher o corpo docente, a dedo, a seu belprazer.
      Deve voltar-se, no mínimo, a fazerem-se “manifestações de interesse”, sérias, transparentes, com júris compostos por gente séria. Os concursos não podem ser uma farsa. E são uma má farsa! Não podem ser nem a geógrafa São, nem a sua mulher, a ginasta Lúcia nem a arqueóloga Antonieta, ao serviço das duas, a escolherem, com os seus preconceitos, quem vão dar o privilégio de trabalhar em Timor. O que se passou com o regresso de João Carvalho Roseiro e de uma outra amiga, já aqui relatado é demasiado grave e envergonha-nos a todas! Colocar no “olho da rua”, mandar de volta para Portugal quem fez bom trabalho a fim de dar lugar a amigos, a “afilhados”, a membros da Máfia, é inconcebível, inadmissível, intolerável, irrepetível! Cabe a Portugal pôr estes e estas “mafiosas” com “dono”! E se é a Dra Janine Costa quem está investida de autoridade para isso, faça favor de exercer essa mesma autoridade e trocar as voltas a quem se serve de serviços públicos, de meios da Administração Pública portuguesa como se de suas casas particulares fossem.

    • Ana (docente) on 20 de Junho de 2014 at 12:25
    • Responder

    Vergonhoso! Simplesmente… sem palavras!

    “a Lei portuguesa só vigora se lhes fizer jeito”; “Estamos em Timor e aqui as regras são outras”, são as que elas têm querido que vigorem à sua maneira e ao sabor das suas vontades”; “todas as Coordenadoras vão ser reconduzidas (salvo se elas próprias não o quiserem) pois são, no terreno, uma espécie de “sátrapas” ou tropas de 1ª. linha da Antonieta e da Lúcia”; “O Projeto das ER – Escolas de Referência – é uma espécie de “arquipélago”, de Mega Agrupamento de Escolas sem Lei.”; “O sistema instituído no Projeto das Escolas de «Referência» de Timor Leste, ER, caracteriza-se por uma grande instabilidade, uma anormal rotação de docentes e por uma enorme instabilidade, precariedade absoluta do vínculo laboral!”; “É enorme, o que demonstra o grande desequilíbrio das chefias. Quando, autocraticamente, impedem a renovação do destacamento de muitos profissionais, significa que o desequilíbrio é da chefia e não da equipa.”; “E o que se tem passado e o que ainda se vai passar, é muito mau! “A Drª Janine( sabem quem é…não?) sabe de tudo o que se passa, nunca atuou nem atua porque não lhe interessa.Protegem-se todos uns aos outros.
    Muita coisa há por dizer!
    Abraço e coragem! ”

    Mas estão a brincar connosco!? Tudo farinha do mesmo saco! Tenho vergonha!


    1. Puxa vida, maiss qui biolênsia! Ocê tem qui modérá djiscurrso né? O jentchi, quem concorda com a pussy dou-ta? Augúem vota em mim?

    • Maria Santos on 21 de Junho de 2014 at 10:39
    • Responder

    E outra coisa MUITO SÉRIA, Sra Dra janine Costa: também a Direção da Escola Portuguesa de Dili Rui Cinnaty e as Coordenações de Estabelecimento nas Escolas de Referência devem ser selecionadas por concurso transparente.
    Se, em Portugal, as Direções dos Agrupamentos são escolhidas por concurso, para aqui também devem ser.
    Não devem ser a pertença a “lobbys” nem a orientação sexual de cada uma, nem, muito menos, as simpatias pessoais a presidir a tão importantes escolhas.

    • Maria Santos on 22 de Junho de 2014 at 1:44
    • Responder

    Estamos a um mês exato de Timor Leste assumir e por dois anos a Presidência da CPLP.
    No que se refeere ao futuro dos Projetos destinados a sustentar a reintrodução da língua portuguesa, nada esteve tão instável como agora.

    Senão, vejamos:

    – cerca de meia centena de docentes em serviço nas Escolas de “Referência” abandonam o Projecto daqui a três semanas discutindo-se não vão ser substituídos ou se o forem, que o serão por jovens contratadas porque ficarão mais baratas ao Estado português!

    – consta que vão ser efetuados mais cortes nos Projectos de Formação de Professores – PFICP – a cargo das Universidades do Minho e de Aveiro.

    Verdades, boatos ou especulações, isto merece um debate sério e profundo entre nós. Estamos perante uma navegação errática, sem rumo, que muda de dia para dia!

      • grato on 22 de Junho de 2014 at 9:57
      • Responder

      Vou poder concorrer? Valerá a pena depois de tudo o que aqui leio?

        • Maria Santos on 22 de Junho de 2014 at 10:45
        • Responder

        Valer a pena, vale sim! Já dizia o Pessoa…”quando a Alma não é pequena”! Força!

        • Maria Santos on 23 de Junho de 2014 at 1:22
        • Responder

        Grato,

        Eu lembrei Fernando Pessoa mas, na verdade, para concorrer é preciso que alguém, em Lisboa, investido de toda a autoridade, mande abrir concurso para substituir as 47 que se vão embora, dê ordens para se agir com a seriedade própria das seleções concursais da administração publica portuguesa, em suma, mande pôr fim às malandrices, às trambicheirices que a DGAE tem deixado fazer nestes últimos anos! Com um júri sério. Onde esteja presente, por exemplo, o sindicalista Abel Macedo. E onde a subjetividade esteja reduzida ao mínimo! “Referência” tem de ser sinónimo de seriedade e não de uma má farsa!

    • Maria Santos on 26 de Junho de 2014 at 10:27
    • Responder

    Nina e Maria Cristina,
    O sistema instituído no Projeto das Escolas de «Referência» de Timor Leste, ER, caracteriza-se por uma grande instabilidade, uma anormal rotação de docentes e por uma enorme instabilidade, precariedade absoluta do vínculo laboral!
    Senão, verifique-se qual a percentagem, desde o início do Projeto, de docentes que, discricionariamente, não têm o seu destacamento renovado?
    É enorme, o que demonstra o grande desequilíbrio das chefias. Quando, autocraticamente, impedem a renovação do destacamento de muitos profissionais, significa que o desequilíbrio é da chefia e não da equipa. A não renovação do destacamento é uma coisa muito séria! Tinha de ser exceção. Mesmo na Escola Portuguesa de Dili Ruy Cinatti, com todos os atropelos que se conhecem, que serve de modelo para as ER, é exceção a não renovação de um destacamento.
    Outro aspecto a ter em conta é o facto de a programação, a planificação do trabalho ser de um total descontrolo pois só isso justifica que tenham vindo para Timor, exercer funções docentes por apenas três meses, cerca de meia centena de docentes.
    O resultado é que vão regressar a Portugal, já no próximo mês de julho, cerca de meia centena de professoras e educadoras.
    E exceção deveria ser a possibilidade de regresso a Portugal. Que ao fim de três meses possam ir-se embora, é inadmissível! Nem em Portugal isso deveria poder ser! Quanto mais em Timor, quase nos antípodas! Em Timor, as equipas têm de se adaptar a realidades muito diferentes daquelas que constituem o seu dia a dia. A regra de permanência nas ER deveria ser de quatro anos e quer as chefias quer as professoras só poderiam encurtar a missão em caso comprovado de força maior em processo devidamente instruído e apreciado por uma instância diferente e superior. Tinha que se criar legislação própria para este Projeto concreto.
    A estabilidade do corpo docente resulta em benefício para desenvolvimento e sucesso do Projeto, para as crianças.
    E o que se tem passado e o que ainda se vai passar, é muito mau!

    • Júlia on 27 de Junho de 2014 at 20:30
    • Responder

    Hoje faz 800 anos a língua portuguesa, com 244 milhões de falantes é a quarta língua mais falada por todo o mundo.
    Nos quatro cantos do mundo se fala a nossa língua, Europa, América, África e Ásia.
    Amo a nossa língua, não tratem mal o idioma português, esta é uma das nossas riquezas e cabe aos professores espalhados pelo mundo preserva-la.

    Parabéns!

    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10152264921692956&id=78849497955

      • Maria Santos on 28 de Junho de 2014 at 11:49
      • Responder

      Júlia,
      E aqui, em Timor Leste, as chefias dão “tratos de polé” na língua portuguesa colocando ex-estagiários nas Escolas de «Referência» que não comunicam em português com as suas crianças.

    • Maria Santos on 13 de Julho de 2014 at 5:16
    • Responder

    Mais de meia centena de colegas – educadoras e professoras – está, afanosamente, por aqui, a fazer as malas para abandonar as Escolas de «Referência» e definitivamente este Projeto em Timor Leste.
    Ninguém – em Lisboa ou em Dili – se interroga da razão deste verdadeiro e singular «êxodo»?
    As senhoras da coordenação geral sentem-se confortáveis com este seu «lindo serviço»?
    As altas entidades portuguesas que se preparam para visitar Timor e deslocar-se a Escolas vão continuar a «fazer vista grossa»? Vão continuar a fazer de conta que tudo vai bem neste Projeto?

