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Violência escolar, um flagelo que não pára de aumentar

Metade das crianças e jovens que frequentam a escola em Portugal já foi alvo de bullying.

Os rostos das vítimas da violência escolar: um flagelo que não pára de aumentar

Metade das crianças e jovens que frequentam a escola em Portugal já foi alvo de bullying. Os números são assustadores e demonstram um flagelo que já não é de hoje e que não tem párado de aumentar. O Investigação CM dá voz às vítimas da violência escolar numa iniciativa que tem como objetivo de trazer para a esfera pública este fenómeno preocupante.

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Lista Colorida – RR19

Lista Colorida com candidatos colocados e retiradod da RR19.

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352 Colocados na RR19

Foram colocados 352 contratados na Reserva de Recrutamento 19, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:

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Os expectáveis… ministeriáveis

 

Rui Rio apontou, esta sexta-feira, alguns nomes ministeriáveis. Entre os nomes surgiu o expectável David Justino para a pasta da Educação.

Já António Costa não anunciou nomes, embora, também, seja expectável que o Tiago não continue na pasta e seja substituído por um dos elementos da sua equipa.

 

 

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Reserva de recrutamento n.º 19

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 19.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 31 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 01 de fevereiro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 19

Listas – Reserva de recrutamento n.º 19

 

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AS PROPOSTAS DOS PARTIDOS PARA A EDUCAÇÃO

 

O PS aposta na formação de professores em várias valências e ao longo do percurso profissional. Para docentes e também alunos, quer apostar no desenvolvimento de competências digitais.
Para a população adulta fica a promessa de aprofundar o Programa Qualifica. Os socialistas querem ainda reabilitar as residências escolares, torná-las gratuitas durante a escolaridade obrigatória e prometem estudar a possibilidade de poderem acolher professores deslocados.

O PSD quer duplicar o número de alunos em residências estudantis até 2026 e para isso quer ampliar a cobertura nacional de residências. Os sociais democratas defendem ainda a universalização da creche e jardim de infância, dos 6 meses aos 5 anos, a eliminação progressiva das turmas mistas com mais de dois anos de escolaridade e provas nacionais no final de cada ciclo. No programa do PSD está ainda prevista a Reforma do Ensino Profissional e a recuperação do tempo de serviço dos docentes para efeitos de aposentação.

O PCP quer combater a carência de professores e a precariedade docente. O partido tem também como metas contratar 6 mil trabalhadores não docentes, reduzir o número de alunos por turma, eliminar as propinas e reforçar a Acção Social Escolar no Ensino Superior. Os comunistas pretendem ainda dinamizar um programa de construção de residências públicas para estudantes.

Também o Bloco de Esquerda quer aumentar o número de residências universitárias, assim como acabar com as propinas nas licenciaturas. O Bloco quer também que seja possível aos professores reformarem-se mais cedo sem serem penalizados, terem melhores condições de trabalho e a progressão na carreira. O programa do BE prevê ainda uma compensação para os professores que têm de ir trabalhar para longe das suas casas.

O Livre quer garantir a efetiva gratuitidade no sistema de ensino público e assegurar a escola pública como uma opção viável desde os 4 meses. O partido quer ainda dignificar os professores, reforçando e facilitando a formação dos profissionais da educação, garantindo o rejuvenescimento dos quadros dos professores, criando um concurso extraordinário para combater a precariedade e a falta de professores.

O PAN propõe adaptar o modelo escolar ao século XXI, valorizar os profissionais da educação, aproximar a Escola da natureza e promover a educação para o bem-estar animal.

O CDS quer estabelecer o modelo de “cheque-ensino”, tornar opcional a disciplina de Cidadania. Os democratas cristãos defendem ainda atribuição de um subsídio de deslocação e habitação para todos os professores deslocados.

O Chega aposta no combate à indisciplina, quer menos burocracia para professores, exames nacionais, simplificação de currículos e autonomia para as escolas.

Também a Iniciativa Liberal defende a autonomia das escolas e a liberdade de escolha entre escolas públicas e privadas através de um cheque-ensino suportado pelo Estado. O partido propõe ainda a reforma do sistema de contratação de docentes nas escolas públicas, combate ao abandono escolar e garantia de acesso universal a creches e educação pré-escolar. No ensino superior a iniciativa liberal quer autonomia para as universidades definirem o seu modelo de governo, escolherem alunos e não estarem dependentes de resultados académicos do ensino secundário.

R.I.R defende a facilitação da rede de apoio aos pais e educadores desde os 4 meses, integrando as creches no ensino público gratuito e aumentar o número de vagas nos jardins de infância, criar estruturas gratuitas de ocupação de tempos livres, promover a cidadania e a multiculturalidade e o seu respeito, incentivar o ensino artístico e da programação, integrar temas como a sustentabilidade, sexualidade, retórica, etc., desde cedo, assim como, profissionais de saúde nas escolas, nomeadamente nutricionistas  e a deteção precoce de problemas de desenvolvimento da linguagem e da numeracia, pretende reforçar o ensino da matemática e a orientação vocacional dos alunos bem como, o ensino do português junto das comunidades emigrantes.

 

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Escola com 300 estudantes positivos à Covid-19

 

Agrupamento de Escolas Ginestal Machado com mais de 300 estudantes positivos à Covid-19

O Agrupamento de Escolas Ginestal Machado vai realizar um testagem massiva a todos os seus alunos no próximo dia 1 de Fevereiro, nas instalações da escola secundária Ginestal Machado, em Santarém.

Segundo uma nota informativa a que o Correio do Ribatejo teve acesso, neste momento o agrupamento tem mais de 300 alunos positivos à covid-19, razão pela qual o estabelecimento de ensino vai avançar com a acção de testagem, sendo que os alunos que estiveram infectados nos últimos 180 dias estão fora desta medida.

 

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30.000 alunos sem professor a uma ou mais disciplinas

 

Horários a concurso permitem estimar que, nas escolas públicas, 30 000 alunos estejam sem as aulas todas

No privado, o problema é semelhante, contudo, é ocultado e, que se conheça, nem a Inspeção age, como era seu dever

Sem ter em conta as situações de isolamento por Covid-19, que o Ministério da Educação continua a ocultar, e o que se passa nos colégios privados, onde o problema é escondido, ontem, 26 de janeiro de 2022, o número de horas em concurso de contratação de escola era de 5802, sendo necessário recuar a meados de outubro para encontrarmos número mais elevado. Estas 5802 horas distribuem-se por um total de 469 horários a concurso, estimando a FENPROF que sejam afetados pela falta de professores cerca de 30 000 alunos, se considerarmos que, em média, cada 4 horas a concurso correspondem a uma turma sem professor e que estas, também em média, têm apenas 20 alunos.

Estas contas não incluem, como atrás se refere, os casos de isolamento devido à Covid-19, pois sendo este de 7 dias, dos quais só 5 são úteis, as escolas têm de encontrar, internamente, forma de garantir a substituição por serem ausências de curta duração. Também não incluem o que se passa nos colégios privados, pois, neles, a falta de professores (que também já não é pontual, tendo-se agravado nos últimos anos) é um problema que, em muitos, já atinge níveis superiores ao das escolas públicas. Isto acontece porque, em 2015, a associação de empregadores impôs a caducidade do Contrato Coletivo de Trabalho que mantinha com a FENPROF desde 1974 e, com o apoio dos sindicatos da UGT, aprovou um CCT que criou uma situação ainda mais negativa para os docentes do ensino particular e cooperativo (no salário, na carreira, nas condições de trabalho…) do que aquela que se vive no ensino público. O resultado foi o esperado: centenas de docentes do ensino privado, ano após ano, principalmente nos últimos 3 anos, concorreram e foram colocados em escolas públicas. Em relação à falta de professores, os colégios e a sua associação representativa ocultam os números e procuram, muitas vezes de forma que roça a ilegalidade, disfarçar o problema. A FENPROF considera que caberia à Inspeção (IGEC) verificar como está a ser “resolvido” o problema nos colégios, mas não acredita na ação de uma entidade que deixou de prestar contas à comunidade educativa e de responder aos pedidos de informação que lhe são dirigidos.

