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Menina de 14 anos espancada por colegas numa escola

PSP e os Bombeiros de Camarate transportaram a menor ao Hospital Beatriz Ângelo.

Menina de 14 anos espancada por colegas numa escola em Loures

Uma menina de 14 anos foi espancada por colegas numa escola de Camarate, Loures, e teve de ser hospitalizada com lesões por todo o corpo.

Fonte policial disse ao CM que o ataque ocorreu a meio da tarde de sexta-feira. A vítima, que já terá sido alvo de outras agressões, foi rodeada por colegas (a maioria do sexo feminino) e espancada a murro e pontapé.

A PSP e os Bombeiros de Camarate transportaram a menor ao Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

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Para que raio continuo a ser professor?

Triste por ser professor
Sou desrespeitado por todos, agredido em pequenas e grandes coisas. Transformaram-me numa espécie de papel higiénico que recebe palpites de pais, diretores, presidentes de câmara, alunos, funcionários…ninguém valoriza as pestanas que queimei, a minha criatividade na construção das aulas. Todos querem que eu lhes satisfaça as vontades e de imediato. Não me deixam ensinar e partilhar o que sei. Acham que só sirvo para entreter meninos, que os devo guardar durante 24 horas, fazendo-lhes as vontades e nada exigindo. Tenho um ministro que, em conjunto com os média, destrói a minha imagem, a minha autonomia, o meu saber e a minha liberdade.
Tenho colegas que lambem as botas ao poder e que se vendem por tuta e meia. Invejam e passam a pente fino tudo que lhes possa fazer sombra na luta de uns tostões para subir de escalão. Tenho frio no inverno e calor no verão, mal respiro nos cubículos a abarrotar com 30 alunos. Ando a toque de campainhas todos os dias, tal como o cão de Pavlov. Ganho mal, trabalho ao fim de semana. Mesmo assim um monte de colegas que só sabe sorrir à subserviência, aos pais superprotetores e aos pseudo pedagogos, teóricos da treta. Ganho mal, não tenho tempo para mim e para os meus.
Para que raio continuo a ser professor? Só por ter acreditado que podia ajudar a deixar o mundo melhor. Não, não deixo porque não me deixam!
Desisto!

Retirado da caixa de comentários em “O Meu Quintal”

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Paroles, paroles, paroles

Tantas palavras de circunstância, a propósito da violência contra Professores…

O Ministro da Educação veio, há poucos dias, também ele, expressar o seu “apoio e solidariedade à Professora que foi agredida na Figueira da Foz”, acrescentado que “todos os actos de violência são injustificáveis e inaceitáveis” e, ainda, que “todos os cidadãos, todas as famílias e comunidades, devem dar o exemplo de respeito pelos professores, reconhecendo-lhes o seu papel inestimável e a sua autoridade” (Agência Lusa, em 13 de Setembro de 2022)…

Bonitas palavras! Pena é que as acções não sejam consonantes com as palavras e que, pior do que isso, sejam, muitas vezes, a negação das palavras…

Que contributo tem dado o próprio Ministério da Educação para “o exemplo de respeito pelos professores, reconhecendo-lhes o seu papel inestimável e a sua autoridade” e que o mesmo parece esperar de todos os cidadãos?

O pretenso “respeito”, que tem vindo a ser manifestado pelo Ministério da Educação em relação aos Professores, talvez se possa traduzir por isto:

– Permitir que os profissionais de Educação possam continuar a ser alvo de agressões, físicas e/ou verbais, sem que isso tenha consequências visíveis, civis e/ou criminais, para os alegados agressores;

– Alterar de forma “cega” e injusta os critérios de MPD, obrigando Professores gravemente doentes a exercerem a suas funções a dezenas ou centenas de quilómetros de casa, longe das suas famílias e do respectivo apoio ou acompanhamento…

– Permitir que Professores, comprovadamente doentes, sejam desterrados e “condenados ao degredo”, acabando, alguns deles, por morrer em serviço, ficando demonstrado, da pior forma possível, que afinal o seu pedido de MPD não era fraudulento…

– Impedir a legítima progressão na Carreira Docente, obrigando a que milhares de Professores fiquem, pelo menos mais um ano, a aguardar pela vaga necessária para poderem aceder aos 5º e 7º Escalões, apesar de já terem cumprido todos os requisitos exigidos…

A publicação anual dessas (vergonhosas) Listas acentua o descrédito e a perversidade patentes nos actuais modelos de ADD e de progressão na Carreira Docente, comprovando que nenhum desses “paradigmas” visa premiar o suposto mérito ou valor de alguém, mas antes constituírem-se como instrumentos que permitem à Tutela despender, o menos dinheiro possível, em gastos com salários de Professores…

E já não é possível continuar a disfarçar o que, na verdade, é óbvio e injustificável…

– Exigir às escolas um serviço educativo diferenciador e inclusivo, sem dotar as mesmas com os meios humanos e materiais necessários, ignorando que não basta impor o “milagre da inclusão”…

– Não admitir que o clima organizacional da maior parte das escolas é dominado pela insatisfação, pela desmotivação e pela desconfiança, decorrentes tanto da acção do Ministério da Educação, como do exercício de algumas lideranças…

– Não reconhecer que a maior parte dos profissionais de Educação não se sente respeitada, nem valorizada, nem ouvida ou respondida…

– Não reconhecer que a maioria dos profissionais de Educação se encontra em “modo de sobrevivência”, sentindo-se irremediavelmente estafada, asfixiada e agoniada com tanta escola fictícia, postiça e travestida…

Portanto, palavras de circunstância, sem um significado credível e que ostensivamente negam a realidade…

Palavras, nada mais do que palavras…

Palavras ocas, que exalam falsidade, incoerentes, dominadas pela hipocrisia do que “fica bem dizer” em determinadas circunstâncias…

Ninguém precisa de “lágrimas de crocodilo”, nem de carpideiras ocasionais, muito menos as vítimas…

Precisamos, sim, de respeito pela dignidade em vida, mas, e já agora, também na morte…

De preferência, nos 365 dias de cada ano…

(Matilde)

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Mãe bateu em professora do filho, instigada por cunhada

 

Duas mulheres estão a ser julgadas, no Tribunal de Setúbal, pela agressão de uma professora, dentro de uma escola básica do concelho. A mãe de um aluno do estabelecimento de ensino foi acusada de agredir a docente com uma bofetada e um pontapé, quando instigada pela outra arguida, sua cunhada.

