Category: Arlindovsky

Sobre a Gratuitidade do Registo Criminal

Deixo esta imagem deixada no Facebook pelo colega Luís Cansado.

 

registo criminal

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A História Repete-se

E há quem não aprenda que os dia 24 e 31 de Dezembro fazem parte da componente de trabalho individual do docente.

E que nesses dias não há desconto do subsídio de refeição.

 

 

 

recibo janeiro

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Questões de Pormenor na Alteração das Aposentações

Para quem continua a sonhar que a idade da aposentação baixe drasticamente basta ler o que se se pensa pelo governo na alteração das regras da Aposentação.

 

 

Trabalhadores terão 30 dias para decidir se querem mesmo antecipar a reforma

 

 

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  • Reforma antecipada passa a depender do “sim” dos trabalhadores depois de conhecerem o valor da pensão. Se nada disserem, o processo será arquivado, ao contrário do que acontece actualmente.
  • Vieira da Silva lembrou também a intenção de mudar as regras das reformas antecipadas dos trabalhadores com mais tempo de trabalho, tal como prevê o programa do Governo. “Vamos reformular o sistema, por forma a que as pessoas com carreiras contributivas muito longas, e há pessoas em Portugal com carreiras contributivas que se aproximam dos 50 anos”, não sejam “obrigadas a trabalhar até aos 66 anos”.

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Reserva de Recrutamento 18

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 18ª Reserva de Recrutamento 2015/2016

 

Mobilidade Interna – ano escolar de 2015/2016

Lista definitiva de retirados – Consulte

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Datas dos Concursos Desde 2006

Reponho novamente um artigo de Agosto de 2015 com as datas dos concursos realizados desde 2006.

Falta-me apenas colocar a data da candidatura às necessidades transitórias nos anos em que não ocorreu o concurso interno. Como o quadro foi elaborado em 2015 para ser comparado com outras datas de concursos internos não cheguei a concluir este quadro com essa fase de concurso.

Mas em breve o farei.

 

Datas Concursos 2006 a 2015

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Tortura vitalícia

A desesperança de lidar com um sistema impiedoso.
 
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Sofre de cancro e é obrigada a trabalhar

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E o Que Responderá Tiago Brandão?

David Justino referiu na Quadratura do Círculo da passada semana que o ideal era suspender este ano qualquer exame ou prova e com debate e ponderação ao longo deste ano lectivo retomar em 2016/2017 o caminho que seja amplamente decidido.
Parece-me mesmo ser esta a melhor solução e quanto mais se conhece as opiniões públicas contra a radicalização na eliminação dos exames do 4º e do 6º anos mais me convenço que seja o melhor a fazer neste ano lectivo.

Ninguém morrerá se durante um ano não houver provas ou exames no ensino básico.

 

Aferição só se faz no final do ciclo e não a meio, defende David Justino

 

 

Presidente do Conselho Nacional de Educação reagiu, no parlamento, ao modelo aprovado pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues.

 

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O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) defendeu nesta terça-feira no parlamento que as mudanças na educação devem acontecer de forma gradual e que só é possível fazer aferição das aprendizagens no final do ciclo, não a meio, como proposto agora pelo Ministério da Educação.

“A natureza dos testes que é proposta é uma natureza de diagnóstico, nem são de aferição, porque eu só posso aferir no final de cada ciclo. Nem todos os miúdos aprendem à mesma velocidade e da mesma maneira. O primeiro ciclo é aquele que dura mais tempo, são quatro anos, precisamente para estabilizar os processos de aprendizagem. Só posso fazer a aferição em torno do padrão quando o padrão estiver estabilizado. E essa estabilização faz-se no final, não se faz a meio. O que se põe aqui é converter testes intermédios em provas de aferição. Só que aferição é feita no final do ciclo, não a meio”, defendeu David Justino, presidente do CNE e ex-ministro da Educação do PSD.

O Ministério da Educação (ME) decidiu aplicar provas de aferição no 2.º, no 5.º e no 8.º ano de escolaridade e manter apenas exames no 9.º ano. Só estes últimos é que contam para a nota final do aluno. O ME justificou a introdução de provas de aferição a meio dos três ciclos de escolaridade do básico com a necessidade de se “poder agir atempadamente sobre as dificuldades detectadas” naquela avaliação.

Numa audição da comissão parlamentar de educação a propósito do parecer do CNE sobre avaliação externa apresentado no início do mês, onde se defendia a manutenção dos exames do 6.º e 9.º ano, David Justino disse que não podia quantificar “o impacto” das alterações anunciadas pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues, por ser algo novo. Já quanto ao tempo em que foi tomada esta decisão — e que foi tornada pública um dia depois de o CNE ter divulgado o seu parecer — David Justino defendeu que “estabilidade não representa deixarmos tudo na mesma, e que se é preciso mudar, muda-se”. “Mas em especial na educação, a mudança deve ser gradual. Isso orientou muito a posição do CNE”, frisou.

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Sobre o Limite de Número de Grupos em Concurso

Parece-me extremamente penalizador para os docentes que concorrem ao concurso externo apenas poderem candidatar-se a dois grupos de recrutamento.

Na lista de ordenação ao concurso de contratação do ano lectivo 2015/2016 existiram 2476 que candidataram-se a mais do que dois grupos de recrutamento. Se os docentes investiram na sua formação para alargar os seus horizontes, não vejo porque razão possa haver um limite no número de grupos de recrutamento em concurso.

Aliás, pensar que existe um limite destes é o mesmo que pressupor que o concurso será realizado como nos moldes anteriores, com a apresentação de uma candidatura única, preenchida com as escolas, a duração do horário e o número de horas em concurso.

Como sabem, defendo uma candidatura dinâmica, em que a qualquer altura do ano os candidatos possam acrescentar, retirar ou modificar preferências e que o número de horas para um determinado horário possa ser privilegiado em relação ao grupo de recrutamento que está na candidatura do docente.

O que actualmente existe é que todas as preferências sejam vistas em primeiro lugar num determinado grupo de recrutamento para só depois se passar às preferências do segundo grupo de recrutamento.

 

 

número de grupos

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Aposta Para Hoje

Para 89 milhões.
euromilhoes 19 janeiro

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O forno lento do Inferno

 

Conhecemo-nos há muitos anos. Desde o tempo em que transportávamos ao colo os sonhos do futuro como se a abóboda celeste pendesse sobre nós. Lançámo-nos ambas na profissão ao mesmo tempo, voando sobre precipícios de realidade que eram meros abismos onde desenhávamos pontes e erguíamos estátuas de inspiração rebelde.

Ser professoras, mais do que um desejo, era a nossa missão.

Desde esses imemoráveis tempos, muita pedra nos fez tombar no caminho. Passaram já 20 anos desde o início de todos esses tempos abismais, ferozes, audazes.

Perdemos grande parte da esperança entre escombros, grande parte da audácia esgotou-se num tempo feito de cedências e espera. Sucumbimos ao desencanto, dispersou-se em nós o desassombro das coisas felizes.

No entanto, não nos perdemos uma da outra, apesar dos silêncios e da distância, a gargalhada firme a estilhaçar medos.

Por isso, o telefonema de hoje deu-me um murro forte no estômago. Andamos nisto há 20 anos, é uma vida, feita de sacrifícios e muita raiva acumulada.

A Carlota agarra-se ao telefone como um náufrago num bote meio vazio.

“O que é que eu faço? O que é que eu faço?”.

Onde andam as soluções quando se fecham todas as portas? Sugiro-lhe que agarre no carro e quebre os quilómetros num ápice, se não a ouvem ao telefone, terão de a ouvir em pessoa.

Afinal, tudo não passou de um engano, um lapso, um descuido extemporâneo, qualquer pessoa vê que não é uma mentira, que não faz sentido continuar a alimentar as chamas do inferno se a Bolsa de contratação está moribunda. Que espécie de colegas temos que insistem na bárbara cegueira, na inflexível surdez?

“Já viste? Porque me enganei no campo que dizia “outras habilitações” – escrevi licenciatura pré-Bolonha” uma espécie de esclarecimento da minha licenciatura e dizem que prestei falsas declarações, não aceitam que foi um estúpido engano, não aceitam…”

O desespero na sua voz é tão palpável que percebo que a cólera é uma pestilenta virose que os outros plantam dentro de nós.

Se for excluída, a Carlota fica impedida de concorrer este ano letivo. Desempregada, sozinha com dois filhos adolescentes. Sem direito a comer o pão que o diabo amassa lá naquele sítio a que concorreu.

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Uma fornalha de malditos que cozem os outros em lume brando.

Deve dar-lhes gozo, erradicar as pessoazinhas que se candidatam lá, para as bandas da Brandoa.

As pessoazinhas que estão dispostas a fazer 90 km diários, quase duas horas de viagem, uma fortuna em portagens, para que lhes seja contado o tempo de serviço.