Retomando a situação nas escolas públicas, a falta de professores nas escolas, que se agrava, neste final de janeiro, com um grande aumento do número de horários a concurso, era esperada e para ela contribuem diversos fatores, tais como:

– A crescente falta de professores, problema desvalorizado por sucessivos governos, desde o de Passos Coelho, que aconselhava os professores a emigrarem, por não serem necessários, ao atual, cujo ministro, ainda há dois anos, considerava que estávamos perante problemas pontuais explorados por jornalistas e sindicalistas;

– O envelhecimento dos profissionais docentes, com o número de aposentações a aumentar todos os anos e muitos a contraírem doenças, em muitos casos graves e de caráter prolongado;

– Os elevados níveis de exaustão que atingem milhares de docentes, sujeitos que estão a horários que ultrapassam, em muito, os limites fixados na lei, que são alvo dos mais variados abusos e manipulações na distribuição de atividades pelas componentes letiva e não letiva do horário; como se isso já não fosse suficientemente desgastante, a muitos foram, ainda, atribuídas mais turmas e horas de trabalho extraordinário para colmatar a falta de professores nas escolas.

A FENPROF há muito que alerta para a previsível falta de professores e, por várias vezes, apresentou propostas para dar resposta imediata e prevenir o futuro. A resolução deste problema não passa por substituir docentes por robôs, mas por restituir atratividade a uma profissão que, na última década e meia, tem vindo a ser alvo de políticas que a têm desvalorizado e de campanhas levadas a efeito pelo poder político para que tal desvalorização também tenha lugar no plano social. Essas políticas levaram ao abandono da profissão de milhares de jovens já formados e à fuga, dos que terminam o ensino secundário, aos cursos de formação de docentes.

Não é tarde para resolver o problema, porque nunca é tarde para encontrar soluções, contudo, se, num futuro próximo, nada for feito, o problema agravar-se-á ainda mais, dado o elevado número de docentes que se aposentarão até final da década. Pensar que será com aposentados que se dará resposta a esta situação é uma completa ilusão, pois, sendo verdade que os professores no ativo anseiam por se aposentar, não consta que quem já se aposentou anseie por regressar à atividade.

Será a pensar no futuro que, após as eleições, a FENPROF se dirigirá ao futuro poder político: à Assembleia da República entregará, logo que os deputados tomem posse, uma Petição, que já ultrapassou largamente as assinaturas necessárias, em que se exigem medidas que revalorizem a profissão docente e, assim, se recuperem os que a abandonaram, e se atraiam os mais jovens para a formação inicial; ao futuro governo, em particular, à nova equipa ministerial, será entregue um abaixo-assinado com as mesmas exigências, mas, também, propostas concretas, com as quais se pretende iniciar processos negociais de que resultem soluções, processos esses que o atual ministro, há anos, bloqueou, levando ao agravamento de todos os problemas.

 

O Secretariado Nacional da FENPROF

 

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Escolas recebem portáteis sem internet

 

Os computadores comprados pelo Governo através do programa Escola Digital estão a chegar às escolas sem os prometidos dispositivos para ligação à internet. O problema está a atrasar a entrega dos portáteis a alunos e professores, porque há escolas que preferem esperar pelos kits antes de entregar e têm centenas de computadores armazenados.

Escolas recebem portáteis sem internet

 

 

 

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Assistentes Técnicos e a sua insatisfação com a sua carreira a desaparecer

 

Assistente Técnico 

Com o passar dos anos tem-se vindo a verificar uma descredibilização, um completo desinteresse pela Carreira dos Assistentes Técnicos. 

Temos assistido a uma aproximação vertiginosa da nossa carreira à Remuneração Mínima Mensal Garantida (RMMG). 

Conforme o Diário da Républica um Assistente Técnico exerce funções de natureza executiva, de aplicação de métodos e processos, com base em diretivas bem definidas e instruções gerais, de grau médio de complexidade, nas áreas de atuação comuns e instrumentais e nos vários domínios de atuação dos órgãos e serviços.” 

O grau de complexidade inerente à nossa carreira e função exige diferenciação para as demais, não sendo aceitável que esta situação se continue a verificar. Notando-se assim descontentamento e desmotivação, que obviamente se poderá refletir na produtividade dos serviços e no próprio bem-estar dos colaboradores, uma vez que não nos sentimos remunerados de acordo com as funções que exercemos, tendo em conta a discriminação de que estamos a ser alvos. 

Como é possível que em 13 anos a RMMG tenha aumentado 255€ e a remuneração da Carreira de Assistente Técnico apenas tenha atualizado 26,33€? 

Portugal tem prevista uma inflação de 1,7% em 2022 e aumentam os ordenados em 0,9%? 

Os Assistentes Técnicos perderam completamente o poder de compra que tinham em anos passados passando a ser considerados classe baixa. 

Chega a ser humilhante e inaceitável a não atualização das posições remuneratórias da Carreira de Assistente Técnico face à atualização do salário mínimo nacional, uma vez que neste momento o que nos distingue são apenas 4,46€. 

Onde está a justiça e a equidade? 

Onde está a Igualdade de Direitos e de Oportunidades? 

Deveria manter-se a mesma distância de vencimentos que existia em 2009 (entre o salário mínimo nacional e a 1ª posição remuneratória da Carreira de Assistente Técnico, isto é, 233,13€). 

Posto isto, a base da Carreira de Assistente Técnico deveria ser a correspondente à atual posição 5, ou seja, 955,37€, pois só desta forma se mantém a justa e correta equidade entre as carreiras, respeitando a complexidade inerente às funções de cada carreira obedecendo aos níveis definidos no sistema remuneratório da Administração Pública para as carreiras gerais em 2009. 

Apesar desta carreira não possuir a representação de outros grupos profissionais em termos de efetivos, estamos conscientes da fragilidade da nossa situação profissional, que tem vindo a degradar-se continuamente, pelo que apelamos ao sentido de justiça e reconhecimento profissional. 

Somos igualmente importantes para o bom funcionamento de qualquer instituição e também contribuímos para que haja uma procura incessante de excelência na prestação do serviço público. 

O que se pretende é uma carreira bem estruturada e que responda às expectativas dos profissionais, por forma a sentirem-se motivados e remunerados de acordo com as funções mais diferenciadas que desempenham. 

O topo da carreira não deveria ser uma miragem, mas sim uma possibilidade alcançável.  

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Ser Professor é isto…

 

 

Qualquer professor é como o professor, Chen Rongqiang, ao chegar à sala de aula com ar cansado, coloca um sorriso no rosto antes de enfrentar uma sala repleta de alunos.

 

 

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QUEM SE PREOCUPA COM OS ALUNOS?

 

Faltam cerca de 5 meses para o exame nacional de Física e Química A. Alguém sabe se o exame vai ser obrigatório para concluir a disciplina? Ou se apenas vai ser necessário realizar o exame como prova de ingresso? O exame vai medir o que deve ser medido, ou seja, o trabalho desenvolvido por alunos e professores durante dois anos de aprendizagens (10.º e 11.ºs anos)? Não se sabe.

Os alunos que vão ser sujeitos a exame (ou não!) não sabem. Nada, nadinha! Quem se preocupa com os alunos? O Instituto de Avaliação Educacional (IAVE)? Não. O Ministério da Educação (ME)? Não. Aliás, o ME clama pela flexibilidade curricular e depois “é o que se vê”.

As Sociedades Científicas, Sociedade Portuguesa de Física(SPF) e Sociedade Portuguesa de Química (SPQ)? Não. Os revisores e consultores das provas de avaliação externa? Não. Concluindo, quem tem responsabilidades nesta matéria, avaliação externa dos alunos do ensino secundário, não está (nunca esteve) preocupado com os alunos. E nada de novo se passa. O mesmo tem acontecido relativamente a várias outras questões, metas curriculares/aprendizagens essenciais, calculadoras (gráficas, calculadoras científicas e
depois calculadoras gráficas em modo de exame) e por aí adiante. Quem fica prejudicado? Os alunos. Quem fica mesmo muito prejudicado? Os alunos mais desfavorecidos. Relativamente às Atividades Laboratoriais (AL), são trabalhadas 25 AL em dois anos (10.º e 11.ºs anos). Mesmo assim, conforme tem acontecido na maioria dos exames dos  últimos anos, os alunos devem saber aplicar as competências desenvolvidas na
interpretação de resultados experimentais, independentemente de terem realizado, ou não, a experiência cujos resultados lhes sejam apresentados. Faz sentido?

