Assim não vamos lá…

Diversos mestrados para o ensino de disciplinas do 3.º Ciclo e Secundário têm 15 lugares. Instituições pedem reforço no investimento e agilização na acreditação para formarem mais.

As escolas têm cada vez mais falta de professores, mas muitos candidatos estão a ficar de fora dos mestrados por falta de vagas. São diversos os cursos para o ensino das disciplinas do 3.º Ciclo e Secundário com apenas 15 vagas. É o caso de Biologia e Geologia, Física e Química, Geografia, Filosofia ou até Informática, um dos grupos de recrutamento mais deficitários. No Sul do país, onde a carência de docentes é maior, o número de lugares ainda é menor. Por exemplo, para História foram abertas, para o próximo ano letivo, 15 vagas na Universidade de Lisboa e 15 na Nova de Lisboa, as únicas a sul de Coimbra.

 

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46 comentários

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    • Mainada on 10 de Agosto de 2024 at 11:51
    • Responder

    Imagino que as faculdades tenham autonomia quanto a isso. Claro que não bate certo com a história das bolsas.

      • Piruças on 10 de Agosto de 2024 at 16:14
      • Responder

      Tens andado distraíd@. As faculdades e o desinvestimento no ES só tocam piano se o estado meter moeda.Como qualquer outro empreiteiro, faz obra depois do orçamento, apenas.Tecnicamente, as Uni estão-se cagando para a formação de professores, a não ser que o estado aumente dotação de verbas. O modelo de negócio é sacar propinas nos vários graus que oferecem. Então agora, que adoptaram o modelo gringo das fundações.

    • Maria on 10 de Agosto de 2024 at 12:20
    • Responder

    Na Universidade do Algarve : zero vagas ! Para tirar mestrado os colegas têm de ir para Lisboa . Alg não tiram o mestrado porque não têm dinheiro para tanta despesa .

      • Susana Lopes on 10 de Agosto de 2024 at 16:23
      • Responder

      Concordo! Pior, muitos não vão para Lisboa por questões familiares. É ridículo numa região, como a do Algarve, com tanta falta de professores, não criarem mais mestrados via ensino.

    • José on 10 de Agosto de 2024 at 14:01
    • Responder

    E os estágios remunerafos já caíram!

    • José on 10 de Agosto de 2024 at 14:02
    • Responder

    Remunerados

    • Luís Miguel Cravo on 10 de Agosto de 2024 at 14:04
    • Responder

    Os “mestrados”, vulgo licenciatura pré – Bolonha, eram uma pérola que acarretavam um elevado grau de intelecto, esforço, entrega e bagagem científica q.b.. Se a “classe docente”, vulgo doente, está em negação, é mais um subterfúgio para carpirem “Não fui eu, não fui eu!”. A propósito da nova geração de professores (a que vai acabar com isto definitivamente!), conto sempre um episódio bem demonstrativo do entulho que vai para os cursos de ensino. A senhora era de Português e tinha entrado em Abril na Escola Artística Soares dos Reis onde eu leccionava, estoicamente, História da Cultura e das Artes (era muito exigente…. falava – lhes muito pormenorizadamente de obras de arte, de artistas plásticos e contextos histórico-culturais…). Deram – lhe as turmas de 12°ano da professora que tinha ido de atestado e, num intervalo, a senhora conversava com outra jovem amiga (também um promissora stôra de Português) e ambas estavam a tentar precisar o capítulo de “O Memorial do Convento” em que Baltasar e Blimunda se conhecem. Exclama a magnífica promessa que ali estava colocada :”Espera que eu vou ver aqui no Google!”. Não resisti. Ao passar por ela, disse – lhe “Capítulo V, durante o auto de fé!”. A alegria daqueles olhos comoveram-me. Agradeceu muito e diz à outra, do outro lado do telemóvel:”Um colega acabou de me dizer que é no capítulo V, no ALTO da fé….” (SIC).
    Por isso, acho que sim. Abram mais mestrados mas certifiquem – se de que esta gente leu e escreveu algo na vida, pra além do tik tok, do Instagram e dos comentários no Twitter. E corações ao alto, claro…..