Deve dar-lhes gozo, deve, apontarem os dedinhos e dizerem que não, que estão excluídos, que não merecem aquele lugarzinho porque foram “desonestos”.

Deve dar-lhes gozo a imbecilidade de serem desumanos e miseramente rudes.

Contudo, o destino tem destas coisas maravilhosas e improváveis. A Carlota ia já a caminho do forno do diabo, quando recebeu o telefonema de outra escola à qual também concorreu noutra Bolsa. Aceitava? Quando é que podia começar? Nem comprovativos de coisa nenhuma, nem nada.

Deu meia volta ao carro e regressou a casa.

Desta vez a providência salvou-lhe 20 anos de não carreira, de não enquadramento em lado nenhum.

Na terra do forno do Demo devem já estar a cozinhar outro acólito, imagino. O gozo que lhes dá, consigo ver bem, por entre as chamas do lume lento, o gozo que lhes dá.

De facto, pode  acabar-se com o monstro nas escolas, mas, às vezes, é impossível matar o monstro que habita certas pessoas…

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É Absurdo Criar Uma Lei a Abranger a Totalidade de Funcionários

… quando podia ser a própria Justiça a informar os respectivos ministérios ou entidades patronais dos casos confirmados de pedofilia.

 

 

Ministério suspende cinco professores por pedofilia

 

Entre 2010 e 2015, 12 docentes foram expulsos do ensino por abuso sexual de menores

 

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A Inspeção-Geral da Educação está atualmente a investigar cinco professores por suspeita de abusarem sexualmente de alunos menores de 16 anos. De acordo com o Ministério da Educação, os indícios são “fortes” e os docentes foram suspensos até estarem concluídas as averiguações. Só nos últimos cinco anos, outros doze professores foram expulsos do ensino pelo mesmo crime.

 

Estes processos resultaram de denúncias ou suspeitas levantadas nas escolas e participadas à Inspeção-Geral da Educação (que as comunica à polícia), o que não significa que não haja outros docentes atualmente a ser investigados pelas autoridades judiciais, sem que o Ministério tenha conhecimento.

De acordo com Rita Vieira, coordenadora de investigação criminal da Polícia Judiciária (PJ), as denúncias de abuso sexual de menores têm vindo a aumentar de ano para ano e muitos casos envolvem professores e outros profissionais que contactam regularmente com crianças e jovens, como funcionários de escolas, monitores, treinadores ou terapeutas. “Os pedófilos procuram tendencialmente profissões que lhes permitam estar próximos das crianças, uma vez que têm um interesse sexual obsessivo e exclusivo por elas”, explica.

Uma lei publicada em agosto do ano passado reforçou o controlo sobre todos os profissionais que têm um contacto regular com menores. Os condenados por crimes contra a autodeterminação e a liberdade sexual de menores passaram a ficar automaticamente proibidos de exercer esse tipo de profissões por um período entre cinco e 20 anos — até aí, ficava ao critério do juiz aplicar ou não essa pena acessória.
A mesma lei impôs, por outro lado, a obrigatoriedade de os empregadores, públicos ou privados, pedirem anualmente a todos os profissionais que lidem com crianças a apresentação do registo criminal. Antes só tinham de o fazer no momento da contratação.

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Resultado da Sondagem do Blogue Sobre as Presidenciais

Ao fim de um dia e 1.014 votos, os leitores do blogue colocam numa segunda volta os candidatos presidenciais Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa.

Por aqui não há presidente à primeira volta, nem Marcelo Rebelo de Sousa ocupa o primeiro lugar nas preferências dos votantes.

Curiosamente, ou não, o Paulo Morais ocupa o terceiro lugar das preferências dos eleitores.

Fica aqui o gráfico com os resultados.

 

sondagem presidenciais

 

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Resumo da Semana 2 e Antevisão da Semana 3 do 2º Período (CE)

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Processamento de Remunerações 2016

Chamo a especial atenção para o número 6 da Nota Informativa 4/IGeFE/DGRH/2016 que fala no pagamento da caducidade de contrato tal como já tinha referido aqui.

Este documento é datado de 11 de Janeiro.

 

caducidade

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E os Leitores do Blogue nas Presidenciais Vão Votar em…

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Uma História (quase verdadeira) de Bárbara Wong

Exames para avaliar professores?

