FENPROF no Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses

FENPROF no Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses

 

 

A FENPROF não desiste de lutar e de alargar o esclarecimento geral para os problemas que advirão do processo de municipalização que o governo quer levar por diante. Como dizia na faixa exibida na Portimão Arena, à entrada para o Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), “Municipalização, nem recauchutada!

No documento distribuído, refere-se que «há vários anos que as propostas da FENPROF apontam caminho diverso daquele que o governo quer seguir. A FENPROF defende que a nível municipal, devem ser criados Conselhos Locais de Educação com forte participação das autarquias e das escolas e que contem, nomeadamente, também com os pais, estudantes, interesses económicos, sociais e culturais».

Para a FENPROF, prossegue o texto do documento, «a descentralização não é um mero processo técnico para tentar assegurar eficácia na administração educativa. A descentralização é uma opção política que assume a atribuição, a órgãos regionais e locais, de competências próprias que devem ser exercidas no respeito por opções e orientações políticas nacionais. Não se trata dos atuais Conselhos Municipais de Educação, mas de órgãos dotados de autonomia e poderes próprios de administração e coordenação, na área de cada concelho. Não se argumente que se trata de mais uma estrutura a implicar custos porque a sua composição não os exige».

Porém esse não é o caminho que o governo e a direita pretendem. Esta, teve sempre o objetivo de esvaziar as escolas das suas competências e de retirar a Educação da esfera do Estado, caminhando progressivamente para a sua privatização.

A FENPROF não abdica, assim, de combater mais esta tentativa perpetrada agora, com a pressão de autarcas sequiosos de poder, pelo atual governo e declara que “Os professores e educadores afirmarão, pela luta, a sua oposição às posições do governo que a proposta de lei-quadro indicia.”

A FENPROF discorda globalmente da proposta de lei-quadro apresentada pelo governo, relativa à transferência de novas responsabilidades para as autarquias locais. A FENPROF opõe-se, igualmente, à pressa do governo no desenvolvimento deste processo, pois em matérias que constituem uma reconfiguração do Estado, a pressa é má conselheira.

Consulte aqui o documento “Contra a Municipalização da Educação”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/12/fenprof-no-congresso-da-associacao-nacional-dos-municipios-portugueses/

5 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Fernanda on 10 de Dezembro de 2017 at 13:33
    • Responder

    Muito bem, Mário Nogueira.

    Muito bem.

  1. 一言不发岂能证明我来过了?!

    • João Lima Ferreira on 10 de Dezembro de 2017 at 17:00
    • Responder

    Infelizmente a classe “tem vistas curtas”. As preocupações
    são de curto prazo,. não age reage.
    E o que aí vem, vai reforçar os “donos da escola” e os professores
    transformados em simples peças. da engrenagem.Porque pensar
    e agir como tal …e perigoso.

    • Paulo Pereira on 10 de Dezembro de 2017 at 23:09
    • Responder

    “Descentralização”!

    Descentralizar o quê?
    Ninguém explica concretamente o quê, mas qualquer pessoa que raciocine um pouco percebe que há serviços que devem manter-se centralizados e outros devem ser descentralizados.
    Resta saber quais, não é verdade?

    Como sempre, a Fenprof assume uma dialéctica de meias-palavras. Mas não é só a Fenprof, convenhamos! Os sucessivos governos e os próprios meios de comunicação social, que não consultam especialistas, não levam a público quem explique cabalmente o que é descentralizável e o que não é passível de o ser.

    Ou seja, ao invés de se promover um salutar debate público em torno do assunto, o que se nota é que a população (ou o povo “néscio”, para alguns), se mantenha arredada destes assuntos, promovendo malabarismos de linguagem e mistificação de conceitos generalistas de génese populista que não resolvem nada.

    Concretamente o que a Fenprof pretende é proletarizar ainda mais o Ensino, nivelando-o ainda mais por baixo e colocando-o refém de uma população pouco instruída e de baixa escolarização.
    O medo que a Fenprof tem dos poderes autárquicos talvez não seja inocente, pois também já tem experiência desse tipo de gestão. Pessoalmente também concordo que é uma péssima opção.

    Voltando à descentralização: Concretamente, descentralizar o quê? Criar autonomias regionais nas escolas em que áreas? E que mecanismos de poder e contra-poder passarão a existir entre a Escola e a Autarquia? E a quem recorre a Escola em caso de conflito entre as partes?

    Que “democratização” pretende a Fenprof? Eu prefiro a democratização de um contrato, com cláusulas em que as partes se comprometem a respeitar, de acordo com a Lei Civil, a Lei do Trabalho em Funções Públicas e com o Código de Procedimento Administrativo.
    Não acredito nas maiorias constituídas por labregos.

    • mario silva on 11 de Dezembro de 2017 at 0:32
    • Responder

    em portugal, descentralizar = caciquismo

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading