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Afinal…

Afinal, só com mestrado em ensino é que se pode ingressar na carreira de professor, esclarece ministro

 

Despacho atualizado vai estabelecer critérios para licenciados pós-Bolonha poderem dar aulas com habilitação própria, sem habilitação profissional, se forem contratados diretamente pelas escolas.

Afinal, só mesmo quem tem um mestrado em ensino nas várias áreas do saber vai poder ingressar na carreira de professor, esclareceu o ministro da Educação na Rádio Observador. O despacho só vai ser atualizado para estabelecer os critérios com os quais um licenciado pós-Bolonha possa dar aulas em regime de “habilitação pessoal” com contratação direta pela escola, fora do concurso nacional.

“A habilitação de acesso à profissão, ou seja, para um professor poder ingressar na carreira docente, é e vai continuar a ser o mestrado”, assegurou João Costa.

Só que, nos casos em que os professores são contratados, por exemplo, para substituições em escolas, só havia regulamentação para os licenciados pré-Bolonha. Por isso, “vamos fazer uma atualização do despacho de habilitações para a docência para poderem ser contratados também licenciados pós-Bolonha“, esclareceu o governante.

João Costa afirmou que há “um alarido desnecessário” em torno do tema dos requisitos mínimos para dar aulas, tudo “por causa de um título mal escrito”, considerou o governante. Neste momento, os detentores de licenciatura pré-Bolonha podiam dar aulas sem ter mestrado em ensino, com “habilitação própria”, se fossem contratados diretamente pelas escolas, sem passar pelo concurso nacional.
Essa exceção era exclusiva para quem tivesse tirado a licenciatura antes da reforma de Bolonha. Com este despacho, estabelecem-se os critérios para alguém com uma licenciatura pós-Bolonha poder também dar aulas excecionalmente com habilitação própria, sem a habilitação profissional.

Se o lugar continuar por preencher após terem sido esgotados todos os concursos nacionais, as escolas podem contratar diretamente um professor. E é nesta fase que podem chamar professores que têm habilitação própria, mas que não tinham habilitações suficientes para entrar nos concursos por não terem mestrado em ensino.

Desta maneira, procura-se colmatar a falta de professores nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve; e na área da Informática, que é a mais preocupante, segundo o ministro João Costa. Sobre o regime de recrutamento e colocação de professores, segundo o governante, vai haver negociação com os sindicatos a partir do próximo mês para rever as regras.

“Um dos principais problemas da carreira docente é a instabilidade com a colocação”, admitiu o governante: “Queremos acabar com esta eterna rotatividade dos professores que neste momento já não agrada ninguém”. Já há um calendário definido com os sindicatos — o ministério tem já três encontros agendados ao longo do primeiro período letivo para iniciar as conversações sobre o tema. João Costa espera ter um novo modelo construído até ao fim do ano.

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5.822 Docentes Retirados na Mobilidade Interna

Das listas da Mobilidade Interna foram retirados 5.822 docentes.

A grande maioria dos docentes foram retirados porque obtiveram colocação na Mobilidade por Doença (3.348). No entanto foram colocados 4.268 docentes em Mobilidade por Doença.
Fica o quadro geral dos docentes retirados na Mobilidade Interna  com os respetivos motivos.

 

 

 

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Caos – Santana Castilho

 

No último debate sobre o estado da nação, António Costa incomodou-se com o uso da palavra caos, para qualificar o que se passa nos hospitais públicos e no SNS. Caos significa desordem, balbúrdia, confusão.
1. Há um alarmante aumento do número de mortes, sem que os serviços esclareçam porquê. Cresce o fecho de urgências por falta de médicos e enfermeiros. Alguns hospitais começaram a pôr internos do 6.º ano a trabalhar como especialistas. As chefias demitem-se. Aumenta o número dos inscritos no SNS sem médico de família. As grávidas não sabem se no momento de dar à luz têm obstetra e sala de partos disponíveis, a distâncias razoáveis. Que é isto senão um caos?
2. Se a justificação inicialmente dada para introduzir alterações no regime de mobilidade por doença dos professores foi a confessada incapacidade prática, por parte do Ministério da Educação, para verificar eventuais irregularidades, com que lógica vem agora o mesmo ministério anunciar que vai promover, afinal, 7.500 juntas médicas? Fora esse o motivo e ficaria, então, provada a inutilidade da iniciativa. O que João Costa quis (e conseguiu) foi retirar a professores com doenças graves um direito constitucionalmente protegido e lançar a desconfiança sobre eles. Confirmou-o, implicitamente, o vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos, quando disse tratar-se de uma tarefa impossível, que apenas procura pôr em causa a honorabilidade dos docentes (e dos próprios médicos, acrescento eu). A iniciativa vai gerar um caos.
3. A palavra de João Costa continua a ser a palavra da propaganda e da adulteração da realidade. Em conferência de imprensa anunciou que 97,7% dos 13.101 horários pedidos pelas escolas já têm professores atribuídos (12.791) e que, por isso, o próximo ano começará quase sem alunos sem professores. Infelizmente é falsa a afirmação. Com efeito, uma coisa são os horários pedidos em Julho (a que João Costa se referiu), outra são os horários necessários. Vejamos porquê: havia pedidos para abertura de novas turmas, posteriormente autorizados, que não foram considerados; por imposição do próprio ministério, não foram contabilizados os docentes que se aposentariam depois da data do pedido de horários ou que se aposentarão já em Setembro; mesmo que as escolas tivessem disso boa nota, não foram considerados livres horários que, por razões diversas, deviam ter sido; foram atribuídas turmas a milhares de professores (cerca de três mil, pelo menos) que não poderão dar aulas e que, tão pronto quanto o ano se inicie, recorrerão a baixas médicas, que originarão milhares de alunos sem professores; em resumo, a noção exacta de quantos professores necessitam as escolas estava longe de ser conhecida quando João Costa falou. No início do ano voltará o caos da falta de professores.
4. Segundo João Costa, as habilitações científicas e pedagógicas necessárias para ensinar vão ser alteradas, para permitir aumentar o número de candidatos à docência. Em vez das normas vigentes, “olha-se para o percurso formativo dos candidatos”, esclareceu, eloquentemente. Olha-se? Teremos então “olheiros” para acrescentarem à filosofia Ubuntu e ao projecto MAIA uma nova concepção, que substituirá professores por entregadores de conteúdos. De tombo em tombo, nivelando por baixo, comprometendo o futuro e gerando o caos.
5. Pergunte-se aos médicos e aos professores o que seria preciso para se manterem no SNS e no ensino público. Pergunte-se aos que saíram o que seria necessário para que aceitassem regressar. A resposta seria a mesma: salário e condições de trabalho dignas. É isto que este Governo não entende. Marta Temido e João Costa, promovendo o caos, têm feito tudo para desvincular os respectivos ministérios da ligação com os seus profissionais e são hoje dois exemplos de como as maiorias absolutas geram ministros absolutistas e incapazes.
6. As funções que Medina, escandalosamente, atribuiu ao seu ex-patrão, Sérgio Figueiredo, são exactamente as que António Costa conferiu à entidade que criou em Março de 2021, o denominado Centro de Competências de Planeamento, de Políticas e de Prospectiva da Administração Pública (PlanAPP). Andou mal António Costa ao não se querer atravessar no despudor de Medina. Ele que há pouco corrigiu com violência Pedro Nuno Santos, deixou agora um sinal, caótico, de que desistiu da coordenação política do Governo.