 

Dizia-me um director que desde que havia exames no 4.º ano que as colegas do 1.º ciclo andavam “na linha” porque tinham um controlo no final do ano. Antigamente, os profissionais do 1.º ciclo queixavam-se do isolamento; agora, queixam-se de muito trabalho e muitas reuniões, ouvi a vários professores deste nível de ensino. O director dizia-me que se acabassem os exames do 4.º ano, ele teria de “inventar” qualquer coisa para continuar a “controlar” as colegas (as aspas existem para mostrar que estas são palavras suas e não minhas). A invenção seria uma prova interna semelhante ao exame. Não sei se já a anunciou no agrupamento.

 

O resto da análise continua aqui.

 

Apenas discordo que os resultados das provas de aferição do 2º ano sejam divulgados publicamente.

Como se sabe, não existem retenções no 1º ano e no fim deste ano de escolaridade muitos dos alunos que as vão realizar nunca conseguirão ter níveis positivos nas áreas a aferir porque em muitos casos passaram o 2º ano a repetir o programa do 1º ano.

Tornar estes dados públicos apenas será para criar uma imagem negativa dos professores e da escola e não na dificuldade dos alunos em acompanhar o programa de 2º ano.

Quanto aos restantes anos onde existem provas de aferição não me preocupa minimamente que sejam divulgados de forma pública.

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A Solução

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2016-01-13-E-se-pudesse-aprender-linguas-atraves-de-um-comprimido-

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Por Vila do Conde

Realiza-se hoje a tradicional Feira Grande de Janeiro com a venda de colheres de pau, enfeitadas e decoradas pelos alunos das escolas do concelho de Vila do Conde.

 

… diz a história que rapazes e raparigas divertiam-se trocando versos de amor ou piropos escritos em colheres de pau, que ofereciam à pessoa amada.

No entanto, hoje, são proibidos os piropos.

 

 

Feira Grande de Janeiro

 

 

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Aposta Para Hoje

… para 81 milhões de trocos.

 

 

euromilhoes 15 janeiro

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Uma Grande Perda na Informação Sobre Educação

Graça Barbosa Ribeiro, que oficialmente deixa hoje o Jornal Público.

Foram alguns anos de contactos vários e de aprendizagem mútua que serão mantidas por vias diferentes.

Obrigado por tudo o que nos deu ao longo dos últimos anos.

Voltará à Educação, eu sei que sim!

 

publico

 

 

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Projeto de Resolução 85/XIII (BE) – Pelo Cumprimento da Diretiva 1999/70/CE da Comissão Europeia, Relativa ao Vínculo na Carreira Docente

Como sabem, há uns anos atrás esta directiva foi amplamente tratada aqui no blogue, conjuntamente com o autor da petição que obrigava o estado português a cumprir essa directiva, e que se tornou num grande impulso para a constituição da Associação Nacional dos Professores Contratados e para a pressão das vinculações extraordinárias que foram feitas na era de Nuno Crato.

De forma errada, porque esta vinculação trouxe enormes erros e ultrapassagens já descritos pelos tribunais e que fiz referência aqui.

Sei que decorrem processos em tribunal para a vinculação de todos os docentes que cumpriram pelo menos 3 contratos sucessivos desde 2001, ano em que devia ter sido aplicada esta directiva no Estado Português.

Veremos se há vontade que esta decisão seja feita pelo parlamento ou se terão de ser novamente os tribunais a reporem a justiça.

Mais uma vez a informação disponibilizada no blogue vai servindo para ser trabalhada pelos grupos parlamentares.

Clicar na imagem para ver o Projecto de Resolução do BE.

 

 

BE

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Reserva de Recrutamento 17

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 17ª Reserva de Recrutamento 2015/2016

 

Mobilidade Interna – ano escolar de 2015/2016

Lista definitiva de retirados – Consulte

 

Documentação

 

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Continua Hoje o Investimento na Cultura

… dos jobs.

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Divulgação – Portugal Canal

Divulgo com todo o gosto este projecto feito por um aluno do ensino secundário com o propósito de defender a cultura portuguesa.

Mas mas do que isso foi a sua vontade em o fazer também a pensar nos professores, pois, como me disse, muitos dos seus professores encontram alguma dificuldade em encontrar material complementar na internet com boa qualidade e em Português, de Portugal para apoio a algumas matérias.

Pela sua vontade em fazer crescer esse espaço de divulgação de material em língua portuguesa divulgo também o e-mail ( [email protected] ) do site para o caso de quererem ajudar o Luís Vieira no crescimento do seu espaço.

 

Para acederem ao site clicar na imagem

 

portugal canal

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Tesourinhos Contratuais

Parece ser hábito quando tem início a contratação de escola no segundo período aparecerem estes tesourinhos contratuais.

