É que realmente o ministro tinha razão em aplica-la.
Todos sabemos em que condições a PACC de dia 18 de Dezembro de 2013 e de 22 de Julho 2014 foi feita e estou certo que o ambiente vivido nas escolas nesses dias não foi o adequado para que os resultados fossem melhores.
Também não vai passar para a comunicação social que uma pequena parte dos não aprovados entregou a prova em branco como forma de protesto.
Para a história vai ficar que 15% dos professores não conseguiram realizar uma prova que estava acessível a alunos do ensino secundário (como tanto quiseram demonstrar na comunicação social).
E a estratégia que foi seguida só veio legitimar a PACC para o futuro. E isso sabem a quem podem agradecer.
Correio da Manhã (05-08-2014)





51 comentários
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Há gente que não vale nada. Numa das escolas da cidade onde vivo realizou-se em dezembro a PACC. O que vi no portão de entrada dessa escola é algo que me faz revoltar profundamente. “Pretensos” colegas, miúdos e miúdas com 22-24 anos de idade, acabadinhos de sair da sua formação universitária e politécnica de excelência, a chamarem de “putas”, “vacas” e outra adjetivação edificante todas as colegas que de consciência mais ou menos tranquilo se iam submeter à dita prova.
É óbvio que o prof. Nuno Crato sai vencedor desta contenda. Pelas imagens que variadíssimas vezes passaram na televisão ficou provado que há elementos que se dizem docentes mas que nem para experiências científicas servem. Os resultados da PACC são maus. A prova era facílima e mesmo assim houve 15% de reprovações. As condições nas escolas não eram as ideais? Agradeçam aos esforço abnegado de colegas escroques que só servem para bater em tachos e panelas. Obviamente gente que está na profissão errada, o seu lugar é na cozinha.
Se e quando se realizar a dita prova específica as reprovações serão em número exponencial, e fica provado que a formação inicial de professores é, desde há 10-15 anos, desde que o socialismo e os lacaios de esquerda tomaram conta da educação, simplesmente risível.
Parafraseando o Vasco Pulido Valente quase que me apetece dizer que o ensino já não tem solução, já há “ignorantes a formar outros ignorantes”. Por alguma razão a classe média e média alta está a fugir a sete pés da escola pública, e a encher os colégios privados, mesmo quando estes não passam de uma enganadora ilusão.
Maria do Campo, campónia por natureza, sem unhas de gel por que de nada servem para esgaravatar na terra.
Bem me parecia que com na defesa dos seus ideólogos de direita, a colega do Campo só poderia vir dizer bem de algo que lhe apraz por ser apoiado pelo pior ministro da (des)educação de SEMPRE! Ridículo o seu texto quando tenta generalizar o que não o é, mas já vamos estando habituados a que uma determinada ala ideológica que se apoderou do poder para destruir o país (basta ver-se o que se passa com a educação) queria fazer passar todos por tolos! Ganhe juízo…
Não foi generalizado mas foi suficientemente mau para quem estava a passar pensar que aquilo não são professores, são uma bosta qualquer.
#1
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“Maria!, “Maria” o calor tem-na(o) afetada muito ultimamente, não tem?… Tadita(o)!…
#1
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Sabes, nem tudo o que é demoCrato é bom…
Faço parte da lista dos inscritos e convocados para realizar a 2ªchamada da PACC na EB2,3 D. Afonso Henriques – Guimarães. A prova não se realizou, apesar das várias tentativas da direção da escola (mudança de sala, concentração dos inscritos e os 3 vigilantes na cantina, nova mudança de local, oferta de bolachas e água…). Decorridas duas horas após o início previsto, a diretora informou que não se iria realizar a prova, e todos receberam uma declaração de presença.
Esta situação será equiparada à não aprovação, consequentemente inibição de concorrer?
quando se realizar a prova específica as reprovações não poderão ser “em número exponencial”, porque só se terão realizados 2 exames. E 2 pontos apenas definem uma recta (lá vai mais um erro ortográfico!!!)
Só seria uma reta se com duas provas tivesses 30% de reprovações. Se tiveres mais de 30% não define uma reta. Essa matemática está do caraças.
Embora a utilização de uma reta aqui não tenha qualquer lógica, a sua justificação menos lógica ainda tem! Se quer falar de matemática, estude bem 1o. Acho não teria muito sucesso na dita prova com esse raciocínio….
claro que falar em recta tem lógica, por recta estou a referir uma função linear, em oposição à função exponencial de que a Maria falou. Não consigo explicar melhor porque não me é claro qual a sua objecção em relação às funções lineares.
