Centenas de alunos de escolas do 1º ciclo de Coimbra estão, desde o final do ano passado, impedidos de utilizar os respetivos campos de jogos. Por razões de segurança, e após uma vistoria externa decidida em março do ano passado pelo município de Coimbra, foi confirmado que 70 equipamentos desportivos escolares estão sem condições de serem utilizados, o que levou a autarquia a decidir a sua interdição.
O mesmo foi confirmado ao Diário de Coimbra por Ana Cortez Vaz, vereadora responsável pelo pelouro da Educação, confirmando que a vistoria externa foi decidida para o cumprimento do Regulamento das condições técnicas e de segurança a observar na conceção, instalação e manutenção das balizas de futebol, andebol, hóquei e de pólo aquático e dos equipamentos de basquetebol existentes nas instalações desportivas de uso público e, após a constatação de que, desde que as escolas são responsabilidade dos municípios – em 2003, há 20 anos – «nunca tinham sido vistoriados os equipamentos desportivos» escolares.
Ao todo foram, portanto, vistoriados os 223 equipamentos desportivos localizados nas escolas do concelho (todos os existentes) por uma entidade externa que, em dezembro do ano passado, deu conta da falta de condições em 70 deles, que «foram reprovados em matéria de segurança dos utilizadores», o que significa, como sublinha a vereadora, que as suas condições (ou falta delas) «colocavam em causa a segurança das crianças e jovens».
Tag: Notícias
Mar 07 2024
Equipamentos desportivos de escolas em Coimbra interditos por falta de segurança
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Mar 07 2024
A história repete-se…
A três meses das provas digitais, Ministério lançou novo procedimento. Escolas com computadores disponíveis vão transferi-los para estabelecimentos onde há carências. Diretores apontam falta de equidade.
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Mar 06 2024
Vote a favor da Escola Pública e da valorização de todos os seus profissionais
Por este artigo do STOP, apenas o PSD concedeu audiência ao STOP (Síntese da reunião no fim do artigo), sendo que o LIVRE receberá ainda hoje o STOP.
Vote a favor da Escola Pública e da valorização de todos os seus profissionais

OS NOSSOS ALUNOS PRECISAM DE UMA ESCOLA PÚBLICA VALORIZADA
Só a Escola Pública é que garante a todas as crianças e jovens, independentemente de serem filhos de ricos ou pobres, o seu direito a uma Educação de qualidade. No entanto, a Escola Pública e todos os seus Profissionais nos últimos governos, em particular desde 2008, têm sido intensamente atacados, o que tem degradado de forma significativa as suas condições de trabalho com graves consequências para o presente e futuro dos alunos.
O QUE FAZER PARA RESOLVER OS GRAVES PROBLEMAS/INJUSTIÇAS NA ESCOLA PÚBLICA?
O caminho para melhorar o acesso a uma Educação de qualidade para todos, não é voltar aos contratos de associação ou o cheque ensino (retirando ainda mais recursos da Escola Pública para os lucros de escolas privadas), ou acreditar que se resolve a falta de professores trazendo de volta os professores reformados ou, sem qualquer critério pedagógico e apenas critérios economicistas, acabar com o 2.º ciclo, prejudicando profundamente a qualidade e a exigência de ensino dos alunos do 5.º e 6.º ano nas diferentes disciplinas, ou dizer que temos uma escola inclusiva e segura sem mais pessoal docente e não docente que a possam assegurar.
SÓ HÁ EDUCAÇÃO DE QUALIDADE COM PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DIGNIFICADOS
Para começar a resolver os problemas da Escola Pública, além das justas reivindicações específicas para cada sector, é fundamental melhorar as condições de trabalho de todos os seus profissionais, Assistentes Operacionais e Técnicos, Docentes e Técnicos Superiores e Especializados, nomeadamente com:
- Avaliação justa e progressão sem quotas
- Contagem de todo o tempo de serviço
- Gestão escolar democrática
- Direito à CGA para todos
- Fim da Municipalização
É HORA DE INVESTIR NOS SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS A FAVOR DAS POPULAÇÕES
Há muito dinheiro no nosso país, mas, infelizmente, está muito mal distribuído. Por exemplo, não podemos esquecer que quando os bancos apresentaram prejuízos, o Estado português injetou na banca mais de 20.000 milhões de euros, socializando dessa forma os seus prejuízos. No entanto, agora que os bancos apresentam lucros recorde (muito à custa de exorbitantes juros à habitação e de artificiais taxas/comissões), esses lucros enormes não estão a ser socializados para termos serviços públicos de qualidade para todos (Educação, Saúde, Justiça, Transportes, Informação, Cultura, etc). Por isso, nas próximas eleições, não se deixe enganar e não hipoteque o presente e o futuro do seu filho/neto:
X VOTE A FAVOR DA ESCOLA PÚBLICA e da valorização de todos os seus profissionais.
PROGRAMAS SOBRE EDUCAÇÃO DOS PARTIDOS CANDIDATOS ÀS LEGISLATIVAS 2024
O S.TO.P. compilou as medidas programáticas que os partidos com assento parlamentar apresentam sobre a educação que pode consultar aqui.
SÍNTESES DAS REUNIÕES DO S.TO.P. COM OS PARTIDOS POLÍTICOS
Ao convite para reuniões com o S.TO.P. acederam o PSD e o LIVRE, com o primeiro tivemos audiência no dia 16 de fevereiro e com o segundo será dia 6 de março. Consulte aqui o resumo dessas audiências:
- Síntese da audiência com o PSD, 16 de fevereiro 2024
- Síntese da audiência com o LIVRE, 6 de março 2024 – será colocada aqui após a realização da mesma
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Mar 06 2024
Constou-me Que As Listas e as Vagas Ficam para Depois das Eleições
Constou-me que para não atrapalhar o fim da campanha eleitoral a lista de colocações em Mini QZP e as vagas do concurso interno/externo serão publicadas apenas depois das eleições do dia 10 de março.
Espero que o motivo seja apenas para não criar ruído na campanha e não porque o número de vagas seja inferior ao anunciado.
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Mar 06 2024
Professores aposentados: gozai da vossa Liberdade!
Ao que parece, Pedro Nuno Santos, candidato a 1º Ministro pelo Partido Socialista, pretenderá cooptar Professores aposentados, providenciando incentivos (que incentivos?) para que regressem ao ensino, caso venha a vencer as próximas eleições legislativas (“cruzes, canhoto!”):
– “Enquanto nós não conseguirmos ter os professores que nós precisamos, nós vamos incentivar que quem já se aposentou possa ainda dar aulas para tentarmos dar resposta às necessidades que a nossa escola tem hoje em matéria de professores”, anunciou Pedro Nuno Santos. (Jornal Diário de Notícias, em 4 de Março de 2024)…
Defendendo, ainda, que:
– “A Educação deve continuar a ser uma paixão renovada para o PS.” (Jornal Diário de Notícias, em 4 de Março de 2024)…
Ao que parece, Pedro Nuno Santos, candidato a 1º Ministro pelo Partido Socialista, não terá consciência do “irrepreensível trabalho” realizado pelo seu próprio Partido, ao longo dos últimos oito anos, no sentido de obstaculizar uma Escola Pública digna e com qualidade e de maltratar a Classe Docente sem apelo nem agravo…
Pedro Nuno Santos parece que “não sabe nem sonha” a deterioração a que chegou a Escola Pública, consequência das políticas educativas concebidas por Socialistas, alegadamente muito “apaixonados” pela Educação… Afinal, há mesmo “paixões” absolutamente dispensáveis…
Esse “irrepreensível trabalho”, que resultou no afugentamento de muitos Professores e no desespero pela aposentação de tantos outros que ainda se encontram no activo, foi uma “obra memorável” do Partido Socialista…
Pedro Nuno Santos parece não ter consciência disso…
Ou, se a tem, hipocritamente, faz de conta que não teve qualquer responsabilidade por tal descalabro, apesar de, nos últimos anos, ter sido um destacado membro dos Governos do Partido Socialista, como Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e como Ministro das Infraestruturas de António Costa…
Por outras palavras, os mesmos que, ao longo dos últimos oito anos, desrespeitaram, desvalorizaram e humilharam Professores, parecem pretender, agora, o regresso dos que, pela via da aposentação, já se conseguiram livrar desse jugo perverso e asfixiante, sentindo-se, por certo, muito aliviados por isso…
Pedir a esses Professores que regressem à desumanização, à desesperança, à frustração ou à exaustão física e mental, certamente experimentadas por muitos deles enquanto se encontravam no activo, será, no mínimo, cínico, risível, estapafúrdio e absolutamente ilógico e incongruente…
As trapalhadas de Pedro Nuno Santos continuam, assim como a sua falta de honestidade intelectual…
Só faltará a Pedro Nuno Santos dirigir-se aos Professores aposentados nestes termos:
– Professores aposentados: regressai, o País precisa de vós!