 

430

 

100 e 910

 

 

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No Diário de Notícias de Hoje

Com a correcta referência à fonte do documento.
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É Uma Questão Cultural

… o número de designações que se fazem num Ministério acabado de criar.

 

Não seria mais rentável investir este dinheiro todo em cultura propriamente dita?

 

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Sobre a Integração dos Docentes Vinculados

Posição da Provedoria de Justiça defende integração dos 4.146 docentes vinculados a partir de 2013 no escalão correto da carreira

 

Em 14 de agosto de 2015, a FENPROF divulgou, em comunicado, que a Provedoria de Justiça havia tomado posição sobre três aspetos importantíssimos para os professores:

 

  1. Contagem, para efeitos de concurso, do tempo de serviço dos docentes em situação de doença devidamente comprovada;

  2. Candidatura às BCE (bolsas de contratação de escola);
  3. Escalão de integração na carreira dos docentes que vincularam nos concursos externos extraordinários de 2013 e 2014 e no concurso externo de 2015.

 

 

Disse-o primeiro em 6 de Agosto e depois aqui no dia 13 de Agosto e finalmente apresentei o documento final no dia 10 de Janeiro.

 

Depois de longa exposição a Fenprof diz no comunicado de hoje, dia 12 de Janeiro.

 

Era, pois, conhecida a posição defendida pela Provedoria de Justiça. Contudo, não se conhecia ainda o documento por esta enviado ao MEC. Conhece-se agora. Trata-se de um ofício enviado ao Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar (João Casanova de Almeida), em 24 de julho de 2015, cujo assunto é “Artigo 36.º, n.º 3 do Estatuto da Carreira Docente” e que a FENPROF anexa a este comunicado.

 

Por acaso até conhecia o documento na integra desde o dia 6 de Agosto, mas achei mais oportuno divulgá-lo agora porque é o momento certo para a correcção do erro. Nenhum governo em fim de mandato teria condições para resolver este problema.

Veremos agora o que se faz para a sua resolução.

Não chega eliminar exames e provas para se fazer um bom mandato e para cair na graça dos professores.

Agora pergunto. Como um simples blog pode ter acesso a mais informação do que uma organização sindical deste tamanho?

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Aposta Para Hoje

O número é interessante. 69 milhões.

euromilhoes 12 janeiro

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Look up here, I’m in heaven…

Look up here, I’m in heaven
I’ve got scars that can’t be seen
I’ve got drama, can’t be stolen
Everybody knows me now

Look up here, man, I’m in danger
I’ve got nothing left to lose
I’m so high, it makes my brain whirl
Dropped my cell phone down below
Ain’t that just like me?

By the time I got to New York
I was living like a king
Then I used up all my money
I was looking for your ass

This way or no way
You know I’ll be free
Just like that bluebird
Now, ain’t that just like me?

Oh, I’ll be free
Just like that bluebird
Oh, I’ll be free
Ain’t that just like me?

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QZP de Provimento dos Docentes dos Quadros por Colocar na RR16

Existem 85 docentes por colocar após a Reserva de Recrutamento 16.

Fica aqui a distribuição desses docentes por grupo de recrutamento e QZP de onde têm o seu provimento (sejam QZP ou QA/QE).

O QZP 1 continua a ser a zona pedagógica que tem mais docentes dos quadros por colocar (26) e o QZP 7 o que tem menos por colocar (1).

Curiosamente, os 10 QZP não conseguiram ainda nesta altura colocar todos os docentes.

qzp

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Emprego para os Boys

Possivelmente para serem criadas as estatísticas que adaptem ao discurso do novo governo.

Já foi assim com o governo anterior.

 

Não será de estranhar que antigos directores regionais de governos PS passem a ocupar lugar de chefia no IEFP, constou-me que isso irá acontecer pelo Norte.

Governo rodeia presidente do IEFP de pessoas da confiança do PS

 

 

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Opinião de Lurdes Figueiral no Público de Hoje

A treinar para nada

 

 

É fundamental que a Escola, sobretudo nos primeiros anos e de uma forma gradual até ao fim do ensino básico, seja o lugar privilegiado da aprendizagem formal.

 

 

Foi de facto sintomática a espontânea reação das crianças de uma reportagem do Público quando foi anunciado o fim das provas de avaliação externa no final do 1.º ciclo: andámos três anos a treinar para nada! Quanto a mim penso que andámos quatro anos a trabalhar para esse imenso nada que foi uma determinada conceção de Educação, que inverteu o trabalho feito ao longo de 30 anos de Lei de Bases do Sistema Educativo, recuperando ancestrais modelos curriculares e de avaliação e abrindo, com isso, conflitos onde eles não existiam e exacerbando divergências onde elas eram dialogáveis e eventualmente convertíveis em complementares.