Dá-lhe agora”. Mãe bateu em professora do filho, instigada por cunhada

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), na manhã de 14 de dezembro de 2020, na Escola Básica da Bela Vista, uma docente separou dois alunos que andavam à bulha no recreio. Um deles, com dez anos, pisava o outro, de seis. Não obedecendo à ordem da docente para parar, o aluno foi agarrado pelo braço e levado para a sala de aula pela professora. À hora de almoço, foi para casa e queixou-se de ter sido agredido pela professora, o que levou a mãe, Soraia, e a tia, Lília, a dirigirem-se à escola, nessa tarde, para pedir satisfações.
Acompanhadas do rapaz, as mulheres entraram na escola e foram à procura da docente, que estava na sala de professores. Aqui, pediram a uma funcionária que a chamasse, o que foi feito. “Foi esta que te bateu?”, perguntou a mãe ao rapaz, quando a professora apareceu. A criança de dez anos disse que sim.

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Entrevista dos Técnicos Superiores de Educação a 300km de casa

Via facebook, com pedido de divulgação.

 

Entrevista dos Técnicos Superiores de Educação a 300km de casa

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A morte dos professores

Falhámos por omissão e conivência. O resultado? Uma classe desmotivada, revoltada e humilhada.

A morte dos professores

Ensino faz-se, acredito, por vocação. Há no professor a génese da sociedade livre, por meio da Educação, que nos liberta da sombra da ignorância, como diria Platão. Negar a sua importância é retirar-lhe a dignidade no exercício da sua profissão, dentro e fora de aula, culminando com a escalada do desrespeito, da desautorização e da negação da sua presença como mais alta figura dentro da academia. Passámos de questionar a conduta do discente para questionar a razão do docente.

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E a Tendência é Subir

Há quase 10 anos que não se aposentavam tantos professores

 

Desde janeiro são mais duas mil saídas, o maior número desde 2013. Haverá 38 mil alunos sem todos os docentes.

Em novembro, de acordo com a lista da Caixa Geral de Aposentações já publicada, vão aposentar-se 205 professores do Pré-Escolar ao Secundário. Desde 1 de janeiro são já 2107 docentes, o maior número desde 2013 (quando saíram 4628). Um mês após o arranque das aulas, o contador da Fenprof aponta para 38 mil alunos sem todos os professores. Esta sexta-feira, o ministro vai ao Parlamento para um debate setorial.

Ainda falta dezembro e o ano ameaça acabar com mais de 2300 reformas, o “que é superior ao de alunos que concluíram cursos para ingressar na carreira”, frisa Mário Nogueira. O número de aposentações não pára de subir desde 2018 (quando se reformaram 669) e as previsões são que “no próximo ano possam atingir as 3000 e a partir de 2027 as 4000”, aponta Nogueira. Além disso, alerta o líder da Fenprof, estes professores que estão a sair podem estar com turmas atribuídas, o “que num momento em que as listas de recrutamento estão quase vazias, as substituições tornam-se mais difíceis”.

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Listas Provisórias dos candidatos admitidos e excluídos no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste

 

Publicam-se as listas provisórias dos candidatos admitidos e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar em Timor-Leste, em 2023.

Listas Provisórias de admissão e exclusão

 

 

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E se fosse consigo?

Braga. Dia 2 de junho. Duas docentes e uma funcionária foram agredidas por duas mulheres numa escola.

E se fosse consigo?

Matosinhos. Dia 22 de setembro. Um professor foi agredido por um aluno de 16 anos, na Escola Secundária do Padrão da Légua. O docente teve de receber tratamento hospitalar. Vila Verde. Dia 7 de outubro. Uma professora foi agredida à bofetada por um estudante.

Figueira da Foz. Anteontem. Uma professora de 40 anos, no Centro Escolar de Vila Verde, foi agredida por dez mulheres com murros e pontapés e arrastada pelos cabelos pelas agressoras, enquanto era ameaçada de morte. Ficou ferida com gravidade e teve de ser hospitalizada.

São quatro casos só este ano. Há mais. Nos anos anteriores, ainda mais.

Em 2020, a plataforma do Sindicato Independente dos Professores e Educadores recebia uma denúncia de agressão a professores a cada três dias, a maioria dizia respeito a agressões físicas cometidas por alunos (56%).

Passaram dois anos. Ontem, o ministro da Educação, ex-secretário de Estado da mesma pasta, manifestou o seu apoio e solidariedade à professora que foi agredida na Figueira da Foz. Além da mensagem, João Costa pediu a todas as famílias e comunidades que respeitem os professores!

Será certamente correspondido no apelo. Foi sempre assim entre milhares de encarregados de educação, membros de associações de pais e de outras partes integrantes das comunidades escolares. Os mesmos que, sucessivamente, têm vindo a pedir aos governos que garantam as condições necessárias, incluindo segurança, para que a função seja valorizada e respeitada. Para que os professores possam ser professores.

O Orçamento do Estado para a Educação diminui 7,6%. A redução é explicada pelo Governo com a transferência de verbas para as autarquias devido à descentralização. Esperemos pelos resultados.

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Os professores do 1.º ciclo estão esgotados e a idade não ajuda…

 

Os professores do 1.º ciclo continuam a liderar o movimento de substituições de docentes nas escolas que é operado pelas reservas de recrutamento, que se efectivam todas as sextas-feiras. No concurso desta sexta-feira foram colocados 192 professores do 1.º ciclo, a grande maioria para substituírem docentes que entraram de baixa médica.

Quando se tem uma carga horária superior a outros docentes, se trabalha com crianças mais pequenas, quando se tem tarefas que mais nenhum docente tem, se é titular de turma, coordenador de estabelecimento, se tem dentro da sala de aula 25 horas por semana a inclusão, se vigia intervalos, se coordena Assistentes Operacionais, se supervisiona AEC, se trata de colaborar com Juntas de Freguesia para assegurar todo o tipo de manutenção, com empresas de refeições os almoços, se programa projetos da fruta, do leite e tudo mais que é saudável… estavam à espera que o desgaste de anos e anos fosse o mesmo que outros e os monodocentes, abandonados nas milhares de pequenas escolas e centros escolares, não ficassem doentes e o físico não desse de si?