      • João Serra on 10 de Agosto de 2024 at 16:22
      • Responder

      Caro Saudosista (ou sadomasoquista) dos mestrados pré-Bolonha, sou professor com habilitação própria com mestrado pós Bolonha e sinto-me um pouco ofendido com a sua mensagem. Por isso vamos por pontos:

      1) Os a criação de mestrados e licenciaturas pós-Bolonha foi um processo realizado a nível Europeu que permitiu uniformizar os cursos, abrindo assim espaço para os alunos conseguirem estudar em Universidade Europeias. Se alguma vez estudou o assunto, percebe que o processo de Bolonha não diminui a exigência dos cursos, pois os corpos docentes desses mesmos cursos continuaram a ser os mesmos. Ou seja, por exemplo, as cadeiras de matemáticas que nas engenharias pré Bolonha poderiam ser dadas por um professor do departamento de Eng Química, passaram no pós-Bolonha a ser dadas exclusivamente por professores do departamento de Matemática dessa mesma Universidade.
      No processo de Pós Bolonha, é verdade que a licenciatura passou a ser de três anos, mas também é verdade que os mestrados integrados continuam a ser de 5 anos tal como as licenciaturas pós -Bolonha… É uma longa conversa, mas dizer que um engenheiro pré-Bolonha é mais capaz que um engenheiro pós-Bolonha demonstra uma completa falta de conhecimento sobre o assunto e acaba por colocar em causa o trabalho das próprias Universidades.

      2) Em qualquer classe profissional, quer seja professores, médicos, engenheiros,… existem pessoas burras, incompetentes ou simplesmente ignorantes. Contudo também sabemos que em qualquer classe profissional existem métodos de avaliação dos profissionais que visam conseguir ser um crivo para a incompetência… Eu tenho por habito não julgar as outras pessoas e deixar isso apenas para o avaliador… Mesmo assim é de mau tom achar que a ignorância ou a falta de conhecimento é uma questão geracional… Se vamos falar em questões geracionais também lhe podia dizer que a maioria dos professores que se formaram logo após o 25 de Abril apresentavam documentos e diplomas falsos, forjados nas antigas colónias portugueses.

      3) Por fim, sim é preciso que as Universidade apostem na formação de professores com uma sólida componente cientifica e também pedagógica. Por isso tenho muito respeito pelos Professores Doutores das Faculdades de Lisboa, Coimbra, Aveiro, Porto,… São faculdades deste tipo, com corpos docentes certificados, que podem criar planos de formação para os novos professores. É que ao contrário dos professores dos anos 80, nós com habilitação própria não podemos recorrer ao Instituto Piaget para fazer ali uma “formaçãozita” a modo de nos tornarmos professores, outros tempos e novas exigências para sermos professores.

      Atenciosamente.

        • Bojardas on 10 de Agosto de 2024 at 16:31
        • Responder

        serviu-te o chapéu…dá uma vista de olhos pelos planos curriculares destes mestrados em ensino, e diz-me quantos ECTS são dedicados a palhaçadas de inclusividade e empatia e outros verbos de encher…sff
        É que essa dos docentes certificados é muito gira, especialmente se os académicos podem fazer uma carreira inteira sem cadeiras em pedagogia, exigidas aos profs do secundário

          • João Serra on 10 de Agosto de 2024 at 16:40

          Não me serviu o chapéu, acho que é de mau tom andaram a dizer que os professores habilitação própria ou os novos colegas dos mestrados de ensino não prestam… Quer dizer, estas pessoas também dizem aos seus filhos engenheiros, médicos e afins que são uns burros porque a sua formação foi obtida no Pós-Bolonha.
          Digamos que é uma guerra parva e que coloca em causa mais o trabalho das Universidades que os próprios alunos… Aquilo que as pessoas estão a dizer é que um Professor Universitário dos Mestrados de Ensino da Universidade do Porto não sabe formar professores e nem tem qualidade para ser regente de um curso de mestrado de ensino… Acho sublime.