    • grato on 13 de Julho de 2014 at 10:39
    • Responder

    Vão abrir concursos? Os contratados poderão concorrer?

      • Maria Santos on 13 de Julho de 2014 at 20:00
      • Responder

      Fala-se nisso mas, de concreto, publicado, escrito, ainda nada vi.
      No entanto, como a DGAE portuguesa deu às senhoras da coordenação geral o poder absoluto de escolherem quem quiserem, tudo pode acontecer.

    • Valeria on 14 de Julho de 2014 at 12:11
    • Responder

    E ainda dizem que a net em Timor é má. Fossem mas é trabalhar! Tenham é cuidado com a gripe das aves… É que isso afeta as galinhas.

      • Maria Santos on 15 de Julho de 2014 at 2:30
      • Responder

      Valeria,
      Escravatura, é trabalho? Só há deveres? Trabalho sem direitos, não é trabalho. É uma outra coisa qualquer, o que tu quiseres que seja, mas não é trabalho digno desse nome. Alguém quer oferecer um exemplar de um ECD anotado às senhoras do mando?

    • Toke on 15 de Julho de 2014 at 15:11
    • Responder

    Tokê, tokê, tokê, tokê, tokê, tokê, tokê….

      • Maria Santos on 18 de Julho de 2014 at 1:25
      • Responder

      Toke,
      Eu sei que isto valia um bom combate, uma boa surra que até chiava!
      Mas, face à partida, amanhã, de dezenas e dezenas de colegas, vitimas da insensatez e do desdém das senhoras do mando absoluto, devo deixar aqui o meu pesar e a minha solidariedade para com quem não teve outra alternativa senão partir!
      Quando o Presidente Cavaco ou o Primeiro Ministro Coelho visitarem uma destas Escolas ouvirão só aquilo que querem ouvir – o melhor dos mundos, o maior dos sucessos!

        • Toke on 23 de Julho de 2014 at 10:59
        • Responder

        Tokê, tokê, tokê …..


      1. Por favor, não trates mal o meu tokezinho! Ai credo, que biolência!

    • Toke on 20 de Julho de 2014 at 10:58
    • Responder

    Tokê, tokê, tokê, tokê……


    1. Olá Tokê. És uma lufada de ar fresco no meio de tanto gajedo! Aprecio o teu lado prático, o teu tokê masculino está a deixar-me louca! Ha’u nia fuan baku forte loos tamba ita canta di’ak. Ai, ai!

    • Maria dos Anjos on 21 de Julho de 2014 at 1:31
    • Responder

    Olá.
    Maria Santos,se todas/os fossem como a Maria,às tantas, as «coisas»mudariam,aí pelo nosso, tão querido,Timor-Leste.Eu estive aí,fiz um bom trabalho;gostei e respeitei os timorenses e eles gostaram e respeitar-.me,também.Pediram-me para voltar e eu quis voltar,mas não voltei,porque não tenho cunha;minto,não quis,nem quero, meter cunha.A UM é uma farsa e o Camões idem,Não sabia, é que a« corrupção,os arranjinhos e os compadrios» tinham minado,também as ERs.Pelo amor de Deus…Eu fui recrutada num concurso isento e transparente (DEGAE e ESE).Lamento que tenha sido o último…A ideia que eu tenho é que,agora, só enviam para aí «porcaria»;estou a falar das chefias,claro,e da« porcaria» que a «porcaria» desencadeia.Torna-se hediondo,para mim,a falta de respeito pelos timorenses e pela Língua portuguesa,
    Quando falo de PORCARIA,refiro-me à incompetência,à ignorância,e à falta de ética e de escrúpulos em ter como objetivo primeiro o lucro financeiro,e a vaidade pessoal.Essa «gentinha»preocupa-se com tudo,menos com o sucesso e a progressão do ensino da Língua Portuguesa em Timor-.Leste;pior do que isso,é que essa «escumalha» nem sequer respeita e gosta de Timor e do povo timorense.
    Não serão todos,mas…«Quem cala consente»,verdade?
    Estou consigo,Maria santos.Achei mesmo piada a quem lhe chamou «maluca»…É mesmo típico…Dá jeito, não dá,queridas?Ai que maluquinha que ela é«,a chamar os bois pelos nomes»…E nós que somos tão«xicas- espertas».(É assim que as ressabiadas/burras falam das pessoas inteligentes e corajosas).
    Quanto à Nina,só lhe peço uma coisa: não me responda,porque eu não tenho paciência para sonsices,certo?A Maria santos tem,mas eu não.

    • Nina on 22 de Julho de 2014 at 12:26
    • Responder

    Bom dia Maria dos Anjos,
    entendo a sua rejeição para com a realidade da dinâmica das equipas que por vezes não é positiva e do sistema hierarquicamente vincado entre direção e coordenação…
    A verdade, é que para um professor estar em Timor-Leste tem de ter uma determinada estrutura que alguns têm e outros não. Uns conseguem ter essa estrutura durante um determinado tempo e depois deixam de a ter, devido ao desgaste emocional e afetivo. Esta é a realidade!
    Provavelmente, tudo depende da força que move os professores a desempenharem funções do outro lado do mundo. Mas mesmo os que têm uma grande motivação e necessidade, na maior parte das vezes, passado algum tempo essa motivação muda, devido à constante mudança da dinâmica de acontecimentos que vão ocorrendo no quotidiano.
    A realidade de um professor em Timor depende muito do jogo político, do saber estar, do saber ser, do saber ocupar e adquirir um lugar positivo no seio das equipas, do nunca perder o seu centro, etc.
    Depois de saberem alcançar um lugar positivo no seio da comunidade portuguesa é que vem a conquista perante a comunidade timorense…
    Pode discordar do que o que acabei de referir, mas a realidade do dia a dia em Timor é esta.
    Para finalizar, só posso dizer à Maria dos Anjos que o que tenho escrito nos comentários tem como obetivo partilhar com vocês a experiência única de Timor, independentemente de estar um ano, dois, três, ou até mais tempo.
    O gratificante, é passado algum tempo, parar, relembrar, refletir o que passou e adquirir aprendizagens. Só assim podemos crescer como profissionais e como humanos.

    • Maria dos Anjos on 23 de Julho de 2014 at 0:03
    • Responder

    Boa noite,Nina.
    Eu até concordo com tudo o que diz.Eu já estive em Timor(Projeto de Consolidação da Língua Portuguesa) e conheço muito bem a realidade timorense e os timorenses,que respeitam,quando são respeitados; eu respeitei e fui respeitada,ponto!
    Mas o que acontece,aqui,é que não estamos a falar de timorenses,mas de portugueses,mais exatamente, da corrupção existente,desde,pelo menos, 2011.Antes disso havia problemas,mas,quer os elementos da direção/coordenação,quer os professores selecionados,passavam por um processo,que ,para além de isento e transparente,visava a competência/experiência profissional;para,assim,servir melhor os timorenses.Digamos, que em 2011 as coisas estavam,relativamente,bem; as «coisas« apenas necessitavam de ser corrigidas,adaptadas,remodeladas,em suma,melhoradas,como tudo…
    De repente…Entra a UM…Vão,então,« resgatar» uma senhora (que,ainda eu não tinha chegado a Timor e já ouvia falar das atrocidades ,por ela cometidas, em anos anteriores,tais como,incompetência,arrogância,falta de rigor,má- educação,etc,etc.)e pronto:começam toda uma série de desmandos que não lembram nem ao diabo,ou seja,inicia-se uma autêntica onda de CORRUPÇÃO vil,descarada.e detetável a olho nu…
    Em relação ao Camões,soube, mais tarde,in loco,que,pelos vistos,também estão a seguir o mesmo trilho…Agora ,também as ERs? Que medo…Afinal,onde é que isto vai parar?
    Quando eu escrevi que não tenho paciência para as suas «sonsices»,Nina,é porque o que diz é muito bonito,mas as pessoas estão revoltadas.,não porque estão cansadas,longe do país,blá,blá,…As colegas falam porque,de acordo com a conjuntura,não poderão ir muito mais além,do que DENUNCIAR,DENUNCIAR,DENUNCIAR.Quem sabe a nossa voz chegue aos ouvidos de alguém que possa e tenha a coragem de mudar as «coisas».
    Tudo o que eu aqui afirmo,Nina,é narrado na primeira pessoa.tudo coisas observadas por mim;
    porque,acredite,a mim ,também me custa muito a acreditar no que,eu própria e os meus colegas,claro,viram,sentiram e observaram…Eu tinha a Universidade do Minho,como o mais alto baluarte da ética.No resto não sei,mas em relação ao vice-reitor e seus capangas,Maromak…
    Se eu lhe contasse tudo o que sei,todas as falcatruas,incompetências,falhanços,gastos astronómicos e desnecessários de dinheiros(nossos,claro),não saíamos daqui.
    Então a Nina pergunta:«Porque não denuncia?»E eu respondo:«A quem/como?».Caso alguém saiba a resposta,agradecia,porque eu gostaria de fazer alguma coisa, contra todos esses «chicos-espertos»
    Em relação a essas« pimpinelas e afins»,Nina…Não acha que a única terapia(já vi que é da área das psicologias) aplicável,seria a Maria Santos aplicar-lhes(a essa merdosas) ,mas,mesmo,muito bem aplicadinho, uns boníssimos pares de estalos?A ordinarice tem limite,mas lá está: está de acordo, combina e condiz com o perfil.
    Maria Santos,força e não recue,nem se deixe impressionar por comentários ordinários de quem já sente,algum medo,dos ventos terríficos da mudança.Bem haja,pela sua coragagem.