In “Público” de 17.8.22

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Vamos voltar ao tempo da habilitação suficiente e dos regentes escolares… Luís S. Braga

 

Vamos voltar ao tempo da habilitação suficiente (que sempre foi diferente de própria) e dos regentes escolares…
Daqui a meses, passam 50 anos que se extinguiram os regentes escolares e os postos escolares. Gente que fazia de professor sem ter formação quase nenhuma para isso.
O 1º ciclo foi o primeiro a generalizar a ideia de habilitação profissional. Nos outros ciclos, esse patamar surgiu já neste milénio.
Continuou a haver tabelas de habilitações próprias, mas acabou o recurso à chamada habilitação suficiente.
Os regentes, de que falo aqui, fizeram falta e até foram importantes em muitos locais, mas surgem num contexto de desvalorização política da docência e nunca deviam ter durado o que duraram.
Um diploma legal, que os extinguiu, assinado pelo Tomaz, tem melhor doutrina que umas ideias peregrinas, que a falta de previdência política, fez nascer na cabeça dos governantes de hoje. Dói constatar……
Muita gente está confundida a analisar o problema: o governo não está a dizer que vai permitir a licenciados em informática, ou até engenharia, leccionar informática (esses já têm habilitação própria e não faz falta mudar nada).
O que o governo propõe é que um licenciado em qualquer coisa possa dar qualquer coisa desde que tenha umas cadeiras de alguma coisa.
O PS, que foi de Sottomaior Cardia, que candidatou Nóvoa e que acolheu Veiga Simão e outros, acabar a ressuscitar os regentes escolares, para a informática e outras coisas, no meio do desígnio comovente da transição digital….. 🙄🤯
E tudo isto porque os políticos do ME estavam a dormir e não ouviram os avisos que soam há anos….

 

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2072 vagas apuradas para a Norma Travão 2023 (após a CI)

Após a saída das colocações na CI, foi possível apurar 2072 vagas para a Norma Travão do próximo ano. Este número deverá ser maior se considerarmos os temporários equiparados a anual dos anos anteriores e as colocações das próximas reservas de recrutamento.

Após o início das atividades letivas publicaremos uma lista colorida com os candidatos que estarão em condições de vincular por este mecanismo.

A tabela apresenta essas vagas distribuídas por grupo de recrutamento e QZP.

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Para Já 2072 Docentes Vinculam em 2023

Com a publicação da lista da Contratação Inicial já conseguimos apurar o número de docentes que foram colocados em horários completos e anuais desde o ano letivo 2020/2021 até ao arranque das atividades letivas.

No concurso de 2020/2021 a listagem abrange os docentes colocados em horário anual e completo até à RR2. No concurso de 2021/2022 a listagem abrange as colocações até à RR3.

A listagem que está no link da imagem seguinte encontra-se ordenada por n.º de candidatura de todos os docentes que irão vincular em 2023 pela norma travão.

Em breve faremos a listagem por grupo de recrutamento e QZP.

 

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A justiça social no acesso ao quadro de escola – João A. Costa

 

 Agora que em Portugal se começa a discutir o acesso dos professores em início de carreira ao quadro de escola, deixem-me começar por falar de Earl Grey. Sim, Earl Grey, o famoso chá inglês de presença obrigatória onde quer que estejamos em terras de Sua Majestade. Este chá é um veneno, pelo menos para este que vos escreve, constantemente presenteado com o mesmo aquando das minhas primeiras entrevistas em solo britânico em meados de 2007. Misturado com leite, o seu efeito pérfido é exponenciado nas entranhas do entrevistado, acometido de um caso grave de moléstia das salinas com a consequente derrota finda a entrevista e as respectivas mãos atrás e à frente para tapar as vergonhas de quem ainda não tem emprego. Se prescindir do dito chá foi estratégia essencial para o sucesso, já as entrevistas nas escolas são desde sempre ponto obrigatório para quem procura exercer o ensino em solo britânico. E não, a candidatura directa às escolas não me foi imediatamente óbvia, ou não tivesse sido o Job Centre, vulgo Centro de Emprego, uma das minhas primeiras paragens na esperança de um sistema centralizado que, afinal, não existe nem nunca existirá numa terra cada vez mais liberal e onde a iniciativa privada se reflecte na resposta dada à chegada: “Vá à ”net“ e contacte directamente as escolas”. Esta é a verdade ainda hoje, onde a cada escola se atribui um orçamento em função do número de alunos mais a autonomia para a contratação dos respectivos professores e auxiliares sem que para isso haja qualquer intervenção do estado ou do município ao qual a escola pertence. A intervenção do estado, a existir, ocorre caso a escola falhe uma inspecção, inspecção essa recorrente em média a cada 4 anos. Fora isso, e cumprindo os objectivos definidos no currículo mais o ultrapassar dos obstáculos anuais inerentes à população escolar em mãos, de resto sobejamente conhecidos por qualquer docente, a cada escola é dada a liberdade e responsabilidade de por si só decidir o melhor rumo para as suas crianças. E se a estabilidade do corpo docente é uma premissa fundamental, no entanto a atribuição de um lugar no quadro a um professor em função de uma entrevista não é a regra. Basicamente porque ao professor cabe mostrar os seus galões, o seu valor e experiência numa nova escola e diante de alunos que nunca foram os seus. Até hoje. Nesta lógica, a atribuição de contractos anuais como primeiro passo é mais comum, sendo ainda mais comum a contratação de um professor a uma empresa de recursos humanos, professor esse pago à semana até prova em contrário. Não confundamos, no entanto, os contractos semanais com precariedade laboral. Chamemos-lhe antes liberalismo ou a liberdade da parte do professor e da escola em terminar o vínculo no prazo de 24 horas caso qualquer uma das partes assim o deseje. Se esta é uma prática comum? Não é, e poucos foram os exemplos vistos ao longo de já 15 anos de carreira. Por um lado porque às escolas interessa assegurar a estabilidade do corpo docente e por outro porque quem procura trabalhar em ensino já tem incutido o brio e o sentido de dever quando o público alvo são as crianças. E como dar prova do nosso valor é inerente não apenas ao ensino britânico mas à sociedade em redor, pede-se ao trabalhador o investimento de um ano e meio, em média, para fazer parte do quadro de uma escola, isto num sistema alicerçado na meritocracia e onde ao professor se dão as condições, a carreira e a estabilidade para formar o amanhã. Em Portugal, nos antípodas desta realidade, facilmente precisamos de trinta, ou mais, anos para entrar para um Quadro de Zona Pedagógica. Nestes termos, permitir agora o acesso dos professores ao quadro de uma escola não é apenas justo, é justíssimo. E não só para quem está em início de carreira mas para quem está no meio e no fim sem esquecer a devida ascensão na carreira em função dos anos exercidos. Os mesmos anos tidos em conta quando entrei para o quadro de uma escola britânica apesar de nunca ter leccionado no Reino Unido: bastou a apresentação da devida documentação e respectiva tradução certificada. Porque em primeiro lugar está a justiça social, a equidade, a equiparação mas também o reconhecimento, a integração, o ser colega e não mais estar de passagem. E a consequente união da classe docente. E o sistema inglês? Será o seu exemplo digno de implementação em Portugal? Nem pensar, pelo menos para já, e um passo de cada vez. Se a autonomia das escolas e a livre contratação de professores são exequíveis, em primeiro lugar está a tão desejada estabilidade laboral, a base da pirâmide de Maslow. Tudo o resto pode esperar.

