… para o processo de classificação dos exames de Português e Matemática dos 1º e 2º Ciclos.
No entanto compete aos directores dos agrupamentos assegurar a continuidade das actividades dos alunos nos períodos dessas dispensas.
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2 comentários
Sem discutir a justeza (pequena) da dispensa mas as suas consequências a par da sua fácil evitabilidade:
Seria bom que se esclarecesse a sociedade portuguesa (e não apenas os pais) do exacto significado de “… assegurar a continuidade das atividades dos alunos das turmas dos professores envolvidos, durante as dispensas concedidas.” (in Informação nº 11 do IAVE de 27-04-2015).
Não é só isto que deve ser esclarecido mas, no momento actual, também é isto que deve ser bem clarificado… É que a educação não interessa apenas aos pais e às escolas, ela DEVERIA interessar a toda a sociedade, tal como interessa a saúde, a justiça, a segurança,…
Os impostos dos portugueses deveriam servir a funcionalidade e a qualidade destes sistemas e não a incompetência e eventuais interesses alheios ao Serviço Público!!! Palavras como rigor, exigência e qualidade não podem ser vãs na boca e na avaliação dos decisores /governantes… ( que a estes não lhes interessando, em minha opinião, um povo educado e sabedor vão lançando uns “bitaites” que acharão, porventura, ser suficientes para calar um povo que deverão considerar estúpido)
E, falando-se em elevada qualidade da escola e elevada qualidade das aprendizagens… temos então que o, factual, significado daquela frase do IAVE:
– Estas crianças não vão ter a suas actividades lectivas regulares: Português, Matemática, Estudo do Meio, …, os do 4º ano deverão ser mesmo “ensalsichados”,…, (não é por acaso que, no acima transcrito da nota do IAVE, não se referem actividades lectivas mas e apenas actividades!) … em muitas circunstâncias mais não serão que “rebanhos” a cargos de “pastores” a quem incumbirá guardar e alimentar!!! Ora isto, quando no decurso do ano lectivo se anda a entreter, crianças para “calar” os pais, não é escola… nem pode ser aceite como solução!
Tal prejuízo nem se colocaria, desde logo e tão só, se os exames decorressem depois do encerramento das actividades lectivas (acabem-nas quando entenderem, não deverá ser difícil encontrar um calendário…)
É bom reforçar que estas situações (crianças/jovens sem aulas) já de si incompreensíveis tanto mais quanto originárias nos decisores, são cumulativas com outras, por exemplo:
– 5º e 6º anos sem uma semana de aulas;
– 7º,8º,9º, 10º, 11º, 12º , CEF, profissionais – sem aulas que os seus professores foram fazer vigilâncias destes exames;
– 7º, 8º, 9º anos sem aulas e/ou apoios (nomeadamente de inglês) por causa dos tais “PETezinhos” em que os professores de inglês foram mandados fazer formações, orais,… e docentes de outras disciplinas tiveram que vigiar estas provas escritas…
– erros e atrasos no início do ano na colocação de professores – logo alunos sem aulas…
-…
Isto é apenas uma pequena parte dos problemas que desde logo radica na insuficiência de recursos humanos – professores (para não falar de pessoal auxiliar e administrativo – que a este propósito não vem ao caso mas virá a propósito de muitas outras situações)
Não deixa de ser curioso a adaptação do texto da informação do IAVE (e dos seus princípios) à APRENDIZAGEM sendo que, e neste caso,… não há, infelizmente e ao que parece, preocupação que os atinja …
Vou tentar:
“O processo ….” DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM … “é uma tarefa que deve ser realizada cuidadosa e …” HARMONIOSAMENTE, “de forma a assegurar a elevada qualidade dos resultados…e a garantir o cumprimento…” DAS METAS E PROGRAMAS CURRICULARES. “Para que o trabalho dos professores… seja feito nas melhores condições, propõe-se que:
– trabalhem 50, 60 ou + horas por semana, gratuitamente (não será por acaso que a nota tenha a data de 27 de Abril e só agora tenha sido conhecida…) e garantindo, obviamente (que isto é como empilhar pratos) padrões de qualidade e de exigência, que as excelências tanto dizem defender)
(e, não se fala aqui dos muitos professores que asseguram secretariados de exames, vigilâncias de exames, reuniões para preparação disto e daquilo… em acumulação com o seu horário e trabalho de 40 horas ou daqueles a quem obrigam a faltar às suas aulas para fazer vigilâncias para depois pretenderem obrigá-los a repor, gratuitamente, as horas a que foram obrigados a faltar,…)
…
Questiono o horário das reuniões…os infantários e ATL fecham às 19 horas! Não poderiam as reuniões ser mais cedo?