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Ano letivo arranca com número recorde de professores a reformarem-se

As aulas, que devem arrancar no período de 13 a 16 deste mês, vão arrancar com menos 257 profissionais do que os que, até ao mês passado, estavam no ativo nas escolas públicas, avança o “Público”.

Ano letivo arranca com número recorde de professores a reformarem-se

O ano letivo vai arrancar com um novo máximo de professores e educadores de infância a reformarem-se. As aulas, que devem arrancar no período de 13 a 16 deste mês, vão arrancar com menos 257 profissionais em comparação com os que, até ao mês passado, estavam no ativo nas escolas públicas.

A notícia é avançada este domingo pelo “Público”, citando dados que constam da lista mensal de aposentados e reformados da Caixa Geral de Aposentações (CGA).

De acordo com o jornal, além de setembro marcar um recorde no número de reformados do Ministério de Educação num só mês, os primeiros nove meses do ano marcam o período em que saíram mais professores (1.666) desde que o Governo de António Costa tomou posse para o primeiro mandato.

O Ministério da Educação foi questionado pela publicação sobre que medidas estão a ser preparadas para responder ao aumento do número de aposentados e à escassez de professores nas escolas, mas não obteve resposta.

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E depois dos pratos partidos…

Passaram cerca de quatro meses desde que Mário Nogueira se apresentou a partir pratos, em sentido literal, com grande alarido e mediatismo…

Fazendo uso de várias imagens visuais e recorrendo a uma oportuna estratégia comunicacional, conseguiu, na altura, ilustrar simbolicamente o caos em que se encontra a Carreira Docente, transmitindo eficazmente a mensagem pretendida…

Por via do anterior, alguns terão acreditado que Mário Nogueira havia “renascido das cinzas” e que a maior Federação Sindical de Professores (FENPROF) não deixaria de encetar, a curto termo, algumas consequentes e competentes formas de luta, face aos vícios graves observados ao longo dos últimos anos na ADD, com consequências danosas e irrecuperáveis ao nível dos mecanismos de progressão na Carreira Docente, tão bem retratadas pelo seu líder…

Muito se passou depois dessa intervenção do dirigente da FENPROF: tem-se assistido a sucessivos atropelos à dignidade profissional dos Docentes, perpetrados pela Tutela, nomeadamente aqueles que se referem aos critérios dos Concursos de MPD e da Colocação de Professores ou à alteração das habilitações necessárias para a Docência…

Perante tantos vitupérios, Mário Nogueira bem poderá partir várias baixelas de loiça, apesar de também não ser certamente isso que anulará a descrença generalizada dos Professores na maior parte das estruturas sindicais que supostamente os representam…

A inacção dos maiores Sindicatos de Professores é incontornável há mais de seis anos, o previsível apego a determinadas “agendas políticas” e a “fretes políticos” parece ser o principal factor de descredibilização dessas estruturas corporativas, como sobejamente apontado por muitos…

“Exigências” fazem-se muitas, quase todas as semanas, mas só em termos de discurso… A acção, concreta e verdadeiramente consequente, tem ficado retida “na gaveta”…

“Coreografias bem encenadas” também parece haver muitas, plausivelmente dominadas por “pactos de não agressão” em relação à Tutela…

Afinal, a quem servem os Sindicatos?

Que outras ignomínias terão ainda que acontecer para se encetarem verdadeiras e concretas acções reivindicativas e contestatárias, que não passem apenas por partir alguns pratos?

A simbologia e determinadas “manobras de diversão” até podem ter alguma graça momentânea, mas não resolvem problemas…

“Cuidado com o cão”, é um aviso, por vezes, afixado nos portões de algumas casas…

Caricato e risível é passar em frente a um desses portões e depararmo-nos com um cão da raça Chihuahua, a ladrar estridentemente, mas na verdade inofensivo…

E, metaforicamente, esse cenário faz lembrar a postura de alguns Sindicatos, que falam, falam, falam, mas não geram reacções contundentes de contestação, nem dão visibilidade à insatisfação dos seus supostos representados…

As muitas palavras parecem servir apenas para esconder ou disfarçar a passividade, acabando por reforçar as políticas erráticas da Tutela…

E nem a maioria absoluta do actual Governo poderá justificar tanta inércia porque durante os seis anos da Geringonça a postura dos maiores Sindicatos foi igualmente pautada pela bonomia e pela aceitação, pelo menos em termos tácitos…

Desde o ambiente claustrofóbico e asfixiante que se vive em muitos Agrupamentos de Escolas até às políticas do Ministério da Educação que, frequentemente, culminam em monumentais injustiças, trapalhadas e absurdos, motivos não faltam aos Sindicatos de Educação para reivindicarem de forma explícita e pública…

Porque não o fazem?

O “velho” Sindicalismo está enfermo de caducidade, tem-se mostrado muito pouco inspirador, absolutamente previsível, ultrapassado pela realidade e não tem conseguido suscitar a confiança dos seus supostos representados, antes pelo contrário…

Quem não vê isso e não o assume arrisca-se a ser o “coveiro” do seu próprio “funeral”… A reforma do actual modelo sindical é urgente e inevitável…

Má sorte para quem é Professor em Portugal: ter que contestar, além da Tutela, os próprios Sindicatos é demasiado inusitado, bizarro e confrangedor… Talvez até seja caso único no Mundo…

Mas é isso que acontece neste “paraíso”, à beira-mar plantado, onde até os principais Sindicatos parecem abandonar os seus supostos representados…

Nos últimos anos, alguém se lembra de alguma acção encetada por algum Sindicato da Educação que tenha obrigado a Tutela a retroceder definitivamente em alguma medida ou política educativa, como frequentemente acontece por esse Mundo fora?

(Matilde)

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Há professores a organizar vigílias do dia 13 a 16, pelos professores

IDEIAS MALUCAS – UMA GREVE NÃO NASCE DO VAZIO – Concentrações locais podem ser uma boa preparação

Muita gente diz…. Vamos à greve. E eu acho bem. Ajudarei e participarei. Mas uma greve não nasce como cogumelos numa floresta opaca em dia de chuva. É mais como uma planta, que precisa se ser cultivada e tratada.

