O alerta é da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.
O presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas considera que intenção do ministério da Educação de decretar serviços mínimos na greve dos professores vai agravar o caos nas escolas.
O ministério convocou os sindicatos para uma reunião esta terça-feira para discutir a possibilidade de serviços mínimos a partir de 2 de julho.
A FNE e a FENPROF, principais sindicatos dos professores, já fizeram saber que não há acordo possível. O presidente da Associação de Diretores adivinha, por isso, mais um impasse. Filinto Lima considera que a atitude do ministério da Educação vem lançar “mais outra acha para uma fogueira, que vai chegar às escolas” e defende uma intervenção do primeiro-ministro.
“António Costa tem de tomar conta deste problema que já ultrapassou a esfera do ministério da Educação há algum tempo”, explica.
À TSF, Filinto Lima confessa que ficou surpreendido com a possibilidade de serviços mínimos levantada pelo ministério.
“Fiquei estupefacto sobretudo tendo em conta que estamos a falar de reuniões de avaliação. Estas reuniões, principalmente as do 3.º período, são um momento nobre de avaliação que exije a presença de todos os professores de cada disciplina. Aliás, na prática, se isto for para frente, não sei como se vai proceder”, confessa, “está a fazer-se o caldo às escolas pondo em risco o arranque do próximo ano letivo”.
Os professores estão a fazer greve às reuniões de avaliação desde segunda-feira. A paralisação pode prolongar-se até meados de julho. Se não houver acordo entre o ministério e os sindicatos, pode ser um colégio arbitral a decidir se há serviços mínimos.
Ao que a TSF apurou, a questão está a ser acompanha de perto pelo primeiro-ministro.
TSF – Serviços mínimos na greve dos professores ″é outra acha para fogueira″
Category: Livresco
Jun 19 2018
Serviços Mínimos na Greve dos Professores “É Outra Acha para Fogueira”
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Jun 19 2018
A Confap é a Voz dos Seus Dirigentes ou dos Seus Associados?
Se dúvidas existissem…
ResponderFalei também com membros s de outras associações de pais do meu concelho (Barreiro) e o panorama é o mesmo
Comentários em:
A Confap Quer Contratos de Associação Para Combater Greves | O Meu Quintal
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Jun 19 2018
Mas Quem é que Vos Disse que a Revisão Laboral é para Combater a Precariedade?
O acordo laboral assinado nesta segunda-feira pelo Governo, confederações patronais e UGT tem como objectivos “combater a precariedade, reduzir a segmentação laboral e promover um maior dinamismo da negociação colectiva”. Mas as soluções encontradas arriscam conduzir a resultados “modestos” no combate à precariedade e podem não ter os efeitos desejados na dinamização do diálogo social nas empresas. É esta a análise que fazem Luís Gonçalves da Silva, professor de direito que em 2003 participou na elaboração no Código do Trabalho; e António Monteiro Fernandes, professor universitário e presidente da comissão do livro branco das relações laborais que deu origem à revisão da lei em 2008.
No final da assinatura do acordo, o primeiro-ministro assegurou que o Governo está a cumprir o seu programa e que o acordo reforça o combate à precariedade. Sem nunca se referir às críticas, António Costa abordou um dos pontos mais contestados pela esquerda e pela CGTP – que ficou à margem do acordo, por entender que “perpetua a precariedade” -, garantindo que o alargamento do período experimental é “um incentivo forte para que as entidades patronais não tenham medo de contratar sem ser numa base de precariedade”.
Ora esta é precisamente uma das alterações que, de acordo com Gonçalves da Silva, poder ter efeitos diferentes dos pretendidos. Além das dúvidas constitucionais, o alargamento do período experimental, antecipa o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, “introduz bastante mais insegurança e propicia maiores abusos do que o recurso ao contrato de trabalho a termo, uma vez que durante esse período a cessação do contrato não precisa de fundamento”. “Parece estarmos perante uma precariedade substitutiva”, defende, considerando “um erro” mexer no regime da contratação a termo, em vez de se combater os abusos.
Um “saldo modesto”
Monteiro Fernandes tem opinião diferente e entende que as medidas têm de ser vistas em conjunto. Ao reduzir os limites da contratação a termo e ao eliminar a possibilidade de contratar a prazo para funções permanentes pessoas à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração, em troca de um período experimental mais longo, o Governo está a desbloquear a entrada destas pessoas no mercado de trabalho. O “problema”, lamenta, é que também se alarga a amplitude dos contratos de muito curta duração, que não têm de ser reduzidos a escrito, nem justificados. Conclusão do especialista: “Pelo menos do ponto de vista do combate à precariedade, o saldo da reforma parece manifestamente modesto”.
Na opinião de Monteiro Fernandes, as empresas vão explorar o contrato de muito curta duração “até ao osso”. “É um contrato utilizável em todo o tipo de actividades, para todo o tipo de funções, desde que não convenha às empresas abrir postos de trabalho permanentes”, sublinha.
Gonçalves da Silva também alerta para o aumento da utilização destes contratos, sobretudo na indústria e no comércio, sectores que até agora não os podiam usar.
Além do combate à precariedade o acordo laboral visa também incentivar a negociação colectiva. Para os dois especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, a proposta tem aspectos positivos (como o limite temporal para o trabalhador poder escolher a convenção aplicável, a ampliação dos direitos salvaguardados em caso de caducidade ou a mediação), mas não acreditam que as medidas permitam recuperar a negociação. Para Monteiro Fernandes, os efeitos são imprevisíveis, lembrando que “a caducidade das convenções foi introduzida para dinamizar a contratação, e fê-la cair a pique”.
(…)
Governo | Revisão laboral arrisca resultados modestos no combate à precariedade | PÚBLICO
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Jun 19 2018
As Capelas e as Seitas
Muitos professores, por intermédio da designada Iniciativa Legislativa de Cidadãos (INL), conseguiram as necessárias 20.000 assinaturas para obrigar o parlamento a discutir a contagem integral do tempo de serviço ( 9 anos e pouco). Logo veio, pressurosa, uma estimada deputada do PCP, de seu nome Ana Mesquita, afirmar que o partido não acha que o caminho traçado pela Iniciativa Legislativa de Cidadãos seja o mais adequado par resolver o problema. Por outras palavras, para o PCP só contam as estruturas sindicais ( e se for a sua estrutura, ainda melhor) para resolverem os problemas dos professores. Qualquer iniciativa que parta da sociedade civil (não enfeudada a partidos, ou à margem dos sindicatos) não terá o apoio do(s) partidos(s). Neste caso é o PCP que dificulta e que, no entanto, diz “valorizar muito a luta dos professores”, mas quanto a apoio efectivo, nicles.
Assim se vê em todo o seu esplendor a força das “capelas” e “seitas” devidamente amestradas que não querem deixar tresmalhar os incréus por caminhos ínvios que não os caminhos salvíficos dos sindicatos… ( isto aqui que ninguém nos ouve e lê: eles-são-correias –de- transmissão- da-engrenagem-da-partidocracia).
António Cândido Miguéis, Vila Real
Opinião | Cartas ao director | PÚBLICO
Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:
Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória
Instruções em vídeo:
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Jun 19 2018
Em vídeo – Greve de Professores às Avaliações Sem Fim à Vista, Dezenas de Reuniões Canceladas
18.06.2018 13h39
Os professores começaram hoje uma nova greve às avaliações às reuniões de avaliação dos conselhos de turma, com a contagem integral do tempo de serviço congelado como “questão central”. Os sindicatos avisam o Governo que sem respostas a paralisação pode não ser só de um dia ou de uma semana, mas de um mês. Dezenas de encontros de docentes foram hoje cancelados, num protesto sem fim à vista.
Professores começaram hoje nova greve às avaliações que pode durar um mês
Os sindicatos avisaram que não estão disponíveis para aceitar a proposta de serviços mínimos que o Governo se prepara para fazer.
Professores estão em greve às reuniões de avaliação
O protesto pode durar até ao dia 13 de julho, com maior impacto a partir de hoje. Os docentes querem parar as reuniões de conselho de turma, o que pode atrasar o lançamento de notas.
Sindicatos e diretores das escolas avisam que esta paralisação pode não só prejudicar o fim deste ano letivo, como o arranque do próximo.
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Jun 19 2018
Greve às Avaliações – Entrevista ao Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares – Manuel António Pereira
Os professores iniciaram esta segunda-feira (18 de junho) a greve às avaliações no dia do arranque dos exames nacionais. A paralisação, convocada por dez organizações sindicais, é realizada principalmente por causa da reivindicação pela contagem integral do tempo de serviço congelado à classe profissional.