Perante tal apelo, se eu fosse Professora aposentada, a minha resposta a Pedro Nuno Santos incluiria, com certeza, vários impropérios, impossíveis de aqui serem reproduzidos, por motivos óbvios…
Deixo à imaginação de cada um…
Cuidado com as “paixões assolapadas” do Partido Socialista pela Educação, todos sabemos no que resultaram…
“Quão maravilhosas são as pessoas que não conhecemos bem.” (Millôr Fernandes)…
A desfaçatez com que Pedro Nuno Santos se referiu aos Professores aposentados, esperando deles algo inaudito, tendo em conta a forma como toda a Classe Docente foi tratada pelo Partido Socialista ao longo dos últimos anos, evidencia bem a sua impreparação para o cargo de 1º Ministro (“cruzes, canhoto!)…
Pedro Nuno Santos não fará, por certo, a menor ideia das exigências que se colocam diariamente aos Professores, em cada escola…
Nas condições actuais, muito dificilmente algum Professor, na posse das suas faculdades mentais, aceitará regressar às infernais “rodas de hamster”, às “gaiolas” de censura, em que se transformou a maior parte das escolas públicas…
Professores aposentados: gozai da vossa Liberdade!
Paula Dias
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Mar 05 2024
A paixão renovada para o PS…
Pedro Nuno Santos quer trazer de volta os professores reformados

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, afirmou, esta segunda-feira, que quer incentivar os professores aposentados a darem aulas para responder às necessidades atuais da escola pública.
No fundo, fazer com os professores o que José Sócrates fez com os médicos.
“Enquanto nós não conseguirmos ter os professores que nós precisamos, nós vamos incentivar que quem já se aposentou possa ainda dar aulas para tentarmos dar resposta às necessidades que a nossa escola tem hoje em matéria de professores”, anunciou o secretário-geral do PS.
Num comício, esta segunda-feira, no Pavilhão dos Olivais, Pedro Nuno Santos defendeu que a Educação deve continuar a ser “uma paixão renovada para o PS”, considerando que é aí que se joga a “igualdade entre homens e mulheres, entre portugueses”.
“Começa também em quem se dedica à carreira docente, e nós queremos valorizar, dignificar, respeitar quem dedica a sua vida a ensinar os outros. É para nós fundamental termos professores que se sintam motivados, respeitados em Portugal”, salientou.
Para o líder do PS, “é assim em qualquer profissão: nós fazemos melhor o nosso trabalho em qualquer profissão quando nós nos sentimos valorizados, respeitados”.
“E se o Estado exige que o setor privado, que as empresas privadas – e bem -, cumpram o contrato que têm para com os seus trabalhadores, o Estado tem de ser o primeiro a dar o exemplo: o Estado tem cumprir o contrato que tem para com os seus próprios trabalhadores”, referiu, voltando a defender a reposição integral do tempo de serviço dos professores em quatro anos.
Por outro lado, o líder do PS disse também que quer a atividade docente mais atrativa, de forma a garantir que os jovens olham para a carreira docente “como uma carreira de futuro”.
“É por isso que nós queremos aumentar os índices remuneratórios nos escalões de entrada, para valorizar a carreira, para termos uma carreira mais atrativa, para que os mais jovens queiram entregar a sua vida a ensinar as nossas crianças, os nossos filhos, os nossos netos”, destacou Pedro Nuno Santos.
O secretário-geral do PS propõe agora recuperar os professores reformados, tal como acontece já com quase cerca de milhar os médicos: enquanto os “novos” não querem, a solução passa por incentivar os “velhos”.
A contratação de médicos reformados começou em 2010, durante o segundo governo de José Sócrates, e foi uma das medidas criadas para responder à carência de profissionais de saúde.
O regime excecional permitiu a reintegração de médicos reformados no Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a autorização prévia do ministro da Saúde. O regime estipulava que estes médicos podiam receber um salário e, em alguns casos, acumular uma parcela do seu rendimento de reforma.
Embora tenha sido originalmente concebido para durar apenas três anos, o regime foi prorrogado por vários governos e tornou-se cada vez mais popular.
Agora, Pedro Nuno Santos pode fazer o mesmo com os professores.
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Mar 04 2024
Mitos Úteis
Mitos Úteis
Entre nós, o debate de questões importantes em matéria de Educação, raramente se faz de forma informada ou transparente. A questão da reformulação dos ciclos de escolaridade, relançada pelo Conselho Nacional de Educação, é uma questão importante e deveria ser tratada como tal, preparando-se uma eventual mudança do que existe sem ser no modo “na Europa é assim e devemos fazer igual”.
Começando pelo princípio: se a ideia é estender a duração do pré-escolar, a melhor opção talvez não seja juntar mais dois anos ao 1º ciclo. Se na Europa a “regra” é um primeiro ciclo de seis anos? Acredito, mas há muita coisa padronizada que nem sempre é a melhor e seria interessante ver porque foi feita essa opção, quando e em que contextos.
Igualmente problemático é ler ou ouvir “especialistas” a dissertar sobre matérias acerca das quais parecem desconhecer detalhes importantes. A mais óbvia é a da alegada passagem de um 1º ciclo com um docente para um 2º ciclo com dez ou doze. Outra é a mistificadora afirmação de que a transição entre estes dois ciclos é “traumática” para as crianças.
Vejamos: a petizada já não tem só um@ professor@ no 1º ciclo, apesar da monodocência oficial. Já existe o Inglês, a Educação Física e não apenas as AEC para eles terem mudanças n@s “professor@s”. No 2º ciclo organizado com alguma lógica, os alunos terão 6 ou 7 docentes, se a turma tiver alunos com Educação Moral e Religiosa.
As contas são simples: Português/Inglês, um docente; História e Geografia de Portugal/Cidadania e Desenvolvimento, um docente; Matemática/Ciências, um docente; Educ. Visual/Educ. Tecnológica, um docente, Educação Musical, um docente; Educação Física, um docente. A Formação Pessoal Social é atribuída a quem for Director de Turma e não acrescenta mais ninguém. Se conseguirem fazer esta complicada soma, encontrarão seis (6) docentes e não o dobro.
Algo diferente é o número de elementos de um Conselho de Turma, se tivermos em conta a Educação Especial, os serviços de Psicologia, se há alunos com Português Língua Não Materna (mas nesse caso não têm Português) ou se existem alguns apoios específicos, com docentes diferentes dos “regulares”. Mas a turma em si, pode ter aulas com apenas seis docentes e turmas com uma dezena de docentes serão excepções mesmo excepcionais.
Se os leitores ainda não perceberam, no nosso actual contexto, o que está em causa num ciclo de escolaridade de 6 anos com um@ professor@ “polivalente” não é o interesse dos alunos, mas o 1 (um@) docente para seis anos de escolaridade. Porque, mesmo no cenário de 6 professores a leccionar uma turma, isso significa uma poupança de mais de 80% em recursos humanos. Se a isso se juntar a ideia de agregar no 3º ciclo várias disciplinas em “áreas” já se percebeu o que está em causa: “emagrecer” a necessidade de docentes, mesmo que isso signifique que o Ensino Básico se torna apenas “Básico”.
Quanto ao pretenso “trauma” da transição dos alunos do 1.º para o 2.º ciclo, seria de esperar que, para além de considerandos na base do “acho que” ou “o meu filho/neto/primo da vizinha diz que”, se apresentassem dados que fundamentassem afirmação tão dramática. Por exemplo, os números do insucesso escolar. De acordo com a tese, esses números deveriam ser no 5.º ano os mais elevados de todo o Ensino Básico.