Assim, antes das típicas iniciativas sindicais de “massas”, como concentrações rituais em Lisboa, com autocarros, no 5 de Outubro (dia do professor) e greves rituais à sexta feira, acho que é preciso informalidade e conversa, para criar um movimento com raízes e não só como música de fundo para negociações pouco transparentes.

Com o grau de passividade que grassa era bom repetir o processo que, em 2008, funcionou: concentrações e vigílias noturnas pluralistas, no centro das cidades (com os sindicatos, mas sem controlo sindical). Para “uns saberem dos outros” e falarem livremente.

Porque falar e fazer gostos nuns textos bem “esgalhados” não basta, vou dar singelamente o corpo ao manifesto e fazer o seguinte:

1. Entregar (com mais 2 pessoas) uma comunicação de que se vai fazer uma concentração na praça da República de Viana do Castelo (a minha terra) com objetivo de debater a insatisfação com o estado da educação portuguesa, no dia 13 de Setembro, pelas 21h30 (dia do início das aulas).

2. Vou levar uma coluna e um micro para quem quiser falar. O debate é aberto a todos os profissionais de educação, professores e não só, pais e alunos.

3. Vou divulgar o mais possível.

4. Vou dar nota disso aos sindicatos e políticos locais para ver se alguns aparecem.

5. Vou ter esperança que outros façam o mesmo noutros locais do país (qualquer pessoa pode fazer) e que isso, tudo conjugado, possa ser noticiado e mostrado em vídeo como “os professores estão a mexer-se”.

Se nessa noite aparecer mais gente, além de mim e dos outros 2, que vão assinar a nota de comunicação, é porque ainda vale a pena acreditar que temos alguma força para além dos lamentos do Facebook.

Os que aparecerem vão ser convidados a repetir.

Se não aparecer ninguém, fico com a consciência limpa de tentar, mas concluírei que realmente a esperança é pouca.
Se nem uma coisa tão simples, livre e informal mobiliza…..

Mas terei feito o que posso e continuarei a ter moralidade para criticar quem não faz.

E, na essência, a ideia é maluca mas é simples. É aparecer e falar, querendo.

E dizer todas as coisas que se dizem por aqui, mas cara a cara com outros.

Luís S. Braga

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Pedido de Registo Criminal 2022/23 já está ativo

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178 horários que ninguém quer…

As escolas têm 178 horários por preencher, 37 dos quais completos, por falta de professores interessados em ocupar essas vagas, revelou ao JN fonte do Ministério da Educação (ME). Esta sexta-feira saiu a primeira reserva de recrutamento. As próximas listas de colocação de docentes do Básico e Secundário serão divulgadas nos dias 9 e 16 de setembro, a data limite para o início do ano letivo.

“Aquilo que fizemos, logo em agosto, e que faremos sempre que houver dificuldade no recrutamento através do concurso nacional, é passar para a fase de contratação de escola, que é mais célere, sem esperar haver várias reservas”, explicou aos jornalistas o ministro da Educação João Costa, à margem de um colóquio em Vouzela.

Escolas com 178 horários por ocupar por falta de professores interessados

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Mais Uma Acha Para a Fogueira do ME Sobre os Sindicatos (MPD)

Pelo que parece, o atraso na análise das reclamações sobre a Mobilidade por Doença existe porque a FENPROF colocou dúvidas sobre a legalidade dessa análise.

Ficam as declarações do Ministro da Educação  nesta notícia.

Sobre a reavaliação dos processos de mudança de escola de cerca de 3.000 docentes com doença, o ministro adiantou que estão a ser efetuadas, mas que foram colocadas dúvidas sobre a legalidade dessa análise por parte da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

 

“Para que não haja equívocos, pedimos um parecer jurídico sobre a legalidade deste processo de reavaliações e estamos a aguardar o resultado desse parecer para podermos saber se, de facto, é legal ou não fazer esta reavaliação”.

Enquanto não vem essa análise, os DO(C)ENTES esperam….

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2239 vagas para Norma Travão no ano 2023 (após a RR1)

Após a RR1 verificamos que até à data 2239 candidatos reúnem condições para a Norma-Travão. O número não está fechado porque ainda faltam mais duas reservas de recrutamento e haverá necessariamente algumas vagas que não conseguimos apurar porque eram horários temporários equiparados a anuais.

Fica a distribuição por grupo e QZP.

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Lista Colorida – RR1

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR1.

 

A legenda é a seguinte:

VERDE – Candidatos colocados nesse grupo de recrutamento
AMARELO – Candidatos colocados noutro grupo de recrutamento
VERMELHO – Candidatos que renovaram horários completos
VIOLETA – Candidatos que renovaram horários incompletos
LARANJA – Candidatos retirados (oferta de escola, desistiram, …)

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Nota Informativa da RR1

Datas a reter na Nota Informativa da RR1:

 

Pedido de Horários

  • Pedido de horários (AE/ENA) – Disponível das 10.00 horas de dia 05 de setembro até às 17 horas de dia 06 de setembro de 2022;
  • Validação (DGEstE) – Disponível das 10.00 horas de dia 05 de setembro até às 18 horas de dia 06 de setembro de 2022;
  • RR 02 – 9 de setembro de 2022.

 

Aceitação

Os docentes colocados na Reserva de Recrutamento (QA/QE, QZP e Externos) devem aceder à aplicação e proceder à aceitação da colocação na aplicação eletrónica no prazo de 48 horas úteis, correspondentes aos dois primeiros dias úteis após a publicitação da colocação. (ou seja, Segunda e Terça-feira)

Apresentação

A apresentação dos docentes (QA/QE, QZP e Externos) no AE/ENA é efetuada no prazo de 48 horas, correspondentes aos dois primeiros dias úteis após a respetiva colocação. (ou seja, Segunda e Terça-feira)

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3667 Contratados colocados na RR1

Foram colocados 3667 contratados em horários anuais na Reserva de Recrutamento 1, distribuídos de acordo com a tabela abaixo. Mais de 1/3 são horários completos.

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Reserva de recrutamento n.º 01

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 1.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 05 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 06 de setembro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 01

Listas – Reserva de recrutamento n.º 01  

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Já fui jovem para sempre até começar a morrer.