A partir de 2017, os exames têm tido um nível de complexidade cada vez maior. Observa-se uma certa tendência para a apresentação de itens com contextos históricos/sociais, que são muito interessantes e, por essa razão, muito elogiados pelos pares, sobretudo os que não lecionam o ensino secundário, portanto, não trabalham com os alunos deste nível. No entanto, a própria SPF reconhece nos pareceres que publica (da SPQ não se sabe nada!) que alguns desses itens são “mais adequados para provas de Olimpíadas” (2018) ou que “a maior parte dos alunos de 11.º ano não têm maturidade suficiente para, a partir das instruções dadas, chegarem ao gráfico de 𝑑=𝑓(𝑡) ou de 𝑑=𝑓(𝑉2) (2020) ou ainda “que corresponde a uma experiência cuja interpretação exige uma maturidade científica que não corresponde ao nível etário de alunos de 11.º ano, além de não ser trabalhada em sala de aula” (2021). Mesmo no exame de 2020, com adaptações devido à pandemia, alguns itens têm uma complexidade elevada mas, por serem opcionais, não tiveram repercussões
nas classificações.

Em geral, são apenas analisadas as médias dos exames dos alunos internos, o que acaba por dar uma visão distorcida da realidade. Como é possível verificar, através das distribuições das classificações (em anexo), a média destes alunos, que frequentaram a disciplina, até pode ser positiva mas as classificações mais frequentes são bem inferiores a 10 valores. Nos anos de 2020 e 2021 já não é possível fazer essa distinção entre alunos internos e externos, pois o exame não foi necessário para conclusão da disciplina.

Em 2020, os alunos que estiveram confinados de março a maio, mas que acabaram por regressar à escola para terem aulas presenciais até ao final de junho, contaram com um exame adaptado em que os itens mais complexos não eram obrigatórios. Em 2021, (pasme-se!), após 2 confinamentos, sendo que no primeiro, quando frequentavam o 10.º ano, nem voltaram a ter aulas presenciais, os alunos foram confrontados com exames com um número de itens obrigatórios muito superior e de complexidade elevada, com alguns
itens mal redigidos e até com erros científicos. Faz sentido? É justo? A média foi negativa, 9,8 valores, próxima de 10, mas, mais uma vez, as classificações mais frequentes foram muito inferiores, como foi possível antever, logo no dia do exame.

Somos a favor de exames nacionais, de uma avaliação externa com regras claras e conhecidas com tempo. Defendemos que os exames devem medir o trabalho desenvolvido por professores e alunos durante dois anos, ou seja, dois anos de aprendizagens, o que não é “coisa pouca”. Só assim é possível conseguir uma avaliação externa com validade (“medir o que deve ser medido”). Ou seja, uma avaliação externa que permite classificar alunos com justiça e, simultaneamente, regular o processo ensino/aprendizagem.

O que esperar para 2022? Não sabemos!

23 de janeiro de 2022
Professores de Física e Química

 

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Recenseamento 2022 – Reanálise

 

Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 31 de janeiro de 2022 (hora de Portugal continental), a aplicação informática Recenseamento 2022 – Reanálise, que permite efetuar a análise das reclamações efetuadas pelos docentes e técnicos, alteração de dados anteriormente inseridos e/ou inserir novos docentes e técnicos.

SIGRHE

 

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“Não, não vou por aí!”

Por outras palavras, a Classe Docente sofreu o maior vilipêndio de que há memória em 2017 e, como se isso não bastasse, viu-se obrigada a executar um ininterrupto trabalho insano, principal consequência de tão prolixo “pensamento iluminado”.  No geral, as escolas funcionam num regime ditatorial, como se fossem infernais “rodas de hamster”, sem consciência, sem senso e sem pensamento crítico e, em 6 anos de Legislatura, nunca o Governo encetou qualquer diligência no sentido de revogar o actual modelo de gestão.

“Não, não vou por aí!”

Breve resumo dos últimos 16 anos de Governação em Portugal:

 – Após cerca de 6 anos de Governação por José Sócrates, o país afundou no descalabro financeiro que conduziu à bancarrota. Ao longo desses 6 anos, houve muita “festa”, paradigmaticamente ilustrada pelo Programa da Parque Escolar E.P.E.; houve dinheiro dos contribuintes injustificadamente gasto a rodos em variados sectores; houve muito dinheiro despendido em negócios e contratos altamente duvidosos e inequivocamente ruinosos; houve, enfim, um endividamento insustentável.

E foi tão grande a “festa” que só a Parque Escolar terá delapidado a astronómica quantia de 2,3 mil milhões de euros, para reabilitar pouco mais de 150 Escolas Secundárias, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas em 2017.

 Na Educação, houve o Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de abril que instaurou a Ditadura nas escolas. Depois desse Decreto, as escolas regrediram “às trevas” e mergulharam na opressão e no obscurantismo, de onde nunca mais conseguiram sair.

 De resto, os principais responsáveis pelos desvarios cometidos nessa época, continuam a passear-se alegre, faustosa e impunemente por aí, sempre muito ufanos e cheios de si;

 – Seguiram-se 4 anos de Governação por Passos Coelho/Paulo Portas, pautados pela imposição de medidas da Troika, por força do pedido urgente de ajuda financeira externa, carimbado por José Sócrates e Teixeira dos Santos.

 Não satisfeitos com as inevitáveis medidas restrictivas e de contenção orçamental exigidas pela Troika, como condição para se efectivarem as várias tranches do respectivo empréstimo financeiro, Passos Coelho/Paulo Portas e Vítor Gaspar/Maria Luís Albuquerque, numa atitude “mais papista do que o Papa”, teimaram em ir além desses constrangimentos, deixando a maior parte do país a “pão e água”, obrigando muitos a emigrar, em particular jovens com formação académica superior.

 Na Educação, e pelas missivas de Nuno Crato, assistiu-se a uma obsessão por Exames, sem qualquer consequência positiva, em termos de melhoria do Sistema Educativo. E houve polémicos Contratos de Associação, estabelecidos entre o Ministério da Educação e Ciência e vários Estabelecimentos de Ensino Privado, danosos para o erário público;

 – Nos últimos 6 anos, o país foi governado pela coligação PS, BE e CDU, teoricamente de Esquerda, mas na prática muito pouco de Esquerda. As expectativas, inicialmente positivas, foram absolutamente goradas, sobretudo pela incompetência demonstrada por vários Ministros, aliada à obstinação, arrogância e prepotência políticas.

 Em 2017, ficou bem demonstrado que o PS não tinha como prioridade as pessoas, nem a melhoria dos seus salários ou das suas condições socioeconómicas, como seria de esperar de um Partido que se auto-intitula de Esquerda.

Como exemplo disso, e de forma injusta, sem precedente ou paralelo na restante Função Pública, viu-se na Assembleia da República a votação expressiva do PS, no sentido de subtrair à Classe Docente mais de 9 anos de tempo de serviço, com implicações definitivas e prejuízos irrecuperáveis ao longo da respectiva Carreira, nomeadamente em termos de salário e das inerentes repercussões socioeconómicas.

 Também não se esperaria que, em vez do anterior, um Governo, dito de Esquerda, desse primazia à injecção de milhões de euros num Banco (no caso, o Novo Banco), criado para esconder ou, no mínimo, disfarçar, a falência e as muitas imparidades deixadas pelo Banco Espírito Santo e que se constituíram como o maior desfalque de sempre ao erário público português.

 Medidas efectivas de combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito também não se viram durante os 6 anos dessa Governação de Esquerda.

 Em 6 anos de Geringonça, o Governo de António Costa comportou-se quase sempre de uma forma sobranceira, típica de quem se considera intocável e acima de qualquer crítica ou julgamento.

 O BE e a CDU andaram grande parte do tempo a desempenhar o papel de “agente duplo”: ora fazendo de conta que eram oposição, ora estando alinhados com os intuitos do Governo, maioritariamente suportado pelo PS.

 Ao consumar-se o “divórcio” entre os Partidos da coligação, pela não aprovação do Orçamento de Estado 2022, o PS sacou do discurso da vitimização, como se fosse um parceiro traído e enganado. Como na maior parte dos divórcios, atribuem-se, agora, culpas recíprocas, sem que nenhum dos parceiros assuma as respectivas falhas ou responsabilidades.

 Durante esses 6 anos de Governação, as políticas do Ministério da Educação foram sucessivamente dominadas pelo “pensamento iluminado” de várias “eminências pardas” que, em prol da fantasia e de ideias delirantes, ajudaram a transformar a Educação num misto de incoerência, desacerto e alucinação.