O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel António Pereira, diz que todos os trabalhadores têm direito à greve. Ainda assim, o também diretor do Agrupamento de Escolas de Cinfães reconhece ao Jornal do Centro que a greve fez com que o dia-a-dia nos estabelecimentos de ensino ficasse mais complicado.
“Estamos no final do ano letivo, há exames e avaliações que já deviam estar a decorrer e que não estão a acontecer efetivamente, e isso quer dizer que todo o processo de conclusão do ano letivo está parado à espera que as reuniões possam acontecer e que o processo de luta seja interrompido”, afirma.
Manuel António Pereira assume ainda que a paralisação dos docentes pode vir a ter impacto nas candidaturas dos alunos ao ensino superior, realçando que o concurso de acesso tem prazos já definidos e advertindo que caso o processo se prolongue, estes prazos ficarão “postos em causa”.
“Para além disso, há outros problemas porque teoricamente nenhum aluno vai ser prejudicado e todos vão fazer o exame, independentemente da avaliação interna, e a avaliação externa, que representa o resultado dos exames, será publicada depois da interna. Todo este processo está parado e não há muitas saídas enquanto a situação não tiver um términus”, lamenta o diretor, que pede “bom senso” ao Ministério da Educação e o retomar das negociações entre a tutela e os sindicatos.
“Falta algum bom senso por parte do Ministério, que devia sentar-se à mesa com as entidades que estão a promover esta greve e tentar encontrar soluções que possam resolver este problema complicado”, considera Manuel António Pereira, defendendo a necessidade de se “criar pontes em vez de continuar a construir muros” entre o organismo ministerial e as escolas.
“A gente sabe, por experiência de muitos anos, que nada se faz em educação contra os docentes e portanto, temos de ter consciência disto. Os docentes não estão a pedir nada que não seja legítimo”, sintetiza o responsável pelo Agrupamento de Escolas de Cinfães e pela Associação Nacional de Dirigentes Escolares, que diz que o Ministério da Educação já não tem condições para resolver as divergências com os professores e defende a intervenção do primeiro-ministro.
Com registo áudio: Greve às avaliações agrava situação nas escolas
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Jun 18 2018
Luís Braga da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) na Renascença
Parlamento vai debater iniciativa para contagem integral do tempo de serviço dos docentes – Renascença
18 jun, 2018 – 15:48
Um dos proponentes da iniciativa legislativa, que reuniu mais de 20 mil assinaturas em dois meses, sublinha que, assim que a proposta der entrada na AR, “os partidos vão ter a faca e o queijo na mão”.
Um grupo de professores portugueses está a preparar-se para entregar no Parlamento uma proposta que já reuniu mais de 20 mil assinaturas para a aprovação de um projeto legislativo que garanta a contagem integral do tempo de serviço dos professores que foi congelado desde 2005.
A informação foi avançada esta segunda-feira à Renascença por Luís Sottomaior Braga, professor de Viana do Castelo e um dos proponentes da iniciativa legislativa. “Houve problemas na plataforma [de petições da AR] durante quatro dias, portanto, apesar de termos reunido mais de 20 mil assinaturas como é requerido e em tempo recorde, no espaço de dois meses, vamos dar esses dias e talvez mais alguns para que os que não assinaram o possam fazer e aí vamos entregar o documento na Assembleia da República.”
Qualquer petição que reúna mais de 20 mil subscritores tem obrigatoriamente de ser debatida em plenário pelos deputados. Pelas 15h desta segunda-feira, a chamada “iniciativa legislativa para a consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória”, já contava com 20.500 assinaturas – isto apesar dos problemas logísticos e do facto de a FENPROF, um dos três sindicatos da classe, se ter manifestado contra a proposta.
Considerando que esta dará entrada no Parlamento em breve, os responsáveis pela iniciativa já contactaram todos os partidos políticos portugueses para lhes pedir audiências urgentes, explica Luís Braga.
“Até agora o Bloco de Esquerda foi o único a confirmar, mas penso que todos vão acabar por nos marcar uma audiência num horizonte de oito dias. Estamos à espera que os partidos se definam. Assim que o processo legislativo der entrada no Parlamento, os partidos vão ter, como dizemos aqui no Minho, a faca e o queijo na mão. Se quiserem resolver o problema só têm de apresentar uma proposta.”
Críticas e promessas
No texto da iniciativa legislativa lê-se que “não é aceitável que outros cidadãos, nas mesmas circunstâncias, tenham visto repostos os seus direitos temporariamente suspensos e os professores não” e que “em causa está o desrespeito de Princípios Básicos e Fundamentais de um Estado de Direito Democrático, designadamente os Princípios da Universalidade e da Igualdade”.
Para Luís Braga, a procissão, ou neste caso a luta pela restituição integral do tempo de serviço, ainda vai no adro, e não apenas por causa das prometidas greves da classe, uma delas em curso desde esta manhã. “Vamos ter este compasso de espera para a submissão da iniciativa, mas vai dar entrada no Parlamento e vai ser projeto-lei, que ninguém tenha dúvidas disso”, sublinha à Renascença.
Sobre as assinaturas reunidas, o professor de Viana do Castelo ressalta que, mesmo que tenha havido outras pessoas que não professores a assinarem a iniciativa, o número de subscritores fala por si próprio.
“Somos representativos. Sabemos que houve pessoas que não professores a assinar, mas essencialmente são professores. Imaginemos que sejam 15 mil votos de professores, isso é um sexto da classe docente, não é propriamente pouco. Para ter uma ideia, há deputados que são eleitos com 11 mil votos.”
Luís Braga ressalta ainda que aquilo que os professores estão a exigir não é descabido e que, na verdade, é um direito que já devia ter sido reposto a partir de 1 de janeiro de 2018. “Queremos o descongelamento total, a progressão total já. Não podemos aceitar um faseamento que está a ser interpretado como uma concessão do Governo quando, na verdade, é uma concessão dos professores.” Isto porque, adianta, em 2017, “no Orçamento do Estado para este ano, foi reconhecido o direito à reposição”.
Referindo a notícia desta segunda-feira no jornal “Público”, na qual é referido que o PCP “tirou o tapete a 20 mil professores no Parlamento”, o proponente da iniciativa lamenta a postura dos comunistas “antes de realmente conhecerem o teor da proposta”. Mas também neste ponto está otimista. “Depois de falarem connosco acho que vão mudar de ideias.”
Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:
Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória
Instruções em vídeo:
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Jun 18 2018
Professores de Escola de Gaia Ainda Não Realizaram Uma Única Reunião de Avaliação
18.06.2018 13h43
Os professores começaram hoje uma nova greve às avaliações e avisam que o protesto pode durar um mês. No Grande Porto, os docentes aderiram à paralisação. Numa das escolas de Gaia, onde a SIC esteve esta manhã, não se realizou uma única reunião.
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Jun 18 2018
Pensamentos de Final de Dia
Façam greve, mesmo se percebem que andam a ser usados todos os truques para darem a entender que será em vão.
Peçam para passar a escrito todas as “ordens” ou “recomendações” orais que vos sejam feitas e que atentem contra os vossos direitos. Usar o CPA, artigos 13º, 82º e 102º a 104º.
Informem-se, não desanimem e não se deixem levar por bocas de quem apenas quer ajudar a confundir e dividir.
Continuem a assinar a ILC até ela ter bem mais de 20.000 assinaturas e obrigar as cúpulas partidárias a pensar bem até que ponto estão dispostas a ir no seu vira-casaquismo.
Aqui:
Pensamentos de Final de Dia | O Meu Quintal
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Jun 18 2018
Luís Braga da Iniciativa Legislativa de Cidadãos em directo na Póvoa de Varzim -18/06/2018
Grupo de professores quer que contagem do tempo de serviço congelado seja feita de uma só vez
Há uma iniciativa independente de professores que exige que a contagem do tempo de serviço congelado seja feita de uma só vez, em janeiro de 2019. O grupo de cidadãos não se revê na posição nem dos sindicatos nem do Governo e por isso redigiu um projeto lei que vai ser discutido no Parlamento.
Não abram a pestana que não é preciso:
(…) E é mesmo melhor o pessoal ir continuando a subscrever a ILC pois cada vez se irão descobrindo mais coisas sobre estes “compromissos” que de nada valem, apesar de nos terem andado seis meses a dizer que sim e que a “ferramenta certa” é esta. (…)
Aqui: Uóte? | O Meu Quintal
PS:
Vejam bem a negociata que anda a ser cozinhada pelos mesmos do costume e quanto perdemos se aceitarmos uma recuperação faseada ou parcial (destas continhas não fala o Mário Nogueira):
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/Tabela-base-para-comparação-de-perdas-1.pdf”]
Continuem a divulgar a ILC!

Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:
Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/06/luis-braga-da-iniciativa-legislativa-de-cidadaos-em-directo-na-povoa-de-varzim-18-06-2018/
Jun 18 2018
ILC, Greve, Governo, Partidos, Sondagens, Essas Coisas Todas
A análise simplesmente soberba tirada a régua e esquadro.
Escrito pelo melhor Cronista do Reino que virou uma República das Bananas:
Os últimos dias foram especialmente esclarecedores acerca de algumas estratégias políticas destinadas a preparar o OE para 2019 e a campanha eleitoral, Assim como para se perceber os caminhos da luta dos professores para recuperar (sem retroactivos, senhor PM e jornalistas que deixam outros escapar com essa conversa) o tempo de serviço que efectivamente prestaram.
(…)
Continua aqui:
ILC, Greve, Governo, Partidos, Sondagens, Essas Coisas Todas | O Meu Quintal
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/06/ilc-greve-governo-partidos-sondagens-essas-coisas-todas/
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Jun 18 2018
ILC – O Mário Ressabiado Foi Fazer Queixinhas ao Avô Jerónimo
O povo é quem mais ordena?
PCP dificulta sucesso de iniciativa de professores no Parlamento | PÚBLICO
Os comunistas defendem que já existem instrumentos legislativos para a contagem do tempo de serviço e que tudo deve ser tratado em negociações com os sindicatos.
O PCP ainda vai analisar a iniciativa do grupo de professores que alcançou as 20 mil assinaturas necessárias para obrigar o Parlamento a discutir a contagem integral do tempo de serviço, mas para já não lhe parece a melhor opção para obrigar o Governo a contar os nove anos de carreira que os docentes reclamam. A discussão desta Iniciativa Legislativa de Cidadãos (INL) pode ser atirada para a próxima sessão legislativa tendo em conta o apertar do calendário parlamentar, mas o facto de o PCP não a acompanhar é um golpe às intenções daqueles professores.
“Vamos analisar formalmente. Não acompanhamos, mas valorizamos muito a luta dos professores. É normal que se sintam injustiçados, mas a ferramenta que é proposta eventualmente não é a mais adequada”, explica a deputada Ana Mesquita ao PÚBLICO, deixando em aberto o que será a decisão formal do partido em termos de votação da proposta na Assembleia da República.
Para o PCP, em causa estão vários factores, desde logo o facto de esta iniciativa, que reuniu as 20 mil pessoas necessárias, ser uma proposta à margem das negociações com os sindicatos e, lembra a deputada, até por uma questão formal, já que as alterações ao Estatuto da Carreira Docente têm de ser negociadas pelas estruturas sindicais e pelo Governo.
Além desta questão, para os comunistas já existem as “ferramentas” legislativas necessárias para que o Governo aplique a totalidade da contagem do tempo de serviço e não é, por isso, necessária uma nova proposta. “Existe o Estatuto da Carreira Docente e a Lei do Orçamento do Estado. Existe ainda uma resolução da Assembleia da República que clarifica o sentido do que está explanado no OE e uma declaração de compromisso com os sindicatos”, começa por dizer a deputada. “Pelo que, ao nível legal, já existem as ferramentas necessárias para essa contagem. Não nos parece que seja este o caminho adequado para resolver o problema colocado, porque se o Governo entender que não quer cumprir o Orçamento do Estado, também não há-de cumprir qualquer outra lei” com menos valor.
Além da forma, para os comunistas conta também o conteúdo da ILC que o grupo de professores apresentou. A deputada ainda quer consultar o texto final da iniciativa, mas, do que viu, teme que haja contradições que possam prejudicar os professores. Pela iniciativa “geram-se contradições e alterações no Estatuto da Carreira Docente que até podem ser prejudiciais. Tem de ser um processo cauteloso, avaliado com todo o cuidado”, refere.
Os professores reclamam a contagem imediata de nove anos e quatro meses de serviço e rejeitam que o processo se faça faseadamente ao longo dos próximos anos e é isso que explanam na proposta que vai dar entrada no Parlamento.
PS:
Vejam bem a negociata que anda a ser cozinhada pelos mesmos do costume e quanto perdemos se aceitarmos uma recuperação faseada ou parcial (destas continhas não fala o Mário Nogueira):
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/Tabela-base-para-comparação-de-perdas.pdf”]
E logo pela manhã na RTP em vídeo:
Ouvido pela RTP, o secretário-geral da Fenprof sublinhou que este “é o último momento em que é possível, antes do período de férias”, pressionar o Executivo a cumprir “aquilo com que se comprometeu em novembro passado”.
E do roubo que andam a negociar não falam?
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Jun 17 2018
Interessante A Coligação Pró-Sindical Replicar a da Anti-Eutanásia
Por aqui nO Meu Quintal.
PS:
A Fenprof só acordou agora?
Ou gostam de fazer dos outros parvos?
Primeiro Passo?
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Jun 17 2018
Já Agora, Não Posso Evitar Um Agradecimento Especial…
Verdade se diga não foram precisos para absolutamente nada!
E não podem dizer que não receberam correio electrónico com a divulgação da ILC …
Já Agora, Não Posso Evitar Um Agradecimento Especial… | O Meu Quintal
Esta é dedicada aos veteranos de 2008 e à Educação do meu Umbigo (nessa altura o Tiago ainda andava de fraldas):
PS:
Ao Ministro da Educação aconselhava a leitura das seguintes obras como trabalho de casa:
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Jun 17 2018
A ILC em Entrevista pelo Expresso – “Neste Momento os Professores Já Não o Reconhecem como Ministro da Educação”
Mais de 20 mil pessoas assinaram um projeto de lei que determina a recuperação dos 9 anos, 4 meses e 2 dias de tempo congelado de serviço prestado pelos professores. O número alcançado obriga agora a que a Assembleia da República volte a discutir e a votar esta questão. Em entrevista ao Expresso, Alexandre Henriques, um dos promotores desta Iniciativa Legislativa de Cidadãos, diz que a proposta apresentada pelo Ministério da Educação para contar apenas dois anos e dez meses é “quase insultuosa” e que os professores já não reconhecem Tiago Brandão Rodrigues como ministro da Educação
Tinham três meses para o fazer, conseguiram-no ao fim de dois: mais de 20 mil pessoas já assinaram, numa plataforma digital do Parlamento, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos para contagem integral do tempo de serviço dos professores. A fasquia foi atingida sábado à noite e o número de subscritores continua a aumentar. Alexandre Henriques, professor de Educação Física no Agrupamento de Escolas nº3 de Elvas, explica porquê.
(…)
Continua aqui:
Expresso | Tempo de serviço dos professores volta ao Parlamento. “Está na altura de passarem das palavras aos atos e serem coerentes com o que votaram”

Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:
Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/06/a-ilc-em-entrevista-pelo-expresso-neste-momento-os-professores-ja-nao-o-reconhecem-como-ministro-da-educacao-eu-pelo-menos-nao-o-reconheco/
Jun 17 2018
Opinião – Afinal, Por Que Lutam os Professores?
Aos professores não peçam que calem a luta, que fiquem paralisados enquanto o tempo avança e a legislatura se esgota, enquanto o governo toma decisões e aceita decisões que outros tomam e que põem em causa a resolução dos problemas.
Em nome da austeridade, o governo de Sócrates e o de Passos Coelho, e as suas maiorias parlamentares, deixaram de respeitar o tempo de serviço prestado pelos trabalhadores da administração pública que, com outras exigências, é condição necessária para os desenvolvimentos de carreira, de acordo com o que a legislação determina.
Fizeram o trabalho que lhes competia, cumpriram deveres e obrigações, aliás, em condições particularmente adversas, suportaram sobrecargas e a degradação das condições em que desempenham funções, cortes brutais de rendimento. Os governos fizeram como se não tivessem trabalhado… Assim extorquiram milhares de milhões de euros devidos, neste caso, a quem trabalha no âmbito da administração pública; milhares de milhões vazados nos destinatários habituais dos saques, juros e serviço da dívida, banca, PPP, negócios privados em áreas públicas, etc., etc.
O governo de António Costa prolongou o esbulho e tenta agora encontrar forma de, tanto quanto possível, o perpetuar. Há uma sanha indisfarçável em relação aos professores, não por qualquer calunioso privilégio, mas porque, além de serem necessariamente muitos, são trabalhadores com elevadas qualificações e destacada importância social. Para azia de certa gente, isto há de ter alguma tradução na carreira deles.