Já fui jovem para sempre até começar a morrer.
Não encontro um eufemismo para o dizer de outra forma.
Eu não queria falar disto, mas preciso de o dizer…
O primeiro dia de setembro leva-me de regresso à estrada que se estende infinita diante dos meus olhos. Apresentar-me na escola subtraiu duas horas ao meu dia numa rodovia regional que serpenteava entre montes e vales levando-me o tempo e consumindo-me um pouco mais de vida. Preso na negrura do alcatrão que não me larga neste ciclo que acaba sempre na estrada, encaro no espelho retrovisor as rugas e os cabelos brancos que foram aparecendo sem que me tivesse realmente apercebido, lembrando-me que só eu estou a ficar velho, pois a estrada permanece na mesma, de pele suave, implacável e perpétua.
Tomo consciência que poderia morrer hoje, aqui e agora afundado neste negrume, que ninguém para quem trabalhei ou dediquei todo o meu ser, iria reparar, se iria importar, se iria lembrar… evidência de que nada mais sou do que apenas um número facilmente descartável e substituível.
Preso aqui, no meio de uma multidão de carros e gente, nunca me senti tão só e derrotado pela vida. Suster as lágrimas e acreditar que nada está errado tem sido a minha glória, porque me ensinaram que um homem nunca chora. Lágrimas que já não tenho, desperdicei-as ao longo de todo o imenso tempo em que chorei para dentro sentindo desperdiçar tantos dos meus anos, dos meus sonhos, da minha mocidade sem que a minha vida profissional tivesse melhorado alguma coisa.
Ainda que não quisesse, tenho de encarar que novamente a vida mudou e, aparentemente, também desta vez não foi para melhor.

Uma vida inteira na estrada, mas sem remuneração nem reconhecimento. Como fazer compreender às pessoas que não sou chauffeur de praça, nem condutor de viatura de emergência, nem camionista?! Sou professor, pertenço a essa classe que vê grande parte do seu dia, durante toda a sua vida laboral, consumido em deslocações pagas do próprio bolso.
Que não haja, pois, equívocos quanto à minha profissão – é justamente lecionar, ensinar e não andar a fazer de motorista ou conduzir viaturas gratuitamente.
Já estou tão habituado a percorrer esta prisão de asfalto para poder chegar ao meu local de trabalho, que já nem me dou conta da violência física e financeira que me leva tudo o que tenho. Mas como fazer compreender isto a essa horda de ministros que se desloca para o trabalho de rabo sentado no banco traseiro de viaturas do estado conduzidas por motoristas, pagos por todos nós? Pessoas como nós que não só não recebemos apoios financeiros, como ainda temos de pagar essas mordomias a altos dirigentes de cargos públicos que beneficiam mesmo fora de horário laboral. Tivessem de pagar as suas deslocações, conduzir a sua própria viatura e trabalhar longe do domicílio e, talvez, conseguissem entender a minha revolta… uma incompreensão partilhada por tantos professores na mesma situação.
O requinte maquiavélico de todo este sistema que diminui o ser humano à condição servil de escravo do dever é algo que me ultrapassa. Remeto-me à crua realidade de não ser mais do que um homenzinho esmagado pela realidade que, por mais que tente, não conseguirá nunca mudar o mundo. Pertencendo a um grupo profissional tão grande, «sozinho» é como me sinto… aliás, quase todos nós nesta profissão nos sentimos assim, sozinhos perante a sociedade, isolados uns em relação aos outros.

Como o meu trabalho não é o de camionista, não sou pago ao quilómetro. Se fosse, teria muito dinheiro a haver das muitas centenas de milhar de quilómetros que já dei do meu tempo nas estradas para poder realizar o mester de ensinar.
De manhã quando chego à escola já estou cansado e em prejuízo por ter dado horas do meu tempo e suportado a despesa de deslocação… e ainda não comecei verdadeiramente a trabalhar e a ser remunerado.
Além de não me ser contado o tempo de trabalho despendido em deslocações, ninguém me paga a despesa de combustível e de oficina. Bem vistas as coisas, um camionista, por exemplo, se tiver uma avaria na viatura, não tem de pagar do seu próprio bolso, assim como o combustível, é o patrão quem paga, enquanto os professores, ao miserável salário que auferem, ainda têm de descontar estas despesas diárias (já para não falar daqueles que têm de pagar uma segunda renda de casa). Tudo privilégios.
Assim, numa profissão com gente cada vez mais envelhecida, cinquenta e sexagenários a quem lhes é exigido renovar a carta de condução por dúvidas sobre aptidões físicas para conduzir, se considerem plenamente aptos para fazerem diariamente dezenas ou, até mesmo, centenas de quilómetros na estrada para poderem trabalhar, sujeitos à sinistralidade que já visitou muitos de nós em serviço.
Perante esta simples e menosprezada situação de quase eterna itinerância que, infelizmente, cada vez mais faz parte da minha vida, não admira que nos dias de hoje ninguém se queira sentar atrás deste volante para me substituir.

E eu, professor, lá vou continuando de carro carregado de papelada, deveres e responsabilidade, cumprir o meu dever o melhor que sei e que posso, camuflando a dor que mora cá dentro. Eu e tantos vamos aceitando tudo o que nos é exigido. Até quando…?
Lamento dizê-lo, mas já não basta o sorriso dos meus alunos, nem a gratidão de muitos pais. Por muito que me encha o coração com pinceladas de cor, a gratidão não põe pão na mesa, não repõe a saúde perdida na estrada, não devolve tudo o que me foi roubado ao longo de tantos anos.
Reconheço que todos os dias nesta estrada, usado como carne para canhão pelos sucessivos governos, aos poucos, estou a começar a morrer até ao dia em que fossilize e também eu me torne alcatrão. Bem sei que ditas estas palavras em voz alta soam a loucura, mas haverá maior loucura do que continuarmos a acreditar em dias melhores depois de tudo aquilo que nos têm feito?

Sei que à minha volta me olham como uma pessoa com vigor, mobilizador, determinado e inabalável sem debilidades.
Mais uma vez experimento o sentimento de fraqueza, porque sou apenas humano, como todos vós, e vou aguentando, não sei até quando… principalmente porque me vejo obrigado a ir suportando tudo para que o ensino ainda vá funcionando.
Não era suposto falar disto…
À minha esposa, também ela há 3 décadas aprisionada ao volante a caminho de uma escola distante, não lhe vou falar nem deixar que veja o cinzento que hoje descoloriu um pouco mais a minha alma. Não frequentando redes sociais jamais saberá destas palavras que nunca lhe direi…
Perdoem o desabafo sobre todo o desencanto com o ensino logo no início do ano escolar.

