Amanhã, Ministro reúne com Diretores em Coimbra

… para preparar o ano letivo 2023/2024, conforme já dei conta aqui.

Se muito for retirado do que se prevê que possa continuar para 2023/2024, quando regressar de férias verei o que fazer, porque o direito a férias é irrenunciável, de acordo com a lei vigente e já são muitos dias perdidos de anos anteriores.

 

Ministro reúne com Diretores em Coimbra

 

Preparação atrasada do ano letivo e inexistência de medidas imprescindíveis comprometem 2023/24

O Ministro da Educação desloca-se amanhã a Coimbra para uma reunião com Diretores de escolas e de agrupamentos de escolas de todo o país. Esta reunião decorre numa altura em que as medidas e ações que venham a ser anunciadas já deveriam estar a decorrer.

Este atraso na preparação do ano letivo obrigará alguns professores a passarem o período de férias a trabalhar. Porém, este é também o momento em que existe um enorme atraso na saída dos resultados dos concursos, bem como do procedimento concursal da Mobilidade por Doença. As escolas não sabem, então, com o que contam.

No caso dos concursos, calcula-se que cerca de 50% das vagas para vinculação dinâmica não se preencham, o que poderá originar atraso na colocação dos professores necessários antes de 1 de setembro.

Por outro lado, para além da resistência do ME em alterar o desajustado e inumano regime de Mobilidade por Doença, há uma enorme passividade na resolução do grave problema da falta de professores: não serão medidas com alcance imediato, como a redução dos requisitos mínimos para a docência, que irão dar resposta a este problema.

Exige-se o que será determinante: a valorização da profissão, com a recomposição da carreira (contando o tempo de serviço e eliminando vagas e quotas), a eliminação da precariedade, a regularização dos horários de trabalho e melhoria de outras condições ou o rejuvenescimento da profissão. Lamenta-se que o ministro mantenha posição fechada quanto à discussão e assinatura de um protocolo negocial para a legislatura.

Amanhã, em Coimbra, dirigentes e delegados sindicais, bem como diversos ativistas marcarão presença num protesto que será também de exigência de resolução destes e de outros problemas. Os professores confrontarão o ministro e esperam que haja a disponibilidade negocial que até agora não existiu para atacar as dificuldades por que passam os professores e educadores.

 

Lisboa, 18 de julho de 2023

O Secretariado Nacional da FENPROF

 

 

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5 comentários

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    • Zuleikakaka on 18 de Julho de 2023 at 20:11
    • Responder

    Em Coimbra de manhã e em Santarém à tarde!

    • Alexandre on 18 de Julho de 2023 at 20:58
    • Responder

    !… & à noite na casa da Amália; isto anda tudo doido.

    • Antero on 18 de Julho de 2023 at 21:40
    • Responder

    A Fenprof também exige. Costuma ser vigorosa e intrépida no dizer.

    • Luís Miguel Cravo on 18 de Julho de 2023 at 22:32
    • Responder

    Incrível como os sindicatos nunca afloram, sequer, o anátema colocado no “Facilitismo”! Nunca! Do Stop à Fenprof, os sindicatos estão alinhadíssimos, na questão de uma escola pública exigente e com qualidade de topo. Aqui, o sr. João Costa e os sindicatos estão mano a mano…. Os sindicatos estão em negação, naturalmente.

  1. Catequese para comissários políticos.

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