Os professores reclamam a normalização, de acordo com o que está consagrado na legislação. Tal não se alcança só com o retomar (mitigado) da contagem de tempo, o dito descongelamento. Exigirá que os professores sejam colocados no ponto da carreira em que devem estar, segundo as regras e a estrutura aprovada, diga-se, por governos do PS. Idêntica reclamação mobiliza outros trabalhadores de outras carreiras? É de inteira justiça que lutem!
Importa dizer, ainda, que as razões dos professores não se esgotam na recuperação do tempo de serviço. O governo também não responde à necessidade de medidas que atenuem o vincado desgaste que atinge os docentes, ao imperativo de fazer face ao envelhecimento do corpo docente, o que, combinado com o tema anterior, suporta a exigência de um regime de aposentação adequado, ao problema da precariedade laboral, em relação ao qual o esforço realizado é manifestamente insuficiente.
Justiça e lei
A normalização da carreira é uma aspiração justa. Quem ataca a luta dos professores, dizendo que são privilegiados, alegadamente por a sua carreira ter escalões (muitos, demasiados!) de quatro anos, devia saber que, hoje, os docentes com 18 anos de serviço ainda estão a chegar ao segundo escalão, quando deviam estar no quinto; ou saber que a lei estabelece que, com 27 anos de serviço, um professor devia estar no oitavo mas, afinal, ainda está retido no segundo escalão!
Se os argumentos de justiça não mexem com António Costa, o governo e o seu partido, lembrem-se que o Orçamento do Estado – é da lei que voltamos a falar – estabelece a negociação dos prazos e do modo da recuperação do tempo de serviço nas carreiras do tipo da dos professores; não põe à discussão quanto tempo é para apagar, para fazer de conta que não foi tempo de trabalho.
O governo não quer cumprir a lei, quer perpetuar roubos através da não recuperação do tempo de serviço prestado no longo inverno dos congelamentos.
E se a lei em vigor o determina, existe ainda uma resolução da Assembleia da República que a reforça. Recomenda a contagem de todo o tempo e a correspondente valorização remuneratória. Tentado pelo produto do roubo de tempo de serviço, António Costa desvaloriza a recomendação aprovada, também, com os votos do PS.
Não admira que o governo despreze o compromisso que assinou com as organizações sindicais em novembro, no qual se destacava a recuperação do tempo de serviço. Não admira e não se desculpa!
Intransigência de quem?!
A FENPROF, acompanhada pelas organizações que têm convergido no atual processo de luta, vem insistindo com a necessidade de se encontrarem respostas para os problemas, tem apresentado propostas e procurado abrir caminhos. Não reivindica a devolução dos milhões extorquidos nos últimos largos anos: apenas a (progressiva) normalização da carreira docente.
Aceitou não dificultar a discussão com outro tempo de serviço perdido em revisões da carreira (da responsabilidade de governos do PS), perdas que adensam os prejuízos suportados pelos docentes.
Aceitou que a recuperação não arrancasse já este ano mas sim, moderadamente, no próximo. Admite um faseamento prolongado, de forma a não comprometer a dita sustentabilidade do processo.
Apresentou propostas mas não excluiu a possibilidade de as rever e as alongar ainda mais no tempo. Aceitará, aliás, como base de negociação, se assim for proposto pelo governo, a consideração do tempo de serviço por ele admitido, desde que, naturalmente, a recuperação de apenas 30% do tempo não sirva para o roubo definitivo, o apagão, dos outros 70%! Inflexibilidade de quem? Intransigência de quem?!
Notas finais
Contra a luta dos trabalhadores, mexe sempre outro argumento. Em especial a greve, é um direito fundamental da democracia, tem de ser respeitado; mas, com mil diabos, sempre que acontece é inoportuna e demonstra um egoísmo intolerável por parte de quem foi obrigado a fazê-la.
Repete-se com a greve às avaliações que a FENPROF e outras nove organizações sindicais convocaram a partir de dia 18, num importante e ponderado movimento de convergência para a defesa de legítimos interesses dos professores, bem significativo quando os divisionismos do costume, sempre úteis ao poder e muito ativos quando a luta tem de ser mais forte, já assumiram as habituais posições no campo de batalha.
Agora a inoportunidade e o egoísmo voltam a ser porque estamos no final do ano… Conhecemos a ladaínha… A verdade é que os problemas estão colocados há muito e a estratégia do governo tem sido não lhes dar resposta, deixar o tempo passar, adiar, empatar…
Aos professores não peçam que calem a luta, que fiquem paralisados enquanto o tempo avança e a legislatura se esgota, enquanto o governo toma decisões e aceita decisões que outros tomam e que põem em causa a resolução dos problemas. A paciência tem limites.
O governo há de saber e o partido do governo há de lembrar que tal tipo de comportamento tem custos políticos. A continuar assim, chegarão os custos eleitorais.
A justíssima luta dos professores prossegue com a greve às avaliações convocada pela FENPROF e outras nove organizações sindicais que os representam.
Aqui: Afinal, por que lutam os professores? | AbrilAbril
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Jun 17 2018
Os Melhores Alunos Vêm das Escolas Públicas
73% das notas iguais ou superiores a 18 valores nos exames nacionais são de estudantes que frequentam o ensino estatal.
Entre as melhores notas nos exames nacionais conseguidas em 2017, a maioria é obtida por alunos que vieram da escola pública. Entre 4.462 provas que obtiveram uma nota igual ou superior a 18 valores, 73% foram conseguidas por alunos do ensino público.
É ainda de salientar que a maioria dos jovens que fazem os exames nacionais são da escola pública: compõem 73% dos alunos, indica o Jornal de Notícias.
Por outro lado, 91% das notas inferiores a 5 valores conseguidas pelos alunos são de jovens do ensino público.
Apesar de os rankings das melhores escolas estarem dominados por estabelecimentos privados, quando se escolhem apenas as notas mais altas (que superam os 18 valores), a lista dos dez melhores divide-se a meio entre estabelecimentos públicos e privados.
A Matemática é a disciplina que tem mais notas superiores a 18 valores. Também é a que conseguiu 81 das 96 notas máximas atribuídas em 2017 (20 valores).
Os melhores alunos vêm das escolas públicas – Portugal – SÁBADO
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Jun 17 2018
Semanário Sol – Greve Une Professores ‘Como Nunca’
Governo está com receio da adesão à greve às avaliações, que se adivinha ‘muito forte’. Secretário de Estado, João Costa, rumou ontem ao norte para medir pulso junto das escolas e pedir ajuda para conter os ânimos no terreno. Tutela vai enviar novas orientações no início da próxima semana.
Os professores estão «unidos» e «aguerridos» para a greve às avaliações que arranca na próxima segunda-feira, por causa do descongelamento da carreira, dizem os diretores ouvidos pelo SOL, que salientam que «há muitos anos» que não viam os docentes «tão revoltados e descontentes».
É este retrato que, deixando adivinhar uma forte adesão à greve – convocada pela plataforma de dez sindicatos, incluindo a Fenprof e a FNE -, está a preocupar muito o Governo, surpreendido com a adesão à primeira greve às avaliações (que terminou ontem). Estas greves põem em risco este ano letivo e o arranque do próximo.
Ontem, depois do debate no Parlamento, o secretário de Estado da Educação, João Costa, rumou ao norte do país para uma reunião à última hora e informal com diretores de escolas, para medir o pulso e pedir ajuda para acalmar os ânimos no terreno, sabe o SOL.
Nessa reunião, o governante prometeu enviar urgentemente às escolas, no início da próxima semana, uma nova nota onde serão clarificadas e corrigidas as orientações que foram remetidas às escolas esta semana pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), apurou o SOL. Decisão que foi tomada depois de vários diretores terem assumido que não iriam acatar as ordens da tutela que lhes chegaram esta semana.
Ainda assim, as novas orientações não deverão travar a «forte adesão» ao protesto que é esperada pelos sindicatos. Sinal dessa tendência foi a adesão à greve convocada pelo recente Sindicato de Todos os Professores (STOP) que ontem terminou. Desde 5 de junho este protesto paralisou centenas de reuniões de avaliação em quase metade (348) do total de 811 agrupamentos de escolas em funcionamento.
Professores organizados em escalas para a greve
A união dos professores em torno do protesto chega à forma como se estão a organizar. «Em quase todas as escolas do país» os professores estão a organizar-se em escalas para definir e distribuir entre diferentes turmas os docentes que fazem greve rotativamente, dizem ao SOL vários diretores. E para que o professor em greve não perca o valor total do dia de salário, os restantes docentes estão a recolher verbas entre si para entregar ao professor que fica em protesto, apurou o SOL junto de docentes de várias escolas de diferentes regiões do país.
