O Princípio de Uma Avaliação Formativa ao Longo da Carreira

Na estrutura de carreira que preconizo considero que em cada um dos escalões seja feita uma avaliação externa formativa assente em alguns aspetos chave da função de professor. Um ou outro poderiam ser adaptados em função dos objetivos fundamentais associados a esta carreira.

Em qualquer dos casos para esta avaliação formativa o docente deveria ver reduzida para metade a sua componente letiva no ano em que a requeresse.

Em cada uma das situações o docente faria formação numa instituição de ensino superior ligada às áreas das ciências de educação.

No primeiro escalão o ano de avaliação externa formativa deveria incidir na prática pedagógica. Durante este ano o docente faria uma reflexão sobre a sua prática pedagógica e seria acompanhado em supervisão pedagógica em contexto de sala de aula.

No segundo escalão a avaliação externa formativa prepararia o docente para a gestão e a coordenação pedagógica. Seria a partir da aprovação desta avaliação externa formativa que o docente estaria apto para o exercício de cargos de gestão e coordenação nas escolas.

No terceiro escalão o docente estaria obrigado a uma avaliação externa formativa na área do relacionamento pessoal ou para atualização de conhecimentos científico, didático-pedagógicos.

O quarto escalão deveria preparar os professores na carreira para que pudessem no escalão seguinte ser transmissores de conhecimentos pedagógicos e experiência profissional aos docentes em estágios pedagógicos.

Numa carreira estruturada desta forma as necessidades de formação inicial de professores deveria ser preparada tendo em conta o número de docentes que entrariam no 5.º escalão, por grupo de recrutamento.

Esta última parte eu sei que é idílica tendo em conta o número de professores já formados e que aguardam colocação, mas o princípio ideal de uma carreira atrativa seria mesmo este, que um aluno fosse formado em professor sabendo que as escolas estariam preparadas para o receber como docente de imediato (tal como os médicos).

Em todos os casos o resultado da avaliação externa devia ser considerada para efeitos de progressão dos docentes.

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26 comentários

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    • Duma on 21 de Julho de 2019 at 19:15
    • Responder

    Então os professores teriam de voltar à faculdade? A expensas de quem? Tens noção das implicações, nomeadamente
    as distâncias? Mais eficaz seria, isso sim, termos as instituições que formam professores a serem bem monitorizadas a fim de formarem bons profissionais.

    • Pardal on 21 de Julho de 2019 at 19:28
    • Responder


    “Em cada uma das situações o docente faria formação numa instituição de ensino superior ligada às áreas das ciências de educação”

    Não posso concordar com formações em “eduquês”.

    Devemos ter presente que, por melhor formação pedagógica que possua, ninguém ensina aquilo que não sabe. Ninguém.

    Uma sólida formação cientifica é fundamental.
    Uma actualização permanente do conhecimento cientifico é fundamental.
    Quando me refiro a formação e actualização cientifica permanente estou a falar de “professores” na verdadeira acepção da palavra e não em imitações. Falo dos que leccionam Biologia, Geologia, Economia, História, Geografia, Matemática, Física, Química…

    Esta questão da formação é um aspecto que nos remete para a falta de lógica de termos uma carreira única, a qual do meu ponto de vista, não faz o mínimo de sentido.
    Há que separar as educadoras e professores primários dos Professores do Ensino Secundário, como ocorre em grande parte dos países Europeus.
    Terminemos com as teorias do Mário Nogueira para a educação.

      • Maria Lourenço on 21 de Julho de 2019 at 20:12
      • Responder

      Pardais ao ninho!

        • Armando Fernandes on 23 de Julho de 2019 at 1:31
        • Responder

        Esperar o que?
        Cara Maria lourenço, não percebo a tua opinião mas, se é no sentido de modificar a estrutura da carreira docente,não me parece que seja por aí. Sabes, querida colega, está provado que a
        formação que mais influencia e estrutura o percurso escolar de um Estudante é aquela que adquire nesta fase da vida. Só com bons profissionais, bem formação e com uma remunersção compativel com o grau de exigência nesta fase é que a Educação poderá prosseguir de forma consistente.