          • Mendes on 10 de Agosto de 2024 at 17:05

          Este Bojardas deve cá ser um professor do carvalho!

          • Bojardas on 10 de Agosto de 2024 at 18:08

          menos professor que tu labrego, concerteza

        • Silantro on 10 de Agosto de 2024 at 16:35
        • Responder

        camarada, passaste ao lado de um pormenor importante, o processo de Bolonha coincidiu com o aumento de propinas, agradece a Guterres, que por sua vez tornou as universidades em mercearias de graus académicos. Isso notou-se na qualidade. Sei porque acompanhei de perto o processo e tenho licenciaturas em ambos os lados.

          • João Serra on 10 de Agosto de 2024 at 16:54

          Realmente estamos a falar com pessoas que estão num mundo à parte… e vivem num mundo à parte. Vocês querem comprar os custos de Investigação e de desenvolvimento das Faculdades da atualidade com aquilo que acontecia à mais de 30 anos atrás. Se sabe tanto do assunto também sabe que uma faculdade não vive apenas das propinas, um universidade vive da investigação que faz e das parcerias que estabelece com entidades privadas. Portanto, o pós-Bolonha permitiu isso mesmo, uma maior capacidade de interligação com as Universidade Europeias e com isso um reconhecimento internacional do trabalho da faculdade Portuguesas… Claro que isso acarreta custos e por isso mesmo a necessidade de propinas.
          Já agora porque não criticam antes a proliferação de cursos e de Institutos Politécnicos que vieram exceder a oferta e diminuir a qualidade? Só criticam o Pós Bolonha e os mestrados de ensino (que até ver só existem muito poucas faculdades (Aveiro, Lisboa, Porto, Coimbra, Minho ))

          • Silantro on 10 de Agosto de 2024 at 18:14

          estamos?tu e o teu amigo imaginário? ou é o teu pronome? Para o caro colega então, o desinvestimento estatal no ensino superior só podia ser enfrentado com aumento de receitas no ensino superior, se o estado deixasse de lá meter dinheiro?quiçá uma joint venture publico privada como agora?Uma faculdade não vive só de propinas, mas é por isso que a disponibilidade de papel higiénico varia de acordo a altura do ano, se há entrada de inscrições, pedidos de cartas de curso, etc.Há quanto tempo não metes os presuntos numa universidade? Bolonha não permitiu nada a não ser o reconhecimento dos ects por via de uniformização.Não acelerou os comboios nem fez inchar os aviões.Proliferação de cursos, só se estiver a falar de privados, pois o ES público há mesmo muito tempo que tem coordenação para racionalizar recursos.Não só o caro colega lê apenas o que escreve, como por vezes, faria mais poesia, calado.

          • João Serra on 10 de Agosto de 2024 at 18:36

          Desinvestimento no Ensino Superior por parte do Estado… Isto já é falta de leitura, se calhar não sabe que a FCT é pública e tem apenas 25 anos… Parou no tempo do Guterres… Portanto quando ao investimento do Estado nas faculdades estamos conversados.
          Ainda este ano estive numa faculdade… Vê lá tu e para o ano estou num mestrado de ensino (aqueles que as más línguas dizem que não prestam). E sim, existe uma proliferação de cursos no ensino universitário público… Mas para perceberes isso, tinhas que olhas para as estatísticas e saber que os Institutos Politécnicos são entidades públicas… Como dizia o poeta inglês Thomas Gray que “Onde a ignorância é uma bênção é loucura ser sábio”, como vês tenho veia de poeta e de louco…

          • Silantro on 10 de Agosto de 2024 at 18:44

          O caro amigo faz temer pela formação de docente recebida, na medida em que apresenta ‘argumentação’ sem nexo causal, porventura oriunda de algum viés ideológico indisfarçável. Que tem a FCT a ver com a questão de desinvestimento? Não existia a Junta Nacional de Investigação Científica previamente?Ou o caro amigo fez a sua formação nos últimos 25 anos apenas, ou liminarmente não sabe do que está a falar. Uau, estiveste?! E foi bom? És um entendido, então, do estado actual das universidades, porque estiveste numa alguns dias. Estás este ano num mestrado de ensino, porque para o ano, vais ter de concorrer, isto se não tens cunhas de antemão, e se estás a falar de frequentar um. Mas a proliferação ocorre apenas nos politécnicos? A UAutónoma é pública? A UIndependente, a UInternacional, a Católica, e tantas outras que tentaram mamar a teta das propinas da classe média e baixa que tentava dar instrução aos filhos? Algumas faliram entretanto. Concordo excepto na parte de poeta…