Tenham mas é juízo e reconheçam que têm de olhar para estes docentes como monodocentes e devolver-lhes as diferenças que lhes tiraram.

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Lista Colorida – RR7

Lista colorida atualizada com colocados e retirados da RR7.

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Audição do Ministro da Educação no Parlamento

Hoje durante a tarde o Ministro da Educação esteve no plenário da Assembleia da República.

Pelo que fui ouvindo, vivemos num país cor de rosa e eu não tinha dado por ela.

Vídeo completo com mais de 3 horas e meia na imagem seguinte.

 

 

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Listas Admitidas ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE

Foram admitidas 7 listas ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, conforme consta neste link e na imagem seguinte.

Encabeço a lista D com o nome “Por uma ADSE Mais Justa, Mais Solidária e Mais Familiar“.

Em breve anunciarei o programa desta lista.

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Recusa de MPD – Exposição ao Ministério da Educação

Venho por este meio e sendo marido de uma Professora  que usufruiu no ano anterior a MPD  e que este ano viu recusada a sua mobilidade , assim como outros tantos,  a  não colocação pela  Mobilidade por Doença .

Face aos problemas de saude que tem, teve de regressar  à seu agrupamento e  voltar  a efetuar  150 kms diários  de LXXXX para CXXXXX, caminho este que é percorrido à mais de 18 anos comas demais condições climatéricas  ( Chuva , Neve , Gelo etc…), nunca tendo metido um atestado médico , para estar em prol do ensino e das crianças que precisam.

 Sempre gostou do que faz, e continua a fazer , mas a saúde é cada vez mais frágil e  está em primeiro lugar, bem como a família, aquilo que ME não sabe reconhecer e que tanto apregoa.

Após reclamação efetuada via Email para o Ministério da Educação e demais documentação justificativa da MPD em 28 Julho,  recebeu hoje mensagem para ser consultado o SIGRHE, com o seguinte texto.

Volta-se a verificar a insensibilidade do ME para a saude dos professores.

Deixo o repto ao Srº Ministro da Educação  e demais secretários de estado a fazerem diariamente este percurso conforme muitos professores fazem de Lamego para Cinfães: Souselo; Castelo Paiva etc… sem qualquer ajuda do ME.

É esta a minha indignação como Marido ao ver a recusada pretensão, que era bem justificada.

Agradeço a vossa colaboração e divulgação se assim entenderem nas vossas paginas, salvaguardando o meu nome em anonimato.

 Com os melhores cumprimentos,

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Poucos colocados no QZP 7

Se analisarmos as colocações por QZP, percebemos que o QZP 7 não é aquele onde saem mais horários nas Reservas de Recrutamento e não é por falta de horários por preencher, mas sim por falta de candidatos a essas ofertas. Percebemos isso mesmo se olharmos para os horários em Contratação de Escola… a maioria é no QZP 7. Se os profissionalizados não concorreram para eles, parece-me óbvio deduzir que a maioria é ocupada por não profissionalizados.

Se  filtrarmos os horários e considerarmos apenas os temporários e incompletos, percebemos, nessa região, que eles vão sendo ocupados quase exclusivamente no 1º ciclo e Educação Física, os grupos com mais candidatos por colocar.

O ministro conhece a situação dramática da falta professores a sul; sabe perfeitamente que o panorama se agrava a cada ano e acabará por alastrar a todo o país e a todos os grupos de recrutamento.  A mudança de política já devia ter acontecido;  a valorização da carreira docente, se tivesse começado há 5 anos seria tarde… estará à espera que o caos se instale para poder justificar a aplicação de medidas drásticas, sem grande contestação?

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638 Contratados na RR7

Foram colocados 638 contratados na Reserva de Recrutamento 7 distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Reserva de Recrutamento n.º 07

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 7.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 17 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 18 de outubro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 07

Listas – Reserva de recrutamento n.º 07

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205 Docentes Aposentados em Novembro de 2022

Com a lista mensal de aposentados de novembro subiram para 2107 os docentes do ensino público do continente que descontam para a Caixa Geral de Aposentações.

Fica aqui o habitual quadro com os números dos últimos 10 anos.

 

 

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Já se aposentaram 2107 professores em 2022

Desde janeiro são mais duas mil saídas, o maior número desde 2013. Haverá 38 mil alunos sem todos os docentes.

Em novembro, de acordo com a lista da Caixa Geral de Aposentações já publicada, vão aposentar-se 205 professores do Pré-Escolar ao Secundário. Desde 1 de janeiro são já 2107 docentes, o maior número desde 2013 (quando saíram 4628). Um mês após o arranque das aulas, o contador da Fenprof aponta para 38 mil alunos sem todos os professores. Esta sexta-feira, o ministro vai ao Parlamento para um debate setorial.

Ainda falta dezembro e o ano ameaça acabar com mais de 2300 reformas, o “que é superior ao de alunos que concluíram cursos para ingressar na carreira”, frisa Mário Nogueira. O número de aposentações não pára de subir desde 2018 (quando se reformaram 669) e as previsões são que “no próximo ano possam atingir as 3000 e a partir de 2027 as 4000”, aponta Nogueira. Além disso, alerta o líder da Fenprof, estes professores que estão a sair podem estar com turmas atribuídas, o “que num momento em que as listas de recrutamento estão quase vazias, as substituições tornam-se mais difíceis”.

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Os burocratas do ensino

Talvez devamos começar por simplificar as coisas e praticar mais do que teorizar… quem sabe…

Os burocratas do ensino

Um destes dias, um dos meus filhos perguntou-me se podia imprimir umas quantas folhas, julgo que de uma apresentação de Powerpoint, que a professora de Matemática tinha mandado. Curioso, fui espreitar o que diziam, até para perceber o que ainda recordava do ensino preparatório. As folhas falavam de coisas extraordinárias.

Por exemplo, da “propriedade distributiva da multiplicação em relação à subtração”, da “propriedade da existência de elemento neutro da adição”, da “propriedade comutativa da adição”, etc. Resumindo: acabei por ficar com alguma pena dos jovens estudantes, que têm de empinar todo aquele palavreado.