Esta estratégia já tinha sido seguida pelos docentes na última greve às avaliações, em 2013, lembra ao SOL Filinto Lima, presidente Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
Mas, agora há mais professores a aderir a este plano. «Raramente vi os professores tão unidos e tão aguerridos à volta de um problema como estão agora», avisa Manuel Pereira, presidente presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).
Também Filinto Lima avisa que os professores «estão mais revoltados que nunca».
Diretores recusam orientações ‘ilegais’ do Ministério
O sentimento de descontentamento e revolta aumentou depois de ter chegado às escolas um conjunto de orientações do Ministério da Educação, através da DGEstE, que são vistas como «ilegais» pelos professores e sindicatos que entregaram esta semana várias queixas contra a tutela no Ministério Público, na Provedoria de Justiça e na Inspeção Geral da Educação.
O Ministério da Educação tentou impor um travão ao número de vezes que uma reunião do Conselho de Turma – onde são aprovadas as notas dos alunos – pode ser adiada e impondo que a remarcação das reuniões tivessem um prazo de 24 horas. A tutela queria ainda que ao fim de dois adiamentos da reunião de Conselhos de Turma, os diretores de turma ou o professor que o substituísse (que podia ser o docente com mais tempo de serviço) recolhesse antecipadamente as notas de cada aluno para que fossem lançadas em pauta sem que, em última instância, as notas fossem aprovadas em reunião.
De acordo com as regras em vigor, basta que um professor falte para que o Conselho de Turma tenha de ser adiado e, de acordo com a lei, as orientações enviadas pela tutela na semana passada só serão aplicadas em casos de falta prolongada. Os sindicatos dizem que a greve não é considerada como falta e classificam as orientações como «ilegais».
Também os diretores – que ficaram em «choque» com as orientações da tutela – avisam em uníssono que não vão acatar as orientações da tutela e que não vão aprovar nenhuma pauta com notas que não tenham sido aprovadas em Conselho de Turma, alertando ainda que as indicações só provocaram «mais confusão e dúvidas».
Todo este cenário dá aos sindicatos «sinais de uma muito forte mobilização» dos professores, que resulta de uma «grande organização das escolas para aderir ao protesto», diz ao SOL o secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, que acredita que a adesão à greve «será muito grande» com um número «esmagador» de reuniões de Conselhos de Turma bloqueadas.
O braço de ferro
(…)
Continua aqui: Greve une professores ‘como nunca’
Não baixem os braços, é continuar a divulgar e a assinar!
Não estão fartos de serem pisados e gozados por gente que não vale o chão que pisa?

“É Continuar e Conseguir o Objectivo por Larga Margem” » Blog DeAr Lindo
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Jun 17 2018
Professores São Uma “Bomba Relógio” que Preocupa Marcelo
Professores são uma “bomba relógio” que preocupa Marcelo
Marcelo Rebelo de Sousa está preocupado com as consequências que o braço-de-ferro entre o Governo e os professores pode causar na vida política e económica nacional, especialmente devido à postura de alguns elementos do PSD no âmbito desta temática.
O Expresso relata, na sua edição deste sábado, que o Presidente da República está “apreensivo com as consequências orçamentais e políticas da colagem do PSD às posições de esquerda”.
A polémica em torno da contagem de tempo das carreiras dos professores, que opõe o Governo aos Sindicatos do sector, está a dividir a esquerda, abrindo uma guerra entre o Bloco de Esquerda e o Executivo socialista.
O PCP também está do lado dos professores que exigem, no âmbito da progressão na carreira, a recuperação de nove anos, quatros meses e dois dias de tempo de serviço congelado. Mas o Governo já disse que não tem os 600 milhões de euros necessários para cumprir essa meta.
O Bloco de Esquerda defende que as reivindicações dos professores devem ser cumpridas e várias figuras de liderança do PSD assumiram posições públicas semelhantes, como foi o caso dos vice-presidentes David Justino e Castro Almeida.
“O tempo de carreira dos docentes deve ser respeitado”, disse David Justino em entrevista à Renascença.
“Se o Governo prometeu aos professores contar todo o tempo acho que não há décimas do PIB que valham mais do que a honra e a palavra de um Governo. Se o Governo prometeu deve cumprir”, referiu Castro Almeida em entrevista ao Diário de Notícias.
Estas declarações de figuras do PSD preocupam Marcelo Rebelo de Sousa que “teme que uma aproximação dos sociais-democratas aos argumentos do PCP e do BE leve a uma crise política em torno do Orçamento” de Estado para 2019, como nota o Expresso.
Além disso, o Presidente da República receia que uma eventual cedência do Governo aos professores abra “um precedente jurídico que o obrigue a repor todas as situações semelhantes no futuro”, o que seria economicamente incomportável.
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse no Parlamento que “para dançar o tango são precisos dois”, apelando novamente aos Sindicatos para que cedam nas suas reivindicações, de modo a “negociar” uma proposta viável
“Se nestas negociações, ‘como acontece no tango, são precisos dois’, é também preciso que o senhor ministro da Educação não tenha ‘pés de chumbo’ e se deixe de cinismo para que os professores não fiquem parados no mesmo sítio como estiveram durante nove anos, quatro meses e dois dias”, reage em comunicado o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).

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Jun 16 2018
Ó António Costa Eu Falo Contigo no Dia das Eleições
Falas e sai mosca.
Diz à pandilha que se ponha a pau…
Primeiro-ministro acusa professores de serem intransigentes – RTP Notícias
António Costa, numa entrevista exclusiva à RTP, acusa os professores de serem intransigentes e que é por culpa deles que as negociações sobre as progressões nas carreiras não avançam.
Nesta entrevista exclusiva à RTP, em Nova Iorque, e sobre o próximo Orçamento do Estado, António Costa acredita que os parceiros de esquerda e o governo vão chegar a acordo.
“Não há dinheiro”, diz ele.
É preciso amealhar para o clientelismo partidário, não é verdade António Costa?
O Governo já nomeou 1.717 pessoas: quase duas nomeações por dia – SÁBADO
(…)
Leitura aconselhada:
Reconheço Uma Certa Intransigência à Falcatrua Política | O Meu Quintal
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Jun 16 2018
Pelo Jornal O Público – Petição Força Deputados a Votar Contagem Integral da Carreira
Professores | Petição força deputados a votar contagem integral da carreira | PÚBLICO
Uma iniciativa legislativa de cidadãos para forçar a Assembleia da República a votar a contagem integral do tempo de serviço docente prestado pelos professores que não foi contabilizado em períodos anteriores a 2018, para efeitos de progressão na carreira e respectiva remuneração, atingiu este sábado as 20.000 assinaturas necessárias para iniciar o debate no Parlamento. As assinaturas, recolhidas pela internet, ainda não foram no entanto validadas pelos serviços da AR.
Em causa estão nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado até este ano, e cuja contabilização o actual Governo diz que “nunca” foi prometida aos sindicatos. “Talvez se tenha criado um mal-entendido”, declarou na sexta-feira, à Antena 1, a ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques. No mesmo dia, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, negou por seu turno que o Executivo tenha feito “chantagem” no sentido de forçar os sindicatos a aceitar a contabilização de dois anos, nove meses e 18 dias, sob a ameaça de nenhum tempo ser contado. “Da minha parte existe o que negociar mas, como acontece no tango, são precisos dois”, disse no Parlamento.
Da última reunião entre os 23 sindicatos de professores e Brandão Rodrigues não resultou qualquer acordo relativamente à contabilização de parte ou totalidade dos nove anos, com o ministro da Educação a reafirmar o compromisso do programa de Governo: o mero descongelamento de carreiras com início a 1 de Janeiro de 2018.
Os professores acabariam por avançar para uma greve às reuniões de avaliações deste mês, cujo efeito foi entretanto esvaziado pelo Ministério, que determinou que os alunos afectados podem ir a exames mesmo com a avaliação do ano lectivo por concluir. A legalidade desta ordem está entretanto a ser contestada nos tribunais pelo Stop (Sindicato de Todos os Professores), que interpôs uma providência cautelar, enquanto a Fenprof (Federação Nacional de Professores) avançou para uma queixa no Ministério Público.
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Jun 16 2018
“É Continuar e Conseguir o Objectivo por Larga Margem”


(…) A ideia não é parar… é continuar e conseguir o objectivo por larga margem, visto que o principal se conseguiu – com diversas e desnecessárias chatices – em dois terços do tempo disponível.