        • Maria José on 24 de Julho de 2019 at 8:44
        • Responder

        Se soubesse o que é ensinar a ler fluentemente e escrever, operar, dominar história, geografia, biologia, matemática… Ao longo de 4 anos a 24 alunos já falava em distinção, mas pela positiva. Lecionar a pessoas que já têm maturidade e onde chegamos e despejamos matéria que vai ser digerida… O ensino basico e principalmente o primeiro ciclo é muito importante.

    • Ana Tavares on 21 de Julho de 2019 at 19:46
    • Responder

    Eu penso que as ideias aqui expostas parecem de alguém que desconhece o trabalho do professor no dia a dia nas escolas. Ir de novo para a universidade, como se a universidade preparasse os professores para lidarem com os problemas sociais, afetivos, económicos e outros, a que diariamente temos de dar solução. A ideologia parece corromper algumas mentes , e mais não digo. “Imitações de professores,” ? Quem são os iluminados? Como em todas as profissões há bons profissionais e menos bons. Pense-se em mudar a mentalidade dos pais e dos alunos, para que aprendam a VALORIZAR A ESCOLA e os profissionais da educação, isto sim, era importante
    Alguns diretores são piores do que o ministério, por isso com amigos destes, os professores não precisam de inimigos.

    • Ana Tavares on 21 de Julho de 2019 at 19:50
    • Responder

    Peço desculpa. mas preciso de deixar claro que quando falo de Diretores, não estou de forma nenhuma a referir-me a alguém em particular, muito menos ao Arlindo.

    • Manuel on 21 de Julho de 2019 at 19:52
    • Responder

    Um professor de Contabilidade vai aprender o quê numa instituição de ensino superior ligada às áreas das ciências de educação?
    Queria vê-los a lidar com o software Primavera. O próprio Arlindo, nas suas propostas,as tabelas têm erros que um aluno do 7º ano ,após 2 anos de aprendizagem de conceitos estatísticos, deveria saber calcular dados estatísticos acumulados.

    • Pardal on 21 de Julho de 2019 at 20:21
    • Responder


    Que “professor” quer o País neste século XXI?

    Faz sentido existir uma Carreira Única onde colocamos gente com formação muito diversa e com exigências profissionais também elas dispares?

    Queremos professores bem preparados cientificamente ou desejamos uns “animadores” de salas de aula com excelente preparação em “eduquês”?

    Para resolver esta e outras questões conexas importa separar as águas, nomeadamente acabar com a “Carreira Única” e separar educadoras e professores primários dos Professores do Ensino Secundário. Colocar os colaboradores da Educação Especial numa carreira de Técnicos Especialistas tal como ocorre com os psicólogos. Há muita coisa para alterar nesta amalgama chamada ECD.

    Outra questão importante é a revisão dos vencimentos deste dito Corpo Especial da Função Pública.

      • Atento on 22 de Julho de 2019 at 1:58
      • Responder

      Baixar para o salário mínimo, ou subir para o ordenado dos juízes? Baixar, vais dizer, ó pardaleco…


    1. Ó Pardal, és um vendido!
      Infiltrado de m…..!

    • Do Contra on 21 de Julho de 2019 at 20:26
    • Responder

    Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?!!
    Arlindo, vai gerir o teu agrupamento, que de tanto precisa, e deixa-te de ideias sem nexo!


  1. O problema não é a formação numa universidade ou instituição de ensino superior. Não deveria ser apenas a nível pedagógico, mas científico.
    O maior problema é a distância. Quantos quilómetros teriam certos professores de fazer? E com o que é pago ao km… As instituições poderiam aproximar-se das escolas, através dos centros de formação. Mais formações de qualidade, é o que se exige.


  2. Adoro essa mentalidade retrogada e cega.. não conseguem fazer uma unica critica construtiva, só conseguem dizer mal de tudo, como se assim fosse tudo ficar na mesma como está..