Mas isso não acontece. Consultando a Pordata, verifica-se que o insucesso no 5.º ano é bem inferior ao verificado em todo o 3.º ciclo, com destaque para o 7.º ano. Remontando a 2001, o insucesso era de 12,8% no 5.º ano e de 21,2% no 7.º; em 2011 os valores eram, respectivamente, de 7,4% e 15,4; em 2021 e 2022, de 3% e 5,7%. Ou seja, a transição para o 7.º ano parece bem mais problemática. Aos especialistas que falam nestes temas não parece óbvio que, se as mudanças a fazer são no interesse dos alunos, provavelmente, a junção entre os 2.º e 3.º ciclos faria mais sentido.
Só que, infelizmente, a discussão das “reformas” na Educação se faz na base de “mitos” úteis para consumo mediático e não tanto em factos demonstráveis.
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Mar 04 2024
Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio – Reposicionamento na carreira docente 2023 – FASE 2
Encontra-se disponível, na plataforma SIGRHE, de 4 a 12 de março (18h de Portugal Continental), a aplicação eletrónica Reposicionamento 2023 – Indicação de Docentes Fase 2, destinada, em exclusivo, aos docentes que à luz do n.º 17 do artigo 31.º do ECD, na redação dada pelo artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, se encontram dispensados do cumprimento do Período Probatório 2023/2024.
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Mar 04 2024
Reposicionamento na carreira docente 2023 – FASE 2
Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio – Reposicionamento na carreira docente 2023 – FASE 2
Encontra-se disponível, na plataforma SIGRHE, de 4 a 12 de março (18h de Portugal Continental), a aplicação eletrónica Reposicionamento 2023 – Indicação de Docentes Fase 2, destinada, em exclusivo, aos docentes que à luz do n.º 17 do artigo 31.º do ECD, na redação dada pelo artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, se encontram dispensados do cumprimento do Período Probatório 2023/2024.
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Mar 04 2024
Reclamar, reclamar, reclamar…
Enquanto não se consumar a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores não haverá paz, nem justiça, nem equidade na Classe Docente…
É impossível haver paz e justiça sem a recuperação integral dos 6 anos, 6 meses e 23 dias do tempo de serviço, ainda em falta…
Enquanto não for contabilizado esse tempo de serviço continuarão a indignação, a insatisfação e a frustração…
O roubo ignóbil de 6 anos, 6 meses e 23 dias do tempo de serviço, constitui-se como o principal mal, entre todos os males, que assolam a Carreira Docente…
Como se não bastasse a “manta de retalhos” em que se transformou a Carreira Docente, constituída por muitos pedaços desalinhados e incombináveis, executada de forma atabalhoada, sem preocupações de coesão ou de harmonia entre as partes que a compõem, e o roubo ignóbil de 6 anos, 6 meses e 23 dias de tempo de serviço, parece que também existirão interpretações e orientações oriundas de estruturas do Ministério da Educação que apenas não se estranhariam se vivêssemos num país à margem do Direito…
Relembrando o significado da expressão “Estado de Direito”:
“Não existe, portanto, a ideia de poder legítimo sem a ideia de direito, pois o direito legitima o exercício do poder, na medida em que o controla e modera. Por isso, a expressão “Estado de direito” significa que o exercício do poder público está submetido a normas e procedimentos jurídicos (procedimentos legislativos, administrativos, judiciais) que permitem ao cidadão acompanhar e eventualmente contestar a legitimidade (i.e, a constitucionalidade, a legalidade, a regularidade) das decisões tomadas pelas autoridades públicas.” (Diário da República, definição de Estado de Direito Democrático)…
Enquanto as estruturas do Ministério da Educação continuarem na senda das “interpretações livres”, e potencialmente abusivas, acerca da Legislação existente, continuarão a discricionariedade, o desrespeito e a sujeição…
O caso denunciado por Arlindo Ferreira e por Ana Valente será um exemplo flagrante dessa discricionariedade, plausivelmente assente em interpretações que carecem do devido enquadramento legal e que contrariam a legislação actualmente existente… (https://www.arlindovsky.net/2024/03/a-minha-reclamacao-para-a-dgae-seguiu-ainda-hoje/#google_vignette)
Quantos mais Docentes se encontrarão em situações semelhantes, que resultam em claros prejuízos, inaceitáveis sob todos os aspectos, mas ainda mais do ponto de vista legal?
Enquanto as estruturas do Ministério da Educação, como a DGAE, continuarem a proceder a interpretações incompreensíveis e inaceitáveis da Legislação existente muito dificilmente haverá paz, justiça ou equidade na Classe Docente…
Perante as manigâncias e os malabarismos concebidos pela Tutela, não restará outra alternativa que não seja a de reclamar formalmente…
Reclamar, reclamar, reclamar, até onde for necessário…
Sei, por experiência própria, quão difícil pode ser agir contra os padrões convencionados, contra aquilo que se espera, contra a “corrente”, contra o poder discricionário ou contra atitudes persecutórias e retaliativas… Mas remeter ao silêncio seria ainda pior…
Inspirada em Fernando Pessoa e em Caetano Veloso, atrevo-me mesmo a afirmar:
Reclamar é preciso, viver não é preciso…
E os Sindicatos? O que fazem os Sindicatos, perante mais um atropelo gritante à Classe Docente?
Paula Dias
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Mar 03 2024
A Minha Aposta Para Esta Semana
Prevejo que durante esta semana as listas definitivas do concurso de transição para os novos QZP sejam publicadas, possivelmente na quarta ou na quinta-feira.
Também prevejo que durante esta semana sejam publicadas as vagas do concurso interno, possivelmente na sexta-feira. E quem sabe também o aviso de abertura do concurso interno.
É apenas uma previsão minha que faz sentido tendo em conta que o Ministro da Educação referiu em tempos que gostava de deixar o concurso interno preparado antes de sair do governo.
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Mar 03 2024
Faz Mais Sentido Melhorar o 2.º Ciclo do Que Tentar Fundi-lo Com Um Dos Outros

Pedro Abrantes, in Público
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Mar 03 2024
Quem tem medo dos exames?
Quem tem medo dos exames?
Nem provas de aferição sem exames, nem exames sem provas de aferição.
A AD propõe a reintrodução de provas de aferição no 4.º e 6.º anos que poderá dar lugar, a prazo, a um regresso dos exames no fim de cada ciclo.
Se a outra proposta da mesma força política for em frente, a junção do 1.º e 2.ºciclos, o exame só será realizado no 6.º ano, mas voltemos à questão.
Para que servem as Provas de Aferição e os Exames. Umas aferem aprendizagens, os outros contam para a nota final.
O que será mais útil para os alunos?
As Provas de Aferição podem ser usadas para fazer face à recuperação de aprendizagens, mas para isso será necessário a sua individualização através de uma análise das necessidades de cada aluno. Eu sei que vão dizer que isso já se faz, mas não passa disso. A escola não tem meios para fazer nada mais do que uma análise. Não consegue avançar com medidas concretas porque está limitada ao nível de recursos humanos, da vontade dos responsáveis, os horários das turmas e até os horários dos transportes limitam, de certa forma, a implementação da recuperação das aprendizagens. Os fatores que têm de ter sidos em conta são tantos que nos remetem para medidas de organização escolar impossíveis de serem aplicadas no atual sistema de ensino, muito por causa das políticas de educação seguidas pelos governos.
Para que as Provas de Aferição possam dar os frutos que delas se quer o sistema de ensino tem que mudar. Os programas, a organização de aulas, a carga horária, o número de alunos por turma, a formação de professores, a dedicação parental ao futuro académico dos alunos, o aumento da motivação de docentes e não docentes, o aumento de técnicos superiores nas escolas, a melhoria de condições físicas das escolas… e poderia continuar por mais dois parágrafos a enumerar razões, mas, por agora, chega para ter uma ideia do porquê da aplicação das ditas, nada mais seja que um pôr a carroça à frente dos bois. A única consequência prática que causam é o barulho mediático à sua volta, na semana da divulgação dos resultados e, disso não passa.
