Mais um Reparo do Presidente da República Na Promulgação do Novo Regime de Avaliação do Ensino Secundário

PR promulga com críticas novo regime de avaliação do ensino secundário

 

Marcelo Rebelo de Sousa lamenta a opção política do Governo de reduzir o número de exames nacionais obrigatórios para conclusão do ensino secundário. Contesta, em particular, o caso da matemática.

Presidente da República promulgou esta segunda-feira, com críticas, o novo regime de avaliação do ensino secundário, lamentando a opção política do Governo de reduzir o número de exames nacionais obrigatórios

Em causa está um decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros em 1 de junho. Marcelo Rebelo de Sousa contesta, em particular, o caso da matemática.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado refere que a redução do número de exames nacionais obrigatórios “permitirá a conclusão do ensino secundário nos cursos de ciências e tecnologia e ciências socioeconómicas sem a realização do exame nacional de matemática”.

“Alteração que não decorre da realização de estudo independente conhecido, nem de mais aprofundada discussão pública, nem sequer da consulta das associações nacionais de matemática”, acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa, para quem esta mudança “poderá contribuir para o enfraquecimento do sistema nacional de avaliação da qualidade das aprendizagens”.

O Presidente da República promulgou, ainda assim, este diploma, “considerando, por outro lado, que tal exame de matemática continuará, no entanto, a ser obrigatório para quem queira aceder ao ensino superior, em áreas em que seja imprescindível”.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros de 1 de junho, este decreto-lei “altera o currículo dos ensinos básico e secundário e os princípios orientadores da avaliação das aprendizagens, assim como o regime jurídico da educação inclusiva”.

“Altera-se o elenco obrigatório de exames finais nacionais, estabelecendo-se que todos os alunos realizam três exames nacionais como forma de reforço da centralidade da avaliação interna e contínua. O exame de Português mantém-se obrigatório para todos, devendo cada aluno realizar dois outros exames por si escolhidos em função do percurso individual traçado e das suas escolhas para efeitos de prosseguimento de estudos”, lê-se no comunicado.

Em conferência de imprensa, no fim desta reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Educação, João Costa, disse que “a classificação final média dos alunos passará a ser calculada com base na nota interna de cada disciplina e das notas a três exames, um dos quais a português e os restantes a uma disciplina à escolha do aluno”.

“Introduzimos um fator de ponderação em que as disciplinas trienais pontuam três vezes, as bienais pontuam duas vezes e as anuais pontuam uma vez”, adiantou o ministro.

Segundo João Costa, “a medida reverterá alguns comportamentos inflacionistas de notas associadas a estas disciplinas anuais”.

As regras aprovadas entrarão em vigor a partir do próximo ano letivo, de forma progressiva.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/07/mais-um-reparo-do-presidente-da-republica-na-promulgacao-do-novo-regime-de-avaliacao-do-ensino-secundario/

5 comentários

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    • Emílio on 17 de Julho de 2023 at 14:23
    • Responder

    Até se riem dos reparos do avozinho.

    • Já se esperava on 17 de Julho de 2023 at 21:08
    • Responder

    O tira-selfies, conhecido como o Judas de Belém, que tem um “gancho” como PR, critica, critica, tem reservas, não concorda, “sugere”, mas acaba sempre a promulgar o lixo que o Costa lhe dá para assinar. Mais valia que rastejasse para baixo duma mesa e lá ficasse até ao fim do mandato: pelo menos não alimentava expetativas que acabam por ser sempre defraudadas…

    • sapinhoVerde on 18 de Julho de 2023 at 0:09
    • Responder

    Infelizmente, o facilitismo na escola sera o dificultismo na vida adulta, mas nessa altura, o desgoverno de agora estará defunto, e como os defuntos não podem ser julgados …. a culpa morrerá solteira.
    Infelizmente o grau de dificuldade é cada vez menor, e quando se iguala a dificuldade de um exame nacional em relação ao homólogo do ano anterior, sempre temos resultados inferiores.

      • Luís Miguel Cravo on 18 de Julho de 2023 at 13:11
      • Responder

      Comeu – me as palavras, caro Sapinho! Veja lá que os “profs” de “Pertuguês” até se congratularam com a melhoria dos resultados, agradecendo às escolhas múltiplas (vulgo, cruzinhas) os “bons” resultados! Os alunos não escrevem nem interpretam melhor….fazem cruzes com uma habilidade nunca vista….. Fantástico!

    • Rita Simões on 18 de Julho de 2023 at 9:34
    • Responder

    Não concorda e faz reparos…e promulga?? Este senhor terá as faculdades mentais para exercer este cargo?

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