    Acordem e vejam que vai mesmo acontecer granre parte dessas alterações. O que podemos é tratar de nos prepararmos e apresentar logo propostas que nos tragam vantagens, em vez de esperar calados pelas mudanças e depois berrar não tendo efeito nenhum..
    É esse o grande problema nos professores, só olham ao seu umbigo..
    Fala-se em alterar escalões, berram, não pode ser, não posso ficar a ganhar menos, isso está errado ( em vez de pensar e saber duas coisas: é inconstitucional baixar o ordenado, os novos professores nunca vão atingir os atuais escalões 7, 8,9 e 10, por isso assim até conseguem ganhar mais, os que já estão, tal como fala a proposta, tem uma excessão para eles), e em vez de logo criticarem a formação, apresentem antes alternativas a essa formação ou propostas da formação que deve ser ministrada..
    Eu como docente contratado, posso afirmar que muitoa docentes necessitam de formação edtra urgentemente, tanto pedagógica ( estamos em outro século já repararam nisso?), como informatica (muitos nem um email sabem usar ou escrever um sumário eletrónico), bem como de cidadania e tolerância aos demais, sejam eles colegas, alunos ou outros.

    Com esse pensamento de contra tudo, é que nunca irá evoluir a educação, nem teremos uma melhor proposta, iremos ficar com a que o governo decidir..

    Parem e pensem um pouco


  3. Parem e pensem um pouco ,sem exceção….


    1. Se foi para mim, não se preocupe que eu estou de mente bem aberta a todas as ideias construtivas e que possam melhorar 😉
      Só não concordo com esse “bota a baixo” sem apresentar nenhuma ideia para melhorar a proposta.

      Exemplo: falam logo da distãncia e custos dessas universidades, sem reparar que a proposta fala em reduzir o horario do professor para metade nessa altura. Se poderia contemplar além das pedagogias, uma atualização especifica a sua area? Podia sim, mas provável muitos não terem pedagogias atuais para os novos alunos e nova realidade nas escolas.. agora se for pedagógicas de faz de conta, nem merece perder o tempo claro.

        • António Alves on 22 de Julho de 2019 at 0:42
        • Responder

        Aconselho-o, desde já, a aprender a escrever em Português correto! Tanta soberba, Rui, tem de ter algum lastro… Cumprimentos.

          • Rui on 22 de Julho de 2019 at 1:18

          A escrever no telemóvel, e sem reler acontece um ou outro erro. No melhor pano cai a nódoa não é?
          Mas como sempre, vamos lá focarmo-nos nas pequenas falhas e deixar tudo ficar estragado como sempre.
          Por isso que nada evolui como devia, nem recebemos o respeito devido.
          Nossos políticos agradecem 😉
          Continuo só a ler em todos os posts de proposta, criticas destrutivas e acusações.
          De tal forma que quem até quer contribuir com ideias de melhoria, já nem fala.

          Para quê? Está tudo otimo como está nas escolas e vai continuar otimo da forma que o governo decidir mudar tudo não é?

          Se repararem bem, até já acusaram o Arlindo de ter ido copiar tudo isto ao programa do PS. Por isso acordem, estas alterações vão ser realidade.
          Podem é ser melhoradas até a nosso favor, se fizermos o trabalho de casa atempadamente, em vez de só criticarmos.

          • Rui on 22 de Julho de 2019 at 1:20

          Agora fui reler..
          Nem merece comentários.. de tudo que falei só conseguiu comentar por duas palavras mal acentuadas????
          Típico

          • Celso Cunha on 22 de Julho de 2019 at 7:41

          Ó Rui tem mais erros…Segunda tentativa… E uma formaçãozita propostas pelo Dr. Arlindo…Em ortografia chumba!

          • Rui on 22 de Julho de 2019 at 8:04

          Volto a repetir: nada tem a acrescentar senão falar de acentuação ou tempos verbais, como pedagogo e formador, é muito fraco e pré-histórico.
          Depois admiram-se de não conseguirem nada nem sequer conseguirem falar com os alunos.
          Perdem todo o foco nos detalhes insignificantes, esquecendo o que interessa.
          Deve ser daqueles que se preocupa seno bombeiro tem a camisa corretamente apertada em vez de tentar salvar a vitima.