Por sua vez, os exames, têm pelo menos uma consequência prática, baixar as notas dos alunos. Não será esse o objetivo, mas este é o primeiro pensamento que passa pela cabeça dos alunos, dos pais e dos professores quando se fala dos mesmos. Só depois de muito refletirem, veem que poderá valorizar o esforço dos alunos e depende dele, que a própria ideia de ser submetido a um exame leva a uma atitude diferente perante as disciplinas a que vão ter que os realizar, já para não falar da responsabilização dos alunos pelos resultados obtidos. Essa mudança de atitude será, certamente, um ganho, mas para isso é necessário aplicar os exames durante alguns anos para se ver resultados positivos. Como no nosso país se mudam as políticas educativas conforme a mudança de governo tem sido difícil constatar este resultado.
Depois temos a percentagem a aplicar ao exame na nota final. O exame só por si não avaliará nenhum aluno. A nota de exame vai ter que ser “somada” à nota final interna para que possa fazer uma média final. Essa percentagem nunca poderá ser superior a 30%, ou cairia no erro de desvirtuar o trabalho, esforço e estudo dos alunos de um ciclo de estudos inteiro. Logo, não teria o poder de “reprovar” um aluno. Para reprovar, o aluno tem que ser acometido por uma amnésia digna de um traumatismo craniano gravíssimo.
Se se vai gastar milhares de horas de trabalho docente, centenas de milhares de euros e sujeitar os alunos ao stress inerente à realização de uma prova de conhecimentos, que seja para que os alunos possam tirar algum partido de tal operação. Ao ter plasmado na nota final uma pequena influência de um exame, a seriedade que o mesmo traria a sistema de ensino não seria a mesma que uma prova sem consequência imediata afere na vida futura de um aluno.
Só tem medo dos exames quem teme as consequências das suas próprias escolhas ou ações.
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Mar 03 2024
Nós e a dislexia – João André Costa
As chamadas de atenção na sala de aula, a necessidade de atenção dentro da sala de aula e fora, em casa ou na rua e sempre quando ler é preciso ou necessário seja por fazer parte do currículo ou porque se quer apanhar o autocarro certo e o destino a dançar entre letras irrequietas, esbatidas ou numa montanha russa e numa montanha russa está esta criança e todos nós ao redor.
E esta criança não é estúpida nem burra apesar das letras trocadas ou ausentes mais os números invertidos e os comentários dos colegas e por aqui se explica o mau comportamento em resposta, resposta não, em defesa e a melhor defesa é o ataque entre insultos e chapadas, murros e pontapés mais as devidas suspensões e reuniões com os pais a anos-luz da raiz do problema: dislexia.
Dislexia ou a individualidade cerebral no processamento da linguagem em cada criança diagnosticada.
E com cada diagnóstico, um plano de apoio específico para aquela criança e o mesmo se aplica a adultos quando muitos anos mais tarde e depois de todas as frustrações, humilhações e desafios finalmente a resposta.
Nunca foi um atestado de ignorância ou preguiça apesar da escola, apesar dos pais ainda hoje desiludidos a atirar a culpa um para o outro e os dois para ti.
E como a história não tem de se repetir, nem deve, cabe ao professor e às famílias ajudar como aliás sempre ajudaram todas as crianças a crescer.
E no caso da dislexia, o primeiro passo é o mais fundamental no apoio emocional e na valorização de tudo quanto a criança faz bem ou se evidencia.
Quando se aprendem novas palavras, as mesmas devem ser impressas não só em moldes de letras grandes mas com fundos de várias cores, cabendo à criança a escolha da cor com a qual a leitura é mais fácil.
O uso de micas coloridas sobrepostas aos textos ou de réguas de leitura são igualmente essenciais, dando ao aluno a liberdade para escolher e a liberdade para ler.
Os textos devem ser impressos com a fonte em tamanho 14 e espaçamento duplo dos parágrafos.
Os novos conceitos devem ser leccionados aos poucos, dando tempo ao aluno para trabalhar a informação, compreender a informação e aprender a informação.
Mais uma vez, o uso da cor através de marcadores fluorescentes ajudam o aluno não só a evidenciar mas a ler a informação escrita.
O uso de computadores e respectivos processadores de texto permite reproduzir todas estas estratégias.
As palavras-chave devem estar afixadas e acessíveis para o aluno, cabendo ao professor chamar a atenção para as mesmas ao longo da aula.
Evitar a cópia do quadro ou os ditados do século anterior ao século passado e partilhar com os alunos a informação já resumida, escrita e devidamente evidenciada entre tamanhos e cores diferentes de acordo com a sua importância.
O uso de imagens é primordial como exemplos para o texto escrito e quanto mais imagens melhor.Os critérios de avaliação não devem prejudicar o aluno no caso de erros ortográficos e as razões são óbvias.
E por razões óbvias, evitar a leitura em voz alta.
Mais exemplos? É preciso fazer o trabalho de casa e para fazer o trabalho de casa tomo a liberdade de partilhar este pequeno guia em inglês, com votos de bom trabalho e esta chamada de atenção para a dislexia:
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Mar 02 2024
A Minha Reclamação para a DGAE Seguiu Ainda Hoje
Neste artigo dei contra da minha discordância com a não consideração da devolução de parte do tempo faseado para quem ficou preso nas listas de acesso ao escalões com vagas e da minha decisão de seguir para tribunal contra o ME.
A Ana Valente que encontra-se na mesma situação que eu deixou o seguinte comentário nesse artigo:
A legislação da recuperação do tempo de serviço é clara: o tempo é recuperado para progressão na carreira.
A legislação do acelerador também é clara: recuperar o tempo de permanência no 4º ou no 7º escalão a aguardar vaga.
Temos que usar a legislação que está claramente a nosso favor e ver quem é “a pedra na engrenagem” – DGAE.
A DGAE deturpa a legislação e é contra a DGAE que teremos que lutar, porque os partidos vão e vêm e a DGAE permanece!
Temos que nos organizar e lutar em grupo.Como 1.º passo, deveríamos, na minha opinião, reclamar estes dias junto da DGAE.
Também me enviou minuta que deve ser adaptada à situação individual de cada um para ser enviada à DGAE, via E72.
A minha reclamação já seguiu hoje e podem usá-la e adaptá-la ao vosso caso.
RECLAMAÇÃO DOS DADOS INSERIDOS NA PLATAFORMA PROGRESSÃO NA CARREIRA (NOVA)
Este é o primeiro passo que faço antes de dar entrada em tribunal.
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Mar 02 2024
Há Uma Solução Simples e Eu Não Hesitava Nela
Transformaria o horário de 14 horas em horário completo. E assim com toda a certeza teria o problema resolvido.
Diretora escolar pede a pais que sejam eles a cumprir programa de ensino. Motivo? Não consegue substituir professora de Português

Situação aconteceu numa escola do Norte do país. Responsáveis escolares frisam que esta situação decorre de uma falta “dramática” de professores que “já não afeta só algumas regiões do país e alguns grupos disciplinares”
O filho de Pedro Gomes está no 5º ano, na Escola Maria Manuela de Sá em Matosinhos. Não tem professor de Português desde novembro. A professora meteu baixa por doença e a substituição não tem sido fácil. Os sucessivos concursos não tiveram candidatos e nem nas contratações de escola tem sido possível arranjar um professor para lecionar as 14 horas semanais de Português às três turmas do 5º ano.
“Continua sem professor e acho que este ano não deve haver mais professor”, lamenta Pedro Gomes.
A situação preocupa o encarregado de educação, até porque se trata de uma “disciplina crucial”, necessária para o sucesso de outras disciplinas. “E não nos esqueçamos que são miúdos da Covid, que já vêm coxos da primária e ainda levam com estas situações no quinto ano”, sublinha Pedro Gomes, em declarações telefónicas à CNN Portugal.
A 25 de janeiro, houve uma reunião com os pais e encarregados de educação de duas das turmas que estão sem professor de Português e o email da diretora com os pontos chave dessa reunião deixaram Pedro Gomes ainda mais preocupado. A diretora justificava a ausência de docente a Português e informava que “a escola não dispõe de crédito horário que permita colmatar a ausência de aulas recorrendo a professores da casa”. Na sequência desta explicação, vem a sugestão aos pais para que trabalhem os conteúdos com os filhos.