 

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Permutas

Permutas

 

Encontra-se disponível até dia 22 de agosto de 2022 (Portugal continental), a aplicação que permite aos docentes opositores ao concurso de mobilidade interna, efetuarem permuta.

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Permutas

Nota Informativa – Permutas

 

  1. Nos termos do n.º 1 e do n.º 2 do art.º 2.º da Portaria n.º 172/2017, de 30 de junho, estabelece-se que:
    • Aos docentes de carreira opositores ao concurso da mobilidade interna pode ser autorizada a permuta, desde que os permutantes se encontrem em exercício efetivo de funções no mesmo grupo de recrutamento e tenham o mesmo número de horas de componente letiva.
    • A permuta dos docentes vigora pelo período correspondente às respetivas colocações, sem prejuízo de cada um dos permutantes ser obrigado a permanecer no lugar para que permutou pelo período correspondente à sua colocação em plurianualidade nos termos do presente diploma.
    • A colocação em permuta reporta os seus efeitos à data de início do ano letivo.
  2.  A permuta só pode ser efetivada entre docentes colocados no mesmo grupo de recrutamento e cuja componente letiva, nos termos dos artigos 77.º e seguintes do ECD, seja idêntica.
  3. O pedido de permuta é formalizado exclusivamente por via eletrónica em aplicação informática.
  4. O pedido de permuta decorrerá entre os dias 16 e 22 de agosto 2022.
  5. Após o deferimento não é admitida a desistência da permuta.

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Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – mobilidade interna

Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – mobilidade interna

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação em mobilidade interna, das 10:00h do dia 16 de agosto até às 23:59h de Portugal continental do dia 17 de agosto de 2022.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 16 de agosto até às 18 horas de Portugal continental do dia 22 de agosto de 2022.

SIGRHE – Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – mobilidade interna

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Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – Contratação Inicial

Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – Contratação Inicial

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação em contratação inicial, das 10:00h do dia 16 de agosto até às 23:59h de Portugal continental do dia 17 de agosto de 2022.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 16 de agosto até às 18 horas de Portugal continental do dia 22 de agosto de 2022.

SIGRHE – Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – contratação inicial

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Porque não “reciclar” os professores existentes?

 

Em vez de andarmos a fabricar “professores” à pressa e com qualidades pedagógicas duvidosas, porque não aproveitar os ótimos profissionais de grupos excedentários?

A solução é fácil. Passa por uma especialização, voluntária, de professores de disciplinas similares. Vamos a exemplos:

Um professor do grupo 230 ter formação académica, patrocinada pela tutela, para poder lecionar no grupo 500. Ou um professor do grupo 260 ser “reciclado” para lecionar no grupo 620. Professores do 240 terem formação para o grupo 600… e por aí a fora…

A solução passaria por aí. Em vez de estarmos a trazer para o sistema “professores” sem habilitações pedagógicas, transformarmos os existentes em professores multifacetados ficaria muito mais barato do que andarmos com profissionalizações em serviço de pessoas não vocacionadas e que apenas quereriam ser professores como alternativa ao desemprego.

Pensem nisso…

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Jovem, tens uma licenciatura? Vem ser professor!

 

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GENTE QUE DÁ AULAS OU PROFESSORES? – Luís S Braga

 

Médicos, ou gente que passa receitas?
Pilotos, ou curiosos da aviação?

Vamos imaginar que, neste vídeo, em vez do piloto qualificado e especialmente certificado para este aeroporto (com a formação completa) estava aos comandos um “tripulante que pilota aviões com um perfil de competências que permite supor que aterra aviões.”….
Parece que há falta de pilotos, mas vejam lá se alguém permitiria que na Madeira aterre gente que não sabe o que faz.

Imaginem que os feridos do acidente que resultariam de um marteleiro a pilotar este avião eram socorridos no hospital por gente com “umas cadeiras, mesmo de formação robusta, de medicina….”

Até a um condutor de TVDE se exige formação específica e, para professores, anda-se a pensar por tudo a valer….
Ainda menos do que já é hoje e que desde a Milu é um padrão baixo…..

O que vale para médicos e outros profissionais, em matéria de exigência formativa, não valerá para professores, porquê?

Nota: nós, professores, com a nossa abstenção noutros assuntos e ao longo do tempo ajudamos à missa e fazemos mal. Mas isso fica para outro dia….