          Desisto de perder o meu tempo com gente dessa, afinal nem é bom o suficiente para lhes ensinar seja o que for não?
          Professores universitários também não são bons o suficiente, os melhores do mundo são os coitadinhos que tem 5 ou 6 turmas, fazer uma ou duas atas e passar a vida a chorar sobre isso, no entanto, trabalham menos horas que um contratado e ganham muito mais com muito menos despesas e sacrificios. Mas são sempre os que choram mais.
          Já sabiam que ser professor é esse o trabalho, não gostam, façam algo para o melhorar e não estar sempre só a criticar e inventar mais uma grelha para anotar algo, esquecendo de ouvir os alunos na maioria da vezes..

          Sem paciência para os coitadinhos de sempre


      1. Rui, cala-te!
        Fazes melhor figura calado! Ainda não percebeste nada!
        Quando mudam alguma coisa é sempre para entalar a malta, ainda não percebeste?
        Achas que tudo o que tem sido feito nestes últimos anos é para beneficio dos alunos?
        O Arlindo está a passar, antecipadamente, ideias que já circulam por aí. Não tem a ver com mudança, tem a ver com novo roubo!

          • Rui on 22 de Julho de 2019 at 21:03

          Exatamentenpor achar que não tem sido feito nada a favor dos alunos, é que devemos tentar modificar essas propostas de forma a favorecer os alunos e a nós se possível..
          Ficar calados e deixar serem eles a decidir, aí sim, garantidamente não irá melhorar..
          Mas como a maioria só pensa no seu umbigo logo vem os derrotistas de sempre, desistir antes de tentar ou até insultar quem tenta provocar um debate construtivo

    • Atento on 22 de Julho de 2019 at 2:03
    • Responder

    Sabes muita coisa, Rui. ..?
    Pois achas que vão alterar alguma coisa nos próximos anos? Este é o melhor ECD para o PS, meu caro. Não digas que vai ser alterado, Vai ser alterado mas daqui bastante tempo. Desta forma tu, eu e a maioria nunca chegaremos ao topo e isso interessa a qualquer governo. Não tenhas ilusões. E para pior, é muito difícil. Era dar cabo de tudo. As escolas caiam… e como estão a abanar…


    1. Nisso eu concordo. E também concordo que as mudanças a surgirem vão sempre ser para impedir chegar ao topo. Apenas digo fazermos o que não é habitual fazer: trabalharmos desde já uma proposta que consiga agradar um pouco ao nosso lado e ao deles. Em vez de ficarmos a negar sempre tudo e eles aprovarem o que querem como querem.
      Não garante conseguirmos algo mas se não tentarmos, nada temos.
      Por exemplo olhando a essa proposta de índifes renumeratórios proposta pelo Arlindo, quase todos saimos a ganhar logo desde o início. E dessa forma deve agradar ao governo pois já limita o “topo”.
      A avaliação que tanto reclamamos ser errada, mal vem aí uma proposta de uma avaliação diferente, logo criticaram sem tentar melhorar.
      Criticam o diretor ser eleito pelo conselho geral e seus padrinhos politicoa, essa proposta, coloca o diretor a ser eleito pelos coordenadores de departamento, sendo esses eleitos pelos professores. Também não serve, mas não sugerem melhor, só falam ser tudo comprado.

      Por fim, não sou sindicalizado sequer, não conheço o Arlindo senão do seu trabalho nesse blog desde sempre, reconheço que este blog tem feito muito por nós e também conseguido fazer alterar muitas das posições dos vários governos, se for para falarmos e melhorarmos o que for possível para todos nós, este reles contratado, está ao dispor. Se for para tentarem ficar no mesmo marasmo, os doutos quadros que se resolvam e quando eles fizerem o que querem apenas façam como deviam fazer sempre: aceitar que doi menos, em vez de reclamarem que está tudo mal mas nada se propôe a mudar quando podem

    • Jorge Augusto Paulo Pereira on 23 de Julho de 2019 at 9:44
    • Responder

    Concordo com quase tudo, exceto com o papel menor que a formação na área científica assumiria. Também julgo que a formação a partir dos Centros, como atualmente existe, é uma farsa, uma perda de tempo e um gasto de dinheiro sem resultados palpáveis. Concordo que a formação deveria ser dada pelas universidades. Mas o papel da atualização em matéria científica deveria ser mais preponderante.

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