Carlos Santos

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Promessa de Ministério da Educação. Amanhã Saem as Listas

Reserva recrutamento. Professores ainda aguardam pelas listas

 

As listas com a colocação de professores da reserva de recrutamento ainda não saíram. O ministro da Educação tinha anunciado a sua divulgação antes do início do ano letivo.

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1201 Horários em Concurso na Contratação de Escola Até ao Dia de Hoje

Desde que abriu a plataforma para a contratação de escola já surgiram 1.201 horários em concurso.

966 destes horários foram para Técnicos Especializados e os restantes para os 4 grupos de recrutamento com horários em concurso na Contratação de Escola.

Foram 235 horários anuais e completos que surgiram em contratação de escolas para esses grupos de recrutamento.

O quadro aparece com os horários por data final de candidatura, assim todos os horários que terminaram a candidatura até ao dia 31 de agosto já não aparecem na plataforma para candidatura.

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As vagas de acesso ao 5º e 7º escalões… BLA…BLA…BLA…

As vagas de acesso ao 5º e 7º escalões não me interessam, que se lixem quem delas precisa.
Estou colocado perto de casa, as colocações dos concursos não me dizem respeito.
A MPD também não é para mim, o problema é dos outros.
A aposentação ainda está longe, que lutem os velhos.
E seguindo este repertório inesgotável de pensamento umbiguista, desprovido de ética profissional, na sua incúria, o professor atual sem classe e semeando a sua própria desgraça só tem aquilo que merece.

Andam há meses nas redes sociais a lamentar que nunca mais saem as vagas de acesso ao 5º e ao 7º escalão? Que as vagas são poucas? Calam-se e aceitam as migalhas que vos dão?
Depois da maneira ofensiva com que o ministro tratou os professores à espera de vagas de acesso a esses escalões, o desmedido desrespeito pelos colegas em situação de MPD, o incumprimento da promessa de apresentar a RR ainda este mês e de tanta falta de consideração ao publicamente os retratar como preguiçosos e incompetentes, estão à espera de mais o quê para se insurgirem?
Que tal acabar com tanto queixume e individualismo e irmos todos (mas todos) à luta pelo interesse comum da dignificação da profissão?
Pelo interesse por uma carreira de professores condigna com melhores condições de trabalho para todos e não só para o meu umbigo?
Ser verdadeiramente professor é interessar-me genuinamente por tudo o que diz respeito a qualquer professor, porque, de algum modo, me diz respeito também a mim e à camisola de pedagogo que visto, tal como:
Salários decentes em vez do roubo do poder de compra que, só neste ano, nos vai tirar o equivalente a um salário anual;
Fim das cotas de acesso a escalões;
Aposentação mais cedo por desgaste profissional;
Devolução dos mais de 6 anos de tempo de serviço que nos foi roubado;
Ajudas de custo para deslocações e alojamento longe do domicílio;
Diminuição da burocracia e de excesso de trabalho não remunerado (a ser feito que seja pago como horas extraordinárias como na maioria das profissões);
Reforço da autoridade dos professores e de proteção no trabalho;
Vinculação mais rápida;
Maior estabilidade profissional;
Redução dos quadros de zona;
E uma lista interminável de perdas que os professores deixaram acontecer que é urgente serem repostas/renegociadas…

Para se alcançarem estes objetivos temos de ser inteligentes. Os médicos são um exemplo a seguir. Embora lidando com situações de risco de vidas humanas, vão à luta unidos por uma causa que acreditam ser justa.
Nós, professores, ficamos logo alarmados pelo facto de os meninos poderem perder umas aulitas. (deixo uma novidade: os meninos ficam tão felizes por terem uns friaditos como nós ficávamos quando tínhamos a idade deles. Não vão morrer por isso)
A este respeito, pensar que se fica bem com o mal dos outros, desde que não nos atinja diretamente, não é solução para ninguém e só alimenta a destruição da classe.
É evidente que nos alhearmos dos problemas e culparmos sindicatos ou o colega do lado porque não vai à luta, acaba por deixar tudo na mesma.
Está bem de ver que, vencidos pelo medo, acobardados e conformados com a situação existente, vamos permitindo que a nossa situação vá ficando cada vez pior. Se o nosso descontentamento se fica pelo simples protesto e lamento nas redes sociais, então não passamos de uns ingénuos que esperam que tudo se resolva por obra e graça do espírito santo sem termos o pequeno incómodo de nos esforçarmos pela melhoria das nossas vidas.

O absurdo de tudo isto é que o “Agarrem-me, senão vou-me a eles!” dos nossos sindicatos e de todo o palavrório dos professores não passa de alocução sem ação.
Pior do que os professores estarem cansados com o que tem acontecido, é a mansidão motivada pela descrença na ineficácia da repetição da mesma solução de luta proposta que, visivelmente, já não resulta.
Greves da treta de 1 dia, à 6ª feira para prolongar o fim de semana, só nos deixa uma má imagem perante a opinião pública.
Manifestações ao sábado que não incomodam ninguém e já nem nos noticiários aparecem, só servem para nos desgastar e os sindicatos mostrarem sinal de vida. Não há dúvida que o absurdo de tudo isto não pode continuar.
Perante a natureza desta situação, há que ter coragem, fazer sacrifícios e criar um fundo de greve (também pelos sindicatos à imagem do que acontece noutros países) e fazer uma greve dura e consequente e uma manifestação em dia de semana que incomode tanto como os sucessivos governos têm importunado as nossas vidas.
É forçoso que se faça parar o país para que nos ouçam, nos respeitem, nos tratem como merecemos, nos devolvam tudo o que nos roubaram e nos continuam a roubar, para que nos deixem trabalhar e viver com o mínimo de dignidade.

Carlos Santos

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Quem Falou na RR1 em Agosto Foi o Próprio Ministro da Educação

Este artigo estava agendado para o último minuto do dia 31 de agosto, mas não acredito no milagre das listas saírem depois das 21 horas.