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É uma espécie de diretriz para aumentos salariais de 8,5%

Ainda quero ver se esta diretriz, também, vai ser seguida pelo governo português ou se é para ignorar…

Os funcionários das instituições da União Europeia deverão receber um aumento salarial até 8,5% no próximo ano, em resposta à subida do custo de vida registado no espaço comunitário. É uma espécie de diretriz para o conjunto dos Estados-membros, depois de em junho ter sido registada uma taxa de inflação média na UE de 9,6%, segundo o instituto de estatísticas europeu, Eurostat.

 

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Está a esgotar-se o tempo dos professores – José Afonso Baptista

 

Ao pôr título a esta crónica, não pude deixar de relembrar António Nóvoa e a sua tese de doutoramento sobre o tempo dos professores[1]. O fantasma que hoje nos ameaça é saber se esse tempo está para durar ou se está a chegar ao fim.
Vivemos num clima de agressão aos professores. Exagero? Quando um professor é obrigado a lecionar a 300, 400 ou mais quilómetros da sua residência sem qualquer remuneração compensatória, é o quê? Quando tem de procurar uma segunda residência sem qualquer ajuda, é o quê? Quando é afastado compulsivamente do cônjuge e dos filhos, haverá maior forma de violência? Quando tem de deixar os familiares idosos a envelhecer solitários, sem ajudas, é o quê? Os vencimentos dos professores, licenciados, mestres e doutores, ganhando menos do que tantos profissionais com habilitações de baixo nível, ou ganhando um terço, ou menos, do que ganham licenciados de outras áreas, isto é o quê?
Se os professores desertaram não foi por causa dos bons tratos, mas pela desvalorização galopante a que foram submetidos, pela desvalorização da escola e da educação. E voltamos a uma nova etapa em que “para professor qualquer serve”. Vão ser contratados, como professores, milhares de candidatos que não o são, milhares de pessoas sem outro arrumo na vida que não seja exercer uma atividade para a qual não tiveram nenhuma formação.
E vem-me à memória um episódio vivido há 30 anos, em África, numa ação de formação de inspetores e diretores de escolas, alguns a lecionar uma classe. Um deles levantou-se e disse: “Professor, eu odeio os alunos. Quando entro na sala e vejo aqueles olhos todos em cima de mim, à espera, e eu sem saber o que fazer, a minha cabeça só tem ódio para lhes dar”. Estávamos no período que se seguiu à libertação e independência, com a deserção de milhares de professores europeus que se viram forçados a partir, e com as empresas a recrutar todos os que sabiam ler e escrever, deixando as escolas à deriva. Nas devidas proporções, enfrentamos um problema da mesma natureza.
Para entrar na carreira docente, eu fiz uma licenciatura de 5 anos, com apresentação e defesa de dissertação, um curso de Ciências Pedagógicas com 5 unidades curriculares, um estágio em Liceu Normal, 4 estágios de verão em universidades francesas, no total mais de 500 horas de formação especializada, e outras tantas horas em dezenas de retiros semanais de formação com especialistas internacionais em Portugal. Sim, foi o período das vacas gordas com financiamento estrangeiro, como sempre. Não, a formação desse tempo não é a mesma que requerem os professores e alunos de hoje. Eu só queria que hoje se olhasse para a educação com o mesmo empenho e investimento que teve e deixou de ter. E mais: nunca tive de pagar matrículas ou propinas para a formação especializada, nem mesmo o doutoramento. Só queria que os meus colegas de hoje tivessem as mesmas oportunidades e os alunos de hoje os mesmos benefícios. Nenhuma terra produz se não se lhe lançar a semente.
O ambiente natural para a socialização, educação e aprendizagem dos alunos é a escola. Em comunidades educativas e ambientes de aprendizagem. Este é, por agora, o meio natural das relações humanas. E é também o meio natural para a formação e aprendizagem dos professores. A formação em contexto de trabalho, em comunidades de aprendizagem, com assistência às práticas dos professores na sua relação com os alunos, e a análise, reflexão e partilha de saberes em torno das práticas observadas, este é por enquanto o melhor caminho que conhecemos.
A verdade é que este modelo vai sendo sistematicamente substituído pela formação online, com estágios profissionais exclusivamente online, por vezes com leituras obrigatórias de há 30 anos atrás. Acompanhei recentemente o estágio de um parente próximo numa conceituada universidade estatal, todo online, todo a cheirar a mofo, com estratégias de aprendizagem e avaliação vexatórias. Dá vontade de procurar emprego em todo o lado, menos numa escola.
Eu sei, generalizar é sempre um risco e uma injustiça para quem ainda sabe trabalhar a formação em moldes adequados ao tempo, à ciência e às tecnologias de que hoje dispomos. Indispensáveis. Mas as políticas que vejo e observo parecem todas inclinadas para a queda desamparada no online, por incapacidade ou inexistência de docentes em regime presencial. Oxalá me engane e que os deuses não me oiçam.
[1] Novoa, Antonio, Le temps des professeurs. Analyse socio-historique de la profession enseignante au Portugal, XVIII-XX siècles. Lisbonne: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1987.
José Afonso Baptista

 

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Todas as licenciaturas vão permitir dar aulas

Todas as licenciaturas vão permitir dar aulas

O Governo vai permitir que licenciados sem componente pedagógica depois do processo de Bolonha, ou seja, desde 2006, possam também dar aulas. Até aqui, esta possibilidade de lecionar apenas com a chamada habilitação própria só existia para quem tivesse tirado o curso antes de 2006. 

O decreto-lei da execução orçamental deste ano (nº 53/2022), publicado na sexta-feira em ‘Diário da República’, revela que “no ano escolar de 2022/2023, a seleção de docentes com habilitação própria (.

 

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Apuradas 2027 vagas para Norma Travão 2023 (após a CI)

Após a saída das colocações na CI, foi possível apurar 2027 vagas para a Norma Travão do próximo ano. Este número deverá ser maior se considerarmos os temporários equiparados a anual dos anos anteriores e as colocações das próximas reservas de recrutamento.

Após o início das atividades letivas publicaremos uma lista colorida com os candidatos que estarão em condições de vincular por este mecanismo.

A tabela apresenta essas vagas distribuídas por grupo de recrutamento e QZP.

 

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Voltaremos aos professores acabados de sair do Ensino Secundário?