        • Sofia Ribeiro on 12 de Agosto de 2024 at 12:28
        • Responder

        Concordo. Sou docente na mesma situação. Licenciatura pre-Bolonha e mestrado em ensino atual. Pessoas incompetentes, infelizmente, existem em todas as profissões. Também é errado que os mestrados não sejam essencialmente ocupados por cadeiras pedagógicas. Todas as cadeiras que tive no Mestrado na fCSH foram relacionadas com a pedagogia, a didatica, a psicologia…uma optativa no segundo ano foi a exceção. Depois um ano de estágio em que não há limites de aulas a lecionar (só estão referidos os minimos nos regulamentos e não os máximos). Dei e planifiquei mais de 120 aulas quando alguns colegas deram 20. Sem vencimento, sem qualquer apoio, fiz tudo o que um professor em funções faz. Não sou menos que os anteriores, nem menos capaz. Vai por aqui muita falta de empatia, muita generalização consciente e infundada. São estas pessoas amargas professores?

          • Al Fredo on 12 de Agosto de 2024 at 13:06

          Na Fcsh as cadeiras de inclusividade e empatia forçam a que se pense na sua razão de ser.Desde Sócrates o Sapatilhas,que os estágios não são remunerados.Este ‘governo’ prometeu que ia remunerar e voltou com a ‘palavra’ atrás. A questão é porquê.Querem mais professores mas querem um investimento prévio de 2 anos não remunerado.Fenprof e tutela só têm degradado o ensino público.A amargura ou doçura alheia não lhe dizem respeito,apenas a justiça e eficácia de processos.Os sentimentos são algo do foro pessoal.

      • Mendes on 10 de Agosto de 2024 at 17:02
      • Responder

      Este Luís Cravo é o maior!
      Culto e sabido, apanha o pessoal sempre na burrice.

        • Clement Ina on 10 de Agosto de 2024 at 17:32
        • Responder

        Só não te apanha a ti que és gordo e oleoso

    • Sofia Ribeiro on 10 de Agosto de 2024 at 14:32
    • Responder

    Nas contas da abertura de estágios devem contar também a necessidade de contabilizar professores-orientadores, que estejam posteriormente disponíveis para a PES. E estão disponíveis? Existem? Não ganham mais por isso..

      • Silantro on 10 de Agosto de 2024 at 16:17
      • Responder

      em vez de pagarem aos reformados para ir leccionar, porque não lhes pagam para serem orientadores?

        • Sofia Ribeiro on 12 de Agosto de 2024 at 12:00
        • Responder

        Não era mal pensado.

  1. Dizem que há falta de docentes e dentro de alguns anos, ainda mais, contudo não se percebe porque não facilitam o reconhecimento dos cursos de doutoramento como profissionalizantes…Se o candidato tem discipinas no âmbito de pedagogia e metodologias de Ensino porque não é permitido a profissionalização através do doutoramento? Seria sem dúvida agregar valor e elevação à profissão de professor.

      • Bojardas on 10 de Agosto de 2024 at 16:19
      • Responder

      depende do doutoramento…há professores doutorados em universidades, que de pedagogia percebem nada…a própria mistificação do grau de doutor, apenas promove esta ultra especialização que faz algumas cavalgaduras achar que percebem de tudo, apenas porque lograram andar 4 anos à volta do umbigo.