    Saudações para Ha’u nian doben Timor-Leste.

      • Nina on 23 de Julho de 2014 at 13:26
      • Responder

      Boa tarde Maria dos Anjos,
      houve alguém (ainda hoje o lembro e respeito) que na minha opinião, fez muito pelo sistema educativo de Timor que disse, “estou cansado, muito cansado de todos estes jogos políticos!”.
      A Maria dos Anjos e todas as colegas, provavelmente têm razão em tudo o que dizem, não digo o contrário.
      Prestar serviço em Timor não é fácil, nunca foi fácil, nunca irá ser fácil…
      Em Portugal, nos nossos agrupamentos de escolas também acontecem os mesmos jogos de poder, as mesmas intrigas palacianas, a mesma corrupção e tantas outras coisas que todos nós sabemos! Tudo isso não é novidade para ninguém. Temos de saber lidar com isso e “ter um certo jogo de cintura”, para podermos viver bem.
      A verdade, é que quando se está na micro realidade de Timor, as coisas tomam outra proporção, e aí todas as “misérias”, surgem de uma forma devastadora e inesperada.
      Por isso, é que os docentes quando sentem que o quotidiano está a arrasar com os seus princípios, com a sua forma de sentir e viver o dia a dia na escola e em casa, devem voltar ao seu local de conforto, que é Portugal!
      Como já referi, para alguns é um ano, para outros são dois e para outros um pouco mais. Até porque quando partem, em principio, é sempre por um ano letivo, depois é que o destacamento pode ser renovado, se nenhuma das partes o cessar.
      Para cessar o destacamento como a Maria dos Anjos sabe, basta referir que não está interessada em continuar. Ou seja, não são necessários relatórios ocultos e obscuros, não são necessários documentos falsos e toda a panóplia corruptiva que possamos imaginar!
      Difícil, é lidar dia após dia com a corrupção (que é sempre muito elevada nos países de terceiro mundo) e através desta realidade negativa extrair uma positiva. O PER – CF é, sem dúvida, uma realidade positiva que está a tentar trilhar um caminho que tem de ser percorrido por todos os que estão a prestar serviço nele. Seria bom que todos o percorressem de forma positiva e chegassem a bom porto.

    • Maria dos Anjos on 23 de Julho de 2014 at 0:11
    • Responder

    …Onde se lê «coragagem»,deve ler-se,CORAGEM,claro.

      • Maria Santos on 23 de Julho de 2014 at 2:09
      • Responder

      Maria dos Anjos,
      Muito obrigada pelas simpáticas palavras e pelo encorajamento!
      Parabéns, também, à Maria dos Anjos pela coragem e pela frontalidade em tocar num ponto a que tenho estado atenta mas que, aqui, nunca veio à colação. Trata-se do verdadeiro escândalo do PFICP – UM – Projeto de Formação Integrada e Contínua de Professores em Timor Leste, a cargo da Universidade do Minho.
      Em 2011, com a crise financeira em Portugal, o então Secretário de Estado da Cooperação, Prof. Brites Pereira, “trespassou” o então Projeto de Consolidação da Língua Portuguesa ao Ministério da Educação da RDTL liderado pelo Prof. João Câncio Freitas. Este, contratou a Universidade do Minho para se encarregar da Formação dos docentes da educação pré-escolar e dos ensinos primário e pré-secundário e a Universidade de Aveiro que se encarregou do ensino secundário. Ambas as Universidades tiveram a seu cargo a realização de concursos para a seleção dos respetivos docentes.
      Só que, enquanto a Universidade de Aveiro, com uma equipa superiormente coordenada pela então Vice-Reitora Prof. Doutora Isabel Martins, meteu mãos a um processo de total transparência, com toda a seleção escrutinável e à vista, com listas graduadas provisórias e definitivas publicadas, tudo com a maior dos rigores e das dignidades, a Universidade do Minho, com uma equipa liderada pelo Vice-Reitor Prof. Doutor Rui Vieira de Castro fez tudo opaco, no maior secretismo, ao melhor estilo de Antonieta & Lúcia nas ERs. E aquilo que a Maria dos Anjos refere quanto à coordenação, no terreno, por parte da Universidade do Minho (UM), é o que toda a gente aqui comenta e é do conhecimento geral. Todas as colegas integradas no PFICP a cargo da UM referem-se à actuação da coordenadora, em Dili e da sua estrutura de protegidas e protegidos, exatamente nos termos que a Maria dos Anjos aqui nos relatou. O que é o Instituto Camões faz nessa matéria, não sei. Sei é que os antigos responsáveis portugueses do Projeto de Consolidação da Língua Portuguesa, antes a trabalharem na Embaixada de Portugal, os mesmos, esses mesmos, apareceram, de seguida, como altos responsáveis mas, desta vez, em representação do Ministério da Educação de Timor Leste e do seu Instituto de Formação INFORDEPE. Uma total promiscuidade, difícil de entender.
      Nina, isto que a Maria dos Anjos nos relatou e que eu, no essencial, confirmo, é a realidade. E toda a gente, também aqui, parece encolher os ombros e deixar andar.

        • Nina on 23 de Julho de 2014 at 13:41
        • Responder

        Boa tarde Maria dos Santos,
        como sabe ultrapassar obstáculos num país de terceiro mundo nunca foi fácil. Aliás, é muito difícil.
        Acredite, as pessoas não encolhem os ombros, não deixam as coisas andar e não andam de olhos fechados.
        Existem protocolos que têm de ser respeitados, existem politicas subjacentes que têm de ser cumpridas, etc. etc. Vamos analisar com calma o que ficou decidido na CPLP. Todos estamos dependentes das decisões negociadas. Esta sim, é a verdadeira realidade.

    • Toke on 23 de Julho de 2014 at 10:54
    • Responder

    Tokê, tokê, tokê, tokê, tokê, tokê….

    • Toke on 23 de Julho de 2014 at 10:56
    • Responder

    tokê…..

      • Maria Santos on 23 de Julho de 2014 at 11:29
      • Responder

      Toke,
      Em vez de gracejar com coisas sérias, contraponha com argumentos. Mas, argumentos sérios.
      Acaso as Escolas de «Referência» (ER) ou o PFICP da Universidade do Minho (UM) são negócios privados de alguém?
      Porventura, as ER ou a UM são como os Colégios das Caldinhas, do Sardão ou são a Universidade Lusíada ou a Lusófona? Esses sim, são negócios particulares, poderão fazer o que quiserem. Nesses projetos de ensino particular, poderão prevalecer as regras que os donos quiserem. Mesmo assim, os donos têm de respeitar o Código do Trabalho ou o Estatuto do ensino particular. Não é o “vale tudo”!
      Não pode ser o caso destes Projetos públicos, do Estado.
      Se alguém, em Lisboa, fizer uma queixa formal para IGEC, talvez deixe de dar vontade de gracejar com estes assuntos.
      A Antonieta, a Lúcia ou o Vice Reitor Rui Vieira de Castro têm a obrigação de respeitar as regras prescritas para a seleção de docentes para serviço na administração pública. E os seus agentes no terreno têm de se pautar, também, pelo bom senso e reger-se por regras que já estão definidas em códigos e estatutos. E para seu governo lhe direi, como se vê, que até o grupo GES parecia intocável, inexpugnável e está a ser o que se vê…
      É bom que se cumpram as regras na “coisa pública”…Tanto vai o cântaro à fonte…

    • Maria dos Anjos on 23 de Julho de 2014 at 13:39
    • Responder

    Faço minhas todas as suas palavras,Maria Santos, e noto que está muito bem informada sobre tudo…
    Esse Toke…Ou pertence à «gang» e está a usufruir do« sistema»,ou então, é daqueles cobardes e fúteis ,que se sente incomodado por quem o não é.
    «Pior do que a existência do Mal,é nós vermos o Mal e continuarmos calados»

    • Maria Simões on 23 de Julho de 2014 at 14:54
    • Responder

    O toké é muito engraçado mas tenha cuidado pode ser calcado e esmagado um dia!
    Minha gente não se calem, estou com quem não se deixa calcar espezinhar em Timor, há muito a fazer, denunciar, denunciar e denunciar! Não há que ter medo pois a verdade está do nosso lado!
    As vitórias só se fazer com lutas justas e frontais, a palavra ainda tem valor, a palavra é uma arma!
    O povo unido jamais será vencido!