As propriedades, em si, são relativamente simples – o tal “elemento neutro da adição” não é nada mais do que o zero.

Mas existe uma tendência em certos setores da educação para complicar o que é simples.

Não é só na Matemática. Olhando para o programa de Português do sexto ano, por exemplo, encontramos tópicos como: “distinguir composição morfológica e morfossintática” ou “distinguir complemento direto de predicativo do sujeito”.

Pode argumentar-se que não vem mal ao mundo por as crianças aprenderem de pequenas a mecânica da língua e os nomes das regras da matemática. Eu sentir-me-ia tentado a argumentar o contrário: ninguém precisa de conhecer a “propriedade distributiva da multiplicação” para saber fazer contas, nem de saber o que é a “composição morfossintática” para falar corretamente. Estas definições com palavras complicadas roubam tempo a matérias que podem ser interessantes e só contribuem para tornar a escola mais aborrecida.

O problema não é deste ou daquele professor, é dos burocratas do ensino, que sempre existiram, mas hoje parecem ter mais margem para impor as suas regras. Os burocratas que falam em “expressão numérica” e que preferem classificar palavras em função do número de sílabas a ensinar a apreciar a beleza de um texto. Se calhar também é por causa deles que são cada vez menos os miúdos que sabem coisas simples como fazer contas ou escrever corretamente.

 

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Somos todos professores

O que aconteceu na Figueira da Foz é um ataque a um dos pilares essenciais da nossa sociedade e da nossa esperança no futuro: a escola.

Somos todos professores

 

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Procedimento concursal simplificado (local) – Espanha

Aviso de abertura de procedimento concursal simplificado (local) – Espanha – MAD31

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de professore do ensino português no estrangeiro para o 1.º e 2.º CEB – língua espanhola – horário a prover, em substituição, horário MAD31.

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João Costa “Sob Escuta”. 

 

 

 

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Ministro da Educação expressa apoio a professora vítima de agressão

«Quero expressar o meu apoio e solidariedade à Professora que foi agredida na Figueira da Foz. Todos os atos de violência são injustificáveis e inaceitáveis. A agressão a um Professor constitui um ataque aos que mais contribuem para o desenvolvimento humano. Todos os cidadãos, todas as famílias e comunidades, devem dar o exemplo de respeito pelos professores, reconhecendo-lhes o seu papel inestimável e a sua autoridade».

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Todos os actos de violência são injustificáveis e inaceitáveis

 

Sindicatos pedem acção do Governo através de “uma afirmação clara contra a violência exercida sobre os professores e o anúncio de medidas concretas destinadas a preveni-la”. Professora já teve alta hospitalar, depois de agredida à entrada do Centro Escolar de Vila Verde e de ter sido transportada para o Hospital Distrital da Figueira da Foz.

Ministro da Educação solidário com professora agredida: “Todos os actos de violência são injustificáveis e inaceitáveis

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Será difícil entender…

Será assim tão difícil perceber qual o motivo de, atualmente, ninguém querer vir a vestir a camisola de professor?
Uma sociedade cheia de cidadãos hipócritas que acusam os professores de exercerem uma profissão cheia de privilégios, com elevados salários, pouco trabalho e muitas férias, quando convidados a ingressarem na profissão, são os primeiros a dizer que, tanto eles com os seus queridos rebentos, jamais seriam professores.
Como se não bastassem esses alegados privilégios da profissão, como a itinerância de andar de escola em escola pelo continente e ilhas, sem estabilidade durante décadas, com sobrecarga de trabalho e salário miserável, ainda existe a maravilhosa regalia de serem alvo de toda uma sociedade que em nada é exemplo para ninguém. Professores que, fruto de uma imensa campanha de desinformação e difamação política, são atualmente saco de pancada verbal e física de toda a gente.
“Ontem” dez cidadãos entraram numa escola e agrediram violentamente uma professora. Alegadamente, progenitoras que deram ali um belo exemplo de cidadania a uma criança que, segundo testemunhas, também ela terá participado naquela barbárie. Derrubada no chão, indefesa, foi brutalmente socada, pontapeada e arrastada pelos cabelos por um bando de gente malformada, é o exemplo acabado de toda uma prolongada campanha contra a figura do “Professor”.
Por isso, “amanhã”, no banco dos réus, não deveriam estar apenas sentados os autores destas atrocidades; deveriam ser chamados a prestar contas perante a justiça todos aqueles que, durante anos, prestaram falsas declarações, desinformação e injúrias que fragilizaram os professores; deveriam responder pelas suas palavras e atos, classe política, comunicação social, analistas e comentadores que têm contribuído para que isto aconteça. Todos eles cúmplices deste crime público contra os professores, contra a nação. Afinal, que sociedade é esta que estamos a criar que vai permitindo que reiteradamente isto aconteça?
A justiça inoperante acaba por ser conivente com estes casos em que os agressores saem em liberdade ou sentenciados com mero trabalho comunitário que raramente cumprem. É por termos uma justiça ineficaz que se legitima que casos destes se multipliquem e os professores se sintam cada vez mais inseguros, isolados, incompreendidos e desautorizados. É por sentirem toda esta impunidade que os agressores fazem o que querem dos professores.
Como em tantas outras vezes, mais uma vez os agressores sairão impunes enquanto a vítima terá de carregar consigo marcas físicas e psicológicas para toda a vida.
Não me interessa se o aluno e toda aquela gente desumana tinha ou não razão. Aquele ato é, simplesmente, inadmissível e imperdoável.
Colegas, chega deste silêncio conivente de cada um de nós perante esta agressão intolerável.
Quem maltrata um professor, maltrata toda a classe.
“Ontem” foi ela, amanhã poderá ser qualquer um de nós, as nossas esposas, maridos, pais, filhos…
Seria bom que os professores se unissem à porta das escolas a prestar-lhe homenagem; prestar-lhe solidariedade a ela e a todos os professores agredidos no exercício da sua profissão; prestar um tributo a todos os professores que têm sido física e psicologicamente agredidos; uma hora em que todos nós, professores, devemos sair das nossas salas de aula ou dos professores, das nossas casas e virmos até ao portão das nossas escolas dizer “Basta!”; basta de sermos maltratados; basta de toda esta violência que, incompreensivelmente, há décadas é exercida sobre nós por toda uma sociedade; basta de admitirmos o constante ataque de uma classe política e, sobretudo, do ministério da educação que ao longo de tantos anos não teve uma palavra de apreço pelo importante e difícil trabalho dos professores só abrindo a boca para nos vilipendiar; basta de alunos que desrespeitam os professores e de pais que, quando não são mal-educados com os docentes, limitam-se a ir à escola insultá-los ou espancá-los. Professores que, fragilizados, mal pagos e marginalizados, mais não são do que um saco de pancada de toda uma sociedade. Professores, uma classe que física e verbalmente tem sido espancada até à morte, agredida até à sua extinção.
Seria bom que, mais do que palavras, demonstrássemos solidariedade entre nós e não deixarmos aquela colega, mais uma vez, só; que à porta de todas as escolas, num dia marcado pelos sindicatos, os seus colegas de profissão, incluindo os que estão nas direções, estivessem à porta das escolas; que também lá estivessem os assistentes operacionais e técnicos que, também eles, tantas vezes vítimas de agressões, compreendem melhor do que ninguém a nossa dor; aprazia-me encontrar também, do nosso lado, pais que desaprovam todo e qualquer género de violência sobre aqueles que, no desempenho da sua profissão, estão diariamente a dar o seu melhor pelo futuro dos seus filhos.
Professores que estivessem à porta de uma escola portuguesa a dizer “Basta” e que não permitem que situações como esta voltem a acontecer.
(Colega, na sua angústia e desespero, quero que saiba que não está só. Quando a violentaram, mais de cem mil professores foram agredidos; quando a silenciaram, hoje mil vozes falarão por si; quando, pelo exercício da sua profissão, a culparam e castigaram sem direito a defesa, a uma só voz, toda a classe, incondicionalmente, defende-a a si. O meu abraço de conforto e solidariedade)