      • João Serra on 10 de Agosto de 2024 at 16:28
      • Responder

      Peço imensa desculpa, mas deve saber que o doutoramento é um especialização, quem faz um doutoramento segue um caminho de investigação muito especifico e muito importante para a comunidade científica. Contudo, aumentar a especificidade do seu conhecimento numa área não quer dizer que capacite mais a pessoa para ser professora numa Escola do Ensino em Portugal… A menos que esse doutoramento seja ligado às áreas dos mestrados de ensino.
      Ou seja, não sei até que ponto uma pessoa que está 8 anos a estudar um assunto muito específico de Biologia para o seu doutoramento terá conhecimento de geologia suficiente para preparar uma aluno para exame de 12ºano, dado que se calhar a última vez que estou geologia foi mesmo no 12º ano.

    • N.Ribeiro on 10 de Agosto de 2024 at 15:46
    • Responder

    E bem..abrir para ficarem com as cadeiras vazias. Os jovens não querem licenciar-se em cursos de educação, é pouco prestigiante e a carreira pouco atrativa. Apenas o refugo com médias medíocre é que se vão inscrever e mesmo esses não vão durar muitos anos.

    O ensaio particular, infelizmente, vai vingar, com alguns professores remunerados acima da média.

      • Titibúrcio on 10 de Agosto de 2024 at 16:20
      • Responder

      o lamento deve ser dirigido para o largo do rato e para o largo do caldas

    • Tui on 10 de Agosto de 2024 at 16:06
    • Responder

    A Universidade Nova de Lisboa abriu no total, para mestrados de ensino, cerca de 348 vagas. Cobra propinas de 1200e e a Universidade Clássica de Lisboa cobra 1000e. A Clássica tem andado a reboque da Nova, que se tornou numa instituição de extorquir dinheiro aos alunos. A FLUPorto e a FLUCoimbra cobram 697e de propinas. Compreende-se porque a Nova tem de pagar 2 vezes ao Professor Sáàgua, por dar aulas e ser Reitor. Na prova de português para aceder ao mestrado em ensino, o Professor disse que todos os candidatos eram necessários, mas que o estado não libertara ainda, verbas. Isto tem de ser muito bem gerido ao cêntimo, para sobrar dinheiro para as ‘parcerias’ com as escolas privadas. Parece que eram 2000 e tal bolsas para quem fosse para os mestrados em ensino. As matrículas da primeira fase já foram, e os alunos largaram 200 e tal euros já. Para aceder às prometidas bolsas talvez seja necessário apresentar as declarações de irs dos últimos 50 anos e dos progenitores, que isto do estado tem de ser controladinho e poupadinho. A UNovaLisboa não cumpre a legislação no que concerne à selecção de alunos, a DGES está-se borrifando. Em Lisboa onde dizem que faz falta muita prof, a situação é esta, é mais importante ganhar uns trocos para manter a autonomia fundacional, que suprir as necessidades no corpo docente. Seria de chorar, não desse vontade de rir.

    • Tui on 10 de Agosto de 2024 at 16:08
    • Responder

    nb: o valor máximo das propinas prometidas, para a bochecha, é de 697 euros. Parece que os candidatos em Lisboa vão ter de pagar o remanescente, do seu bolso, e ainda fazer um pé de meia para o estágio não remunerado.

    Estas palhaçadas visam evitar que o governo caia em Novembro, e nada mais. Por vontade desta malta, ensino público seria para acabar já.

    • Zanzariban on 10 de Agosto de 2024 at 16:27
    • Responder

    Outra medida para equilibrar a palhaçada, seria facultar passe ferroviário aos candidatos que não fiquem colocados em Lisboa, de modo a moderem concorrer e talvez cursar noutras paragens.O problema é que tal passe não abrange senão os regionais e interregionais, o que é estranho após um perdão estatal de 900 milhões de euros. Não é possível corrigir assimetrias na oferta destes mestrados (que visam apenas controlar o acesso à profissão e manter o feudo da Fenprof), simplesmente Ou porque não há vontade para tal, ou porque as pessoas que lá estão, não conseguem ter uma visão prática da vida real fora dos gabinetes com ar condicionado.

      • Mainada on 10 de Agosto de 2024 at 18:00
      • Responder

      Considero o seu julgamento do ar condicionado impróprio e certamente fruto de preconceitos há muito enraizados, favoráveis a lareiras e ventoinhas, entre outros.