É certamente complexa a rede de questões que se cruzam em muitos nós e que, com esses nós, se constrói. Uma rede que deve significar suporte, comunicação, elos que unem, que agregam. Não perceber isto é provocar aqueles outros nós que ensarilham a meada.

Começo por defender um período de reflexão e de debate que possa equilibrar (e discernir) aquilo que é urgente mudar e o que carece de um entendimento mais de fundo, global, sobre o que queremos para a Educação em Portugal — que tem muito a ver com o futuro que queremos para o nosso país, as nossas crianças e jovens — e que não pode estar à mercê das ideologias e preconceitos de algumas pessoas. A experiência recente ensinou-nos isso.

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Examinar ou não examinar…eis a questão

Opinião de Filipa Rodrigues.
 
examinarA respeito das recentes implosões no novo ME no tópico dos exames senti, como mãe e professora, a necessidade de fazer um exercício de memória sobre as mudanças na Escola desde a introdução dos exames no 4º ano pela coligação PSD/CDS sem, no entanto, pretender divagar acerca de questões político-partidárias.

 

Nos últimos anos em que estive (felizmente) colocada, tomei parte de mudanças mais ou menos subtis em diversas escolas: a par da evidente discordância e tensão docente face a reestruturações curriculares duvidosas a favor das designadas “disciplinas nucleares” em detrimento das áreas

das Expressões, ou a despromoção horária da disciplina de História e Geografia de Portugal, entre outras opções questionáveis da tutela tomadas sobretudo com um único critério – o economicista, ocorreram progressos significativos a vários níveis.

 

Com a introdução da avaliação externa no 4º e 6º ano, os pais (a maior parte muito resignadamente) envolveu-se mais no percurso escolar dos filhos logo desde o 1º ciclo, acompanhando-os na realização dos trabalhos de casa e tentando perceber mais precocemente quais as suas dificuldades a nível académico. Mas, contrapondo este efeito positivo, muitos efeitos negativos (demasiados) se associaram, indicando aos agentes educativos que não existiam vantagens evidentes dos exames no 1º ciclo.

 

Nos ciclos seguintes assistimos a uma certa normalização dum regime de treino intensivo em anos finais de ciclo, com vista a performances competitivas entre agrupamentos, e posterior posicionamento nos rankings escolares (com base nos resultados dos exames). Resultados: mais investimento financeiro das famílias em manuais de preparação para exames, centros de estudo e explicações a várias disciplinas … estava descoberto o novo ópio da educação, e com ele novas oportunidades de negócio (ou negócio oportunista!) nesta área.

 

Em contemporâneo, presenciou-se quase diariamente na Escola (mesmo nos meios menos escolarizados), uma afluência amplificada de encarregados de educação para discutir com diretores de turma e equipas de técnicos, aspetos relativos ao percurso escolar dos educandos, intervindo de um modo quase exemplar nos seus percursos académicos após décadas de uma displicência parental que vinha crescendo e transformando as escolas em meros depósitos de alunos. Ausências parentais que deixaram muitas crianças e adolescentes em regime de autogestão escolar, e com as quais a própria Escola (pela sua inércia) condescendeu, não se podendo assim eximir das suas responsabilidades.

 

Penso, sem pretender generalizar, que a introdução dos exames promoveu dinâmicas favoráveis a uma maior participação entre parceiros educativos (Escola-Família) mas não só: professores dos vários níveis de ensino procuraram mais formação contínua em pós-graduações, mestrados e doutoramentos. Em áreas (problemáticas) como o ensino da matemática, por exemplo, foram desde há 6 anos, alvo de programas de formação contínua organizados pela tutela.

 

Assim, e apesar da crise económica nacional, do congelamento dos escalões/progressão da carreira, os professores têm investido mais na sua atualização e conhecimento científico. Uma percentagem, porém, abandonou a profissão e temos hoje menos alunos é certo, mas professores mais sobrecarregados com turmas demasiado numerosas.

 

Apesar de todas as contingências do sistema de ensino de um país pequeno que se debateu com problemas financeiros graves, houve uma variável que mudou mentalidades e comportamentos nas comunidades educativas: a ponderação para efeitos de aprovação e progressão de uma nota de exame nas disciplinas de português e matemática. A avaliação externa dos alunos trouxe mais mudanças à sala de aula do que qualquer avaliação do desempenho docente, e com elas consequências ao nível da qualidade do ensino e do empenho no estudo dos próprios alunos.