 

Até aí nada de novo. Nos idos anos 80 e 90 do século passado já aconteceu.

A massificação do ensino levou a uma falta de professores tal que qualquer um com o 12.º ano podia dar aulas na sua área de “especialização” do secundário. Não era incomum encontrar um “professor” acabado de sair do Secundário ou do serviço militar obrigatório à frente de uma sala de aula.

Em 2018 escrevi sobre o que nos esperava, mas, é claro, poucos foram os que leram com atenção e muitos os que não se acreditaram que estávamos à beira do abismo.

Na última sexta-feira, o ministro da educação revelou os números da colocação em mobilidade interna e contratação inicial de professores para o próximo ano letivo. Referiu que as escolas tinham colocados quase todos os professores necessários para o arranque, mas tal não se verifica.

O Ministério da Educação parte do princípio que todos os professores, do quadro, colocados cumprem os critérios de componente letiva máxima, 25 horas para os da Educação Pré-escolar e 1.º ciclo, e 22 horas para os do 2.º, 3.º ciclo e secundário, mas tal não acontece devido à redução da componente letiva que advém da idade. Esta situação, só por si, desmente os números apresentados em conferência de imprensa. O ministro também só referiu que os ” 97,7% dos horários pedidos pelas escolas tinham professores atribuídos” não referiu que as escolas tinham essa percentagem de alunos com professor a todas as disciplinas.

As escolas, só dia 18 de agosto, ou no dia 1 de setembro vão ter a noção exata de quantos professores mais necessitarão. O envelhecimento docente leva a cálculos desfasados da realidade, porque a plataforma de concursos tem essa grande falha e não interessa resolve-la ou o bonito das conferências não seria tão bonito.

O cerne da questão é que faltam muitos professores e a situação irá continuar a piorar nos próximos anos. Já em 2018 escrevi que, “ Ser professor já não é uma profissão atraente e quem ainda envereda por ela, cedo ou tarde, verifica que este país não é para professores.” e continua a não ser.

Por essa razão foi anunciada uma revisão das habilitações para a docência. Essa revisão trará de volta às escolas “professores” sem componente pedagógica no currículo das suas licenciaturas ou mestrados que, depois, poderá ser, ou não, realizada através da profissionalização em serviço.

Mas que é o engenheiro informático que quer ser professor? Com a falta de profissionais na área e com os ordenados que as empresas estão a oferecer, quanto irão enveredar pelo ensino? Não será pelos faustos vencimentos e pela valorização profissional, de certeza. E na área da Geografia? Quantos se têm formado? Para professor de Inglês haverá muitos professores acabados de completar uns módulos numa das muitas escolas particulares da língua. Matemática será mais complicado, terão mesmo que convencer os engenheiros de uma dessas engenharias vetadas ao desemprego ou gestores e administradores de empresas que não existem.

O que é necessário para que isto não aconteça? Todos o sabemos, mas não h+a vontade de o fazer. O certo é que estas soluções avulsas sairão muito mais caras ao país e às futuras gerações do que valoriza, hoje a profissão de professor.  

Acabo com o mesmo parágrafo de 2018, “restar-nos-á o exemplo do que está a acontecer em alguns municípios do Reino Unido, com professores de Educação Física, formados em Portugal, a lecionar Matemática e Ciências, por na sua formação base terem uma ou duas cadeiras sobre essas matérias. Serão estes os professores do futuro?” Serão com certeza.

 

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Fluxo de Candidatos à mobilidade Interna

A tabela seguinte apresenta o movimento dos professores candidatos à mobilidade interna.

Percebe-se que o QZP 1 foi aquele que mais professores recebeu vindos de outros QZP’s (530) enquanto o 7 foi aquele de onde mais professores saíram (692).

De salientar que apenas 5 professores conseguiram mudar de grupo de recrutamento.

Ao clicar na imagem, poderá ter acesso a este movimento por grupo de recrutamento, dentro de cada QZP.

 

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Contratação de escola em 2022-2023,

 

Artigo 161.º

Habilitação própria para a docência no procedimento de contratação de escola

No ano escolar de 2022-2023, a seleção de docentes com habilitação própria, para efeitos do n.º 11 do artigo 39.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual, aplica-se, ainda, aos cursos pós-Bolonha, sendo os requisitos mínimos de formação científica, adequada às áreas disciplinares dos diferentes grupos de recrutamento, para a seleção de docentes em procedimentos de contratação de escola, aprovados por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.

 

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Em Que QZP Ficaram os Docentes Contratados?

Nas listas de Contratação Inicial e Renovações de Contrato foram colocados 7.098 docentes, sendo que a maioria deles ficou colocado no QZP 7 (4.078).

No QZP 1 apenas foram colocados 414 docentes contratados.

Nada disto era imprevisível, pois os horários a norte tem vindo a ser ocupados por docentes em Mobilidade Interna que vinculam no Sul, em especial no QZP7 e assim libertam as vagas para a contratação nessas zonas.

Já todos sabem que a melhor forma de conseguir vínculo ao Ministério da Educação é passar uns tempos no sul do país para depois ser possível o regresso ao norte.

Mas como se prevê mudanças a nível de vinculação, onde o ingresso far-se-á em quadro de escola, muito dificilmente este esquema poderá continuar a dar frutos.

 


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Lista Colorida – CI (2022/2023)

Retomamos este ano a publicação da lista colorida com colocações e renovações da CI.

A legenda é a seguinte:

VERDE – Candidatos colocados nesse grupo de recrutamento
AMARELO – Candidatos colocados noutro grupo de recrutamento
VERMELHO – Candidatos que renovaram horários completos
VIOLETA – Candidatos que renovaram horários incompletos
LARANJA – Candidatos retirados (oferta de escola, desistiram…)

Basta clicar na imagem para aceder. (versão com todos os grupos de recrutamento).

 

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QZP de Colocação dos Docentes na Mobilidade Interna

Este quadro apresenta a distribuição por grupo de recrutamento e QZP dos docentes colocados na Mobilidade Interna.

Apesar do QZP1 ser mais apetecível ainda foi no QZP 7 que mais docentes ficaram colocados (1526). No QZP 1 foram colocados 1445 docentes que acabaram por retirar muitas esperanças aos docentes contratados em renovarem contrato.

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49.337 Candidaturas à Contratação Inicial

Apuramos pelas listas de ordenação à Contratação Inicial um total de 49.337 candidaturas que se distribuem da seguinte forma por grupo de Recrutamento e Formação Inicial.