Carlos Santos

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Lista D – Por uma ADSE Mais Justa, Mais Solidária e Mais Familiar

Hoje foram atribuídas letras às 7 candidaturas ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, sinal que a candidatura que apresentei a esta eleição está válida.

Assim sendo, apresento o lema desta candidatura e o seu mandatário. O lema da candidatura é “Por uma ADSE Mais Justa, Mais Solidária e Mais Familiar“.

O mandatário da lista é o Professor Santana Castilho e a lista é composta por 4 elementos efetivos e 4 suplentes.

Em próximos artigos irei apresentar alguns dos pontos do programa da Lista D ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE que tem eleições nos dias 28, 29 e 30 de novembro (por voto eletrónico) e dia 30 de novembro de forma presencial.

Dos oito candidatos da lista ao Conselho Geral da ADSE, 5 candidatos são Professores, uma candidata é Enfermeira, uma candidata é Socióloga e outra candidata é Psicóloga.

A média de idades dos 8 candidatos está abaixo dos 50 anos, de certeza que muito abaixo das tradicionais candidaturas das organizações sindicais que apresentam os reformados sindicais nestas candidaturas.

Fica em imagem a introdução do programa da Lista D, ao qual voltarei em breve.

 

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A Fernanda deixou-nos

Fernanda Maria Teixeira de Barros, Natural de Chaves, foi-lhe recusada MPD, estava colocada em Castelo de Paiva. Sofria de diversas patologias incluindo insuficiência cardíaca.

O seu coração não aguentou…. Hoje deixou-nos…

 

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Professora violentamente agredida por dez mulheres

Na tarde de ontem, pelas 17h00, dez mulheres com idades entre os 25 e 50 anos, agrediram uma mulher de 40 anos à entrada da escola do 1º ciclo de Vila Verde, na Figueira da Foz.

Professora violentamente agredida por dez mulheres na Figueira da Foz

A vítima é professora de Educação Física no Centro Escolar Vila Verde, foi agredida com murros e pontapés e arrastada pelos cabelos, enquanto ameaçada de morte, adianta a PSP de Coimbra.

A PSP está a desenvolver diligências no sentido de identificar as agressoras.

A agressão estará relacionada com uma alteração entre alunos ocorrida na véspera. A professora separou dois alunos que estavam-se a agredir mutuamente e um dos alunos ter-se-á queixado a familiares de que a docente o tinha agredido.

No dia seguinte a mãe do aluno e outras familiares ficaram à espera que a docente saísse da escola para a ameaçar de morte e agredir.

A mulher foi transportada para o Hospital da Figueira da Foz com ferimentos graves.

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Os serviços administrativos das escolas são essenciais ao funcionamento.

Uma escola serve para “dar aulas”, mas não é só “dar aulas”. E para se “dar aulas” outras coisas são essenciais.
Há, entre alguns professores, um preconceito contra a “burocracia”, que muitos confundem, com uma coisa diferente que é o “excesso de burocracia”.
Dificilmente haverá quem seja mais que eu contra o excesso, mas sou muito weberiano e acho que a ironia é que muitos problemas burocráticos resultam mais da má qualidade da burocracia que sempre tem de haver.
Porque tem de haver uma forma de fazer as coisas e é isso que é a burocracia no sentido correto: os processos organizacionais e suas regras.

O governo vem, por exemplo, dizer que vai “diminuir a burocracia dos DT”. Se for um novo E360, mal pensado, mal sustentado em tecnologia frágil e estruturado em processos não testados com os utilizadores, corremos o risco de ficar pior.

Há, por aí, muito “especialista” a falar disto, que estudou pouco a teoria que daria uma boa prática. E o que mais se vê é amadores a mexer em sistemas complexos, a não perceber que lutar contra a burocracia, por vezes é contra intuitivo: não insistir na questão da quantidade mas realmente dar um impulso qualitativo aos processos.

E aí a qualidade e capacidade dos Assistentes Técnicos e suas chefias é essencial. Por muito que custe a aceitar a alguns são tão essenciais ao funcionamento como quem dá aulas.
Os professores recém colocados que no dia 23 de setembro ou agora a 23 de outubro vão receber o seu salário religiosamente não fazem ideia do custo funcional e stress de produzir esse resultado que acham “natural”.