Peço desculpa Maria, mas está enganada. A sra está assumir que a recta tem de passar pelo ponto (0, 0), ou seja y=m*x, mas uma recta define-se por y=m*x+b. Seja qual for a matemática, 2 pontos definem sempre um recta.
Obviamente não estou a dizer que os resultados seriam lineares, estou a dizer que não pode concluir que seriam uma função exponencial (por que não assume que a função seria quadrática ou logarítmica?).
Numa coisa está correcta, a minha matemática não é grande coisa 🙂
E a questão do Acordo (AO90)? Eu teria chumbado certamente…
Enfim. Por mero acaso a grande maioria de nós tem sido «espetador» involuntário deste big brother educacional.
Faltará pouco para inventarem algo ainda mais deprimente? Algo mais bizarro aplicável à maioria da classe docente?
Quanto às «negativas»… o governo pensará encerrar os departamentos que permitiram tais «produtos finais»? – isto é ironia, para esclarecer quem ache esta interrogativa plausível
A imagem da PACC e o habitual aproveitamento mediático:
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-08-05-mais-de-60-dos-professores-deram-erros-ortograficos-na-prova-de-avaliacao
O triste é que continuamos a não ter como rebater as ideias feitas acerca dos professores…
Como habitualmente, sobre futebol e professores todo e qualquer português se sente habilitado a opinar…
Muita gente deve ter feito “greve” em plena prova…
O que se prova com esta prova, afinal?
No mesmo dia em que ficámos a saber que as negativas voltam a dominar as notas da 2.ª fase dos exames do secundário, foram divulgados os resultados da famigerada a PACC, a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades imposta aos professores, apesar dos muitos protestos que entre eles gerou. Foram aprovados 85,6% e reprovados 14,4%. O ministério, adorador de números, exultou. “Os resultados agora conhecidos permitem verificar a importância de uma avaliação como esta”, disse Nuno Crato, elogiando “o domínio de capacidades básicas, tais como o raciocínio lógico e a capacidade de comunicação em língua portuguesa”. Mas isso é, por si, garantia de bons professores? O que se prova com esta prova, afinal? Que estamos, enfim, a seleccionar como deve ser? Ou que estamos a perder tempo sem conseguir distinguir um bom professor (coisa que exige trabalho nas escolas, e sério) de um satisfatório preenchedor de formulários?
Direção Editorial
In: Público
Parabéns para FNE!
Que muito contribuiu para a realização desta prova.
Carlos
Esta é a imagem que o ‘nosso’ deseja passar dos seus professores. Assim criou mais um álibi para as suas estratégias de implementação de uma avaliação, que a meu ver nada leva à melhoria do ensino e só penaliza os mais novos, como também a classe que ele devia representar. Como ministro da educação devia ser o primeiro a assumir que tem falhado. Mas não! Um líder, ou um comandante deve assumir o barco!!! Em relação à forma como alguns colegas nossos realizaram a prova, muito se deve à forma como está a nossa política. Manifestações ‘barulhentas’ sem o mínimo respeito por aqueles que têm que trabalhar ou realizar a prova, porque acreditam e querem poder exercer a profissão. A meu ver, se este tipo de avaliação for em frente…deveria ser aplicada a todos os professores e não só aos que estão na cauda (ou mais frágeis). Mas o que fazer com os resultados? Irá melhorar o ensino, nas salas de aulas? O resultado dos alunos será melhor? Quando sou avaliado, como qualquer outro ser humano, que pretenda ter bons resultados, aplico-me e parte do meu tempo será dispendido no treino ou no estudo. Se estiver a dar aulas, irei gastar o meu tempo a preparar essas mesmo ou estarei a preparar-me para o exame? Serei egoísta se pensar em mim e depois nos meus alunos? Atenção à sociedade que queremos criar!!!
Atenção ao seguinte. Quem corrigiu as provas do dia 22 ( pelo menos a segunda parte) ?
Isto porque tem-se verificado que muitos professores (Aprovados e não aprovados) apenas obtiveram a classificação referente a primeira parte.
Olá Arlindo!
Já agora qual foi o jornal onde saiu este artigo sobre o “javali”?
Obrigado desde já
Um abraço
“E a estratégia que foi seguida só veio legitimar a PACC para o futuro. E isso sabem a quem podem agradecer.”
Sim. A FNE.
E sobretudo aos que se inscreveram e a fizeram…
Qual a revista/jornal onde saiu?
” E isso sabem a quem podem agradecer.” – claro que sabemos: à FNE que se vendeu por 30 dinheiros. Não fora a FNE entregar o ouro ao bandido, ele já tinha caido e com ele este desgoverno. Mas os amigos são para as ocasiões, pois são?