“Sugiro as seguintes estratégias para os pais/EE trabalharem com os alunos: com base na planificação da disciplina desde o princípio do ano letivo até agora, trabalhar os conteúdos gramaticais com recurso ao caderno de atividades e ao manual e leitura integral das obras trabalhadas em aula até ao momento. Para este acompanhamento, envio em anexo o material necessário (planificação e PDF das obras. Se alguns alunos não possuírem caderno de atividades, os que tiverem poderão partilhar por email)”, pode ler-se no email a que a CNN Portugal teve acesso.
“Eu até sei as coisas. Mas não sei como explicar ao meu filho! Para mim é fácil. Para ele não é. Não tenho formação de como lhe fazer chegar a informação da melhor forma”, lamenta o encarregado de educação, frisando que não culpa “a escola ou os professores”. “A culpa é da burocracia que é tão grande que a máquina não mexe.”
O filho de Pedro frequenta um centro de estudos, que vai procurando colmatar as falhas. Mas o encarregado de educação pensa em “quem não pode frequentar” explicações e centros de estudo sublinha que a avaliação dos alunos fica comprometida.
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Mar 02 2024
Lista Colorida – RR24
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Mar 01 2024
Que resposta vai dar aos professores que pedem a recuperação do tempo de serviço: seis anos, seis meses e 23 dias?
PROFESSORES: Que resposta vai dar aos professores que pedem a recuperação do tempo de serviço: seis anos, seis meses e 23 dias?
A resposta dos partidos com assento parlamentar começa com a voz entediante de PNS, que quase tira a vontade de ouvir os seguintes.
Se descobrirem que é preciso ligar o som apenas no fim do discurso de PNS não perdem muita coisa.
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Mar 01 2024
A Efetivação da Minha Ida a Tribunal Contra o ME
Recebi hoje a efetivação da Progressão Docente que confirma aquilo que já suspeitava e que me vai fazer levar e intentar uma ação nos tribunais contra o Ministério da Educação.
Como já fui dando conta, entrei na lista de acesso ao 5.º escalão no ano 2021, obtendo vaga nessa mesma lista por levar tempo faseado para ordenação dessa lista, mais precisamente 339 dias atribuídos em 1 de junho de 2021, que acresceram aos 317 dias que separaram a minha data de progressão em 18/02/2021 até 31/12/2021. A avaliação interna desse ano foi de 9,755, mas por falta de quotas baixou para Bom.
Assim, na lista de acesso ao 5.º escalão, para além de ter os 1460 dias do 4.º escalão, acresceram 656 dias. Para subir ao 5.º escalão usei 2116 dias de serviço.
E estes 656 dias ficam perdidos, mesmo reunindo as condições do acelerador na carreira.
Conheço vários casos de docentes que também reunindo as condições do acelerador receberam tranches de 365 dias pela permanência nessa lista. Até validei uma situação de um@ docente que mudando ao dia 31 de dezembro do mesmo ano que eu, passou dois anos na lista e foi buscar 730 dias de serviço para o escalão seguinte e irá buscar agora os 1018 dias da recuperação do tempo de serviço.
O que aqui acontece é que para situações quase idênticas existem perdas consideráveis de tempo de serviço entre docentes. Se eu perdi 656 dias por não ter permanecido na lista, existe quem apenas perdeu 1 dia para uma situação semelhante.
E gostava muito que antes deste governo terminar, a ação contra o Ministério da Educação pudesse entrar nos tribunais.
E que seja a última semana de entre muitos anos que o PS governa.
Ide pela sombra e não mais voltem.
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Mar 01 2024
243 contratados na RR24
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Mar 01 2024
Nunca Vi uma Plataforma Tão Fraca e Muito Pouco Intuitiva
O mais certo é dar barraca de vária ordem.
“Acelerador” põe travão nas progressões! Erros em plataforma das progressões poderão gerar novos atrasos.
Pela aplicação do Decreto-Lei n.º 74/2023, milhares de professores aguardam a recuperação de muito pouco, mas que é, apesar de tudo, tempo de serviço das suas carreiras. Para esse efeito, o Ministério da Educação, com meses de atraso, divulgou e abriu a plataforma em que os diretores introduziram os dados, relativos a cada um dos docentes abrangidos, e estes verificaram a sua correção. Apesar do inexplicável e inaceitável atraso do aparelho do ME para erigir esta plataforma, o que acontece é que surge cheia de erros na sua própria conceção, ora, nuns casos, em benefício dos docentes (antecipando, também de forma errada, os efeitos retroativos), noutros, em claro prejuízo.
Em consequência disto, poderá ocorrer mais um atraso (na correção da “mecânica” da própria plataforma) a somar aos já existentes, quando há docentes que aguardam os efeitos do dito “acelerador” a fevereiro de 2023, ou seja, há um ano, precisamente. Até parece existir um qualquer instinto de malvadez nestes processos, de forma a que quanto mais tarde melhor. Prejuízos irrecuperáveis, pois, entretanto, os salários continuaram a ser desvalorizados e o valor do dinheiro, mesmo com retroativos, é cada vez menor.
A FENPROF considera inadmissível que o ME, já tendo, seguramente, conhecimento destes erros, não tenha procedido à sua correção, mantendo docentes e diretores das escolas/agrupamentos, para além de indignados, profundamente irritados com a falta de respeito que continua a grassar nos serviços do ME e na sua direção política.
Nesse sentido, a FENPROF dirigiu um ofício ao ministro da tutela, com conhecimento ao Secretário de Estado da Administração Educativa e à Diretora Geral de Administração Escolar, no sentido de que esta situação fique resolvida num curto espaço de tempo, garantindo as progressões ainda no mês de março, não sendo, por isso, toleráveis mais atrasos.
Lisboa, 29 de fevereiro de 2024
O Secretariado Nacional da FENPROF
Erros na plataforma do “acelerador”
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Mar 01 2024
Escolas Europeias: destacamento para o exercício de funções docentes (Bruxelas e Luxemburgo)
Escolas Europeias: destacamento para o exercício de funções docentes em duas escolas
Aviso de mobilidade para o exercício de funções docentes na secção portuguesa das seguintes escolas:
- Escola Europeia de Bruxelas II
- Escola Europeia do Luxemburgo I
Encontra-se aqui disponível o formulário* para manifestação de interesse na mobilidade.
A mobilidade para a lecionação na Escola Europeia, ao abrigo da alínea d) do art.º 68.º e do n.º 1 e n.º 2 do art.º 69.º, ambos do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensino Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na versão atual, consiste no destacamento por um ano escolar – renovável até ao limite de 9 anos, contados a partir da data do seu início.
* O formulário deve ser descarregado para o seu computador antes do preenchimento.
Se estiver a utilizar o Google Chrome, para descarregar o ficheiro, deverá premir o botão direito do rato, selecionar Guardar link como e abrir o PDF a partir da pasta no seu disco.
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Mar 01 2024
Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 24
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 24.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 04 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 05 de março de 2024 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Fev 29 2024
Deve Ser Um Incentivo (Maquiavélico) para a Não Mudança para a CGA
Beneficiários da ADSE com doenças incapacitantes sem acesso a baixas alargadas
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Fev 29 2024
Errar é humano – José Afonso Baptista
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Fev 28 2024
Criar a carreira de TÉCNICO AUXILIAR DE EDUCAÇÃO
TÉCNICO AUXILIAR DE EDUCAÇÃO
Para: EXMO. SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA
OBJETIVO: reconhecer as funções específicas e valorizar os trabalhadores Assistentes Operacionais a exercer funções na rede escolar.
Premissas: todos os cidadãos que tiveram um percurso escolar – que se iniciou desde cedo, para alguns desde as creches até ao 12.º ano de escolaridade – , relevam a importância atribuída aos Não Docentes – assistentes operacionais – tem um valor universal.
A sua importância no acompanhamento e desenvolvimento de crianças e adolescentes é decisivo para o futuro de todas as gerações.
Há que criar condições para que o desempenho seja efetivo, alicerçando a profissão com uma designação que esteja adequada às tarefas, importantes e complementares, da Docência e a criação de conteúdos profissionais específicos.
Propõe-se que os ASSISTENTES OPERACIONAIS a exercer funções nas escolas tenham a designação de TÉCNICOS AUXILIARES DE EDUCAÇÃO.