Pessoas que trabalham muito, têm salários baixos, sujeitos a injustiças de carreira que demoram imenso a descrever e que pela complexidade custam muito a abordar e são incompreendidos.
Muitos deles, com tanta ou mais formação que professores.

Um coordenador técnico tem responsabilidades sobre milhões de euros, mas ganha pouco mais de mil euros. E pelos vistos, em alguns casos, nem lhes reconhecem direitos básicos.

Imaginem uma companhia aérea só com pilotos. Acham que os aviões voavam com conforto para os passageiros, só com pilotos?

Luís Sottomaior Braga

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Não coce a barriga quando morrer outro professor – Santana Castilho

!

Josefa Marques era professora do 1º ciclo do ensino básico, mãe de dois filhos, tinha 51 anos e morreu na sequência de um acidente vascular cerebral, que se somou a uma doença oncológica em grau avançado. Josefa Marques fazia quimioterapia. Nos últimos anos, o Regime de Mobilidade por Doença, colocando-a sempre perto da sua residência, permitiu-lhe ter o apoio da família. Mas a mudança ditada por João Costa, em nome da gestão de curto prazo de uma entidade metafísica despersonalizada, a que os tecnocratas chamam capital humano, foi colocá-la este ano a 207 quilómetros de casa.
Quando julgava que tínhamos chegado ao limite da desumanidade e do cinismo, eis que o ministro da Educação, em momento de dor e à boleia da ladainha arcaica do lamento, veio publicamente lembrar que “o Regime de Mobilidade por Doença permitia que a requerente apresentasse 11 escolas de proximidade para onde pretendia a deslocação, tendo a docente indicado [apenas] três opções”. Subliminarmente, subjacente ao lamento, eis mais uma facada de magarefe destro: afinal, a culpa foi da requerente!
Josefa Marques, inconformada com a insensibilidade com que o seu caso foi apreciado, pediu a revisão da falta de vaga na terra. O ministro da Educação respondeu-lhe assim, depois de morta. Espero que a justiça divina tenha sido mais magnânima que a justiça de João Costa e Josefa Marques tenha encontrado uma vaga no céu.
Naturalmente que não atribuo a João Costa responsabilidade directa na morte da professora Josefa Marques. Mas acuso-o de assédio moral no último transe da vida dela, por lhe ter recusado, sem qualquer vestígio de humanidade, solidariedade, empatia, sequer, a mobilidade por doença. No calvário que viveu durante os seis anos em que lutou contra o cancro, não deve ter havido nada mais doloroso do que ser destratada pelo sistema que serviu toda a vida quando, no fim dela, corpo carente de veneno quimioterápico, a mandaram trabalhar a 207 quilómetros dos seus.
A República vai pagar um preço alto por ter deixado a Educação nas mãos de João Costa. Misturar a sua cegueira com a busca de soluções tem sido desastroso para a escola pública. As manipulações, que antes tentava alinhar com a ortodoxia estatística, são cada vez mais descaradas e inesperadas.
A 26 de Setembro, durante uma visita a uma escola de Santo Tirso, João Costa disse haver, por semana, mil baixas por doença, apresentadas por professores. Mas falando de horários por preencher já usou um indicador percentual: 3%. No sistema de ensino labutam 130517 professores. Se seguisse a mesma regra, o ministro poderia ter dito que o número de baixas que referiu correspondia a 0,76% dos professores. Porque escolheu o valor absoluto em vez do percentual? Obviamente porque 1000 impressiona bem mais que 0,76.
Perdi a paciência para lidar com hipócritas, porque é graças à generosidade dos que os suportam que classes profissionais inteiras são esmagadas e enxovalhadas constantemente. Mas no transe dramático em que a morte de Josefa Marques nos mergulhou, não posso deixar de pensar nos outros 2876 professores, de frágil saúde física e psíquica dentro de uma classe globalmente demasiado castigada, a quem, tendo sido reconhecida uma doença incapacitante, foi negada uma mudança de escola ao abrigo do Regime de Mobilidade por Doença. Por eles, em nome deles, permita, professor-ministro, que um velho, que deu à Educação os melhores anos da sua vida e também passou pela política, que na política conheceu as piores pessoas, as mais mesquinhas, as mais desonestas, as mais incompetentes, e nas escolas se cruzou com as melhores, as mais generosas, as mais sabedoras, as mais humanas, lhe recorde uma máxima dos escuteiros, de que o senhor também é chefe: nunca é tarde para nos reconciliarmos com a justiça e reconhecer que nos enganámos.
Se não for capaz, ao menos não coce a barriga quando morrer outro professor!

In “Público” de 12.10.22

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A escola, essa mandriona – Rui Correia

A miudagem precisa de trabalhar mais e de não ter a papinha toda feita. Eles adoram mexer-se e desejam ardentemente uma aprendizagem que exija que não estejam nem quietos nem calados. A reforma dessa excentricidade chamada “o ensino” passa por acabar de vez com a ideia insana de tirar miúdos da cama às 7h30 da manhã para os esmurrar com um magnífico powerpoint ou um prezi sobre a batalha de São Mamede ou sobre a clorofila ou a roda dos alimentos. Ninguém aguenta.

A escola, essa mandriona

O mundo sempre a mudar e a escola sempre na mesma. O chavão é sempre o mesmo e não pode ser mais mentiroso. De vez em quando perguntam-me se as dificuldades que os meus alunos hoje apresentam são as mesmas que os alunos tinham, digamos, há dez anos. Dá-me sempre vontade de responder assim: “Por que razão eu me levanto da cama às 7h30 da manhã para ir para a escola?”. A escola precisa de ter sempre uma boa resposta para esta pergunta. Melhor dito, e não é o mesmo: a sala de aula precisa de saber responder muito bem a esta impaciência. Dito de outra forma ainda, embora não seja a mesma coisa: a família precisa de ter uma resposta convincente para esta inquietação. É preferível encarar as coisas desta forma.

Os miúdos, mutatis mutandis, conservam as mesmas ingenuidades, as mesmas perversidades e os mesmos maravilhamentos de sempre. É verdade que aquelas coisas que todos os miúdos de ontem sabiam fazer se tornaram inteiramente desconhecidas para os miúdos de hoje. Mas o mesmo aconteceu com os miúdos antes deles. Ora se assim é, de onde vem o drama?