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Mais Importante que as Vagas de Acesso É Saber Quantos têm Ficado Presos nos Escalões

Já todos percebemos que as vagas a abrir para acesso ao 5.º Escalão representam cerca de 50% dos docentes que estão presos na lista de acesso e 1/3  para os docentes presos na lista do 6.º escalão.

Todos os anos estes docentes tem prejuízo do tempo de serviço, pois para a lista conta todo o tempo de serviço de permanência no escalão e começa novamente a contar o tempo de serviço a partir do dia 1 de janeiro para o 5.º ou 7.º escalão, caso o docente entre nas vagas de acesso.

Quem deveria subir em Fevereiro (é o meu exemplo) vê logo perdido 330 dias de serviço, mesmo que esse tempo exceda o necessário para estar dentro das vagas de acesso ao escalão seguinte. Também perde o tempo de serviço faseado de 339 dias entregues em 1 de junho de 2021 (é também o meu caso). Ou seja, só aqui são quase dois anos de serviço perdidos e nada garante que seja o suficiente para progredir ao 5.º escalão com efeitos de tempo de serviço ao dia 1 de janeiro de 2022, mas apenas com efeitos remuneratórios ao dia 1 de fevereiro de 2022 (aqui mais um mês perdido, mas de salário) .

Se vale a pena estar na carreira de professor?

Não, claro que não.

E daqui até mudar é só encontrar vontade para procurar um novo caminho profissional.

Este ano serão quase 6 mil docentes que vão ter de aguardar pelo menos mais um ano para progredirem.

 

 

 

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A caminho de um país sem língua, mas com algoritmos

 

Fala-se muito de conhecimento, mas o conhecimento, por si só, não traz dignidade à vida. São as políticas que o aplicam que promovem essa dignidade. É a utilização que dele se faz que promove justiça ou desigualdade, bem-estar ou indignação, harmonia ou conflito.
A secretária de Estado Patrícia Gaspar invocou um algoritmo para concluir que a Serra da Estrela devia ter ardido mais. A ministra Mariana apresentou a terra queimada como uma benesse para o futuro de quem dela vivia. Ficou lançado o mote para Marta Temido aumentar os quilómetros que as grávidas devem percorrer até parir e João Costa regressar ao passado, como fatalidade inevitável de um futuro que vai cantar, dirigido por inimigos do saber, cuja missão é construir um país sem língua, mas com algoritmos, sem alma, mas com ecrãs cheios de vacuidades.
Por simples despacho de interposto secretário de Estado, o ministro da Educação começou por terraplanar leis vigentes (veja-se o art.º 3º do DL 79/2014, que fixa, imperativamente, a indispensabilidade da habilitação profissional para o desempenho da actividade docente), implodindo os grupos 200 e 230 (Português e Estudos Sociais/História e Matemática e Ciências da Natureza). Para os leccionar, começou por dizer, serviria a licenciatura generalista em Educação Básica. Ter-lhe-á ocorrido que tal licenciatura é grosseiramente insuficiente, por exemplo, para garantir qualidade científica ao ensino da História no 2º ciclo desse nível de ensino? Depois, em segunda versão cheia de incongruências, adoçou o disparate inicial, sem que tenha deixado de corporizar mais um menoscabo pelo ensino do Português, que se soma à desvalorização da literatura no ensino secundário e reforça o contributo do ME para afastar os jovens do conhecimento mínimo sobre as raízes da nossa cultura e do acto de pensar. Não será uma aberração a ministerial cabeça aceitar que uma licenciatura em Psicologia sirva para ensinar Matemática, ou que créditos de formação em História sirvam para ensinar Português (e vice-versa) ou créditos em Ciências da Natureza constituam mínimos para leccionar Matemática (e vice-versa)? Sim, o sistema de ensino está confrontado com uma situação de carência de professores. Mas a carência não deve abrir portas à diminuição da exigência, porque existem formas de a superar sem baixar a qualidade da docência.
A Educação vive um momento de retrocesso. Estamos a assistir ao gradual esboroar da qualidade do sistema de ensino. Estamos a pagar o preço de reformas que não se fizeram e de estratégias mal pensadas. E perante tudo isto, dir-se-ia que os professores caíram num lamentável conformismo, já que não se revoltam, pelo menos de modo eficaz, ante tantas propostas perversas e prosperidades armadilhadas. Os próprios sindicatos assemelham-se a laboratórios de conformismo. Conformismo protestante, mas inoperante, porque submisso a um sistema de ensino cinzento, injusto, afogado em burocracia, políticas de escaparate e clichés.
Ainda que confrangedor, torna-se assim natural ver a facilidade com que hoje se responsabilizam os professores por tudo o que se passa dentro e fora da escola, enquanto, paradoxalmente, lhes é, cada vez mais, retirada autoridade e prestígio. Por isso, muitos estão desesperançados e saber como reagrupá-los para operar a mudança é o desafio do momento. Os professores carecem de lógicas de agregação que ultrapassem os alinhamentos partidários ou sindicais. Lógicas construídas a partir da responsabilidade social, da deontologia e da ética. A decidir, temos um ministro insuportavelmente doutrinário do ponto de vista pedagógico, com quem a discussão assume uma natureza redutora, dicotómica, algo extremada entre o certo e o errado, o tradicional e o novo, o analógico e o digital. Um ministro que não entende que não tem autoridade para determinar que pedagogia é correcta ou não, que o que interessa não é se a pedagogia é nova ou tradicional, mas sim se resulta e produz aprendizagem, que as chamadas novas tecnologias são meios e não fins e que não devemos substituir práticas e métodos testados por uma outra qualquer intervenção, só porque é inovadora. Um ministro perito em ignorar a realidade para criar expectativas, cujo conceito de inclusão foi criar uma escola de exigências mínimas, obrigatória para todos, aprendam ou não.

In “Público” de 31.8.22

 

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Dúvidas Houvesse Quanto à Aberração das Quotas

… que serviu de moeda de troca para a eliminação da barreira de acesso a Professor Titular.

O Ministério da Educação vai relembrando de quem foi a culpa desta barreira no acesso ao 5.º e 7.º escalão.