Relembramos que a escola precisa cada vez mais de funcionários bem preparados pedagogicamente, com saber e pratica desde a pedagogia infantil, adolescente e pré adulto, saber em primeiros socorros e cuidados a crianças com necessidades especiais, saber no relacionamento interpessoal visando crianças, jovens e adultos, entre outros saberes.
Só com profissionais com qualificações e com um reconhecimento profissional teremos uma escola de qualidade.
SINAPE – SINDICATO NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ( DOCENTES E NÃO DOCENTES )
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Fev 28 2024
Professores a remendar os erros concebidos pela Tutela?
O Ministério da Educação, liderado por João Costa, decidiu que, no presente Ano Lectivo, as Provas de Aferição (2º, 5º e 8º Anos de Escolaridade), assim como as Provas Finais de Ciclo (9º Ano de Escolaridade, Disciplinas de Português e Matemática) seriam, todas, realizadas em formato digital…
Entretanto, o Governo integrado por João Costa demitiu-se, mas essa medida, ao que tudo indica, manter-se-á, pelo menos no presente Ano Lectivo…
É impossível não censurar essa decisão, desde logo porque:
– No Ano Lectivo transacto ficaram bem visíveis os constrangimentos e as limitações existentes ao nível do apetrechamento tecnológico em muitas escolas, desde deficientes redes de acesso à internet, até computadores inoperacionais ou em número insuficiente para a realização das Provas…
Em muitas escolas, os inúmeros problemas técnicos ocorridos durante a realização das Provas levaram a que muitos alunos não as tivessem conseguido concluir no tempo regulamentar…
Em muitas escolas, a gravidade dos problemas técnicos existentes impediu mesmo o acesso à Plataforma, levando ao adiamento da realização de determinadas Provas…
Em suma, é esse o “fantástico e maravilhoso” mundo tecnológico existente na maior parte das escolas do país, ainda que o Ministério da Educação não tenha assumido nem reconhecido a real dimensão do problema, optando antes por desvalorizá-lo e escamoteá-lo…
– Sujeitar crianças, pelo menos as do 2º e 5º Anos de Escolaridade, à realização dessas Provas, exclusivamente em formato digital, submetendo-as a uma situação potencialmente stressante, ansiógena e angustiante, sem qualquer justificação inteligível ou plausível, denota, no mínimo, insensibilidade e falta de bom senso, face às competências informáticas que poderão ser esperadas ou exigidas a crianças nessas faixas etárias…
– Dado que o Ministério da Educação não providenciou, de forma significativa, os desejáveis melhoramentos ao nível do apetrechamento tecnológico, será de esperar que no presente ano possam ocorrer problemas semelhantes aos que se verificaram no ano transacto…
Introduzir uma “variável estranha”, como o formato digital, que pode afectar de forma negativa e preponderante a realização das Provas Finais do 9º Ano de Escolaridade, cujos resultados contam para efeitos de progressão ou de retenção dos Alunos, é algo absolutamente inusitado e insensato…
– Em resumo, de forma obstinada e incompreensível, o Ministério da Educação persistiu no erro e, como se isso não bastasse, ainda o amplificou, estendendo-o, no presente Ano Lectivo, até ao 9º Ano de Escolaridade… “Salvaram-se” os Exames no Ensino Secundário…
E perante a pretensão estapafúrdia do Ministério da Educação de impor o formato digital nas Provas de Aferição e nas Provas Finais de Ciclo, o que farão os Professores?
– Expectavelmente, e à luz do que sucedeu no Ano Lectivo transacto, contribuirão, de forma voluntária, para ajudar o Ministério da Educação a concretizar essas pretensões estapafúrdias, em particular pelo treino dos Alunos para a realização de tais Provas…
Adivinha-se que, em breve, se dará início a mais uma tarefa insana, pautada pelo alvoroço e pela inquietação, semelhante à que se verificou no ano anterior, na maior parte das escolas:
– Milhares de Professores a treinar exaustivamente Alunos para a realização dessas Provas…
Dessa forma, os Professores estarão, por um lado, a mitigar e a legitimar as trapalhadas do Ministério da Educação e, por outro, a potenciar o esvaziamento de motivos que justifiquem pôr cobro a mais um desvario da Tutela, contribuindo para validar a continuidade dessas Provas em formato digital…
O treino dos Alunos para as Provas externas em formato digital é apenas um exemplo das contradições existentes na acção de muitos Professores que, por um lado, afirmam discordar das medidas emanadas pelo Ministério da Educação, mas que, por outro, acabam por cumpri-las diligentemente, indo, até, além do que seria esperado, participando de forma voluntária e activa na concretização dessas determinações…
Não fosse esse treino dos Alunos no Ano Lectivo anterior, os resultados nas Provas de Aferição teriam sido ainda mais catastróficos…
Só não o foram porque o treino dos Alunos e a abnegação de muitos Professores acabou por, de alguma forma, mascarar e atenuar as muitas dificuldades existentes na concretização das Provas em formato digital…
Contudo, lembra-se que as virtudes do “espírito de missão”, frequentemente patente na acção de muitos Professores, não lhes têm trazido nada de bom em termos de reconhecimento e muito menos em termos de benefícios…
Em vez de se boicotar a insanidade das Provas em formato digital, alegando a falta de imprescindíveis condições materiais e humanas que permitam a sua concretização de forma tranquila, sem atribulações e sem impedimentos técnicos, ou de se fazer apenas o mínimo indispensável para que ninguém possa ser formalmente acusado de incumprimento, acaba, na prática, por se acobertar o desvario e a fantasia “made in” Ministério da Educação…
O treino dos Alunos para a realização de Provas em formato digital acabará, inevitavelmente, por traduzir-se num monumental engano sobre o desempenho discente…
Engano para as escolas, para os Alunos, para os Professores e para os Pais/Encarregados de Educação…
No limite, talvez isso corresponda ao que é pretendido pelo Ministério da Educação: por um lado, camuflar as reais dificuldades dos Alunos e, por outro, fazer de conta que as escolas estão dotadas das condições técnicas necessárias para a realização de Provas em formato digital…
Expectavelmente, os Professores darão, assim, o seu contributo para que o Ministério da Educação possa, mais uma vez, vir a afirmar que a realização das Provas decorreu com toda a normalidade e que foi um êxito, independentemente de quem ganhar as próximas eleições legislativas…
Essa atitude dos Professores, muitas vezes dominada pela abnegação, aparentemente incoerente com as próprias críticas endereçadas à Tutela, acabará por se tornar, na prática, numa forma de colaboração com a fantasia e com a insanidade do Ministério da Educação, que também poderá virar-se contra si, sob a forma de um embaraçante “tiro nos pés”…
Ir, num dia, a uma Manifestação gritar: “Não paramos!”, “Não paramos!” e, no dia seguinte, estar na escola a treinar os Alunos para algo absurdo e com o qual não se concorda, dando argumentos favoráveis às pretensões disparatadas e fantasiosas do Ministério da Educação, não parece lógico nem congruente, independentemente de quem ganhar as próximas eleições legislativas…
A normalidade nas escolas é, cada vez mais, meramente fictícia…
Enquanto a maioria dos Professores continuar a pactuar, explícita ou subliminarmente, com o absurdo, dificilmente alguma forma de luta de classe profissional singrará…
Torna-se impreterível e urgente denunciar e mostrar a todos que a realidade existente nas escolas está muito longe da fantasia frequentemente propagandeada e propalada pelo Ministério da Educação ao longo dos últimos oito anos…
Os Pais/Encarregados de Educação só reconhecerão a existência de um problema sério e só agirão face ao mesmo quando se confrontarem com o logro efectivo nas Provas em formato digital… Enquanto isso não acontecer, continuar-se-á no reino da normalidade fictícia…
Os Professores continuarão dispostos a remendar os erros concebidos pela Tutela?
Os Professores estarão, ou não, disponíveis para deixarem de contribuir para desagravar os efeitos da insensatez demonstrada pela Tutela?
Os Professores serão ou não capazes de recusar o papel de legitimadores dos erros concebidos pela Tutela?