Existem no entanto 16.398 docentes que se candidatam a mais do que um grupo de recrutamento, pelo que nas listas de ordenação existem apenas 32.939 docentes para assegurar as necessidades transitórias no ano letivo 2022/2023.

Como 7.098 já foram hoje colocados, restam apenas 25.841 candidatos nas listas de não colocados.

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Lista Ordenada de Graduação para Contratação a Termo – Açores

 

 

Lista ordenada de graduação

 

 

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Lista de Afetação de docentes dos quadros de zona pedagógica – Madeira

 

Listas do concurso:

Lista de colocação – 2022/08/12

Lista ordenada definitiva de candidatos admitidos – 2022/08/12

 

 

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Escolas com 20 ou Mais Docentes Colocados na Mobilidade Interna

São 19 Escolas que tiveram 20 ou mais docentes colocados na Mobilidade Interna. O Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, em Braga foi o campeão nesta lista.

Clicando na imagem conseguem aceder à listagem completa de colocados por escola na Mobilidade Interna.

 

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5.692 Docentes Colocados na Mobilidade Interna

Na Mobilidade Interna foram colocados 5.692 docentes distribuídos da seguinte forma por grupo de recrutamento.

Em breve será feita a análise por QZP e Concelho dos docentes colocados.

 

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Vem aí uma Grande alteração ao despacho para habilitações para a docência

As aulas estão a ser alteradas para permitir alargar o leque de potenciais candidatos aptos a ensinar, anunciou esta sexta-feira o ministro da Educação. “Estamos a ultimar uma alteração ao despacho para habilitações para a docência que vai permitir alterar e alargar o leque de candidatos para a docência”, anunciou João Costa, durante uma conferência de imprensa destinada a fazer um balanço das listas de colocação dos professores, entretanto divulgadas.

As alterações ao diploma estão a ser preparadas e serão “publicadas brevemente”, faltando apenas realizar “algumas consultas”, disse. De acordo com o ministro, em vez de se associar a habilitação própria para a docência às listas de licenciaturas “olha-se para o percurso formativo dos candidatos”, tendo em conta as disciplinas realizadas no ensino superior em determinadas áreas.

João Costa deu como exemplo a Informática, que este ano é a disciplina com mais falta de professores: “Há muitas formações de Engenharia Informática em que os jovens estudantes obtêm uma componente científica bastante robusta na área das Ciências da Computação, na área da Informática, e desligando-nos apenas da Engenharia Informática conseguimos alargar o leque que podem ser contratados para essas disciplina”.

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Números das Contratações

Os próximos 3 quadros apresentam o número de docentes contratados nas 3 listas que hoje saíram.

E cada vez se torna mais difícil tratar e compreender tanta lista.

Faço um apelo a todos os que contavam ter o contrato renovado para que verifiquem na lista da Mobilidade Interna se o horário que contavam renovar foi ocupado por um docente do quadro.

Na contratação inicial foram colocados 3.096 docentes em horário completo e anual a que se juntam mais 2.898 que foram colocados pela renovação do contrato em horário anual e completo, mais 1.104 docentes que beneficiaram da publicação do Decreto-Lei n.º 48/2012 e renovaram para 2022/2023.

No total 7.098 docentes contratados foram colocados hoje.

Contratação Inicial

 

Renovações de Contrato ao abrigo do artigo 42.º

E as renovações de contrato ao abrigo do Decreto-Lei n.º 48/2022

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Prazos (Apresentação, Aceitação e Recurso Hierárquico)

Estes prazos constam na Nota Informativa publicada hoje.

Recurso Hierárquico (16 a 22 de agosto)

Pelo prazo de cinco (5) dias úteis, contados a partir de dia 16 de agosto de 2022.

Aceitação (16 e 17 de agosto)

Os candidatos agora colocados (QA/QE, QZP e Externos) devem aceitar a colocação na aplicação informática do SIGRHE, no prazo de 48 horas, correspondentes aos dois primeiros dias úteis seguintes à publicitação da lista de colocação,

Apresentação

a) Os candidatos colocados nos Concursos de Mobilidade Interna e de Contratação Inicial devem apresentar-se no Agrupamento de Escolas ou Escola Não Agrupada onde foram colocados, no prazo de 72 horas após a respetiva colocação;
b) Nos casos em que a apresentação por motivo de férias, maternidade, doença ou outro motivo previsto na lei não puder ser presencial, deve o candidato colocado, por si ou por interposta pessoa, comunicar o facto ao agrupamento de escolas ou escola não agrupada com apresentação, no prazo de cinco dias úteis, do respetivo documento comprovativo;
c) Os docentes de carreira QA/QE que concorreram na 1.ª prioridade do Concurso de Mobilidade Interna (docentes de carreira a quem não é possível atribuir pelo menos 6 horas de componente letiva) e que não obtiveram colocação devem apresentar-se no 1º. dia útil do mês de setembro no seu Agrupamento de Escolas /Escola Não Agrupada de provimento para aguardar nova colocação;
d) Os docentes de carreira QZP candidatos ao concurso de Mobilidade Interna, 2.ª prioridade e não colocados, devem apresentar-se no 1.º dia útil do mês de setembro no Agrupamento de Escolas /Escola Não Agrupada onde exerceram funções docentes pela última vez, ficando a aguardar aí nova colocação;
e) Os docentes providos em QZP em resultado do Concurso Externo 2022/2023, que não obtiveram colocação no concurso de Mobilidade Interna, devem apresentar-se no 1.º dia útil do mês de setembro no Agrupamento de Escolas /Escola Não Agrupada indicada como escola de validação no momento da candidatura aos referidos concursos, enquanto aguardam colocação.

 

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Ministro da Educação sobre a divulgação da lista de colocação de professores

O Ministro da Educação, João Costa, anunciou que «vão ser hoje publicadas as listas de colocação dos professores em mobilidade interna e em contratação inicial, numa conferência de imprensa em Lisboa.
João Costa sublinhou que «mais uma vez, na sequência do que tem sido feito nos últimos anos, o Ministério da Educação coloca os professores mais cedo do que era habitual», lembrando que «antes os professores eram colocados nas escolas quase na véspera de terem de se apresentar nelas e iniciar o seu trabalho».
O Ministro disse também que «o nosso esforço é para dar mais tempo aos professores para organizarem a sua vida, para saberem onde vão lecionar», acrescentando que «hoje é um dia em que cumprimos a nossa missão de atribuir professores aos horários disponíveis e de colocar os professores mais cedo, como tem sido o compromisso do Governo».
Atribuídos 97,7% dos horários 
João Costa disse que, nesta fase, «foram pedidos 13 101 horários, e destes, 97,7% têm professor atribuído. Estas colocações correspondem a 7099 professores em contratação inicial – novos professores – e a 5692 professores colocados na mobilidade interna», isto é, professores que já pertenciam aos quadros mais mudam de escola.
«Este é um ano que se vincularam aos quadros do Ministério da Educação 3259 professores, mais do que fora conseguido nos dois anos anteriores», disse, acrescentando que «com os vários processos de vinculação, incluindo extraordinários, desde 2015, conseguimos que entrassem nos quados do Ministério da Educação 14 259 professores que eram contratados e hoje têm vínculo» laboral estável.
O Ministro referiu também uma alteração legislativa feita este ano (decreto-lei 48/2022) que «permite que professores contratados que estavam colocados nas escolas com horários incompletos possam ter os seus horários renovados, desde que haja a concordância do próprio e da escola».
A aplicação deste decreto-lei «permitiu colocar 1104 professores, com a vantagem de serem horários que não entram nos concursos, evitando que cheguemos ao início do ano letivo com professores por colocar», porque havia mais dificuldade em encontrar professores para os preencher, e «garantindo estabilidade e continuidade a estes professores e nas equipas educativas».
Disciplinas de informática
João Costa afirmou que «dos horários completos de 22 horas que ficam por preencher, 80% são do mesmo grupo de recrutamento, o de informática, estando a maior parte concentrados nos Quadros de Zonas Pedagógicas de Lisboa e do Oeste».
«Para esta dificuldade, e para outras que surjam ao longo do ano, permitiremos que, na ausência de professores disponíveis, se possa recorrer à contratação de escola, sem passar pelas três reservas de recrutamento que ainda vão acontecer até ao início do ano letivo».
O Ministro disse igualmente que está a ser ultimada «uma alteração do despacho de habilitações para a docência que vai alargar o leque de candidatos disponível para a docência», nomeadamente nas áreas onde há escassez.
Mais professores nos quadros
João Costa referiu que há ainda «professores para colocar, não só nas três reservas de recrutamento, mas também ao longo do ano letivo, para substituições que venham a ser necessárias. Temos 25 858 professores que preenchem estas reservas de recrutamento e, destes, 871 são professores do quadro sem componente letiva atribuída nesta fase».
«O resultado global é um quadro com menos professores contratados, mais professores em Quadros de Zona Pedagógica e uma folga, ainda confortável, para substituições e novos horários que possam surgir desde agora ao arranque do ano letivo e ao longo do ano», disse, acrescentando que «vamos acompanhar e prestar contas regularmente sobre a capacidade de preencher os horários que vão surgindo».

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Listas definitivas de mobilidade interna

Listas definitivas de mobilidade interna

 

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e retirados da mobilidade interna para o ano escolar 2022/2023.
Consulte a nota informativa.

Listas definitivas de mobilidade interna 2022/2023
Nota informativa – Listas definitivas de mobilidade interna e contratação inicial 2022/2023

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Listas definitivas de contratação inicial

Listas definitivas de contratação inicial

 

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, desistência, retirados, renovação (art.º 42 do DL132/2012, na redação em vigor) e renovação (DL 48/2022) da Contratação inicial para o ano escolar 2022/2023.
Consulte a nota informativa.

Listas definitivas de contratação inicial 2022/2023
Nota informativa – Listas definitivas de mobilidade interna e contratação inicial 2022/2023

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Divulgação da lista de colocação de professores – Em Direto

Divulgação da lista de colocação de professores 

 

 

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Não se Deve Fazer Perguntas Difíceis

Raio de defeito que o Dr. Paulo Guinote tem…

E Os Outros? – O Meu Quintal

 

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Datas das Listas de Acesso ao 5.º e 7.º Escalão (Provisórias e Definitivas)

aqui fiz a comparação das datas com a publicação das portarias de vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão.

Hoje faço um resumo com as datas da publicação das listas provisórias e definitivas dessas listas, sobre cada uma das datas está a nota informativa dessa lista.

 

Listas Provisórias

2022 – no dia 11 de agosto ainda não se conhecem as vagas de acesso

2021 – 22 de julho

2020 – 29 de maio

2019 – 30 de abril

2018 – 13 de abril

 

Listas Definitivas

2022 – no dia 11 de agosto ainda não se conhecem as vagas de acesso

2021 – 27 de agosto

2020 – 10 de julho

2019 – 12 de junho

2018 – 1 de julho

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No Quintal do Paulo

Tem uma excelente reflexão sobre a dupla penalização de quem tem de entrar para a lista de vagas de acesso ao 5.º ou 7.º escalão. Neste caso será uma tripla penalização para quem subir este ano, pois quando se receber os retroativos da subida, com efeitos ao dia 1 de fevereiro de 2022, estes docentes vão pagar IRS de “luxo”.

 

 

5ª Feira

 

De volta à add, na sequência de um par de reclamações de colegas, que revelam a que ponto algumas sadd não aprendem nada com o tempo ou então há quem as deixe escapar, com receio de mais consequências, mas isso fica para depois. Por agora, na falta da definição de vagas para o acesso ao 5º e 7º escalões, de regresso às consequências da aplicação das quotas para o mérito que, em tantos casos,, conduzem a uma dupla penalização de quem é relegado para o mero “Bom”, que parece ser insuficiente para os decisores considerarem que a pessoa pode (e deveria) progredir. Não é apenas o “ir para a lista” e, eventualmente, ficar estacionada à espera de vaga. É o facto de que quem progride ainda ganha bonificação no tempo de acesso ao escalão seguinte. O que significa que, mesmo tendo a pessoa classificação quantitativa correspondente a MBom ou Excelente, para além de poder não progredir, ainda vê os outros ganharem-lhe, em termos relativos, seis ou doze meses de progressão na carreira ou que reforça a injustiça.

Como já percebemos que o secretário Costa, muito amigo dos professores, não corresponde exactamente ao ministro Costa, governante pleno de sentido de Estado e etc e tal, não terá a coragem de acabar com as quotas, ao menos poderia ter a “boa vontade” de acabar com a dupla penalização e permitir que quem tem classificação quantitativa de MBom ou Excelente possa, quando consiga progredir, ter a bonificação correspondente a essa mesma classificação. Porque não faz qualquer sentido que alguém tenha “Bom” com 9,6 numa escola (e garanto-vos que não são excepções) e fique sem progredir ou bonificação e alguém com 8,8 ou 9,1 em outra possa progredir (ainda acontece) e ter a dita bonificação.