Basbaques, evidentemente

Os níveis de concentração são ditados pelo mesmo estímulo de sempre: estou interessado naquilo que estou a fazer ou não? Nesse sentido, reconheça-se que muito mudou. Aquilo que interessava aos miúdos há uns anos pode até ser-lhes hoje totalmente desinteressante. E somos constantemente compelidos a pensar que os ecrãs colonizaram as atenções de toda a juventude. Mas por que não havia a juventude de estar basbaque com um telemóvel? Alguém consegue encontrar uma boa razão para não andar embasbacado com os ecrãs? Têm tempo? É preciso esmiuçar o que é possível fazer com eles? A cultura e a vantagem e o dinheiro e o vagar que com eles se ganha não compensam o tempo que com eles se gasta? Os telemóveis são precisamente os instrumentos com que eu sonhei quando era miúdo e via o Star Trek a preto e branco. Chamava-se “The communicator” e parecia um flip phone, ou o Commlock da série Espaço 1999, que já incluía um ecrã. Os telemóveis têm todos os meus amigos lá dentro e se me apetecer falar com alguém em qualquer momento, em qualquer lugar do mundo, eles nunca me decepcionam e dizem-me aquelas coisas que eu sei e que preciso. Se eu, que sou adulto, acho isso emotiva e pragmaticamente imbatível, como se pede a uma criança que resista a um prodígio destes? Como pode uma escola, um professor, uma aula, um pai ou uma mãe competir com uma coisa dessas? Não compete. Incorpora. Assimila. Comanda, chefia e norteia. Pergunta-lhe ao que vem e se vier por bem, entra. Se não, fica do lado de fora. A sala de aula é um desses conclaves onde se reserva o direito de admissão. De pessoas e de coisas. Só entra quem vier por bem.

De rabo para o ar

Contudo, se percebo a consumição tecnofóbica também não salto para dentro dessa carruagem. Não salto porque não posso. Não me deixam. É que, como sempre, a coisa não se pensa a preto e branco. A minha realidade concreta como professor hodierno dita-me isto: sempre que ponho miúdos a fazer tarefas manuais, como pôr uma cronologia em ordem, usando 30 flashcards de EVA, no meio do chão da sala, para compreenderem o caminho complexo para a primeira guerra mundial, ou quando lhes peço que façamos uma sequência da crise de 1929 usando papel de cenário com 8, 9 metros e um balde de lápis de cera com a turma de rabo para o ar a pintar corretores a atirarem-se de prédios de Wall Street, ou quando lhes peço que façamos uma G3 ou um cravo vermelho de 4 metros para falar do 25 de Abril em post its, adoram. E aprendem. Quem anda fascinado com os ecrãs somos nós e julgamos mesmo que os nossos miúdos apenas querem ecrãs. Não é verdade. Todos eles – e estou a pesar as palavras – todos eles trocam de bom grado os ecrãs por um jogo de tabuleiro, desde que jogado com amigos e família, sem telemóveis por perto e com o grau certo de dificuldade e riso.

D. Afonso Henriques, o estrábico

Depois perguntamo-nos: “Como é que se faz para contornar e dar solução a essas dificuldades?” Cada um sabe de si mas tudo o que faço na minha sala de aula tem de me interessar. A mim. Primeiro está o meu compromisso com a minha vida, a minha profissão e com os meus alunos. Reclamo de mim um ininterrupto entusiasmo por aquilo que faço. Como tantos colegas meus. Não tenho como interessar um aluno por algo em que não acredito. Ainda por cima sou professor de História. Ser professor de História ajuda. Estudar História impõe-nos a interminável precariedade de todo o conhecimento. Estamos sempre irremediavelmente errados. Todo o historiador adora saber da contingência interina do seu conhecimento. É voluptuoso saber que não existem certezas em História. Ler e conhecer mais e mais histórias pequeninas que permitam que eu e os meus miúdos nos mantenhamos perplexos com os inesgotáveis insólitos que a História proporciona é infalível. Descobrir, enfim, que D. Afonso Henriques era estrábico, careca e media 1,96m é irresistível. É uma pena que não seja verdade, não é?

Pensar o gado

É preciso mudar algumas coisas. A começar por aumentar a pegada ambiental do aluno. A miudagem precisa de trabalhar mais e de não ter a papinha toda feita. Eles adoram mexer-se e desejam ardentemente uma aprendizagem que exija que não estejam nem quietos nem calados. A reforma dessa excentricidade chamada “o ensino” passa por acabar de vez com a ideia insana de tirar miúdos da cama às 7h30 da manhã para os esmurrar com um magnífico powerpoint ou um prezi sobre a batalha de São Mamede ou sobre a clorofila ou a roda dos alimentos. Ninguém aguenta.

Parece que estamos condenados a condenar a escola ao que tem de pior. E a escola sabe muito bem como converter-se numa condenação. Mas há quem resista. A verdade é que trinta anos de professor ensinaram-me que não faltam alunos que tenham superado as suas dificuldades e ultrapassado esta condenação. Por causa da escola, a tal que se diz que não muda. Patranha. São demasiados exemplos para concluir que a escola não cumpre o seu dever. Cumpre, sim. E de que maneira. Vejam o caso do Rafael, de Amarante, e digo o nome dele para não preservar a sua identidade. Era um miúdo que me ensinou uma expressão: “pensar o gado”. De vez em quando adormecia-me nas aulas e eu achava que ou eu não prestava para nada – que é sempre a minha primeira hipótese – ou, do alto da minha presunção profissional, estimava que o menino se deitava tarde a ver ou a fazer “cenas de puto”. Errado. O rapaz contou-me: acordava todos os dias às 5 da manhã para “pensar o gado”. Fui saber o que era e calei-me bem caladinho. Percebi que ele trabalhava mais do que eu. Quando chegava à escola já ele tinha cumprido umas três fortíssimas horas de trabalho. Todos os dias. É hoje engenheiro agrícola. Podia não ser, mas é. Culpa de quem, culpa de quem? Do suspeito do costume. A escola.

 

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Os aumentos

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Diretores de turma terão menos trabalho burocrático

É uma promessa. Mas será que os Titulares de Turma do Pré Escolar e Primeiro Ciclo também se verão livres disso?

