… teríamos uma sociedade melhor?
O Colégio Moderno já terá decidido não renovar as matrículas para o próximo ano letivo dos seus alunos do 10º e 11º anos envolvidos nas agressões a um imigrante iraquiano na madrugada do passado dia 25 de abril, avança a revista ‘Sábado’. No âmbito deste caso, a PSP já constituiu três jovens como arguidos por ofensas à integridade física e identificou outros nove, incluindo uma rapariga – falta saber, porém, se a medida do colégio se estende a todos ou só a alguns; tinham todos idades entre 16 e 17 anos na altura dos confrontos físicos.




6 comentários
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São privados, até podem mandar publicar (para limpar a imagem da instituição) o que é politicamente e socialmente correto (veremos se legalmente podem impedir a renovação de matrícula dos alunos e se não haverá providências cautelares que impeçam esse ato).
Agora generalizar isto para as escolas públicas (fiquei na dúvida se para todas as escolas da rede pública ou somente para a escola frequentada pelos alunos) não irá contra muitos dos princípios constitucionais do nosso país? E para mais, ser uma consequência de atos (condenáveis é certo) praticados fora do âmbito das suas atividades escolares. Já agora se todos os envolvidos fizessem parte de uma equipa, deveriam ser expulsos de toda a atividade desportiva? E se fizessem parte de uma banda filarmónica? Já só poderiam tocar pifarito em casa?
Castigados pela justiça SIM
Castigados na escola NÃO
O lixo do Colégio Moderno vai para que escola pública?
Para uma das escolas ditas de “elite”, certo?
Vamos a apostas?
Preciso de saber, s.f.f, para exluir essa opção do concurso.
Tiveram sorte não estarem feridos como o inglês.
Afasta alunos “suspeitos”?
Basta serem suspeitos?
Estes alunos, se os advogados dos papás ricos não ganharem a causa nojenta de defender o indefensável, vão bater com as costinhas ,num centro educativo, os menores de 16 anos.
Para os maiores de 16 há uma prisão escola em Leiria.
Pensavam que podiam fazer o que queriam. Maltratar pessoas e não lhes acontecia nada!
Este Colégio, onde só entra a classe média com dinheiro e com cunha, tem que se interrogar em relação ao currículo. Não estão a trabalhar bem. Não estão a contrariar os valores nojentos e desumanos que os alunos trazem das famílias.
Sim, que aqueles actos têm valores familiares por detrás. Não basta ter dinheiro e até cultura e viagens. O principal falta lhes. Humanidade.
Talvez o Colégio implementar o voluntariado na cadeira de Cidadania. Voluntariado nos bairros sociais que rodeiam a cidade de Lisboa onde os meninos -bem podem ajudar os garotos e crianças que nada têm. Fazia lhes bem. Seria outra escola.
Sá Carneiro, sim morreu!
Ao transformar o aluno num cliente que avalia o agrado do serviço prestado, o professor
perdeu a imunidade para impor a disciplina, exigir esforço intelectual ou contrariar
tendências ideológicas vigentes. Qual é o impacto na autoridade do professor? A
transformação do aluno em cliente e da educação num serviço de consumo desferiu um
golpe profundo na autoridade do professor, desmantelando o seu papel tradicional de
guardião do saber e da disciplina.Este fenómeno produziu quatro impactos devastadores na
autoridade docente dentro e fora da sala de aula:
I. Desobrigação do Esforço e a Culpabilização do Professor -O Impacto: A autoridade científica do professor assentava na premissa de que o
sucesso exige esforço e que o docente é o juiz desse mérito. Quando o aluno passa
a ser visto como cliente, o insucesso escolar deixa de ser uma falha de estudo do
estudante e passa a ser interpretado como uma “falha na prestação do serviço” por
parte do professor. -A Consequência: O professor perde o poder de exigir trabalho intelectual rigoroso.
Se a matéria for complexa ou se o teste for exigente, o “cliente” reclama do
desagrado do serviço, forçando o docente a baixar o nível de exigência para evitar
constrangimentos administrativos.
II. A Erosão do Poder Disciplinar e o Receio da Denúncia -O Impacto: A imposição de regras de conduta e de respeito na sala de aula passou
a ser vista como uma ofensa à experiência do cliente. A pedagogia moderna, ao
focar-se na satisfação do aluno, retirou ao professor os mecanismos punitivos
céleres e eficazes contra a indisciplina. -A Consequência: Instaurou-se um clima de inversão de papéis. O professor hoje
atua, muitas vezes, com medo de corrigir um comportamento disruptivo, sabendo
que a contestação do aluno ou dos encarregados de educação (através de queixas
à Direção) tem um peso burocrático imenso. A autoridade moral foi substituída pelo
policiamento preventivo e pela condescendência.
III. A Subserviência Perante a Gestão -O Impacto: As direções das escolas, pressionadas pelos rankings, pelo
financiamento e pela necessidade de reter clientes (sobretudo no ensino público
através dos contratos de autonomia), tendem a dar razão ao cliente para evitar má
publicidade ou perda de turmas.
-A Consequência: O professor perdeu o suporte institucional. Quando um docente
tenta impor autoridade ou reprovar quem não trabalha, vê-se frequentemente isolado
ou pressionado pela própria hierarquia da escola para rever a nota ou encontrar
planos de recuperação alternativos que convertam a não aprovação em aprovação.
A palavra técnica e soberana do professor deixou de ser a última instância.
IV. Da Vulnerabilidade à Doutrinação e às Modas Ideológicas -O Impacto: Desprovido da imunidade que a sua autoridade científica lhe conferia, o
professor fica exposto e indefeso face às pressões ideológicas exteriores e às
tendências vigentes trazidas pelos alunos ou impostas por agendas políticas. -A Consequência: O docente perde a liberdade de contrariar narrativas dogmáticas
ou simplificações históricas e científicas na sala de aula. Se o fizer, arrisca-se a ser
denunciado pelo cliente por criar um ambiente desconfortável ou ofensivo, o que
destrói a essência da escola como espaço de debate livre e eleva o conformismo ao
estatuto de regra de sobrevivência profissional.
Em suma, a transição para a Escola-Estado retirou ao professor o estatuto de autoridade
legítima para o colocar na posição de um prestador de serviços vulnerável, cuja estabilidade
depende da docilidade com que gere os desejos de quem devia, na verdade, orientar e
avaliar.
José Bernardo