Há quem se fixe na questão do acesso ao escalão seguinte e ignore a parte das ultrapassagens que a atribuição sucessiva de classificações de “mérito” tem permitido desde o “descongelamento”, em especial quando existe a estratégia informal de favorecer ou prejudicar sempre os mesmos. Como alguém que já ouviu, de viva voz, uma espécie de combinação deste tipo, envolvendo alguém de uma sadd e pessoas de fora da dita com interesse em bloquear terceiros, nem me poderão dizer que isto não passam de boatos. Porque a coisa se concretizou mesmo no ano seguinte e não foi pior porque houve quem se mexesse (e quem de tamanho desânimo, desistisse). Para além das “evidências” que tenho colhido ao longo dos últimos anos a partir dos materiais que me têm sido enviados, nomeadamente das contra-alegações de algumas sadd que deixam o gato gordo todo de fora porque só lhes ocorre esconder o rabo mais remexido.

Por isso, no mínimo, seria de exigir que quem apresentou desempenho muito bom ou excelente não tivesse essa dupla penalização. Mas como “equidade” e “justiça” são palavras vãs em gente sonsa, muito inclusiva na retórica, mas praticante da exclusão no concreto, não tenho grande esperança em qualquer tipo de mudança que pelo menos reduziria a indignidade disto tudo.

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Os “preocupantes” níveis de rotatividade de professores

A rotatividade de professores “é elevada” e “preocupante” em Portugal, segundo um estudo nacional que revela que é nas escolas socioeconómicas mais desfavorecidas que os docentes menos querem estar.

Rotatividade de professores “é elevada” e “preocupante” em Portugal

“A média da rotatividade é elevada”, disse à Lusa Pedro Freitas, um dos investigadores da equipa do Centro de Economia da Educação da Nova School of Business and Economics (Nova SBE), que analisou a situação dos educadores de infância e professores desde o 1.º ao 12.º ano ao longo de uma década.

Entre 2008/09 e 2017/18, a média da rotatividade de todos os agrupamentos variou entre os 17% e 36%, segundo o estudo “Rotatividade dos Docentes nas Escolas Públicas Portuguesas”.

Nestas médias encontram-se casos como o registado em 2009/2010: em setembro de 2009, um em cada 10 agrupamentos começou o ano letivo com mais de metade dos professores a entrarem na escola pela primeira vez.

No ano letivo de 2017/2018, “mais de 90% das escolas teve uma rotatividade superior a 20%, ou seja, mais de um em cada cinco professores mudou de um ano para o outro”, acrescentou Pedro Freitas em declarações à Lusa.

A grande maioria destes novos docentes é contratada, mas também há muitos professores dos quadros que aproveitam os concursos internos de contratação, que se realizam de quatro em quatro anos, para mudar de escola.

As escolas onde é mais difícil atrair e manter os docentes

Nos estabelecimentos de ensino de meios socioeconómicos mais desfavorecidos há mais professores a quererem mudar de escola, segundo o estudo.

Os investigadores perceberam que a rotatividade é mais elevada nas escolas onde há mais beneficiários de Apoio Social Escolar (ASE), onde os alunos têm notas mais baixas e os pais têm menos escolaridade. Nestas escolas, é mais difícil atrair e manter os docentes.

Nas escolas com mais alunos carenciados e com direito ASE a rotatividade de professores é de 35%. Já nas escolas com alunos menos carenciados a percentagem desce para 27%.

Esta diferença também se nota quando se compara a escolaridade dos pais dos alunos: nas escolas onde as mães têm pelo menos o ensino obrigatório a rotatividade é de 27%, enquanto nos agrupamentos com pais com menos escolaridade a percentagem sobe para 37%.

As notas dos alunos também influenciam

Também há mais professores a tentar sair das escolas onde os alunos têm piores notas, segundo uma outra comparação entre os agrupamentos com os melhores e piores resultados médios nos exames nacionais do 4.º ao 12.º ano.

Nos agrupamentos com melhores notas, a média da rotatividade é cerca de três pontos percentuais abaixo da rotatividade dos agrupamentos com piores resultados: Entre os estudantes do 4.º ano, por exemplo, a rotatividade foi de 23% nas escolas com melhores notas e 27% nas escolas com piores médias.

Os “preocupantes” níveis de rotatividade

No estudo, os investigadores alertam para os “preocupantes” níveis de rotatividade, uma vez que “têm impacto negativo junto de alunos que já estão em contextos mais difíceis”.

Esta relação entre a rotatividade e o sucesso académico baseia-se em estudos internacionais que analisaram outros sistemas de ensino, como o norte-americano ou o do Reino Unido, explicou Pedro Freitas.

A permanência de um professor numa escola significa que conhece aquela realidade e está habituado ao contexto, ao contrário de chegada de um novo docente que “tem de se habituar e adaptar porque é tudo novo”, disse.

Por isso, sublinhou Pedro Freitas, era importante implementar medidas que atraíssem os professores, assim como deveriam ser alteradas as atuais políticas de recrutamento por forma a aumentar a estabilidade do corpo docente nas escolas públicas portuguesas.

O que pode atrair maior número de professores?

O especialista lembrou que, atualmente, não existem quaisquer incentivos ou diferenças entre professores que estão numa escola mais ou menos favorecida: “Estar numa escola mais ou menos desfavorecida, do ponto de vista da carreira e contratual é exatamente a mesma coisa”.

Pedro Freitas lembrou o caso do Reino Unido, onde foram implementadas politicas para atrair professores para as escolas de contextos mais desfavorecidos, sendo que as mais eficazes foram as pecuniárias.

Aumentos salariais, alteração dos horários de trabalho e estabilidade contratual foram alguns dos incentivos que, em alguns contextos, “conseguiram atrair maior número de professores”, disse, recordando um outro estudo feito também este ano pela equipa da NovaSBE.

A equipa de investigadores vai agora avançar para um novo estudo para tentar perceber de que forma a rotatividade dos professores afeta o sucesso académico dos alunos, revelou Paulo Freitas.

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A plataforma SIGRHE já está preparada para a saída das listas

 

 

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