    • Júlia on 24 de Julho de 2014 at 15:18
    • Responder

    “”É devida uma homenagem aos professores portugueses que estão aqui em Timor e, em particular aqui, na escola em Liquiçá. Nos momentos mais difíceis da vida de Timor-Leste, não saíram, ficaram aqui, reconhecendo a importância da ligação de Portugal e do português a Timor-Leste. Eles têm feito um trabalho extraordinário (…) a tantos quilómetros de Díli e a tantos quilómetros de Portugal”, declarou.”

    Será que o Sr. Presidente sabe que os professores foram mandados para Portugal de férias e só ficaram quem interessava?
    Será que o Sr. Presidente sabe que Liquiçá é o distrito mais próximo de Dili?
    Será que o Sr. Presidente sabe o que se passa com os professores portugueses?
    Será que o Sr. Presidente sabe que os complementos pagos aos professores estão sempre em atraso?
    Será que o Sr. Presidente sabe?

      • Nina on 25 de Julho de 2014 at 13:15
      • Responder

      Boa tarde Júlia,
      como sabe os professores que vieram de férias são os que durante meses estiveram a assegurar o bom desempenho das ER´s, até que os novos professores chegassem de Portugal e que após um merecido descanso vão ainda regressar a Timor.
      Os docentes que chegaram a Timor entre Abril e Maio e que estão para ficar, devem permanecer em Timor, como é óbvio.
      Os docentes que tiveram o destacamento cessado ou que cessaram o destacamento chegaram com os restantes no dia 20 de Julho a Portugal.
      Como já referi, trabalhar em Timor nunca foi fácil, não é fácil e nunca irá ser fácil. Mas quando os docentes manifestam interesse em exercerem funções no outro lado do mundo, devem saber que trabalhar num país de terceiro mundo, onde o sistema educativo ainda está a ser estruturado, é quase um permanente estar em funções. Ou seja, não é como em Portugal que existem cinco horas letivas e mais umas tantas não letivas e depois vão para casa para o seu merecido descanso.
      Prestar serviço em Timor-Leste, é bem mais do isso. Penso que a Júlia, neste momento, está a sentir o que acabei de comentar. Por isso, só posso desejar bom trabalho e que a experiência no fim das contas feitas, também venha a ser positiva.

    • Maria dos Anjos on 25 de Julho de 2014 at 0:17
    • Responder

    Nina,para mim foi muito fácil adaptar-me a Timor-Leste(2011),a todos os níveis e a todo o comprimento(E olhe que contraí Dengue e tudo…). Stres traumático sofri, e sofro até hoje,quando tive que voltar a ensinar «canalha»,mal- educada que insiste em não querer aprender.Foi facílimo para mim,exercer a minha profissão num ambiente,agradável,leve e estimulante,ensinando quem,verdadeiramente quer evoluir e gosta de aprender.Em relação às equipas,sem problemas;coordenação/direção/chefias,nada a apontar de mal,só de bem(sempre solícitos,disponíveis e compreensivos); seleção/concursos,isentos e transparentes(até para a distribuição dos docentes pelos respetivos distritos,o Filipe Silva(aquele que percebe,mesmo da poda)seguiu a graduação da lista nacional(«Branco é,galinha o põe.»).
    O problema…Foi em 2012,Nina,quando a UM entrou em ação…Aí «ficou tudo de pernas para ar»,infelizmente,pelas piores razões.
    Maria dos Santos,quem se passou, atempadamente,para outro lado,foi porque pressentiu o Tsunami, de mau agoiro,que se aproximava,Na minha opinião foi, simplesmente,legítimo;quem o não fez,e não pertencia à «corja»,foi para o olho da rua .
    Júlia,é claro que o Sr.Presidente não sabe,nem o Sr.Primeiro Ministro,nem os outro; pois eles só conhecem o que os« doutorados»,pressupostamente,competentes,honestos,responsáveis e sérios, lhes contam,Nós sabemos que não passam de «Estórias da Carochinha»,mas eles ,os governantes não sabem…
    Então,teremos de ser nós a «pôr a boca no trombone»,ou seja,via Comunicação Social..É a melhor forma de levar toda esta porcaria e insanidade até aos nossos governantes,bem como aos governantes de Timor-Leste,e,sobretudo,até ao povo português.
    Vão pensando nisso.
    ,

    • Nina on 25 de Julho de 2014 at 12:47
    • Responder

    Boa tarde Maria dos Anjos,
    li atentamente tudo o que escreveu e….
    se bem lembro na altura a UM abriu manifestação de interesse através das redes sociais!
    Na sua opinião essa estratégia abriu a porta para o favoritismo, para a não transparência, etc. Provavelmente, para a UM foi a via mais rápida e simplificada para colocarem pessoal docente em Timor.
    A formação continua dos professores tem de estar a cargo das Universidades. No entanto, sendo as ER´s também CF elas também poderão dar alguma formação, desde que os professores tenham horário para isso.
    Na minha opinião, deveria existir uma articulação séria entre formação das ER´s e Centros de Formação Continua…
    É um caminho que, sem dúvida, tem de ser percorrido com seriedade e só com muito empenho e dedicação é que se pode chegar a bom porto.

    • Maria dos Anjos on 25 de Julho de 2014 at 19:24
    • Responder

    Boa tarde ,Nina.
    Não foi por ser a via mais rápida…Simplificada,foi sim,pois concerteza,ah,ah. Não seja «naif»,Nina…Eu também era,pois licenciei-me na UM e esta era a menina dos meus olhos.Só que agora, andam por lá outras gentes(peço desculpa à boa gente que ainda por lá se mantém…). Até porque,« eles» não estavam com pressa nenhuma.Estava, e continuou a estar, uma desorganização total,uma balbúrdia,assim dizendo…Pelas contas,que eu e alguns colegas fizemos,só até ao mês de julho (2012), já se tinham gasto mais de 100.000 euros em ordenados a professores que haviam sido selecionados e contratados,meses antes,mas que continuavam em Portugal; e a maior parte chegavam a Dili,instalavam-nos em Vila Verde,não lhes dando qualquer ordem de trabalho,tal era a desorganização e a incompetência desses «senhores».
    Eu assisti,incrédula,a serem recrutados colegas:uns com zero tempo de serviço/experiência no ensino;outros,de cujo pouco tempo de serviço,apenas constava o serviço em Timor(mas estes,do mal,o menos…);enquanto eu e outros colegas,com larga experiência no ensino em Portugal,somando com experiência em Timor,fomos «despedidos».Digo mais, foram recrutados professores,que não tinham feito um bom trabalho em Timor,no ano imediatamente anterior.
    Eu fiquei muito triste,por não voltar,pois estava convencida que voltaria.A minha ideia era que o meu trabalho seria melhor desenvolvido no ano seguinte(estava cheia de ideias),devido à experiência obtida no ano anterior, mas ninguém quis saber disso…E a Nina sabe que se a experiência é importante para tudo,lá é elementar.Se houvesse uma boa organização ,com dirigentes que tivessem,apenas como interesse primeiro, a Dilatação e Consolidação da Língua Portuguesa em Timor-Leste,saberiam ,concerteza, que a CONTINUIDADE,seria e será, o melhor e único caminho a percorrer.Bastaria,estarem atentos a quem trabalha e quem não trabalha…E a percentagem de quem não trabalha,é mínima,graças a Deus.
    A continuidade dos bons professores e dos bons coordenadores,que gostam de trabalhar em Timor e que amam o povo timorense,seria meio caminho andado,quer para ensinar a sério e de vez os timorenses a falar Português,quer no dinheiro e tempo que se poupava ao estado português e timorense.
    Os meus professores(timorenses) queixavam-se que queriam aprender a Língua Portuguesa,mas que não tinham oportunidade,pois não viam,nem organização ,nem continuidade,nem vontade,quer do governo português,quer do governo timorense.Diziam-se completamente perdidos,uma vez que,supostamente, teriam de ensinar em Português,mas que não «vislumbravam»,como aprender,de uma vez por todas, e em concertação.
    Quando o PFICP começou,logo que eu tive disso conhecimento,pensei:«Como é que os portugueses vão ensinar pedagogias aos professores timorenses?Só existe uma única via, que será,justamente, ensinarem essas pedagogias em Tétum…PORQUE OS PROFESSORES TIMORENSES NÃO FALAM,PORTUGUÊS,ainda…»
    Não seria melhor,digo eu, elaborar um projeto sério e a longo prazo, a pensar no futuro,sem quebras, sem «moinices»;fazendo uma seleção séria ,com pessoas experientes,quer no ensino,quer em Timor, que demonstrem gostar mesmo daquilo e queiram lá continuar,quando o esforço , trabalho,empenho,dedicação e seriedade,por elas desenvolvidos,assim o mereça? Digo eu…Só eu?…É QUE É TÃO,MAS TÃO BÁSICO…«PARA SE CHEGAR A BOM PORTO».Aplicava-se este procedimento em todos os Projetos,inclusive,claro, nas ERs.
    O que as colegas, que estão a trabalhar nas ERs, relatam,é completamente SURREAL…Se eu não soubesse o que sei, e que também,infelizmente,já pude observar, não acreditaria…

    É difícil?Claro que é difícil, desmantelar a corrupção instalada; mas não é impossível…

    «Deus quer,o homem sonha, a obra nasce.»

    «Quem quer passar além do Bojador/ Tem de passar além da dor»


    1. Boa noite Maria dos Anjos,
      agora SIM… “soltou a rede para mar alto”.
      Gostei muito de ler o seu comentário.

    • Maria dos Anjos on 26 de Julho de 2014 at 19:38
    • Responder

    Obrigada ,Nina.É bom saber que encontro eco nas minhas palavras.Mas insisto, que o que eu disse é básico,óbvio, lógico e simples…Tenho a certeza que corresponde ao que todos,gente normal, séria e minimamente inteligente,pensam…
    Depois…Quando falamos a verdade,sem medo e de coração aberto,tudo flui…
    Em relação à evolução da Língua Portuguesa em Timor,os portugueses só têm «patinhado»…Ora andam para a frente,ora andam para trás e não saem do sítio…Tantos projetos,tantos investimentos…A Nina sabe para quê,não sabe?
    Concordo,completamente com a Formação Contínua de Professores,aliás,não poderá processar-se de outra forma. Os professores timorenses são os principais agentes,para que a Língua Portuguesa possa desenvolver-se,crescer,espalhar e consolidar.Todos sabemos que, quando os professores timorenses falarem e ensinarem em Português,falar-se-á Português em Timor-Leste; enquanto isso não acontecer,la bele,la diak…A construção de uma casa começa sempre pelo alicerce,nunca pelo telhado.
    Tal como eu opinei no meu relatório de fim de contrato com a Cooperação,eu disse, e continuo a dizer, que os professores timorenses deveriam ter aulas de Português,diariamente,instituídas no seu horário de trabalho.Teriam horas para ensinar e horas para aprender Português; com professores portugueses,claro.Eles próprios afirmam que querem aprender Português com professores portugueses(segundo eles,aprendem mais e melhor)…E não seria: agora umas oficinas; mais tarde um curso intensivo; quando calhar,outra oficina…Seria, sim,um processo de aprendizagem,LONGO E CONTÍNUO, por 1,2,3,4,5 e por aí adiante.
    A continuar assim,da forma como TUDO se tem processado,nem daqui por 100 anos se falará Português em Timor-Leste.
    Outra coisa necessária e elementar ,quanto a mim,será os professores portugueses falarem Tétum;por uma questão de ferramenta de trabalho,por uma questão de integração na comunidade timorense e, sobretudo,por uma questão de respeito por quem nos recebe tão bem na aconchego da sua terra.O Tétum é tão fácil…,Ao contrário do Português.

    Eu tinha «reparos» em relação a tudo o que se passou, e está a passar, no PFICP,mas,francamente,estava convencida que em relação àS ERs estava tudo a funcionar bem,a sério…Quando me deparei com este blog,«passei-me»…; d’aí as minhas primeiras intervenções serem um pouco agressivas.Sim,Nina,estou a pedir-lhe desculpas.

    «Quando alimentamos mais a nossa coragem do que os nossos medos…Passamos a derrubar muros e a construir pontes.»

      • Maria Simões on 26 de Julho de 2014 at 19:47
      • Responder

      Maria dos Anjos eu só estou à espera de ver a lista da mobilidade dos professores que vão permanecer em Timor e como se vai realizar o suposto concurso para as baixas de Julho e, se continuar tudo na mesma …. Ah vai haver problemas …

      • Nina on 27 de Julho de 2014 at 13:24
      • Responder

      Boa tarde Maria dos Anjos,
      em primeira instância temos de revelar coragem e bom senso. As pontes constroem-se através através de um dialogo positivo e coerente. Mais uma vez, gostei muito de ler o seu comentário, principalmente no que refere em relação ao desenvolvimento da Língua Portuguesa em Timor.

    • Maria Santos on 27 de Julho de 2014 at 0:41
    • Responder

    Maria Simões,
    A nomeação para a Coordenação Geral das Escolas de «Referência» de mais um membro do grupo de Conceição Godinho não augura nada de bom.
    Não tenhas ilusões – tudo vai continuar exatamente na mesma!
    Espera e verás…

    • Maria dos Anjos on 27 de Julho de 2014 at 1:00
    • Responder

    Maria Simões.
    Não vejo ,nem ouço falar em concurso nenhum.Se há baixas,já seria tempo de abrir concurso para as substituições…
    Tenho a dizer-lhe que com a UM no PFICP,aconteceu, que no início,ainda disfarçaram,abrindo uma espécie,repito,uma espécie, de concurso,mas depois,fecharam,completamente a porta a cadeado e aloquete,fazendo tudo o que,na realidade lhes deu /dá nas ganas,como se fosse uma instituição de índole particular,a gastar dinheiros particulares,que não os nossos dinheirinhos.
    Olhe que,parece-me, que essa gentinha sai toda da mesma forma.O Inst. Camões também já optou,mais ou menos, pela mesma via (listas para quê?).O«quero ,posso e mando»é o lema desse «polvo»..O Sócrates foi-se embora,mas ficaram os socristas (estou a falar da «seita»,não do partido,sem confusões…).
    Portanto,Maria Simões,vamos estar atentas,porque a hora é de vigia; vamos acender as luzes e fazer soar as trombetas.Não esquecer: COMUNICAÇÃO SOCIAL!!!É a única forma dos nossos governantes ouvirem,sem fazerem «orelhas moucas»,pois o povo,que agora vota,também ouve em simultâneo.
    Maria Santos….Diak ka lae? Ó mai ona ba Portugal,mos?

      • Maria Simões on 27 de Julho de 2014 at 1:07
      • Responder

      Manda-me um mail, Maria dos Anjos.
      Diak

      • Maria Santos on 27 de Julho de 2014 at 2:10
      • Responder

      Maria dos Anjos e
      Maria Simões,

      Apoiado! Comunicação Social para a frente!
      O caso do Seguro de Saúde só se “atamancou” com a visibilidade que foi dada ao assunto pela comunicação social!
      E quanto à substituição das colegas que estavam a acumular as duas turmas, dias inteiros, o assunto arrastou-se de Janeiro a Maio! Uma incúria total! Quem emitiu os bilhetes de passagens aéreas? Uma empresa de algum amigo da Antonieta? A verdade é que mudaram de agência de viagens e foi o desastre total! Cinco meses a aguardar a chegada das colegas e estas a ganhar e em casa em Portugal! Isto é de loucas!
      Quanto ao Projeto da UM – Universidade do Minho, ao PIFCP da Universidade do Minho, é como descreve. Uma opacidade total! Nem listas graduadas, nem critérios de seleção…nada…só o conhecimento, no terreno, de quem foi contemplado com trabalho em Timor.
      Se o Camões também já faz isso, a Escola Portuguesa de Dili “Rui Cinatty” virou um tal feudo que isso é regra, é prática corrente.
      A Nina devia preocupar-se também com isto. Seriedade e transparência na seleção e recrutamento devia ser a primeira preocupação.

        • Nina on 27 de Julho de 2014 at 13:30
        • Responder

        Boa tarde Maria Santos,
        como já referi na resposta que dei à Maria dos Anjos é importante construir pontos mas mais importante é estar preparada e sempre alerta.
        A CPLP já finalizou. Vamos ver o que vem aí.

    • Maria dos Anjos on 27 de Julho de 2014 at 1:20
    • Responder

    Boa noite,Maria Santos.Não tinha visto o seu comentário…
    Pois, claro…É como eu lhes digo :unir forças e denunciar tudinho…Eu tenho uma ideia e vou tentar pô-la em prática:Aguardem apenas uns dias,porque ainda tenho trabalho pendente(ainda não estou,completamente, de férias).

