Governo quer avaliar impacto dos manuais digitais e suspende alargamento a mais turmas do 1.º ciclo e secundário

Ministério da Educação põe algum travão no alargamento do projecto-piloto dos manuais digitais, que vai entrar no quinto ano “sem que tenha sido avaliado o seu impacto na aprendizagem dos alunos”.




7 comentários
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Finalmente parece que temos um ministério da educação sério… A deriva para o digital sem eira nem beira servindo apenas interesses comerciais e as vaidades dos governantes foi a bandeira do PS e das suas equipas ignorantes e miseráveis das coisas da pedagogia. Finalmente, o interesse da escola parece ser o projetivo deste governo e deste ministro… Finalmente podemos observar boas medidas para a educação com este governo. Afinal parece que a direita democrática é muito mais acolhedora do interesse nacional do que a esquerda oportunista dos interesses instalados liderada pelo PS…. Finalmente, parece que se vai inverter o ciclo que desde Sócrates condenou a escola publica a um gueto pedagógico, onde o faz de conta, a propaganda, o facilitismo, o clientelismo e o enorme aumento de despesa com interesses paralelos à escola, constituíram a realidade. Ainda falta fazer muito é certo…Por exemplo, ao nível da indisciplina que é brutal nas escolas e sistematicamente negligenciada pelos diretores é preciso fazer algo. A indisciplina é o principal problema que afeta a escola publica e prejudica os alunos que realmente querem aprender e ter sucesso. A indisciplina dos alunos é o cancro da escola publica. Também o ambiente entre professores tem de ser melhorado, foi completamente minado pela avaliação injusta que apenas promove subserviências, rivalidades e mal estar. As escola tem de ser avaliadas no seu todo coletivo. A escola publica bateu no fundo e embora esteja a marcar a diferença, este ministério da educação ainda tem muito trabalho pela frente…
👍🏻👏🏼
A deriva continua, não terminou. Basta ver o que está planeado em termos de avaliação externa.
Ora aqui está um professor/a que sabe pensar. E que sabe que a avaliação das escolas não pode ser feita através da avaliação miserável dos professores . Modelo que minou o clima de escola até ao assédio moral. E deu cabo da saúde mental de muitos profissionais de educação e das suas famílias. Ninguém fala disto!
Como bem diz, as escolas devem ser avaliadas no seu todo, e os professores e funcionários devem trabalhar colaborativamente . Em equipa.
Só assim as organizações escolares poderão ter qualidade.
O contrário disto é o que temos: a mediocridade e um clima infernal onde não apetece trabalhar.
Deram cabo das escolas portuguesas.
Seria bom se fizessem o mesmo com os exames nacionais do 3 ciclo. Os alunos precisam de escrever, á mão mesmo.
Vivemos uma época difícil. Do manual/ do analógico para o digital.Os princípios de século trazem sempre inovações tecnológicas e com elas crises sociais e culturais. Foi assim também do XIX para o XX .
Se nos lembrarmos, relativizamos o que está a acontecer.
Queremos que os miúdos escrevam à mão, aperfeiçoem a letra. Sabemos que faz bem ao cérebro, etc.
Mas na vida não o vao voltar a fazer. Tudo é já computorizado.
Mesmo , nós, profs, quando , em que situações, é que escrevemos à mão?
Raramente. Só quando assinamos.
Mesmo em alguns casos a assinatura já é digital.
Então para que queremos que os alunos escrevam à mão???
Temos que pensar na floresta digital e não na árvore – de lenha.
Penso que é importante escrever à mão antes de o fazer digitalmente. Da mesma maneira que é importante falar uma língua bem antes de tomar liberdades com ela. Ou de fazer cálculos matemáticos mentais (a começar por decorar a tabuada, pois claro) antes de usar a calculadora. Etc.