 

Considerando ainda que estão reunidas as condições para, à semelhança do ocorrido em anos anteriores, poder ser considerado como referência o acordo celebrado em 2010 com as estruturas representativas dos docentes, definindo assim para 2022 um número de vagas que correspondam, tendencialmente, a 50 % de docentes em condições de transitar para o 5.º escalão e 33 % de docentes em condições de transitar para o 7.º escalão;

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Vagas de Acesso ao 5.º e 7.º Escalão

Despacho n.º 10574/2022

 

Fixa, para o ano de 2022, as vagas para a progressão aos 5.º e 7.º escalões da carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário.

 

1 — São fixadas, para o ano de 2022, as seguintes vagas para a progressão aos 5.º e 7.º escalões para os docentes a quem tenha sido atribuída a menção qualitativa de Bom na respetiva avaliação de desempenho e, cumulativamente, cumpram o requisito da formação:

a) Para o 5.º escalão, 2709 vagas;

b) Para o 7.º escalão, 1484 vagas.

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Vamos lá a pedir, todos, este subsídio

Ministro da Administração Interna recebe subsídio de alojamento

José Luis Carneiro pediu subsídio por ter residência a mais de 150 quilómetros de Lisboa. Valor da compensação é de 750 euros mensais.

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A Reserva de Recrutamento 1 Deve Sair Amanhã

Segundo afirmações do Ministro da Educação no dia 12 de agosto ainda seria publicada uma lista de colocações este mês. Sendo amanhã o último dia do mês de agosto a Reserva de Recrutamento 1 deverá ser publicada amanhã.

Para esta Reserva foram lançados apenas horários anuais, mesmo que incompletos.

Apenas para a Reserva de Recrutamento 2 deverão sair os horários temporários.

Até ao dia 16 de setembro serão publicadas mais duas reservas de recrutamento onde os horários retroagem em tempo de serviço ao dia 1 de setembro.

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Uma afronta aos verdadeiros professores

 

Fica a perceção social de que para se ser professor é preciso apenas alguns créditos, desvalorizando por completo o conhecimento científico, a pedagogia, a psicologia educacional, etc..

Uma afronta aos verdadeiros professores

 

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Não há falta de professores de TIC…

 

…não estão é para se sujeitar a isto.

Nem eles nem muitos outros licenciados via ensino que, embora apareçam  nas listas ordenadas não concorrem para todo o país, muito penos para a zona de Lisboa ou algarve.

Falemos do caso especifico dos professores de TIC.

Porque é que se vão sujeitar a auferir 1100 euros líquidos mensais, longe de cassa, sem condições de trabalho adequadas, excesso de trabalho burocrático, uma carreira cheia de “funis”, trabalho de técnico pró bono … quando alguém com essas competências pode, no bem estar do seu lar, trabalhando remotamente, com todas as condições e sem metade das preocupações, auferir mais do dobro?

O problema que a tutela não quer ver, é que o país tem falta de “técnicos informáticos” e o ordenado de professor não compensa o trabalho. Enquanto forem cegos a esse e muitos outros prolemas, não terão professores em certas regiões do país, nem de alguns, no futuro muitos, grupo de recrutamento.

 

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LISTAS DE COLOCAÇÃO | RAM

 

LISTAS DE COLOCAÇÃO | RAM

– Lista de colocação: https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListadeColocacaoContratacaoInicial_20220829.pdf

– Lista ordenada definitiva de candidatos admitidos: https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaAdmitidosContratacaoInicial_20220829.pdf

– Lista ordenada definitiva de candidatos excluídos: https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaExcluidosContratacaoInicial_20220829.pdf

Foram publicadas as listas definitivas de candidatos admitidos e excluídos ao concurso de contratação inicial e a lista de colocações referente ao ano escolar 2022/2023.

Os candidatos colocados devem aceitar a colocação junto do órgão de gestão das respetivas escolas, no prazo de 48 horas, correspondentes aos 2 primeiros dias úteis seguintes à publicação da lista de colocação.

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Horários em Contratação de Escola, Hoje às 20 Horas

Fica o ponto de situação dos horários em concurso no dia de hoje, para os diversos grupos de recrutamento.

Os 207 horários em concurso são horários anuais e completos para os quais não houve candidatos na Mobilidade Interna e na Contratação Inicial.

A cada dia que passa Sintra lá descobre mais um horário para o grupo 550 – Informática. E  Lisboa já pede 21 horários para este grupo.

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Agosto já não é o que era…

O mês de Agosto costuma ser propício à resignação e à letargia: “metem-se as Férias”, tenta-se descomprimir e, no geral, “fecha-se para balanço”…

No caso dos profissionais de Educação, “fechar para balanço” significará, sobretudo, a abstracção do trabalho durante cerca de um mês e usufruir do descanso físico e mental daí decorrente…

Mas, e apesar das Férias, no momento actual, o mal-estar docente parece estar irremediavelmente instalado e com ele a expectável desmotivação e o decorrente desinvestimento, mas também o descrédito geral e a insatisfação, relativos às medidas educativas emanadas pelo Ministério da Educação…

A melhoria das condições existentes na Carreira Docente, nomeadamente as materiais, parece, cada vez mais, uma miragem…

Inusitadamente, este ano, algumas “soluções” para obviar a falta de Professores chegaram pela calada, em pleno mês de Agosto, quando a maioria dos profissionais de Educação se encontra a gozar de um merecido período de descanso…

E não pode deixar de se estranhar o decreto de medidas tão percussivas e significativas como a alteração das habilitações necessárias para a Docência, em pleno período de “time out” ou de “defeso”…

“Decretar o absurdo” ou agir à socapa, desrespeitando o tão apregoado “fair play”, supostamente desejado em todos os domínios, não parece ser um desempenho consentâneo com o que se espera de qualquer Tutela, aqui ou noutra parte do Mundo…

Depreende-se, contudo, a estratégia: aproveitar a bonomia própria das Férias, esperando que essa serenidade, ainda que temporária, possa ajudar a esquecer, ou pelo menos a minorar, mais uma afronta à dignidade e à valorização da profissão Docente…