    • Maria dos Anjos on 27 de Julho de 2014 at 1:29
    • Responder

    Certo,Maria Simões.

    • Maria Santos on 27 de Julho de 2014 at 16:11
    • Responder

    Maria dos Anjos,
    Nina,
    Maria Simões e
    Júlia,

    Tudo bem. A Lúcia sai. Certamente, regressará à Escola Portuguesa de Dili “Rui Cinatty” onde está a sua companheira à testa do Projeto.
    Mas, relativamente à Ana Bessa, quem a escolheu para a coordenação geral das Escolas de Referência? A Antonieta? Se sim, não devia ser ela pois representa a parte timorense. O Governo português? Se sim, fez mal pois a Ana Bessa é mais do mesmo. Convinha ter ali, no mínimo, alguém que percebesse da “poda”, com experiência de trabalho nos distritos (não é o mesmo que estar em Dili, com relativo conforto…) e com experiência e formação científica e pedagógica para os ciclos e graus de ensino que estão actualmente a ser ministrados nas Escolas de Referência. Só pessoas do ensino secundário e que olham sobranceiras e desconhecedoras para o pré escolar e ensino básico é um erro crasso! Maior erro crasso é colocar serventuárias da São Godinho. Para isso, para quê autonomizar as ERs da EPD?! Para fazer de conta que são dois Projetos distintos?! De facto, são “jogos de poder”…

      • Nina on 27 de Julho de 2014 at 18:26
      • Responder

      Não creio que ela fique na área geográfica de Timor-Leste.
      Em relação à escolha feita. Foi o que foi…

    • Maria Simões on 27 de Julho de 2014 at 18:41
    • Responder

    Cá para mim a saída da Lúcia e a entrada de uma outra pessoa é só para justificar alguma suposta mudança devido às queixas que caíram no Ministério. Como não conheço a substituta nada posso dizer mas pelo que já foi dito aqui?
    Bom, colegas estejam atentas, se abrir concurso e se aparecerem meia dúzia de vagas só para constar e mais tarde pedirem mais professores para Timor para poderem escolher quem querem, ai vai haver problema!
    Somos professores caramba, e isto não uma uma brincadeira. Todos nós sabemos quantos professores saíram de Timor! Não nos deitem areia para os olhos! Haja bom senso e dignidade no processo.
    Eu estou à espera, mediante o que acontecer?
    Vou pedir explicações!

    • Maria Santos on 28 de Julho de 2014 at 1:09
    • Responder

    Maria Simões,
    Cá pelas minhas contas, só nas Escolas de Referência sairam cerca de 60 colegas! Seis dezenas…
    Na Escola “Rui Cinatty”, também saiu imensa gente! Até gente cuja saída me deixou de boca aberta!
    Se, novamente, vão recorrer à “cunha”, às “amigas de amigas”…já nada me surpreende!

      • Maria Simões on 28 de Julho de 2014 at 1:21
      • Responder

      Maria Santos na Rui Cinatty também?
      Muito me espanta na verdade, aquilo era do melhor segundo me diziam, mas diziam pouco até parecia que não podiam!
      Uma coisa eu soube é que passou para a Rui Cinatty uma colega do pré-escolar sem passar pela casa partida (como no monopólio) e sempre me disseram que não queriam professores da escola de referência pois não queriam ‘prejudicar ‘ o projeto!

    • Maria Santos on 28 de Julho de 2014 at 1:23
    • Responder

    Nina,
    Mas…quem escolheu a Ana Bessa? A Dra. Janine Costa? Com que critérios? A Antonieta? Com que direito? O ME timorense? Já escolhe o “adviser” português? O Zé Paulo, na DGAE? Isto, é assim, a dedo?

    • Maria Santos on 28 de Julho de 2014 at 5:00
    • Responder

    Nina,
    João Roseiro voltou a abandonar a EPD “Rui Cinnaty”; desta vez, foi só professor. Por um ano letivo.
    Bateu-se para ser Diretor. Levou no bornal a sua amiga do peito Conceição Godinho. Oito meses depois, estava a apresentar a demissão, pretextando motivos de saúde. A sua amiga do peito ascendeu, então, a Diretora, colocando as suas favoritas na hierarquia da Escola. Dois meses depois, João Roseiro aparece nomeado Coordenador Geral das ER – Escolas de Referência. Outros dois meses volvidos troca de posições com a sua “adviser” Antonieta. A “nossa” Antonieta. Três ou quatro meses depois, João Carvalho Roseiro abandona Timor e as ER invocando razões familiares. Um ano letivo depois, retorna como professor de História da EPD. Agora, como referi, volta a sair. O que é que, na VERDADE se passou? Só “jogos de poder”?! Tudo mesmo muito estranho!

      • Maria Simões on 28 de Julho de 2014 at 5:18
      • Responder

      Se calhar saiu-lhe o tiro pela culatra.
      O poder corrompe e ninguém gosta de passar de ‘cavalo para burro’.
      Os amigos deixam de o ser muitas das vezes quando se invertem as posições.
      O que eu já vi ao longo da minha vida confirma este meu entendimento.

      • Nina on 28 de Julho de 2014 at 16:14
      • Responder

      Maria Santos,
      no caso especifico do JR, não são jogos de poder. Ele realmente ama a terra do sol nascente e sente impulso por empreender coisas na terra onde gosta de viver. Quando não sente compatibilidade com alguma coisa sai.

        • Maria Santos on 28 de Julho de 2014 at 18:27
        • Responder

        É uma opinião. A sua. Respeito-a. Mas é a preto e branco. E isto tem muito de cinzento. JCR tem muito de proteção. Mãozinha por cima e por baixo. É um caso impar.

          • Nina on 28 de Julho de 2014 at 21:45

          Boa noite Maria dos Santos,
          posso constatar que é uma pessoa com uma visão muito clara da realidade que rodeia.
          Tem razão, existe muito cinzento mas a vida é mesmo assim. Temos de saber viver com isso e ele pelos vistos sabe.

        • Maria Santos on 28 de Julho de 2014 at 23:51
        • Responder

        Nina,
        Já alguém, aqui, lhe pediu desculpas.
        Tenho de reconhecer que a Nina tem, também, uma visão muito clara desta realidade que é Timor Leste e a envolvente portuguesa.
        E devo confessar, rendida, que a sua participação, neste e noutro fio, trouxe um outro interesse e uma outra qualidade, fez uma diferença qualitativa no debate sério que aqui se faz!
        Permaneça por aqui que já quase que se tornou na nossa moderadora informal.
        Sem demérito para ninguém, os meus parabéns!

    • Maria Santos on 28 de Julho de 2014 at 6:21
    • Responder

    Maria Simões,

    “De cavalo para burro”, andou o João Roseiro a partir da “troca” com a Antonieta.
    Mas, por explicar está a estranha demissão de Diretor da Escola Portuguesa de Dili “Rui Cinatty”, oito meses depois de tomar posse. Porque, doença, não pode ter sido…Senão, dois meses depois não estava de volta como Coordenador Geral das Escolas de Referência.

    • Toke on 28 de Julho de 2014 at 14:12
    • Responder

    Tokê, tokê, tokê, tokê….

      • Maria Santos on 28 de Julho de 2014 at 15:07
      • Responder

      «Toke,
      Em vez de gracejar com coisas sérias, contraponha com argumentos. Mas, argumentos sérios.
      Acaso as Escolas de «Referência» (ER) ou o PFICP da Universidade do Minho (UM) são negócios privados de alguém?
      Porventura, as ER ou a UM são como os Colégios das Caldinhas, do Sardão ou são a Universidade Lusíada ou a Lusófona? Esses sim, são negócios particulares, poderão fazer o que quiserem. Nesses projetos de ensino particular, poderão prevalecer as regras que os donos quiserem. Mesmo assim, os donos têm de respeitar o Código do Trabalho ou o Estatuto do ensino particular. Não é o “vale tudo”!
      Não pode ser o caso destes Projetos públicos, do Estado.
      Se alguém, em Lisboa, fizer uma queixa formal para IGEC, talvez deixe de dar vontade de gracejar com estes assuntos.
      A Antonieta, a Lúcia ou o Vice Reitor Rui Vieira de Castro têm a obrigação de respeitar as regras prescritas para a seleção de docentes para serviço na administração pública. E os seus agentes no terreno têm de se pautar, também, pelo bom senso e reger-se por regras que já estão definidas em códigos e estatutos. E para seu governo lhe direi, como se vê, que até o grupo GES parecia intocável, inexpugnável e está a ser o que se vê…
      É bom que se cumpram as regras na “coisa pública”…Tanto vai o cântaro à fonte…»

    • Maria dos Anjos on 29 de Julho de 2014 at 1:54
    • Responder

    Maria Santos,mais uma vez,subscrevo tudo o que escreveu,quer em relação ao Toke,quer em relação à Nina.Vamos seguir os seus conselhos e aguardar…A Nina parece estar mais à frente que nós e vê-se que,também,«percebe da poda»…Além do mais, transmite-nos equilíbrio,serenidade.e muita sabedoria.
    Sem demérito para ninguém,claro.
    Parabéns e obrigada,Nina.

