A colega está desesperada como muitos de nós! Após trinta anos de carreira temos que tratar as pessoas com dignidade. Com a rescisão, os professores ficam a perder financeiramente e mesmo assim não nos deixam sair!
Fica um retrato das escolas portuguesas como estando cheias de professores deprimidos a precisar baixa médica e que só pensam em abandonar a profissão.
E depois queixem-se da opinião pública sobre os docentes.
Também é triste o desrespeito de “colegas” como Arod. É uma questão de tempo? O prazo inicial era 28 de Fevereiro! Tiveram mais que tempo de resolver a questão! Para alguns de nós, o ensino é um martírio e passar lá mais uma semana é uma perda de tempo. Com “colegas” como Arod, percebe-se porquê. Eu sinceramente estou farto de aturar putos malcriados, mas também estou farto de gente estúpida que tem a mania que é psicóloga e que julga os outros com leviandade. Farto de vos aturar a todos.
Olha outro… muito vos preocupa a “imagem” e a “opinião pública”… soubessem as pessoas o que está para além da “imagem” dos professores que estão de bem com a profissão… podiam descobrir que amiúde são precisamente os mais calões os que andam bem dispostos… os que passam a vida a lmaber as botas de herr direktor e a sacr umas reduções disto e daquilo e uns cargos manhosos…
Na “classe” docente há muita gente que tem a mania que é “ariana” e mais pura que os outros. Mania que julgam os outros…
Não percebo o comentário do João. Deve viver e trabalhar noutra realidade. Sou contratada há 13 anos e já passei por imensas escolas deste país, deste o ribatejo ao norte, do litoral ao interior e, infelizmente, o que mais vejo são colegas “passados”, sem sanidade mental. Uns mais do que outros, mas muitos, e em todas as escolas. Cheguei ao cúmulo de ver um colega em pijama, na sala de professores, sentar-se, tirar os chinelos e colocar os pés em cima da mesa. Surreal, não? Mas é verdade. Não lhe atribuíam componente letiva mas andava ali a fazer aquelas figuras, e a “destruir” os computadores, coitado. E há muitos outros casos que já vi, e que não vi. Quantos de nós já presenciaram os diretores das escolas a dizer “não posso atribuir a D.T. àquele colega, tb não lhe posso atribuir esta turma, nem isto nem aquilo, senão os pais vêm reclamar”. Porquê? Porque são colegas que já têm “fracas capacidades” e que andam ali a degradar-se. E as juntas médicas acham que estão ótimos para dar aulas. E ninguém faz nada.
Já dei por mim a pensar “eu não quero ficar assim, porra”.
É triste mas é verdade. A nossa profissão é muito desgastante, principalmente em algumas escolas onde há selvagens no lugar de alunos.
Já pensou que a maioria fizeram o pedido antes do final de Fevereiro e ainda não sabem de nada. Não acha que é tempo demais para dizerem um sim ou não.
Pedir a rescisão não foi de certeza para a maioria um acto irreflectido, pois quem sair tem que pensar se os euros lhe vão chegar até atingir a idade da reforma.
Muitos terão que refazer a sua vida com outros meios de ganhar dinheiro. Sei de colegas que se a decisão tivesse saído atempadamente tinham já garantias de outro emprego no privado que não necessariamente no ensino.
Como a decisão tarda, tiveram que desistir do emprego e claro da rescisão.
Sei de uma colega que até já matriculou os filhos noutra localidade pensando que se iria embora e agora quando começarem as aulas que fará? voltam e depois vão outra vez?
Compreendo a ansiedade e o estado da colega que está a fazer a greve, o meu apoio e solidariedade para ela.
Força, muita força e obrigado pela sua luta que é a de todos aqueles que esperam que os senhores que estão gozando as suas férias em total desrespeito para com os 3600 professores se dignem dizer sim ou não.
É só uma questão de tempo!………..RÍDÍCULO
Pois fique sabendo colega Arod que eu durante vinte anos fui sempre cumpridora dos meus deveres e horários, pois caso não cumprisse era penalizada. Já que exigem bastante dos professores também devemos exigir também deles obrigações no cumprimento de prazo estabelecidos.
Estou solidária com a professora que reclama dos seus direitos. Há muitos que criticam determinadas atitudes dos professores pela seguinte razão, não passam o mesmo que muitos professores, obtiveram um horário para estarem apenas algumas horas na biblioteca.
15 comentários
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Também não era preciso exagerar no drama… É só uma questão de tempo!
A colega está desesperada como muitos de nós! Após trinta anos de carreira temos que tratar as pessoas com dignidade. Com a rescisão, os professores ficam a perder financeiramente e mesmo assim não nos deixam sair!
Trata-se apenas de uma demora burocrática e não de impedir a saída!