“Com o tempo tudo passa” e, previsivelmente, em Setembro, já os ânimos estarão mais serenados e as eventuais contestações praticamente sanadas: plausivelmente, confia-se que, até lá, se interiorize e assimile mais um vitupério que, inevitavelmente, acabará por ser “arrumado numa qualquer gaveta, quase sempre muito funda”, como tantas vezes acontece…

Contudo, este não foi um acto isolado ou inédito por parte da Tutela, mas antes uma conduta que se enquadra num modus operandi, já anteriormente notado:

Uma Tutela, plausivelmente mal aconselhada por alguns pretensos ungidos da intelligentsia (Thomas Sowell);

Uma Tutela que parece construir as suas próprias verdades, mas que tem sido surpreendida a efabular sobre a Realidade, substituindo-a, algumas vezes, por várias realidades paralelas e factos alternativos;

Uma Tutela que parece pretender a implementação de uma via única de pensamento, que é o seu próprio pensamento e o de alguns apparatchiks, estrategicamente colocados e disseminados;

Enfim, uma Tutela que, com uma sorrateira desfaçatez, parece agir na “sombra”, com dificuldade em evidenciar frontalidade, transparência e lealdade institucional.

Agosto passa rápido e Setembro não espera…

Em Setembro continuarão, por certo, os atropelos aos profissionais de Educação, que vão sendo tratados com notável desprezo e desrespeito…

Em 2021 estavam registados 150.127 docentes em exercício nos Ensinos Pré-Escolar, Básico e Secundário (PORDATA, últimos dados disponíveis, relativos ao ano de 2021).

Em Setembro, quantos desses aceitarão continuar a ser vilipendiados e desrespeitados por uma Tutela que não se tem mostrado merecedora de confiança?

Em Setembro, quantos Dirigentes Escolares se sublevarão contra os atropelos que atingem e maltratam os que trabalham sob a sua alçada?

Em Setembro, o que farão os Sindicatos da Educação face à recorrente hostilidade perpetrada contra os seus supostos representados?

Lamentavelmente, pela prática que tem vindo a ser observada, a expectável postura de alguns dos anteriores poderá fazer recordar disto:

“Quando a raposa ouve o grito do coelho ela vem correndo, mas não para ajudar” (Thomas Harris, O Silêncio dos Inocentes)…

A cobardia e a deslealdade que parecem grassar em muitos quadrantes da Área da Educação são muito feias e não abonam a favor da respectiva credibilização…

(Matilde)

 

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(sem título)

Maria do Céu Cabreirinha, de 64 anos, está há dois anos à espera de resposta ao pedido de reforma antecipada. “É uma vergonha, um absurdo o que me estão a fazer. Tanto tempo à espera de uma decisão”, afirma a professora, que se encontra de baixa, por falta de “condições psicológicas” para continuar a dar aulas.

Professora espera há dois anos por reforma

 

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Síntese da reunião com o Ministro da Educação – 26 de agosto 2022

 

 

 

 

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A próxima fase de colocações não será a RR01

 

Esta semana serão colocados mais uns quantos professores nas escolas, mas não será uma Reserva de Recrutamento.

A esperança dos professores que almejam um horário para o próximo ano letivo, 2022/23, ainda não será cumprida nesta fase de colocações. Os horário que foram pedidos pelas escolas foram os que não foram preenchidos na MI/CI, ou seja, na sua grande maioria, se não todos, horários incompletos. Assim referia a Nota Informativa a que as escolas tiveram acesso. Qualquer horário que, entretanto, tivesse surgido só pode ser inserido na plataforma aquando da abertura de pedido de horários da RR01 que acontecerá à posteriori.

Tenham esperança… nesta fase aconteceu uma espécie de ICL3… a CI dos horários incompletos.

 

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Um ponto Acima do Continente

Depois de um Estatuto que valoriza e incentiva a fixação do pessoal docente nos Açores, mais uma vez os Açores estão melhor que o continente, apesar da sua insularidade.

Praticamente todas as necessidades estão asseguradas para o ano letivo 2022/2023.

 

Necessidades docentes nos Açores com “colmatadas a 99%”

A secretária regional da Educação e dos Assuntos Culturais dos Açores, Sofia Ribeiro, disse hoje que “99% das necessidades docentes das escolas estão colmatadas”, havendo mais 45 professores do que no ano letivo passado.

Citada em nota de imprensa do executivo açoriano, Sofia Ribeiro refere que há “mais 45 docentes em funções letivas para o início deste ano letivo” do que havia no anterior e que foram lançadas “menos 51 vagas para a contratação a termo” do que em agosto de 2021”.

De acordo a responsável pela pasta da Educação, este objetivo foi atingido “na sequência do esforço do Governo Regional de efetivar professores e educadores em quadro, diminuindo a precariedade da classe docente”, tendo já integrado “429 docentes em quadro no último ano e meio”.

Segundo Sofia Ribeiro, “mesmo com o número de alunos a diminuir na região, há mais professores nas escolas e um recurso à contratação a termo inferior”.

O aumento de professores surge através do regresso às escolas de “docentes afetos a outros serviços ou em licenças sem vencimento” que ajudam agora a “colmatar as necessidades das unidades orgânicas da região”.

A responsável referiu que este ano foram lançadas 419 vagas para a contratação, tendo sido lançadas 470 no ano letivo 2021/2022.

Das vagas lançadas este ano, 53 ficaram por preencher, sendo que o “grupo de recrutamento mais carenciado é a informática”, onde oito escolas ficaram com vagas por ocupar por professores para lecionar esta disciplina, disse a secretária regional.

Depois de informática, “a educação especial dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário é o grupo de recrutamento com maior dificuldade”.

De acordo dom Sofia Ribeiro, “estas dificuldades não são características de grupos específicos de ilhas, mas sim transversais a toda a região, inclusivamente em escolas dos maiores centros urbanos”.

O próximo ano letivo arranca entre os dias 12 e 14 de setembro.

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Balanço das Contratações de Escola

… às 22 horas de hoje, para os 4 grupos de recrutamento com horários anuais e completos em concurso.

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Traduzido, Para Melhor Percepção

“Nenhum professor começará a carreira com menos de 2000 euros líquidos mensais”, promete Emmanuel Macron

 

 

O Presidente da República comprometeu-se esta quinta-feira de manhã a dar continuidade à reavaliação dos salários dos professores.