      • Nina on 29 de Julho de 2014 at 14:01
      • Responder

      Boa tarde a todas e obrigada.
      Agora é esperar e estar alerta para saber lidar com o que vem aí.

    • Esperar on 29 de Julho de 2014 at 14:52
    • Responder

    Sim, agora é só esperar, como diz a Nina. Vamos aguardar… Irá acontecer tanta mudança como se diz? Uma coisa é certa, cada um faz a leitura que lhe interessa das situações e desta forma todos têm razão. Que solução dão para se fazer uma boa aquisição de docentes para TL? Será a entrevista suficiente? Que fazer com quem de facto n trabalha, pq existem essas pessoas, tal como existem as q trabalham muito. N estou a defender ninguém ou a culpabilizar seja quem for, mas deixo aqui o desafio, Que solução encontram para que, para TL venham trabalhar professores(as)MESMO sem transtornos mentais e com vontade de mostrar serviço sem querer receber louros. Nina, vejo em si uma pessoa sensata, por isso sabe que de certa forma eu tenho razão. Que solução encontra para que estes problemas desapareçam?

      • Maria Simões on 29 de Julho de 2014 at 15:31
      • Responder

      Uma coisa eu tenho a certeza, se todos os professores usufruíssem do mesmo complemento em cada escola, coordenador e demais professores os problemas terminavam. O trabalho seria de todos delegando nos elementos do grupo determinadas tarefas e respomsabilizando cada um pelo seu trabalho. A coordenadora seria isso mesmo, coordenadora!
      Todos construíam e desenvolviam o trabalho para o grupo pelo grupo e com o grupo. Isto é coordenar, acabaria a ânsia do poder, o quer brilhar em detrimento dos outros ficando com os louros.
      Lembram-se quando em Portugal os coordenadores eram remunerados?
      Assim até os professores se sentiriam muito mais motivados e interessados no trabalho da escola.
      O que eu vi é quem tem ‘ideias’ e pode ter ideias é o coordenador, quando alguém quer ‘pensar’ é marginalizado, aconteceu comigo!
      Ah e já agora, começar com a coordenação geral em Dili, complementos mais baixos e mais pessoal em Dili destibuindo tarefas para as coisas correrem melhor e atempadamente, aqui não há super homens/mulheres. Só,os todos humanos, bem quase todos….pelo que eu vi alguns são mais do que outros!

      • Nina on 29 de Julho de 2014 at 18:27
      • Responder

      Boa tarde esperar,
      Tem muitíssima razão!..
      A questão da seleção dos docentes que vão para Timor, ou qualquer outro país do terceiro mundo é uma dimensão muito séria e deve ser analisada com muito cuidado, porque o sucesso de uma ou mais equipas depende dos seus elementos.
      Por analogia, dou como referencia uma orquestra; um maestro pode ser excelente mas se os músicos forem desequilibrados, tiverem graves transtornos mentais, emocionais e afetivos, o resultado é o insucesso.
      Como sabe, em Timor a questão das equipas sempre foi um problema, pelas razões que referi em comentários anteriores. Esta questão devia ser muito bem pensada. Todos sabemos que já foram enviados muito bons docentes para Portugal, que adorariam continuar a prestar serviço em Timor, e regressaram a Portugal só porque dois ou três elementos das equipas convenceram a direção que era positivo terem essa tomada de decisão…
      Enfim, estas coisas acontecem…mas quando acontecem nunca abonam a favor de um projeto… porque a consequência é a evolução de uma espiral negativa. Ou seja, os “maus da fita” permanecem e alguns muito bons que provavelmente seriam o ponto de equilíbrio de algumas equipas, são enviados para Portugal, só porque os primeiros teceram intrigas palacianas contra os segundos…
      A mensagem que fica é que vale a pena ser mau, intriguista, difamador, vingativo, caluniador, etc.
      O que inicialmente parecia ser um indicador, passa a ser uma dimensão altamente negativa, porque mais cedo ou mais tarde vira-se contra a coordenação e mesmo a direção.
      A dado conclusivo e com o ponto da situação atual, a seleção dos docentes deveria ser realizada no MEC em Lisboa, com analise curricular criteriosa e entrevista, onde estivessem presentes, uma psicóloga, uma pessoa responsável pelas questões de Timor, uma pessoa responsável pelos serviços internacionais da educação e outra ligada à cooperação. Deverá concordar comigo que prestar serviço em Timor não basta ser docente, mas acima de tudo é prestar contributo nas relações bilaterais entre Timor-Leste e Portugal.

    • Maria dos Anjos on 29 de Julho de 2014 at 19:52
    • Responder

    Muito bem,Nina,como sempre,aliás…
    E psicotécnicos? Eu já fiz psicotécnicos,aquando da minha candidatura para o Projeto Saber Mais(Angola-2008/9),levado a cabo pela UA,Saiu uma lista de acordo com a análise curricular;depois fomos convocados para psicotécnicos(não houve entrevista).A seguir,saiu uma nova lista de acordo com os resultados análise curricular/psicotécnicos e eu subi 38 lugares nessa nova lista Então, disseram-me que eu seguiria para Angola daí a uns 2 meses…Mas até hoje…Este foi/é outro projeto que caiu no mesmo saco…O assunto evaporou-se e tornou-se obscuro…Apesar de eu achar muito estranho,porque o Doutor responsável,um tal «Sanderman» (não tenho bem a certeza se é assim o nome)pareceu-me alguém muito sério e isento,aliás, como todo o processo.
    Mas,Nina ,se delegarem a seleção de professores às chefias/pessoas da direção sérias e competentes,que até já conhecem a maior parte dos candidatos e a forma como estes atuam,será uma mais-valia e ,também,meio caminho andado.
    Em relação às intrigas…Isso é mesmo um terreno muito escorregadio e,verdadeiramente, difícil de se lidar,sobretudo,quando advém da inveja,dos complexos, e da dificuldade que alguns seres humanos têm, em aceitar o «sucesso» dos outros;quando deveriam compreender que o sucesso,numa equipa,deverá ser sempre coletivo.O problema reside no facto, das pessoas (complexadas) quererem sobressair a todo o custo.Na verdade essas pessoas inspiram-me «pena»,mas que prejudicam e bloqueiam a vida dos outros e, neste caso ,um projeto,lá isso…

      • Nina on 29 de Julho de 2014 at 21:25
      • Responder

      Boa tarde Maria dos anjos,
      é claro que a análise curricular é fundamental para aferir múltiplas variáveis, porque uma pessoa que tenha distúrbios psicológicos muito dificilmente consegue levar a bom porto o seu curriculum vitae. Geralmente, são pessoas que culpam os outros ou mesmo o sistema educativo pelos seus insucessos. O que vão conseguindo ao longo da sua carreira, é sempre através de intrigas palacianas, mentiras, difamações, etc.
      Se estivéssemos num mundo onde todos os seres humanos tivessem princípios éticos sérios e positivos, eu concordaria quando afirmou, “…se delegarem a seleção de professores às chefias/pessoas da direção sérias e competentes,que até já conhecem a maior parte dos candidatos e a forma como estes atuam,será uma mais-valia e ,também,meio caminho andado”.
      O problema é que as chefias, muitas vezes, têm uma opinião enviesada e deturpada sobre docentes que na verdade são muito bons e que poderiam dar um otimo contributo.
      Sinceramente, penso que o MEC deve criar um território neutro e analítico no que se refere à categoria “experiência e formação profissional ao longo da vida” que espelhe o carater dos docentes que manifestem interesse em prestar serviço no âmbito dos projetos que estão a decorrer nos PLP.

        • Maria Santos on 31 de Julho de 2014 at 2:50
        • Responder

        Estou inteiramente de acordo com a ideia que a Nina aqui partilhou de se proceder a uma seleção séria e criteriosa por parte da estrutura central do MEC, em Lisboa. E com um juri multi representativo. Mas, não pode conter pessoas como a Antonieta, o Roseiro, a Ana Bessa ou a São. Iriam inquinar o ambiente com intrigas acerca das candidatas, sobretudo procurando eliminar aquelas que poderiam fazer “sombra” ao seu “lobby” e interesses que protege. Ana Bessa chegou agora a este topo mas tem beneficiado no decurso de mais de uma década, da proteção do “sistema” instalado. Integra o grupo. Chega de “dedazo”. É precisa uma lufada de ar fresco, de que a Nina tão bem nos falou.