E se mais provas fossem necessárias, é ver a FNE já de cócoras, à espera dos caídos, relativamente à municippalização do ensino.
O que vai acontecer aos que estiveram na escola EB2,3 D. Afonso Henriques – Guimarães, onde não se realizou a prova?
Fuga em frente: Exigir ao ministro a consequência óbvia:
fechar as faculdades que apesar de uns 60 ou mais exames e mais um anos de estágio permitiram, contudo, a formação de professores «negativos»
Sem usar de truques de argumentação política: só vejo uma solução: empurrar esta «Prova Nacional» para o pré-estágio…
nota curiosa: ao reler o meu comentário dei de caras com uns erros… chumbo directo !
Já sabemos a quem podemos agradecer… A ti (Arlindo) e à FNE!!! OBRIGADO!!!!
A imagem que passa é triste e, já de algum tempo a esta parte, sinto vergonha de ser professora. Nunca pensei ver na abertura dos jornais em prime time professores com tachos na mão a fazerem barulho como se fossem arruaceiros da pior espécie, outros a serem arrastados pela polícia, outros a insultarem os colegas… E a saber-se agora que mais de metade dá erros ortográficos de palmatória… Infelizmente, a opinião pública toma o todo pela parte.
Lamento dizê-lo colegas, mas não podemos ser uma “classe” se muitos de nós não sabem estar e não têm classe nenhuma.
Quando a nascente é turva a água que acarreta será negra…Maria, certamente, deve ficar é com vergonha do ME que representa. Pois palavras dessas são de quem quer quer separar o trigo do joio… e mais lhe digo…pena sermos pacíficos porque se fossemos doutra casta ou personalidade haveria mortes e linchamentos e seriam então muitas Marias a serem sodomizadas…
A Maria tem toda a razão e o “Cigano” se não está contente vá trabalhar para o particular ou crie o seu próprio emprego.
“Cigano…”, tenho sim vergonha das políticas de banalização absoluta da educação enquanto valor e estádio de preparação para o mundo do trabalho. Dou-lhe razão quando se refere à desunião e passividade, mas não creio que dar espetáculo publicamente abone em nosso favor. Há anos que defendo uma greve que duraria o tempo que fosse necessário (e não seria preciso muito), mas creio que encontrei, até hoje, muito pouca gente disposta a isso por questões monetárias…
Acalme-se, ponha a cabeça no lugar e verá que tenho razão.
PSD … PSD … viva
O Arlindo pôs aqui há pouco a lista dos escolhidos da FNE que, ano após ano (alguns há duas décadas e mais!!!), vão sendo destacados pelos seus sindicatos SPZN, SPZC (e outros “sindicatos” da sua federação que não existem em termos reais do seu número de sócios… mas existem no papel e através dos seus dirigentes). Conheço muitos destes “abnegados” dirigentes a tempo inteiro que seriam os primeiros a chumbar nesta prova. Muitos… nem para professores servem… enfim… é o país que temos!
A prova prova que todos os professores formam formados pelas mesmas instituições logo todos teriam de fazer a prova. Uma QUESTÃO ELEMENTAR que ninguém OBRIGOU O CRATO A RESPONDER À COMUNICAÇÃO SOCIAL
Concordo e é «Elementar» (elementar a 5 de Agosto de 2014 em 22:48)
Esta Prova, não sendo parte final do processo de formação docente irá suscitar, sempre, paradoxos. Por ora temos 2:
1ª Pardoxo: o governo fica agora na posição de encerrar os departamentos que permitiram chegar às escolas «produtos finais» incapazes de obtar satisfaz numa Prova acessível a alunos do secundário
2º Paroxo: Se tais departamentos fizeram «asneira» e considerando que não haverá problemas de genética no grupo etário reprovado, presume-se, então, que restantes docentes oriundos desses centros de formação precisam ser sujeitos a «Provas de Controle de Qualidade»…
Qual a notafinal obtida na licenciatura e em que Instituição ? o grupo dos que não obteve positiva na prova deveria esclarecer os portugueses.
Mas qual o motivo das instituições superiores entrarem ao barulho? Não entendo…estas instituições não ensinam nem formam neste tipo de conteúdos (da prova). Porque não questionar as escolas, os professores de português, de matemática…se calhar estes sim têm alguma culpa no cartório. Colega, acorde para a vida.
Mas qual o motivo das instituições superiores entrarem ao barulho? Não entendo…estas instituições não ensinam nem formam neste tipo de conteúdos (da prova). Porque não questionar as escolas, os professores de português, de matemática…se calhar estes sim têm alguma culpa no cartório. Colega, acorde para a vida.