 Por outras palavras, a Classe Docente sofreu o maior vilipêndio de que há memória em 2017 e, como se isso não bastasse, viu-se obrigada a executar um ininterrupto trabalho insano, principal consequência de tão prolixo “pensamento iluminado”.  No geral, as escolas funcionam num regime ditatorial, como se fossem infernais “rodas de hamster”, sem consciência, sem senso e sem pensamento crítico e, em 6 anos de Legislatura, nunca o Governo encetou qualquer diligência no sentido de revogar o actual modelo de gestão.

 E não há como escamotear ou ignorar que em 2008 (instauração da Ditadura nas escolas) e em 2017 (subtracção de mais de 9 anos de tempo de serviço à Classe Docente) estavam em funções Governos apoiados pelo PS, supostamente de Esquerda. E aqui não há lugar para interpretações subjectivas, trata-se de uma constatação factual.

 Dezasseis anos de sucessivas governações falhadas causaram um evidente descontentamento generalizado e abriram espaço para o aparecimento do radicalismo de Extrema Direita, de que é exemplo o grupo de indivíduos, auto-denominado “Chega”.

 Esse grupo de indivíduos, movido por um conjunto de chavões populistas, parece disposto a soterrar e terraplanar algumas das principais conquistas da Democracia, instaurada em 25 de Abril de 1974, nomeadamente o Princípio da Igualdade, patente no Artigo 13º da Constituição da República Portuguesa:

 – “Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”;

 – “Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”.

 Abrir mão desse Princípio, ou de alguma parte do mesmo, é abrir mão de tudo o resto, convirá ter consciência disso. Os atropelos à Igualdade não acontecem só aos outros. Pelos mais variados motivos e circunstâncias, qualquer um de nós pode, em algum momento, ver-se confrontado com o desrespeito por esse seu Direito.

 Lembrando as palavras de Bertolt Brecht: “Agora levaram-me a mim, mas já é tarde, como não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo“.

 Todos os Partidos do actual espectro político nacional se afirmam como defensores dos Fundamentos e dos Princípios da Democracia, esperando-se assim que, após as eleições do dia 30 de Janeiro, e sejam quais forem os resultados apurados, nenhum deles caia na tentação e no ludíbrio de se aliar a um grupo de indivíduos que, pelos indícios existentes, não honrará nem respeitará tais convicções políticas. Se alguém o fizer, perderá a credibilidade e idoneidade.

 Resumindo o que penso sobre qualquer radicalismo político: “Não, não vou por aí!”; “Não sei para onde vou, sei que não vou por aí” (José Régio, Cântico Negro).

 (O silêncio dos que se abstêm, optando por não votar, enfraquece a Democracia e retira legitimidade a reclamações posteriores…).

 

(Matilde)

 

 

 

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The Benefits of Having a College Degree

 

Muitas pessoas começam a planejar suas vidas em uma idade jovem. Na maioria das vezes, seu plano inclui obter um diploma universitário. Enquanto alguns preferem trabalhar no momento em que se formam no ensino médio, há aqueles que preferem seguir seu ensino superior e obter um diploma em consonância com sua carreira escolhida.

Embora custe muito dinheiro, ter um diploma universitário tem inúmeras vantagens. Aqui estão alguns deles:

Mais chances de conseguir um emprego

Vamos encarar. Os empregadores querem que seus empregados sejam bem educados. Ter um diploma serve como sua passagem para conseguir empregos bem remunerados, especialmente se você se formou com cores voadoras. Além do seu diploma, os empregadores também estão interessados em suas experiências quando você ainda estava na escola. Por exemplo, você escreveu para a publicação da escola? De que clubes você fazia parte? Onde você fez seu estágio? Eles querem saber mais sobre você e como você pode contribuir para a empresa deles.

Maior potencial de ganho

Uma das vantagens mais óbvias de ter um diploma é o fato de que você pode ganhar mais do que aqueles que não se formaram na faculdade. Por exemplo, se você está se candidatando a um cargo de nível básico, você pode negociar por um salário inicial mais alto em comparação com alguém que é um graduado do ensino médio. Outro exemplo é que se você está na indústria de acompanhantes, você pode se juntar ao pool de escoltas de elite aberdeen com o seu diploma. Muitos clientes estão procurando acompanhantes profissionais que se formaram na faculdade e estão dispostos a pagar mais do que a taxa média.

Mais oportunidades de carreira

Você tem planos de trabalhar para empresas multimilionárias? Você quer trabalhar ou estudar no exterior? Você está interessado em conseguir uma promoção o mais rápido possível? Ter um diploma pode ajudar. Muitas empresas contratam pessoas com diplomas porque veem seu valor. Na verdade, há aqueles que recebem imediatamente ofertas de emprego de empresas

de prestígio após a graduação, especialmente se eles estão cientes de sua formação e experiências educacionais. Aqueles com diploma também podem ter a chance de ganhar bolsas de estudo no exterior para continuar seus estudos ou trabalho. Enquanto isso, você também pode melhorar suas chances de ser promovido fazendo um pós-bacharelado ou fazendo outro curso para melhorar o que você já aprendeu.

Usis de benefícios de emprego

Além de ser mais bem pago, ter um diploma qualifica você para empregos que proporcionam mais benefícios. Você pode aproveitar os cuidados de saúde e investimento em aposentadoria, subsídio de viagem, empréstimos, descontos comunitários e muito mais. Infelizmente, esses benefícios raramente são oferecidos para empregos de nível médio. Essas vantagens são muito importantes, especialmente se você quiser ter uma família própria no futuro.

Seja mais confiante

Nem todo mundo tem um diploma universitário é por isso que ter um pode fazer você se sentir orgulhoso de si mesmo. Todo aquele trabalho duro, noites de estudo e pesquisa valeram a pena. Você se sentirá mais confiante sabendo que realizou algo para você e seus entes queridos. Você se tornou mais experiente, habilidoso e preparado para enfrentar o futuro. Quer saber mais sobre as vantagens de ter uma boa educação? Visite aqui.

 

 

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Que a classe política tenha noção do ridículo! José Manuel Alho

 

“Depois da colossal degradação salarial, não se percebe tamanha demanda persecutória. Não conheço médicos com cirurgias ou consultas assistidas. Não há notícia de juízes com julgamentos assistidos ou constrangidos a portefólios repletos de reflexões  holísticas ou de outros achaques meditadores. Irra, que é de mais!”

Que a classe política tenha noção do ridículo!

A campanha eleitoral confirmou o que já aqui havia afiançado: os partidos não revelam possuir pensamento estratégico para um setor tão crucial como a Educação.

Aliás, são os partidos que, numa pífia deriva populista, se concentram nos professores, afirmando ódios e reservas mentais por resolver.

Não é por acaso que, confrontados com a provável escassez de docentes, persistem em negligenciar a motivação do professorado, exaurido por múltiplas tropelias cruelmente esclarecedoras.

Os professores trabalharam mais de nove anos sob o imperativo de aceitar sacrifícios da mais diversa índole: congelamento de carreiras, cortes salariais, aumento do IRS e subtração dos subsídios de Natal e de Férias – entretanto declarados inconstitucionais.

Como paga, o Estado, essa entidade de bem, proclamou: o tempo de serviço prestado – e sobre o qual  pagaram todos os impostos – não conta sequer para efeitos de progressão na carreira!

Perante tão disruptiva forma de gestão motivacional dos seus recursos humanos mais habilitados, o Ministério da Educação, em complemento, decidiu mergulhar os seus professores na mais intragável sanha bur(r)ocrática de que há memória no ensino português!

Agora, vemos o maior partido da oposição propor que, para efeitos de avaliação do seu desempenho profissional, os professores sejam obrigados a conceber um portefólio, igualmente burrocrático, onde se devem acumular montanhas de evidências administrativas para rivalizarem com aulas assistidas por terceiros.

Depois da colossal degradação salarial, não se percebe tamanha demanda persecutória. Não conheço médicos com cirurgias ou consultas assistidas. Não há notícia de juízes com julgamentos assistidos ou constrangidos a portefólios repletos de reflexões  holísticas ou de outros achaques meditadores. Irra, que é de mais!

Que a classe política tenha noção do ridículo!

Para os mais distraídos, ainda há (muitos) professores que votam. Gente que ajuda, pela sua credibilidade, a fazer opinião. E as suas famílias também!