Cair na tentação de afirmar que se treinam os Alunos para as Provas em formato digital para não os prejudicar é exactamente o argumento que o próprio Ministério da Educação espera dos Professores, independentemente de quem ganhar as próximas eleições legislativas…
Cair na tentação de afirmar que se treinam os Alunos para as Provas em formato digital em prol do sucesso escolar, é dar força às pressões que fomentam estatísticas irreais e enganadoras, com taxas de progressão a rondar os 100%, independentemente de quem ganhar as próximas eleições legislativas…
E, além disso, a pior forma de prejudicar os Alunos consiste em enganá-los…
Quando o Ministério da Educação impõe a realização das Provas de Aferição e das Provas Finais de Ciclo em formato digital está a assumir que as crianças e os jovens têm as competências indispensáveis para tal e que as escolas também estão devidamente apetrechadas com os meios tecnológicos necessários para o concretizar…
É urgente demonstrar a todos que uma e outra não são verdade e que estão, até, muito longe de corresponder à realidade…
Paula Dias
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Fev 28 2024
Pouco senso, demagogia e cartaz
Pouco senso, demagogia e cartaz
Sobram-nos diagnósticos e propostas, com tanto de criatividade quanto de irrealismo e populismo. Faltam-nos políticos capazes de conceber planos globais coerentes e integrados de intervenção política.
No actual contexto de crise que o país atravessa, e sobretudo após a apresentação pública de tantos programas partidários e a cascata de debates sobre eles havida, seria legítimo esperar que os cidadãos se sentissem inspirados/influenciados para votar a 10 de Março próximo. Não me parece que assim seja. Antes lhes será bem mais fácil produzir sucessivas antologias da asneira e do insólito, depois do que lhes foi dado a ler e a ouvir.
Por dever de ofício e por a qualidade do sistema de ensino ser determinante para a nossa sobrevivência no seio do mundo moderno, julgo pertinente denunciar neste momento, ainda que sob registo caricaturado, alguns disparates com que os políticos nos brindaram, num período que se queria de esclarecimento e análise rigorosa.
1. Lemos e temos dificuldade em acreditar. Mas não foi notícia falsa. Aconteceu. A sodomização com um cabo de vassoura, de que foi vítima uma criança de 11 anos de uma escola de Vimioso, foi, afinal, uma “brincadeira entre alunos, simulando exames médicos à próstata”, segundo um comunicado do Ministério da Educação, que ficará para a posteridade.
Branqueado com a sua chancela o comportamento dos oito pequenos marginais, que mais podemos esperar, senhor ministro? Vai prover os recreios das escolas com cabinhos de vassouras, polidos e aferidos por calibres, para generalizar a sua temerária sugestão didáctica? Já escolheu o prosélito que vai redigir o manual de instruções?
2. À medida que os debates foram correndo, o semblante de Pedro Nuno Santos foi entristecendo. Penso mesmo tratar-se de um fenómeno que o distingue dos adversários. Será que, finalmente, caiu em si e encontrou tempo para analisar os disparates que irreflectidamente tem proposto?
Um desses disparates foi oportunamente denunciado por Arlindo Ferreira no seu blogue. Trata-se de aumentar o vencimento de entrada na carreira docente, como instrumento para a tornar mais atractiva. Como Arlindo Ferreira, e bem, sublinhou, tratar-se-á de repetir um dos mais perniciosos erros de Maria de Lurdes Rodrigues quando, em sede de aprovação do actual estatuto da carreira foi instituído o 167 como índice remuneratório de entrada e extinto o 151. O resultado então colhido foi termos milhares de professores que não viram contabilizados os anos de serviço prestados sob os índices 126 e 151 e foram ultrapassados por colegas de menor antiguidade, com um incessante acumular de prejuízos futuros.
Que pretende PNS? Mais do mesmo?
3. Sem réstia de sarcasmo, honestamente, pergunto-me o que levou o sensato e sóbrio Rui Tavares a exibir a sua nudez de bebé na SIC?
Ou a circunspecta Mariana Mortágua a afundar-se em demagogia rasteira, a propósito do envolvimento da avó com a decantada Lei Cristas, do arrendamento?
Ou, ainda, a contida Inês de Sousa Real a apresentar um cartaz brejeiro sob o lema “Touradas só na cama e com consentimento”.
Com tais prestações, o que é que estes políticos acrescentaram ao debate sério sobre o futuro do país e à credibilidade de que necessitam junto do eleitorado?
Concluindo, no que à Educação respeita, aquilo a que os partidos chamam programas não passa de um dilúvio de intenções palavrosas, globalmente com nexo escasso, que deixa sem tratamento os grandes problemas que prejudicam o bom funcionamento das escolas públicas.
Como já anteriormente aqui referi, a educação vive a maior crise da democracia. Temas centrais, geradores de conflitos que já duram há demasiado tempo (contagem do tempo de serviço, redução da burocracia imperante, mobilidade por doença, respeito pelos horários legais de trabalho consagrados na lei, criação de condições para o rejuvenescimento da profissão docente, discriminação laboral dos professores em monodocência, destruição sistemática da coerência curricular, interferência governamental na independência intelectual, científica e metodológica dos professores, entre outros) foram, quando foram, insuficientemente tratados, por forma a anteciparmos mudanças significativas numa sociedade desinteressada e perigosamente alheia ao que se passa.
Santana Castilho, In “Público” de 28.2.24
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Fev 27 2024
Cenários possíveis de (re)organização do 2ºciclo
Cenários possíveis de (re)organização do 2º ciclo
Páginas 86, 87 e 88 do estudo do CNE
Nas publicações do CNE, anteriormente referidas, face à questão, o que fazer com o 2º ciclo? são indicadas algumas possibilidades: a criação de um ciclo único através da integração do 1º e 2º ciclos; a divisão do 2º ciclo, associando um ano ao 1º ciclo e um ano ao atual 2º ciclo, ou através da associação do 2º com o 3º ciclo. A primeira hipótese, integração do 1º e 2º ciclo, é aquela que parece reunir maior consenso, na medida em que se considera que “seria benéfico para a educação das nossas crianças a progressiva integração do atual 2º ciclo do ensino básico no espírito e cultura curriculares do 1º ciclo, criando-se desta forma uma educação primária, primeira, de seis anos” (Pedrosa, 2009, p. 20), do mesmo modo que uma “proposta de educação
integrada dos 0 aos 12 poderá propiciar uma sequência progressiva, mais coerente com os processos culturais infantis e mais articulada com as formas de aprendizagem das crianças, formadas em boa medida no nível imediatamente anterior” (Sarmento, 2009, p. 87). Também o Conselho das Escolas, em 2010, propôs que o atual 1º ciclo passasse a ser designado por ensino primário (com a duração de 4 anos) e que o atual 2º ciclo fizesse parte do ensino secundário geral, com a duração de 4 anos e que passaria a integrar o 5º, 6º, 7º e 8º anos de escolaridade. O 9º, 10º, 11º e 12º anos passariam a integrar o ensino secundário superior.
De entre os cenários apresentados, e à semelhança do que acontece noutros países europeus em que a educação básica tem um ciclo inicial, primary, destinado a alunos dos 6 aos 12 anos, a integração dos atuais 1º e o 2º ciclos num ciclo inicial do ensino básico, permitiria modos de trabalho mais articulados, mais coerentes e mais consistentes e que possam garantir a todos os alunos o desenvolvimento efetivo de literacias múltiplas (leitura, escrita, numeracia, utilização das tecnologias de informação e comunicação), as quais são consideradas como alicerces para aprender e continuar a aprender ao longo da vida como, aliás, se prevê no PASEO.
Posteriormente ao 6º ano poderemos ter diferentes cenários, de entre os quais destacamos aquele que eventualmente mais se aproxima da realidade que existe em Portugal e que acontece na maioria dos países europeus: a existência de um ciclo de três anos que é conceitualizado como sendo um ciclo terminal da educação básica, muitas vezes designado por lower secondary (no caso português corresponde ao 7º, 8º e 9º ano) e um ciclo de três anos de natureza estritamente secundária que conclui a escolaridade obrigatória e muitas vezes designado como upper secondary (10º, 11º e 12º ano). Uma outra possibilidade é considerar o lower secondary como o início da educação secundária o que, de acordo com muitos estudiosos e investigadores, tem vantagens. Na verdade, considerar o lower secondary como “terminal” do ensino básico é bastante diferente de o tornar o início do secundário. Neste último caso, parece desenvolver-se um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das aprendizagens dos alunos que lhes facilitam a conclusão de um percurso de escolaridade obrigatória que seja mais coeso e faça mais sentido face aos projetos pessoais de cada aluno.