Aqui: Agora É Continuar E Não Se Jogar Para o 1-0 | O Meu Quintal
Para assinar ir ao seguinte link:
Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória
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Jun 16 2018
Professores, o Bode Expiatório de Centeno?
É perturbante ouvir Fernando Medina ou Pedro Silva Pereira afirmarem que os professores exigem retroativos
Os docentes são o maior grupo profissional da administração pública. São mais de 120 mil, mas chegaram a ser mais de 150 mil nas escolas antes de a troika patrocinar um ataque à educação pública que o governo PSD/CDS executou com firmeza. Essa é uma das principais razões para uma capacidade de renovação da classe docente próxima de zero. Quase metade têm mais de 50 anos e só 0,3% têm menos de 30 anos.
O retrato tem sido feito com todo o detalhe estatístico. Temos uma classe docente envelhecida e não raras vezes cansada, mas com memória. Foi esse património humano que absorveu os impactos e permitiu à escola pública resistir aos absurdos da austeridade. Foram estas gerações de professores e professoras que construíram a escola pública e viram no reconhecimento da sua carreira uma garantia para o sistema de educação do país.
Não foi sempre assim. Durante muitos anos, os professores receberam salários abaixo dos restantes trabalhadores do Estado. Só a partir de 1986 é que passaram a estar equiparados aos restantes licenciados da função pública e só a partir de 1989/1990 passaram a ter uma carreira solidificada no Estatuto da Carreira Docente.
É uma carreira com uma estrutura parecida com a dos restantes funcionários públicos. Tem 10 escalões que, da base ao topo, variam entre 1100€ e 1990€ líquidos. Nenhum docente ganha mais do que qualquer outro técnico superior no topo da carreira. E todos viram congelada por igual quase uma década de trabalho.
Só que, ao contrário das carreiras gerais, o governo recusa-se a reconstruir a carreira dos docentes contando o tempo congelado. A injustiça não está nas especificidades das carreiras, ser professor não é igual a ser médico ou cantoneiro. É verdade que essas especificidades determinam regras próprias de progressão, mas também incluem a possibilidade de andar feito caixeiro-viajante durante anos sem receber mais um cêntimo por isso.
A injustiça é não reconhecer a todos o mesmo direito a recuperar o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira. E se isso já é mau, pior é sustentar um discurso sobre “privilégios” inexistentes e falsos mitos para ganhar a opinião pública.
É perturbante ouvir alguns dirigentes socialistas, como Fernando Medina ou Pedro Silva Pereira, afirmarem que os professores exigem retroativos quando sabem perfeitamente que nenhum professor está a exigir agora os aumentos salariais perdidos durante os anos de congelamento.
É pouco sério repetir que a progressão na carreira docente é automática. Para progredirem, os professores têm de obter classificação mínima de “bom” na avaliação de desempenho, formação contínua certificada, avaliação externa através de aulas assistidas, já para não falar nas rolhas que existem no acesso ao 5.o e ao 7.o escalões, em que o número de vagas é limitado pelo governo.
Se a progressão fosse automática, um professor demoraria 34 anos a chegar ao topo da carreira. Mas com as perdas de tempo de serviço, um professor pode demorar até 48 anos… Ou seja, só lá chega depois de estar reformado. Com o congelamento de quase uma década, há professores com mais de 20 anos de serviço que recebem 1300 euros, praticamente o mesmo que um jovem acabado de entrar na carreira docente.
Também não vale atirar milhões inflacionados para cima da mesa dizendo que o país não pode (ou será que o Eurogrupo não deixa?) pagar. Claro que há um impacto orçamental significativo, são mais de 120 mil trabalhadores. Por isso é que a proposta dos sindicatos é fasear a recuperação do tempo de serviço, não até 2019 como nas carreiras gerais, mas até 2023.
Os professores não querem privilégios, querem respeito pelos seus direitos. Nunca daí saiu prejuízo para a escola pública. Bem pelo contrário, são eles a sua principal trincheira. É por isso que é um erro declarar uma guerra injusta aos direitos dos professores ou utilizá-los como bodes expiatórios de brilharetes em Bruxelas. Nenhum calculismo eleitoral vale o risco para a escola pública. O PS já devia ter aprendido essa lição quando Maria de Lurdes Rodrigues franqueou as portas a Nuno Crato.
Artigo de opinião no jornal i: Professores, o bode expiatório de Centeno?
A Caminho das 20.000 assinaturas

AQUI:
Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória
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Jun 16 2018
Pelo Jornal O Público – Tempo de Serviço nas Mãos dos Deputados
A Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) para a recuperação de todo o tempo de serviço deverá dar entrada no Parlamento já na próxima semana, uma vez que se encontra à beira das 20.000 assinaturas que são exigidas. Na tarde desta sexta-feira contava com 19.263.
A comissão que coordena esta iniciativa espera agora que o Parlamento aproveite o debate em torno desta ILC para “dignificar a imagem dos professores, dedicando-lhe a atenção devida, com celeridade, e repondo a justiça, depois de mais de uma década de maus tratos à profissão”, disse ao PÚBLICO um dos seus membros, o professor de História Luís Braga.
Segundo Luís Braga, a comissão vai tentar agendar reuniões com os grupos parlamentares para os “sensibilizar para a importância de acolherem esta ILC como uma proposta de cidadãos que, por existir, valoriza o Parlamento”. E também para sublinhar a “importância de que o debate seja rápido”.
Mas como o Parlamento entra de férias no final do próximo mês, o mais provável é que este debate aconteça só na próxima sessão legislativa, que se inicia em Setembro.
As ILC visam a aprovação pelo Parlamento de propostas de lei apresentadas por cidadãos, cuja apreciação é obrigatória desde que cumpram os requisitos exigidos. No caso desta iniciativa propõe-se que os deputados aprovem que os nove anos, dois meses e quatro dias em que as carreiras dos docentes estiveram congeladas sejam contabilizados, “na totalidade”, para efeitos de progressão e que os efeitos remuneratórios desta recuperação entrem “em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2019”.
“A pior coisa que o Parlamento poderia fazer era retardar o apelo que os cidadãos fizeram ao assinar”, sublinha Luís Braga, acrescentando que “as formalidades regimentais seguintes à apresentação não são muito complexas e podem ser simplificadas com boa vontade”. Foi o que aconteceu, aliás, com a proposta de lei para forçar a abertura de um novo concurso de professores, que foi aprovada pela assembleia em Maio passado.
Esta é a sexta Iniciativa Legislativa de Cidadãos da história da democracia portuguesa. Das cinco apresentadas anteriormente pelo menos uma, que estipulava o fim dos abates nos canis municipais, foi aprovada pelo Parlamento.
Parlamento | Tempo de serviço nas mãos dos deputados | PÚBLICO
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Jun 15 2018
Em Vídeo – Fenprof Entregou uma Queixa na Procuradoria Geral da República contra a Direcção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino
Os professores contestam o que dizem ser as práticas ilegais que foram sugeridas aos Diretores das Escolas para contornar a greve às avaliações.
Mário Nogueira, da Fenprof, diz que o Governo, em vez de dialogar, tem optado “pela chantagem, avançar pela ameaça pela ruptura negocial e até através de ilagalidades”, referindo-se uma nota enviada pela Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares enviada às escolas. De acordo com o sindicato de professores, essa nota viola a Constituição sobre o direito à greve.
Igual queixa foi entregue pela Fenprof à Inspeção-geral da Educação.
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Jun 15 2018
Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.) Manifestou-se Em Frente à Escadaria da Assembleia da República Enquanto Decorria o Debate
Sindicato de Todos os Professores (STOP) reclamou esta sexta-feira ter conseguido adesão à greve de reuniões de avaliação num terço dos agrupamentos do país e provocado desespero no Ministério da Educação.
Em frente à escadaria da Assembleia da República, que esta manhã debateu a Educação, o sindicalista André Pestana disse aos jornalistas que dos cerca de 1200 agrupamentos do país, 400 fizeram greve às reuniões, numa greve convocada pelo STOP, que reclama, como os outros, a recuperação de quase dez anos de carreira docente congelada.
Os professores que fizeram greve conseguiram “forçar um certo desespero do Ministério da Educação”, que acusam de roubar tempo de serviço e mentir aos docentes, dizendo primeiro que reconhecia o tempo na totalidade e depois que os professores teriam de aceitar “dois anos ou nada”.
O STOP acusa ainda a tutela de querer pôr “diretores contra colegas”, com “notas informativas” para desencorajar a adesão à greve, mas reclama que essas “não têm valor de lei” para impedir a paralisação.