Colega qual a sua sugestão para fazer frente a esta prova?
Como vão os professores justificar os 15% de reprovações e os 66% de erros ortográficos?
Já não basta dizer que a PAC é uma inutilidade.
A opinião pública anda a enxovalhar os professores e o crato virou herói…
E o colega já parou para pensar em que consistem esses 15% de reprovações? Mas então dos 66% que deram erros ortográficos estão também os que foram aprovados…!!!!
Colega a opinião pública não quer saber se estavam nervosos, se foi do barulho ou se a prova era difícil. Querem sangue.
Mas foram os professores de português e de matemática que ensinaram (ou deviam ter ensinado) os colegas?? “Colega, acorde para a vida” também! A formação de cada um foi (ou não foi) obtida, em primeira instância, nas “instituições superiores” que, por isso, podem agora vir “ao barulho”. Mas, claro, decorre igualmente das competências pessoais de cada um e do esforço que cada um faz para superar as suas dificuldades ou limitações. Querer fazer agora, à falta de melhor argumento, porque já foram tentadas todas as restantes justificações extrínsecas para as falhas dos docentes, dos professores de português e matemática os bodes expiatórios da situação é que revela um entendimento muito limitado (para além de insustentado e provavelmente oportunista) dos resultados desta prova.
Arlindo, faça uma estatística sobre a opinião dos professores sobre a existencia (ou não) desta prova. 🙂
É uma vergonha que alguns professores não reconheçam a inutilidade desta prova… acham que se não houvesse professores a mais esta prova se realizava? Há professores que se julgam os melhores do mundo mas não têm consciência do que são…são sempre melhores que os outros mas no fim, são os que menos fazem e os que pior ensinam. Mandem fazer a prova a todos os políticos e vereis, se não haverá reprovações, erros ortográficos e muito mais!!!
A realização da prova deu várias vitórias ao Crato, a saber:
1º- Conseguiu que a prova se realizasse.
Culpa: dos professores que a fizeram;
2º- Conseguiu humilhar os professores, que desde a publicação dos resultados, com 1500 que reprovaram, têm sido notícia.
Culpa: dos professores que a fizeram;
3º- Conseguiu denegrir, ainda mais, a imagem dos professores junto da opinião pública, devido aos desacatos que se verificaram aquando da realização da mesma.
Culpa: dos professores que a fizeram.
Quando se baixam as calças perante ditadores como Crato, o resultado é sempre este.
Se fosse uma classe com “eles” no lugar, ninguém teria feito a prova, o Crato teria saído derrotado e a dita teria caído por si só.
Nem mais!!
É isso aí!! (como dizem os brasileiros!!).
Caro Zaratrusta.
Culpar a vítima não é melhor explicação.
Os condenados que entram no campo de concentração são culpados por o fazerem?
A quem foi sujeito à humilhação de sentar-se para receber um Prova das mãos de um colega de trabalho (e aqui na cidade onde vivo isso aconteceu com uma colega que há uns 10 anos obtem horários parciais…) ainda vou exigir que seja valente e, não fazendo a Prova, fique no desemprego?
A vítima tem culpa?
Neste caso concordo com o colega Zaratrusca. Quantos, dos que a fizeram vão ser efetivamente colocados? Poucos ou nenhuns, por isso os que a fizeram foram carrascos de si mesmos e tinham uito pouco a perder. Não a tivessem feito e ela cairia por si, niguém seria afetado. Fizeram-na e abriram as portas para que ela seja definitiva. Falta, na nossa geração, espírito de sacrificio e falta de massa crítica, não duvidem! E sim, os colegas efetivos poderiam ter sido, em alguns casos, mais solidários com a nossa causa, mas a luta era nossa e cabia-nos a nós ter lutado mais e não esperar que outros lutassem em nosso lugar! Colega contratada com 4 anos de tempo de serviço, mas que lecciona há 7 anos e que se recusou a fazer a prova!!!
A culpa é dos professores que fizeram?? Sinceramente!! Humilharam-se ao fazer a prova?? Quanto a mim Humilharam-se foi com as figuras de palhaços que fizeram passar na televisão perante tudo o país, sobretudo alunos e encarregados de educação. Mas não sei para quê tanto alarido com a prova quando a preocupação deveriam ser as colocações. Não perceberam ainda que quem foi fazer a prova não teve nem vai ter mais colocação?? Nem seis ou sete anos de serviço vão safar quanto mais menos de cinco!..
Conhecem alguém que esteve na escola EB2,3 D. Afonso Henriques – Guimarães, onde não se realizou a 2ª chamada da PACC?