Independentemente dos cenários que se possam equacionar, ou das etapas que possam emergir duma possível reorganização ou reconfiguração estrutural do ensino básico, esta é uma questão a enfrentar pelas políticas de educação e formação e que tem uma diversidade de implicações que é preciso acautelar, nomeadamente, a gestão de recursos humanos e a organização dos grupos de recrutamento de docentes, que atualmente estão subordinados à divisão do sistema. Importa igualmente acautelar a formação inicial de professores, uma vez que temos instituições de ensino superior que habilitam professores em função dos níveis e ciclos de ensino existentes, a permeabilidade da rede escolar, a gestão do currículo, a avaliação das aprendizagens e a própria tipologia de escolas, entre outras.
Algumas poderão ser entendidas como questões dependentes, unicamente, da vontade política, como é o caso da redefinição de grupos de recrutamento e a reestruturação de modelos de formação inicial que possibilitem o acompanhamento dos alunos em percursos de escolarização mais longos e diferenciados do contexto atual. Outras poderão ser consideradas como mais dependentes daquilo que as pessoas, em cada lugar, consigam fazer acontecer, como é o caso da gestão curricular e da avaliação das aprendizagens, na medida em que as mesmas podem decorrer do entendimento que cada um tem do seu significado e não propriamente da sua reconfiguração estrutural, formal ou legal. Ainda assim, e independentemente daquilo que se pensa e se consegue fazer localmente, muito fica dependente daquilo que é definido e assumido ao nível das políticas públicas e da decisão política.
Sendo verdade que a mudança, qualquer que ela seja, depende muito mais da forma como as pessoas desejam e se apropriam dessa mudança do que tudo o que lhe possa ser exterior, também é verdade que as políticas potenciam ou condicionam essa mudança. As questões de forma serão certamente mais fáceis de equacionar e resolver, porque são mais claras as transformações necessárias. Por exemplo, relativamente à
gestão de recursos face aos grupos de recrutamento existentes no atual 1º e 2º ciclos, um cenário possível seria o sistema evoluir para um único grupo de docência, no ensino primário (primary education), após um período de transição que teria de ser organizado e preparado com apoios específicos ao nível da formação dos professores. Uma outra possibilidade passaria pela criação de equipas pedagógicas, com um número reduzido de professores, que pudessem acompanhar os alunos durante todo o percurso escolar dos 6 aos 12 anos, independentemente do grupo de recrutamento a que estão afetos, ou seja, o regime de monodocência evoluiria para um regime de pluridocência que assegurasse uma gestão curricular articulada, transversal e assente no trabalho colaborativo.
A este propósito importa referir que muitos docentes que estão atualmente no sistema educativo, e independentemente de estarem a lecionar no 1º ou no 2º ciclo, têm qualificação profissional para ambos, do mesmo modo que alguns docentes do 2º ciclo têm habilitação para o 3º ciclo e secundário, ou seja, é importante apostar em processos de gestão que favoreçam condições para que as escolas, num quadro de autonomia efetiva, possam gerir e rendibilizar os recursos disponíveis numa lógica de continuidade pedagógica do trabalho com os alunos. Simultaneamente, os modelos de formação inicial e contínua dos professores devem ser repensados perante os desafios decorrentes da política educativa vigente.
Questões bem mais difíceis de equacionar prendem-se com o conceito de educação e com o entendimento que dele é feito no momento da sua concretização, no espaço das organizações escolares e da relação pedagógica. Os documentos estruturantes da educação em Portugal, o PASEO, as Aprendizagens Essenciais ou até mesmo a Estratégia Nacional de Educação Para a Cidadania, veiculam um entendimento de educação enquanto desenvolvimento das crianças e dos jovens e do currículo enquanto instrumento dessa visão. Nesta perspetiva, estes documentos incluem a ideia de continuidade que incentiva e até proporciona uma eventual organização que dissolva a separação entre 1º e 2º ciclos, contudo, é fundamental que ao nível das políticas educativas se assumam medidas que permitam não só a apropriação como a concretização do PASEO por parte dos profissionais que estão no cerne da consecução dos seus desígnios: os docentes.
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Fev 27 2024
O Estado da Educação 2022
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Fev 27 2024
O subsídio da PJ abriu a caixa de Pandora
O subsídio da PJ abriu a caixa de Pandora

Os princípios da igualdade e equidade são essenciais numa sociedade democrática. É neles que assenta a democracia.
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Fev 27 2024
Tornar carreira mais atrativa é essencial para minimizar falta de professores
O Conselho Nacional da Educação (CNE) alerta que a falta de professores em Portugal é particularmente preocupante devido ao envelhecimento da classe e considera essencial tornar a carreira mais atrativa para minimizar o problema no futuro.
Tornar carreira mais atrativa é essencial para minimizar falta de professores
O alerta foi deixado no relatório “Estado da Educação 2022”, divulgado nesta terça-feira, que faz um retrato do ensino em Portugal e, à semelhança dos anos anteriores, sublinha o envelhecimento da classe docente como um dos aspetos mais preocupantes.
“Não sendo esta uma situação exclusiva de Portugal, (…) o aumento da taxa de envelhecimento dos professores portugueses e a diminuição da taxa de entrada de novos professores colocam o país, face à média dos países europeus, num contexto ainda mais preocupante”, refere o relatório.
De acordo com os dados referentes a 2021/2022, as escolas públicas tinham, nesse ano letivo, 131.133 professores, resultado de uma tendência consecutivamente crescente desde 2014/2015, após uma quebra significativa no anterior, quando havia menos 10 mil docentes.
Para isso, contribuiu a transferência de professores do setor privado para o público e um ligeiro aumento do número de diplomados na área da educação, dois fatores que são, no entanto, insuficientes para compensar o envelhecimento.
Mais de metade dos educadores e professores tinha, em 2021/2022, 50 anos ou mais, sendo que cerca de 30 mil tinham acima de 60 anos. Significa que um quarto dos docentes poderão sair do sistema educativo nos próximos anos, alerta o CNE.
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Fev 27 2024
O segundo ciclo já não faz sentido há muitos anos
A escolaridade obrigatória é até aos 18 anos. No tempo que já lá vai fazia sentido, hoje é uma reminiscência de um passado de ileteracia.
Órgão consultivo do Ministério da Educação considera que atual organização do Básico provoca ruturas prejudiciais no ensino.
Defendido fim do 2.º ciclo como promotor do sucesso educativo
O Conselho Nacional de Educação (CNE) defende a restruturação do Ensino Básico com o fim do 2.º ciclo (5.º e 6.º ano). A medida, defende o órgão consultivo do Ministério da Educação, implica a revisão dos grupos de recrutamento dos professores, do regime de monodocência (1.º ciclo), da formação inicial de docentes e até da tipologia dos edifícios. Mas é apontada como fulcral para a melhoria das aprendizagens.
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Fev 26 2024
Procedimento concursal para o cargo de Chefe de Divisão de Recursos Educativos
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Fev 26 2024
Maioria dos partidos concorda em limitar uso dos telemóveis nas escolas
Maioria dos partidos concorda em limitar uso dos telemóveis nas escolas

BE: “É preciso dar um passo atrás, reflectir sobre a actualização de manuais digitais. O recreio deve ser para socializar e brincar”
PCP: “É preciso encontrar soluções que possibilitem ao máximo que as crianças brinquem. Desde logo menos alunos por turma e condições para os alunos brincarem e jogarem. Ganhávamos no presente e futuro”
Livre: “Antes de termos linhas definidas que dêem mais liberdade às escolas, achamos que o princípio da preocupação, a limitação pode fazer sentido”
PS: “Acho que devemos libertar a escola e recreios dos telemóveis. Muitas escolas têm avançado de forma autónoma e deve ser alargada”
PAN: “Defendemos a criação de mais espaços de mindfullness”
AD: “Vou surpreender o país dizendo que estou 99% de acordo com Mariana Mortágua” defendendo o mesmo caminho mas com alguma “autonomia” na concretização desta ideia.
IL: “Devem ser as escolas a decidir qual é a visão que têm” para as escolas
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