 

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Procedimento concursal simplificado –  África do Sul e Zimbabué (1.º e 2.º Ciclo)

 

Aviso de Abertura de procedimento concursal simplificado (local) –  África do Sul e Zimbabué (1.º e 2.º Ciclo)

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 5 professores do ensino português no estrangeiro para o 1.º, 2.º CEB – língua inglesa – horário a prover por vacatura: : JOA03, JOA04, JOA19, CAB01 e ZIM01.

Os horários disponíveis são:

África do Sul

Zimbabué

 

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Procedimento concursal simplificado –  África do Sul, Namíbia, Essuatíni e Zimbabué (3.º CEB e SEC)

 

Aviso de Abertura de procedimento concursal simplificado (local) –  África do Sul, Namíbia, Essuatíni e Zimbabué (3.º CEB e SEC) – horário

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 5 professores do ensino português no estrangeiro para o 3.º CEB e SEC – língua inglesa – horário a prover por vacatura: JOA06, JOA07, JOA08, JOA11, BLF01, DBN01, PTA03, PTA04, CAB03, NAM05, ESW03 e ZIM02.

Os horários disponíveis são:

África do Sul

Essuatíni

Namíbia

Zimbabué

 

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Vêm aí os técnicos de Ciências da Nutrição/ Dietética / Dietética e Nutrição para as Escolas

Dos Técnicos de Informática nem se fala… mas, agora, é que vamos ter “papa” boa nas escolas…

 

Procedimento concursal comum para a carreira/categoria de técnico superior (Ciências da Nutrição/ Dietética / Dietética e Nutrição)

 

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O ensino híbrido passou a norma nas escolas portuguesas

 

O ensino híbrido é um método educativo que mistura o ensino a distância com o ensino presencial, trazendo aspetos positivos de cada uma dessas modalidades e maximizando a eficiência geral da aprendizagem.

Também conhecido como blended learning ou b-learning, está cada vez mais presente na vida de professores e alunos portugueses pelo estado pandémico nas escolas. Os alunos e professores estão a realizar um vai vem, de 7 dias de cada vez, entre casa escola.

Até aqui tudo bem. O problema começa quando nem as escolas nem os alunos estão equipados para que tal aconteça. Neste momento, as escolas, têm armazenados centenas de computadores que não podem entregar aos alunos porque falta um dos elementos do Kit Informático, o chip que dá acesso à internet. E os computadores destinados aos professores, quem ainda não foi atribuído tal equipamento. ainda não chegaram às escolas.

Continuamos com os mesmos problemas de sempre. Atrasos em cima de atrasos que prejudicam as aprendizagens dos alunos e o trabalho dos professores.

Nem toda a boa vontade do mundo supera a falta de meios…

 

 

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Exaustão leva 400 docentes a entrar de baixa

Exaustão. É este o estado que está a levar de novo muitos professores a recorrerem a baixas médicas por lhes ser impossível continuar nas escolas. Só neste início do 2.º período são mais de 400 os docentes que entraram de baixa, o que, contas por baixo, faz com que cerca 25 mil alunos estejam sem aulas a pelo menos uma das suas disciplinas.

 

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Vamos voltar aos Portefólios na ADD?

 

Esta medida já esteve em vigor. Burocrática, morosa, falaciosa, injusta…

Quem escreveu esta medida tem memória curta e não percebe nada do que se passa nas escolas. Basta dizer que os planos de aula, materiais, instrumentos de avaliação são feitos em grupo disciplinar ou de ano e, por isso, comuns a todos esses docentes.

Em relação ao júri, maioritariamente externo, ficam-me muitas dúvidas, uma vez que, isso, não permite uma avaliação continua, mas nos remete, apenas, às ditas evidencias que podem muito bem ser fabricadas e levar a erros de julgamento.

Senhores do PSD, pensem lá nisto. Se necessitarem de ajuda para concretizar um modelo de avaliação docente peçam-na  a quem está nas escolas e não a ratos de gabinete.

Avaliação e progressão na carreira
O PSD entende que o atual modelo de avaliação do desempenho docente deverá ser melhorado com a introdução da avaliação do portfolio (planos de aula, materiais, instrumentos de avaliação, reflexões sobre a
prática pedagógica, etc.), a ser concretizado por um júri maioritariamente externo à escola a cujo quadro o
professor está vinculado. (pág. 122)

 

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Legislativas 2022: as palavras relevantes CNAPEF

Legislativas 2022: as palavras relevantes

O CNAPEF fez uma análise geral das 1465 páginas dos programas/manifestos eleitorais dos 10 partidos políticos com representação parlamentar, a partir de 8 palavras representativas de áreas que consideramos estratégicas no nosso âmbito de intervenção: Educação, Educação Física, Desporto, Desporto Escolar, Atividade Física, Exercício Físico, Professor e Treinador. Pese embora a quantidade de referências não possa ser interpretada de forma linear, ou seja, como representando o nível de importância atribuído por cada partido político, dá uma imagem geral do nível de investimento na elaboração dos referidos documentos.

Apesar de, até ao momento, ter estado pouco presente nos principais debates entre líderes políticos, o termo Educação é o mais enumerado (338 vezes) entre o total das 539 citações das 8 palavras utilizadas na pesquisa, seguindo-se, com menos de metade, a palavra Professor (138); a palavra Desporto, espante-se, tem apenas 47(!) referências, enquanto que Atividade Física não passa das 16 citações. Quanto às restantes palavras, entre as quais Educação Física (9), aparecem menos de uma dezena de vezes cada, conforme o quadro em baixo, que apresenta, não só a contagem completa das palavras escolhidas, mas também os programas/manifestos assinalados com os locais onde as referidas palavras são mencionadas, para uma leitura e uma interpretação mais aprofundadas por qualquer leitor…

A atual situação pandémica tornou bem claro a necessidade de se investir nas áreas do exercício físico, do desporto e da educação física; no entanto, paradoxalmente, parece não ter sido suficiente para que os partidos as incluam nas suas agendas políticas. Para quando a sua devida consideração, dada a relevância que assumem no desenvolvimento, na saúde e no bem-estar geral de todos os cidadãos?

Partido político / Palavras Educação Educação Física Desporto Desporto Escolar Atividade Física Exercício Físico Professor Treinador
Bloco de Esquerda
(220 páginas)
51 4 14 0 1 0 18 0
Centro Democrático e Social-PP
(17 páginas)
7 0 2 0 0 0 2 0
Iniciativa Liberal
(614 páginas)
99 0 3 0 0 0 59 0
Livre
(113 páginas)
26 1 1 1 1 0 10 0
Partido Chega
(21 páginas)
7 0 0 0 0 0 6 0
Partido Comunista Português
(16 páginas)
4 0 5 1 0 0 4 0
Partido Ecologista-os-Verdes
(2 páginas)
1 0 1 0 0 0 7 0
Partido Social Democrata
(165 páginas)
46 0 2 0 3 0 11 0
Partido Socialista
(122 páginas)
39 0 4 1 3 1 8 0
Partido-Animais-Natureza
(175 páginas)
58 5 15 2 8 0 13 1
Total = 556
(1465 páginas)
338 10 47 5 16 1 138 1

 

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Atualização da Norma 015/2020 da DGS

 

 

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Situação COVID nas escolas piora a olhos vistos

 

Desde o início do 2.º período temos assistido a um agudizar da pandemia nas escolas. As medidas foram aligeiradas, as turmas já não confinam e o contexto escolar em pandemia deixou de existir, passando as escolas a ser tratadas como contexto social. O resultado está à vista, milhares de casos em contexto escolar, com transmissão ativa nas escolas.

A Sr. D. Graça até já escreveu por aí que um novo Referencial para as Escolas estava a ser preparado, mas uma semana depois, NADA.

O clima de receio graça pelas escolas e pelas casas dos alunos. As aprendizagens estão a ser, mais uma vez, afetadas com alunos, professores em isolamento e num constante vai vem. O funcionamento das escolas está em risco com a falta de AO’s e AT´s. O encerramento de serviços dentro das escolas é uma realidade.

O ministro calou-se, o primeiro ministro calou-se, a Sr. D. Graça nada diz e a escola deixou de ser a bandeira do “lugar mais seguro do mundo” deste quadrado mal plantado.

 

 

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Milhares de alunos de novo sem aulas. Como é possível?