Parece que está bem informada…
Uma demora burocrática desde fevereiro????6 meses de demora burocrática???? E acha normal?
nº de graduação 24 do CEE, do Grupo de Geografia também tem tido sempre contratos anuais e completos.
comentário para o post anterior… sorry…
As declarações desta senhora para a RTP são extraordinárias:
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=761047&tm=8&layout=122&visual=61
Fica um retrato das escolas portuguesas como estando cheias de professores deprimidos a precisar baixa médica e que só pensam em abandonar a profissão.
E depois queixem-se da opinião pública sobre os docentes.
Também é triste o desrespeito de “colegas” como Arod. É uma questão de tempo? O prazo inicial era 28 de Fevereiro! Tiveram mais que tempo de resolver a questão! Para alguns de nós, o ensino é um martírio e passar lá mais uma semana é uma perda de tempo. Com “colegas” como Arod, percebe-se porquê. Eu sinceramente estou farto de aturar putos malcriados, mas também estou farto de gente estúpida que tem a mania que é psicóloga e que julga os outros com leviandade. Farto de vos aturar a todos.
Olha outro… muito vos preocupa a “imagem” e a “opinião pública”… soubessem as pessoas o que está para além da “imagem” dos professores que estão de bem com a profissão… podiam descobrir que amiúde são precisamente os mais calões os que andam bem dispostos… os que passam a vida a lmaber as botas de herr direktor e a sacr umas reduções disto e daquilo e uns cargos manhosos…
Na “classe” docente há muita gente que tem a mania que é “ariana” e mais pura que os outros. Mania que julgam os outros…
Esta atitude não dignifica a nossa profissão. Esta é a minha opinião.
Não percebo o comentário do João. Deve viver e trabalhar noutra realidade. Sou contratada há 13 anos e já passei por imensas escolas deste país, deste o ribatejo ao norte, do litoral ao interior e, infelizmente, o que mais vejo são colegas “passados”, sem sanidade mental. Uns mais do que outros, mas muitos, e em todas as escolas. Cheguei ao cúmulo de ver um colega em pijama, na sala de professores, sentar-se, tirar os chinelos e colocar os pés em cima da mesa. Surreal, não? Mas é verdade. Não lhe atribuíam componente letiva mas andava ali a fazer aquelas figuras, e a “destruir” os computadores, coitado. E há muitos outros casos que já vi, e que não vi. Quantos de nós já presenciaram os diretores das escolas a dizer “não posso atribuir a D.T. àquele colega, tb não lhe posso atribuir esta turma, nem isto nem aquilo, senão os pais vêm reclamar”. Porquê? Porque são colegas que já têm “fracas capacidades” e que andam ali a degradar-se. E as juntas médicas acham que estão ótimos para dar aulas. E ninguém faz nada.
Já dei por mim a pensar “eu não quero ficar assim, porra”.
É triste mas é verdade. A nossa profissão é muito desgastante, principalmente em algumas escolas onde há selvagens no lugar de alunos.
O colega Arod diz que é só uma questão de tempo?
Já pensou que a maioria fizeram o pedido antes do final de Fevereiro e ainda não sabem de nada. Não acha que é tempo demais para dizerem um sim ou não.
Pedir a rescisão não foi de certeza para a maioria um acto irreflectido, pois quem sair tem que pensar se os euros lhe vão chegar até atingir a idade da reforma.
Muitos terão que refazer a sua vida com outros meios de ganhar dinheiro. Sei de colegas que se a decisão tivesse saído atempadamente tinham já garantias de outro emprego no privado que não necessariamente no ensino.
Como a decisão tarda, tiveram que desistir do emprego e claro da rescisão.
Sei de uma colega que até já matriculou os filhos noutra localidade pensando que se iria embora e agora quando começarem as aulas que fará? voltam e depois vão outra vez?
Compreendo a ansiedade e o estado da colega que está a fazer a greve, o meu apoio e solidariedade para ela.
Força, muita força e obrigado pela sua luta que é a de todos aqueles que esperam que os senhores que estão gozando as suas férias em total desrespeito para com os 3600 professores se dignem dizer sim ou não.
É só uma questão de tempo!………..RÍDÍCULO
Pois fique sabendo colega Arod que eu durante vinte anos fui sempre cumpridora dos meus deveres e horários, pois caso não cumprisse era penalizada. Já que exigem bastante dos professores também devemos exigir também deles obrigações no cumprimento de prazo estabelecidos.
Estou solidária com a professora que reclama dos seus direitos. Há muitos que criticam determinadas atitudes dos professores pela seguinte razão, não passam o mesmo que muitos professores, obtiveram um horário para estarem apenas algumas horas na biblioteca.
Alguém sabe dar noticias sobre a luta desta colega?
Estou bastante longe de Lisboa …