        • Zanzariban on 10 de Agosto de 2024 at 18:16
        • Responder

        o caro amigo ma(i)nada, por certo não deu figuras de estilo nos bancos da escola, nem leu Henry Miller.

          • Mainada on 10 de Agosto de 2024 at 18:27

          Ignoro o nível literário das escolas em Zanzibar. Por cá, encontrando-nos nós mais adiantados, versamos sobre recursos estilísticos. Quanto ao sr. Miller (Moleiro, na nossa terra), era, ele mesmo, extremamente impróprio. A tal ponto que mais teria valido termo-nos ficado pela simples questão do ar condicionado…

          • Zanzariban on 10 de Agosto de 2024 at 18:51

          percebe-se o carácter belicoso do trollanço, passo a redundância…o excelso interlocutor é disléxico e lê na ‘diagonal’…Versou mal ou esteve retido pela pandemia, pois ainda agora lhe roçou um recurso estilístico pelo nariz e não o reconheceu. Em relação ao resto, apenas de notar ser uma ofensa ao silêncio.

          • Mainada on 10 de Agosto de 2024 at 18:57

          🙂 Humor, meu caro!

          • Zanzariban on 10 de Agosto de 2024 at 19:33

          espero que um dia o desenvolva, caríssimo!

          • Mainada on 10 de Agosto de 2024 at 20:23

          A sério? Não entendo, mas ok.

    • Ave Rara on 10 de Agosto de 2024 at 18:32
    • Responder

    E quem é que quer ser professor para aturar o ME a inventar todos os anos para cumprir com a sua sinistra agenda oculta e usufruir uma vida de um ordenado de miséria?

      • Bojardas on 10 de Agosto de 2024 at 18:53
      • Responder

      os estrangeiros e reformados que o ME quer meter a tapar o buraco de 40 anos de bloco central

    • Teremos de fechar as escolas/ redução do currículo on 11 de Agosto de 2024 at 12:35
    • Responder

    Assim não vamos lá , não!
    Se as instituições de ensino superior não têm vontade de formar novos professores, então tudo cai por terra.Não teremos mesmo professores daqui a 5, 10 anos. Quando estes se reformarem no limite.
    Teremos de fechar as escolas.
    A crise instala se. Como na saúde. Escolas fechadas a certos dias. Funcionam alternadamente. Redução do currículo.
    Os que puderem, colocam os filhos no privado. Mas aí os raros profs vão ter que ganhar bem, como hoje os raros médicos.
    O futuro adivinha se muito negro.

    • Marius on 11 de Agosto de 2024 at 21:25
    • Responder

    Conheço jovens com Mestrado que não sei se deva chorar ou rir… Nos EFA Básico, onde a maioria dos alunos são semi analfabetos e muitos nem português falam, apresentam trabalhos impecáveis feitos pela IA. Acho bem: têm tanto direito como os que estão a fazer licenciaturas, mestrados e doutoramentos.

      • Mainada on 11 de Agosto de 2024 at 22:22
      • Responder

      Ora aqui está alguém com quem concordo inteiramente e que, contrariamente a 99% dos docentes sabe reconhecer um curso EFA (ainda que básico, a minha experiência é com o secundário). Faltou dizer que a IA, ainda que não aplicável a todo o tipo de trabalhos, pelo menos em CLC, é uma maldição. E fazer exatamente o quê? Pode sempre levar-se a cabo atividades em que a IA não possa meter o bedelho e já é positivo.

        • Titibúrcio on 11 de Agosto de 2024 at 23:38
        • Responder

        manada, é precisamente por causa do financiamento do ES que isso se passa…e agradece ao sapatilhas, que rebentou com o rigor que havia…a IA é peanuts

      • Mainada on 11 de Agosto de 2024 at 22:26
      • Responder

      Esqueci-me de dizer… Parecendo talvez que não, talvez seja positivo reservar o Básico aos RVCC, sendo que, mais tarde, alguns seguirão o EFA Secundário.

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