 

 

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Resultados da Sondagem Legislativas 2022 – Blog DeAr Lindo

Após 3 dias de votação na sondagem para as eleições legislativas 2022 apresentam-se aqui os resultados.

Votaram 3052 pessoas, com bloqueio da votação por IP e Cookie.

Com mais intenções de voto ficou o PPD/PSD com 987 votos, representando 32,39%, seguindo-se PS com 499 votos (16,38%), estando o Bloco de Esquerda muito próximo do PS com 492 votos (16,15%).

O 4.º partido com mais intenções de voto é o CHEGA com 238 votos (7,81%).

Em 5.º lugar ficou a CDU com 187 votos (6,14%), seguindo-se o Iniciativa Liberal com 121 votos (3,87%) e o Livre com 105 votos (3,45%).

O PAN o CDS e os outros partidos tiveram no total 125 votos e são pouco representativos nesta sondagem.

O número de indecisos é de 6,83% e dentro dos leitores deste espaço são poucos aqueles que não vão votar dia 30 de janeiro (2,79%).

 

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“Inclusão é pôr as vacas a comer carne” – João Afonso Baptista

 

“Inclusão é pôr as vacas a comer carne”

Eu sou um pobre professor de entendimento fraco. Tão fraco que não consigo entender os “sábios” do ministério da educação quando falam que inclusão é educar todos juntos.

Eu penso que inclusão é educar todos bem, mesmo todos, ainda que sejam burrinhos, alguma coisa hão-de aprender, o que é importante é educar com grande qualidade o que cada um é capaz de aprender. Quando puder ser juntos, melhor, se tiver de ser separados, paciência.

Fui à minha aldeia, lá prós lados de Castelo Branco, e finalmente percebi o que era inclusão, segundo o ministério da educação, que não é o que eu acho, mas eu sou fraco de entendimento. Fui à quinta do Ti Manuel do Canto, onde tem os animais do costume, cabras, borregos, cães, gatos, e até tem uma vaca leiteira, que não há muitas lá para aqueles lados.

E fiquei espantado quando o homem teimava em dar a todos palha seca, misturada com umas ervas também secas que lá chamam feno, gente esquisita, e não é que os cães e os gatos não quiseram comer?!

Eu disse-lhe a rir, mas ele não gostou, que experimentasse dar carne a todos, talvez a vaca se deleitasse a comer um bom bife e as cabras e os borregos talvez ficassem contentes com umas iscas de porco.

O Ti Manuel do Canto é um homem bom e pacífico, mas não gostou da piada e quando se zanga é terrível e deu pontapés nos cães e nos gatos por não quererem comer palha e feno juntos com as cabras e os borregos, nem mesmo com a vaca leiteira. Bichos esquisitos e teimosos.

O Ti Manuel do Canto fez-me lembrar os sábios do ministério. Ele não entende que não pode dar aos herbívoros a mesma comida que dá aos carnívoros, que são gostos diferentes, e que tem de respeitar a natureza e a diferença. A igualdade é importante, tratar todos igualmente bem, mas a diferença também. Tratar como iguais os que são diferentes só pode dar asneira. E eu pra mim entendi que inclusão é alimentar todos bem, dar carne aos cachorrinhos e erva aos cabritos. Dar a todos a mesma coisa não resulta.

É isto que os sábios do ministério não entendem, penso eu, com o meu fraco entendimento. Ensinar os surdos como se ouvissem, ou ensinar os cegos como se vissem e pôr todos a ver o mesmo filme sem legendas, os surdos a reclamar porque não ouvem as falas e os cegos a gritar por que não veem as imagens, a professora a gritar em altos berros para ver se todos entendem, uma confusão, mas pró ministério o importante não é educar bem, é educar juntos.

Não foi isso que disseram os senhores lá em Salamanca nem é o que diz a UNESCO. Todos juntos sempre que possível, mas muitas vezes não é possível. O problema é que os sábios do ministério são como o Ti Manuel do Canto: querem dar carne às vacas.

 

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Por cá ninguém se compromete em recuperar os anos de transição (roubados) entre carreiras dos docentes

 

A Secretária Regional da Educação, Sofia Ribeiro, garantiu hoje que vai recuperar os três anos de transição entre as carreiras dos docentes, “pondo fim a situações de desigualdade, uma vez que se verifica que há docentes dos quadros que têm acesso a carreiras de duração diferenciada, com prejuízo dos próprios”.

A garantia foi dada no final da primeira ronda de reuniões com os partidos políticos com assento na Assembleia Regional e com o deputado independente, para estabelecer a Estratégia da Educação para a Década, que, segundo a Secretária, pretende conferir “às políticas educativas a sustentação e a consolidação necessárias para garantir estabilidade e orientação”.

Sofia Ribeiro garantiu que estas reuniões “não esgotam o papel da concertação social e da Assembleia Legislativa Regional”.

Sofia Ribeiro compromete-se em recuperar os três anos de transição entre carreiras dos docentes

 

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Lista Colorida – RR18

Lista Colorida com colocados e retirados da RR18, numa altura em que 6 professores estão no seu 4º contrato!

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430 Contratados na RR18

Foram colocados 430 contratados na Reserva de Recrutamento 18, distribuídos segundo a tabela seguinte:

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Recenseamento 2022 – Verificação de dados / Reclamação

 

A aplicação que permite aos docentes e aos técnicos manifestarem a sua concordância ou efetuarem reclamação relativamente aos dados introduzidos no Recenseamento 2022, estará disponível desde o dia 21 de janeiro até às 18:00h de Portugal continental do dia 25 de janeiro de 2022.

SIGRHE

 

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A hora SPZC – Roteiro FNE para a legislatura (direto)

 

https://twitter.com/SPZCentro/status/1484587048615186432?s=20

 

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“Eixos prioritários em prol da valorização da Escola Pública, assentes no sucesso das aprendizagens dos alunos e na dignificação e reconhecimento da profissão docente”

 

“Eixos prioritários em prol da valorização da Escola Pública, assentes no sucesso das aprendizagens dos alunos e na dignificação e reconhecimento da profissão docente”

CONTEXTUALIZAÇÃO

Vivemos tempos de transição acelerada.
A irrupção da Pandemia por Covid-19 provocou alterações profundas, ainda não totalmente visíveis, na Educação e na Sociedade, exigindo novas respostas para novos problemas. Questiona-se, hoje, como atuar quanto à formação inicial e contínua de docentes quando estamos perante modelos de ensino que se tornaram híbridos, abandonando a tradicional dicotomia entre o presencial e o online. Está em curso um Plano de Transição Digital que comporta enormes desafios, tais como o apetrechamento das escolas com as infraestruturas necessárias, nomeadamente computadores e ligações à internet, exigindo uma forte aposta não apenas no hardware mas também no peopleware – a formação de professores e alunos, mas também a promoção da literacia digital entre pais e encarregados de educação, senão mesmo a população adulta em geral.

O envelhecimento da população docente, realidade que se adivinhava há alguns anos, tem hoje expressão na falta de docentes em inúmeras escolas, com prejuízo para os alunos. Contudo, a formação inicial de professores encontra-se estagnada e poucos alunos optam por seguir esta via quando terminam os seus estudos pré-universitários. A carreira de professor parece hoje pouco atrativa aos olhos dos nossos jovens, fator que só vem agravar as dificuldades referidas. E no entanto, muitos professores mantêm-se numa
situação profissional de enorme instabilidade, com contratos sucessivos, ao longo de vinte ou mais anos, sem conseguirem a justa vinculação.

A avaliação de desempenho docente (ADD), datada de 2012, pouco alterou em relação ao modelo utilizado nos anos 80 e 90 do século passado, pelo que nos mantemos num quadro conceptual que caminha para meio século sem alterações significativas. Necessitamos de um modelo que privilegie o desenvolvimento das competências profissionais, numa perspetiva de avaliação formativa, e que permita premiar os professores
pelo conjunto do seu trabalho diretamente relacionado com a atividade profissional.

Se a formação inicial de professores se faz nas Instituições de Ensino Superior, a formação contínua tem sido realizada essencialmente nos Centros de Formação dos Agrupamentos de Escolas ou entidades similares. A oferta formativa é diminuta para as necessidades do sistema e a Capacitação Digital de Docentes agravou o problema. Acresce que os professores contratados, ou aqueles que, tendo vínculo, mudem de Escola, acabam
por ter de realizar formação nos ambientes de aprendizagem com os quais vão trabalhar, dado que os vários ecossistemas digitais que as Escolas contratualizam não são iguais entre si.

Urge, pois, rever a regulamentação dos concursos de professores, a avaliação de desempenho docente e a formação inicial e contínua destes profissionais, de modo a tornar a carreira mais atrativa mas também mais enriquecedora do ponto de vista funcional.

Consequentemente lista-se seguidamente 6 itens que a ANVPC considera como estruturantes e que deverão ser objecto de reflexão urgente por parte dos partidos políticos, de modo a construir uma nova moldura jurídica.

PROPOSTAS DE AÇÃO

1) Abertura de um Concurso Extraordinário de Vinculação em 2022, que permita reduzir a ainda elevada precariedade de longa duração, tendo como linha de orientação o cumprimento da Resolução da Assembleia da República n.º 35/2010 de 4 de maio, vinculando todos os docentes que desempenhem funções docentes há 10 ou mais anos e cujos contratos tenham a duração mínima de seis meses por anos letivo.

2) Revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário (DL n.º 132/2012, de 27 junho), que consagre a alteração dos intervalos de horários para a manifestação de preferências para a contratação de docentes, a aplicação de uma diferenciação positiva para os professores que exerçam funções predominantemente no ensino público, a possibilidade de realizar permutas entre
professores contratados, a extensão da aplicação das prioridades de ordenação estabelecidas no concurso nacional de contratação de docentes ao modelo de concursos no âmbito da tipologia de satisfação de necessidades temporárias de Contratação de Escola, a inclusão no concurso para a mobilidade interna de horários iguais ou superiores a 14 horas e o aumento da transparência do processo de avaliação de desempenho docente, que deve ter como propósitos a melhoria da qualidade do serviço educativo e da
aprendizagem dos alunos, bem como a valorização e o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes, conforme estipulado na própria legislação.

3) Fim da discriminação entre professores quer em função do tipo de vínculo laboral ao ME, no que se refere ao maior número de horas letivas a que estão sujeitos os professores contratados e na impossibilidade de acederem à menção de excelente, no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente (ADD), quer na discriminação entre professores do quadro no que se refere aos regimes da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social.

4) Distribuição de serviço docente e outras questões relativas ao desenvolvimento de funções, que permitam dar resposta às exigentes funções que são acometidas actualmente aos professores que contribuam a redução do absentismo e para a dignificação, valorização e reconhecimento da profissão docente.

5) Implementação de uma política de reformas que promova o rejuvenescimento da classe docente, criando um regime especial de aposentação que deverá ter por princípio o reconhecimento da profissão docente como sendo de desgaste rápido, o que pode ser facilmente fundamentado com o elevado número de professores com baixas médicas de longa duração.

6) Promover a qualidade do ensino através da criação de comunidades de partilha e disseminação a nível nacional da excelência das práticas educativas que contribua para um efetivo trabalho colaborativo.

ANVPC
17/01/2022

 

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Reserva de recrutamento n.º 18

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 18.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 24 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 25 de janeiro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 18

Listas – Reserva de recrutamento n.º 18

 

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Em 2008, fomos derrotados. Já desistiram de lutar?

Quem ainda quer ter mais democracia na escola ajuda, divulga e assina a petição.

Quem se lamenta da falta de democracia e se resignou fica quieto.

Fica o link: Petição | Alteração ao DL 75/2008 – Limitação a 3 mandatos da possibilidade de reeleição consecutiva de Diretores/as de Escolas e Agrupamentos de Escolas (parlamento.pt)

1.A lei 75/2008 é uma tropelia à democracia feita com truque.

Toda a gente acha que eleição direta é mais democrático que indireta. Mas a questão jurídica não é se é mais ou menos democrático. A questão é se não tem o mínimo democrático para caber na Constituição.

As eleições indiretas são pouco democráticas (aliás, é inesquecível a cena da chapelada da “Queda de um anjo” de Camilo, à volta de eleições indiretas) mas serão tão pouco que a Constituição não as permita?

2.Ora, no caso da lei 75/2008 foi tentado discutir a inconstitucionalidade junto do Provedor de Justiça (além do parecer bem conhecido do Garcia Pereira, a Fenprof pediu ao Provedor, que tem esse poder, que suscitasse junto do Tribunal Constitucional a inconstitucionalidade da Lei).

O pedido da Fenprof foi respondido com o texto que anexo  https://www.provedor-jus.pt/documentos-html/?id=5219

Nele o Provedor dizia não ver inconstitucionalidades nos pontos que lhe foram perguntados (lendo, concordo, e não gosto disso ser assim, mas o facto é que é).

3.Se repararem, eu escrevi “nos pontos que lhe foram perguntados”.

Porque houve um ponto que não foi perguntado e que, a meu ver, é inconstitucional: a recondução do diretor sem nova eleição.

Porque o que faz a democraticidade mínima (que impede ser inconstitucional) é haver uma eleição, qualquer que seja. E a recondução não é eleição (porque na definição do conceito é obrigatório haver a possibilidade de candidaturas alternativas). Mas ninguém seguiu esse caminho para por a lei em crise.

  1. A recondução existe porque a primeira versão da lei previa selecionar os diretores por concurso, como outros dirigentes da administração pública, sem eleição. E, para nomeados, a recondução está prevista e não suscita grandes dúvidas legais.

Quem tem mandato eletivo não pode ser reconduzido. Ora pensem lá: acham que era constitucional reconduzir o presidente de junta em 2 mandatos seguidos sem uma eleição com alternativas, pelo meio?

O parolo de Viana anda a falar disto há muito tempo ( Carta aberta aos conselhos gerais: sejam democratas! Não reconduzam diretores! (I) | ComRegras ) mas ninguém liga muito, tão entretidos andam nas discussões de filosofia política e a esquecer que, para mudar uma máquina, não bastam ideias gerais sobre os princípios, mas conhecer bem a mecânica, as peças e sua interconexão.

  1. Quem fez a lei descobriu depois que, sem uma qualquer eleição, mesmo indireta, a nomeação do diretor e a lei violavam a CRP e a Lei de Bases. Vai daí fizeram o absurdo de um concurso que termina em eleição. Mas não retiraram a recondução que, num processo eletivo, não pode ser. Arriscaram a inconstitucionalidade. E ganharam porque nunca ninguém contestou esse ponto em tribunal.
  1. Assim, a lei está em vigor e nunca foi desafiada com sucesso na sua constitucionalidade. E já sei o coro de protestos: “até parece que concordas com a lei diabólica”.

Uma argumentação dessas é pueril. É uma birrinha dogmática de quem acha que temos de ser contra as coisas, todos alinhados por uma mesma doutrina e todos da mesma maneira.

Que há umas maneiras puras de contestar e umas tortuosas.

  1. Há leis conformes à Constituição péssimas. A questão é que ser conforme à Constituição faz com que a discussão do 75/2008 transite do domínio da Lei para o da política. Dentro das opções que a Constituição permite, havia outras muito melhores. Mas é preciso lutar por elas e rua a rua, casa a casa. Houve várias tentativas políticas de mudar a lei no Parlamento e falharam.

E sem esquecer que, péssima que seja, é a lei com que vivemos. A lei pela qual são eleitos os coordenadores, os diretores, membros do conselho geral, que regula os conselhos pedagógicos, etc. Dizer que um membro de um conselho pedagógico fica moralmente diminuído por colaborar com a lei é ofensivo, para ele e para todos os outros “que colaboram com a lei” porque vivem em escolas que são governadas por ela e querem por a sua escola a funcionar. E não é provar que a lei passa a ser boa. É por a escola onde trabalham a funcionar.

  1. Mas há quem se resigne a que só vai mudar numa “grande revolução” e há quem, sem nunca aceitar a lei pelo seu valor facial, a queira mudar e atacar com as armas disponíveis, já que ela está imposta.
  1. Fazer uma petição é de graça, não obriga a contratar advogado ou pagar custas e vai ao sítio onde as leis se mudam. E se o tema for focado pode reagendar a questão.

Porque é que os sindicatos não voltam à carga e suscitam a questão daquele ponto que parece, a quem tiver umas luzes disto, inconstitucional? Fazer uma petição sobre isso não é simples. Não cabe numa página e ninguém a lê, requisito mínimo para a assinar….

