É a plataforma do recenseamento e do Portal das Matrículas que deixam qualquer um desesperado, e de ambas já fui dando conta aqui e aqui.
Portal das Matrículas com erro. Alunos que passaram para o 5.º ano não conseguem matricular-se e Governo vai alargar o prazo
De acordo com o IGeFE, os problemas no Portal das Matrículas estão resolvidos. Ministério da Educação alarga prazo para compensar o tempo em que a plataforma não funcionou.
O Portal das Matrículas já está a funcionar dentro da normalidade, garante o Ministério da Educação. “De acordo com o IGeFE — Instituto de Gestão Financeira da Educação, os problemas estão resolvidos e os encarregados de educação já conseguem efetuar matrículas”, avançou o gabinete do ministro João Costa ao Observador.
Os problemas começaram logo na quinta-feira, primeiro dia para inscrever os alunos que transitaram para o 5.º ano de escolaridade. O prazo é curto — apenas quatro dias que terminavam na segunda-feira, dia 10 — e, com o passar das horas, cada vez mais pais chegavam à mesma conclusão: o Portal das Matrículas, onde é obrigatório fazer a inscrição de quem passa do 1.º para o 2.º ciclo não funciona. A pergunta — “Alguém está a ter problemas no Portal das Matrículas?” — espalhou-se pelas redes sociais e pelos grupos de Whatsapp de pais.
Ao final da manhã de sexta-feira, o Ministério da Educação, contactado pelo Observador, afirmou que se verificavam dificuldades pontuais que estavam a ser resolvidas, e, para garantir que nenhuma criança fica por matricular por causa dos problemas informáticos, foi decidido estender o prazo das matrículas. No entanto, para já, o gabinete do ministro João Costa não detalhou quantos dias mais será dado aos encarregados de educação para fazer as inscrições.
“Assim que houver garantias sobre a resolução do problema por parte da empresa informática, serão indicados os novos prazos para compensação do tempo em que o Portal esteve inoperacional”, explicou a tutela ao Observador.

Erros de Norte a Sul do país
O desespero dos pais surge por todo o lado. Numa pesquisa ao Facebook, encontram-se queixas um pouco por todo o lado, como, por exemplo, em diversos agrupamentos de Lisboa, em grupos de Aveiro ou de Moita do Ribatejo e até em grupos de mães, como é o caso do Grupo de Mães Brasileiras em Portugal.
A queixa é sempre a mesma. Quando chega a altura de escolher as cinco escolas onde se quer matricular o aluno, depois de escolher a opção da modalidade de ensino — neste caso, Ensino Básico Geral — não é possível escolher o ciclo ou o ano em que a criança deveria ser inscrita. Sem esses dados, que são de preenchimento obrigatório, o sistema não permite ao encarregado de educação continuar a matrícula. E a matrícula fica por fazer.

No entanto, se em vez de Ensino Básico Geral a escolha for de Ensino Articulado (por exemplo, ensino artístico especializado) a plataforma funciona sem erro. Nestes casos, o Portal das Matrículas assume que a passagem é para o 2.º ciclo e para o 5.º ano, aparecendo os campos pré-preenchidos, como deveria acontecer em todas as outras matrículas.




1 comentário
O novo riquismo tem destas coisas…. É só ridículo.