          • Nina on 31 de Julho de 2014 at 14:52

          Boa tarde,
          Maria Santos…,o mundo em que vivemos já é tão caótico, a tantos níveis!…
          Não seria bom tentarmos extrair positividade, onde existe exatamente o oposto? E eu digo tentar, porque ao tentar já estamos a executar uma serie de ações que levam à positividade.
          Num contexto de cooperação, onde os docentes prestam serviço no outro lado do mundo, longe dos “seus”, em contextos difíceis, o que realmente interessa é bom senso, positividade, competência e Paz, muita Paz!
          Vou fazer novamente uma analogia:
          – Se a Maria dos Santos fosse a treinadora principal de uma equipa internacional de futebol, gostaria de ter uma palavra sobre os jogadores que iriam ingressar na sua equipa, ou não?
          Quem decide são sempre as entidades superiores, que fazem as negociações com os passes dos jogadores…mas os treinadores dão uma palavra, ou pelo menos são informados das decisões superiores.
          O futebol não é a minha área, e na verdade não percebo nada deste universo, mas penso que quando existem movimentações de jogadores, o processo é mais o menos como eu referi…
          Pelos seus comentários, pude aferir que a Maria dos Santos é uma pessoa esclarecida, atenta à realidade que a rodeia, com um bom sentido de equidade e acima de tudo defende os PLP.
          Repare, todos os colegas que estão à frente dos projetos dos PLP, ou mesmo na coordenação de estabelecimentos, não têm uma vida fácil! Aliás, existem grandes dificuldades que são comuns a todos.
          São altamente visados por todos (acredite que não é nada fácil…), sentem dificuldade em confiarem nas pessoas que os rodeiam, quando precisam de solicitar opiniões sigilosas nem sempre o podem fazer, têm sempre de saber muito bem descortinar as informações que chegam a eles, porque neste campo, uma má decisão pode levar a uma espiral tsunamica.
          Enfim, é necessário uma postura de quase perfeição, quando na verdade são humanos e falham…Quem é que não falha?
          E quando as coisas não correm bem, perante as entidade superiores, os visados são eles. Pode crer que são sempre eles.
          Muitas vezes, carreiras construídas ao longo de décadas, são destruídas no âmbito destes projetos.

        • Maria Santos on 31 de Julho de 2014 at 19:11
        • Responder

        Nina,
        Mesmo que não concorde, pontualmente, com alguma das ideias que aqui partilha, reitero que me manifesto rendida! É um prazer lê-la! De uma assertividade e bom senso que, por vezes, me deixa mesmo deliciada! E com um nível que tem faltado nestes Projetos e na lógica com que os mesmos são conduzidos! Em boa hora se nos juntou!

          • Nina on 1 de Agosto de 2014 at 18:11

          Boa tarde,
          mais uma vez obrigada e boas férias a todas.

    • Maria dos Anjos on 29 de Julho de 2014 at 22:13
    • Responder

    Pois…Eu também sou dessa opinião…Não compreendo, é porque esse procedimento tão lógico,não se pratica; e ainda percebo muito menos,porque não está atento, a essa situação,o MEC.

    • hoje e aqui on 31 de Julho de 2014 at 16:45
    • Responder

    Maria Santos…
    tenho tanto que contar!
    Tem toda a razão!Tudo o que diz é , a mais pura, das verdades!
    Estou de férias,depois entraremos em contacto!Tenho umas atas “fabulosas” que demonstram bem a canalhice dos coordenadores dos polos!A coordenação faz o que faz porque encontra nos coordenadores dos polos gente mal formada, ignorante, vaidosa e invejosa.Ai de alguém que tenha mais habilitações ou demonstre saber pensar .Está aniquilado!
    Abraço

    • Maria Santos on 2 de Agosto de 2014 at 2:03
    • Responder

    Hoje e aqui, Maria dos Anjos, Nina, Júlia, Maria Simões, Ana (docente) e todas as colegas de bem que aqui “postam”,
    Recorrentemente, aparece um “Tokê” e uma alegada “Lolita Pussy dou-ta” que procuram “AVACALHAR” os debates sérios que aqui se fazem.
    Eu recuso-me a entrar na estratégia do indivíduo que se esconde atrás do segundo dos referidos “nick name”. Revela um profundo desrespeito pelo trabalho e pela dignidade das mulheres professoras em Timor Leste. Só homem muito feio e mal formado é que pode vir bolsar tais dislates!
    Vou ignorar qualquer sua futura intervenção.

    • Maria dos Anjos on 2 de Agosto de 2014 at 15:43
    • Responder

    Claro,Maria Santos,ignoremos…

    • Júlia on 3 de Agosto de 2014 at 17:46
    • Responder

    Timor-Leste Xanana Gusmão permanece no governo até 2017
    O Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT, no poder) aprovou hoje uma resolução que estabelece um período de transição para a saída do primeiro-ministro do país, Xanana Gusmão, e uma remodelação no atual governo.
    MUNDO Lusa
    15:50 – 03 de Agosto de 2014 | Por Lusa

    “O partido recomendou que o primeiro-ministro chegue até ao final do mandato (2017) para preparar a nova geração e é preciso também remodelar o governo para responder às exigências”, disse à agência Lusa no final do encontro o secretário-geral do partido, Dionísio Babo.

    Segundo Dionísio Babo, a decisão sobre o tempo determinado para a transição política para a nova geração será, contudo, decidida pelo primeiro-ministro, que hoje afirmou, numa intervenção enquanto presidente do partido, ter decidido pela remodelação e não pela resignação.

    Sobre a remodelação governamental, Dionísio Babo disse que foram feitas recomendações para a diminuição do tamanho do atual governo, que tem 55 membros, mas “cabe ao primeiro-ministro decidir”.

    Questionado sobre se a remodelação é para ser feita de imediato, o também ministro da Justiça afirmou que sim, porque é “preciso responder às exigências dos eleitores e da população em geral”.

    “Este governo é muito ‘gordo’ e não é muito eficaz por causa da burocracia e não está a responder efetivamente em termos de prestação de serviço ao povo”, disse, acrescentando que alguns membros do governo têm “má imagem”.

    Desde final de 2012, Xanana Gusmão tem reafirmado a sua intenção de abandonar o cargo de primeiro-ministro.

    Em julho, em entrevista à agência Lusa, o primeiro-ministro de Timor-Leste disse que vai sair do Governo para contribuir melhor para a construção do Estado, mas evitou avançar uma data precisa para a sua demissão.

    Em 2012, Xanana Gusmão formou um governo de coligação com o Partido Democrático, liderado por Fernando La Sama de Araújo, atual vice-primeiro-ministro, e a Frente Mudança, chefiado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, José Luís Guterres.

    Xanana Gusmão, de 68 anos, foi um dos líderes da luta contra a ocupação indonésia de Timor-Leste, entre 1975 e 1999, que culminou com a realização de um referendo a 30 de agosto de 1999, que determinou a independência do território.

    • Maria Santos on 15 de Agosto de 2014 at 11:25
    • Responder

    Sonhadora e
    todas as sonhadoras,
    A Ana Bessa foi escolhida e nomeada politicamente para o lugar. Tal como Conceição Godinho, Sara, João Roseiro, etc.
    No entanto, para Diretor de agrupamento em Portugal é aberto um concurso. Que o concurso, depois, é aquilo que sabemos, isso é. Mas, sempre é mais sério do que o sistema de “dedazo” que impera para Timor.
    Largas dezenas de docentes, sucessivamente destacados na Escola Portuguesa “Rui Cinnati” são-no por convite, por “dedazo”, sem submissão a qualquer concurso! Lá abrem uma “manifestação de interesse” quando a lista de amigas e de amigas de amigas se esgota…
    Outra coisa muito séria: para Portugal, a entrevista, a existir, é meramente confirmativa dos elementos objetivos do candidato levados a concurso. Porque é que a Antonieta, a Lúcia e agora, a Ana Bessa, reclamam para Timor uma entrevista eliminatória? Porque a mentora delas, a Conceição Godinho assim o quer? Acaso a Lúcia, a Conceição Godinho ou a Ana Bessa se sujeitaram, nalgum concurso de docentes em Portugal, a uma entrevista eliminatória?! Claro que não! Têm os “tachos” delas sem qualquer concurso e no concurso a que submetem os outros exigem que a “entrevista” seja eliminatória a fim de vetarem quem lhes não for simpática?! Para Timor, onde as condições de trabalho são as que conhecemos, não servem e servem para Portugal? Isto está em roda livre? Ninguém diz nada que isto, não pode ser?!


  1. […] a leitura de alguns posts sobre Timor Leste e que podem ser vistos aqui ou aqui. Qualquer um desses posts já tem mais de 200 comentários e retrata um pouco o que é […]


  2. […] as coisas relatadas por aqui e por aqui ainda devem […]

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