E para alegar inconstitucionalidade com base sólida, mesmo a que intuitivamente se vê  (contra, por exemplo, o princípio da democraticidade e de normas concretas da CRP) é preciso contratar juristas. O que o grupo que contratou o Garcia Pereira em 2008 fez. O trabalho do ilustre causídico não deu muitos frutos, mas não vale a pena ficar a chorar esse passado. Confesso que já não me recordo o que disse sobre reconduções mas alguém esclarecerá, com certeza.

E é isto. Há aqui uma ideia de luta. Quem ler o texto da petição e concordar assina. Quem não concordar, nada contra da minha parte. Só peço é que à minha frente não se lamuriem, que ninguém faz nada contra a falta de democraticidade nas escolas ou para lhes aumentar a democracia.

 

Luís Sottomaior Braga

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Debate: Educação – Programas Eleitorais

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O tal lugar seguro… 10.000 casos diários nas escolas

Desde que as aulas começaram, o número de casos de covid-19 entre os mais novos tem vindo a aumentar. Por dia, têm sido detetados cerca de 10 mil casos nas faixas etárias mais jovens.

 

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Do aumento brutal das desigualdades educativas – Paulo Prudêncio

 

Do aumento brutal das desigualdades educativas

“Em Nova Iorque, tutores privados para estudantes do ensino secundário cobram 600 a 1000 dólares (530 a 880 euros) por hora. Nas escolas privadas de elite nos EUA o investimento é de cerca de 75 000 dólares (66 200 euros) anuais por estudante, enquanto na escola pública é de apenas 15 000 dólares (13 200 euros). A desigualdade educacional é maior do que no Apartheid americano em meados do século XX. Nas universidades de elite é ainda mais dramático. As faculdades de Harvard, Princeton, Stanford e Yale matriculam colectivamente mais estudantes dos 1% mais ricos do que dos 60% inferiores”

Estes factos, apresentados por Daniel Markovits, professor na Universidade de Yale, são fundamentais para se perceber o aumento brutal das desigualdades educativas. Agrava-se ao concluir-se que o talento e o esforço não são tão decisivos no elevador social como o investimento financeiro. Como a elite investe quantias avultadas e inéditas na educação dos filhos, a diferença entre a classe rica e as restantes aumenta rapidamente em simultâneo com o empobrecimento da classe média; e uma classe média crescente, consistente e maioritária é decisiva na democracia.

Num assunto desta dimensão, Daniel Markovits escolhe o número de alunos por turma como a outra variável educativa que explica o aumento brutal das desigualdades. Por exemplo, a estrutura escolar que desde o pré-escolar desagua na Universidade de Princeton (financiada por uma fundação de caridade isenta de impostos mas que também usa fundos públicos) tem uma média colossal de oito alunos por turma. O primeiro passo na redução das desigualdades seria aumentar para dezasseis – um limite máximo aceitável – deixando oito vagas para os estudantes das escolas públicas da mesma zona geográfica, precedido, obviamente, do aumento do investimento na rede pública de escolas.

E centramos o debate se cruzarmos o que Joseph Stiglitz, Nobel da economia em 2001, descreveu no início do milénio como a exportação da “corrupção ao estilo americano que resultou na luta de classes contra os mais pobres, na depravação moral e na crise de 2007” com a tese de Daniel Markovits que conclui que o ideal meritocrático bloqueou a igualdade de oportunidades e criou uma aristocracia baseada no investimento em educação. Desde os anos oitenta do século XX que os EUA criaram uma hierarquia económica através de uma armadilha meritocrática sustentada em competições na escola e no trabalho que se alastrou às democracias ocidentais. Ou seja, o investimento financeiro acrescentou experiências curriculares mais prestigiadas que, num registo de bola de neve, tornaram a educação no factor determinante do aumento brutal das desigualdades.

Dá ideia que, no mundo global e com o peso das instituições norte-americanas, é muito difícil evitar que outras nações não caiam na desigualdade meritocrática. Mas nada se perde em discutir o assunto. Aliás, o que história nos ensina é que para onde caminharem os sistemas dos EUA irão mais lentamente os europeus. O Reino Unido já navega há muito nos mesmo mares das desigualdades educativas e da falta de professores e a França e a Alemanha vão-se aproximando. Por cá, a contaminação por estas políticas iniciou-se no início do milénio com mudanças bem identificadas na trágica quebra da solidariedade no ambiente escolar: avaliação, e precarização, dos professores numa degradante farsa meritocrática; modelo autocrático de gestão das escolas; rankings de escolas que serviram os interesses comerciais do ensino privado de elites; aumento do número de alunos por turma.

Chegados aqui, impõe-se a interrogação. E nada há a fazer?

Obviamente que há. Há mudanças sustentáveis que se devem dirigir a eixos nucleares com efeito aglutinador: alunos por turma, falta estrutural de professores e requalificação de escolas. Desde logo, eliminar a armadilha meritocrática na organização da avaliação e da gestão das escolas e perseguir a redução de alunos por turma como critério decisivo da avaliação da municipalização.

Por outro lado, pensar o futuro inclui a vigente pandemia. Uma centena dos principais especialistas mundiais em coronavírus exigem outro rumo, que denominam por Vacinas-Plus numa carta aberta à revista British Medical Journal, afirmando com clareza que o vírus se transmite por aerossóis – partículas expelidas ao falar ou respirar e que se mantêm no ar – e que é crucial ventilar e filtrar o ar. E se a pandemia destapou as desigualdades educativas, também o fez em relação à capacidade de sobreviver ao vírus. As zonas geográficas que concentram mais pobreza foram mais atingidas, porque estar horas a fio numa sala de aula com 8 ou 16 alunos é mais seguro do que fazê-lo com 30. Daí a inexactidão do discurso da escola é segura, quando o fundamental era a precaução em relação aos 3 c´s (distanciamento físico, arejamento dos espaços e aglomeração de pessoas) que aumentava em proporcionalidade directa com o rendimento financeiro.

Por fim, anunciou-se recentemente um investimento de 6 000 euros anuais por estudante na escola pública portuguesa. Foi de imediato considerado elevado e despesista com o argumento de que há empresas privadas de educação que conseguem um valor próximo dos 4 000 euros anuais por estudante, omitindo que o fazem com turmas numerosas (cerca de 30 alunos) e precarização de professores como eternos contratados com turmas sem fim – práticas que se alastraram à escola pública e que contribuíram para a falta estrutural de professores -. Por incrível que ainda pareça, esse argumentário inclui um dos instrumentos educativos mais desiguais: o datado e comprovadamente desastroso cheque-ensino.

Como se conclui, no mundo global é decisivo aplicar políticas que reduzam as brutais desigualdades educativas. Considerar em Portugal 18 alunos por turma no pré-escolar e no primeiro ciclo, 20 nos 2º e 3º ciclos e 22 no secundário (objectivos que devem ajudar a nortear a municipalização), e um investimento de 8.000 euros por estudante até 2030, é não só razoável como elementar para combater as desigualdades, e a fuga a ser professor, e consolidar a democracia.

 

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10 mil professores desistiram da profissão

 

Diretores, sindicatos e docentes pedem medidas urgentes para fazer face à falta de professores. Número dos estudantes inscritos em cursos superiores de Educação caiu 70% nas últimas duas décadas e 10 mil professores desistiram da profissão. Retrato de uma “pandemia” que ainda corre o risco de se agravar na próxima década.

A falta de professores explicada por quem se viu obrigado a “desistir do sonho” do ensino

Instabilidade da carreira, burocracia em demasia, perda de autoridade e excesso de alunos por turma são alguns dos motivos, apontados pelos docentes ao DN, que os levaram a sair do ensino. Ricardo Cabral lecionou Informática de 2006 a 2014. Abandonou o ensino e não pretende regressar. “A principal razão da minha saída foi, no ano letivo 2013-2014 só ter conseguido colocação em fevereiro e muito distante da minha residência (mais de 350 km). Essa originou outra, que foi o baixo rendimento. Tive de arranjar alojamento no sítio onde dava aulas, e só o alojamento levava quase metade do meu rendimento. Com duas crianças pequenas, obviamente que vinha todos os fins de semana a casa, o que originava mais despesas em combustível, portagens, etc.”, recorda.

Ricardo Cabral está longe de ser um caso raro. “Mais de 10 mil professores saíram da profissão e não estão para voltar porque as condições são as que nós sabemos. Não vale a pena tentar fingir que não existe este problema.

 

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