 

Claro que o desgaste, o stress ou a ansiedade não são propiciadores de um bom clima de aprendizagem, mas vi mais destes sintomas nos colegas de profissão do que nos alunos, e desde 2013 foram progressivamente diminuindo (uma questão de ritmo e de habituação?!).

 

O que questiono agora é: a variável dos testes de aferição será suficiente para manter os níveis de participação e corresponsabilização das famílias (catalisados pelas dificuldades inerentes à realização dos exames) e manter a exigência e compromisso com o rigor e qualidade docente, agora que a avaliação externa só voltará a ter peso na avaliação final no 9º ano?

 

Ou será que o nível de consciencialização para a importância das aprendizagens escolares dos nossos filhos/alunos terá o seu efeito prolongado no tempo, mesmo sem a pressão deste amedrontador bicho-papão?

 

FR

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David Bowie (1947-2016)

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Sobre o Reposicionamento

Quem não entende a história do que se passou com a entrada em vigor do Decreto-Lei 75/2010 não entende que o reposicionamento dos docentes que ingressaram no quadro após essa data carece apenas da publicação de uma portaria e não está dependente dos orçamentos de estado que impediram a alteração da posição remuneratória.

Mas não são apenas estes docentes que deveriam ser reposicionados por ausência desta portaria. Também os docentes dos 4º e 6º escalões, que tendo cumprido o tempo de serviço nesse escalão, apenas obtiveram a avaliação de bom, e por esse motivo não puderam progredir por ausência dessa portaria das quotas que permitiria que 50% dos docentes com bom no 4º escalão e 33% no 6º pudessem mudar ao escalão seguinte.

Depois há aquilo que muitos confundem que é o congelamento do tempo de serviço entre 30 de Agosto de 2005 e 31 de Dezembro de 2007 e a partir do dia 1 de Janeiro de 2011 até hoje e as progressões.

Esse tempo de serviço a nenhum funcionário público poderá contar, e mesmo aqueles que trabalharam no ensino privado e vincularam no ensino público têm o impedimento desse tempo de serviço contar no sector público. Ou seja, ninguém veria esse tempo contabilizado.

O que este artigo pretende explicar é apenas isso e serve para reforçar a ideia que com este reposicionamento ninguém é ultrapassado na carreira, apenas é reposta uma injustiça criada por inépcia do estado na regulamentação deste reposicionamento.

Os 7 anos, 4 meses e qualquer coisa congelados neste período teria necessariamente de ser descontado a todos os docentes que vincularam desde 2010 (apenas ocorreram vinculações a partir de 2013).

Assim, alguém com 20 anos de serviço prestado teria de ter descontado este tempo e apenas seriam considerados 12 anos, 7 meses e mais qualquer coisa para efeitos de carreira.

Este docente teria de ser reposicionado no 4º escalão, índice 218, passando, no entanto, por um escalão onde seria necessário a obrigatoriedade de aulas assistidas, mas onde não existem quotas para progressão.

Já um docente com um tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira que lhe permitisse ser reposicionado no 5º escalão e pelo facto do 4º escalão ter quotas para progressão, julgo que nesse caso o docente teria de permanecer um ano nesse escalão para, juntamente com os restantes docentes, progredir ao 5º escalão não usando vantagem de ter um tempo de serviço superior e integrar as absurdas quotas.

O mesmo deveria acontecer para alguém que tivesse um tempo de serviço de carreira que lhe permitisse passar directamente para o 7º escalão (será difícil haver alguém nestas condições, mas é possível que exista). As quotas do 4º e 6º escalões devem ser um travão temporário para o reposicionamento de quem tem tempo de serviço para os ultrapassar, apenas para manter uma situação de igualdade de tratamento perante todos os docentes.

A única ultrapassagem que existe prende-se com o facto de ter desaparecido o índice 151 como o início da carreira passando a ser a partir dessa altura o índice 167 que teve a sua eficácia total a partir do dia 1 de Janeiro de 2011.

Mas isso foi porque a carreira modificou-se de uma forma que penalizou quem nela já estava.

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E o Reposicionamento dos Docentes Que Ingressaram no Quadro?

A parte mais fácil da governação na educação está a caminhar com decisões já tomadas e com outras a serem tomadas em breve.

Quase todas sem custos, mas que mudam bastante as más decisões do passado recente.

A parte mais difícil será repor a justiça onde implique custos financeiros.