Governo promete que directores de turma terão menos trabalho burocrático

Proposta de OE para 2023 assume agravamento das dificuldades de aprendizagem dos alunos, nomeadamente em Matemática e Leitura.

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Provas de Aferição e Exames digitais? Parece que sim…

 

O JN afirma que eles vêm aí, já este ano letivo. Mas o que nos dizem as Grandes Opções do Plano?

Transição digital na Educação (470 M€) – que permitirá assegurar o fornecimento de conetividade de qualidade às escolas e criará condições para a utilização integrada dos diferentes equipamentos tecnológicos no processo de ensino/aprendizagem, presencial, misto e à distância, bem como na desmaterialização dos processos de avaliação.

Já o Relatório sobre o OE diz:

O aumento significativo de escolas envolvidas no projeto piloto de Manuais Digitais permitirá a conclusão da sua avaliação para se dar início à desmaterialização progressiva dos manuais escolares. Alarga-se, ainda, a elaboração de provas de avaliação externa em formato digital, sendo todas as provas de aferição realizadas digitalmente, estendendo-se esta modalidade às provas finais do terceiro ciclo.

Ou seja, parece que vamos ter que organizar a coisa de forma que todos os alunos envolvidos tenham o tal computador que muitos encarregados de educação se recusaram a “ter direito”…

 

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Listas Obscuras as do Acesso ao 5.º e 7.º Escalões

Nas listas provisórias de graduação de acesso ao 5.º e 7.º escalão constam os docentes:

  • Que integraram a lista de 2021 e não obtiveram vaga;
  • Que cumpriram, em 2021, os requisitos previstos no artigo 37.º do ECD, incluindo os docentes reposicionados definitivamente;
  • Que foram reposicionados provisoriamente nos 4.º/6.º escalões, nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio.

 

Contudo, nestas listas apenas consta o número de ordem do docente em função da data da sua última mudança de escalão e uns asteriscos que servem para o desempate entre docentes com o mesmo tempo de serviço com as seguintes legendas:

* Primeiro fator de desempate – Avaliação de Desempenho imediatamente anterior à progressão (em conformidade com ponto 2 do art.º 4º da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro)

** Segundo fator de desempate – Avaliação de Desempenho imediatamente anterior à progressão e idade do docente (em conformidade com ponto 2 do art.º 4º da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro)

 

O que não se conhece é quem transpõe tempo de serviço para o escalão, ou quem tem tempo faseado que usou no escalão. E é aqui que surgem muitas mudanças bruscas de professores com uma data mais recente na mudança ao 4.º e ao 6.º escalão que estão à frente de docentes com uma data mais antiga e que se presume que tenham mais tempo de serviço.

Também o que muita gente desconhece é que para além de ser considerado mais um ano de serviço pelo tempo que decorreu de um ano civil, também existe uma bonificação de 365 dias para quem já estava na lista do ano passado e não conseguiu vaga.

Por não se conhecer esses dados, é inútil qualquer reclamação pois os reclamantes não possuem todos os dados para proceder a uma correta reclamação.

Enquanto as listas não disponibilizarem estes dados, a informação que consta na lista é obscura e sem qualquer transparência para uma correta reclamação.

 

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Números dos Acessos ao 5.º e 7.º Escalão

Na lista de acesso ao 5.º escalão constam  5299 docentes quando existem apenas  2709 vagas.

Na lista de acesso ao 7.º escalão constam 4427 docentes quando existem apenas 1484 vagas.

Apesar das listas serem provisórias, ficam de fora no acesso ao 5.º escalão 2590 docentes e 2943 docentes no acesso ao 7.º escalão.

No total vão permanecer mais um ano a aguardar vaga 5533 docentes.

Na lista de acesso ao 5.º escalão lá me encontro no n.º 2219, a entrar no número de vagas, mas com dois anos de tempo de serviço perdidos.

 

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Progressão na Carreira – Listas Provisórias de 2022 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso aos 5.º e 7.º escalões

Estão disponíveis para consulta as Listas Provisórias de 2022 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso aos 5.º e 7.º escalões.

Consulte a nota informativa.

Lista Provisória de 2022 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso ao 5.º escalão

Lista Provisória de 2022 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso ao 7.º escalão

Nota informativa – Divulgação das listas provisórias de graduação dos docentes candidatos às vagas para a progressão aos 5.º e 7.º escalões (2022) – 10.10.2022

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Orçamento de Estado para 2023

Aprova o Orçamento do Estado para 2023

 

 

Anexos
Mapa I – Mapa das despesas por missão de base orgânica, desagregadas por programas dos subsetores da Administração Central e da Segurança Social [formato PDF]

 

Mapa II – Mapa relativo à classificação funcional das despesas do subsetor da Administração Central [formato PDF]

 

Mapa III – Mapa relativo à classificação económica das despesas do subsetor da Administração Central [formato PDF]

 

Mapa IV – Mapa relativo à classificação orgânica das despesas do subsetor da Administração Centra [formato PDF]

 

Mapa V – Mapa relativo à classificação económica das receitas públicas do subsetor da Administração Central [formato PDF]

 

Mapa VI – Mapa relativo às despesas com vinculações externas e despesas obrigatórias [formato PDF]

 

Mapa VII – Mapa relativo à classificação funcional das despesas de cada sistema e subsistema e do total do subsetor da Segurança Social [formato PDF]

 

Mapa VIII – Mapa relativo à classificação económica das despesas de cada sistema e subsistema e do total do subsetor da Segurança Social [formato PDF]

 

Mapa IX – Mapa relativo à classificação económica das receitas de cada sistema e subsistema e do total do subsetor da segurança social [formato PDF]

 

Mapa X – Receitas Tributárias cessantes dos subsetores da Administração Central e da Segurança Social [formato PDF]

 

Mapa XI – Transferências para as regiões autónomas [formato PDF]

 

Mapa XII – Transferências para os Municípios [formato PDF]

 

Mapa XIII – Transferências para as Freguesias [formato PDF]

 

Mapa XIV – Mapa relativo às responsabilidades contratuais plurianuais das entidades dos subsetores da Administração Central [formato PDF]

 

Relatório [formato PDF]

 

 

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Lei das Grandes Opções do Plano para 2022-2026

Lei das Grandes Opções do Plano para 2022-2026

 

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