No dia 18, o sindicato mais recente da educação, criado em fevereiro, vai juntar-se às outras 22 organizações do setor que convocaram uma greve às avaliações que se poderá estender até julho.
A sindicalista Aurora Lima afirmou que “em muitas escolas tem havido adesão de 100 por cento”, indicando algumas localidades em que a paralisação convocada pelo STOP se fez sentir: Linda-a-Velha, Lisboa, Arganil, “desde o Norte ao Alentejo, Loulé, Albufeira”.
Há fundos de greves constituídos para apoiar os professores em greve, em que até participam aposentados, referiu.
“Estamos a lutar pelos nossos alunos. Ninguém mais que os professores sabe da fome, dos problemas sociais, políticos, da falta de participação. Não é o lóbi dos professores, estamos a lutar todos de norte a sul pela escola pública, pelos alunos e pelos pais desses alunos”, afirmou.
Aurora Lima defendeu que “ninguém pode ser coagido a não fazer greve”, indicando que colegas seus estão a “resistir à intimidação de diretores”.
Expresso | Sindicato afirma que greve a avaliações atingiu um terço dos agrupamentos de escolas
(…) Aos jornalistas, o dirigente do recém-fundado S.T.O.P. sublinhou que este protesto é para continuar e que os professores não estão disponíveis para negociar o tempo de serviço, apenas o faseamento da recuperação desse tempo.
“Admitimos toda a discussão em termos de como se vai processar o pagamento, se é em dois anos, se é em quatro, essa discussão pomos em cima da mesa, agora o tempo de serviço que nós trabalhámos? Que o próprio Ministério da Educação reconheceu em novembro, que assinou e agora volta atrás? Não pode ser”, sublinhou André Pestana. “O exemplo que dá à sociedade – e se nós nada fizéssemos, [o exemplo] que dávamos aos nossos alunos e às nossas crianças – era que, perante o vale tudo, o roubo, a mentira, a chantagem, a intimidação – nós não fazemos nada? Os professores têm de dar esse exemplo de cidadania e estamos a dar e vamos continuar a dar a partir de dia 18 juntamente com os outros colegas dos outros sindicatos.”
Confrontado com as declarações da ministra da presidência esta manhã, em entrevista à Antena 1, na qual Maria Manuel Leitão Marques falou num mal-entendido e garantiu que o Governo nunca se comprometeu a dar todo o tempo aos professores, o sindicalista voltou a desmentir o Executivo.
“Não houve aqui mal-entendidos, podem tentar usar uma narrativa ou tentar condicionar através de uma nova narrativa, mas nós somos professores, com o devido respeito. Respeitamos a sociedade, respeitamos o Ministério da Educação mas também temos de ter o mínimo de respeito da parte da tutela.”
(…)
Professores acusam Governo de mentir e mantêm reivindicação – Renascença
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Jun 15 2018
Bloco e PCP Contra Alterações na Carreira dos Professores
O Bloco de Esquerda e o PCP não vão aceitar mudanças nas regras de progressão nas carreiras dos professores. Desde novembro que o governo tem vindo a estudar cenários para alargar o número de anos necessários para que os professores do básico e secundário subam de escalão, atrasando as progressões na carreira. A oposição dos parceiros de geringonça é assumida.
A revisão de carreira tem vindo a ganhar força não só no governo mas também dentro do PS, como noticiou o “Público” há dias, como solução para a alegada falta de verbas para reconhecer aos professores o tempo de serviço congelado. Mas caso o governo opte por avançar com esta medida vai ter, desde já, a oposição do Bloco de Esquerda e do PCP. “Não há maneira de colocar esta discussão no meio da discussão da recuperação do tempo de serviço. Degradar a carreira dos professores não vai resolver nenhum problema”, frisa ao i a deputada do BE Joana Mortágua.
O aviso surge numa altura em que o Ministério da Educação enfrenta uma guerra dos professores – que marcaram greves às avaliações dos alunos e às reuniões de preparação do próximo ano letivo – e uma chuva de queixas dos sindicatos ao Ministério Público, à Provedoria de Justiça e à Inspeção Geral da Educação.
Hoje os professores sobem de escalão a cada quatro anos e depois de reunirem a formação exigida. A exceção são os 5.º e 7.º escalões, para os quais os docentes progridem ao fim de dois anos existindo quotas para que consigam subir a esses patamares, conforme a sua avaliação de desempenho. Ou seja, a progressão não é automática.
Em novembro, fonte governamental avançou ao i que o governo estava a estudar cenários para dilatar o número de anos necessários para que os docentes subam de escalão, atrasando a progressão nas carreiras. Em cima da mesa está a possibilidade de progressão a cada dez anos, indo ao encontro do que acontece noutras carreiras da função pública, ou ainda a cada sete anos.
Na prática, caso o número de anos necessário para progredir fosse dilatado, reconhecendo os nove anos e quatro meses, os docentes iriam progredir apenas um escalão e não três, como acontece com as regras em vigor.
Essa seria a moeda de troca do executivo para reconhecer aos professores a totalidade do tempo de serviço que esteve congelado para efeitos de progressão e acerto salarial, os nove anos, quatro meses e dois dias. No entanto, em novembro, quando arrancaram as negociações com os sindicatos sobre o descongelamento de tempo de serviço, o governo não chegou a apresentar qualquer proposta de revisão da carreira, temendo um eventual chumbo do Orçamento do Estado para 2018.
Revisão na carreira é inaceitável O governo tem vindo a apresentar contas e António Costa já disse várias vezes que “não há dinheiro” para reconhecer todo o tempo de serviço congelado com os respetivos acertos salariais.
Mas, para o PCP e o Bloco de Esquerda, que sustentam a solução de governo, a revisão na carreira docente continua a ser “inaceitável”.
“Sempre dissemos que os professores têm direito à sua carreira e não vamos aceitar que propostas de revisão da carreira docente sejam postas em cima da mesa como forma de não cumprir o acordo com os professores”, frisou ao i a deputada do BE Joana Mortágua.
Também para o PCP esta “é uma tentativa do governo de trazer ruído para não resolver o problema no imediato, que é reconhecer o tempo de serviço congelado e negociar com os sindicatos a forma como será concretizada a expressão remuneratória dessa contagem do tempo de serviço”. A deputada comunista Ana Mesquita diz mesmo que parece haver “uma ideia perniciosa que é dizerem agora que o problema é a carreira dos professores, dando a entender que há uma espécie de privilégio dos professores em relação a outras carreiras”.
A carreira de professores tem na totalidade dez escalões. Fazendo as contas a uma progressão contínua e sem perdas de anos de serviço, os docentes atingem o topo ao fim de 34 anos de trabalho. Em média, nos restantes países da OCDE, os professores atingem o topo de carreira ao fim de 24 anos de serviço, de acordo com Andreas Schleicher diretor do departamento de Educação e Competências da OCDE.
Sem a contagem do tempo de serviço congelado, de acordo com as contas da Fenprof, “a duração da carreira está compreendida entre os 43 e os 48 anos de serviço”. Isto “numa profissão em que a vida contributiva é de 40 anos”, sublinha o sindicato.
(…)
Continua aqui: Bloco e PCP contra alterações na carreira dos professores
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Jun 14 2018
Curso Rápido sobre a Oportuna Divulgação de Dados num Contexto de Greve
A central de propaganda e de intoxicação pública da pandilha devem pensar que somos burros. Só pode.
O Problema da Caixa Alta/Caixa Baixa | O Meu Quintal
PS:
os professores e o mais do mesmo – Correntes
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Jun 14 2018
Pais Podem Contestar Notas Dos Filhos Se Professores Não Comparecerem Às Avaliações
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) defende que todos os professores têm de estar presentes nas avaliações dos alunos, caso contrário os pais poderão contestar as notas finais.
“Qualquer pai que se aperceba que a avaliação do seu filho/educando não está de acordo com o seu percurso anual escolar e que a reunião do Conselho de Turma tenha sido realizada sem a presença de todos os professores pode e deve apresentar um pedido de revisão” da avaliação ao diretor da escola, defende a CNIPE num comunicado hoje divulgado.
Caso os pais ou encarregados de educação discordem da decisão tomada pela escola, poderão “interpor recurso hierárquico para o serviço competente do Ministério da Educação”, conclui a CNIPE.
A posição da CNIPE, de que o conselho de turma só se pode realizar com todos os docentes presentes, é contrária à posição da outra confederação de pais, a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que tem defendido que devem ser acautelados os direitos dos alunos, em especial os que realizam exames nacionais e precisam da nota para os poder fazer.
