A conclusão consta de um relatório da Deloitte, que prestou apoio técnico ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) no processo de classificação digital dos exames nacionais, na sequência das primeiras falhas identificadas durante a 1.ª fase.
No documento, divulgado esta terça-feira pelo Ministério da Educação, a consultora confirma que os principais constrangimentos tiveram origem no sistema de leitura dos códigos QR, mas revela que o sistema de identificação automática das provas falhou a dobrar.
Segundo a Deloitte, perante as limitações na leitura dos códigos QR pela Plataforma de Classificação e Supervisão, os casos em que o código não era reconhecido pelo sistema eram corrigidos manualmente, mas para reduzir a necessidade de intervenção manual, foi introduzido um mecanismo alternativo.
Este mecanismo permitia ler o número convencional (que identifica cada prova, garantindo o anonimato) impresso sob o código QR, mas “apresentava níveis de reconhecimento substancialmente inferiores aos da leitura dos códigos QR“, lê-se no relatório.
Assim, a alternativa criada para os casos em que o sistema principal falhava aumentou o número de leituras incorretas e manteve a necessidade de correção manual.
“A solução acabou, assim, por introduzir erros adicionais na identificação e na consistência das provas, que se propagaram às fases seguintes de processamento, agregação e separação de perguntas, originando situações em que páginas de uma mesma prova apresentavam números convencionais distintos”, acrescenta a consultora.
Identificado o problema, o mecanismo foi descontinuado e as equipas do EduQA, com o apoio da Deloitte, desenvolveram um novo algoritmo de identificação e leitura dos códigos QR que, ainda durante a 1.ª fase, foi aplicado na releitura de todos os códigos já processados para identificar potenciais divergências e “apoiar o trabalho de reconciliação e correção da informação”.