Não Se Consegue Planear o Próximo Ano Letivo, Porque Não se Sabe o Crédito a Atribuir às Escolas

Já estamos quase em meados de Julho e há uma resposta que ainda ninguém sabe.

Qual o número de horas de crédito que vão ser atribuídos às escolas.

Se voltarmos ao número pré pandemia o número de horas de crédito serão 7 por turma, ou 10 por turma no caso das escolas TEIP.

Se os planos de recuperação forem prolongados (e ninguém sabe ao certo se vão ser e como vão ser prolongados) poderão ser 8 horas de crédito por turma, ou 11 horas nas escolas TEIP.

Ainda hoje em reunião com a DGAE, supostamente com esclarecimentos sobre a distribuição de serviço docente, foi por diversas vezes questionado sobre o número de horas a que as escolas teriam direito em 2023/2024.

Não existiu qualquer resposta a uma coisa tão simples como: são 7/8, ou são 10/11.

 

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2 comentários

  1. E os miúdos a precisarem tanto. No ano em que dei tutorias para me completarem o horário, muma TEIP, a miúdos completamente desacompanhados em casa, por diversos motivos, tive 95% de sucesso académico e melhoria efetiva no comportamento. Só não transitaram os que não compareceram.

  2. Bom dia.

    É o que temos.
    Um ME desorganizado e sem articulação entre as partes que o constituem, ou melhor, as muitas partes que o constituem.
    Um ME com muita legislação inovadora, mas sem plano para a sua implementação, à espera que as escolas façam para o próprio ME aprender como deveria ser feito (DL 54 e 55).
    Um ME que se autoproclama o grande defensor da inclusão, mas não coloca recursos humanos nas escolas essenciais à mesma, fazendo uma “inclusão do meio tostão”.
    Um ME fora da realidade das escolas e embrulhado na utopia que algumas escolas alimentam em a troca do sacrifício da vida pessoal do seu corpo docente ou simplesmente de documentos atestadores de práticas inexistentes.
    Um ME que dá informações contraditórias para a mesma situação, dependendo do organismo que se consulta ou, por vezes, proveniente, de um mesmo organismo (Ex: DGAE).
    Um ME que mantém organismos esvaziados de informação e/ou competências que em pouco ou nada podem ajudar as escolas da sua área (Ex: DGEstE).
    Um ME que necessita de um enorme número de professores e não foi capaz de planear a sua fixação na carreira, desperdiçando imensos recursos formados com os nossos impostos e agora, numa situação limite, abre as portas a quem não formou para o efeito.
    E espantam-se vocês do ME, nesta altura do ano, ainda não saber o crédito horário para a organização de 2023/2024?.
    Afinal o que é que este ME sabe.

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