(…)
Continua aqui: Pais podem contestar notas dos filhos se professores não comparecerem às avaliações – Atualidade – SAPO Lifestyle
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Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória
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Jun 14 2018
Avaliação dos Alunos – Directores Não Vão Cumprir Orientações do Ministério
(…) Cerca de 40 directores de agrupamentos de escolas do Norte e Centro do país decidiram, nesta quarta-feira, que só irão “ratificar as deliberações tomadas pelos conselhos de turma que estejam constituídos de acordo com a lei”, o que significa, na prática, que não cumprirão as instruções enviadas pelo Ministério da Educação para as escolas, disse ao PÚBLICO o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, que esteve presente no encontro.
Em algumas escolas as instruções da tutela estarão a ser cumpridas. Mas, pelo menos os directores que estiveram reunidos nesta quarta-feira, “vão cumprir o que está na lei e não vão cometer qualquer ilegalidade”, diz Filinto Lima. E o que a portaria n.º 243/2012 determina é o seguinte: “Para efeitos de avaliação dos alunos, o conselho de turma é constituído por todos os professores da turma”; “sempre que se verificar ausência imprevista de um membro do conselho de turma, a reunião é adiada, no máximo por quarenta e oito horas, de forma a assegurar a presença de todos”; “a deliberação final quanto à classificação a atribuir em cada disciplina é da competência do conselho de turma que, para o efeito, aprecia a proposta apresentada por cada professor, as informações que a suportam e a situação global do aluno”; “as deliberações do conselho de turma devem resultar do consenso dos professores que o integram, admitindo-se o recurso ao sistema de votação, quando se verificar a impossibilidade de obtenção desse consenso”.
(…)
Em resposta ao PÚBLICO, o ministério acrescenta que a nota da Dgeste é um “esclarecimento solicitado por vários directores, que explicita os procedimentos que são adoptados em qualquer contexto de impossibilidade de realização regular dos Conselhos de Turma.”
Nas respostas enviadas por email, o ME indica ainda que “tem vindo a responder aos pedidos de informação que as direcções têm dirigido, afirmando a competência dos directores para realizarem as reuniões nos tempos e modos previstos na legislação ou para adoptarem os melhores procedimentos, adequados à realidade de cada escola, para garantir que, a par do respeito pela greve, é garantido o direito à avaliação”,
Directores apelam a Costa
“A nota informativa foi uma bomba que caiu nas escolas e que provocou uma enorme indignação entre os directores e professores”, comentou Filinto Lima, frisando que através deste documento o que o Ministério da Educação fez foi “desprezar um momento nobre da avaliação dos alunos, aquele que é o momento do sim ou não relativo à progressão dos estudantes”.
“Está a tirar a importância e a solenidade de que estas reuniões finais dos conselhos de turma sempre se revestiram”, corrobora o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, sublinhando que uma “nota informativa não se sobrepõe à lei”.
Manuel Pereira alerta que “a situação se está a extremar todos os dias nas escolas” e que o “Governo tem de lançar pontes com urgência em vez de construir muros”. Também Filinto Lima apela ao Governo e ao primeiro-ministro para que “dê um sinal urgente com vista ao recomeço das negociações com os sindicatos de professores” para evitar que “este final de ano lectivo se torne ainda mais caótico”.
O que não deve, acrescentou, “é acicatar os ânimos como aconteceu com a nota informativa, que por certo vai levar mais professores a aderirem” ao novo ciclo de greves às avaliações, que se inicia nesta segunda-feira, marcado pelas duas federações sindicais de professores e que tem a adesão de todos os outros sindicatos.
Perguntas por escrito
Mas nesta quinta-feira os ânimos não foram apaziguados. Os sindicatos deslocaram-se ao Ministério da Educação para uma nova ronda de negociações sobre a organização do próximo ano lectivo e, como já tinham anunciado, pretendiam abordar os problemas criados pela nota da Dgeste. Queriam ainda falar, uma vez mais, sobre a recuperação do tempo de serviço prestado durante o congelamento das carreiras, que está no centro do conflito.
Só que, ao contrário do que aconteceu na última ronda realizada na passada semana, o secretário de Estado da Educação, João Costa, não compareceu nas reuniões e nenhum outro governante o substituiu.
(…)
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Jun 14 2018
“disclamer Não sou professor por isso assinei ainda mais de bom grado”
(…) Já assinei (disclamer Não sou professor por isso assinei ainda mais de bom grado)
Chez nous, todos assinámos , professora e não professor. Já estou a tentar convencer os investigadores da unidade de I & D onde trabalham. O problema são capas de jornais que nem passar acendalha servem(i.e. estive mais de 20 minutos a explicar a pessoas “inteligentes” que “fake news” é uma palavra que tem transdução tuga em quase todos os pasquins nacionais).Godspeed
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Jun 14 2018
Opinião – Os professores Têm Costas Largas
O debate em torno da célebre progressão automática dos professores na carreira e da inexistência de recursos financeiros para pagar o dinheiro que estes profissionais perderam ao longo de uma década tem primado pelo tiro ao alvo. O mais fácil é bater nos professores. Todos aqueles que identificam a classe dos professores com a sua representação sindical ficam-se pelo óbvio: metem o odioso de tudo o que sentem pela pura lógica sindical à frente da tentativa de perceber realmente se os professores têm ali direitos ou não.
Antes de entrarmos pela questão da carreira ou da questão financeira convém lembrar duas ou três evidências sobre esta matéria. Pessoalmente, prefiro que os meus impostos paguem aos professores, paguem a educação a que todos temos direito, financiem o sistema de educação do que todos os desperdícios que a má gestão do erário público, a corrupção, o tráfico de influências e o nepotismo têm gerado. Não falo só da banca e do regabofe a que temos assistido. Falo da economia rentista criada na saúde, nas infra -estruturas rodoviárias e outras, na pornografia da substituição de serviços públicos de excelência por negociatas com os grandes escritórios de advogados. Poderia falar também no crime que foi o código da contratação pública, preparado, pelo menos entre 2008 e 2012, para enquadrar as relações milionárias do Estado com as construtoras nos grandes contratos de empreitada sempre com o primeiro a perder. Seja no contrato inicial, seja na omissão ou erro – coisa que ninguém sabia interpretar – que se gerava por dá-cá -aquela-palha.
Sim, prefiro pagar o que esta sociedade deve aos professores e a muitos outros profissionais do Estado, como polícias, enfermeiros, magistrados e tantos outros, que estão na primeira e na última linha do serviço à comunidade. Pode faltar perfeição, brio ou lá o que for em alguns deles, mas esse não é o traço identitário que retenho da função pública portuguesa. O que retenho, no debate político sobre o sector público, há muitos anos, é que mesmo os discursos mais liberais necessitam de um Estado gordo, não em funcionários mas em poder de concessão e adjudicação, para poderem continuar a vampirizá-lo.
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Os professores têm costas largas – Eduardo Dâmaso – SÁBADO
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Jun 14 2018
Directores Recusam Instruções de Ministro
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Jun 13 2018
Opinião – Professores: profissão mal-amada
Neste diferendo da contagem do tempo de serviço, o que se ouve dizer pelos comentadores de serviço é que os professores ganham muito e não se pode pagar. Os portugueses são muito invejosos e ciumentos, acham que os professores são uns privilegiados. O professor para atingir o topo da carreira precisa de 34 anos se cumprir os requisitos: módulos de formação, observação de aulas, relatório, tempo de serviço, entre outros.
Mas, então pode-se pagar a um médico, a um juiz e não se pode pagar a um professor porquê?
Porque é que qualquer pessoa dá palpites sobre a escola, o ensino público, sem saber do que fala? Quem deve primeiramente falar de uma escola são os professores, depois os alunos (que nunca se pede a opinião), a seguir, os pais dos alunos, e no fim, o Ministério da Educação.
Infelizmente em Portugal, os inúmeros ministros da Educação nunca deram aulas no ensino secundário. Não sabem do que falam nem têm experiência in loco da panóplia de problemas de uma escola.
A primeira coisa, que um governo deveria ter, seria um Ministério do Ensino Secundário que englobasse todos os graus de ensino: pré-primário, primário, preparatório e secundário. Esse ministério tivesse na tutela um Ministro que tivesse sido professor numa escola.
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Sou professor e sou também pai, Encarregado de Educação e membro de uma associação de pais. Em qualquer momento a CONFAP auscultou a associação a que pertenço, para tomar esta ou qualquer outra posição. A CONFAP pode dizer o que entender em nome dos seus dirigentes. O que não pode é alegar que fala em nome dos pais!