Esta falta de visão sobre o futuro no que a número de professores diz respeito, até parece encomendada para tentar convencer alguém que isto vai de vento em popa…
Plano de Emergência: no futuro não teremos professores. A sério?

Jul 02 2019
Esta falta de visão sobre o futuro no que a número de professores diz respeito, até parece encomendada para tentar convencer alguém que isto vai de vento em popa…
Plano de Emergência: no futuro não teremos professores. A sério?

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15 comentários
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Confirma-se aquilo que aqui referi:
“A colocação de professores a tempo inteiro está saudável e há excesso de oferta. Há muito mais professores a candidatarem-se do que vagas a abrir. Especialmente no ensino pré-escolar e primeiro ciclo. O sistema está sobre dimensionado. ”
Há, de facto, EXCESSO de professores Primários e de Educadoras da Infância. No ensino secundário também há excesso de professores de ginástica.
A questão que se coloca é saber a razão deste EXCESSO.
É simples. O Excesso de professores para estas áreas está relacionada com a facilidade em obter uma licenciatura nestas áreas. Quem forma esta gente são as ESEs., os PIAGETs, os ISMAI (que deram mestrado ao MACACO – lider da claque do Porto) e outras Chafaricas onde é necessário um esforço minimo para obter um papel e concorrer ao Ensino Público.
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Uma história (a da falta de professores) muitas vezes repetida (aqui no BLOG) pode tornar-se uma verdade, mas os jovens professores do futuro continuarão desempregados e com expetativas frustradas. A profissão tornar-se-á menos valorizada e com menor capacidade de atrair os melhores.
Esta é a verdade. Por muito doloroso que seja ler isto, ignorar é negar a realidade que, já hoje, é visível a olho nu.
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Depois de ler estes comentários, resta-me dizer que a classe dos professores está de facto de rastos.
Aposto que quem escreve isto, é mais um daqueles professores que está num excelente escalão, a meia dúzia de km’s de casa, frustrado com a vida porque queria a reforma aos 55 anos e agora não é possível, vai para a escola todos os dias como se fosse para um enterro, fruto da sua desmotivação, completamente obsoleto das ideias porque não está minimamente preocupado com a perda do seu lugar de trabalho. Colega, o problema do ensino está garantidamente na classe docente, pois uma grande parte, não todos como é óbvio, está no ensino porque entrou em boa altura e ganha bastante dinheiro comparativamente com o que a média da população nacional ganha. Eu tenho 30 anos, concorro à 7 anos para todo o país, Açores e Madeira, e nunca tive o privilegio de ser colocado. Mas ano após ano, continuo a concorrer e com a mesma vontade em dar aulas. Fiz o meu ano de estágio em 2012 e vi muito do que se passa nas escolas deste país. Por culpa de uns, todos estão a pagar. Enquanto este ensino não levar uma volta das grandes, a classe docente vai ser sempre desprezada por toda a sociedade.
“concorro há 7 anos”: colega, para bem da classe docente, tente não dar mais armas de arremesso a quem nos quer achincalhar mais.
colega Rui …..isto é um blog…não devemos dar muita importância à ortografia
No fim de contas o colega Tiago desabafou que anda vai muitos anos a contrato. Já tem 30 anos de idade e ainda anda como contratado.
Eu conheço colegas com 42 anos ainda a contrato. A culpa é do Ministério da Educação que não abre vagas para efectivar.
Caro colega, para fazer uma intervenção na ortografia esteve logo disponivel, mas para falar do assunto já não.
ps. Se calhar é um sedentário, com excesso de peso e alguns problemas articulares. Eu sou da educação física. Posso-lhe dizer que a sua saúde fica melhor com o exercício físico…e a minha saúde fica a mesma com a ortografia.
A senhora tem toda a razão: enquanto todos os contratados não tiverem uma situação profissional digna, a treta de formar novos professores só pode servir para melhor escravizar os que já existem. É isto que se pretende?
O que eu vejo é a velhada a reformar-se em exponencial no último índice..e eu com 41 anos com 16 de serviço a correr país de lés a lés ainda a ganhar pelo 167
E eu vejo é muitos «quarentinhas» de baixa.
Nem contratada merece ser, pela falta de ética profissional e respeito pela classe. A classe docente deve ser uma exemplo de dignidade.
“Eu sou da educação física. Posso-lhe dizer que a sua saúde fica melhor com o exercício físico…e a minha saúde fica a mesma com a ortografia.”diz o sr.professor Tiago.
Pois, se calhar, é por esta ideia sobre a escola e o seu papel , em suma, sobre a importância da educação que, como se vê,alguns profs têm e transmitem publicamente (e por certo aos alunos),que a Escola, o seu papel e os seus professores são tão desvalorizados! Acho pobre, e isto empobrece a classe. Para tal basta a “voz do povo”, quando diz que para ter sucesso não precisa da Escola!
Lamento dizê-lo, mas cuidar do corpo não basta! Fica mal a um professor desvalorizar desta forma a educação.
Ou então, para que servem os restantes profs/disciplinas?! Acabar com elas, não? Sempre se poupava muito dinheiro e cansaço aos alunos!
Não vale a pena continuar esta conversa para ver quem tem a espada maior! Continuem a meter atestados e a fazer greves. Vocês é que estão certos! XD
Sr Professor,
Dignidade é dar condições de trabalho à classe docente, e não estar a referir que há professores de baixa médica. Se estão de baixa, é porque têm motivos para tal.
Primeiro informe-se das condições de trabalho de alguns professores (sim de alguns, porque nas escolas há muitas criaturas que têm uma vida de lorde, enquanto outros são os seus escravos).
Lordes, sim, nomeadamente os de Educ-Física, música……..esses se meterem baixa não é pelo cansaço “da cabeça” , resultado da correção e elaboração de testes e exames, mas talvez por algum entorse do pé, da mão….
Não nos podemos esquecer que a patroa da autora é a Sr.a Maria de Lurdes Rodrigues.
Caros colegas,
Não “discutamos” uns com os outros. Em vez disso, devemos concentrar-nos na recuperação do tempo integral de serviço. O sindicato S.T.O.P. criou um Fundo Judicial Docente para instaurar um processo no Tribunal Europeu. Naturalmente que, primeiro, teremos de esgotar as instâncias portuguesas. Para tal, são necessários 8.000€.
Até ao momento foram angariados 2523€. Agradeço que contribuam e/ou divulguem ao maior número possível de pessoas, se concordarem com esta forma de luta.
Deixo os dados para as contribuições.
NIB: 0193 0000 1050 5239 9791 5
IBAN: 50 0193 0000 1050 5239 9791 5
Nome do beneficiário: José Oliveira
NIF S.TO.P.: 514844078