Emmanuel Macron prometeu quinta-feira que a reavaliação dos salários dos professores seria “continuada” para que nenhum deles iniciasse a carreira “com menos de 2000 euros líquidos” por mês.

 

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Professores só com licenciatura não serão recrutados para o pré-escolar e 1.º ciclo

Reuniões com sindicatos de professores permitiram “ajustes” no despacho de revisão das habilitações para a docência apresentado pelo Ministério da Educação, indicou João Costa.

Professores só com licenciatura não serão recrutados para o pré-escolar e 1.º ciclo

 

 

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Sindicatos dizem que novos requisitos para dar aulas desvalorizam a profissão

Dois dos sindicatos que representam os professores consideraram nesta sexta-feira, após as rondas negociais com o Ministério da Educação, que os novos requisitos para dar aulas são menos exigentes e temem um agravamento das assimetrias regionais, com zonas onde o número de docentes não profissionalizados será maior.

Sindicatos dizem que novos requisitos para dar aulas desvalorizam a profissão

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Ides ficar a reclamar atrás do computador?

Ou será guerra aberta com escolas fechadas a cadeado?

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Horários em Concurso às 22 horas

Já vamos com 178 horários anuais e completos em concurso na contratação de escola. 160 são horários do grupo 550 – Informática, que representam 89% do total em concurso.

19,6 % de todos os horários em concurso são do concelho de Sintra.

 

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Uma proposta para atribuição e validação de habilitações para a docência

Como se anda a “negociar” as habilitações próprias para “dar” aulas, porque não pensam, antes, nisto?

 

Redefinir o conjunto de competências certificadas que permitem o exercício da profissão docente como a Habilitação profissional, a Habilitação Própria e o processo de registo e de validação de habilitações.

Estabelecer um prazo legal, para quem tem habilitações próprias, para a obtenção de uma validação especifica das mesmas para utilizações futuras.

Criar uma Instituição, independente, responsável pelo registo e validação de habilitações para a docência. Essa Instituição asseguraria a transparência de todos os documentos e procedimentos relativos à validação e certificação de habilitações docentes.

Caberia a essa Instituição, criar o registo de todas as habilitações profissionais e próprias, vigentes. assim como, reavaliar as habilitações próprias, criando critérios de certificação que devem prever uma clara correspondência com os grupos disciplinares existentes e uma definição de um mínimo habilitacional uniforme.

Reavaliar as habilitações profissionais existentes, seria, também, tarefa da instituição acima mencionada, de forma a permitir que habilitações próprias detidas por portadores de habilitação profissional para outros grupos de recrutamento poderem ser validadas como habilitação profissional para outro grupo. Essa validação terá como base o princípio, de que a posse ou obtenção de formação pedagógica para um grupo de recrutamento, garante a posse de habilitação profissional para outro grupo, no pressuposto de existir o mínimo habilitacional para o novo reconhecimento de habilitação profissional. 

 

Será, assim tão complicado???

 

 

 

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Nova Proposta de Despacho de Habilitações para “dar aulas”

Clicar no link abaixo para ler a 2.ª proposta

 

Proposta

 

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Alto Risco de “onda de baixas” na Educação

 

Risco de “onda de baixas”

São estas as mudanças que têm merecidos duras críticas por parte dos sindicatos de professores, que falam em casos que são “autênticos pesadelos”.

Mário Nogueira, líder da Fenprof, não tem dúvidas de que no próximo ano letivo “iremos ter um aumento das situações por baixa médica”. A previsão é corroborada pelo S.T.O.P. (Sindicato de Todos os Professores).

“As alterações são profundamente lesivas para os professores em situação de doença grave ou que acompanham familiares em situação similar. Obrigar professores nestas condições a deslocar-se muitos quilómetros, diariamente, certamente levará a que muitos colegas, legitimamente, não aguentem e, dessa forma, [isso] potenciará o número de baixas”, sublinha André Pestana, coordenador do S.T.O.P., em declarações à CNN Portugal.

André Pestana aponta ainda “a total falta de consideração e respeito pela classe docente” por parte do Ministério da Educação, “que estipulou um prazo para os pedidos para a mobilidade por doença extremamente curto e, em particular, numa fase tão intensa para os professores no final do ano letivo”. O coordenador do S.T.O.P frisa que, nesta altura do ano letivo, os docentes estão sobrecarregados “com múltiplas tarefas simultâneas”, como “correções de provas de aferição e exames nacionais, vigilâncias de exames, aulas, preparação das avaliações e reuniões de avaliações”.

Agora que as listas desse regime foram publicadas, a Fenprof denuncia que “os dias que muitos destes docentes excluídos estão a viver são de desespero”. E dá exemplos concretos de alguns professores que ficaram de fora: “docente de Biologia com tumor maligno não obteve deslocação porque, para onde deveria ser deslocada, só havia vagas para docentes de Inglês, Matemática, Educação Física e do 1.º Ciclo do Ensino Básico com doença incapacitante; educadora de infância com cardiopatia isquémica grave não foi deslocada para o agrupamento pretendido, por nele só haver vagas para docentes de Inglês do 1.º Ciclo, de Educação Especial e de Matemática e Ciências do 2.º Ciclo com doença incapacitante; professora de Educação Física cuidadora de um filho dependente com transtorno autista (3.º grau de gravidade, em 4, do espectro autista) não obteve deslocação por residir em Braga – se residisse em Beja, onde havia vaga para a sua disciplina, tê-la-ia obtido”.

O que podem fazer estes professores? “Não reunindo condições para utilizarem o período de aperfeiçoamento da candidatura, pois já apresentaram as suas candidaturas sem erros, a Fenprof recomenda que exponham o seu caso ao Ministério da Educação, dirigindo-se ao Secretário de Estado da Educação, que é quem acompanha as situações relacionadas com a mobilidade por doença”, acrescenta a estrutura sindical.

Também a Federação Nacional da Educação (FNE) está contra as novas regras da mobilidade por doença. João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, frisa à CNN Portugal que “um mecanismo desta natureza deve assentar no reconhecimento da individualidade” de cada docente, “pelo que não pode ser tratado no quadro de um mecanismo concursal, como o Ministério da Educação está a agir”.

 

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