Já em Agosto dei conta de uma resposta do Provedor de Justiça sobre a reposição dos docentes contratados que vincularam, no escalão a que tinham direito e disse que o próximo governo teria de resolver este problema.

Aqui apresentei a conclusão do documento da provedoria de justiça que refere que o impedimento da reposição não se deve aos sucessivos orçamentos, mas sim por ausência da portaria que regulamentava essa reposição.

Já temos novo governo!

E agora disponibilizo todo o documento da provedoria de justiça para os novos Ministros da Educação e das Finanças resolverem o problema criado desde 2010 (ainda do tempo de Isabel Alçada e prolongado por toda a era de Nuno Crato).

Aqui pode ser descarregado no formato pdf

Aguardo que as decisões mais difíceis sejam tomadas para poder fazer uma avaliação deste novo Ministério da Educação.

 

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Resumo da Semana 1 e Antevisão da Semana 2 (2º Período)

Começaram a crescer os horários em concurso na Contratação de Escola por ter terminado a Reserva de Recrutamento.

Só a partir desta quinta-feira começaram a entrar mais horários por ter sido necessário verificar se algum docente do quadro estava sem colocação para estes horários pedidos.

 

SEMANA12P

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Só um PETeta se Surpreende

…por a PETetice desaparecer.

 

 

pateta

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Editorial do Público

Tinha que ser assim? Não, não tinha

 

 

Mesmo que os exames tenham sido extintos com fundamento, porquê a meio do ano lectivo?

 

Continua de vento em popa, em sede parlamentar ou governamental, a demolição de um considerável lote de medidas da lavra do governo anterior. Há, até, algum atropelo nesse frenesim, como se o actual governo tivesse pouco tempo de vida e tivesse que apressar a “obra”. Na verdade não tem e, nalgumas áreas, mais valeria o tento do que a pressa. Por exemplo: no programa eleitoral do PS não era explícita qualquer vontade de pôr termo aos exames, fossem eles do 4.º, 6.º ou 9.º anos, referindo-se apenas (pág. 45), a vontade de “promover uma maior articulação entre os três ciclos do ensino básico, redefinindo progressivamente a sua estrutura de modo a atenuar os efeitos negativos das transições entre ciclos” e, após outras considerações gerais e vagas, a intenção de “reavaliar a realização de exames nos primeiros anos de escolaridade, prática sistematicamente criticada pelas organizações internacionais com trabalho relevante na área da educação, aprofundando a sua articulação com a avaliação interna.” Muito bem. Pois mal tomou posse, o governo de António Costa aboliu os exames nacionais de Português e Matemática do 1.º ciclo do Básico, aprovando em seguida a Assembleia da República (AR) a extinção da muito criticada prova de avaliação dos professores, a PACC.

Ontem, menos de 24 horas depois de ter recebido um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), aliás pedido pela AR, favorável à continuação dos exames do 4.º e 6.º anos, ainda que revistos nos seus moldes actuais, o Ministro da Educação veio anunciar a sua extinção, e já no corrente ano lectivo. Medida acertada, dirão muitos. Mas apressada, dirão outros. É que, sem discutir agora a justeza de tal abolição ou os argumentos que lhe serviram de base, e que têm vindo a ser repetidos por muitos professores desde que Nuno Crato os instituiu, não se entende o que levou o ministério ao anúncio de tal medida sem que tenha havido um período, por mínimo de fosse, de discussão mais alargada (“poupou” trabalho à AR, que ia discutir uma proposta do PCP para acabar com tais exames) com os vários intervenientes. Alguns já pressentiam tal medida, mas os pormenores só foram conhecidos com o anúncio ministerial (a substituição dos exames por provas de aferição mas em diferentes períodos, no 2.º, no 5.º e no 8.º anos). Sobretudo, não se entende por que tal medida, junto com outras que venham ser tomadas (e mais virão, certamente), não foi aplicada apenas no próximo ano lectivo, mas neste, que já vai a meio. Pressa? Descontrolo?

No tempo de Crato também se substituíram precipitadamente programas, levantando naturais celeumas. Aliás, não só no tempo dele: nos últimos 16 anos, o regime de avaliação dos alunos já mudou mais de 20 vezes, o que diz muito das nossas “certezas” quanto ao rumo da educação e ao valor da sua estabilidade em bases sólidas e não casuísticas. Medidas avulsas não resolvem crise alguma. Tinha que ser assim? Não, não tinha. Segurança e prudência obrigariam a outro nervo. Que se calhar não há.

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